segunda-feira, maio 25, 2026

Agro

AgroNewsSafra

Entrevista com Victor Trenti diretor comercial da FS

Além da produção de etanol, a FS diversifica suas operações com foco em sustentabilidade e inovação. A empresa produz óleo de milho e energia elétrica a partir de biomassa, utilizando tecnologia avançada para fabricação de produtos destinados à nutrição animal.

​Victor Trenti, diretor comercial da FS, destacou recentemente diversas inovações implementadas pela empresa. Uma delas é a produção do HPDDG (DDG com alta proteína), um coproduto do etanol de milho destinado à nutrição animal, que possui 53,7% de Profat — combinação de proteína bruta e gordura. Este produto oferece uma redução de custos de 15% em relação ao farelo de soja e atende tanto ao mercado interno quanto ao externo, com exportações já iniciadas para a Indonésia.

Além disso, a FS obteve a Certificação Internacional de Sustentabilidade e Carbono (ISCC), permitindo a produção de combustível sustentável para aviação (SAF) a partir do etanol de milho. Essa certificação posiciona a empresa no mercado internacional de biocombustíveis, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa na aviação civil.

A empresa também investiu em tecnologias como a FST (Fiber Separation Technology), que permite a separação das fibras do milho para a produção de ingredientes destinados à nutrição animal, como o FS Essencial, FS Ouro e FS Úmido. Esses produtos possuem alto teor de proteínas, fibras e boa digestibilidade, sendo alternativas econômicas e eficientes na alimentação de bovinos, suínos, aves, peixes e pets. ​

Essas iniciativas refletem o compromisso da FS em agregar valor ao milho e ampliar as possibilidades da agroindústria brasileira, promovendo um ciclo sustentável e inovador no setor.

Para saber sobre as vagas temporárias, entre em contato pelo WhatsApp:

Primavera do Leste: 65 9953-8654

Sorriso: 66 9239-7590

Nova Ubiratã: 65 99252-6294

Para as demais vagas acesse o site: https://www.fs.agr.br/gente/nossa-gente/

News

Regulamentação de bioinsumos no país gera debate sobre qualidade e segurança



A regulamentação da produção de bioinsumos no Brasil foi tema de um painel promovido pela DunhamTrimmer, reunindo especialistas do setor. A discussão ocorreu no contexto da lei nº 15.070, sancionada no final de 2024, que estabelece diretrizes para a fabricação agrícola desses insumos biológicos.

Embora a nova legislação represente um avanço para a agricultura nacional, especialistas alertam para desafios relacionados ao controle de qualidade e segurança.

Desafios da nova regulamentação

A pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria da Cunha expressou preocupação com a falta de avaliação sobre o uso de microrganismos, o que pode levar à disseminação de doenças. “Estamos muito preocupados com o uso de micro-organismos que não foram devidamente avaliados em termos de eficiência agronômica. A produção na fazenda deve seguir protocolos rígidos, incluindo controle de qualidade e acompanhamento técnico”, destacou.

A diretora de Relações Institucionais e Regulatório da ANPII Bio, Julia Emanuela de Souza, ressaltou a necessidade de uma regulamentação sólida para evitar riscos à credibilidade dos bioinsumos. “Sem padrões bem definidos, a reputação da tecnologia pode ser comprometida. A falta de controle pode resultar em produtos de baixa qualidade, afetando a confiança dos produtores”, alertou.

Para Gustavo Branco, vice-presidente do conselho deliberativo da Abisolo, o principal desafio está na classificação dos produtos. “O governo precisa definir padrões claros de qualidade, tanto para a produção agrícola quanto para a industrial. Isso é essencial para garantir segurança e eficiência na adoção dos bioinsumos”, afirmou.

Oportunidade para o setor

Por outro lado, Ithamar Prada, CEO da BioWorld, vê a nova legislação como um marco positivo. “A lei oferece segurança jurídica e fortalece toda a cadeia de bioinsumos. Essa regulamentação pode impulsionar a sustentabilidade na agricultura brasileira e trazer benefícios já no curto prazo”, destacou.

Já Ignacio Moyano Córdoba, vice-presidente da DunhamTrimmer para a América Latina, reforçou o potencial do Brasil como referência mundial em biotecnologia agrícola. “O país tem condições de liderar esse mercado globalmente, mas a implementação correta da lei será decisiva para o sucesso da iniciativa”, pontuou.

Normas que regem os bioinsumos

A lei nº 15.070 permite que produtores fabriquem seus próprios bioinsumos sem necessidade de registro comercial, mas impõe restrições, como a proibição do uso de produtos comerciais como fonte de inóculo. O objetivo da regulamentação é equilibrar inovação e segurança, garantindo que a adoção dos bioinsumos ocorra de forma responsável e sustentável.

Especialistas concordam que a legislação representa um passo importante para o setor, mas reforçam que sua eficácia dependerá de uma implementação criteriosa, com fiscalização rigorosa e suporte técnico adequado para os produtores.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Falha de manejo pode comprometer próxima safra



A previsão nacional de safra é baseada em dados reais de produtividade



A previsão nacional de safra é baseada em dados reais de produtividade
A previsão nacional de safra é baseada em dados reais de produtividade – Foto: Pixabay

A safra brasileira de soja 2024/25 deve alcançar 165,98 milhões de toneladas, segundo estimativas da DataFarm. No entanto, o potencial produtivo da cultura poderia chegar a 207,47 milhões de toneladas, o que significa uma perda de 47,49 milhões de toneladas devido a falhas no manejo. Esse déficit equivale a um prejuízo de R$ 102,89 bilhões, considerando uma média de R$ 130,00 por saca de 60 kg.  

Os dados foram gerados pela tecnologia YieldGapMaps, que utiliza inteligência artificial para cruzar informações sobre produtividade, clima e manejo. De acordo com Armando Parducci, cofundador da DataFarm, a ferramenta pode auxiliar na tomada de decisões para propriedades rurais, além de instituições financeiras e seguradoras. A previsão nacional de safra é baseada em dados reais de produtividade municipal das últimas cinco safras, isolando o impacto climático e evidenciando as perdas causadas por manejo inadequado.

“Usamos como base dados de campos experimentais e áreas de fazenda com alto potencial produtivo, explorando os efeitos do clima e do manejo. Associado a essa calibração, a previsão de safra a nível nacional é feita com dados reais de produtividade municipais das últimas cinco safras, gerando assim o potencial produtivo, quantificado a partir do impacto do clima, as perdas por manejo”, comenta.  

Além da soja, a tecnologia também é aplicada ao milho, cana-de-açúcar, algodão e trigo. Segundo Parducci, práticas de agricultura de precisão podem minimizar essas perdas por meio da otimização da irrigação, correção de solo e melhorias no plantio e na aplicação de defensivos e fertilizantes. A ferramenta atualiza previsões diariamente com resolução espacial de dois hectares, sem necessidade de coletas de campo, garantindo rapidez e qualidade nas análises.

 





Source link

News

Mapa começa a utilizar drones para fiscalizar plantio



Depois de passarem por uma capacitação sobre o uso de drones na fiscalização, servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do estado de São Paulo começaram a adotar a tecnologia em campo. A primeira operação aconteceu nesta semana, quando uma aeronave não tripulada sobrevoou e mapeou áreas experimentais de cana-de-açúcar geneticamente modificada. O produto ainda não está liberado para uso comercial e essa restrição é controlada pelo Mapa.

A fiscalização com drones torna o trabalho mais ágil e reduz a exposição dos servidores a condições adversas – a campo, além de minimizar os deslocamentos.

Dados e imagens captados pelos drones

captados pela aeronave permitem realizar medições, comparando o que está no campo com os dados apresentados pela empresa fiscalizada. Enquanto um servidor verifica a parte documental, outro comanda os voos.

Todos os ensaios envolvendo Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) são regulamentados e estritamente minuciosos, devendo-se respeitar as medidas de biossegurança aprovados pela comissão técnica nacional de biossegurança, como por exemplo, delimitações e dimensionamento de áreas de cultivo.

A imagem em alta resolução permite verificar detalhes da área cultivada, calcular o tamanho e a quantidade de plantas no local. Antes do uso da tecnologia, o fiscal teria que medir manualmente a área e marcar os pontos de latitude e longitude, entre outras informações.

Três servidores acompanharam a primeira operação em São Paulo, que aconteceu na região de Campinas. A chefe da regional do Mapa, Patricia Schober, disse considerar importante incorporar às ações do ministério as tecnologias que contribuam para embasar tecnicamente o trabalho dos auditores fiscais.

“O uso de drones na fiscalização de OGM torna a ação mais ágil e eficaz, além de permitir registros importantes para esse tipo de fiscalização. Como o Mapa em São Paulo tem um especialista no assunto e os equipamentos disponíveis, seria um erro não incorporar a tecnologia a esse tipo de ação”, disse ela.

O ministério capacitou servidores do estado de São Paulo para utilizarem drones em suas atividades. O conteúdo do treinamento incluiu desde a legislação até a parte prática de voo, obtenção e processamento das imagens.

Todos os voos, mesmo em uma fiscalização, foram autorizados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão responsável pelo controle do espaço aéreo no Brasil. A aeronave utilizada está devidamente cadastrada junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que é fundamental para que os dados gerados pela aeronave possam ser utilizados de forma legal.

A intenção é utilizar cada vez mais essa ferramenta nas fiscalizações em 2025. A Superintendência de Agricultura e Pecuária em São Paulo (SFA-SP), que representa o Mapa no estado, receberá em breve mais duas aeronaves não tripuladas de última geração, adquiridas pelo ministério. Uma delas possui um sensor termal, tecnologia que permite detectar variações de temperatura e visualizar o calor emitido pelos objetos. Essa aeronave poderá ser utilizada em operações noturnas ou em condições de baixa visibilidade.



Source link

News

Empresa de laticínios usa inteligência artificial para ajudar a buscar desaparecidos



Uma iniciativa inovadora da Piracanjuba, em parceria com a ONG Mães da Sé, está utilizando inteligência artificial (IA) para ajudar na busca por pessoas desaparecidas. A campanha, iniciada em 2024, será expandida neste ano e já tem impacto nacional.

Nas embalagens de leite da marca, fotos antigas de desaparecidos são recriadas com a aparência que poderiam ter hoje, inserindo os rostos em cenas do cotidiano. A tecnologia permite que milhões de pessoas, ao adquirirem os produtos, tenham acesso às imagens e possam contribuir com informações sobre os casos.

O Canal Rural produziu e exibiu uma matéria sobre o assunto. O repórter João Nogueira conversou com a gerente de comunicação da Piracanjuba, Juliana Morato Menezes, que falou sobre a importância do assunto.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 183 pessoas desaparecem todos os dias no Brasil, totalizando cerca de 80 mil casos por ano. Juliana explicou que um perito criminal foi contratado para analisar 19 fotos disponibilizadas pela ONG e utilizar a IA para criar as novas imagens.

“Hoje, essas pessoas estão bem diferentes de quando sumiram. A inteligência artificial nos permitiu reconstruir suas possíveis aparências atuais”, destacou Juliana.

Diante do sucesso da iniciativa, a Piracanjuba pretende ampliar a campanha em 2025, com a inclusão de novas imagens nas embalagens.

“Estamos fazendo uma nova seleção para alcançar ainda mais pessoas. Espero que esse projeto sirva de inspiração para outras empresas e indústrias” afirmou a gerente.

A ação social, classificada como “Marketing do Bem”, não tem prazo para terminar, mantendo viva a esperança de milhares de famílias que buscam seus entes queridos.



Source link

News

33 milhões de brasileiros não têm acesso a água potável


Neste sábado (22), é celebrado o Dia Mundial da Água, data estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa, que existe desde 1993, tem o objetivo de alertar a sociedade de que a água é um bem finito e pode ser inutilizado para o uso mais importante, o consumo humano.

Diante desse risco e da constatação de que mais de 2,2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso ao produto, a informação foi incluída nos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) estabelecidos pela Agenda 2030. O item 6 estabelece que todo cidadão tem direito a água potável e saneamento.

No Brasil, um dos países com maior quantidade de água doce do mundo, o cenário também preocupa, já que o levantamento do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) mostra que 33 milhões de brasileiros também não conseguem consumir o produto de forma adequada.

No campo, os cuidados com a irrigação podem garantir a produção de alimentos e o desenvolvimento em um cenário de eventos climáticos extremos.

Com esse entendimento, é preciso que toda a sociedade seja conscientizada de que evitar a contaminação tóxica e o desperdício significa proteger o recurso natural das próximas gerações.

Especialistas informam que as condições com maior potencial de desperdício são os vazamentos não reparados. No interior de uma residência, as áreas com maior verificação de uso indevido são o banheiro e a cozinha, que juntos representam 70% do consumo total.

Medidas

Para aumentar a eficiência no uso de água e mitigar os efeitos da estiagem, o governo de São Paulo disponibilizou uma linha de crédito de R$ 200 milhões para irrigação pelo Programa Irriga + SP, parceria entre a Secretaria de Agricultura e a Desenvolve SP.

Plataforma de Internet das Coisas ajuda produtores a planejar o uso de água com precisãoPlataforma de Internet das Coisas ajuda produtores a planejar o uso de água com precisão
Foto: Pixabay

Os recursos são destinados a projetos com foco na implementação de sistemas de irrigação, energia fotovoltaica e agricultura de precisão. A iniciativa pretende garantir a produção de alimentos e o desenvolvimento em um cenário de eventos climáticos extremos.

Meio Ambiente

A recuperação de nascentes e de mata ciliar também são fundamentais. A Fundação Norberto Odebrecht (FNO) apoiou, em 2024, diversos projetos na região conhecida como Baixo Sul, na Bahia.

Os resultados advêm das práticas do seu programa social, o PDCIS (Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade). A ação tem um impacto direto na melhoria da qualidade da água, uma vez que as nascentes são fontes cruciais para o abastecimento hídrico, e sua recuperação ajuda a manter a quantidade e qualidade da água. Além disso, a vegetação ciliar age como um filtro natural, reduzindo a chegada de poluentes como sedimentos, nutrientes e defensivos.

Qualificação

Atualmente, cursos de EAD ajudam os interessados em atuar na área de meio ambiente, podendo iniciar a carreira por meio do curso Técnico em Meio Ambiente. O Senac oferece o estudo sobre o assunto, disponibilizando cursos de formação continuada, graduação, pós-graduação e extensão universitária.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil pode ganhar espaço na soja com tarifas dos EUA


De acordo com dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA) referente a semana de (14/03 a 20/03), o mercado da soja apresentou variações ao longo da semana, com o contrato de maio passando a ser referência. O bushel da oleaginosa encerrou o pregão da última quinta-feira (20) cotado a US$ 10,13, um leve avanço em relação aos US$ 9,96 da semana anterior.

Nos Estados Unidos, o processamento de soja ficou 4% abaixo das expectativas do mercado em fevereiro e 4,5% menor do que no mesmo mês do ano passado, segundo a Associação dos Esmagadores de Soja do país. Já os estoques de óleo de soja ficaram 8,4% acima do esperado e cresceram 18% em relação a janeiro.

No comércio exterior, as importações chinesas de soja dos EUA aumentaram 84,1% nos dois primeiros meses de 2025, alcançando 9,1 milhões de toneladas. A alta foi impulsionada pelo receio de novas tarifas comerciais impostas pelo governo Trump e pelo atraso na colheita brasileira. Por outro lado, as compras chinesas de soja do Brasil caíram 48,4% no período, totalizando 3,59 milhões de toneladas. No acumulado geral, a China importou 13,61 milhões de toneladas de soja no primeiro bimestre, um aumento de 4,4% em relação ao mesmo período de 2024.

Na Bolívia, a crise econômica e a escassez de combustível preocupam os produtores da região agrícola de Santa Cruz de la Sierra. O setor enfrenta dificuldades na colheita devido à redução das reservas de moeda estrangeira, que afeta a importação de diesel. “O governo da Bolívia, sob crescente pressão devido à crise do dólar e dos combustíveis, tentou facilitar as importações, permitindo que a empresa estatal de energia YPFB usasse criptomoedas para pagar cargas de combustível e pagar empresas”, informou uma fonte oficial.

A situação ameaça não apenas a produção de soja, milho e sorgo, mas também impacta cadeias produtivas como carnes, leite e ovos. O governo boliviano tenta conter a crise por meio de subsídios, mas enfrenta restrições orçamentárias. No mercado paralelo, a cotação do dólar disparou para 11 bolivianos, enquanto a taxa oficial controlada pelo governo permanece em 6,86 bolivianos.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cultivo de arroz avança com otimismo no Centro-Oeste gaúcho



O uso de novas tecnologias também impulsiona a orizicultura



O uso de novas tecnologias também impulsiona a orizicultura
O uso de novas tecnologias também impulsiona a orizicultura – Foto: Pixabay

A safra 2025 de arroz no Centro-Oeste do Rio Grande do Sul começa com boas perspectivas, impulsionada pelo aumento da área plantada e pelo avanço tecnológico. A última safra registrou crescimento na semeadura, superando 970 mil hectares no estado. Após desafios climáticos, produtores da região esperam um ciclo produtivo mais estável e com melhores resultados. 

A preparação do solo, iniciada meses antes do plantio, é essencial para garantir altos rendimentos. O manejo adequado, incluindo incorporação de palha e nivelamento do terreno, contribui para um desenvolvimento mais eficiente da cultura. Condições climáticas favoráveis, como temperaturas mais elevadas e tempo seco, fortalecem ainda mais as expectativas de boa produtividade.  

O uso de novas tecnologias também impulsiona a orizicultura. Equipamentos modernos melhoram a uniformidade da semeadura e reduzem desperdícios, enquanto cultivares desenvolvidas para regiões irrigadas por inundação aumentam a resistência das plantas e a eficiência do cultivo. A constante evolução no manejo e nas práticas agrícolas reforça a competitividade do setor no estado.

“O arroz tem uma janela de plantio entre meados de setembro e outubro, mas todo o preparo de solo começa bem antes. Esse processo é fundamental para garantir uma lavoura produtiva e de qualidade”, explica Dauto Carpes, engenheiro agrônomo e especialista de marketing de produto e mercado da FertiSystem.“As previsões indicam que teremos uma boa safra, desde que o clima continue colaborando assim. Principalmente porque o produtor tem investido cada vez mais em tecnologia e manejo eficiente para garantir bons resultados”, afirma o especialista.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

USDA reduz previsão da oferta global de milho em 2025



Produção mundial de milho cresce, mas estoques caem




Foto: Agrolink

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para baixo a estimativa de oferta mundial de milho para a safra 2024/25. Segundo análise divulgada na última segunda-feira (17) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a projeção atual é de 1,71 bilhão de toneladas, o que representa uma redução de 0,06% em relação a fevereiro e uma queda de 1,29% na comparação com o ciclo 2023/24.

Apesar do crescimento da produção global em 0,14% em relação à estimativa de fevereiro, a oferta total foi impactada pela queda de 0,59% nos estoques iniciais e pela redução de 0,47% nas importações. O consumo mundial, por outro lado, foi estimado em 1,42 bilhão de toneladas, apresentando um leve crescimento de 0,03% ante a projeção anterior e alta de 0,20% em relação ao ciclo passado.

Com a redução da oferta, os estoques finais foram ajustados para 288,94 milhões de toneladas, uma queda de 0,47% frente à estimativa anterior e uma retração de 7,97% na comparação com 2023/24. Diante desse cenário, os contratos de milho para julho de 2025 na CME Group fecharam a última semana cotados a US$ 4,73 por bushel, registrando alta de 1,29% em relação à semana anterior.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cotação do trigo sobe em Chicago e no Brasil


As cotações do trigo registraram alta nesta semana, tanto no mercado internacional quanto no Brasil. De acordo com dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA) referente a semana de (14/03 a 20/03), o bushel encerrou o pregão de quinta-feira (20) cotado a US$ 5,57 em Chicago, acima dos US$ 5,47 da semana anterior. Desde o início de março, o preço subiu de US$ 5,18 para US$ 5,68.

No mercado interno, a escassez de produto de qualidade impulsionou os preços. No Rio Grande do Sul, as médias de balcão variaram entre R$ 71,00 e R$ 73,00 por saca, enquanto no Paraná, os valores oscilaram entre R$ 77,00 e R$ 78,00. Com a valorização do real nas últimas semanas, compradores têm aumentado as importações.

A Conab projeta um crescimento de 15,6% na produção de trigo em 2025, alcançando 9,1 milhões de toneladas, desde que as condições climáticas sejam favoráveis. A produtividade deve aumentar 18%, chegando a 3.040 quilos por hectare, enquanto a área plantada pode recuar 2,1%, refletindo incertezas climáticas e de mercado. No Rio Grande do Sul, a área pode cair 3,8%, e no Paraná, 2,3%. Caso o clima não favoreça a cultura, a produção pode permanecer no nível do ano passado, 7,9 milhões de toneladas.

Dados preliminares da balança comercial indicam que, em fevereiro de 2025, o Brasil importou 336,6 mil toneladas de trigo em 15 dias úteis, enquanto as exportações somaram 567,1 mil toneladas no mesmo período. Para a safra 2025/26, a projeção de importação caiu de 5,8 milhões para 5,6 milhões de toneladas, desde que a produção nacional atinja a estimativa de 9,1 milhões de toneladas. Os estoques finais podem encerrar o período em 1,73 milhão de toneladas, conforme o divulgado pela Ceema.


 





Source link