segunda-feira, maio 25, 2026

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Quais as recomendações do mercado da soja



Aumento do consumo de óleo de soja para biodiesel no Brasil tem sustentado os preços



O aumento do consumo de óleo de soja para biodiesel no Brasil tem sustentado os preços
O aumento do consumo de óleo de soja para biodiesel no Brasil tem sustentado os preços – Foto: Divulgação

A TF Agroeconômica recomenda cautela nas decisões de venda da soja diante de fatores ainda indefinidos, como as reações globais às tarifas impostas pelos EUA e as condições climáticas para a próxima safra americana. A consultoria destaca que a soja proporciona lucro de 22,74% no Rio Grande do Sul, 15,13% no Paraná, 8,47% em Goiás e 12,27% no Mato Grosso do Sul. No entanto, no Mato Grosso, os produtores podem enfrentar um prejuízo de 10,68%, segundo os custos de produção do IMEA. A orientação é garantir lucros quando possível e diversificar as vendas ao longo do tempo para minimizar riscos.  

Entre os fatores de alta, o aumento do consumo de óleo de soja para biodiesel no Brasil tem sustentado os preços. Em 2025, a demanda deve atingir 9,74 milhões de toneladas, mas poderia ser ainda maior caso o governo não tivesse cancelado a elevação da mistura de biodiesel de B14 para B15. Já entre os fatores de baixa, a entrada da safra recorde do Brasil pressiona as cotações, mesmo com a quebra no Rio Grande do Sul. O país deve colher entre 167 e 170 milhões de toneladas, conforme estimativas da Conab e do USDA.  

Outro fator que pode impactar negativamente os preços é a incerteza gerada pela escalada tarifária dos EUA. Além das tarifas sobre produtos chineses, há preocupação com possíveis taxas portuárias adicionais para embarcações associadas à China, o que encareceria a logística e afetaria a competitividade dos agricultores americanos. Especialistas acreditam que a medida pode não ser implementada, mas a incerteza persiste, tornando o mercado ainda mais volátil.  

Diante desse cenário, a estratégia mais segura segue sendo a venda parcelada da produção, combinada com o uso do mercado futuro. A especulação não deve ultrapassar 10% da safra, reduzindo os riscos e garantindo maior previsibilidade aos produtores.

 





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Como a soja encerrou a semana?


Os preços da soja no mercado do Rio Grande do Sul estão variando a cada praça, segundo informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega março e pagamento abril na casa de R$ 135,50 entrega abril e pagamento final de abril bateu R$ 136,50 entrega maio e pagamento final de maio R$ 137,00. No interior, os preços nas fábricas seguem os valores de cada praça: R$ 133,00 em Cruz Alta (pagamento em 31/03), R$ 133,00 em Passo Fundo (pagamento no final de março), R$ 133,00 em Ijuí (pagamento em 31/03), R$ 133,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento em meados de abril). Já os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 127,00 por saca para o produtor”, comenta.

O Planalto Norte de Santa Catarina prevê colher mais de 800 mil toneladas de soja na safra 2024/2025, com produtividade média de 81 sc/ha. Mafra e Canoinhas lideram a produção, segundo o Giro da Safra, da Epagri e Sicoob. A safra estadual cresceu 2,6% em área plantada, 9,7% em produtividade e 12,6% no volume total. No porto de São Francisco, a soja foi cotada a R$133,32/sc em junho, refletindo incertezas climáticas.

No Paraná, a safra de soja registra perdas expressivas no Oeste. “O cenário reforça os desafios enfrentados pelo setor diante das adversidades climáticas e da volatilidade do mercado. Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 134,54. Em Ponta Grossa foi de R$ 127,70 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 124,58. Em Maringá, o preço foi de R$ 125,15 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 127,70 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 125,00”, completa.

As exportações de soja de Mato Grosso do Sul caíram 14,29% em 2024, totalizando 6,6 milhões de toneladas, com uma redução de 26,95% na receita, segundo a Aprosoja. A queda foi causada por déficit hídrico e maior concorrência da Argentina e dos EUA. No Brasil, as exportações somaram 98,8 milhões de toneladas, com a China absorvendo 86,25% das compras. O estado processou 4,9 milhões de toneladas de soja em 2024, mantendo a quarta posição no ranking nacional, atrás de MT, PR e RS. Os preços no estado variaram, com a soja cotada a R$117,20 em Dourados, Campo Grande e Maracaju, e a R$106,03 em Chapadão do Sul.

Chuvas intensas e logística precária desafiam colheita no Mato Grosso. “Campo Verde: R$ 109,50, Lucas do Rio Verde: R$ 109,47 Nova Mutum: R$ 109,47. Primavera do Leste: R$ 109,50. Rondonópolis: R$ 109,50. Sorriso: R$ 109,47”, conclui.

 





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Soja encerra semana em queda em Chicago


A soja encerrou o dia e a semana em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionada pela escalada da guerra tarifária dos Estados Unidos, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de maio, referência para a safra brasileira, recuou 0,32%, fechando a $1009,75 por bushel, enquanto o vencimento de julho caiu 0,37%, para $1021,50 por bushel. O farelo de soja avançou 1,08%, cotado a $300,3 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja perdeu 1,64%, negociado a $42,01 por libra-peso.  

A queda da oleaginosa foi influenciada pela entrada da safra recorde do Brasil e pelas incertezas sobre novas tarifas dos EUA. A Casa Branca estuda impor taxas extras a embarcações ligadas à China, o que pode reduzir a competitividade do exportador americano. Esse cenário desestimula as compras chinesas de soja dos EUA, aumentando a pressão sobre os preços em Chicago.  

Além disso, a estatal chinesa Sinograin anunciou um leilão de 160 mil toneladas de soja para a próxima terça-feira, na primeira venda desde janeiro. A medida busca aliviar a oferta restrita que levou processadores a interromperem a produção. No entanto, com a proximidade da chegada da safra brasileira aos portos chineses, o mercado deve evitar pagar prêmios elevados.  

No acumulado da semana, a soja caiu 0,62% ou $6,25 cents/bushel. O farelo de soja perdeu 1,83%, recuando $5,6 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 1,01%, avançando $0,42 por libra-peso.

“O dólar apresentou alta firme nesta sexta-feira, 21, e voltou a superar o nível de R$ 5,70,

acompanhando a onda de fortalecimento da moeda norte-americana no exterior, em dia marcado por apreensão sobre os impactos das tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a economia dos EUA”, conclui.

 





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Mercado de milho exige cautela



No Brasil, a safrinha se consolida e os preços das carnes e do etanol recuam



No Brasil, a safrinha se consolida e os preços das carnes e do etanol recuam
No Brasil, a safrinha se consolida e os preços das carnes e do etanol recuam – Foto: USDA

A TF Agroeconômica alerta que o mercado de milho exige cautela neste momento, recomendando paciência e evitando riscos desnecessários, uma vez que o cenário pode mudar drasticamente. A expectativa sobre as tarifas recíprocas que entrarão em vigor em 2 de abril pode alterar o panorama mundial e nacional, especialmente para o Brasil, um dos principais exportadores. Diante disso, a recomendação é aguardar antes de tomar decisões estratégicas.

Entre os fatores de alta para os preços do milho, destaca-se o desempenho positivo da indústria de etanol nos Estados Unidos, que registrou aumento semanal na produção e redução dos estoques. Essa indústria consome cerca de 37% da safra norte-americana, tornando qualquer mudança em seu cenário um fator de impacto direto nos preços do grão.

Por outro lado, há fatores de baixa que pressionam o mercado. Investidores têm adotado uma postura cautelosa frente a possíveis mudanças radicais. Além disso, no Centro-Oeste dos EUA, a previsão de chuvas leves para os próximos dias pode favorecer o início do plantio da safra 2025/2026, reduzindo preocupações climáticas. 

No Brasil, a safrinha se consolida e os preços das carnes e do etanol recuam, apesar de ainda estarem em alta no acumulado do ano. O frango teve sua projeção de alta reduzida de 3,01% para 2,29%, enquanto os suínos caíram de 6,97% para 3,61%. O etanol hidratado desacelerou de 6,79% para 4,24%, e o anidro de 7,84% para 6,03%. Diante desse cenário, o mercado de milho segue em compasso de espera, avaliando o impacto das tarifas internacionais e das movimentações no setor agroindustrial.

 





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Dia 1: Apesar de solos úmidos, perda de potencial produtivo nas províncias…


Logotipo Notícias Agrícolas

A segunda-feira (17) foi bastante produtiva em terras argentinas para a equipe do Crop Tour Argentina Notícias Agrícolas e Grupo Labhoro deste ano. Na província de Buenos Aires, uma das mais importantes da Argentina, o grupo visitou regiões como Barradero, Diego Gaynor, chegando a Vila Ramallo, passando por Santa Coloma, entrando na província de Santa Fé, por Pavón. 

Nas últimas regiões visitadas em Buenos Aires, o grupo registrou uma condição um pouco mais agressiva de deterioração das lavouras. “Em Santa Coloma, a situação é mais preocupante: as lavouras, severamente impactadas pela estiagem inicial, apresentam porte reduzido e entraram em floração precocemente. O solo está úmido, mas a densidade populacional é menor, com 13,2 plantas por metro e espaçamento de 35 cm”, informou o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa. 

Ao longo de toda esta semana, acompanhe as fotos das paradas deste primeiro dia, além da cobertura completa ao longo de toda esta semana aqui no Notícias Agrícolas. Serão percorridos cerca de quatro mil quilômetros. As imagens são de Daniel Olivi. 

AROCENA, SANTA FÉ

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Lavouras de soja na região de Arocena, Santa Fé – Fotos: Daniel Olivi

CT Argentina 2025 - Arocena (1)CT Argentina 2025 - Arocena (2)CT Argentina 2025 - Arocena (4)CT Argentina 2025 - Arocena (5)CT Argentina 2025 - Arocena (6)CT Argentina 2025 - Arocena (7)CT Argentina 2025 - Arocena (8)

MACIEL, SANTA FÉ

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Lavouras de soja na região de Maciel, Santa Fé – Fotos: Daniel Olivi

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PAVÓN, SANTA FÉ

Já na região de Pavón, em Santa Fé, os solos também estavam úmidos, com cerca de 25 plantas por metro, em um espaçamento de 50 cm e, aproximadamente, 19 vagens por pé. Na região, foram visitadas também lavouras de sorgo. 

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Lavouras na região de Pavón – Fotos: Daniel Olivi

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VILA RAMALLO, BUENOS AIRES

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Lavouras na região Vila Ramallo – Fotos: Daniel Olivi

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BARRADERO, BUENOS AIRES

Na região de Barradero, por exemplo, é possível observar o solo úmido, com as lavouras ainda no estágio de floração e retomando seu fôlego. “As lavouras, naturalmente, se revigoram, têm uma capacidade de recuperação impressionante, mas as lavouras sentiram o peso das altas temperaturas e da falta de chuvas no início de janeiro”, relata Ginaldo Sousa, diretor geral do Grupo Labhoro. 

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Lavouras na região de Barradero – Fotos: Daniel Olivi

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DIEGO GAYNOR, BUENOS AIRES 

Direto da região de de Diego Gaynor, Sousa ainda afirma que “as lavouras perderam seu grande potencial produtivo. Aqui tem que continuar chovendo, mas não há previsão de chuvas para os próximos sete dias, e isso é preocupante”. 

“A seca que aconteceu no mês de janeiro causou impacto nesta soja, ela começou a florescer, há plantas com algumas vagens em formação e, ao mesmo tempo, com estas chuvas, voltou a dar um novo estímulo. Afeta o potencial produtivo, com certeza, mas ainda tem boas produtividades desde que continue chovendo daqui pra frente”, diz Charles Wolmann, que também aocompanha o grupo. 

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Lavouras na região de Diego Gaynor – Fotos: Daniel Olivi

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News

Alckmin defende agricultura verde e mais exportações do agro brasileiro



O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, defendeu nesta segunda-feira (25) uma maior inserção do agronegócio brasileiro no comércio internacional com base em práticas sustentáveis.

A fala ocorreu durante o seminário Rumos 2025, promovido pelo Valor Econômico, em Brasília.

Durante sua participação, Alckmin reforçou que o Brasil tem vantagens estratégicas para liderar a transição ecológica global, com destaque para a produção agropecuária de baixo carbono e o uso de energia limpa. Ele destacou ainda a importância de ampliar os acordos comerciais internacionais e de adotar políticas voltadas à inovação e à sustentabilidade no campo.

“A agricultura brasileira é uma das mais eficientes do mundo. Com práticas sustentáveis, podemos nos tornar ainda mais competitivos e aumentar nossa presença nos mercados globais”, afirmou o ministro.


Potência verde e aliada do agro

Alckmin destacou que quase 90% da matriz elétrica brasileira é composta por fontes renováveis, como hidrelétrica, solar, eólica e biomassa. Esse diferencial energético, segundo ele, favorece a produção de alimentos e insumos agrícolas com baixa emissão de carbono.

“O Brasil é hoje protagonista na segurança alimentar e energética, com inúmeras oportunidades para atrair investimentos verdes. O agro será fundamental nessa jornada”, declarou.

Ele também defendeu ações firmes no combate ao desmatamento, apontando mudanças positivas na postura ambiental do país. “Saímos de uma omissão para uma ação concreta. Esse é um passo essencial para fortalecer a imagem do Brasil e abrir portas no comércio internacional.”


Exportações e acordos internacionais

Alckmin reforçou que Estados Unidos e China são parceiros estratégicos do Brasil: os chineses como principais compradores de produtos agrícolas, e os norte-americanos como maiores investidores no país. Segundo ele, o momento atual é oportuno para o Brasil ampliar suas exportações, com base no princípio da reciprocidade.

“O nosso empenho é avançar nas negociações. Os Estados Unidos são um mercado importante para produtos de alto valor agregado, como aviões e equipamentos. Mas precisamos garantir que o agronegócio também tenha acesso ampliado e justo a esses mercados”, ressaltou.

O ministro também defendeu o fortalecimento do Mercosul e do acordo comercial com a União Europeia como parte de uma estratégia de inserção global do Brasil. “Precisamos de uma indústria e de uma agroindústria mais exportadora, inovadora e sustentável”, afirmou.


Investimento verde e inovação

Entre os programas voltados à sustentabilidade, Alckmin citou o Mover (Mobilidade Verde), que já atraiu R$ 130 bilhões em investimentos. Além disso, destacou o papel do Fundo Clima e do Fundo Amazônia como instrumentos importantes para fomentar tecnologias limpas e crédito mais barato.

“O crescimento de 9,7% da indústria automotiva em 2023 mostra que é possível aliar inovação à sustentabilidade. Queremos fazer o mesmo com o agro, fortalecendo toda a cadeia produtiva com base em tecnologias sustentáveis”, explicou.


Política monetária e segurança alimentar

Alckmin anunciou ainda a criação da Letra de Crédito para Desenvolvimento (LCD), destinada a facilitar o financiamento da indústria e do comércio, inclusive do setor agropecuário. Sobre a inflação dos alimentos, ele defendeu o fortalecimento dos estoques reguladores da Conab como instrumento para conter oscilações de preço.

“Cada vez mais teremos safras impactadas pelas mudanças climáticas. É fundamental estocar quando a safra é boa, para equilibrar o mercado quando houver escassez. Isso ajuda a conter a inflação e a garantir a segurança alimentar”, afirmou.


Visão de futuro

Alckmin ressaltou que o Brasil deve aproveitar sua posição estratégica, tanto na produção agropecuária sustentável quanto no fornecimento de energia limpa, para liderar globalmente os debates sobre transição verde e segurança alimentar.

“O agro brasileiro é parte da solução climática. Nosso desafio é mostrar isso ao mundo e transformar sustentabilidade em vantagem competitiva nos mercados internacionais”, concluiu.



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Milho devolve os ganhos na B3


O milho da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) devolveu os ganhos do começo da semana e fechou o acumulado em baixa, segundo informações da TF Agroeconômica. “Na semana em que o contrato de maio chegou a ser cotado em R$ 84,44 em uma sequência de forte alta, o milho na B3 fechou em R$ 79,61, queda de -0,45 % na semana”, comenta.

“Com a reta final da colheita da soja e uma safra de milho safrinha mais definida, a indústria tirou o pé do acelerador para a recomposição de estoques. O transporte está estabilizando seus preços, o que deve facilitar o acesso ao grão estocado e de primeira safra. Apesar da boa demanda externa, os portos estão voltados para o embarque de soja. O que reduz a

competição pelo grão entre o mercado interno e externo. O investidor também ficou atento ao boato de importação de milho americano para a região norte/nordeste, visto uma melhor negociação de preços. Com isso as cotações do milho na B3 recuaram na semana, praticamente na mesma velocidade em que subiram”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia. “O vencimento de maio/25 foi de R$ 79,61 apresentando baixa de R$ -0,72 no dia, baixa de R$ -0,36 na semana; julho/25 fechou a R$ 72,78, baixa de R$ -0,08 no dia, alta de R$ 0,35 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 72,22, alta de R$ 0,06 no dia e alta de R$ 0,15 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou o dia em baixa com cautela do mercado, mas a semana foi positiva. “A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão,fechou em baixa de -1,01 % ou $ -4,75 cents/bushel a $ 464,25. A cotação para maio, fechou em baixa de -0,84 % ou $ -4,00 cents/bushel a $ 471,50”, informa.

“A cautela dos investidores quanto às alterações sobre tarifas comerciais levaram à realização de lucros, acumulados ao longo da semana, nesta sexta-feira. Os EUA devem ter uma nova safra recorde de milho em 2025, onde a exportação é parte significativa dos seus lucros. Tanto que, o bom ritmo de exportação do milho americano está mantendo as cotações em um patamar acima do visto no ano anterior. Com isso o milho fechou o acumulado da semana em alta de 1,25 % ou $ 5,75 cents/bushel”, conclui.

 





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Milho segue com preços firmes no Brasil; veja cotações



O mercado brasileiro de milho teve nesta segunda-feira (24) um dia sem grandes novidades. Segundo a consultoria Safras & Mercado, o ritmo de negócios está travado e os preços seguem firmes no país, com quadro de oferta limitada.

Os consumidores seguem encontrando dificuldade no abastecimento. Continuam as especulações com a evolução do clima para a safrinha e com movimento dos futuros do milho na B3, destacando que o contrato maio segue bastante distorcido, não condizendo com a realidade do físico paulista.

Veja preços da saca de milho pelo Brasil

  • Porto de Santos (SP): entre R$ 79 e R$ 85 (CIF)
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 79 a R$ 85
  • Cascavel (PR): de R$ 79 a R$ 81
  • Mogiana (SP): de R$ 91 a R$ 93
  • Campinas (SP): de R$ 94 a R$ 96 (CIF).
  • Erechim (RS): de R$ 79 a R$ 81
  • Uberlândia (MG): de R$ 87 a R$ 90
  • Rio Verde (GO): de R$ 84 a R$ 86 (CIF)
  • Rondonópolis (MT): de R$ 82 a R$ 85

Milho na Bolsa de Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fechou a sessão de hoje com preços mistos para o milho. Sem uma direção definida durante o dia, a maior parte dos contratos terminaram em leve alta após alternar entre os territórios positivo e negativo ao longo de praticamente toda a sessão.

O lado positivo veio de uma recuperação nos preços diante das perdas recentes, além do avanço do petróleo em Nova York.

Contudo, os preços foram negativamente afetados por um retorno das preocupações com as tarifas dos Estados Unidos, protagonizadas pelo presidente Donald Trump. O impacto dessas medidas nos principais parceiros agrícolas do país, como Canadá, México e China, foram observados por traders, que temem impactos na demanda pelos produtos dos EUA.

A valorização do dólar frente a outras moedas complementou o quadro negativo. Segundo a Reuters, os Estados Unidos planejam impor novas tarifas recíprocas a partir de 2 de abril, incluindo medidas anteriormente suspensas para Canadá e México. Além disso, investidores aguardam os relatórios do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), previstos para 31 de março, que trarão atualizações sobre os estoques de grãos e a intenção de plantio de milho nos EUA.

As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.463.093 toneladas na semana encerrada no dia 20 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, haviam atingido 1.692.298 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.255.165 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 32.267.836 toneladas, contra 24.445.564 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Contratos futuros

  • Na sessão, os contratos com entrega em maio de 2025 fecharam com alta de 0,25 centavo, ou 0,05%, cotados a US$ 4,64 1/2 por bushel.
  • Os contratos com entrega em julho de 2025 fecharam com avanço de 0,50 centavo, ou 0,10%, cotados a US$ 4,72 por bushel.



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Preço da arroba de boi gordo tem nova recuperação hoje



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar recuperação dos preços, ainda que de forma moderada, neste início de semana.

As escalas de abate permanecem encurtadas em grande parte do país, de acordo com avaliação da consultoria Safras & Mercado, o que tem levado as indústrias a aumentar seus preços de compra de gado.

A oferta de fêmeas vem apresentando redução, o que ajuda a entender o atual cenário de negócios. Já as exportações de carne bovina permanecem em alto nível, com o Brasil apresentando boas condições para estabelecer um novo recorde de embarques na atual temporada, disse o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado.

Preços médios da arroba de boi gordo hoje no Brasil

  • São Paulo: R$ 317,17
  • Goiás: R$ 304,64
  • Minas Gerais: R$ 302,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 305,34
  • Mato Grosso: R$ 300,41

Atacado

O mercado atacadista iniciou a semana com preços acomodados para a carne bovina. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 o quilo. O quarto dianteiro permanece a R$ 18,50 o quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17 o quilo.

Exportações

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 797,063 milhões em março (13 dias úteis), com média diária de US$ 61,312 milhões.

A quantidade total exportada pelo país chegou a 163,297 mil toneladas, com média diária de 12,561 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.881,00.

Em relação a março de 2024, houve alta de 62,8% no valor médio diário da exportação, ganho de 51,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 7,8% no preço médio.



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confira as variações dos preços com Chicago em queda e dólar em alta



O mercado brasileiro de soja teve poucos negócios nesta segunda-feira (24). Os preços ficaram mistos, com a Bolsa de Chicago encerrando em leve queda e o dólar subindo moderadamente em relação ao real. Os prêmios recuaram no dia.

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Confira os preços da soja:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 129,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 130,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 134,00 para R$ 133,50
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,50 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 118,00 para R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 113,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em baixa moderada. A proximidade do início da implementação de tarifas recíprocas pelos Estados Unidos mantém o mercado sob pressão.

Os agentes temem que a guerra comercial entre Estados Unidos e China se intensifique, deslocando a demanda do principal comprador do mundo para a América do Sul. Com a entrada da maior safra da história do Brasil, esse movimento já acontece naturalmente e está ajudando a pressionar as cotações.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 822.214 toneladas na semana encerrada no dia 20 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 657.836 toneladas.

USDA

O mercado também se posiciona frente ao relatório de intenção de plantio dos Estados Unidos, que será divulgado no dia 31 pelo USDA. O sentimento inicial é que os produtores aumentarão a área de milho em detrimento da soja.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar ou 0,24% a US$ 10,07 1/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,19 1/2 por bushel, perda de 2,00 centavos ou 0,19%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 2,70 ou 0,89% a US$ 297,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 42,15 centavos de dólar, com alta de 0,14 centavo ou 0,33%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,63%, sendo negociado a R$ 5,7518 para venda e a R$ 5,7498 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7028 e a máxima de R$ 5,7723.



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