segunda-feira, maio 25, 2026

Agro

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arroba continua em alta com escalas apertadas e exportações aquecidas; veja cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar alguma recuperação de seus preços nesta quarta-feira (26), puxada com escalas de abate ainda apertadas, posicionadas entre cinco e seis dias úteis na média nacional.

De acordo com análise da consultoria Safras & Mercado, a oferta de fêmeas segue declinante, o que ajuda na compreensão desse movimento.

A demanda doméstica durante a primeira quinzena do mês é outro elemento que gera otimismo, com perspectiva de boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena de abril.

Ao mesmo tempo, as exportações seguem em alto nível, com grande quantidade de produto vendido ao exterior ao longo do primeiro trimestre, lembra o analista Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba de boi gordo hoje

São Paulo: R$ 318,42

Goiás: R$ 308,75

Minas Gerais: R$ 304,41

Mato Grosso do Sul: R$ 307,73

Mato Grosso: R$ 303,23

Atacado

O mercado atacadista segue com preços firmes para a carne bovina. Ainda há otimismo em torno da primeira quinzena que deve possibilitar elevação dos preços, mesmo que isso ocorra de forma comedida.

O feriado de Páscoa é um ponto de consumo importante a ser considerado, aumentando a propensão a reajustes no decorrer de abril. Importante destacar que o encurtamento das escalas de abate sugere para estoques apertados, o que pode aumentar a agressividade das indústrias na compra de gado, disse Iglesias.

  • O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 o quilo.
  • Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 o quilo.
  • Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17,00, por quilo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Governo do RS busca apoio para renegociação de dívidas



Governo gaúcho negocia apoio federal para o agronegócio




Foto: Divulgação

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reuniu-se na segunda-feira (24) com lideranças do agronegócio no Palácio Piratini para discutir medidas emergenciais e estratégias de longo prazo para o setor. O encontro abordou os impactos de eventos climáticos extremos e a necessidade de apoio federal para a renegociação das dívidas dos produtores.

Leite destacou que a irrigação é essencial para aumentar a resiliência do setor, mas enfrenta barreiras financeiras. “Não conseguimos avançar com a irrigação se o produtor está endividado. É preciso resolver essa questão”, afirmou. O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, reforçou a importância da renegociação para viabilizar investimentos em ações estruturantes.

A securitização das dívidas foi debatida, com consenso sobre a necessidade de buscar alternativas para garantir maior sustentação ao setor. “A securitização pode ser um caminho, mas precisamos também trabalhar com outras possibilidades para encontrar uma solução que dê mais sustentação ao setor”, ponderou Leite.

No dia seguinte, o governador esteve em Brasília para buscar apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “Deixamos muito claro a necessidade do Rio Grande do Sul relacionada à renegociação das dívidas dos nossos produtores. Precisamos de todo o apoio possível, e a CNA é fundamental para construirmos um entendimento nacional sobre a situação do Estado”, disse.

Antes, Leite já havia se reunido com o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, apresentando as propostas do governo estadual para o setor. “Sabemos que não é sobre resolver simplesmente o passado dessas dívidas constituídas, mas é sobre dar capacidade aos nossos produtores para tomarem crédito e obterem financiamento para investirem no futuro”, ressaltou.

No próximo dia 31, está prevista uma nova reunião no Palácio Piratini com integrantes do governo estadual, deputados estaduais e federais e entidades do setor para dar continuidade às negociações.





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Dólar fecha em alta com preocupações sobre tarifas dos EUA



Expectativa sobre tarifas dos EUA impulsiona alta do dólar




Foto: Pixabay

O dólar à vista encerrou a quarta-feira (26) em alta de 0,43%, cotado a R$ 5,7328, após ter recuado na sessão anterior. A valorização da moeda norte-americana acompanhou o movimento internacional, impulsionado por preocupações em torno da política tarifária do governo dos Estados Unidos.

Na B3, às 17h14, o contrato futuro do dólar para abril, o mais negociado no momento, registrava alta de 0,56%, sendo cotado a R$ 5,7390. No acumulado do ano, a moeda norte-americana ainda apresenta queda de 7,22% em relação ao real.

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou com valores de compra e venda em R$ 5,732. Já o dólar turismo foi negociado a R$ 5,757 na compra e R$ 5,937 na venda.





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Preços do milho e diesel podem impactar a inflação no Brasil



Custos de frete e insumos elevam projeção do IPCA




Foto: Pixabay

A última atualização semanal da DATAGRO, divulgada em 10 de março, projeta uma alta de 6,67% no grupo Alimentação e Bebidas e de 5,81% no grupo Combustíveis do IPCA no acumulado de 12 meses de 2025. A volatilidade nos preços das commodities já impacta os índices, levando a leitura da inflação de fevereiro aos maiores níveis para o mês em 22 anos.

Os analistas indicam que os ajustes recentes nos preços de insumos básicos devem continuar influenciando a inflação ao longo do ano. No setor de alimentos, o milho se destaca como um fator de risco. Principal insumo na nutrição de aves, suínos e bovinos, o cereal registrou preço de R$ 85,00 por saca em Rondonópolis (MT) em 13 de março, uma alta de mais de 40% em relação ao ano anterior. Segundo a DATAGRO Grãos, a valorização do milho pode elevar a inflação dos alimentos em até 1,07% nos próximos seis meses e impactar o IPCA geral em até 0,47% no mesmo período.

A alta dos combustíveis também reforça a pressão inflacionária. “Esse quadro também é reforçado pelos ajustes recentes de preços de refinaria e do ICMS dos combustíveis, com destaque para o diesel. Apesar do baixo peso do combustível no IPCA, por questões de dependência elevada de frete e transporte rodoviários, o diesel desempenha papel semelhante ao do dólar (e do milho) na inflação, ao passo em que seus efeitos são sentidos a médio e longo prazo, pois reverberam no custo das demais mercadorias e em seus custos de base e frete, afetando a inflação brasileira de forma ainda mais sistêmica que o milho. O impacto para os alimentos acontece apenas a partir do 12º mês, em função da demora para aparecer nos custos dos itens que os integram. Considerando o reajuste de 6,29% realizado sobre o preço de refinaria do diesel pela Petrobras, o efeito poderá ser de 29 bps (0,29%) a mais de inflação no acumulado em 12 meses do índice geral, enquanto para o IPCA Alimentação e Bebidas, o impacto deve ser maior, resultando em 77 bps (0,77%) a mais no acumulado em 12 meses para o fechamento de 2025, mesmo sem considerar o aumento já previamente estipulado de ICMS sobre os combustíveis”, informa Datagro

Apesar das medidas anunciadas pelo governo, a equipe da DATAGRO alerta para fatores que sustentam a expectativa de uma inflação acima do teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional para o fechamento de 2025.





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Preço do milho em MT dispara e atinge maior valor em quase 3 anos



A média semanal ficou em R$ 71,26 por saca




Foto: Divulgação

O mercado do milho em Mato Grosso registra um cenário de forte valorização, atingindo patamares que não eram observados há quase três anos. De acordo com o boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), no dia 21 de março, o preço do milho disponível para compra no estado alcançou R$ 71,73 por saca, marcando a maior precificação de 2025 até o momento.

A média semanal ficou em R$ 71,26 por saca, um valor que não era visto desde a semana de 13 a 17 de junho de 2022, quando o cereal estava cotado a R$ 70,79 por saca, período ainda impactado pela pandemia.

O avanço nos preços tem sido expressivo quando comparado ao mesmo período de 2024, com uma valorização de 109,01%. Esse aumento significativo é reflexo da menor disponibilidade do grão em Mato Grosso, resultado da queda na produção da safra 23/24 em relação à 22/23. Além disso, a demanda segue aquecida, impulsionando ainda mais as cotações, especialmente neste início de ano, quando o mercado encontra menor oferta disponível.

Outro fator que reforça a sustentação dos preços é o período de entressafra, que reduz a disponibilidade do cereal e mantém a pressão sobre o mercado. Com isso, especialistas apontam que os preços devem permanecer firmes nas próximas semanas, podendo até registrar novas altas, a depender do ritmo da demanda e das condições climáticas que influenciam a próxima safra.

O cenário atual tem impactado diretamente produtores e compradores. Enquanto os agricultores que ainda possuem estoques disponíveis podem aproveitar o momento para negociar com boas margens de lucro, as indústrias e o setor de ração enfrentam desafios com o custo elevado da matéria-prima. O mercado segue atento aos desdobramentos da oferta e demanda, que devem continuar ditando o comportamento dos preços ao longo do ano.





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Exportação de carne bovina por terminal de contêineres de Paranaguá cresce 22%



A exportação de carne bovina pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), no Paraná, registrou crescimento de 22% no primeiro bimestre de 2025, para 123 mil toneladas embarcadas em 4.483 contêineres.

O desempenho da TCP superou a média nacional do setor, que, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), teve um aumento de 4,7% no volume exportado no período.

Além do embarque de carne bovina, o TCP se mantém como o principal corredor de exportação de carne de frango do mundo e movimentou 382 mil toneladas no primeiro bimestre, o que representa 42% do volume total embarcado pelo Brasil.

O Paraná, maior produtor nacional, embarcou 186 mil toneladas de carne de frango por meio do TCP.

No total, entre janeiro e fevereiro, o TCP movimentou 545 mil toneladas de carnes e congelados em 20.035 contêineres.



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Memórias do Brasil Rural estreia com foco na história do agro nacional


O projeto Memórias do Brasil Rural foi lançado oficialmente nesta terça-feira (25) em Brasília, com a proposta de preservar e difundir a trajetória do agronegócio brasileiro por meio de uma multiplataforma integrada. A iniciativa, idealizada pelo Canal Rural em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Embrapa, com apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

A proposta é recuperar fotos, vídeos e relatos de protagonistas que atuaram na consolidação do agro brasileiro, contribuindo para que o setor se tornasse uma referência mundial na produção de alimentos. O programa será exibido semanalmente às quartas-feiras, às 18h, na programação do Canal Rural e em suas redes sociais.

Durante o lançamento, o presidente da CNA, João Martins, destacou que a iniciativa chega em um momento oportuno. “Estamos mostrando às novas gerações como foi a origem do agro, não apenas sob a ótica tecnológica, mas principalmente das pessoas que deram os primeiros passos na construção do setor que temos hoje”, afirmou.

Presente na cerimônia, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, classificou o Brasil como “o maior celeiro de alimentos do mundo” e ressaltou a importância de contar a verdadeira história do campo. “Ao retratarmos o Brasil rural, falamos da história do nosso país e de todas as conquistas que nos trouxeram até aqui”, disse.

O presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, enfatizou o papel da comunicação na valorização do setor. “Nosso desafio é melhorar a imagem do agro e isso passa pelo reconhecimento de quem o construiu. O resgate da memória audiovisual é urgente para não perdermos acervos históricos que estão espalhados pelo país”, afirmou.

A estrutura do projeto conta com três frentes principais: a recuperação e digitalização de conteúdos históricos do Canal Rural e de acervos doados por entidades parceiras; a exibição desses materiais na grade de programação; e a apresentação de histórias de personagens que fazem parte da construção do agro no Brasil. Um dos primeiros episódios homenageia o fundador da Embrapa, Eliseu Alves.

Para o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, o projeto é um ponto de partida para novas iniciativas de valorização da memória rural. “Vamos continuar estimulando produtores, sindicatos e famílias a enviarem seus acervos. Queremos transferir esse conhecimento para as próximas gerações”, disse.

A vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia, Carminha Missio, também participou do evento e destacou o papel das imagens e vídeos para aproximar o campo da cidade. “Muitas pessoas não conhecem a história do agro porque têm pouco acesso a esse conteúdo. A imagem aproxima, facilita o entendimento e valoriza o que foi construído”, comentou.

Memórias do Brasil Rural, lançamento na sede da CNA, em Brasília
Foto: Júlio César Silva/MDIC

O assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Augustin, considerou o projeto um marco. “O país que deu certo foi o agro. E essa história precisa ser contada, pois a sociedade urbana veio do rural. O Canal Rural está de parabéns”, afirmou.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, que está em missão oficial na Ásia, enviou um vídeo destacando a importância da participação dos cientistas da instituição no lançamento. “É necessário não esquecer os desafios enfrentados por gerações anteriores. A história do agro também é a história do desenvolvimento do Brasil”, declarou.




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arroba continua em alta com escalas apertadas e exportações aquecidas; veja cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar alguma recuperação de seus preços nesta quarta-feira (26), puxada com escalas de abate ainda apertadas, posicionadas entre cinco e seis dias úteis na média nacional.

De acordo com análise da consultoria Safras & Mercado, a oferta de fêmeas segue declinante, o que ajuda na compreensão desse movimento.

A demanda doméstica durante a primeira quinzena do mês é outro elemento que gera otimismo, com perspectiva de boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena de abril.

Ao mesmo tempo, as exportações seguem em alto nível, com grande quantidade de produto vendido ao exterior ao longo do primeiro trimestre, lembra o analista Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba de boi gordo hoje

São Paulo: R$ 318,42

Goiás: R$ 308,75

Minas Gerais: R$ 304,41

Mato Grosso do Sul: R$ 307,73

Mato Grosso: R$ 303,23

Atacado

O mercado atacadista segue com preços firmes para a carne bovina. Ainda há otimismo em torno da primeira quinzena que deve possibilitar elevação dos preços, mesmo que isso ocorra de forma comedida.

O feriado de Páscoa é um ponto de consumo importante a ser considerado, aumentando a propensão a reajustes no decorrer de abril. Importante destacar que o encurtamento das escalas de abate sugere para estoques apertados, o que pode aumentar a agressividade das indústrias na compra de gado, disse Iglesias.

  • O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 o quilo.
  • Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 o quilo.
  • Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17,00, por quilo.



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Anec diminui previsão de exportação de soja, farelo, milho e trigo para março



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu sua projeção para as exportações brasileiras de soja em grãos e farelo, milho e trigo em março, segundo dados divulgados em relatório.

Para a soja em grãos, a expectativa da entidade é de 15 milhões a 16,12 milhões de toneladas embarcadas, leve recuo no teto da estimativa ante a semana anterior, que indicava volumes de até 16,13 milhões de toneladas.

Se confirmado o limite superior da projeção, o volume representará aumento de 19% em comparação com março de 2024, quando foram exportadas 13,55 milhões de toneladas.

No caso do farelo de soja, a estimativa caiu para 2,3 milhões de toneladas, um decréscimo de 11,5% sobre os 2,6 milhões de toneladas previstos na semana passada. O volume projetado supera em 27,8% o 1,8 milhão de toneladas embarcadas em março do ano passado.

A projeção para as exportações de milho foi levemente reduzida para 412 mil toneladas, frente às 413,4 mil toneladas estimadas anteriormente. Mesmo sem variação significativa na previsão semanal, o volume continua expressivamente superior (+193,1%) às 140,6 mil toneladas exportadas em março de 2024.

A estimativa para o trigo passou de 261,7 mil toneladas para 211,3 mil toneladas, representando uma baixa de 19,3% sobre a projeção da semana anterior. O volume previsto é 73,6% inferior às 799,1 mil toneladas embarcadas em março do ano passado.

Embarques da semana

Os dados semanais da Anec indicam que, na semana encerrada em 22 de março, foram embarcadas 4,03 milhões de toneladas de soja, 562 mil toneladas de farelo, 94 mil toneladas de milho e 21,5 mil toneladas de trigo.

Na semana anterior, a entidade previa para o período 4,33 milhões de toneladas de soja, 740,5 mil toneladas de farelo, 95,5 mil toneladas de milho e 36,9 mil toneladas de trigo.

Para a semana atual (23 a 29 de março), o line-up portuário indica volumes de 4,33 milhões de toneladas de soja e 602,9 mil toneladas de farelo.

O porto de Santos (SP) mantém a liderança nos embarques, com 1,48 milhão de toneladas de soja programadas para a próxima semana, baixa de 5,1% em relação à programação da semana anterior. Paranaguá (PR) aparece em segundo lugar, com 654,9 mil toneladas de soja, uma redução de 10,8% em comparação aos 734,5 mil toneladas da última semana.



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AgroNewsPolítica & Agro

Antracnose no feijão pode causar perdas totais na lavoura



Doença no feijão prejudica colheita e afeta mercado agrícola


Foto: Ibrafe

A engenheira agrônoma Gressa Chinelato alerta para os impactos da antracnose no feijão, doença causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum. Em artigo publicado no Blog da Aegro, a especialista destaca que a enfermidade ocorre principalmente em regiões de temperatura moderada e alta umidade, podendo levar a perdas totais em variedades suscetíveis.

“A necrose nas nervuras é um sintoma bastante característico da doença”, afirma Chinelato. Além disso, as lesões surgem, sobretudo, na parte inferior das folhas, apresentando coloração avermelhada a marrom. Nas vagens, aparecem lesões circulares e deprimidas, com bordas mais escuras. Quando atinge os grãos, a doença pode comprometer sua comercialização.

O fungo sobrevive em sementes, restos culturais e hospedeiros alternativos, o que exige um manejo rigoroso para evitar sua disseminação. Entre as medidas recomendadas estão o uso de sementes sadias e certificadas, a rotação de culturas com gramíneas não hospedeiras e a eliminação de restos culturais. “O plantio de variedades resistentes e o controle químico com fungicidas específicos para feijão também são estratégias importantes”, ressalta a engenheira agrônoma.





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