Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Tais infecções podem comprometer seriamente o bem-estar – Foto: Pixabay
O Brasil, com sua população de aproximadamente 160 milhões de animais de estimação, enfrenta grandes desafios sanitários devido ao aumento da quantidade de cães e gatos. Esse crescimento demanda maior atenção dos tutores e médicos-veterinários, especialmente no combate a doenças. Para isso, a utilização de tecnologias avançadas é essencial, como destaca a médica-veterinária Patricia Guimarães, coordenadora de serviços técnicos da Vetoquinol Saúde Animal.
“Em termos de arsenal para proteção e combate das enfermidades, quanto mais opções tecnológicas tivermos mais eficazes seremos”, explica.
Entre as tecnologias mais eficazes no combate às infecções bacterianas, destaca-se a marbofloxacina, um princípio ativo de comprovada eficácia no tratamento de diversas condições que afetam cães e gatos. Infecções bacterianas comuns em pets incluem problemas de pele, trato urinário, respiratório e gastrointestinal, além de outros órgãos. Tais infecções podem comprometer seriamente o bem-estar dos animais, causando sintomas como febre, perda de apetite, vômitos e diarreias.
O antibiótico Marbocyl® P, da Vetoquinol, é uma solução moderna de terceira geração que oferece uma ação terapêutica prolongada de 24 horas, sendo eficaz contra uma variedade de bactérias. Ele é indicado para cães e gatos, com a vantagem de possuir alta palatabilidade, o que facilita a administração pelos tutores. Disponível em três diferentes apresentações, seus comprimidos sulcados e palatáveis garantem conforto tanto para pets de pequeno quanto de grande porte, atendendo de forma precisa e eficaz as necessidades de cada animal.
A produção de soja dos estados do Matopiba, áreas produtivas que abrangem os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, registrou crescimento médio de 114% nas últimas dez safras. É o que dizem os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ao se considerar os resultados da temporada 2014/15 e o estimado para o ciclo 2024/25.
De acordo com projeção da datatech EEmovel Agro, a tendência de crescimento da região para a próxima década é de 11,01% ao ano. Quando analisada a produção total de grãos, o crescimento na última década foi de 84,32%, com uma média anual de 8,43%.
A região também se destaca pela diversidade de suas propriedades rurais, que vão desde pequenas fazendas familiares até grandes áreas de cultivo.
Tais características a diferem do Centro-Oeste, por exemplo, onde lavouras de milhares de hectares imperam. A título de comparação, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal tiveram incremento de 104,8% na produção da oleaginosa nos últimos dez anos.
Para o engenheiro agrícola e diretor da datatech, Luiz Almeida, a variedade do Matopiba permite que empresas segmentem suas ações de forma mais precisa, considerando o perfil e a escala de produção de cada produtor.
Condições favoráveis à soja
Outro fator que contribui para o potencial do Matopiba é a combinação de condições climáticas favoráveis, solos férteis e infraestrutura logística em expansão. Conforme Almeida, essa junção de fatores tem sido decisiva para impulsionar o desenvolvimento da região.
“O crescimento observado nos últimos anos é expressivo, mas o potencial do Matopiba ainda está longe de atingir seu limite. Com a modernização da infraestrutura viária e ferroviária, o escoamento da produção tem se tornado mais eficiente, reduzindo custos e ampliando a competitividade da região no mercado nacional e internacional”, destaca.
Milhões de hectares no Matopiba
A região do Matopiba abriga mais de 324 mil estabelecimentos agrícolas, ocupando uma área de aproximadamente 73 milhões de hectares, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa extensão faz com que a região tenha uma participação significativa na produção de grãos e fibras do Brasil. O oeste da Bahia, por exemplo, é uma das áreas que mais cresce na expansão da fronteira agrícola nacional, registrando seguidos recordes nacionais quando o assunto é produtividade de soja. Para esta safra, por exemplo, a projeção é que sejam colhidos quase 4 mil quilos do grão por hectare.
“O Matopiba é uma área com características únicas, que exige um olhar atento para os biomas, condições climáticas, o tipo de solo e a estrutura logística disponível. Empresas que investirem com inteligência nesse território poderão colher excelentes resultados, aproveitando um cenário de crescimento contínuo e de grande potencial produtivo”, considera.
Se você está em busca das informações mais recentes sobre o mercado de soja, o clima e histórias inspiradoras de produtores, a comunidade do Soja Brasil é o lugar ideal para você! Ao se juntar ao grupo exclusivo no WhatsApp, você terá acesso imediato a notícias de última hora e informações cruciais sobre a soja. Clique aqui e faça parte.
Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱
Notícias da comunidade Soja Brasil
Atualmente, a colheita da safra 2024/25 de soja no Paraná está avançando com força, alcançando 95% da área cultivada. Apesar de uma leve redução no tamanho da safra em relação ao ano passado, os resultados de produtividade são surpreendentes.
Com a previsão de produção total chegando a 21,058 milhões de toneladas, um aumento de 14% comparado à safra anterior, o setor está otimista. Esse crescimento é impulsionado por boas condições climáticas e pela adoção de novas tecnologias no cultivo da soja.
Além disso, evolução das lavouras é um reflexo direto do bom manejo agrícola. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), 91% das lavouras do estado estão em boas condições, o que representa um aprimoramento contínuo. A fase de maturação já atingiu 96% das lavouras, indicando que a colheita está prestes a ser concluída com êxito. Com essas condições favoráveis, os produtores paranaenses têm motivos para celebrar o avanço das colheitas.
O mercado também tem mostrado sinais positivos. O preço da soja, impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China, pode trazer margens favoráveis para os produtores. A combinação de boa produtividade com uma demanda externa constante coloca o setor em uma posição vantajosa, apesar das flutuações naturais dos preços. A alta no preço do frete também impacta a logística, com custos mais elevados devido à intensificação da colheita em diferentes estados.
Por fim, para os que acompanham de perto o crescimento do setor, o Prêmio Personagem Soja Brasil é uma excelente oportunidade de reconhecer os profissionais que estão fazendo a diferença. A votação, que se encerra em 7 de abril, destaca produtores e pesquisadores que estão transformando a produção de soja no Brasil. Não deixe de participar e ajudar a premiar aqueles que estão moldando o futuro da agricultura brasileira.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, anunciou nesta terça-feira (1º) a nomeação de Pablo Barrozo como novo secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri). Ele substitui Wallison Tum, que comandava a pasta até então.
Segundo o governador, a escolha foi motivada pela experiência política de Barrozo e sua atuação em áreas relacionadas a políticas públicas e orçamento. “Tenho certeza de que, com a força do setor e a competência do Pablo, conseguiremos desenvolver uma boa agenda para a agricultura baiana”, disse Jerônimo.
Ao assumir o cargo, Barrozo afirmou que a agricultura será tratada como prioridade e destacou sua relevância para a economia baiana. “A agricultura é uma pasta extremamente importante, sendo uma das principais responsáveis pela economia do nosso estado, ao lado da pecuária. O governador foi claro ao exigir que a agricultura baiana esteja entre as melhores do país, e esse será o nosso foco: fazer mais e melhor, garantindo que o agro da Bahia continue crescendo e se destacando nacionalmente”, afirmou.
Ex-deputado estadual, Barrozo atuou na Assembleia Legislativa da Bahia entre 2015 e 2018, com participação em comissões como Justiça, Agricultura e Política Rural, Ética e Decoro Parlamentar, além da Comissão Especial da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL). Em 2020, também assumiu a Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador.
Áreas de intabilidades associadas à formação de uma frente fria no Sul do país podem trazer um cenário desafiador ao Rio Grande do Sul entre quarta e quinta (2 e 3): chuva acima de 100 mm, rajadas de vento que devem chegar a 100 km/h e possibilidade de queda de granizo.
Mas não é apenas o território gaúcho que deve sofrer os impactos do fenômeno. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o deslocamento da frente fria em direção à Região Sudeste, a partir de quinta, também ocasionará temporais isolados em Santa Catarina e no Paraná.
Ainda no dia 3, o estado de São Paulo estará em alerta para a ocorrência de temporais, que podem ser acompanhados de fortes rajadas de vento. Segundo o órgão, essa condição se estenderá para o centro-sul do Rio de Janeiro entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira (4).
Massa de ar frio e muita chuva
A partir de sábado (5), o Inmet recomenda atenção aos acumulados de chuva previstos para o Vale do Paraíba e o litoral de São Paulo, além do Rio de Janeiro (incluindo o litoral sul, a região serrana e a capital). Nessas áreas, a tendência é de acumulados de chuva que podem ultrapassar 100 mm.
A partir da noite de sexta-feira (4), a chegada de uma massa de ar frio causará um declínio de temperatura na Região Sul, no sul do Mato Grosso do Sul e em parte da Região Sudeste.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, as temperaturas podem ficar abaixo de 10°C em algumas áreas da Região Sul. Nas serras gaúcha e catarinense, há, inclusive, previsão de geada ao amanhecer de sábado e domingo (6).
Além disso, entre sexta-feira e domingo – principalmente no sábado –, ventos intensos, de quadrante sul, favorecerão a baixa sensação térmica em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
No domingo, a temperatura começará a subir na Região Sul. Contudo, diminuirá no Sudeste. Assim, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo e Minas Gerais, as temperaturas mínimas deverão ficar em torno de 12°C.
Organizadores da 30°edição da Agrishow apresentaram na manhã de hoje (1), em Ribeirão Preto (SP), as novidades e projeções da maior feira do segmento agropecuário do Brasil. A Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, como é conhecida oficialmente, será entre os dias 28 de abril e 2 de maio. Porém, o evento oficial de abertura da Agrishow será realizado no dia 27 de abril, um domingo, em uma cerimônia exclusiva para autoridades, sem a presença do público em geral.
Durante a coletiva, o presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, projetou até R$ 15 bilhões em intenção de negócios para a edição deste ano. Marchesan informou aos jornalistas que a estimativa de negócios ocorre devido ao clima favorável à colheita e ao retorno da produção para os agricultores.
O presidente da Câmara de Máquinas Agrícolas da (Abimaq), Pedro Estavão, afirmou que a previsão estimula o interesse dos compradores nos cinco dias do evento.
A Agrishow reúne soluções para todos os tipos de culturas, safras, máquinas e tamanhos de propriedades, além de ser reconhecida como o palco dos lançamentos das principais tendências e inovações para o agronegócio.
A coletiva de imprensa contou com a presença de autoridades, lideranças do setor e representantes de entidades ligadas ao agronegócio. Estiveram presentes Ricardo Silva, prefeito de Ribeirão Preto; Orlando Melo de Castro, subsecretário de Agricultura de São Paulo; Maurilio Biagi, presidente de honra da Agrishow; Tirso Meirelles, presidente da Faesp; e Gislaine Balbinot, diretora executiva da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), entre outros.
No ano passado a feira reuniu em 2024 mais de 800 marcas expositoras e mais de 195 mil visitantes qualificados em 520.000 m² de área, apresentando o que há de mais novo neste show de tecnologia rural.
Mais sobre a Agrishow
A Agrishow 2025 é uma iniciativa da – Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e Sociedade Rural Brasileira (SRB), e é é organizado pela Informa Market.
Relatório divulgado nesta segunda-feira (31) por escritório ligado ao governo dos Estados Unidos faz críticas ao modelo de tarifas que o Brasil impõe às importações.
O texto critica tarifas brasileiras sobre etanol, filmes estadunidenses, bebidas alcoólicas, produtos de telecomunicações, máquinas e equipamentos e carne suína, além de reclamar da preferência dada pela legislação e normas do Brasil aos produtores nacionais.
O documento deve servir de base ao novo tarifaço que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu anunciar nesta quarta-feira (2). Trump afirmou que vai impor “tarifas recíprocas” com a taxação de produtos de todos os países que cobrem impostos para importação de bens e produtos estadunidenses. O chefe da Casa Branca tem chamado o novo tarifaço de “Dia da Libertação”.
Para subsidiar as novas tarifas, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) produziu documento de quase 400 páginas que descreve as tarifas que os EUA enfrentam nas exportações para 59 países ou blocos comerciais, incluindo União Europeia, China, Reino Unido, Argentina e México.
Brasil espera ser poupado
Apesar do documento com as críticas, o governo brasileiro espera ser poupado do tarifaço. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que causará estranheza caso o Brasil sofra alguma retaliação comercial.
“Os EUA têm uma posição muito confortável em relação ao Brasil até porque é superavitário tanto em relação aos bens, quanto em relação aos serviços”, disse Haddad, em viagem a Paris, nesta terça-feira (1º).
O comércio bilateral é superavitário para os EUA uma vez que o Brasil importa mais do que exporta para o país norte-americano. Por isso, Haddad considera que não haveria motivos para taxação dos produtos brasileiros.
“Causaria até certa estranheza se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação injustificada, uma vez que nós estamos na mesa de negociação desde sempre com aquele país justamente para que a nossa cooperação seja cada vez mais forte”, completou o ministro da Fazenda.
Nesse contexto, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, por unanimidade nesta terça, projeto de lei da reciprocidade comercial, que permite ao governo retaliar medidas unilaterais comerciais que prejudiquem a competitividade das exportações do Brasil.
Críticas do relatório
O Brasil ocupa seis páginas no relatório e é apresentado pelo USTR como uma nação que impõe tarifas relativamente altas sobre importações de uma ampla gama de setores, “incluindo automóveis, peças automotivas, tecnologia da informação e eletrônicos, produtos químicos, plásticos, máquinas industriais, aço e têxteis e vestuário”.
“Os exportadores dos EUA enfrentam incertezas significativas no mercado brasileiro porque o governo frequentemente modifica as taxas tarifárias dentro das flexibilidades do Mercosul. A falta de previsibilidade em relação às taxas tarifárias torna difícil para os exportadores dos EUA preverem os custos de fazer negócios no Brasil”, diz o relatório estadunidense.
Compras governamentais
O órgão ligado ao governo dos EUA destacou as restrições brasileiras às compras governamentais, que privilegiam os produtores internos, principalmente na área de saúde e defesa.
“Embora o Brasil tenha tomado medidas para tornar seu mercado de compras mais transparente, restrições e preferências domésticas permanecem”, diz o documento.
O USTR manifesta ainda preocupação com as normas de proteção à propriedade intelectual no Brasil e com a discussão de taxação de plataformas digitais realizada pela Anatel, que consideram uma “barreira ao comércio digital”.
“As partes interessadas dos EUA levantaram preocupações de que os pagamentos diretos sob a proposta poderiam reforçar o domínio das maiores operadoras e que as taxas poderiam aumentar os custos para os usuários finais”, afirma o relatório.
Etanol, bebidas e filmes
O documento lembra que o Brasil e os EUA são os maiores produtores e consumidores de etanol do mundo e reclama das tarifas de 18% impostas ao produto estadunidense.
“Os EUA continuam a se envolver com o Brasil para reduzir sua tarifa de etanol”, destaca o documento.
O escritório de Washington também cita o Imposto de Produtos Industrializados (IPI) sobre bebidas alcoólicas de 19,5%, enquanto a cachaça tem IPI menor de 16,25% por ser um produto nacional.
O documento cita os impostos sobre produtos audiovisuais.
“O Brasil impõe vários impostos sobre produtos estrangeiros que não aplica igualmente aos produtos nacionais”, destaca o relatório dos EUA.
Máquinas e equipamentos
Segundo o documento do USTR, o país restringe a entrada de produtos manufaturados como equipamentos de terraplenagem, peças automotivas e equipamentos médicos.
“O Brasil só permite a importação de tais bens se um importador puder fornecer evidências de que os bens não são ou não podem ser produzidos internamente, ou se atenderem a certas outras limitações”, diz o escritório.
Sobre procedimentos para licenciamento de importações, o USTR diz que falta transparência nos procedimentos, o que prejudicaria os exportadores estadunidenses. “Exportadores de calçados e vestuário dos EUA e do setor automotivo expressaram preocupações sobre esses requisitos de licenciamento não automáticos”, ressalta.
Renova-Bio e carne suína
Foto: Prefeitura de Capão Bonito
Os Estados Unidos querem ainda ter acesso aos benefícios do programa brasileiro Renova-Bio, destinado aos produtores nacionais com oferta de créditos de carbono por redução da emissão de gases do efeito estufa.
“Os Estados Unidos continuam a se envolver com o Brasil para instar o Brasil a revisar seus regulamentos para permitir que os produtores dos EUA sejam elegíveis para tratamento igualitário sob o programa”, destacou o Escritório do Representante Comercial dos EUA.
O documento critica o fato de o mercado brasileiro estar fechado para carne suína fresca e congelada dos EUA devido à preocupação do Brasil de que essas importações possam aumentar os riscos de peste suína africana.
“O Brasil não forneceu evidências científicas que apoiem a proibição e a proibição parece ser inconsistente com os padrões internacionais da Organização Mundial de Saúde Animal.”
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (1º), o projeto de lei (PL) 2.088/2023 de reciprocidade comercial, que permite ao governo brasileiro retaliar medidas comerciais que prejudiquem os produtos do país no mercado internacional.
A aprovação ocorre um dia antes do anúncio de novo tarifaço pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que promete impor “tarifas recíprocas” com a taxação de produtos de todos os países que cobrem impostos para importação de bens e produtos norte-americanos.
O projeto de lei da reciprocidade comercial foi aprovado por unanimidade na CAE, em caráter terminativo. Ou seja, o projeto segue diretamente para análise da Câmara dos Deputados, sem necessidade de ser aprovado pelo plenário do Senado.
O artigo 1º do projeto diz que a lei estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.
Se aprovada, a lei valerá para países ou blocos que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”. No artigo 3º, o projeto autoriza o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Executivo, a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.
A relatora do texto, senadora Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que a medida não é uma lei só para os Estados Unidos, mas para todos os mercados e países.
“Este é um projeto de proteção aos produtos brasileiros, e não de contramedidas ou contra outros países. Agora, se o Brasil tiver os seus produtos com retaliações desmedidas, o governo passa a ter a possibilidade de fazer essas contramedidas na mesma base que vem de outros países ou blocos econômicos”, disse a parlamentar.
O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), destacou que o projeto dá ao Executivo ferramentas para agir contra medidas comerciais que atinjam as exportações do país.
“O projeto é, sem dúvida nenhuma, uma resposta legítima ao tarifaço americano. Nós estamos apenas suprindo a legislação brasileira de mecanismos de reciprocidade. Nós não estamos adotando a reciprocidade, mas, se o governo quiser adotar a reciprocidade, não será por falta de legislação que deixará de fazer isso”, afirmou Calheiros.
Leis ambientais
O projeto de lei surgiu, inicialmente, em resposta à legislação da União Europeia (UE), que busca impor restrições à importação de produtos de países que não respeitem determinados critérios ambientais.
O texto aprovado na CAE e encaminhado à Câmara permite que o governo brasileiro adote a reciprocidade comercial nos casos de “medidas unilaterais com base em requisitos ambientais que sejam mais onerosos do que os parâmetros, normas e padrões de proteção ambiental adotados pelo Brasil”.
Segundo a relatora Tereza Cristina, as medidas da UE são protecionistas e estabelecem regras mais rígidas que a legislação brasileira, prejudicando os produtos agropecuários do país.
“O bloco europeu aproveita-se da paralisia do mecanismo de solução de controvérsias da OMC [Organização Mundial do Comércio] para compelir o cumprimento de seus padrões ambientais a determinados países. Não se trata de uma verdadeira ‘lei antidesmatamento’, mas de um regramento que impõe uma série de obrigações para comprovação da origem de um produto, o que torna muito oneroso exportar para a União Europeia”, escreveu a senadora em seu relatório.
A paralisação da OMC promovida pelos Estados Unidos limita a capacidade da organização de arbitrar conflitos na área comercial, justo no momento em que se aprofunda a guerra de tarifas iniciada pelo governo do presidente Donald Trump.
A transição entre as pastagens de verão e o início do plantio das forrageiras de inverno no Rio Grande do Sul ocorre sob condições climáticas desafiadoras. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, as chuvas registradas foram pontuais e insuficientes para garantir o estabelecimento seguro de espécies como aveia e azevém.
Na região de Bagé, a taxa de crescimento do campo nativo diminuiu devido à falta de chuvas e ao estágio reprodutivo das espécies. No entanto, em solos mais férteis, a capacidade de suporte permanece adequada, embora exija monitoramento. Em Erechim, tanto espécies anuais quanto perenes apresentam menor desempenho, reduzindo a oferta e a qualidade da forragem. Em Frederico Westphalen, as chuvas regulares garantiram boa disponibilidade de pasto, mas em áreas afetadas pela estiagem e altas temperaturas, o desenvolvimento das forrageiras está comprometido.
Em Caxias do Sul, a recuperação das forrageiras ocorre com o retorno das chuvas e a redução das temperaturas. Já em Lajeado, as pastagens perenes de verão seguem produtivas, apesar da irregularidade das chuvas, enquanto as forrageiras anuais estão no fim do ciclo. O plantio das pastagens de inverno já começou, com destaque para o trigo de pastejo.
Passo Fundo enfrenta os impactos da estiagem e das altas temperaturas, o que prejudicou o desenvolvimento das pastagens. As forrageiras anuais de verão estão em fim de ciclo, e as perenes apresentam recuperação limitada devido à baixa umidade. Em Pelotas, o rebrote do campo nativo ocorre de maneira adequada, e áreas de arroz recém-colhidas estão sendo utilizadas para pastejo. Porto Alegre registra boas condições de umidade do solo, favorecendo a brotação e o crescimento do campo nativo, enquanto as pastagens cultivadas estão em pleno estágio vegetativo.
Na região de Santa Maria, o clima recente contribuiu para o rebrote das pastagens nativas e cultivadas, apesar da diminuição da umidade do solo. Já em Santa Rosa, a falta de chuvas nas últimas semanas afetou o crescimento das forrageiras e reduziu a oferta de pasto. Situação semelhante ocorre em Soledade, onde a ausência de precipitações nas últimas duas semanas desacelerou o crescimento das pastagens de verão, embora a oferta ainda seja considerada satisfatória, principalmente nas áreas com espécies perenes.
Uma das piores pragas agrícolas do Brasil pode estar com os dias contados, isso porque um novo bioinseticida criado no Brasil deve auxiliar no controle da lagarta-do-cartucho. O chamado de Virumix apresentou mais de 85% de eficácia no combate às lagartas (Spodoptera frugiperda) em testes realizados no campo, em municípios do estado de Mato Grosso. A praga ataca cerca de 200 diferentes culturas de importância socioeconômica, como milho, algodão, soja e arroz, entre outras.
Fruto de uma parceria público-privada, entre a Embrapa Milho e Sorgo (Unidade da Embrapa, de Sete Lagoas, MG), o Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt) e a Cooperativa Mista de Desenvolvimento do Agronegócio (Comdeagro), o Virumix é o primeiro produto microbiológico na linha do IMAmt.
Bioinseticida é inofensivo a plantas, animais e seres humanos
Bioinseticida Virumix sendo aplicado em plantação no Mato Grosso Foto: divulgação Embrapa
Além de ser indicado para todos os cultivos atingidos por essa praga, o Virumix agrega sustentabilidade aos resultados, uma vez que é produzido à base de um vírus entomopatogênico (específico contra o inseto e inofensivo a plantas, animais e seres humanos) chamado de Spodoptera multiple nucleopolyhedrovirus (SfMNPV).
Segundo o diretor executivo do IMAmt e da Comdeagro, Álvaro Salles, o fato de ser desenvolvido à base de um vírus entomopatogênico traz benefícios ambientais, pois se trata de um produto altamente específico, que preserva todos os inimigos naturais (insetos), necessários ao equilíbrio das culturas.
“É um bioinseticida seletivo, que pode ser utilizado junto com outros produtos no Manejo Integrado de Pragas (MIP), como inseticidas e fungicidas”, menciona Salles. Essa especificidade garante também segurança para os trabalhadores rurais, o que o torna recomendável para utilização em sistemas orgânicos de produção.
Salles ressalta ainda que o Virumix poderá ser utilizado por produtores de todos os portes, desde o familiar até o empresarial.
Nova biofábrica vai comercializar o Virumix
O Virumix será produzido em uma nova biofábrica em Sorriso (MT). Inicialmente, o produto será distribuído pela Comdeagro e depois deverá ser oferecido para venda por comerciantes e outros canais. “A embalagem, no lançamento, será de dois quilos do produto. Porém já estão sendo desenvolvidas outras de menor tamanho, para atender agricultores que necessitem utilizar dessa forma”, explica o diretor-executivo do IMAmt e da Comdeagro.
“É um produto bastante seguro contra a Spodoptera frugiperda. Nos nossos ensaios – a maioria com algodão e milho – constatamos alto desempenho e estabilidade, quando aplicado de forma correta, mesmo quando comparado com outros produtos de características semelhantes”, afirmou o entomologista Jacob Crosariol Netto, do IMAmt, responsável pela condução de parte dos ensaios realizados com o Virumix.
O lançamento do Virumix acontecerá na próxima quinta-feira, dia 3 de abril de 2025, às 10 horas, na Comdeagro, Unidade Sorriso, MT. O endereço é BR-163, Km 712, Unidade 7, Zona Rural.
Na ocasião, será também inaugurada a biofábrica responsável pela fabricação do produto em larga escala para o mercado.