quinta-feira, maio 21, 2026

Agro

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Movimentação portuária bate recorde por dois meses seguidos



A movimentação nos portos brasileiros foi recorde, tanto no mês de abril como no acumulado do ano. Com isso já são dois meses consecutivos de melhores resultados na série histórica, segundo os dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Na comparação entre a movimentação portuária registrada em abril de 2025 com o mesmo mês de 2024, o crescimento ficou em 1,12%. Foram, ao todo, 107,6 milhões de toneladas de cargas.

No acumulado do ano, de janeiro a abril, a movimentação alcançou 412 milhões de toneladas. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, este foi o melhor abril da série histórica. “E pelo segundo mês consecutivo, estamos batendo recorde de movimentação de cargas”, destacou o ministro Silvio Costa Filho, em nota divulgada pela pasta.

Navegação por longo curso x cabotagem

De acordo com os dados estatísticos, a navegação por longo curso, que inclui exportação e importação, registrou crescimento de 1,71% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Foram 76,6 milhões de toneladas de cargas.

Já na cabotagem, que é a navegação entre portos do país, a movimentação chegou a 23,3 milhões de toneladas.

A navegação interna, que abrange as vias navegáveis do interior do Brasil (rios, lagoas, lagos, canais, enseadas) movimentou 7,6 milhões de toneladas.

Movimentação em portos públicos e privados

Nas instalações portuárias privadas (terminais autorizados) o crescimento em abril ficou em 4%, na comparação com abril de 2024 – resultado que corresponde a 69,8 milhões de toneladas.

Nos portos públicos, a movimentação registrada no mesmo mês ficou em 37,8 milhões de toneladas.

Tendo como base o tipo de produtos, graneis sólidos apresentaram alta de 2,27%, movimentando 65,1 milhões de toneladas. Já o crescimento da movimentação de granéis líquidos ficou em 1,94% (25,7 milhões toneladas de cargas).



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Morre ícone da pecuária brasileira, pioneiro da raça santa gertrudis



Morreu no início desta semana o pecuarista Carson Z. Geld, um dos principais promotores da raça bovina santa gertrudis no Brasil. Nascido nos Estados Unidos, chegou muito jovem ao Brasil, onde formou a Fazenda Pau D’Alho, em Tietê (SP), um dos mais tradicionais criatórios da raça. Reconhecido nacionalmente por sua atuação pioneira na pecuária, Geld foi fundamental para a consolidação do santa gertrudis no país.

O falecimento, na madrugada do último domingo (8), interrompe uma trajetória marcada pela inovação genética e promoção de práticas modernas de seleção.

Carson Geld atuou intensamente na Associação Brasileira dos Criadores de Santa Gertrudis (ABSG), iniciativa que incluiu a fundação do “Concurso Novilha e Touro do Futuro”. O evento se destacou por incentivar critérios técnicos rigorosos na escolha genética dos animais, melhorando a qualidade do rebanho nacional.

A santa gertrudis é uma raça sintética, desenvolvida nos Estados Unidos e introduzida no Brasil na década de 1960. Ela combina características dos zebuínos com a habilidade de produzir carne de qualidade em clima tropical, com rusticidade, precocidade sexual e bom ganho de peso. Geld atuou ativamente nesse aprimoramento nacional, inclusive por meio da importação de sêmen e embriões de linhagens internacionais, somando décadas de seleção.

Chamado por membros do segmento de “ícone da pecuária”, Geld deixou como legado a presença da raça em sistemas extensivos Brasil afora.



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O que diz o relatório do USDA sobre a safra americana de soja?



O mais recente relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe projeções estáveis para a safra norte-americana de soja 2025/26, mas acabou frustrando parte do mercado que esperava revisões para cima. A estimativa oficial aponta produção de 4,340 bilhões de bushels, o que equivale a 118,11 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,5 bushels por acre. Os números não apresentaram alterações em relação ao relatório anterior, publicado em maio.

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A estabilidade nas projeções, no entanto, contrasta com as expectativas de analistas e traders, que apostavam em uma produção maior, próxima de 4,388 bilhões de bushels (ou 119,4 milhões de toneladas). Esse descompasso entre os dados oficiais e as projeções privadas gerou apreensão entre os agentes do mercado, principalmente diante das incertezas climáticas que ainda pairam sobre importantes regiões produtoras dos EUA.

Outro ponto é a manutenção dos estoques finais da safra 2025/26, projetados em 295 milhões de bushels, o equivalente a 8,03 milhões de toneladas. Mais uma vez, o número ficou aquém das apostas do mercado, que estimavam 302 milhões de bushels (ou 8,22 milhões de toneladas). A diferença, embora sutil, pode ter impacto nos preços futuros, especialmente em um cenário de oferta justa e demanda firme.

O USDA também manteve inalteradas as projeções de esmagamento interno, em 2,490 bilhões de bushels, e exportações, fixadas em 1,815 bilhão de bushels, repetindo as cifras de maio. O perfil conservador do relatório indica cautela por parte do governo americano diante da complexidade do cenário agrícola global.

Para a safra 2024/25, que se aproxima do fim, o USDA estimou estoques de passagem em 350 milhões de bushels, ligeiramente abaixo da expectativa média do mercado, que era de 352 milhões. As exportações foram mantidas em 1,850 bilhão de bushels, enquanto o esmagamento segue projetado em 2,420 bilhões.



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AgroNewsPolítica & Agro

“Revolução” brasileira levou o agro ao sucesso


Há pouco mais de 50 anos, o Brasil era um país importador de alimentos, com o campo marcado por pobreza e baixa produtividade. A guinada veio com a criação da Embrapa, responsável por revolucionar a agropecuária tropical, desenvolvendo tecnologias como o plantio direto e a tropicalização da soja, que tornaram o país um dos maiores produtores e exportadores agrícolas do mundo. 

Graças a esse avanço, o agronegócio passou a responder por cerca de um quarto do PIB e por mais de 20 milhões de empregos, segundo Décio Gazzoni, pesquisador da Embrapa, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), da Academia Brasileira de Ciência Agronômica e do Comitê Científico da ABELHA. “Na esteira do sucesso do agronegócio, floresceram cidades no interior do Brasil, plenas de oportunidades de emprego e renda, altamente progressistas e com elevada qualidade de vida. Seu surgimento aplacou a pressão migratória que inchava as periferias das grandes cidades do Brasil, que originaram desafios até hoje difíceis de superar, como atender suas necessidades básicas de saúde, educação, transporte, moradia, segurança e oportunidades de renda”, comenta.

Apesar disso, Gazzoni alerta para um risco iminente: a aposentadoria compulsória de pesquisadores aos 75 anos, como determina a Constituição Federal. Ele próprio, com uma trajetória iniciada na Embrapa em 1974, teme que o Brasil desperdice um valioso patrimônio intelectual, formado ao longo de décadas com recursos públicos, sem mecanismos de aproveitamento do conhecimento acumulado por esses cientistas veteranos.

O pesquisador destaca que muitos dos avanços sustentáveis na agricultura — como o uso de abelhas para aumentar a produtividade e reduzir emissões — foram desenvolvidos por essa geração. Ignorá-la, afirma, é relegar ao esquecimento talentos que ainda têm muito a contribuir. Em países desenvolvidos, há políticas para reter e valorizar esse capital humano. No Brasil, falta uma legislação complementar que garanta essa continuidade.

“O seu conhecimento, a sua experiência, que poderiam contribuir muito mais para o desenvolvimento do Brasil e do mundo será relegada ao baú do tempo, sem qualquer utilidade para a nossa sociedade. Quanto tempo e quanto dinheiro será necessário para que um eventual seu substituto alcance o mesmo nível de excelência? E que, ao atingir, será ceifado da mesma forma que ela o será… Não é assim que são tratados os cientistas de países desenvolvidos, que possuem inúmeros mecanismos para reter sua inteligência a serviço de suas nações e seus povos. Isso pode fazer toda a diferença no desenvolvimento das Nações”, conclui.

 





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previsão da safra 2024/25 indica produção recorde de 336,05 milhões de t



A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve atingir recorde de 336,05 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 13% (38,56 milhões de t a mais) em comparação com a temporada anterior 2023/24, de 297,50 milhões de t. Os dados fazem parte do 9º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado hoje.

Ainda de acordo com o documento, o resultado é 0,9% (3,14 milhões de t) superior à estimativa do mês passado (332,92 milhões de t). O bom desempenho deve-se à boa produtividade das lavouras, que deve crescer 10,4%, de 3.722 quilos por hectare em 2023/24 para 4.108 quilos por hectare em 2024/25. A área de plantio deve aumentar 2,3% no período, para cerca de 81,8 milhões de hectares.

A Conab destaca em comunicado que os produtores de soja, principal cultura de verão, já finalizaram os trabalhos de colheita. A produção da oleaginosa está estimada em 169,61 milhões de toneladas, aumento de 14,8%, ou 21,9 milhões de toneladas superior à safra de 2023/24, volume recorde na série histórica da companhia.

“O bom resultado é justificado pela utilização crescente de tecnologia pelos produtores, aliada às boas condições climáticas na maioria das regiões produtoras”, disse a Conab na nota. Principal produto semeado na segunda safra, o milho deve registrar uma produção total de 128,25 milhões de toneladas, aumento de 11% sobre a safra anterior (115,50 milhões de t).

Os trabalhos de colheita da 2ª safra de milho foram iniciados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins, Maranhão e Paraná. A expectativa é de que apenas neste ciclo sejam colhidas 101,01 milhões de toneladas, crescimento de 12,2% se comparado com a 2ª safra do grão na temporada passada (90,06 milhões de t).

A Conab informou que “a expectativa é influenciada pela boa produtividade alcançada, que refletem as condições climáticas favoráveis ao cereal que ocorreram durante todo o ciclo na maioria das regiões produtoras, além do manejo adequado adotado pelos produtores brasileiros”.

Outro produto de destaque é o algodão, com a colheita atingindo 1,4% da área semeada. A produção da pluma está estimada em 3,91 milhões de toneladas, 5,7% superior à safra de 2023/24 (3,70 milhões de t). “Este resultado se deve ao crescimento de 7,1% na área cultivada, uma vez que as chuvas irregulares, até o momento, estão refletindo em uma produtividade inferior à observada na safra anterior, mas suficientes para manter o desenvolvimento das lavouras”, comentou a estatal.

No caso do feijão, produto cultivado em 3 ciclos ao longo do ano, a expectativa é de uma produção total de 3,17 milhões de toneladas, o que garante o abastecimento interno, mas representa uma leve queda de 0,8% ante a temporada anterior (3,20 milhões de t).

Na primeira safra da leguminosa, com a colheita encerrada, o volume produzido atingiu 1,06 milhão de toneladas (aumento de 12,8% ante 942,3 mil t de 2023/24). Para a segunda safra, predomina os estágios de enchimento de grãos e maturação, mas já há locais com a colheita em andamento, com destaque para o Paraná e Minas Gerais, onde os trabalhos somavam 98% e 74% respectivamente em 31 de maio. A segunda safra da leguminosa deve ser de 1,36 milhão de t, queda de 7,3% ante a safra anterior (1,47 milhão de t).

Já a terceira safra se encontra em fase de plantio, com previsão de colheita de 749,6 mil t, queda de 5,1%.

Para o arroz, outro importante alimento para o mercado interno, cuja colheita está praticamente finalizada, a Conab verifica um crescimento de 14,9% na produção, estimada em 12,15 milhões de toneladas ante 10,58 milhões de t em 2023/24. “Essa alta é justificada tanto pela maior área semeada do grão, bem como pelas condições climáticas mais favoráveis, sobretudo no Rio Grande Sul, maior produtor nacional.”

Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo com semeadura atingindo cerca de 42% da área destinada para a cultura. O plantio no Paraná atinge 72% da área, índice similar à média dos últimos 5 anos. Já no Rio Grande do Sul, o plantio chega a 8% da área.

Os trabalhos no território gaúcho, principal produtor do cereal, foi limitado em virtude da ocorrência de chuvas frequentes e da curta duração dos períodos de tempo seco no final do mês. A produção nacional de trigo está estimada em 8,19 milhões de t, crescimento de 3,8% em comparação com 2024 (7,89 milhões de t).



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Agro mudará de opinião sobre medidas se aceitar reunião com Fazenda, diz Haddad



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que se os setores que estão refratários às medidas propostas pelo governo para um ajuste estrutural das contas públicas se reunirem com a equipe técnica para uma conversa, terão melhor compreensão do cenário e mudarão de opinião. As declarações, feitas a jornalistas ao chegar à sede da pasta, foram voltadas ao agronegócio e à construção civil.

Em relação ao agro, o ministro destacou o crescimento do setor. “Se eles tiverem a abertura de ter uma reunião conosco, eles vão mudar de opinião. Nós temos um planejamento de Plano Safra, de regulamentação do Conselho Monetário Nacional que, pelo contrário, o agro vai continuar. O agro nunca cresceu tanto como agora. Nós vamos para o terceiro Plano Safra de crescimento”, destacou.

Ele também pontuou sobre a queda da inflação, sobretudo de alimentos. “Temos de buscar apoiar os empreendedores ao menor custo para a sociedade. É isso que nós estamos buscando fazer. Não vai faltar apoio. Esse é um instrumento que está causando uma enorme distorção. Há outros que não causam distorção”, disse o ministro.

Sobre a construção civil, Haddad disse que a área nunca viveu um momento tão bom quanto agora. “É até desleal, da parte de algumas lideranças, atacar o governo. Metade da Constituição Civil nesse país é Minha Casa, Minha Vida, que tinha acabado no governo anterior. Vamos deixar a ideologia à parte. Vamos para a mesa, explicar para as pessoas, abrir os números. Não tem nenhuma medida que, do ponto de vista econômico, não seja justa, que não esteja corrigindo uma distorção”, disse.

Ele também disse que gostaria de participar de um debate com representantes de bancos e instituições financeiras e das bets para debater os impactos no setor.

Compensação

Fernando Haddad afirmou que há outras maneiras de compensar o fim da isenção para títulos como as letras de crédito para os setores do agronegócio e construção civil. A medida provisória publicada pelo governo na noite de quarta-feira (11) prevê que títulos até então isentos passarão a ser tributados em 5%, sem afetar o estoque.

“Nós temos outras maneiras de compensar, por meio de regulação do Conselho Monetário Nacional, que envolve o Banco Central, a questão do agro e da construção civil”, disse a jornalistas. Ele argumenta que carregar R$ 1,7 trilhão em títulos isentos e somando a renúncia de R$ 41 bilhões com papéis desses dois setores não faz sentido ao se levar em conta a situação do País e o patamar atual de juros.

“O país não está em condição de abrir mão de 100% do tributo que todo mundo paga quando compra um título do Tesouro, a não cobrar nem 1% daquilo que quem compra um título do Tesouro paga. Então você cria uma distorção no mercado enorme”, disse.

Ele ainda argumentou que “qualquer pessoa sensata”, seja do Banco Central ou do mercado financeiro, mencionará que essa distorção deve ser corrigida.

Questionado se essa medida geraria impacto nos preços, Haddad foi taxativo: “absolutamente não”.

Ele disse que há outras maneiras de canalizar esses recursos, que inclusive não chegam ao produtor. “Não é verdade que esses recursos estão chegando no produtor. Mais da metade desse subsídio está ficando no meio do caminho, ou com o detentor do título, ou com o intermediário. E outra parte nem é direcionada para a produção civil e para o agro. Então é outro equilíbrio. Isso não vai afetar minimamente”, disse.

O ministro argumentou que é a Selic elevada que afeta o mercado, e que o governo precisa criar condições que levem à redução da taxa básica de juros. “Esse conjunto de medidas ajuda a criar um ambiente econômico para fazer cair aquilo que está fora de lugar, completamente fora de lugar”, disse.



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Produção de soja atinge novo patamar e lidera safra; estimativa para grãos sobe 14% em 2025



O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (12), os números mais recentes da safra brasileira de grãos. A estimativa para 2025 é de 332,6 milhões de toneladas, volume 13,6% maior que o colhido em 2024. A soja segue como forte pilar da produção nacional, com projeção de 165,2 milhões de toneladas, alta de 13,9% na comparação anual.

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A oleaginosa representa quase metade de toda a produção de grãos no país e mantém sua posição de destaque no campo e na balança comercial. Além do crescimento no volume colhido, a área plantada com soja aumentou 3,3%, reflexo do contínuo interesse do produtor rural, mesmo diante de incertezas climáticas e de mercado.

Outro dado que reforça o bom momento da soja é a variação positiva entre abril e maio, com acréscimo de 964,8 mil toneladas nas estimativas, uma alta de 0,6%, segundo o IBGE.

Mato Grosso lidera e Centro-Oeste se destaca

Mato Grosso permanece como o maior produtor nacional de soja, contribuindo com 31,5% da produção total de grãos em 2025. O estado é seguido por Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul. Este último, porém, teve queda de produção em relação ao mês anterior, impactado por eventos climáticos adversos.

No recorte por região, o Centro-Oeste se destaca com 51,1% da produção nacional, seguido pelo Sul (25,3%), Sudeste (8,9%), Nordeste (8,4%) e Norte (6,3%).

Protagonismo da soja no agro brasileiro

A comparação com outras culturas confirma a força da soja. A produção total de milho está estimada em 130,8 milhões de toneladas, enquanto o arroz deve alcançar 12,3 milhões, e o trigo, 8 milhões de toneladas.

A soja, além de principal item de exportação agrícola, também tem uso crescente na indústria de rações, alimentos processados e biocombustíveis, especialmente na produção de biodiesel.

Balanço das estimativas de maio

Além da soja, outras culturas também tiveram aumento nas projeções de maio em relação a abril, como o milho segunda safra (+2,5%), o arroz (+3,3%) e o sorgo (+5,6%). Entre os destaques positivos por estado estão Mato Grosso (+3,6 milhões de toneladas), Mato Grosso do Sul, Tocantins, Minas Gerais e Goiás. Por outro lado, o Rio Grande do Sul registrou retração de 775 mil toneladas no volume total estimado.

Com desempenho robusto da soja e perspectivas positivas para outras culturas, a safra de 2025 caminha para ser uma das maiores já registradas no país.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo em alta em São Paulo


 O mercado do boi gordo registrou alta nas cotações para todas as categorias em São Paulo, impulsionado pelo bom escoamento da carne bovina. De acordo com a análise “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo e do “boi China” subiu R$ 2,00 por arroba. A vaca teve um aumento de R$ 3,00 por arroba, enquanto a novilha registrou a maior alta, com R$ 5,00 por arroba. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a onze dias.

Em Goiás, a cotação também apresentou valorização nesta quarta-feira, “com menos boiadas disponíveis e boa procura por parte dos frigoríficos”. Na região de Goiânia, o boi gordo e a vaca subiram R$ 2,00 por arroba, enquanto a cotação da novilha permaneceu estável. Na região Sul do estado, o boi gordo teve alta de R$ 2,00 por arroba, com as cotações da vaca e da novilha mantendo-se estáveis.

Na região Sudeste de Rondônia, a cotação se manteve estável para todas as categorias, e as escalas de abate atendiam, em média, a seis dias.

Os dados da Pesquisa Trimestral do Abate, divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o abate de bovinos cresceu 4,6% no primeiro trimestre de 2025 em relação a 2024. O total de 9,86 milhões de cabeças abatidas representa o maior nível para um primeiro trimestre em toda a série histórica da pesquisa.

O abate de fêmeas, especificamente, aumentou 11,3% no primeiro trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024, totalizando 4,85 milhões de cabeças. Este é o maior nível de participação de fêmeas no abate de bovinos já registrado para o período.





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Futuro do crédito para agronegócio também é assunto na Bahia Farm Show



Onde há feira agrícola, há movimentações financeiras. Realizada em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, o futuro do crédito para o agronegócio também é assunto na Bahia Farm Show, maior evento do segmento do Norte e Nordeste do país.

A expectativa é que a 19ª edição supere o volume de negócios da edição anterior de R$ 10,9 bilhões. As instituições financeiras que participam da feira estimam bons resultados neste ano.

“A nossa expectativa é realmente de superar. No ano passado, os resultados da feira já foram extraordinários. A Bahia Farm Show é extremamente voltada para negócios”, comentou o presidente do Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia, Celso Régis.

Éden Júnior Oliveira, pecuarista do Sul do Piauí, disse que está em busca de um financiamento atrativo para investir: “Se a gente tiver um bom preço para vender nosso produto e uma linha de crédito com juros justos, subsidiada e mais atrativa, aí sim conseguimos fechar a conta e colocar um lucrozinho no bolso no final do ano”, disse o produtor.

No entanto, os negócios concretizados na feira podem ser impactados pelas futuras decisões políticas que afetam o mercado financeiro. Com a proximidade do lançamento do Plano Safra 2025, produtores e instituições financeiras do setor demonstram preocupação com as movimentações do governo federal.

“Estamos em um momento crucial de discussão sobre os recursos que vão compor o crédito rural no próximo Plano Safra. Recentemente, fomos surpreendidos com alterações em uma das principais fontes de captação de recursos. De um lado, precisamos captar dinheiro para oferecer crédito rural, que é diferenciado; do outro, temos o tomador, o produtor rural. A principal fonte de captação é a LCA, a Letra de Crédito do Agronegócio, e estamos enfrentando discussões no governo federal sobre a possibilidade de taxação, o que seria extremamente prejudicial”, afirmou Celso Régis.

Uma das propostas do governo federal é retirar a isenção do Imposto de Renda das Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs). O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, também comentou o assunto:

“A minha bancada de deputados federais e senadores sabe que a nossa intenção é criar harmonia na economia. É preciso analisar quem pode pagar essas taxas ou sobretaxas — qual segmento é capaz disso — para que não haja sacrifício excessivo de um lado ou de outro. Eu sei que a régua do governo federal é nacional e não trata de um nicho específico, mas olha para o país inteiro — considerando taxas de juros, valor do dólar. Minha expectativa é que haja avanços nas negociações, para que o Congresso encontre um meio-termo com o presidente Lula”, disse o governador durante coletiva de imprensa na abertura do evento.

Segundo a organização da Bahia Farm Show, mais de 67 mil pessoas já passaram pela feira nos três primeiros dias.


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Preços do boi gordo seguem firmes no mercado neste mês



Os preços do boi gordo, dos animais de reposição e da carne estão firmes no mercado pecuário brasileiro neste mês, de acordo com analistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Muitos agentes de frigoríficos consultados pela entidade reajustaram positivamente no início desta semana os valores pagos por novos lotes para o abate, tendo em vista que as escalas de abate seguem curtas, entre 4 e 10 dias. No segmento de reposição, a liquidez está maior desde a semana passada.

O indicador do boi gordo Cepea/B3, com média de preços no estado de São Paulo, traz o valor de R$ 314,20 no fechamento desta quarta-feira (11), uma variação positiva de 2,65% dentro do mês de junho.

No entanto, pesquisadores do Cepea ressaltam que os negócios envolvendo boi magro estão limitados pela baixa oferta.

No mercado de atacadista da carne, os preços da carne mostram recuperação, diante das boas vendas.

Em relação às exportações, dados da Secex mostram que, no acumulado dos cinco primeiros meses de 2025, o montante gerado com as vendas externas soma R$ 5,8 bilhões, alta de 22% frente ao do mesmo período de 2024. Esse resultado reflete os crescimentos de 10% do volume vendido e também de 10% dos preços em dólares recebidos.



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