quinta-feira, maio 21, 2026

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confirmado primeiro caso em Goiás



A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) confirmou nesta sexta-feira (13) a detecção do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (gripe asiática) em Goiás. O caso foi registrado em aves de subsistência no município de Santo Antônio da Barra, região sudoeste de Goiás.

O resultado foi divulgado após análises realizadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa).

A notificação da suspeita foi feita à agência na última segunda-feira (9), com relatos de morte de cerca de 100 galinhas que apresentaram sinais como asas caídas, secreção nasal, dificuldade respiratória, apatia, diarreia e edema de face.

“Mesmo sendo um caso isolado, sem impacto no comércio de produtos avícolas, a confirmação reforça a necessidade de intensificarmos as medidas de contenção e de vigilância. Já mobilizamos nossas equipes para atuarem na área afetada, com ações de controle sanitário, investigação epidemiológica e reforço das orientações à população. A Agrodefesa segue atenta e comprometida com a proteção da avicultura goiana”, afirma o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos.

Ele acrescenta que é importante ressaltar que a influenza aviária não representa risco à saúde humana, quando não há contato direto com aves doentes, e que o consumo de carne de aves e de ovos continua seguro para a população.

Medidas de contenção e controle

Como parte do Plano Estadual de Contingência para a Influenza Aviária, a Agrodefesa já colocou em operação um Grupo Especial de Emergência Zoossanitária, com apoio de setores como segurança pública, Defesa Civil e prefeitura do município afetado. Uma equipe técnica da agência estará no local para as atividades de vigilância e monitoramento. O foco do trabalho, segundo a Agrodefesa, está concentrado em ações imediatas e coordenadas para conter a disseminação do vírus, proteger a saúde animal e humana e preservar a produção avícola goiana.

Entre as ações emergenciais estão a implantação de vigilância no raio de dez quilômetros ao redor do foco, com monitoramento intensivo do trânsito de aves, ovos e materiais avícolas, restrição de movimentações e reforço nas barreiras sanitárias e suspensão temporária de feiras e exposições com aves vivas nas regiões afetadas.

O trabalho de educação sanitária também faz parte, por meio da conscientização de produtores, profissionais, imprensa e população local sobre os riscos e medidas de prevenção, além da necessidade de notificação em caso de suspeitas da doença.



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chuva anima produtores e seca abre caminho para a colheita



Segundo a previsão do tempo, chuvas entre 40 e 60 milímetros são esperadas em Roraima nos próximos dias. Os volumes são considerados ideais para a região, que enfrenta calor intenso, e devem favorecer diretamente o desenvolvimento das lavouras, um alívio para os produtores locais, já que o estado é o único do país em plena safra de soja neste momento.

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Nas demais regiões brasileiras, o cenário climático apresenta características bem distintas. Estados do Centro-Oeste, por exemplo, estão no período de entressafra ou focados na colheita da segunda safra de milho, o chamado safrinha. O tempo seco previsto para os próximos dias deve favorecer o andamento dessas atividades, permitindo que os produtores trabalhem com mais tranquilidade e sem grandes interrupções.

O contraste fica ainda mais evidente no Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul, onde as chuvas persistem com volumes elevados. Os acumulados têm deixado o solo encharcado, o que já causa preocupação entre os agricultores e levanta alertas sobre possíveis prejuízos em diversas culturas, especialmente as que são mais sensíveis ao excesso de água.

No Norte do Brasil, a presença contínua da Zona de Convergência Intertropical mantém os índices de umidade elevados, contribuindo para um clima mais instável. Já na faixa leste do Nordeste, a previsão para os próximos 10 dias indica volumes de chuva entre 60 e 70 milímetros, mantendo as extremidades do país mais úmidas. Enquanto isso, a região central brasileira permanece sob condições de tempo seco, reforçando a divisão climática que caracteriza o país neste período.



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Vietnã é anunciado como país parceiro do Brics



O Vietnã é o mais novo país parceiro do Brics. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (13) pela presidência brasileira do Brics, que comanda o bloco este ano. Com a decisão, o Vietnã se torna o décimo país parceiro do Brics, juntamente com Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão. A categoria de país parceiro foi criada na 16ª Cúpula realizada em Kazan, na República do Tartaristão, em outubro de 2024.

O país asiático tem população de quase 100 milhões de habitantes, destacando-se como um ator relevante na região, em razão do dinamismo da sua economia fortemente integrada às cadeias globais de valor.

“O país compartilha com os membros e parceiros do Brics o compromisso com uma ordem internacional mais inclusiva e representativa. Sua atuação em prol da cooperação Sul-Sul e do desenvolvimento sustentável reforça a convergência com os interesses do agrupamento”, informou a presidência brasileira do bloco ao anunciar a parceria.

Na condição de país parceiro, o Vietnã tem convite garantido para a Cúpula do bloco, para a reunião de ministros das Relações Exteriores e pode integrar outros espaços de discussão do fórum dos Brics, após consulta aos países membros e decisão por consenso.

Os países parceiros podem ainda endossar às Declarações de Cúpula do Brics, Conjuntas dos ministros das Relações Exteriores do Brics, bem como a outros documentos finais.

Atualmente o bloco é composto por 11 países-membros: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia. Em termos populacionais, ele representa aproximadamente 48,5% da população do planeta.

No comércio internacional, os países do Brics respondem por 24% do total das trocas mundiais. O Brics tem também aproximadamente 72% das reservas mundiais de minerais de terras raras, 43,6% da produção mundial de petróleo, 36% da produção mundial de gás natural e 78,2% da produção global de carvão minera.

No que diz respeito à corrente de comércio do Brasil com o Brics, ela totalizou USD 210 bilhões, representando 35% do total em 2024.

O bloco foi ainda o destino de USD 121 bilhões das exportações brasileiras, representando 36% do total exportado pelo Brasil em 2024 e foi a origem de USD 88 bilhões das importações brasileiras, representando 34% do total importado pelo Brasil no mesmo ano.



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Com plantio iniciado, estado brasileiro deve expandir área de soja em até 7%



Os meses de junho e julho prometem ser favoráveis para o estado de Roraima neste ano. As previsões indicam chuvas dentro ou acima da média, o que deve contribuir para uma alta produtividade dos produtores de soja locais. Essa antecipação permite aproveitar as melhores condições climáticas antes do possível fim das chuvas em agosto, caso o fenômeno El Niño se confirme.

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O plantio no estado teve início ainda em março para os produtores que já tinham os insumos disponíveis, aproveitando o volume de chuvas acima da média registrado entre março e início de abril, que totalizou cerca de 400 mm. Segundo o presidente da Aprosoja Roraima, Murilo Ferrari, essas condições ajudaram no preparo do solo, na reação do calcário e no manejo eficiente das plantas daninhas, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Área de soja cultivada no estado

Em relação à área cultivada, Murilo destaca que a associação projeta um crescimento de 6% a 7%, com cerca de 125 mil a 128 mil hectares destinados à soja. Porém, ele ressalta que os altos custos de produção e a rentabilidade apertada têm levado muitos produtores a postergar a abertura de novas áreas, optando por investir na recuperação e no aumento da produtividade das áreas já estabelecidas.

Por fim, Ferrari ressalta que o estado possui uma vantagem no calendário de comercialização, atuando em um período diferente do restante do Brasil. Essa diferença permite aos produtores aproveitar oportunidades de venda em um momento em que a disputa comercial entre Estados Unidos e China pode favorecer a soja brasileira. O presidente se mostra otimista quanto à safra e convida produtores e investidores a conhecerem melhor o potencial do estado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologia e inovação ganham destaque no pavilhão coberto da Bahia Farm Show 2025



Evento reúne mais de mil marcas que apresentam soluções voltadas à modernização


Foto: Divulgação

A 19ª edição da Bahia Farm Show confirma mais uma vez seu protagonismo como vitrine de inovação no agronegócio. Já consolidada como a maior feira tecnológica do Norte e Nordeste do Brasil, o evento reúne mais de mil marcas que apresentam soluções voltadas à modernização e à eficiência do trabalho no campo. Entre os destaques, o pavilhão coberto se tornou um verdadeiro centro de convergência entre tecnologia, segurança e praticidade para o homem do campo.

De São Paulo, o casal Munisia e Kleber Veloso, do Grupo Elétrica, apostou na apresentação de um sistema preventivo inovador que detecta tempestades e descargas elétricas a longa distância. O “previstorm”, como é chamado, utiliza um software desenvolvido na Espanha que emite alertas com até 50 quilômetros de antecedência. “Essa é a nossa terceira participação na Bahia Farm Show e, este ano, viemos com essa solução que permite ao produtor rural antecipar medidas de segurança e proteger sua propriedade. A precisão é total”, afirma Kleber.

Outro exemplo de como a tecnologia está cada vez mais presente na rotina rural é o inversor de frequência apresentado pela empresa Deel. Segundo o engenheiro elétrico Antônio Lima, o equipamento é capaz de controlar a velocidade de motores, otimizando o uso de energia em diversas máquinas utilizadas na agricultura. “A proposta é facilitar a operação no campo, oferecendo mais controle, economia e durabilidade aos equipamentos. A eletricidade é uma aliada fundamental na mecanização rural”, pontua.

O espaço do pavilhão abriga uma diversidade que reflete as múltiplas dimensões da vida e do trabalho no campo. Além das inovações tecnológicas, o público encontra também doces artesanais, botas e acessórios até soluções de grande porte, como fábricas de adubo, equipamentos para produção agrícola e sistemas de pavimentação, como a venda da massa asfáltica estocável. Nos dois primeiros dias de Bahia Farm Show, cerca de 40 mil pessoas já passaram pelo complexo em Luís Eduardo Magalhães. A expectativa é que mais de 100 visitantes passem pela feira agrícola até sábado (14).





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Como o maior exportador de carne de frango do mundo enfrenta a influenza aviária


O mês de maio foi marcante para a avicultura mundial, em especial para a brasileira: pela primeira vez na história foi registrada uma ocorrência de influenza aviária de alta patogenicidade em granja comercial no Brasil. Principal exportador de carne de frango do mundo, avançando a olhos vistos nas exportações de ovos comerciais e de genética avícola, o país é uma potência na produção de derivados avícolas, além de ser a referência mundial quando o assunto é sanidade animal.

Quando se trata de carne de frango, o Brasil é particularmente relevante. Nos últimos dois anos o país foi capaz de exportar mais de 5 milhões de toneladas anualmente, e já representa em torno de 40% da corrente de comércio global. Os protocolos sanitários firmados pelo Brasil com seus parceiros comerciais vislumbram em algumas oportunidades a suspensão de todos os produtos de origem avícola do país, não só o embargo dos produtos avícolas oriundos do estado epicentro do problema, ou mesmo do munícipio em que aconteceu o foco da doença.

China, Filipinas, África do Sul e União Europeia têm em seus protocolos sanitários o fechamento de todos os produtos brasileiros de origem avícola. Sob o prisma da carne de frango, esses países representam em torno de 25% das exportações brasileiras, o que sem dúvida gera transtornos nas mais diferentes esferas.

Para mitigar os efeitos do embargo, o país adota uma postura combativa em todos os ângulos possíveis. Do ponto de vista de mercado, busca a regionalização dos embargos com seus principais parceiros comerciais. O processo de renegociação se acelera conforme o país segue à risca todas as etapas desde o registro do foco da doença, restando apenas o encerramento do prazo de vazio sanitário (18 de junho).

Nesse processo de renegociação conta a favor do Brasil a ausência de substitutos à altura. A Tailândia apresenta expansão de suas exportações no período; no entanto, o país asiático não conta com a escala de produção necessária para substituir o Brasil por um período mais extenso.

O que se relata é o processo inflacionário no mercado internacional, algo previsível diante da ausência, mesmo que parcial e temporária, do principal exportador de carne de frango. Outra estratégia, adotada para mitigar os efeitos dos embargos no Brasil, é a estocagem de produto em câmaras frias e em contêineres frigoríficos. Essa manutenção por si só já representa um importante adicional de custos para o setor, no entanto, evita quadros nocivos de excesso de oferta no mercado doméstico.

Mesmo com essa estratégia, alguma oferta adicional é disponibilizada no mercado doméstico, o que produziu queda dos preços, tanto do frango vivo, quanto do frango abatido no atacado. No estado de São Paulo, principal centro consumidor do país, esse movimento é bastante perceptível.

Preço do frango congelado em São Paulo (R$/kg)

Do ponto de vista da biosseguridade todas as etapas foram seguidas à risca – o aumento da testagem no país mostra isso com muita clareza. Felizmente para a avicultura mundial as possibilidades de um novo episódio de influenza aviária de alta patogenicidade em granja comercial são remotas, considerando o término do período de migração das aves, que retornam ao hemisfério norte para a primavera/verão.

Além disso, precisa ser mencionado que há toda uma “blindagem” nas granjas comerciais brasileiras, que dificulta esse tipo de ocorrência, uma vez que as granjas são teladas, há controle de pessoas e de veículos e até mesmo o abastecimento de água é de fontes diferentes daquelas que abastecem a população.

O foco da doença registrado no munícipio de Montenegro, no Rio Grande do Sul, parece exceção, e não a regra para o Brasil.

O Brasil conduz a situação de maneira exemplar, não deixando dúvidas para o restante do mundo, sanidade animal é assunto sério e o país está preparado para qualquer evento de ordem sanitária. A operação de guerra que foi montada para suplantar o problema, sempre com muita transparência, passa serenidade para os parceiros comerciais do Brasil.

O ponto central é que o país precisa renegociar seus protocolos sanitários e conseguir a regionalização dos embargos. Diante de toda a seriedade brasileira na condução do problema, além da importância do país na segurança alimentar de inúmeras populações ao redor do mundo, a mudança dos protocolos é algo imprescindível, para não produzir distorções no mercado global, além de potencial desequilíbrio mercadológico para o principal exportador do mundo.

Essa premissa é válida para todas as proteínas de origem animal exportadas pelo país.

*Fernando Henrique Iglesias é coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno)


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Canola se destaca no inverno gaúcho



Contudo, a canola exige maior atenção em nutrição e manejo



Contudo, a canola exige maior atenção em nutrição e manejo
Contudo, a canola exige maior atenção em nutrição e manejo – Foto: Pixabay

A canola vem ganhando espaço no Rio Grande do Sul como uma alternativa promissora às culturas tradicionais de inverno. Com mais de 151 mil hectares cultivados e produção estimada em 226 mil toneladas na safra de 2024, segundo a Emater/RS, a oleaginosa se consolida especialmente na região Noroeste do Estado, onde produtores já acumulam experiência significativa com a cultura.

Entre os principais atrativos da canola estão seu alto teor de óleo — até 45%, superando em até 30% o da soja — e a crescente demanda da indústria. O baixo custo de produção, a menor incidência de doenças e a tolerância a graminicidas favorecem o manejo e o controle de plantas daninhas resistentes, como o azevém. Embora a média de produtividade ainda seja de 25 sacas por hectare, há registros de lavouras que alcançaram até 50 sacas/ha.

Contudo, a canola exige maior atenção em nutrição e manejo, principalmente em relação ao fornecimento de enxofre e nitrogênio, fundamentais para a formação de óleo e proteína. A cultura também é vulnerável ao mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum), sendo necessário o uso de biofungicidas à base de *Trichoderma*, como o Tribalance, que atua no controle biológico do patógeno.

Outro ponto crítico é o fornecimento de boro, nutriente essencial para o florescimento e a polinização. Produtos como o Humicbor, que combinam boro com extrato de algas e substâncias húmicas, têm mostrado bons resultados em produtividade. Com o apoio da pesquisa e da indústria, a canola tende a se firmar como uma cultura estratégica para a sustentabilidade e diversificação agrícola no Sul do Brasil.

 





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exportações batem recorde no mês de maio



Na contramão do que foi observado para a carne de frango, as exportações brasileiras de ovos (in natura e processados) continuaram avançando em maio. As cotações avançam mesmo após às restrições comerciais impostas frente ao caso de gripe aviária, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A alta nas vendas veio principalmente pela forte e constante demanda dos Estados Unidos, que absorveram 77,8% das exportações no mês passado. Dessa forma, o volume foi o maior já registrado na série histórica da Secex, iniciada em 1997. 

Segundo dados da Secex, compilados e analisados pelo Cepea, a soma embarcada foi de 5,36 mil toneladas de ovos in natura e processados em maio. Representando, assim, aumentos de 23% em relação a abril e de fortes 296% na comparação anual. 

No mercado doméstico, levantamentos do Cepea mostram que as cotações dos ovos estão em alta pela segunda semana consecutiva em todas as regiões acompanhadas. A combinação de oferta controlada e demanda aquecida tem sustentado as elevações nesta primeira quinzena de junho, conforme os pesquisadores.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Queda no preço do frango ameaça poder de compra do avicultor



De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço do frango vivo vem caindo de maneira superior aos preços dos principais insumos da atividade. 

Dessa forma, a queda pode vir a interromper a sequência e altas no poder de compra dos avicultores. Alta que vinha sendo registrada a dois meses para a soja e sete meses para o farelo de soja.  

Segundo o centro de pesquisas, a elevada oferta de carne de frango no mercado doméstico reflete das restrições às exportações causadas pela gripe aviária. Esse aumento tem levado compradores a se afastarem da aquisição de novos lotes, o que intensifica a pressão sobre as cotações neste início de junho. 

No estado de São Paulo, o frango vivo registra média de R$ 5,51/kg na parcial deste mês. O valor representa forte recuo de 12% em relação à de maio.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Limão thaiti apresenta alta nas cotações frente à menor oferta



Os preços do limão tahiti seguem em alta, impulsionados pela oferta restrita, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Nesta semana (de 9 a 12 de junho), a média foi de R$ 38,81 por caixa de 27,2 kg. Assim, o aumento foi de 20,03% em relação à do período anterior. Segundo pesquisadores, o volume disponibilizado no mercado spot está mais reduzido desde maio, quando o clima passou a limitar o ritmo de colheita.

Além disso, a demanda externa pela fruta está mais aquecida neste mês, diante da aproximação do verão na Europa, principal destino da fruta brasileira in natura. O centro de pesquisas destaca, ainda, que a atual temporada de tahiti apresenta menor volume. Isso se dá devido ao clima registrado em 2024, que resultou em uma forte oscilação da oferta ao longo deste primeiro semestre. 

Além disso, conforme a equipe do Cepea, a indústria prolongou a moagem do limão até o começo de maio, o que acabou enxugando ainda mais a disponibilidade no spot agora em junho.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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