domingo, maio 17, 2026

Agro

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o papel do produtor rural


Muito antes de chegar às prateleiras, o chocolate nasce no campo. No Dia Mundial do Chocolate, celebrado no dia 7 de julho, é hora de reconhecer quem cultiva o cacau.

Atualmente, o Brasil é um dos maiores produtores de cacau do mundo e tem se destacado pela qualidade e pela força de marcas que produzem chocolate artesanal, direto do grão à barra.

Em especial, nas regiões como o Pará, a Bahia e o Ceará, produtores rurais têm investido em práticas sustentáveis. Para o produtor Luciano Sanjuan, de Ilhéus (BA), a produção de chocolate é parte de um ciclo maior. “Fazer o chocolate é completar esse ciclo: transformar a matéria-prima inicial no alimento do ser humano, dos animais e das plantas”, afirma Luciano.

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Mais do que isso, o cacau gera renda no campo, movimenta a economia local, fortalece a agricultura familiar e posiciona o Brasil no mercado de chocolates finos e sustentáveis.

“A gente preza por chocolates de alta concentração de cacau, sem veneno, sem químicos… algo saudável, seguro e feito com amor”, afirma Daniela Nascimento, que produz cacau ao lado de Luciano.

Daniela Nascimento e Luciano Sanjuan | Foto: Arquivo pessoal

Segundo o casal, o chocolate vai além do prazer. “O chocolate, que já é um superalimento tão amado no mundo todo, passa a ter com a gente um valor ainda maior, porque não olhamos só como algo que dá prazer, mas sim algo que vitaliza o corpo das pessoas”, conclui Daniela.



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Brasil deve exportar quase 12 milhões de toneladas de soja em julho



O line-up, que representa a programação oficial de embarques nos portos brasileiros, projeta uma exportação de 11,929 milhões de toneladas de soja em grão para o mês de julho. O dado foi divulgado pela consultoria Safras & Mercado e aponta para um crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado, quando os embarques somaram 9,579 milhões de toneladas.

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O volume previsto para julho demonstra a continuidade da forte demanda internacional pela soja brasileira, especialmente com a recuperação do mercado global e a redução da competitividade da soja argentina devido a aumentos nas taxas de exportação daquele país. Em junho, o Brasil exportou 13,931 milhões de toneladas, mantendo o ritmo elevado que se espera também para agosto, embora com uma previsão mais modesta de 664,183 mil toneladas.

No acumulado do primeiro semestre de 2025, o line-up indica que o Brasil deverá embarcar cerca de 80,915 milhões de toneladas de soja, superando os 75,709 milhões exportados no mesmo período do ano anterior. Esse aumento reforça a importância do Brasil como um dos principais players globais no mercado de soja, beneficiado pela ampla safra atual e pela crescente demanda da China e de outros países consumidores.



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Exportações de carne suína crescem 28% e batem recorde histórico em receita



As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 137,1 mil toneladas em junho, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado foi 28% superior ao mesmo período do ano passado, com 107,1 mil toneladas. É o segundo maior volume mensal já registrado na história do setor.

Ainda de acordo com a ABPA, as exportações geraram uma receita de US$ 341,6 milhões em junho deste ano, saldo 45,2% superior ao alcançado no mesmo período do ano passado, com US$ 235,3 milhões. O saldo obtido em junho de 2025 é o maior já registrado na história do setor.

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No semestre, as exportações acumuladas chegaram a 722 mil toneladas, volume 17,6% superior ao registrado entre janeiro e junho de 2024, com 613,7 mil toneladas. Em receita, a alta das exportações chegou a US$ 1,7 bilhão, saldo 32,6% maior em relação ao total obtido no mesmo período do ano passado, com US$ 1,3 bilhão.

Principal destino das exportações de carne suína em junho, as Filipinas importaram 33,8 mil toneladas, volume 141,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em seguida estão a China, com 15,4 mil toneladas (-6,2%), Japão, com 12,8 mil toneladas (+27,7%), Chile, com 11,3 mil toneladas (+55,3%) e Singapura, com 9,1 mil toneladas (+0,1).

Entre os principais estados exportadores, Santa Catarina liderou com 374,3 mil toneladas exportadas no primeiro semestre (+11% em relação ao mesmo período do ano passado), seguido pelo Rio Grande do Sul, com 158,9 mil toneladas (+21,29%), Paraná, com 111,3 mil toneladas (+38,81%), Mato Grosso, com 18,5 mil toneladas (+5,46%) e Minas Gerais, com 18,4 mil toneladas (+54,71%).

“Há um aumento em diversos mercados na demanda por carne suína do Brasil, incluindo mercados com elevado valor agregado. O comportamento do mercado global projeta resultados ainda mais positivos que as expectativas traçadas pelo setor produtivo em janeiro, indicando novos recordes em volume e receita”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.



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Maior oferta de tomate pressiona as cotações



Na última semana, os preços do tomate salada 3A caíram. É isso que apontam os levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea

No atacado de São Paulo, a média foi de R$ 102/caixa, queda de 17,4% em relação à do período anterior. No do Rio de Janeiro, Campinas (SP) e Belo Horizonte, os recuos foram de 25,8%, 17,7% e 11,5%, respectivamente, para R$ 105/cx, R$ 108/cx e R$ 102/cx.

Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, a pressão vem do aumento da oferta. As temperaturas um pouco mais altas nas regiões produtoras favoreceram a maturação do tomate, garantindo aos atacados uma maior disponibilidade de frutos de qualidade, com mais tomates “coloridos”. 

Além disso, como o ciclo das plantas avança, naturalmente os frutos se formam, mesmo que as condições de temperatura não sejam ideais. 

Ainda conforme levantamentos do Hortifrúti/Cepea, a região de Mogi Guaçu (SP) intensifica a oferta aos atacados neste mês (mais tardiamente), já que houve atraso em junho, em função do frio que retardou a maturação. 

Araguari (MG) está em plena colheita da safra de inverno e distribui sua produção aos principais atacados. A região de Linhares (ES), que iniciou a safra no mês passado, já está intensificando a colheita.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Soja fecha em queda em Chicago com novas tensões



Os derivados da oleaginosa também acompanharam o movimento negativo



Os derivados da oleaginosa também acompanharam o movimento negativo
Os derivados da oleaginosa também acompanharam o movimento negativo – Foto: USDA

Nesta segunda-feira (07), os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o dia em forte baixa, pressionados por fatores políticos e cambiais. Segundo informações da TF Agroeconômica, o contrato de agosto, referência para a safra brasileira, recuou -1,81%, ou -24,00 cents por bushel, fechando a US$ 10,31. Já o vencimento de setembro caiu -2,67% (-27,75 cents/bushel), cotado a US$ 10,13.

Os derivados da oleaginosa também acompanharam o movimento negativo. O farelo de soja para agosto recuou -1,87%, cotado a US$ 272,20 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja fechou em baixa de -1,12%, a US$ 53,94 por libra-peso. A desvalorização generalizada foi motivada por decepções no discurso de Donald Trump, que, em evento em Iowa, não apresentou novas medidas de estímulo ao comércio internacional.

A ausência de anúncios sobre compras chinesas ou acordos bilaterais frustrou as expectativas dos investidores e levou fundos a realizarem lucros, acelerando as quedas. Além disso, a desvalorização do real frente ao dólar contribuiu para um aumento na oferta da soja brasileira, com produtores aproveitando o câmbio para escoar estoques e abrir espaço nos armazéns para a colheita do milho safrinha.

Apesar das expectativas de crescimento de 10% nas exportações da oleaginosa em 2025, as vendas para a China — principal compradora global — caíram mais de 40% recentemente. Esse cenário reforça preocupações quanto à demanda externa. Segundo o USDA, os embarques semanais somaram 389 mil toneladas, dentro do esperado, mas insuficientes para conter o pessimismo do mercado.

 





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ExpoAlmas pretende impulsionar o agronegócio no Sudeste do Tocantins



A ExpoAlmas, maior feira agropecuária da região Sudeste do Tocantins (TO), movimentará o município de Almas entre 10 e 12 de julho. Durante a feira, o Sebrae/TO oferecerá orientação, informação e acesso a serviços essenciais para pequenos negócios. Além disso, a instituição participará da programação técnica.

Produtores rurais, empresários, instituições financeiras e entidades do agro vão se reunir em um ambiente estratégico de geração de oportunidades. Com programação técnica diversificada, a feira também aposta em conteúdo de peso para fomentar o conhecimento e ampliar as competências dos produtores e empreendedores da região, além de contar com shows e rodeios.

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Destaques da ExpoAlmas

Um dos destaques da programação é a palestra do ex-ministro Aldo Rebelo, marcada para o dia 11 de julho, às 17h. Com o tema: ‘O Brasil na geopolítica ambiental’.

Já no dia 12 de julho, às 9h, a especialista Ceci Mota abordará o tema ‘Autoconfiança e resiliência para crescer’.

Segundo Rogério Ramos, diretor técnico do Sebrae/TO, as ações na feira estão alinhadas com a missão de impulsionar os pequenos negócios e promover desenvolvimento sustentável.

“Atuamos diretamente para impulsionar os pequenos negócios. A feira vai além de entretenimento com shows e rodeios, ela se consolida como um ambiente estratégico de geração de oportunidades, valorização do agronegócio e estímulo ao empreendedorismo que movimenta a economia do Tocantins”, afirma Ramos.



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Exportação de carne bovina cresce 23,7% em junho



As exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 1,428 bilhão em junho de 2025, um aumento de 50% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. O volume exportado no mês alcançou 271,2 mil toneladas, crescimento de 23,3%.

O desempenho de junho reforça a tendência positiva do setor, que vem registrando crescimento contínuo desde o início do ano. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

O produto in natura respondeu por 91,9% do valor exportado em junho, totalizando US$ 1,31
bilhão e 241 mil toneladas. As carnes industrializadas representaram 4,7% (US$ 67,8 milhões), seguidas por miúdos (2,4%), tripas (0,5%), gorduras (0,3%) e carnes salgadas (0,1%).

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Principal mercado

A China se manteve como principal destino da carne bovina brasileira, responsável por 52% da receita do mês (US$ 743,5 milhões) e 50,1% do volume (136 mil toneladas). O país aumentou suas compras em 84,4% em valor e 47,9% em volume em relação a junho de 2024. Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com 18,2 mil toneladas exportadas em junho e receita de US$ 123,6 milhões. O México veio em seguida, com 16,4 mil toneladas, alta de 341,2% frente ao mesmo mês de 2024, e US$ 89,8 milhões em faturamento. A União Europeia importou 8,7 mil toneladas, crescimento de 37,3%, somando US$ 73,5 milhões. O Chile gerou US$ 52,1 milhões, com embarques de 9,3 mil toneladas de carne bovina brasileira.

No acumulado do primeiro semestre de 2025, as exportações brasileiras totalizaram US$ 7,23
bilhões, crescimento de 27,1% em relação ao mesmo período de 2024 (US$ 5,68 bi). Foram
embarcadas 1,47 milhão de toneladas nos seis primeiros meses do ano, alta de 13,4%. A média mensal de embarques no semestre é de aproximadamente 245 mil toneladas.

Entre os principais mercados no semestre, a China liderou com 641,1 mil toneladas e US$ 3,22 bilhões em compras, um aumento de 28,2% em valor na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 181,5 mil toneladas e US$ 1,04 bilhão, alta de 102%. O Chile importou 58,9 mil toneladas, com receita de US$ 315,5 milhões (+37,4%). O México comprou 52 mil toneladas, totalizando US$ 276,3 milhões, crescimento expressivo de 235,7%.

Em termos de desempenho mensal, junho foi o melhor mês do ano até agora em valor absoluto, superando os embarques de maio



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ritmo de importação do cereal argentino cresce no Brasil



Moinhos brasileiros vêm intensificando, mês a mês, as importações de trigo da Argentina. Isso de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).  

Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário reflete a baixa oferta doméstica e preocupações quanto à possível redução na área com cereal na atual temporada. 

Em junho, chegaram ao Brasil 487,04 mil toneladas de trigo. Desse montante, 94,1% tiveram como origem a Argentina, somando 458,18 mil toneladas. O restante do volume, apenas 5,9%, vieram do Paraguai  somando 28,85 mil toneladas, conforme dados da Secex analisados pelo Centro de Pesquisas. 

O volume importado no primeiro semestre de 2025 somou 3,58 milhões de toneladas, 6,3% acima do adquirido no mesmo período de 2024. 

Quanto aos preços domésticos, levantamento do Cepea mostra que o movimento continua de queda, influenciado pela pressão cambial e pela retração de agentes do mercado.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Açúcar: vendedores se mantém firmes nos preços pedidos


Foto: Reprodução/Canal Rural

Os preços médios do açúcar cristal no mercado spot de São Paulo vêm operando na casa dos R$ 116/saca de 50 kg neste início de julho. Isso de acordo com os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Segundo o centro de pesquisas, representantes de vendas das usinas se mostram mais firmes em relação aos valores, mesmo com fundamentos baixistas, entre eles, as previsões de excedente mundial de açúcar para a atual e próxima safras.

As recentes quedas do cristal no mercado doméstico acenderam um sinal de alerta quanto ao custo de produção. Somente em junho, o Indicador Cepea/Esalq, cor Icumsa de 130-180, acumulou expressivo recuo de 12,71%.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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com queda de 40% vendas atingem o menor patamar da safra



O volume de etanol hidratado comercializado na primeira semana de julho em São Paulo foi o menor da safra 2025/26. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Foram quase 20 milhões de litros a menos deste combustível frente ao período anterior, ou redução de 40,4%. Segundo o instituto, os demandantes já estão abastecidos com compras realizadas em semanas anteriores, assim se mantiveram afastados do mercado spot paulista.

Agentes de usinas, por sua vez, seguiram firmes nos valores pedidos na maior parte dos casos, por conta dos estoques reduzidos de combustível neste atual momento da safra. 

Quanto aos preços, oscilaram pouco, conforme levantamentos do Cepea. De 30 de junho a 4 de julho, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,6055/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O valor representa queda de 0,17% frente ao do período anterior. 

Por outro lado, para o anidro, o Indicador Cepea/Esalq apresentou ligeiro avanço, operando a R$ 2,9996/litro valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). O valor representa uma alta de 0,11% em igual comparativo.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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