domingo, maio 17, 2026

Agro

News

Curto-circuito mata 32 vacas no interior do Paraná



O produtor Edenir Zeahrsfass, de Marechal Cândido Rondon, oeste do Paraná, levou um susto na noite desta segunda-feira (7). Um curto-circuito no canzil — estrutura de ferro para confinamento individual de animais durante a alimentação e manejo — eletrocutou e matou 32 vacas de sua propriedade.

O prejuízo é estimado entre R$ 500 mil e R$ 600 mil. No vídeo abaixo, em imagens registradas nesta terça-feira (8), o pecuarista lamenta a perda, que causou grande comoção na comunidade local e o emocionou profundamente.

De acordo com ele, uma das vacas teria mordido a tomada que aciona o canzil, causando o curto-circuito que eletrocutou o rebanho.



Source link

News

como o marketing pode transformar o Brasil rural em potência global de alimentos nativos


O sucesso do pistache nos Estados Unidos mostra que marketing e estratégia transformam commodities em desejo global. O Brasil, com frutas únicas como a jabuticaba, açaí e outras, pode seguir o mesmo caminho, gerando renda, marca e sustentabilidade a partir da floresta.

A Califórnia, com seus verões quentes e secos, possui condições ideais para o cultivo da oleaginosa. Mas o que realmente alavancou o negócio foi o investimento pesado em pesquisa agrícola e em posicionamento de mercado. O setor americano criou campanhas de consumo, ampliou a presença em feiras internacionais, investiu em embalagem, branding e associou o produto aos benefícios da alimentação saudável. Resultado: aumentou a demanda global e consolidou um mercado multimilionário.

E o Brasil nisso tudo? Nós não produzimos pistache, mas somos grandes consumidores — importamos quase tudo dos EUA. Essa realidade nos leva a uma pergunta: por que não fazemos o mesmo com o que só nós temos?

Frutas nativas e o potencial da floresta

Na Amazônia, quase 1 milhão de brasileiros vivem em situação de pobreza, mesmo rodeados por um verdadeiro tesouro: frutas como açaí, cupuaçu, bacaba, camu-camu, buriti, entre muitas outras. Todas com alto valor nutricional e potencial de mercado, ainda pouco exploradas.

Veja as qualidades de algumas frutas nativas e as possíveis utilizações

  • açaí: rico em antioxidantes | alimentos, bebidas energéticas, cosméticos
  • cupuaçu: polpa cremosa e aromática | sorvetes, sucos, chocolates “nacionais”
  • camu-camu: altíssimo teor de vitamina C | suplementos naturais, cosméticos
  • buriti: fonte de betacaroteno e vitamina A | óleos vegetais, cosméticos, alimentos funcionais
  • castanha-do-pará: rica em selênio | snacks saudáveis, óleos e farinhas
  • bacaba: similar ao açaí, mas menos conhecido | sucos, vinhos naturais
  • jabuticaba: exclusiva do Brasil | vinhos artesanais, geleias, licores e gourmetização

Com investimento técnico, acesso ao crédito e estratégias de marketing bem definidas, essas frutas podem sair da floresta direto para o mercado internacional com selo de origem, apelo sustentável e identidade cultural.

O desafio: transformar natureza em produto

Para que isso aconteça, precisamos de um esforço coordenado entre governos, cooperativas, Sebrae, universidades e setor privado. A receita já está testada:

  • tecnologia para agregar valor e conservar os produtos;
  • capacitação para produtores e comunidades;
  • marketing para posicionar essas frutas como exclusivas, sustentáveis e desejáveis.

Não basta ter o melhor produto: é preciso vender a história, a origem e o propósito. E nisso, o Brasil tem um diferencial competitivo que nenhum outro país possui — a maior biodiversidade do planeta e a cultura que a acompanha.

Outro exemplo é a jabuticaba, fruta 100% brasileira, com sabor, cor e aroma únicos. Ela não existe em outro lugar do mundo. Com posicionamento de marca correto, pode se tornar um símbolo gourmet da brasilidade, assim como o pistache se tornou símbolo de sofisticação saudável nos EUA.

Não é exagero imaginar um produto brasileiro com preço de luxo. Em Dubai, uma caixa de chocolates artesanais com frutas brasileiras pode ultrapassar R$ 500, graças ao apelo de exclusividade e sofisticação. O que falta ao Brasil é transformar jabuticaba, camu-camu ou cupuaçu em marcas com propósito, identidade e desejo no mercado global.

Nesse sentido, empresas brasileiras com atuação global poderiam liderar esse movimento. A JBS, maior empresa de alimentos do mundo, com presença em mais de 100 países e uma estrutura consolidada de marketing internacional, está fortemente empenhada em práticas de sustentação ambiental. Ao adotar um projeto de valorização de frutas nativas da Amazônia, a empresa teria a oportunidade de não apenas diversificar seu portfólio, mas também contribuir para mudar a realidade de milhões de brasileiros que vivem em situação de pobreza na floresta — integrando sustentabilidade com geração de renda.

Essa iniciativa poderia contar ainda com uma parceria estratégica com o Sebrae, que já atua fortemente na capacitação de pequenos produtores da agricultura familiar. Com apoio técnico, orientação em gestão e acesso a canais de comercialização, o Sebrae ajudaria a estruturar essas cadeias produtivas e promover o empreendedorismo rural sustentável com base na biodiversidade brasileira.

O que falta? Integração entre ciência, mercado e imagem

Se o pistache conquistou o mundo, por que a jabuticaba não pode? bem como os frutos da floresta podem gerar renda, desenvolvimento e protagonismo global — desde que saiba comunicar isso.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



Source link

News

Malásia autoriza importação de colágeno bovino do Brasil



O governo da Malásia autorizou o Brasil a exportar colágeno bovino destinado à alimentação animal, segundo informações do Ministério da Agricultura e Agropecuária. Para o Ministério, a medida representa mais uma conquista para o setor agropecuário nacional e fortalece a presença do Brasil no Sudeste Asiático.

Com mais de 34 milhões de habitantes e uma indústria pecuária em desenvolvimento, a Malásia apresenta demanda crescente por insumos de alta qualidade destinados à alimentação animal, especialmente para aves e suínos.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 1,27 bilhão em produtos agropecuários para a Malásia. Os principais itens exportados foram produtos do complexo sucroalcooleiro, fibras e produtos têxteis, cereais, farinhas e preparações, café e carnes.

Com essa autorização, o agronegócio brasileiro contabiliza 388 aberturas de mercado desde o início de 2023.



Source link

News

Estimativa de produção de trigo é cortada em 10,5% por consultoria



A safra 2025/26 de trigo no Brasil foi reduzida em 10,5% pela StoneX em balanço divulgado nesta terça-feira (8). Assim, a produção agora é estimada em 6,9 milhões de toneladas, ao passo que o relatório do início de junho apontava colheita de 7,59 milhões de toneladas.

De acordo com a empresa, a diminuição se deve a cortes da área plantada nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Segundo o consultor em gerenciamento de riscos da StoneX Jonathan Pinheiro, os principais motivos para a redução de área em território paranaense estão relacionados a frustrações ao longo das últimas safras, dificuldade de acesso ao crédito agrícola e também à perda de área para o milho safrinha.

“Apesar da expressiva redução na área plantada do estado, ainda se estima que a produção seja superior à do último ano, devido aos ganhos de produtividade no comparativo anual”, pontua.

Já no Rio Grande do Sul, além dos fatores que afetam o Paraná, os agricultores ainda lidam com agravantes climáticos. Segundo Pinheiro, houve perdas na safra de verão, o que reduziu sua capacidade de investimentos.

Além disso, grandes volumes de chuva voltaram a atingir o estado, provocando novos alagamentos. “Até o momento, não há grandes prejuízos, mas a elevada umidade no solo segue atrasando o plantio, cada vez mais perto do fim da janela ideal”, destaca.

Aumento nas importações de trigo

A expectativa de uma produção menor de trigo para a safra 2025/26 levou à necessidade de ajustes nas importações. Conforme Pinheiro, com uma queda da produção de 10,5%, projeta-se um aumento de 4,2% nas importações, em comparação à previsão divulgada em junho, como forma de suprir a demanda interna.

“Ainda nesse contexto, a expectativa é de que o ano seja favorável para compras no mercado externo, devido aos grandes volumes de estoques de passagem na Argentina, o que deve contribuir para elevada oferta no país sul-americano e, consequentemente, cotações mais pressionadas nos portos argentinos”, realça.

Somado a isso, espera-se que o volume exportado de trigo sofra uma redução considerável em relação ao ciclo comercial anterior, com um corte previsto de 26,3%.

“Diante dessa conjuntura, o balanço deve ficar mais apertado na safra 2024/25, com queda estimada em 41,3% para os estoques finais, no comparativo anual”, finaliza o consultor da StoneX.



Source link

News

Ronda sanitária garante ganho de peso e altos lucros no confinamento


Em plena temporada de confinamento no Brasil, a saúde do rebanho se destaca como fator decisivo para o sucesso da engorda intensiva e a ronda sanitária passa ser muito estratégica. Quer otimizar a saúde do seu rebanho e garantir um melhor GMD? Assista à entrevista completa abaixo!

Mesmo com uma taxa de mortalidade inferior a 10%, a presença de doenças impacta diretamente na produtividade e na lucratividade da atividade. Dados apontam que um animal doente pode perder, em média, 9,5 kg de peso vivo durante o ciclo no cocho — um prejuízo silencioso, mas significativo.

Para esclarecer o papel da ronda sanitária nesse contexto, o programa Giro do Boi entrevistou os especialistas Paulo Dias, zootecnista e CEO da Ponta Agro, e Marcelo Ribas, médico-veterinário e líder de estratégia da empresa.

Eles reforçaram que monitorar o rebanho com atenção e constância é o caminho para garantir o Ganho Médio Diário (GMD) e evitar perdas econômicas.

Sanidade é investimento e não custo

Peões na fazenda. Foto: Divulgação
Peões na fazenda. Foto: Divulgação

Marcelo Ribas foi direto: o custo da sanidade deve ser tratado como investimento. Embora a aplicação de medicamentos e o trabalho com manejo aumentem os gastos operacionais, o retorno em produtividade compensa.

Um animal doente que não é tratado a tempo compromete não apenas o próprio desempenho, mas influencia negativamente o desempenho de todo o lote.

A ronda sanitária, realizada com técnica e frequência, permite detectar doenças respiratórias e subclínicas de forma precoce, o que melhora a eficácia dos tratamentos.

Segundo um estudo da Ponta Agro, a cada cinco animais doentes, apenas um é identificado visualmente. Ou seja, há um universo oculto de perdas de peso que pode ser evitado com atenção redobrada.

Ronda noturna amplia precisão

Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Reprodução/Giro do Boi
Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Reprodução/Giro do Boi

Durante o dia, fatores como movimentação de veículos, calor e presença de pessoas podem alterar o comportamento dos bovinos, dificultando a identificação de sinais clínicos.

Por isso, a ronda noturna tem ganhado destaque. À noite, com temperatura mais amena e o ambiente tranquilo, é possível observar o comportamento natural dos animais, como a ruminação, e identificar falhas de forma mais precisa.

Calendário sanitário sob medida é diferencial competitivo

Confinamento de bovinos de corte da JBS em Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi
Confinamento de bovinos de corte da JBS em Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi

Além da ronda, é fundamental adotar um calendário sanitário personalizado para cada confinamento. Esse planejamento deve levar em conta as particularidades dos lotes, condições climáticas e perfil dos animais.

A tecnologia é uma grande aliada nesse processo, com dados que ajudam a identificar padrões, prever surtos e orientar intervenções.

Mesmo raças conhecidas pela rusticidade, como o Nelore, sofrem com doenças em ambiente de confinamento. Um Nelore doente pode até se recuperar sozinho, mas perderá peso e atrasará o giro produtivo, o que compromete o resultado financeiro.

Produtividade exige prevenção e observação

Manter uma estratégia sanitária bem definida, com observação atenta e ações preventivas, é o caminho certo para garantir alto desempenho, bom GMD e mais lucro na engorda intensiva.

A saúde do rebanho deve estar no centro da estratégia de quem busca eficiência e sustentabilidade no confinamento.



Source link

News

Bradesco anuncia mais de R$ 50 bilhões em crédito para o Plano Safra 2025/2026



O Bradesco vai destinar mais de R$ 50 bilhões em crédito rural para o ciclo Plano Safra 2025/2026, com linhas voltadas a pequenos, médios e grandes produtores. A meta é ampliar a carteira do agronegócio em 10% a 15% neste novo ciclo, conforme informou a instituição financeira.

Do total anunciado, cerca de R$ 15 bilhões virão de recursos com taxas controladas, incluindo linhas subsidiadas pelo Tesouro Nacional por meio do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural). Os outros R$ 35 bilhões serão concedidos via recursos livres, com taxas de mercado.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Parte significativa dessas operações será viabilizada por meio do e-Agro, plataforma digital do Bradesco que conecta produtores a crédito, insumos, fornecedores e serviços do setor. Em 2024, a plataforma movimentou aproximadamente R$ 2,4 bilhões , um crescimento de 380% em relação ao ano anterior. A maior parte desse valor foi originada por CPRs (Cédulas de Produto Rural).

A expectativa do banco é dobrar o volume de crédito do Plano Safra concedido via e-Agro, saltando de R$ 250 milhões para R$ 500 milhões em 2025, além de ampliar em 50% a base de usuários da ferramenta. A jornada digital permite contratar linhas de custeio agrícola ou pecuário em apenas sete etapas, com liberação dos recursos em até metade do tempo em relação ao processo tradicional.

Segundo o Bradesco, a carteira agro já soma cerca de R$ 130 bilhões, e o banco quer manter sua relevância em um setor estratégico para a economia brasileira. O apoio financeiro se estende também a cooperativas, com limites de financiamento de até R$ 65 milhões e prazos de até 24 meses.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Plano Safra fortalece a mecanização da agricultura familiar



Pequenos agricultores têm mais chance de investir



Pequenos agricultores têm mais chance de investir
Pequenos agricultores têm mais chance de investir – Foto: Canva

O novo Plano Safra 2025/2026 chega com um impulso decisivo para a agricultura familiar brasileira. Com mais de R$ 78 bilhões destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o governo aposta em juros subsidiados e na promoção de tecnologia, inovação e conectividade nas propriedades rurais como ferramentas-chave para o desenvolvimento sustentável do setor.

Apesar da atual taxa Selic em 15% ao ano, os financiamentos direcionados aos pequenos produtores mantêm taxas estáveis e, em alguns casos, até reduzidas. Essa política, de certa forma, ajuda com a democratização do acesso à mecanização, permitindo que agricultores familiares invistam em equipamentos e infraestrutura sem comprometer sua capacidade financeira.

Segundo Welinton Silva, coordenador de Desenvolvimento de Rede da YANMAR South America, a procura por máquinas agrícolas cresceu 24% em comparação ao ano passado. “Mais de 75% do nosso portfólio agrícola é voltado para o público pronafiano, e essa atualização do Plano Safra chega em um momento decisivo”, destaca. Ele cita os financiamentos com taxa de 2,5% ao ano para produtos até R$ 100 mil como um exemplo de incentivo direto à mecanização no campo.

A YANMAR, que tem forte atuação junto à agricultura familiar, vê nesta nova configuração do Plano Safra uma oportunidade para ampliar o acesso a modelos como o trator compacto Solis 26. Com condições facilitadas, agricultores podem adquirir equipamentos modernos, eficientes e adaptados às suas necessidades produtivas.

Mais do que um programa de crédito, o Plano Safra 2025/2026 representa um passo estratégico rumo à transformação tecnológica e sustentável da agricultura familiar, consolidando-se como um motor de inclusão e progresso para o campo brasileiro.

 





Source link

News

Remineralizadores ganham força como solução sustentável para o agro



Os remineralizadores de solo, popularmente conhecidos como pó de rocha, vêm ganhando destaque como uma alternativa natural e eficiente para recuperar solos degradados, aumentar a produtividade agrícola e contribuir no combate às mudanças climáticas.

Além de substituírem parcialmente o calcário, esses insumos minerais têm despertado o interesse de produtores e pesquisadores por seus efeitos de longo prazo na saúde do solo e pela capacidade de remover CO₂ da atmosfera de forma permanente.


Uso crescente no campo: do arroz à soja

Mesmo em culturas específicas como o arroz irrigado, que exige solos bem estruturados e manejo preciso da água, o uso dos remineralizadores já começa a mostrar resultados positivos.

“Em muitas áreas conseguimos substituir o calcário pelo pó de rocha. Ele corrige a acidez, aumenta o pH do solo e ainda traz benefícios adicionais”, afirma Renato Rodriguez, especialista em agricultura regenerativa.

No Mato Grosso do Sul, por exemplo, áreas que antes dependiam exclusivamente de calcário agora testam o remineralizador com bons resultados — inclusive em sistemas de alagamento, como o arroz irrigado por gravidade.


Financiamento via Plano Safra estimula adoção

Uma das grandes novidades anunciadas recentemente foi a inclusão dos remineralizadores no Plano Safra, com linhas de crédito específicas e juros reduzidos para aquisição do insumo.

Esse incentivo representa um avanço para viabilizar o uso em larga escala, principalmente para pequenos e médios produtores que buscam alternativas mais sustentáveis e econômicas.


Remoção permanente de CO₂: o diferencial do carbono inorgânico

Uma das características mais inovadoras do pó de rocha é sua capacidade de remover dióxido de carbono (CO₂) do solo e da atmosfera, transformando-o em bicarbonato por meio de reações químicas no solo.

Esse bicarbonato, por sua vez, pode ser transportado pelos lençóis freáticos até os oceanos, onde se converte em estruturas como conchas e corais, armazenando o carbono por milhões de anos.

“Essa forma de captura de carbono é muito mais estável do que o carbono orgânico, que volta à atmosfera ao longo do tempo”, explica Renato. “É uma solução real contra as mudanças climáticas.”


Benefícios agronômicos além da produtividade

Além da melhoria química do solo, os remineralizadores trazem uma série de benefícios agronômicos:

Principais vantagens:

  • Aumento da biodiversidade microbiana do solo
  • Redução da acidez e melhora do pH
  • Possível redução do uso de inseticidas
  • Aumento da resistência natural a pragas
  • Estímulo à fertilidade a longo prazo
  • Geração de créditos de carbono inorgânico, mais valorizados no mercado internacional

Em sistemas regenerativos ou de baixo impacto ambiental, o pó de rocha pode ser uma peça-chave para construir solos férteis e resilientes com menor dependência de insumos químicos.


Como aplicar na prática

O uso do remineralizador deve seguir recomendações técnicas específicas. Em geral:

  • Aplicações variam entre 5 a 25 toneladas por hectare
  • A escolha do tipo de rocha depende do perfil químico do solo
  • Pode ser integrado ao preparo do solo ou à cobertura

O ideal é realizar análises químicas e físicas do solo e contar com a assistência de um técnico para definir a dosagem e a estratégia correta de aplicação.



Source link

News

Clima nos EUA e tensão comercial pressionam a soja em Chicago



Os contratos futuros da soja operam em queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) no meio do pregão desta terça-feira (8). A retração nos preços do grão e do farelo é atribuída principalmente ao clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, que reforça expectativas de uma oferta global robusta. Ao mesmo tempo, as cotações mistas do óleo refletem a cautela dos investidores diante de incertezas no cenário comercial internacional.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!

Condições das lavouras de soja nos EUA

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 66% das lavouras de soja estavam classificadas como boas ou excelentes até o dia 6 de julho, mantendo o mesmo patamar da semana anterior. Outros 27% permanecem em condição regular, enquanto 7% estão entre ruins e muito ruins. O bom desempenho da safra norte-americana limita os ganhos e pressiona o mercado, que já observa um cenário de ampla oferta mundial.

Negociações

Além das condições climáticas, o mercado também é afetado pelas novas rodadas de negociações comerciais envolvendo os Estados Unidos e grandes parceiros, como China e União Europeia. O temor é que possíveis impasses ou redirecionamentos nas relações comerciais impactem negativamente a demanda internacional pela soja norte-americana.

No grão, o contrato para novembro de 2025 era negociado a US$ 10,17 ¾ por bushel, recuo de 3,00 centavos ou 0,29%. Já o vencimento imediato registrava US$ 10,24 ½ por bushel, com perda de 7,00 centavos ou 0,67%. No mercado de derivados, o farelo para dezembro de 2025 era cotado a US$ 284,90 por tonelada, com queda de US$ 1,00 ou 0,34%. Por outro lado, o óleo de soja para o mesmo mês marcava 53,78 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,07 centavo ou 0,12%.



Source link

News

o papel do produtor rural


Muito antes de chegar às prateleiras, o chocolate nasce no campo. No Dia Mundial do Chocolate, celebrado no dia 7 de julho, é hora de reconhecer quem cultiva o cacau.

Atualmente, o Brasil é um dos maiores produtores de cacau do mundo e tem se destacado pela qualidade e pela força de marcas que produzem chocolate artesanal, direto do grão à barra.

Em especial, nas regiões como o Pará, a Bahia e o Ceará, produtores rurais têm investido em práticas sustentáveis. Para o produtor Luciano Sanjuan, de Ilhéus (BA), a produção de chocolate é parte de um ciclo maior. “Fazer o chocolate é completar esse ciclo: transformar a matéria-prima inicial no alimento do ser humano, dos animais e das plantas”, afirma Luciano.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Mais do que isso, o cacau gera renda no campo, movimenta a economia local, fortalece a agricultura familiar e posiciona o Brasil no mercado de chocolates finos e sustentáveis.

“A gente preza por chocolates de alta concentração de cacau, sem veneno, sem químicos… algo saudável, seguro e feito com amor”, afirma Daniela Nascimento, que produz cacau ao lado de Luciano.

Daniela Nascimento e Luciano Sanjuan | Foto: Arquivo pessoal

Segundo o casal, o chocolate vai além do prazer. “O chocolate, que já é um superalimento tão amado no mundo todo, passa a ter com a gente um valor ainda maior, porque não olhamos só como algo que dá prazer, mas sim algo que vitaliza o corpo das pessoas”, conclui Daniela.



Source link