segunda-feira, março 23, 2026

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Pesquisa inédita transforma restos de frutas em matéria-prima para cosméticos e embalagens


resíduos de manga e abacaxi
Foto: Cícero Oliveira

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desenvolveram um processo inovador para a produção de carboximetil holocelulose (CMHC) – um derivado químico produzido a partir da celulose –, como alternativa à sua produção a partir de resíduos de frutas, como abacaxi e manga.

A tecnologia propõe uma alternativa mais sustentável à carboximetilcelulose (CMC) comercial – um aditivo espessante e estabilizante –, amplamente utilizada em diferentes setores industriais.

O processo permite a obtenção da CMHC em condições otimizadas, ou seja, com menor consumo de reagentes e energia, além de reduzir a geração de efluentes.

O diferencial da invenção, desenvolvida durante o mestrado de Elaine Souza, está no aproveitamento conjunto da celulose e da hemicelulose, componentes da biomassa vegetal, comumente descartada como resíduo pela indústria de papel.

A CMHC apresenta propriedades semelhantes às da carboximetilcelulose comercial, principal derivado de celulose empregado como espessante, estabilizante e agente formador de filme.

No entanto, ao incorporar a fração de hemicelulose ao produto final, o processo agrega valor a um biopolímero subutilizado e resulta em maior rendimento mássico e menor custo de produção.

Aplicações industriais

Foto: Cícero Oliveira

A tecnologia pode ser aplicada na fabricação de embalagens biodegradáveis, cosméticos e produtos de higiene pessoal, como cremes e xampus, além de atuar como espessante em alimentos, como sorvetes, bebidas lácteas e sobremesas.

Na área farmacêutica, pode-se usar o material como condutor de estabilidade na formulação de comprimidos e como componente de colírios lubrificantes.

Além disso, a indústria do petróleo também se apresenta como um campo de aplicação, como no uso da CMHC em fluidos industriais, ampliando o alcance do produto no mercado. 

“O processo valoriza resíduos agroindustriais e alimentícios abundantes no nosso país, reduz o consumo de reagentes e energia e diminui a geração de efluentes, possibilitando a produção de CMHC com altos rendimentos mássicos e solubilidade em água”, afirma a professora e pesquisadora Luciene Santos, coordenadora do Laboratório de Tecnologias Energéticas (LABTEN).

Nesse sentido, a proposta contribui para a economia circular ao transformar rejeitos em insumos de interesse industrial, reduzindo impactos ambientais associados ao descarte desses materiais.

Pesquisa segue avançando

Foto: Cícero Oliveira

Conforme destacam os pesquisadores, “as tecnologias de extração da holocelulose e de produção da CMHC a partir de resíduos estão consolidadas em escala laboratorial, e agora avançamos para a exploração de aplicações e estudos de escalonamento do processo”.

Atualmente, o grupo de pesquisa segue avançando no desenvolvimento de novos derivados poliméricos de celulose e hemicelulose obtidos a partir de diferentes resíduos agroindustriais, ampliando o escopo da tecnologia protegida.

Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Ciclone provoca chuva forte e ventos acima de 100 km/h


Ciclone no Atlântico Sul
Atuação de um ciclone no Atlântico Sul

A semana começa com a formação de um ciclone extratropical pode provocar temporais, chuva volumosa e ventos intensos, especialmente no Rio Grande do Sul, na segunda -feira (23). Já no Sudeste e no Centro-Oeste, o calor predomina, com pancadas isoladas e risco de tempestades localizadas.

E no Nordeste e no Norte, a chuva segue mais frequente em áreas específicas, enquanto outras enfrentam tempo quente e seco, elevando o risco de queimadas.

Confira abaixo a previsão para semana por região de Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural.

Sul

A semana começa com tempo firme na maior parte da região Sul, mas a chegada de novas áreas de instabilidade muda rapidamente o cenário, especialmente no Rio Grande do Sul. Nesta segunda-feira (23), há previsão de chuva moderada a forte no sul, sudoeste e litoral sul gaúcho, com risco de temporais, granizo e ventos intensos.

Um ciclone extratropical deve se formar próximo ao estado, elevando o risco de chuva volumosa , com acumulados entre 60 mm e 80 mm, além de rajadas que podem ultrapassar 100 km/h. Ao longo do dia, a chuva avança por todo o território gaúcho e alcança o oeste de Santa Catarina. No Paraná, as pancadas tendem a ser mais fracas e o tempo permanece mais estável.

Apesar dos temporais, a chuva é considerada benéfica para reduzir o déficit hídrico no RS. Em Santa Catarina e no Paraná, os volumes previstos ao longo da semana ficam entre 20 mm e 25 mm, ajudando a amenizar o calor e a secura do ar no interior.

A partir de quinta-feira (26), o calor volta a ganhar força nos três estados, com máximas que podem superar os 34 °C no interior.

Sudeste

A atuação de uma área de baixa pressão próxima à costa mantém a atmosfera instável em parte do Sudeste. As pancadas mais intensas devem ocorrer no leste e norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, onde há risco de temporais.

Também pode chover no norte do Rio de Janeiro. Já na maior parte de São Paulo, o tempo tende a permanecer mais firme, com predomínio de calor.

Há alerta para rajadas de vento acima de 70 km/h e possibilidade de granizo no norte paulista e no sul mineiro, incluindo áreas do Triângulo Mineiro e a capital paulista, o que pode causar queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia.

Os maiores volumes da semana são esperados no Triângulo Mineiro, norte de Minas e Espírito Santo, com acumulados entre 40 mm e 50 mm. Nas demais áreas, a chuva deve variar entre 15 mm e 20 mm, com risco de alagamentos pontuais em centros urbanos.

Centro-Oeste

As pancadas de chuva diminuem em relação aos dias anteriores, mas ainda ocorrem no norte de Mato Grosso e de Goiás. Em Mato Grosso do Sul, as precipitações se concentram no interior e no leste do estado.

No geral, a semana terá chuva suficiente para manter a umidade do solo, porém com menor intensidade, favorecendo atividades no campo. Os maiores acumulados , entre 70 mm e 80 mm, devem ocorrer no centro-norte de Mato Grosso e de Goiás.

Nas porções centro-sul desses estados e em Mato Grosso do Sul, a previsão é de pancadas passageiras intercaladas com períodos de melhoria, totalizando entre 30 mm e 40 mm. A nebulosidade ajuda a conter o calor, com máximas entre 28 °C e 32 °C.

Nordeste

A combinação entre a baixa pressão próxima à Bahia e a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém o tempo instável em parte do Nordeste.

Há previsão de chuva moderada a forte no oeste e sul da Bahia, além de pancadas no Maranhão, Piauí e Ceará, com risco de temporais, especialmente no sul baiano. No litoral leste, a chuva ocorre de forma mais fraca e irregular.

Os maiores volumes da semana, entre 50 mm e 60 mm, devem atingir o sul e oeste da Bahia e áreas do centro-sul do Maranhão e do Piauí, favorecendo a umidade do solo.

Nas demais áreas, predomina o tempo quente e seco. No agreste, as temperaturas podem ultrapassar 35 °C, elevando o risco de queimadas.

Norte

A alta umidade mantém a ocorrência de chuva em praticamente toda a Região Norte. Pancadas moderadas a fortes devem atingir Amazonas, Pará, Tocantins, Rondônia, Roraima e Amapá, com possibilidade de temporais isolados. No Acre, a chuva tende a ser mais irregular.

Os acumulados semanais ficam entre 50 mm e 60 mm, suficientes para manter as pastagens e os cultivos em boas condições. O tempo segue quente e abafado.

Meteorologistas alertam, porém, que volumes abaixo da média histórica podem indicar risco de seca nos próximos meses, o que pode impactar níveis de rios e a logística de transporte na região caso se confirme a tendência de retorno do fenômeno El Niño a partir do inverno de 2026.

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Medida provisória destina R$ 10 bilhões para conter preço do diesel



Diesel terá subsídio até o fim de 2026



Foto: Divulgação

O governo federal editou a Medida Provisória 1344/26, que abre crédito extraordinário de R$ 10 bilhões no Orçamento de 2026 para subsidiar parte do preço do diesel. A informação foi divulgada pelo Portal da Câmara dos Deputados e ocorre em meio à alta dos combustíveis provocada por tensões no mercado internacional.

De acordo com o texto, os recursos serão destinados à subvenção econômica da comercialização do óleo diesel de uso rodoviário até 31 de dezembro de 2026. A iniciativa busca reduzir os impactos da instabilidade nos preços do petróleo sobre o consumidor e a economia.

A preocupação do governo está ligada à volatilidade causada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além das tensões no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

Na justificativa da medida, o Executivo afirma que “a ausência de medidas mitigatórias céleres tem o potencial de gerar um efeito cascata inflacionário, desabastecimento e grave comprometimento da atividade econômica nacional”.

Na semana anterior, o governo já havia publicado a Medida Provisória 1340/26, também com foco na estabilização dos preços dos combustíveis, por meio de subvenção à produção ou importação de diesel.

A nova medida provisória será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e, posteriormente, pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. O prazo para aprovação vai até 17 de maio.





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Caso estados não zerem ICMS, governo tomará novas medidas para conter alta do diesel


diesel combustivel - icms
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No primeiro pronunciamento como ministro da Fazenda, Dario Durigan, que assumiu o cargo na última sexta-feira (20), disse que o governo federal prepara medidas alternativas para conter a alta do diesel, caso os estados não aceitem a proposta de desoneração do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação do combustível.

Durigan ressaltou que a equipe econômica não ficará inerte diante da crise provocada pela guerra no Oriente Médio e seus impactos nos preços.

“Não deixaremos de apresentar outras medidas assim que necessário”, afirmou

Estados

O Ministério da Fazenda propôs nesta semana a isenção do ICMS sobre o diesel importado até o fim de maio, com compensação de 50% das perdas de arrecadação por parte da União.

O custo estimado da medida é de cerca de R$ 3 bilhões por mês. Segundo o ministro, apenas um governador respondeu formalmente até o momento.

“Somente o governador do Piauí deu retorno, concordando com a desoneração”, disse.

Durigan classificou a proposta como “generosa”, destacando o esforço do governo federal em dividir o impacto fiscal com os estados.

Medidas

O ministro afirmou que outras ações já estão em curso para conter os efeitos da alta dos combustíveis. Entre elas, citou o reforço na fiscalização, ajustes na tabela de frete e a desoneração de tributos federais como PIS/Cofins sobre o diesel.

Também mencionou a possibilidade de novas intervenções, dependendo da evolução do cenário internacional.

“Temos uma série de medidas que podem ser adotadas a depender de para onde for essa guerra e o preço dos combustíveis”, afirmou.

Durigan avaliou que houve uma redução da tensão com caminhoneiros após o anúncio das medidas iniciais, em meio a rumores de paralisação da categoria.

“Vimos um distensionamento, pelo menos em primeira aproximação”, disse.

Continuidade

O novo ministro também ressaltou que sua gestão dará continuidade ao trabalho de Fernando Haddad, de quem foi secretário-executivo.

“O trabalho sob a minha condução será de continuidade da gestão do ministro Fernando Haddad, com projetos aprovados e distorções corrigidas”, afirmou.

Prioridades

Entre as prioridades, Durigan destacou o avanço do ajuste fiscal, a revisão de benefícios tributários e a melhoria da eficiência do gasto público.

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Caruru-gigante: SP publica regras para trânsito de máquinas; confira


Foto: Gilberto Marques.
Foto: Gilberto Marques.

Em continuação aos trabalhos de prevenção, controle e erradicação do Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-gigante, a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo publicou nessa semana uma portaria que estabelece regras para o trânsito de máquinas, implementos agrícolas e veículos transportadores.

Segundo a norma, a limpeza técnica passa a ser obrigatória após o uso em campo e antes de qualquer deslocamento entre propriedades, municípios ou estados. Ela envolve, também, a remoção de solo, restos vegetais e sementes que possam estar aderidos aos equipamentos.

O responsável pela limpeza será o proprietário, arrendatário ou responsável legal pelo equipamento. Caso não seja possível identificar o responsável, a obrigação passa ao condutor do veículo transportador.

Fiscalização será ampliada

A Defesa Agropecuária informou que as ações de fiscalização serão direcionadas principalmente a áreas de produção de soja, milho e algodão. Em caso de irregularidades, poderão ser aplicadas autuações, além da determinação de retorno do equipamento à origem.

“A partir de agora daremos início aos trabalhos de operação das ações de fiscalização com o intuito de prevenir que novos focos surjam no Estado de São Paulo. Também estão previstas reuniões técnicas com o setor produtivo, com o objetivo de apresentar e discutir a Portaria”, afirmou Marileia Ferreira, chefe do Programa Estadual de Pragas Quarentenárias Presentes, em comunicado.

Regras também valem para transporte de grãos

A norma também estabelece medidas para o transporte de grãos e produtos agrícolas a granel provenientes de áreas com ocorrência da praga. Entre elas estão a limpeza externa dos veículos e a cobertura adequada da carga.

As medidas entram em vigor 15 dias após a publicação da portaria.

Praga considerada quarentenária

O Amaranthus palmeri é classificado como praga quarentenária e possui capacidade de competição com culturas agrícolas. Segundo a Defesa Agropecuária, o plano estadual inclui ações para reduzir a disseminação por meio do trânsito de máquinas, movimentação de solo e transporte de cargas.

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Brasil reforça papel global no Dia da Agricultura


O Brasil celebra nesta sexta-feira (20) o Dia Mundial da Agricultura consolidado como um dos principais produtores e exportadores de alimentos do mundo. O setor é responsável por abastecer o mercado interno e contribuir para a segurança alimentar global, com atuação coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais indicam que, em 2025, o agronegócio brasileiro somou US$ 169,2 bilhões em exportações, respondendo por 48,5% das vendas externas do país. Produtos como soja, milho, açúcar, algodão e suco de laranja figuram entre os principais itens comercializados, com o Brasil ocupando posição de destaque em diversas cadeias produtivas.

A Secretaria de Política Agrícola projeta que a safra 2025/26 alcance 353,4 milhões de toneladas de grãos, o que representa um recorde. Segundo a pasta, o país atende cerca de 10% da população mundial, reforçando seu papel no abastecimento global. No caso do café, o Brasil mantém a liderança na produção e exportação, com cerca de 40 milhões de sacas embarcadas anualmente, volume equivalente a aproximadamente 35% do consumo mundial.

O desenvolvimento da agricultura tropical brasileira tem como base estudos conduzidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, que contribuíram para ganhos de produtividade e competitividade no setor.

O Mapa destaca que atua na formulação e execução de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção, com foco em regulação, inovação e acesso a mercados. Entre os instrumentos estão as ações de defesa agropecuária e programas de apoio à comercialização, como a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), além de mecanismos de financiamento, estímulo à armazenagem e equalização de preços.

No Plano Safra 2025/2026, foram destinados R$ 516 bilhões ao setor agropecuário. As ações também incluem incentivo a práticas sustentáveis, ampliação de mercados internacionais e oferta de crédito rural.

Segundo o ministério, o sistema de defesa agropecuária atua na prevenção e no controle de pragas e doenças, além da fiscalização de resíduos, garantindo a qualidade dos alimentos. As políticas coordenadas pela Secretaria de Defesa Agropecuária estabelecem padrões e monitoramento contínuo, com foco na rastreabilidade e na segurança dos produtos ao longo da cadeia produtiva.





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O plano que pode mudar o café no Espírito Santo já está em campo


café no Espírito Santo
Foto: Incaper

O Espírito Santo vem ampliando os esforços para consolidar uma cafeicultura mais produtiva, sustentável e competitiva por meio do Projeto de Cafeicultura Sustentável. A iniciativa reúne produtividade, qualidade e responsabilidade socioambiental em uma proposta que busca fortalecer o campo, ampliar a presença dos cafés especiais e estimular práticas mais eficientes nas propriedades rurais.

Coordenado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), o projeto foi estruturado para posicionar a cafeicultura capixaba em um patamar cada vez mais elevado de sustentabilidade, inovação tecnológica e agregação de valor.

A proposta oferece assistência técnica e extensão rural a produtores de café arábica e conilon, com atendimento voltado à realidade de cada propriedade. A partir do ingresso no programa, as áreas passam por um diagnóstico técnico baseado em indicadores de sustentabilidade alinhados a protocolos internacionais, o que permite identificar desafios, oportunidades e caminhos para aperfeiçoar o sistema produtivo.

Plano de ação individual para produtores de café

Com base nessa avaliação, é elaborado um plano de ação individualizado, com orientações que envolvem os aspectos ambiental, econômico e social da atividade.

A intenção é promover avanços no manejo da lavoura, elevar os níveis de adequação das propriedades e qualificar etapas decisivas da produção, como a colheita e o pós-colheita.

Outro eixo importante do projeto está na transferência de tecnologias para o campo. Entre as ações desenvolvidas estão unidades demonstrativas voltadas a manejo de irrigação, microterraceamento, jardins clonais, secagem de grãos e processamento de cafés especiais.

A iniciativa também estimula a capacitação contínua dos produtores por meio de dias de campo, cursos, excursões técnicas e eventos voltados à troca de experiências e à disseminação de boas práticas.

Ao unir diagnóstico técnico, acompanhamento em campo e difusão de tecnologias, o projeto reforça o papel estratégico da cafeicultura para a economia rural capixaba.

Presente em grande parte dos municípios do estado, a atividade segue como uma das bases da geração de renda, emprego e desenvolvimento no interior, agora com um olhar ainda mais atento à sustentabilidade e à competitividade.

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Clima afeta rendimento do feijão gaúcho


A colheita do feijão da primeira safra no Rio Grande do Sul entra na fase final ou já foi concluída em parte das áreas, com produtividade influenciada pelas condições climáticas registradas ao longo do ciclo. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o relatório, “a cultura está em fase final de colheita ou já concluída, com desempenho produtivo condicionado, sobretudo, pelas condições climáticas registradas durante o período reprodutivo”. A restrição hídrica a partir da segunda quinzena de janeiro, associada a temperaturas elevadas, afetou principalmente as lavouras tardias localizadas no Nordeste do estado.

Apesar da redução no volume produzido, a qualidade dos grãos colhidos é considerada adequada. A entidade projeta área de 23.029 hectares e produtividade média de 1.781 quilos por hectare.

Na região administrativa de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, a colheita segue em andamento, mas com perdas associadas à menor disponibilidade de chuvas nas fases de floração e enchimento de grãos. A produtividade, inicialmente estimada em 2.400 quilos por hectare, deve ficar abaixo de 1.800 quilos por hectare.

Para o feijão da segunda safra, o desenvolvimento das lavouras varia conforme a umidade do solo e a ocorrência de chuvas. Segundo o informativo, “a segunda safra está predominantemente em estádios vegetativos e reprodutivos”, com desempenho considerado adequado em áreas com irrigação ou com precipitações mais regulares.

Em regiões onde a semeadura ocorreu sob baixa umidade, há dificuldades no estabelecimento das plantas e maior incidência de pragas favorecidas pelo clima seco. A projeção da Emater/RS-Ascar é de área de 7.774 hectares e produtividade média de 1.504 quilos por hectare.

Na regional de Ijuí, as lavouras estão majoritariamente em fase reprodutiva, com 20% em floração e 44% em formação de vagens. As condições são consideradas satisfatórias, sem sinais de déficit hídrico, devido ao uso de irrigação.

Na região de Santa Maria, as lavouras apresentam desenvolvimento favorecido pela regularidade das chuvas em fevereiro, com produtividade estimada em 1.347 quilos por hectare.

Já em Soledade, a área plantada foi reduzida para 1.101 hectares, abaixo da estimativa inicial de 1.756 hectares, em função da dificuldade de semeadura em solo seco. O relatório aponta que “a falta de chuvas tem limitado o crescimento das plantas”, além do registro de pragas como ácaros e tripes. A produtividade estimada gira em torno de 1.600 quilos por hectare, condicionada às condições hídricas nas próximas fases do ciclo.





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Citros têm safra menor no Rio Grande do Sul



Produtores intensificam manejo nos citros



Foto: Seane Lennon

Os pomares de citros no Rio Grande do Sul apresentam desenvolvimento dentro do esperado, apesar de a safra atual ser menor que a anterior. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Caxias do Sul, no município de Veranópolis, os pomares mantêm capacidade produtiva satisfatória. Segundo o relatório, “os pomares estão em bom estado, com satisfatória capacidade produtiva, apesar de a safra estar menor do que a anterior”. As lavouras seguem em manejo com tratamentos fitossanitários, adubação de cobertura e roçadas. As plantas de laranja estão em fase de frutificação, com frutos medindo entre 8 e 10 centímetros de diâmetro.

Na regional de Lajeado, os produtores intensificam os tratos culturais, com foco no controle preventivo de doenças como a pinta-preta, além de roçadas e podas. O raleio de bergamota verde destinada à indústria avança, com preços em torno de R$ 14 por caixa de 25 quilos em São José do Sul e entre R$ 10 e R$ 13 em Tupandi, variando conforme o frete. De acordo com o informativo, “de modo geral, os pomares apresentam boa carga de frutos, com perspectiva favorável para a safra de laranja e bergamota”. Em São José do Sul, também avança a colheita da bergamota precoce sem sementes da variedade Okitsu, cultivada em cerca de 15 hectares, com preço médio de R$ 30 por caixa de 25 quilos.

Na região de Santa Rosa, teve início a colheita de laranja do céu e da bergamota Okitsu. As demais variedades seguem em fase de crescimento dos frutos, mas o boletim aponta que “o estresse hídrico nas áreas de solo mais raso ocasionou queda de frutos”. Também há registros de pragas e doenças, como cancro-cítrico, além da presença de cochonilhas e pulgões.

Já na regional de Soledade, foi observada ocorrência pontual de pulgões, favorecida pelo tempo seco.





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Exportação de carne de coelho cresce no país


A criação de coelhos, conhecida como cunicultura, tem ganhado espaço como atividade produtiva no Paraná, embora ainda opere em escala limitada diante do potencial de mercado. As informações constam no Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Segundo o levantamento, o coelho, classificado como mamífero da ordem Lagomorpha, é um animal de rápido crescimento e alta capacidade reprodutiva, o que permite ciclos produtivos mais curtos. O boletim destaca que “é um animal prolífero e de rápido crescimento, o que gera um rápido ciclo produtivo”.

A carne de coelho também é apontada como diferencial no mercado. De acordo com o documento, “a carne apresenta um alto valor energético e também baixos teores de colesterol”, com teor de proteína de 28% e gordura de 10,2%, índices superiores aos observados em outras carnes como frango, bovinos e suínos.

Além da carne, a atividade permite o aproveitamento de diferentes produtos. O relatório afirma que “a cunicultura oferece várias vantagens, entre elas o fato de se poder explorar carne, peles, patas, esterco e filhotes (pet shop)”, ampliando as possibilidades de renda ao produtor.

Apesar desse potencial, a atividade ainda é desenvolvida majoritariamente de forma complementar nas propriedades. Segundo o boletim, “a maioria dos criadores de coelhos (granjas) desenvolvem a atividade paralelamente à outra principal, com pequenos plantéis”.

Os dados mais recentes indicam que a produção ainda atende, com dificuldade, o mercado interno. “Sabe-se que a produção atual mal dá para atender o mercado interno, embora se saiba que o mercado externo seja significativo e promissor”, aponta o documento, ao citar países como França, Itália e Espanha, onde o consumo é mais elevado.

No Paraná, não há um mapeamento completo da produção comercial, mas levantamentos do Deral indicam evolução ao longo dos anos. O Censo Agropecuário de 2006 registrou 54.208 coelhos no estado, enquanto o levantamento do IBGE de 2017 apontou 23.625 animais distribuídos em 2.040 estabelecimentos.

Mais recentemente, dados do próprio Deral mostram variação na atividade. Em 2023, a cunicultura gerou renda bruta de R$ 2,241 milhões no estado, com um plantel de 27.181 animais e produção de 183.198 quilos de carne. Já em 2024, a renda recuou para R$ 1,815 milhão, com 24.170 animais e abate de 145.660 quilos.

A produção está concentrada em municípios como Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, que lideram tanto em número de animais quanto em volume abatido.

No mercado externo, o Brasil ampliou as exportações de carne de coelho em 2025. Segundo o sistema Agrostat Brasil, foram embarcados 14.892 quilos, com receita de US$ 33.343, crescimento de 145,5% em volume e 157,2% em valor em relação a 2024.

As vendas foram realizadas por empresas da Bahia, Pará e Maranhão, tendo como principais destinos países como Ilhas Marshall, Libéria, Singapura, Panamá e Noruega. O boletim conclui que, apesar da escala ainda limitada, a atividade reúne características que podem favorecer sua expansão, especialmente diante da demanda por proteína e da diversificação de produtos de origem animal.





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