Ciclone provoca chuva forte e ventos acima de 100 km/h

A semana começa com a formação de um ciclone extratropical pode provocar temporais, chuva volumosa e ventos intensos, especialmente no Rio Grande do Sul, na segunda -feira (23). Já no Sudeste e no Centro-Oeste, o calor predomina, com pancadas isoladas e risco de tempestades localizadas.
E no Nordeste e no Norte, a chuva segue mais frequente em áreas específicas, enquanto outras enfrentam tempo quente e seco, elevando o risco de queimadas.
Confira abaixo a previsão para semana por região de Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural.
Sul
A semana começa com tempo firme na maior parte da região Sul, mas a chegada de novas áreas de instabilidade muda rapidamente o cenário, especialmente no Rio Grande do Sul. Nesta segunda-feira (23), há previsão de chuva moderada a forte no sul, sudoeste e litoral sul gaúcho, com risco de temporais, granizo e ventos intensos.
Um ciclone extratropical deve se formar próximo ao estado, elevando o risco de chuva volumosa , com acumulados entre 60 mm e 80 mm, além de rajadas que podem ultrapassar 100 km/h. Ao longo do dia, a chuva avança por todo o território gaúcho e alcança o oeste de Santa Catarina. No Paraná, as pancadas tendem a ser mais fracas e o tempo permanece mais estável.
Apesar dos temporais, a chuva é considerada benéfica para reduzir o déficit hídrico no RS. Em Santa Catarina e no Paraná, os volumes previstos ao longo da semana ficam entre 20 mm e 25 mm, ajudando a amenizar o calor e a secura do ar no interior.
A partir de quinta-feira (26), o calor volta a ganhar força nos três estados, com máximas que podem superar os 34 °C no interior.
Sudeste
A atuação de uma área de baixa pressão próxima à costa mantém a atmosfera instável em parte do Sudeste. As pancadas mais intensas devem ocorrer no leste e norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, onde há risco de temporais.
Também pode chover no norte do Rio de Janeiro. Já na maior parte de São Paulo, o tempo tende a permanecer mais firme, com predomínio de calor.
Há alerta para rajadas de vento acima de 70 km/h e possibilidade de granizo no norte paulista e no sul mineiro, incluindo áreas do Triângulo Mineiro e a capital paulista, o que pode causar queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia.
Os maiores volumes da semana são esperados no Triângulo Mineiro, norte de Minas e Espírito Santo, com acumulados entre 40 mm e 50 mm. Nas demais áreas, a chuva deve variar entre 15 mm e 20 mm, com risco de alagamentos pontuais em centros urbanos.
Centro-Oeste
As pancadas de chuva diminuem em relação aos dias anteriores, mas ainda ocorrem no norte de Mato Grosso e de Goiás. Em Mato Grosso do Sul, as precipitações se concentram no interior e no leste do estado.
No geral, a semana terá chuva suficiente para manter a umidade do solo, porém com menor intensidade, favorecendo atividades no campo. Os maiores acumulados , entre 70 mm e 80 mm, devem ocorrer no centro-norte de Mato Grosso e de Goiás.
Nas porções centro-sul desses estados e em Mato Grosso do Sul, a previsão é de pancadas passageiras intercaladas com períodos de melhoria, totalizando entre 30 mm e 40 mm. A nebulosidade ajuda a conter o calor, com máximas entre 28 °C e 32 °C.
Nordeste
A combinação entre a baixa pressão próxima à Bahia e a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém o tempo instável em parte do Nordeste.
Há previsão de chuva moderada a forte no oeste e sul da Bahia, além de pancadas no Maranhão, Piauí e Ceará, com risco de temporais, especialmente no sul baiano. No litoral leste, a chuva ocorre de forma mais fraca e irregular.
Os maiores volumes da semana, entre 50 mm e 60 mm, devem atingir o sul e oeste da Bahia e áreas do centro-sul do Maranhão e do Piauí, favorecendo a umidade do solo.
Nas demais áreas, predomina o tempo quente e seco. No agreste, as temperaturas podem ultrapassar 35 °C, elevando o risco de queimadas.
Norte
A alta umidade mantém a ocorrência de chuva em praticamente toda a Região Norte. Pancadas moderadas a fortes devem atingir Amazonas, Pará, Tocantins, Rondônia, Roraima e Amapá, com possibilidade de temporais isolados. No Acre, a chuva tende a ser mais irregular.
Os acumulados semanais ficam entre 50 mm e 60 mm, suficientes para manter as pastagens e os cultivos em boas condições. O tempo segue quente e abafado.
Meteorologistas alertam, porém, que volumes abaixo da média histórica podem indicar risco de seca nos próximos meses, o que pode impactar níveis de rios e a logística de transporte na região caso se confirme a tendência de retorno do fenômeno El Niño a partir do inverno de 2026.
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