sexta-feira, março 20, 2026

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Mercado em alerta, campo em risco


Petróleo - opep
Foto: Pixabay

O mercado financeiro, muitas vezes, antecipa movimentos que a economia real ainda não conseguiu traduzir com clareza. E o que começa a aparecer agora é um ambiente mais nervoso, mais caro e mais difícil para quem produz.

A guerra no Oriente Médio deixou de ser apenas uma notícia distante. Já entrou no preço do petróleo, contamina o diesel, gás natural e mexeu com os fertilizantes e voltou a pressionar os juros globais. O barril segue elevado, e o mercado passou a rever a expectativa de cortes de juros no curto prazo.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa, mas o cenário está longe de ser confortável. O comitê está dividido, e a própria autoridade reconhece que os efeitos da crise sobre a inflação ainda são incertos.

O problema é que a curva de juros americana mostra uma leitura mais dura. Os títulos longos seguem pressionados, indicando que o mercado não aposta em queda rápida dos juros e sim uma alta.

Isso importa muito para o Brasil. Quando os juros sobem lá fora, o crédito fica mais seletivo e mais caro. Aqui, o Banco Central até iniciou cortes, mas com cautela, justamente por causa desse ambiente externo mais pressionado.

Ao mesmo tempo, o Tesouro precisou atuar recomprando títulos e, ainda assim, o mercado segue tensionado. Petróleo, risco fiscal e incerteza política continuam andando juntos.

E é nesse ponto que o produtor rural precisa refletir.

O campo já vinha fragilizado por margens apertadas, endividamento elevado e rentabilidade comprimida. Agora, soma-se um choque que atinge diretamente o custo de produção: diesel e fertilizantes.

O Brasil continua exposto ao preço internacional do diesel. Medidas do governo ajudam, mas não alteram a lógica do mercado. Se o preço sobe lá fora, acaba chegando aqui.

Nos fertilizantes, o sinal é ainda mais claro. A guerra afetou rotas importantes, reduziu oferta e elevou preços. Isso chega direto no custo da próxima safra.

Por isso, o risco não está apenas na guerra. Ele está na planilha do produtor.

Se o diesel segue pressionado, o fertilizante sobe e o crédito não se alivia, a margem desaparece. E quando a margem some em um setor altamente financiado, o problema passa a ser de solvência.

E há um ponto estrutural que o Brasil insiste em adiar. A taxa de juros elevada, que historicamente atrai mais capital especulativo do que investimento produtivo, continua sendo um freio para o crescimento. O país precisa de um sinal claro de coordenação entre Executivo, Congresso e Judiciário.

Algo na linha de um pacto nacional, como foi o Pacto de Moncloa na Espanha, que estabeleça um compromisso firme com responsabilidade fiscal, redução de despesas e previsibilidade. Sem isso, o capital não se direciona para produzir; ele apenas gira em torno da renda financeira.

Não adianta apostar em solução rápida. O governo está limitado, com pouco espaço para medidas amplas. Qualquer saída estrutural exigirá tempo e credibilidade, dois fatores escassos hoje.

Por isso, o recado ao produtor rural precisa ser direto. Este é o momento de levantar toda a dívida, contrato por contrato. Entender o tamanho do problema antes que ele cresça. Quem puder alongar prazo e preservar caixa, precisa agir agora.

Em momentos assim, gestão financeira deixa de ser detalhe e passa a ser ferramenta de sobrevivência.

O mercado está avisando: o mundo ficou mais caro. O campo, já pressionado, não pode esperar soluções externas.

Porque, no campo, não existe milagre: quando a margem some, sobra apenas a conta, e ela não espera.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Iniciativa da ApexBrasil reúne compradores para impulsionar exportações de frutas


frutas, preços
Foto: Ministério da Agricultura

Entre os dias 22 e 27 de março ocorre, em São Paulo, uma nova rodada de negócios do programa Exporta Mais Brasil, ação paralela à feira Fruit Attraction São Paulo. O objetivo da ação é fortalecer a inserção das frutas brasileiras no exterior e abrir novos mercados.

A iniciativa é da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com entidades do setor, e reunirá 17 compradores internacionais de 16 países e 39 empresas brasileiras de exportação de frutas.

Rodadas e visitas técnicas

A programação inclui rodadas de negócios entre os dias 24 e 26 de março, além de seminários, fóruns e encontros institucionais.

Também estão previstas visitas técnicas a propriedades produtoras, permitindo que os compradores conheçam de perto a produção nacional, os padrões de qualidade e a diversidade das frutas brasileiras.

Participam importadores de mercados estratégicos da África, Europa, Ásia e Américas, incluindo países como China, Estados Unidos, Reino Unido e Países Baixos.

Resultados de 2025 impulsionam edição

A expectativa para este ano é sustentada pelos resultados da primeira edição do programa, realizada em 2025, no Rio Grande do Norte. Na ocasião, foram promovidas 274 reuniões de negócios, com estimativa de geração de US$ 6,05 milhões.

O número menor de participantes no ano passado — 13 compradores e 28 empresas — indica avanço na atual edição, que amplia a presença internacional e a oferta brasileira.

Expectativa de ampliar mercados

A realização em São Paulo, considerado principal hub de negócios do país, deve aumentar a visibilidade e facilitar conexões comerciais. A integração com a Fruit Attraction também amplia o alcance internacional e o networking entre os agentes da cadeia.

A diversidade de mercados participantes e o perfil dos compradores reforçam a expectativa de novos contratos e expansão das exportações.

Setor em crescimento

O movimento ocorre em um cenário de avanço da fruticultura brasileira. Em 2025, o país registrou exportações recordes de US$ 1,45 bilhão e 1,29 milhão de toneladas, com crescimento tanto em valor quanto em volume.

O Brasil é atualmente o terceiro maior produtor mundial de frutas, atrás apenas de China e Índia. Produtos como manga, melão, limão e melancia lideram os embarques, com destaque para destinos europeus e norte-americanos.

Além do desempenho externo, o setor tem peso relevante na economia, com cerca de 5 milhões de empregos diretos e área plantada próxima de 2,5 milhões de hectares.

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Feijão na encruzilhada: queda na demanda desafia o mercado


Feijão cores
Foto: Agraer/MS

O mercado brasileiro de feijão atravessa um momento raro e desconfortável. Não se trata apenas de preços altos, tampouco de oferta restrita. O que se vê hoje é algo mais profundo: um mercado que perdeu sua capacidade de funcionar. Há produto. Há preço. Mas não há negócio.

Essa desconexão revela uma mudança estrutural que muitos ainda insistem em tratar como conjuntural. O feijão chegou ao limite do seu modelo tradicional. E, como todo sistema que opera no limite, começa a dar sinais claros de ruptura.

O Teto do Consumo Interno

Durante décadas, o feijão foi tratado como um produto inquestionável na mesa do brasileiro. Um consumo quase automático, pouco sensível a preço. Essa premissa deixou de ser válida. O consumidor mudou e o mercado demorou para perceber. Quando o carioca ultrapassa a faixa de R$ 8,00 a R$ 10,00 por quilo, o giro trava. No feijão preto, o limite é ainda mais evidente.

Não se trata mais de resistência pontual, mas de um teto consolidado. O mercado encontrou seu limite de absorção, e passou a rejeitar preços acima dele. O impacto disso é silencioso, mas devastador. O consumidor não negocia. Ele simplesmente substitui. Migra para proteínas mais baratas, reduz consumo ou adia a compra. O varejo, com estoques elevados, responde com cautela. A indústria desacelera. E a origem, inevitavelmente, trava.

Hoje, o poder da cadeia não está mais no produtor, nem na indústria. Está na gôndola. E a gôndola está dizendo com clareza: não há espaço para repasse. Esse é o ponto de inflexão mais importante do mercado atual. O problema deixou de ser produzir e passou a ser vender. O feijão, antes um produto de demanda garantida, agora disputa espaço no orçamento do consumidor. Isso muda completamente a lógica da formação de preço.

A ditadura da volatilidade

Com a demanda enfraquecida, a volatilidade deixa de ser efeito e passa a ser protagonista. O movimento recente escancara isso. Em fevereiro, um rali histórico, com altas superiores a 30%. Em março, uma paralisia quase total. Em poucos dias, o mercado saiu da euforia para a inércia. E o mais importante: sem uma transição racional. Esse comportamento não é exceção. É característica estrutural do feijão.

O setor opera praticamente sem instrumentos de gestão de risco. Não há cultura consolidada de hedge. O uso de derivativos é irrelevante. O seguro não cobre preço. E a formação de valor depende, quase exclusivamente, de negociações pontuais. Na prática, o produtor está exposto.

Ele segura quando o mercado sobe, esperando mais. Fica travado quando a liquidez some. E cede quando a pressão aparece. Não há estratégia. Há reação. E, neste ambiente, a volatilidade não é apenas financeira — é psicológica. O mercado deixou de responder apenas à oferta e demanda. Passou a reagir à percepção, ao medo e à expectativa. Sem instrumentos, sem previsibilidade e sem proteção, o preço deixa de ser uma variável de gestão e passa a ser um fator de risco.

A miopia do mercado

Se há um ponto que explica a fragilidade estrutural do feijão brasileiro, ele está na forma como o mercado ainda se organiza. O setor resiste em tratar o feijão como uma commodity estratégica. Continua operando de maneira fragmentada, dependente de negociações informais, com baixa padronização e pouca transparência. Os sinais são claros.

Os preços divulgados muitas vezes não refletem negócios reais. Os pregões perdem relevância. As negociações migram para fora do ambiente formal. E o mercado passa a operar sem uma referência confiável. Hoje, o preço virou uma indicação e não uma validação. Isso cria um ambiente perigoso. O produtor não sabe exatamente quanto vale seu produto. O comprador ganha poder de barganha.

E o mercado perde sua capacidade de organizar expectativas. Nesse cenário, surge a distorção mais emblemática do momento: o produto de pior qualidade passa a ditar o preço do melhor. A lógica se inverte. O mercado deixa de premiar qualidade e passa a precificar pelo excesso. O resultado é uma fragmentação extrema, onde o feijão comercial gira e o extra trava. Essa miopia custa caro. Impede a evolução do setor e mantém o feijão preso a um modelo ultrapassado, incapaz de lidar com a complexidade atual. A válvula de escape: exportação como estratégia

Enquanto o mercado interno perde tração, uma alternativa começa a ganhar forma, não como solução imediata, mas como caminho inevitável: a exportação.

O avanço do feijão mungo preto é um caso emblemático. O Brasil ocupou um espaço estratégico no mercado global, impulsionado por fatores geopolíticos e climáticos. Tornou-se fornecedor relevante para a Ásia, especialmente para a Índia, e passou a operar em um modelo completamente diferente do mercado doméstico. Aqui está a diferença central: previsibilidade.

O mungo não depende do mercado spot. Ele opera com contratos. O escoamento é planejado antes do plantio. O preço não é definido no improviso, mas estruturado em função da demanda global. Isso muda o jogo.

O produtor deixa de ser refém da liquidez local e passa a atuar dentro de uma lógica de fluxo. Reduz risco, melhora planejamento e ganha estabilidade. Esse modelo não precisa — e não deve — se limitar ao mungo. Há espaço claro para expansão em outras variedades, como o caupi e o rajado. O Brasil tem escala, clima e capacidade produtiva para isso. O que falta é organização.

Hoje, a exportação brasileira é forte em volume, mas frágil em estrutura. Concentrada em poucos estados, poucos produtos e, principalmente, poucos compradores. A dependência da Índia é um risco evidente. Transformar a exportação em estratégia exige coordenação. Exige inteligência comercial, padronização, abertura de mercados e segurança jurídica. Mais do que vender para fora, é preciso saber para quem, como e com qual consistência.

O mercado de feijão não está em crise. Está em transição. E a diferença é fundamental. Crises passam. Transições exigem mudança.

O modelo atual, baseado em consumo doméstico, pouca transparência, negociação spot e ausência de gestão de risco ,está esgotado. Ele não responde mais às novas condições de mercado.

O que se desenha à frente é um setor que precisará evoluir rapidamente.

Produtores terão que deixar de ser apenas produtores e se tornar gestores de risco. Cooperativas precisarão assumir papel mais ativo na estruturação comercial. Corretores terão que qualificar informação, não apenas intermediar. E o poder público precisará agir para destravar acordos e facilitar o acesso a mercados externos. A alternativa é clara: ou o setor se profissionaliza, ou continuará refém de ciclos cada vez mais curtos, mais intensos e mais imprevisíveis.

O feijão brasileiro chegou a uma encruzilhada. E, desta vez, não é o clima que define o próximo passo. É decisão estratégica.

*Evandro Oliveira é graduado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e especialista de Safras & Mercado para as culturas de arroz e feijão

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Anvisa proíbe venda e distribuição de lotes de fórmula infantil


Fórmula infantil - Aptamil
Foto de divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após comunicado de recolhimento voluntário da Danone, determinou nesta quinta-feira (19) a proibição da comercialização, da distribuição e do uso de lotes da fórmula infantil Aptamil Premium 1 – 800g, produzida pela empresa.  

Segundo a Resolução (RE) 1.056 /2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU), laudos do próprio fabricante constataram a presença da toxina cereulida no produto indicado para recém-nascidos de até 6 meses. Em virtude disso, os seguintes lotes devem ser recolhidos: 

  • 2026.09.07 (fab. 08/03/2025) 
  • 2026.10.03 (fab. 03/04/2025)
  • 2026.09.09 (fab. 10/03/2025)

Motivo da proibição

A cereulida é uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. O consumo de alimento contaminado por essa substância pode causar vômito persistente, diarreia ou letargia (sonolência excessiva, lentidão de movimentos e de raciocínio) e incapacidade de reagir e expressar emoções.   

Orientações    

Se você utiliza a fórmula infantil Aptamil Premium 1 – 800g, da Danone, verifique o número do lote impresso. Se o produto pertencer a um dos lotes recolhidos, ele não deve ser utilizado ou oferecido para consumo. Outros lotes desse produto não foram afetados.  

Para receber orientações sobre como proceder em relação a eventuais trocas e devoluções, entre em contato diretamente com a Danone, por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) indicado na embalagem. 

Se a criança apresentar sintomas compatíveis com os citados após o consumo do produto dos lotes indicados, leve-a para atendimento médico.

Ao procurar atendimento, é importante informar o alimento que foi consumido, se possível com uma amostra da embalagem, caso a tenha disponível. Acesse a RE 1.056/2026 no Diário Oficial da União (DOU).

laudos do próprio fabricante constataram a presença da toxina cereulida no produto, essa substância pode causar vômito persistente, diarreia ou letargia 

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Relatório de transparência e igualdade salarial de homens e mulheres


Canal Rural - Logo Assinatura

Em cumprimento à lei nº 14.611/2023, como parte das ações que buscam transparência e igualdade salarial entre homens e mulheres, as empresas com mais de 100 colaboradores devem publicar relatório de transparência salarial em seus próprios sites.

Por este motivo, o Canal Rural disponibiliza abaixo o link para acesso ao relatório do 1º trimestre de 2026: veja o relatório aqui.

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AgroNewsPolítica & Agro

Cultura esquecida volta com força e chama atenção



No campo, os benefícios agronômicos também impulsionam a adoção


No campo, os benefícios agronômicos também impulsionam a adoção
No campo, os benefícios agronômicos também impulsionam a adoção – Foto: Pixabay

A mamona volta a ganhar espaço no campo brasileiro impulsionada pela combinação entre demanda industrial crescente e avanços tecnológicos. A cultura, tradicional em algumas regiões, passa por um novo ciclo de valorização diante da ampliação de suas aplicações e do potencial como matéria-prima de alto valor agregado.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a safra nacional deve alcançar novos patamares até 2026, refletindo o interesse de diferentes elos da cadeia produtiva. O desenvolvimento da ricinoquímica ampliou o uso do óleo em segmentos industriais, enquanto a produção de biocombustíveis reforça a relevância econômica da cultura.

De acordo com Igor Borges, da ORÍGEO, a mamona se consolida como alternativa rentável e alinhada à sustentabilidade. Ele aponta que a cultura tem atraído produtores que buscam diversificação e maior estabilidade de renda, além de contribuir para práticas agrícolas mais equilibradas.

No campo, os benefícios agronômicos também impulsionam a adoção. A planta possui sistema radicular profundo, capaz de melhorar a estrutura do solo, favorecer a infiltração de água e ampliar o aproveitamento de nutrientes. Essas características tornam a mamona adequada para rotação de culturas e práticas de agricultura regenerativa.

Outro fator relevante é a resistência da cultura a diferentes condições climáticas, incluindo regiões com menor disponibilidade hídrica. Essa adaptação amplia as possibilidades de cultivo e reduz riscos produtivos, fortalecendo a diversificação agrícola. “Quando falamos em futuro do agro, falamos em sistemas mais resilientes, solos mais vivos e produtores mais preparados. A mamona é um exemplo claro de que é possível produzir bem e, ao mesmo tempo, cuidar do solo e do entorno”, comclui.

 





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Reunião de Pesquisa de Soja (RPS) abre inscrições e deve reunir cerca de 500 participantes em Londrina


Divulgação Embrapa Soja

A programação da 40ª edição da Reunião de Pesquisa de Soja (RPS), promovida pela Embrapa Soja, está com inscrições abertas. O evento será realizado nos dias 10 e 11 de junho, em Londrina (PR), com expectativa de reunir aproximadamente 500 participantes. Para se inscrever acesse o link.

O público inclui pesquisadores, profissionais das ciências agrárias, empresas de desenvolvimento de produtos e tecnologias, produtores rurais, além de professores e acadêmicos ligados à cadeia produtiva da soja.

De acordo com a presidente da RPS, Liliane Henning, pesquisadora da Embrapa Soja, o encontro vai promover debates sobre desafios e inovações que impactam diretamente o setor. A programação inclui sessões plenárias de abertura e encerramento, além de palestras e painéis temáticos conduzidos por especialistas.

“Nossa proposta é proporcionar espaços para troca de conhecimentos, atualização profissional e discussão de desafios estratégicos para a sustentabilidade da soja brasileira”, afirma Liliane. “Reafirmamos o papel desse evento como o principal fórum de pesquisa do complexo agropecuário da soja”, completa.

Além da programação técnica, a RPS também se consolida como uma vitrine tecnológica. Empresas e organizações terão a oportunidade de apresentar soluções e inovações voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva, ampliando o diálogo com os diferentes elos do setor.

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Com queda na agricultura, CNA prevê recuo no faturamento do agro em 2026


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Foto: Gilson Abreu/AEN

O faturamento da agropecuária brasileira deve atingir R$ 1,39 trilhão em 2026, com queda de 4,8% em relação a 2025. A estimativa é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e considera o Valor Bruto da Produção (VBP), indicador que mede a renda gerada dentro da porteira.

Segundo a entidade, o resultado reflete principalmente a redução dos preços reais recebidos pelos produtores, com menor influência das variações na produção.

Agricultura puxa recuo

Para a agricultura, o VBP está projetado em R$ 903,5 bilhões, queda de 5,9% na comparação anual.

A soja, principal cultura do país, deve registrar recuo leve de 0,5% no faturamento, mesmo com aumento de 3,71% na produção. Já o milho deve ter queda mais acentuada, de 6,9%, pressionado tanto pela redução dos preços (-4,9%) quanto pela menor produção (-2,05%).

Na cana-de-açúcar, a previsão é de diminuição de 5,6% no VBP, com impacto da queda nos preços (-5,2%), apesar de leve alta na produção (0,37%).

Por outro lado, o café arábica deve apresentar desempenho positivo. A estimativa é de alta de 10,4% no faturamento, impulsionada pelo avanço de 23,29% na produção, mesmo diante da expectativa de queda de 10,5% nos preços.

Pecuária tem queda mais moderada

Na pecuária, o VBP deve somar R$ 485,3 bilhões em 2026, recuo de 2,6% frente ao ano anterior.

A carne bovina aparece como exceção, com projeção de alta de 7,6% no faturamento. Para os demais produtos, a expectativa é de queda, refletindo preços mais baixos ao produtor.

As maiores reduções de receita devem ocorrer no leite (-19,1%), ovos (-13,3%), carne suína (-10,2%) e carne de frango (-5,8%).

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Nova frente fria chega no fim de semana e provoca chuva e ventos fortes em algumas regiões


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Foto: Motion Array

O primeiro fim de semana de outono será marcado por instabilidade em várias regiões do Brasil, com destaque para a chegada de uma nova frente fria no Sul e a atuação de sistemas que mantêm a chuva no Norte e Nordeste. Apesar disso, o calor continua predominando em grande parte do país.

Sul

No Sul, o destaque do sábado (21) é a chegada de uma nova frente fria pelo Rio Grande do Sul. O sistema provoca pancadas de chuva moderadas a fortes em grande parte do estado, com risco de temporais.

Há previsão de rajadas de vento que podem chegar a 90 km/h e possibilidade de granizo, especialmente no oeste, sul e Campanha Gaúcha.

Ao longo do domingo (22), a frente fria avança e mantém a instabilidade no Rio Grande do Sul, enquanto a chuva começa a se espalhar por Santa Catarina e parte do Paraná, com pancadas e trovoadas.

Sudeste

No Sudeste, o fim de semana será de contrastes. Em São Paulo, a chuva diminui e o tempo fica mais firme, com predomínio de calor.

Já em Minas Gerais e no Espírito Santo, a instabilidade segue elevada, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais, principalmente no leste mineiro e território capixaba.

No Rio de Janeiro, a chuva ocorre de forma mais irregular, com maior atenção para o norte do estado.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o calor e a umidade continuam favorecendo a formação de nuvens carregadas.

Mato Grosso e Goiás concentram as pancadas mais intensas ao longo do fim de semana, com risco de temporais isolados.

Em Mato Grosso do Sul, a chuva se concentra na metade norte, enquanto o sul do estado segue com tempo mais firme.

Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a chuva no litoral norte do Nordeste.

Estados como Maranhão, Piauí e Ceará devem registrar pancadas moderadas a fortes, com risco de temporais.

No domingo, a formação de uma área de baixa pressão no oceano também aumenta a instabilidade no sul e oeste da Bahia, ampliando as áreas de chuva intensa na região.

Norte

Na Região Norte, a chuva perde força no sábado, mas volta a ganhar intensidade no domingo.

Há previsão de pancadas moderadas a fortes no Amazonas, Pará, Rondônia, Acre e Tocantins, além de chuva intensa no Amapá.

O tempo segue quente e abafado, com risco de temporais isolados em vários estados.

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Lei que autoriza uso de fundo garantidor para operações do Pronaf entra em vigor


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Fonte: MDA/Divulgação

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a lei que autoriza o Fundo Garantidor de Operações (FGO) a garantir operações de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (20), a Lei 13.356/26 pode significar mais possibilidade, para os agricultores familiares, de empréstimos para custeio da produção, compra de equipamentos ou investimento na propriedade.

A nova norma prevê a utilização de até R$ 500 milhões não comprometidos do fundo para ampliar as garantias em financiamentos do Pronaf. Com mais crédito disponível e menos exigências de garantia, aumenta-se a chance de manter ou expandir a produção agrícola.

A medida tem origem no PL 2.213/25, do senador Jaques Wagner (PT-BA). A matéria foi aprovada no Senado em junho de 2025 e, posteriormente, pela Câmara dos Deputados em fevereiro deste ano.

Na justificativa do projeto, Wagner explica que o FGO funciona como uma espécie de garantia para empréstimos, reduzindo o risco para os bancos.

Com a entrada em vigor da lei, valores que estavam parados nesse fundo poderão ser usados para ampliar as garantias em financiamentos do Pronaf, o que tende a facilitar o acesso ao crédito por pequenos produtores, especialmente aqueles que têm dificuldade em oferecer garantias tradicionais.

“Possibilitar que o FGO garanta as operações do Pronaf reduzirá significativamente o risco percebido pelos bancos, incentivando-os a conceder crédito de forma mais ampla e acessível”, declara.

O dispositivo estabelece que o governo federal definirá como serão usados os recursos do FGO para apoiar o crédito do Pronaf, incluindo quem pode ter acesso e quais operações poderão ser garantidas. Há limites para o valor total garantido, de acordo com os recursos disponíveis no fundo e regras definidas pelo governo.

Além disso, não haverá a cobrança da comissão pecuniária prevista na Lei 12.807/09, uma taxa cobrada pelo uso da garantia pública oferecida por fundos como o FGO, o que pode tornar o crédito mais barato e acessível.

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