sexta-feira, março 20, 2026

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Classificação do pirarucu gera insegurança no setor



A iniciativa surpreendeu agentes produtivos


A iniciativa surpreendeu agentes produtivos
A iniciativa surpreendeu agentes produtivos – Foto: Arquivo

A classificação de espécies fora de sua área natural tem impacto direto sobre cadeias produtivas e planejamento econômico, especialmente em atividades que dependem de estabilidade regulatória. Mudanças nesse enquadramento podem alterar o ambiente de negócios, influenciar investimentos e gerar incertezas para produtores.

A decisão do Ibama de classificar o pirarucu como espécie exótica invasora fora de sua área natural, por meio da Instrução Normativa nº 7/2026, provocou reação imediata na piscicultura brasileira. O setor avalia que a medida traz insegurança jurídica e pode comprometer a expansão da atividade, considerada estratégica em diversas regiões do país.

A iniciativa surpreendeu agentes produtivos, já que o tema ainda estava em քննարկ no âmbito da Comissão Nacional da Biodiversidade, levantando questionamentos sobre a condução do processo e a falta de alinhamento institucional. Com produção consolidada em vários estados, o pirarucu vinha sendo apontado como uma das espécies de maior potencial na aquicultura nacional.

Segundo a Associação Brasileira da Piscicultura, a decisão gera preocupação pelo impacto sobre investimentos e pela ausência de diálogo prévio. A entidade também aponta contradição em relação a políticas anteriores que incentivavam a produção da espécie, destacando riscos de restrições e precedentes para o setor.

“Há poucos anos, os próprios governos federal e estadual reconheciam o potencial do pirarucu para a aquicultura e incentivavam sua produção. Agora, vemos uma mudança que pode restringir sua utilização, criando insegurança jurídica e um precedente preocupante para o setor produtivo”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros.

 





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Preço do ovo vermelho dispara e diferença para o branco supera 40% no Brasil


Exportações de ovos crescem 39,7% em setembro e acumulam mais de 34 mil toneladas no ano, diz ABPA. Foto: Pixabay.
Exportações de ovos crescem 39,7% em setembro e acumulam mais de 34 mil toneladas no ano, diz ABPA. Foto: Pixabay.

A diferença entre os preços dos ovos vermelhos e brancos segue em forte alta no Brasil e já supera os 40% em algumas regiões produtoras. O movimento é impulsionado pela combinação de oferta mais limitada e aumento da demanda, típico do período da Quaresma.

Levantamento do Cepea mostra que o avanço desse diferencial tem sido observado ao longo de março nas principais praças acompanhadas.

Oferta menor puxa valorização do ovo vermelho

Na região de Santa Maria de Jetibá (ES), principal polo produtor de ovos do país, a diferença de preços entre as duas categorias ultrapassou os 40% na parcial de março (até o dia 18), frente a fevereiro.

Segundo pesquisadores do Cepea, o principal fator por trás desse movimento é a menor disponibilidade interna, especialmente de ovos vermelhos.

Com produção mais enxuta, a oferta não tem acompanhado o ritmo da demanda, o que pressiona as cotações dessa variedade.

Quaresma intensifica consumo e sustenta preços

Além da restrição na oferta, o período da Quaresma tem papel importante na sustentação dos preços.

Tradicionalmente, há aumento no consumo de proteínas alternativas à carne vermelha, o que favorece a procura por ovos, especialmente os vermelhos, que já apresentam valorização mais intensa.

Granjas limitam entregas diante da produção enxuta

De acordo com agentes de mercado ouvidos pelo Cepea, a demanda segue aquecida e, em alguns casos, já há restrições no atendimento.

Algumas granjas estão operando com entregas apenas para cargas previamente programadas, diante da dificuldade em ampliar a oferta no curto prazo.

Preços seguem em alta no curto prazo

Com esse cenário de demanda firme e oferta limitada, os preços médios dos ovos registraram alta nos últimos dias.

A tendência, segundo o Cepea, é de manutenção desse movimento no curto prazo, especialmente enquanto persistirem os fatores sazonais e a produção mais restrita.

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Preço do frango é o menor em três anos, aponta levantamento do Cepea


carne de frango
Foto: Motion Array

Os preços da carne de frango seguem em queda no Brasil, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e pelas incertezas no mercado internacional. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que o movimento já leva os valores ao menor patamar em quase três anos.

No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado foi negociado, na parcial de março (até o dia 18), a uma média de R$ 6,73 por quilo. O valor representa uma queda de 5,2% em relação a fevereiro e é o mais baixo desde julho de 2023, em termos reais, considerando a inflação medida pelo IPCA.

Demanda fraca e cenário externo pressionam preços

Segundo pesquisadores do Cepea, a desvalorização está diretamente ligada à menor procura no mercado interno. Além disso, o cenário internacional também pesa sobre as cotações.

As incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio, região estratégica para as exportações brasileiras de carne de frango, aumentam a cautela dos agentes e influenciam o comportamento dos preços.

Frango ganha competitividade frente a outras proteínas

Apesar da queda, o cenário favorece o consumo da proteína avícola. Isso porque o frango tem ganhado competitividade em relação às carnes concorrentes.

No caso da carne suína, os preços também recuam, mas em menor intensidade. Já na comparação com a carne bovina, a diferença é ainda mais expressiva.

Enquanto o frango se desvaloriza, os preços da carne bovina seguem em alta, ampliando a vantagem relativa da proteína mais consumida no país.

Tendência pode influenciar consumo

Com preços mais baixos, o frango tende a se tornar uma opção ainda mais atrativa para o consumidor, especialmente em um contexto de renda pressionada.

Para o setor produtivo, no entanto, o cenário exige atenção, já que a combinação de preços menores e custos elevados pode impactar as margens ao longo dos próximos meses.

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Virada no clima anima safra na Argentina


As recentes precipitações registradas em grande parte da área agrícola trouxeram melhora nas condições das lavouras, especialmente nos cultivos tardios e de segunda safra. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), as chuvas favoreceram a recuperação hídrica e contribuíram para o desenvolvimento das culturas.

No caso da soja, a condição hídrica considerada adequada ou ótima avançou sete pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, com destaque para as regiões centro e sudeste de Buenos Aires, que vinham enfrentando déficit hídrico ao longo da campanha. A condição geral das lavouras, classificada entre normal e excelente, também apresentou melhora semanal de dois pontos percentuais. A soja de primeira safra, próxima da colheita, apresenta rendimentos médios estimados em 35,9 sacas por hectare no Núcleo Norte e 37,9 no Núcleo Sul. Já a soja de segunda ocupa 74,7% da área em período crítico, com 67% das lavouras em condição entre normal e excelente. A projeção de produção foi mantida em 48,5 milhões de toneladas.

Para o milho, a colheita nacional atingiu 13% da área apta, com avanço concentrado no Núcleo Norte, onde os rendimentos médios chegam a 98,2 sacas por hectare. No Núcleo Sul, os trabalhos começam a ganhar ritmo, com produtividade em torno de 86,6 sacas por hectare. O milho tardio segue majoritariamente em fase de enchimento de grãos, com 85,2% da área sob condição hídrica adequada ou ótima e 90% das lavouras em condição entre normal e excelente. A estimativa de produção permanece em 57 milhões de toneladas.

A colheita do girassol também avançou, alcançando 48,2% da área nacional, com progresso mais intenso nas regiões oeste. A produtividade média nacional subiu para 23,8 sacas por hectare, impulsionada por melhores resultados nessas áreas. Nas regiões centro e sudeste de Buenos Aires, os rendimentos variam entre 22 e 24 sacas por hectare, influenciados por restrições hídricas desde dezembro. A projeção de produção segue em 6,2 milhões de toneladas.

 





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Alta do diesel e dos fertilizantes pode agravar o endividamento de produtores, alerta economista


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Produtores rurais do Rio Grande do Sul entram no período de compra de insumos para a safra 2026/27 em um cenário de incerteza e pressão nos custos. Diante disso, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) orienta cautela na comercialização e reforça a importância de equilibrar custos de produção e preços de venda.

Segundo o economista da entidade, Antônio da Luz, o atual contexto internacional, marcado pelo conflito no Oriente Médio, tem impacto direto sobre o petróleo, insumo-chave para toda a cadeia produtiva, e eleva o risco inflacionário no campo.

De acordo com o economista, a escalada recente no preço do petróleo já começa a se refletir nos custos do agronegócio.

“O petróleo praticamente dobrou de preço em relação ao período anterior ao conflito. Não tem como esse aumento não ser repassado”, afirma.

O economista destaca que o impacto vai muito além dos combustíveis. Isso porque o petróleo está presente em diversos setores, como transporte, indústria química e construção civil.

Na prática, isso significa aumento generalizado de custos, desde o frete até os insumos utilizados na produção agrícola.

Diesel caro e até racionado preocupa produtores

No campo, os efeitos já são sentidos. O produtor Everton Gobel, de Ernestina (RS), relata dificuldades no abastecimento de diesel em municípios do norte gaúcho.

Segundo ele, há casos de racionamento e limitação de compra nos postos. “Tem dias que tem diesel, outros não. Em alguns lugares, só pode comprar uma quantidade limitada”, afirma.

A preocupação aumenta com a proximidade da colheita da soja, que depende diretamente do combustível para operação de máquinas e logística.

Além disso, Gobel lembra que os produtores vêm de uma sequência de adversidades climáticas, como secas e enchentes, o que torna o cenário ainda mais desafiador.

Endividamento e crédito restrito agravam cenário

Outro ponto de alerta é o elevado nível de endividamento dos produtores. Segundo a Farsul, muitos já operam com alta alavancagem e enfrentam dificuldades de acesso ao crédito.
Com a alta dos custos, a necessidade de capital aumenta justamente em um momento de restrição financeira.

“Estamos diante de um combo de problemas: custo subindo, produtor descapitalizado e crédito mais limitado”, explica Da Luz.

Ele também destaca que a expectativa de queda nos juros ao longo de 2026 perdeu força diante do cenário global, o que tende a manter elevado o custo financeiro no país.

Além do petróleo, outro fator de risco é o mercado internacional de fertilizantes. Segundo o economista, já há sinais de possíveis restrições por parte da China nas exportações, o que pode pressionar ainda mais os custos de produção.

Para a Farsul, esse conjunto de fatores indica um cenário de atenção redobrada para o planejamento da próxima safra.

Estratégia: travar preços e evitar operações descobertas

Diante desse contexto, a principal recomendação da entidade é adotar uma postura conservadora na comercialização.

A orientação inclui:

  • Travar preços antecipadamente
  • Garantir margens que cubram os custos
  • Evitar operações sem proteção de preços

“Se o custo sobe, o produtor precisa buscar também preços mais altos para manter a relação de troca”, afirma Da Luz.

Medidas pontuais do governo, como ajustes tributários sobre combustíveis, são consideradas positivas, mas insuficientes diante da magnitude da alta do petróleo.

Para a Farsul, o momento exige planejamento detalhado e decisões estratégicas para reduzir riscos.

Com custos em alta, crédito restrito e incertezas no mercado global, o produtor gaúcho terá que reforçar a gestão financeira para atravessar mais um ciclo desafiador no campo.

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Outono começa com chuva e risco de temporais


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A sexta-feira (20) marca o início do outono no Brasil e terá um cenário climático contrastante . Enquanto a Região Sul começa o dia com redução das instabilidades, áreas do Sudeste, Norte e Nordeste entram em alerta para pancadas mais intensas e risco de temporais, segundo previsão da Climatempo.

Sul: tempo firme predomina, com chuva isolada no litoral

No Sul do país, a chuva perde força de forma significativa. Ainda há previsão de precipitações fracas no litoral de Santa Catarina, Paraná e no norte do Rio Grande do Sul durante a manhã, influenciadas pela umidade vinda do oceano.

Ao longo do dia, as pancadas se concentram no leste catarinense, incluindo Florianópolis, onde podem ocorrer episódios de moderada a forte intensidade. No restante da região, o tempo firme predomina, favorecido por um sistema de alta pressão.

As temperaturas sobem na maior parte dos estados, com sensação mais amena apenas em áreas de serra. No Rio Grande do Sul, as rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h.

Sudeste: chuva ganha força e há risco de temporais

No Sudeste, a instabilidade domina o cenário. A combinação de calor, umidade e um cavado meteorológico favorece pancadas desde as primeiras horas do dia.

As chuvas atingem com mais intensidade:

  • Minas Gerais (especialmente Zona da Mata, Triângulo e região central)
  • Espírito Santo
  • Rio de Janeiro (principalmente centro-norte)

Nessas áreas, há risco de temporais e acumulados elevados, com alerta de perigo entre o centro-sul capixaba, norte fluminense e partes de Minas Gerais.

Em São Paulo, a chuva ocorre de forma mais irregular e, em grande parte do estado, com menor intensidade. As temperaturas seguem elevadas, embora não subam tanto em áreas do litoral e interior fluminense.

Centro-Oeste: pancadas intensas e risco de temporais

A Região Centro-Oeste continua sob influência de umidade elevada e circulação de ventos, o que mantém as instabilidades ativas.

As pancadas mais intensas são previstas para:

  • Mato Grosso (norte, interior e sudeste)
  • Goiás (oeste, sudoeste e sul)

Há risco de temporais nessas áreas. Já em Mato Grosso do Sul, a chuva se concentra no norte e leste, enquanto o sul do estado deve ter tempo mais firme.

As temperaturas seguem em elevação em toda a região.

Nordeste: ZCIT mantém chuva forte no norte da região

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém o tempo instável no litoral norte do Nordeste.

As pancadas mais intensas ocorrem em:

  • Maranhão
  • Piauí (inclusive litoral)
  • Ceará (noroeste)
  • Oeste e sul da Bahia

Há risco de temporais, especialmente no Maranhão. Enquanto isso, no interior da Bahia, Alagoas e Pernambuco, a umidade relativa do ar pode cair abaixo dos 30%, exigindo atenção.

Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h são esperadas no litoral do Ceará, Rio Grande do Norte e sul da Bahia.

Norte: alerta para chuva forte e acumulados elevados

A Região Norte segue com forte presença de umidade e aumento das instabilidades ao longo do dia.

Há previsão de chuva moderada a forte em:

  • Pará
  • Amapá
  • Tocantins
  • Amazonas (principalmente leste e norte)
  • Roraima

O alerta é maior para o leste do Amazonas, grande parte do Pará e o Amapá, onde há risco de temporais e acumulados elevados. Regiões como Santarém (PA) e o sul do Amapá estão em situação de perigo.

Mesmo com a chuva, a sensação de abafamento continua predominando em toda a região.

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Mercado tem alívio com queda do petróleo e recuo do dólar


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o alívio parcial dos mercados após sinais de possível encurtamento do conflito no Oriente Médio e liberação maior de reservas de petróleo.

O Brent recuou, mas seguiu acima de US$ 100, mantendo o prêmio de risco elevado. Bolsas globais fecharam em queda, com cautela sobre inflação e juros mais altos por mais tempo.

No Brasil, o Ibovespa subiu 0,35% aos 180 mil pontos e o dólar caiu 0,59% a R$ 5,21, com apoio do exterior e atuação do Banco Central.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Alta da soja ganha novo fôlego


O mercado da soja registrou nova valorização nas negociações internacionais, refletindo principalmente o desempenho positivo dos derivados e fatores de oferta na América do Sul. Segundo informações da TF Agroeconômica, o movimento foi sustentado pela alta expressiva do farelo, enquanto o óleo apresentou recuo.

Na Bolsa de Chicago, os contratos avançaram com suporte direto do farelo de soja, que subiu mais de 3% no dia, impulsionado pela competitividade nas exportações. O contrato de maio da oleaginosa fechou em alta de 0,56%, enquanto julho avançou 0,57%. Já o óleo de soja recuou levemente, pressionado por realização de lucros, em meio à expectativa por anúncios sobre biodiesel nos Estados Unidos.

No cenário de oferta, houve revisão para cima da safra brasileira, estimada em 177,9 milhões de toneladas, enquanto a Argentina mantém projeção de 48,5 milhões, favorecida por melhora na umidade do solo. Mesmo com vendas externas abaixo do esperado na semana, o mercado encontrou sustentação nesses fatores.

No Brasil, o avanço da colheita ocorre de forma desigual e sob entraves logísticos. No Rio Grande do Sul, apenas 2% da área foi colhida, com paralisações provocadas pela falta de diesel. Em Santa Catarina, o ritmo chega a 21%, com demanda firme da agroindústria, embora pressionada por custos elevados e cenário externo adverso.

O Paraná alcança 70% da área colhida, mas enfrenta limitações com armazenagem e impactos de falhas no fornecimento de energia. No Mato Grosso do Sul, a colheita supera 75%, porém sofre com veranicos e déficit estrutural de armazenagem. Já no Mato Grosso, com safra recorde praticamente concluída, o gargalo logístico domina o cenário, com longas filas para escoamento e forte pressão sobre os preços internos.


 





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AgroNewsPolítica & Agro

Ameaça de greve leva a nova medidas no frete



Frete mínimo terá regras mais rígida



Foto: Arquivo Agrolink

O governo federal anunciou novas medidas para garantir o cumprimento da tabela do piso mínimo do frete, em meio a ameaças de paralisação por parte de caminhoneiros. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (18), durante coletiva de imprensa, pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Guilherme Sampaio.

Segundo o ministro, o descumprimento da tabela é recorrente entre empresas contratantes. “O descumprimento da tabela não é caso isolado, mas uma prática reiterada de algumas empresas”, afirmou. Ele destacou que a irregularidade está entre as principais reclamações da categoria.

 

Entre as ações anunciadas estão a ampliação da fiscalização eletrônica sobre as operações de frete e o reforço da fiscalização presencial. Também está prevista a suspensão cautelar de contratantes e transportadores em casos de descumprimento da tabela. Em situações de reincidência, o transportador poderá ter o registro cancelado, enquanto o contratante ficará impedido de contratar novos fretes.

O governo informou ainda que passará a divulgar as empresas que mais desrespeitam o piso mínimo. De acordo com Renan Filho, uma medida provisória deve ser publicada ainda nesta semana para ampliar a autoridade da Agência Nacional de Transportes Terrestres na aplicação das sanções.

As medidas também preveem restrições operacionais para quem descumprir a regra. Empresas que tentarem operar abaixo do valor mínimo não conseguirão emitir o CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), e infratores recorrentes poderão perder o registro de transportador.

Atualmente, cerca de 20% das empresas contratantes não cumprem a tabela, o equivalente a aproximadamente 15 mil companhias. Com a intensificação da fiscalização, o governo busca reduzir esse índice. As regras estão em vigor há quatro meses e, segundo o balanço apresentado, as autuações já somam cerca de R$ 419 milhões.





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Safra de arroz evolui com clima favorável em Santa Catarina



Arroz irrigado avança sem surtos severos



Foto: Divulgação

De acordo com o 6º Levantamento da Safra 2025/26 de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento, a cultura do arroz irrigado em Santa Catarina se encontra, predominantemente, entre os estádios de florescimento, enchimento de grãos e início de maturação, conforme a época de semeadura e a região produtora.

Segundo o levantamento, “as condições térmicas do mês favoreceram o desenvolvimento fenológico, enquanto o manejo da lâmina de água contribuiu para mitigar eventuais deficit hídricos decorrentes da irregularidade das chuvas”.

Ainda conforme a Companhia Nacional de Abastecimento, do ponto de vista fitossanitário, “não há registros generalizados de surtos severos e o monitoramento tem sido contínuo para brusone e manchaparda, especialmente em áreas com maior nebulosidade e umidade”. O relatório aponta também que houve ocorrência pontual de insetos aquáticos e caramujos, sem impacto significativo em escala estadual, e que “a condição geral das lavouras é boa, com elevado vigor vegetativo observado nas principais regiões produtoras (Sul Catarinense e Vale do Itajaí)”.





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