quarta-feira, maio 13, 2026

Agro

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marketing, liderança e formação profissional



A evolução do agronegócio brasileiro exige cada vez mais profissionais preparados, com habilidades técnicas, visão estratégica e capacidade de adaptação. Nesse cenário, a educação continuada se torna um fator essencial não apenas para quem está no campo, mas também para quem atua nos bastidores, nas indústrias, instituições financeiras e empresas do setor.

Programas educacionais que conectam teoria e prática, como os oferecidos pelo Instituto Pecege, têm ganhado destaque justamente por atender a essa demanda.

“A educação no agro precisa ser aplicada à realidade. Só assim conseguimos formar profissionais realmente preparados para os desafios do setor”, afirma Débora Planello, especialista em marketing agroindustrial e diretora do Pecege .

Débora, que atuou por mais de 10 anos em grandes indústrias de alimentos, como a Cargill e Seara, reforça que entender a cadeia produtiva é essencial para uma comunicação assertiva e eficaz. Sua experiência no campo, durante o programa de trainee, influenciou diretamente a forma como conduz os projetos educacionais hoje.

“A vivência prática foi o que mais transformou minha forma de pensar o marketing. Comunicação no agro precisa ser técnica, mas também sensível às realidades do produtor.”

Os cursos coordenados por ela no Pecege priorizam temas atuais como ESG, mercado de carbono, gestão de negócios e inovação, buscando sempre traduzir conceitos complexos em estratégias acessíveis e aplicáveis.

Educação corporativa e desenvolvimento de equipes: o agro além da porteira

Uma das grandes apostas do Pecege é a educação corporativa voltada para empresas do agronegócio. Segundo Débora, há uma demanda crescente por programas personalizados para equipes que não atuam diretamente no campo, mas estão inseridas na cadeia como instituições financeiras, tradings e fornecedores de insumos.

“A ideia é levar conteúdo técnico e prático para quem precisa entender o agro, mesmo sem estar no campo. Isso amplia a visão e fortalece as decisões de negócios.”

Essa abordagem contribui diretamente para melhorar a performance das equipes, alinhar comunicação entre setores e impulsionar resultados.

Protagonismo feminino: educação como porta de entrada para lideranças no agro

Embora o foco seja educação e desenvolvimento profissional, é impossível ignorar o papel crescente das mulheres no setor. Débora compartilha dados importantes: em cursos de pós-graduação no agro, 38% dos alunos são mulheres; mas quando há incentivo, como em programas de bolsa, a participação feminina sobe para 53%.

“Ainda temos espaço para crescer. Em programas de liderança, como o Agro CEO, as mulheres representam menos de 10% das turmas. Precisamos mudar isso com ações específicas”, analisa.

A equipe do Pecege já discute turmas exclusivas para mulheres, visando criar um ambiente seguro para troca de experiências e fortalecimento da confiança.

Débora também ressalta que muitas vezes as mulheres não se sentem prontas para liderar, o que exige uma mudança de mentalidade:

“Nem sempre é preciso estar 100% pronta. Capacitação é um processo, e as oportunidades estão aí. Basta ter coragem para se posicionar e buscar o que faz sentido para sua jornada.”

Assista à entrevista completa de Débora Planello para o programa A Protagonista

Em conversa com a jornalista Jaqueline Silva, no programa A Protagonista, Débora Planello compartilha detalhes da sua carreira, os bastidores da educação no agro e os desafios e avanços da participação feminina no setor.



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Senadores e ministro das Relações Exteriores vão para os EUA tentar reverter tarifaço



A poucos dias da entrada em vigor de uma tarifa adicional de 50% imposta EUA sobre produtos brasileiros, o governo corre contra o tempo para tentar reverter a medida. A sobretaxa, prevista para começar em 1º de agosto, atinge em cheio exportações agropecuárias brasileiras, como carne bovina, pescados, frutas, suco de laranja e mel.

Neste fim de semana, uma comitiva de oito senadores brasileiros desembarcou em Washington para negociar com autoridades norte-americanas. A primeira reunião aconteceu na noite de sábado (27). O grupo terá três dias de agenda: nesta segunda-feira (29), os parlamentares se encontram com empresários; na terça, com congressistas norte-americanos; e na quarta, com representantes da sociedade civil. Fazem parte da missão:

  • Tereza Cristina e Esperidião Amin (PP)
  • Marcos Pontes (PL)
  • Jacques Wagner e Rogério Carvalho (PT)
  • Carlos Viana (Podemos)
  • Fernando Farias (MDB)
  • Nelsinho Trad (PSD), que lidera a comitiva

Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está em Nova York, onde participa de uma reunião da ONU sobre o conflito em Gaza. Nos bastidores, ele tenta articular uma conversa com representantes da Casa Branca para discutir diretamente o impacto das novas tarifas ao Brasil.

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As sobretaxas foram anunciadas pelo ex-presidente Donald Trump, que busca retomar protagonismo na política externa dos EUA. No total, 27 países e o bloco da União Europeia serão atingidos pela medida. As tarifas mais brandas foram direcionadas ao Reino Unido (10%) e à União Europeia e Japão (15%). Já as mais severas recaem sobre o Brasil (50%), além de Mianmar e Laos (40%).

Fontes diplomáticas indicam que o governo norte-americano tem negociado concessões comerciais em troca da redução ou suspensão das tarifas. No caso da União Europeia, o bloco teria se comprometido a investir US$ 600 bilhões nos EUA e a adquirir US$ 750 bilhões em energia e equipamentos militares norte-americanos.

O governo brasileiro ainda tenta uma solução diplomática que impeça os prejuízos ao agronegócio e a outros setores da economia. A expectativa é de que a movimentação desta semana seja decisiva para o futuro das relações comerciais entre os dois países.



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Trump fala em taxação global e pressiona China por abertura de mercado



Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (28) que o governo americano está em negociações comerciais com representantes da China e voltou a defender a imposição de tarifas sobre produtos estrangeiros. Em declarações ao lado do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, Trump disse que os EUA estão “fazendo acordos com todos, mas precisa ser bom para todo mundo”.

O republicano anunciou ainda que pretende estabelecer uma tarifa-base para países que não
tenham acordos comerciais específicos com os EUA. “Vamos estabelecer uma tarifa para o resto do mundo, e é isso que eles terão que pagar”, afirmou, indicando que a taxa deve variar entre 15% e 20%.

Ao comentar o relacionamento com Pequim, Trump manifestou o desejo de que a China “abra o país” para empresas estadunidenses, em referência ao acesso ao mercado chinês. Apesar de não ter oficializado novas medidas, o presidente indicou que ainda avalia a aplicação de tarifas sobre aço e alumínio. “Faremos nosso próprio aço e nosso próprio alumínio nos EUA”, disse.

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Trump também aproveitou a ocasião para criticar a política energética europeia,
especialmente o uso de energia eólica. Segundo ele, o continente está “estragando seus lindos campos com turbinas eólicas” e apontou que “todas essas ventoinhas são feitas na China”. O presidente norte-americano classificou a energia eólica como “muito cara e muito feia”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Café mantém preço alto no varejo em julho


Os preços do café tradicional permaneceram em patamar elevado no varejo, mesmo com a intensificação da colheita no Paraná. Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (24) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o pacote de 500 gramas foi cotado a R$ 31,34 em julho. A variação representa uma alta de 0,64% em relação à média de junho, que foi de R$ 31,14.

“Essa leve variação confirma a estabilidade observada desde abril, quando os preços atingiram o pico do ano em R$ 31,61”, destacou o Deral.

Ainda de acordo com o órgão, a estabilidade ocorre em um nível elevado, considerando que em julho de 2024 o preço médio era de R$ 16,10, praticamente a metade do valor atual.

Com a entrada da nova safra, a expectativa é de alguma redução nos preços, embora o patamar de valor deva continuar acima do registrado no ano passado. O Deral aponta que, no Paraná, a colheita já alcança mais de 68% da área cultivada, indicando o pico de oferta no estado. Esse avanço tem pressionado os preços pagos aos cafeicultores. Em julho, o valor médio por saca caiu para R$ 1.500,00, cerca de 40% abaixo dos mais de R$ 2.000,00 registrados em junho. “Pela primeira vez na atual temporada, os preços ficaram abaixo da média registrada na safra anterior, de R$ 1.668,60”, informou o relatório.

Apesar de parte da produção já ter sido negociada a preços mais altos, a indústria começa a repassar os ganhos ao mercado atacadista. O setor tem praticado valores mais competitivos, o que pode abrir espaço para ajustes nos preços ao consumidor.

Diante dos preços elevados do café tradicional, o café solúvel tem se destacado como alternativa para os consumidores. O Paraná, que abriga um dos principais polos industriais do país nesse segmento, lidera as exportações nacionais. De acordo com dados do sistema Agrostat, no primeiro semestre de 2025 o estado embarcou 15.240 toneladas do produto, gerando US$ 199,6 milhões em receitas, o equivalente a 35% das 43.478 toneladas exportadas pelo Brasil no período.

A maior parte da produção é destinada ao mercado externo. Os Estados Unidos são o principal destino, absorvendo cerca de 15% das exportações paranaenses. Entretanto, a tarifa adicional de 50% imposta recentemente pelo governo Trump representa um risco relevante para o setor. A medida pode impactar diretamente as fábricas instaladas no estado e seus fornecedores, que não estão restritos ao Paraná.

O Deral avalia que, embora o impacto inicial seja regional, as consequências podem se refletir nos preços do café brasileiro de forma mais ampla. Mesmo com baixos estoques e a abertura de novos mercados, há risco de excesso de produto no mercado interno.





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vai ter ou não tarifaço?



Com a proximidade do dia 1º de agosto, quando os Estados Unidos poderão aplicar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, aumentam as dúvidas sobre os impactos dessa medida no agronegócio, especialmente no setor da soja. No entanto, segundo o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, não há motivo para preocupação.

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“A soja tem uma demanda muito grande. Não é fácil, mas temos que buscar alternativas. O que deve acontecer, se a tarifa for efetivamente aplicada, é uma redução nos prêmios nos portos”, afirmou o analista.

Daoud enfatizou que o Brasil possui vantagens competitivas que asseguram seu espaço no mercado global. “O Brasil tem qualidade, preserva o meio ambiente e, com esses atributos, fortalece sua posição. Precisamos manter a persistência para buscar novos mercados”, completou.

Para ele, o momento exige pragmatismo e visão estratégica. “É fundamental compreender a dimensão da demanda. Quem já está se preparando para a próxima safra possui uma ideia do que esperar. Assim, é possível ajustar a oferta e ficar atento às oportunidades”, disse.

Assista à análise completa:



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Ponta Agro integra dados e tecnologia para avançar a pecuária de corte



Transformar dados em decisões que geram resultado. Essa é a proposta da Ponta Agro, empresa que vem se consolidando como referência em soluções tecnológicas voltadas à pecuária de corte no Brasil. Com foco em genética, pasto e confinamento, a empresa aposta em tecnologia aplicada à realidade do campo — sempre com o objetivo de aumentar a eficiência produtiva, a rentabilidade e a sustentabilidade.

Em entrevista ao programa Pecuária & Prosa, do Canal do Criador, o CEO da Ponta Agro, Paulo Dias, destacou que a missão da empresa vai além da coleta de dados.

“Nosso negócio é a geração de informação com valor. A tecnologia é só o meio. O que importa é o impacto prático que isso gera na gestão da fazenda.”

Assista ao vídeo completo abaixo para entender como essa abordagem tem transformado a rotina de produtores em todo o país:

Fusão de expertises fortalece atuação

A Ponta Agro surgiu da união entre duas empresas com forte presença no setor: a Intergado, especializada em eficiência alimentar e melhoramento genético, e a Gestão Agropecuária, voltada à análise de indicadores produtivos e econômicos.

“As duas nasceram para servir à cadeia pecuária. A fusão respeitou a história de cada uma e criou uma nova proposta de valor, conectando genética, nutrição e gestão em uma única solução”, afirmou Dias.

Eficiência alimentar como base da sustentabilidade

Um dos principais diferenciais da Ponta Agro está na seleção genética com foco em eficiência alimentar. A tecnologia permite identificar animais mais produtivos, com menor consumo de insumos — reduzindo custos, otimizando recursos e contribuindo com a sustentabilidade ambiental.

“Produzir mais com menos é essencial. Essa lógica reduz a emissão de metano, o consumo de água e alimento, e ainda aumenta o retorno ao produtor”, destacou o CEO.

A metodologia é aplicada há mais de uma década em rebanhos que buscam produtividade com responsabilidade ambiental.

Com atuação estruturada em três verticais — genética, pasto e confinamento — a Ponta Agro conta com uma equipe de cerca de 150 profissionais. A empresa oferece soluções tecnológicas, mas também acompanhamento técnico direto no campo.

“Produzir mais com menos é essencial. Essa lógica reduz a emissão de metano, o consumo de água e alimento, e ainda aumenta o retorno ao produtor”, destacou o CEO.

A Ponta Agro reforça a importância da gestão de dados como ferramenta estratégica para um novo perfil de produtor rural: mais conectado, eficiente e preparado para os desafios da pecuária moderna.



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procuram-se influenciadores fora da bolha


Nos últimos anos, o Brasil viu crescer uma divisão preocupante entre o campo e a cidade. A palavra agronegócio, que por tanto tempo simbolizou desenvolvimento, segurança alimentar e orgulho nacional, passou a ser interpretada por muitos brasileiros como algo distante, ganancioso e impessoal. Em certos círculos urbanos, tornou-se sinônimo de exclusão social, desigualdade e até destruição ambiental.

Mas o problema não está na essência do setor. O agro brasileiro é produtivo, tecnológico e resiliente. Enfrenta adversidades climáticas, logísticas e econômicas. E, mesmo assim, garante diariamente comida no prato de mais de 200 milhões de brasileiros. Em meio a crises, inflação e instabilidade global, é o produtor rural brasileiro que sustenta a base da nossa alimentação e da nossa economia.

O verdadeiro desafio está na forma como o agro se comunica. Quem falou por nós contribuiu para a polarização. Durante muito tempo, o setor falou apenas para dentro, criou o nós e eles. As campanhas, os discursos e até os influenciadores voltaram-se quase exclusivamente ao público do campo. A cidade ficou de fora da conversa — e quando ouve, muitas vezes ouve mal. Falta contexto, falta conexão, falta tradução. Resultado: o que poderia gerar orgulho, muitas vezes gera ressentimento.

Essa distância aumentou com o comportamento de alguns dos chamados “influenciadores do agro”. Em vez de abrir diálogo com o público urbano, adotaram um tom confrontador, por vezes arrogante. Passaram a tratar o consumidor brasileiro como inimigo, como alguém mal informado ou contrário ao progresso. Mas não é atacando quem está na cidade que vamos melhorar a imagem do agro brasileiro. É explicando, com empatia e paciência.

O brasileiro urbano médio, que talvez nunca tenha pisado numa lavoura, muitas vezes não tem ideia do impacto direto que as exportações agrícolas têm em sua própria vida. Ao ver que o Brasil lidera a exportação global de sojacafé ou suco de laranja, sua reação imediata é pensar que o agro está apenas ganhando dinheiro enquanto ele paga mais caro no supermercado. Falta a compreensão de que, ao exportar, o agro traz dólares para o país, fortalece o real, garante superávit comercial, equilibra a economia e evita inflação. Exportar também é uma forma de alimentar o Brasil.

Por isso, proponho algo simples e simbólico: substituir a palavra agronegócio por agroalimento. Porque é isso que o agro produz: alimento de verdade. É arroz com feijão, é café com leite, é pão com manteiga, é salada na feira, é comida na merenda escolar. É o prato do trabalhador, da criança, da dona de casa. É o que nos une.

A palavra agroalimento aproxima. Tira o agro da esfera fria dos números e o devolve ao calor humano da cozinha. Alimento tem cheiro, tem história, tem memória, tem afeto. Ao falarmos de agroalimento, lembramos que tudo começa com o produtor, mas termina no garfo do cidadão.

Não se trata de maquiagem. Trata-se de reconexão. O agro não precisa de aplauso. Precisa de compreensão. E, para isso, precisa mudar o tom.

Também é urgente orientar quem inflencia em nome do setor. Chega de vozes que gritam para os convertidos e atacam quem deveria ser acolhido. Precisamos de comunicadores que saibam explicar com clareza e escutar com respeito. Que falem com quem consome e não apenas com quem produz. Que saibam que, do outro lado da tela, há uma família que compra arroz, feijão, carne e verdura — e quer apenas entender de onde vem o que está no seu prato.

O agro alimenta. O agro sustenta. Mas o agro também precisa escutar.

É hora de criar uma Frente Brasil pelo Agroalimento. Um movimento nacional por uma comunicação mais inclusiva, mais humana, mais eficaz. Um movimento que una produtores, entidades, empresas e jornalistas  e todos os consumidores em numa nova narrativa. Uma narrativa onde o agro entra na mesa do consumidor não pela imposição, mas pela verdade e pela empatia.

Quanto mais o Brasil urbano entender o agro como alimento e não como inimigo, mais respeito o setor conquistará. O campo não é distante. Está na nossa rotina mais íntima. Está no prato de todo dia. E quando o consumidor enxergar isso, talvez, além de respeito, o agro conquiste de volta algo ainda mais importante: o orgulho nacional.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 5,09%



A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país,passou de 5,1% para 5,09% este ano. É a nona redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (28).

A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação foi reduzida de 4,45% para 4,44%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em junho, mesmo pressionada pela energia elétrica, a inflação oficial, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), perdeu força e fechou em 0,24%, marcada pela primeira queda no preço dos alimentos depois de nove meses. Apesar da desaceleração nos últimos meses, o índice acumulado em 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta de até 4,5%.

Esse período de seis meses acima de 4,5% configura estouro da meta pelo novo regime adotado em 2024. Cada vez que isso acontece, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar do recuo recente da inflação, as incertezas em relação à economia fizeram o colegiado elevar os juros em 0,25 ponto percentual na última reunião, no mês passado, sendo o sétimo aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.

Em ata, o Copom informou que deverá manter os juros no mesmo patamar nas próximas reuniões, enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. No entanto, não descartou mais aumentos, caso a inflação suba.

A decisão surpreendeu parte do mercado financeiro, que não esperava um novo aumento e, nesse cenário, a estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é de que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,23% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) passou de 1,88% para 1,89%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,4%, de acordo com o IBGE. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,60 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,70.



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AgroNewsPolítica & Agro

Como o milho fechou a semana nos estados?


O estado do Rio Grande do Sul segue dependente do milho externo, segundo informações da TF Agroeconômica. “Boa parte do milho que resta no estado está sendo destinado a consumidores menores, como granjas de ovos, ou ao consumo doméstico.As indicações de compra variam conforme a praça: R$ 65,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 66,00 em Não Me Toque, R$ 67,00 em Marau, Gaurama e Seberi, e R$ 68,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. As pedidas dos vendedores para agosto oscilam entre R$ 66,00 e R$ 70,00/saca”, comenta.

Santa Catarina tem boa safra, mas a rentabilidade preocupa com as poucas oportunidades de mercado. “Em Campos Novos, produtores pedem entre R$ 83,00 e R$ 85,00/saca, enquanto as indústrias oferecem até R$ 75,00. No Planalto Norte, as pedidas giram em torno de R$ 80,00, mas as ofertas continuam limitadas a R$ 75,00. A pouca movimentação e as margens apertadas exigem cautela por parte do produtor, que já começa a segurar investimentos para a próxima safra”, completa.

Colheita avança com boa produtividade no Paraná. “A diferença entre os preços pedidos pelos produtores e as ofertas da indústria mantém o impasse. Enquanto os vendedores pedem em média R$ 76,00/saca FOB, com alguns casos chegando a R$ 80,00, o setor de rações segue ofertando R$ 73,00 CIF, o que impede qualquer retomada mais consistente nas vendas”, indica.

Liquidez baixa e desafios logísticos marcam a safra no Mato Grosso do Sul. “O mercado de milho no Mato Grosso do Sul permanece travado, com liquidez extremamente baixa mesmo após leves ajustes em algumas praças. Em Dourados, por exemplo, houve pequena valorização nos últimos dias, mas o movimento ainda é tímido. A retração de vendedores e compradores continua impedindo avanços nas negociações”, conclui.

 





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China pede respeito aos EUA antes de nova rodada de negociações sobre tarifa



A China afirmou, nesta segunda-feira (28), que busca “respeito mútuo e reciprocidade” nas negociações tarifárias com os EUA, às vésperas de uma nova rodada de conversas bilaterais em Estocolmo. O encontro, que deve se estender por dois dias, tem como objetivo evitar o fim da trégua comercial firmada entre as duas potências, cujo prazo expira em 1º de agosto, segundo informações da agência AFP.

As delegações chinesa e americana se reúnem pela terceira vez na capital sueca, em meio ao
cenário de incertezas sobre o futuro das tarifas impostas por Washington. Bandeiras dos dois países tremulavam em frente ao Rosenbad, sede do governo sueco, conforme relatado pela AFP.

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Durante coletiva de imprensa, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou que “espera-se que a parte americana, junto com a China, reduza os mal-entendidos, fortaleça a cooperação e promova o desenvolvimento estável, saudável e sustentável das relações entre China e Estados Unidos”.

As tratativas ocorrem sob a pressão de um ultimato dado pelo presidente estadunidense Donald Trump, que estipulou o início de agosto como prazo final para rever os acordos com diversos parceiros comerciais. Caso não haja avanços, novas tarifas podem ser aplicadas a uma ampla gama de produtos importados.

Estão previstos aumentos que variam de 10% a 50% para bens provenientes do Brasil, enquanto México e Canadá enfrentam possíveis elevações de 30% e 35%. Se implementadas, essas medidas elevariam ainda mais a média tarifária dos Estados Unidos sobre importações – já no nível mais alto desde a década de 1930, segundo o centro de pesquisa Budget Lab, da Universidade de Yale.



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