sexta-feira, março 20, 2026

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Congresso deve votar orçamento de 2026 na quinta-feira, Alcolumbre



O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou nesta terça-feira (2) que a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 deve ocorrer na quinta-feira (4), em sessão conjunta do Congresso Nacional, que reúne deputados e senadores.

Segundo Alcolumbre, o dia foi marcado por negociações com o presidente da Câmara, Hugo Motta, membros da Comissão Mista de Orçamento (CMO) e líderes partidários para ajustar o andamento da LDO (PLN 2/2025) e do Orçamento de 2026 (PLN 15/2025).

“Estamos tendo muitos desencontros em relação ao Orçamento. Estamos construindo, com as lideranças do governo, uma sessão do Congresso Nacional para quinta-feira, para deliberarmos a LDO”, afirmou.

Votação na CMO será o primeiro passo

Antes de seguir ao plenário do Congresso, a LDO precisa ser votada pela Comissão Mista de Orçamento. De acordo com o presidente da CMO, senador Efraim Filho (União–PB), a análise está prevista para esta quarta-feira (3), quando também deve ser votado o relatório da receita.

A expectativa é que os relatórios setoriais sejam analisados na semana que vem, deixando a votação final do Orçamento para a semana seguinte.

“Se der certo, o calendário é: votação da LDO e do relatório da receita amanhã; relatórios setoriais na semana que vem; e o Orçamento na seguinte”, explicou Efraim.

O senador afirmou que a comissão trabalha para manter o cronograma, que considera fundamental para garantir previsibilidade ao governo e ao Congresso.

“Orçamento que não cumpre o cronograma é um jogo de perde-perde. É ruim para o governo, é ruim para o Congresso e é pior para o Brasil”, destacou.



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Após conversa com Lula, Trump diz que ‘muitas coisas boas virão dessa parceria’



Após conversar por cerca de 40 minutos com Lula por telefone na terça-feira (2), Donald Trump escreveu em sua redes sociais que “muitas coisas boas virão dessa parceria”. A declaração sinaliza um movimento de aproximação entre os dois governos, que viveram um relação tensa por conta do tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos agrícolas brasileiros.

Na publicação feita na redes sociais, Trump ainda falou sobre quais foram o assuntos tratados durante a conversa com o presidente do Brasil e falou sobre a possibilidade de fechamento ne novos acordos.

“Tivemos uma conversa muito produtiva com o presidente Lula do Brasil. Entre os assuntos discutidos, estiveram o comércio, como nossos países poderiam trabalhar juntos para combater o crime organizado, as sanções impostas a diversas autoridades brasileiras, tarifas alfandegárias e vários outros temas. O Presidente Lula e eu estabelecemos uma relação em uma reunião que ocorreu nas Nações Unidas, e acredito que isso preparou o terreno para um diálogo e acordos muito bons no futuro. Aguardo ansiosamente um reencontro e uma conversa com ele em breve. Muitas coisas boas virão dessa parceria recém-formada!”

O presidente norte-americano também se manifestou sobre a reunião com Lula durante conversa com jornalistas. Trump classificou o diálogo como muito bom e disse que gosta do presidente brasileiro.

“Tivemos uma conversa muito boa. Eu gosto dele. Tivemos algumas boas reuniões no passado, e hoje não foi diferente.”, afirmou Trump

Carne bovina e declarações de preço

Horas antes da conversa com Lula, Trump afirmou, sem mencionar o Brasil, que sua administração havia feito uma “mágica” para reduzir o preço da carne bovina no mercado americano. O Brasil é um dos principais fornecedores do produto e enfrentou sobretaxas durante o governo Trump, parte delas retirada em novembro.



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Henrique Lima é nomeado para a Comissão Nacional de Direito Agrário da OAB



A nomeação foi registrada oficialmente em 24 de novembro de 2025


Foto: Divulgação

O advogado Henrique da Silva Lima foi nomeado Membro Consultor da Comissão Especial de Direito Agrário e do Agronegócio do Conselho Federal da OAB para a gestão 2025/2028, conforme a Portaria n. 2253/2025. A indicação, assinada pelo presidente da OAB Nacional, José Alberto Simonetti, e pelo coordenador nacional de comissões, Rafael de Assis Horn, consolida Henrique como uma das vozes mais relevantes do Direito Agrário no país.

A nomeação ocorreu a pedido do presidente da OAB/MS, Dr. Luiz Cláudio Alves Pereira (Bito), cuja atuação vem fortalecendo a presença sul-mato-grossense em pautas estratégicas da advocacia. Com forte atuação nacional na defesa do produtor rural — especialmente em temas como endividamento, recuperação judicial, seguro rural e garantias — Henrique agora passa a contribuir em um dos fóruns mais importantes para o setor.

Para ele, a designação chega em um momento decisivo: “O agronegócio enfrenta instabilidade econômica, jurídica e política, além de um elevado endividamento que tem pressionado o produtor rural. É por isso que esta Comissão assume papel central,e estou muito motivado para colaborar.”

Henrique também destaca sua gratidão institucional: “Agradeço ao Dr. Luis Cláudio Bito pela confiança. Sua gestão impecável à frente da OAB-MS fortalece a advocacia e valoriza pautas essenciais para o nosso Estado. Representar a OAB-MS no Conselho Federal é uma honra e uma responsabilidade que recebo com entusiasmo.”

A nova função reforça a importância de Mato Grosso do Sul no debate agrário nacional e amplia a participação de especialistas comprometidos com segurança jurídica, competitividade e proteção patrimonial do produtor rural. Com a nomeação, Henrique passa a contribuir nos grandes temas que moldarão o futuro do setor: crédito rural,infraestrutura, tributação, inovação e estabilidade regulatória.

A nomeação foi registrada oficialmente em 24 de novembro de 2025, conforme o Certificado de Nomeação emitido pelo Conselho Federal da OAB.





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Expectativa de corte de juros nos EUA e Ibovespa em alta histórica agitam o mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que expectativas de corte de juros nos EUA sustentaram o viés positivo global, com bolsas de NY em alta e dólar pressionado.

No Brasil, o Ibovespa rompeu 161 mil pontos impulsionado por bancos, Petrobras e Vale, e o dólar caiu abaixo de R$ 5,33. Juros futuros recuaram com dados fracos da indústria. Hoje, agenda doméstica e internacional mais leve, com PMIs e fluxo cambial.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Produtor rural, o Administrador Judicial NÃO administra


“Se eu entrar com recuperação judicial, perderei a gestão dos meus negócios?” Essa é uma pergunta frequente entre os produtores rurais. Alguns chegam a descartar sumariamente a recuperação judicial por equivocadamente acreditarem que um “funcionário da Justiça”, referindo-se ao administrador judicial, irá assumir, ou pelo menos participar, do dia a dia da empresa.

Para quem é da área jurídica, isso pode até parecer uma questão simplória. Entretanto, para a grande maioria dos produtores rurais, que pouco conhecem sobre questões jurídicas, é uma dúvida relevante. Eles estão mais acostumados a administrar riscos climáticos, preço da soja, variação do dólar e fluxo de caixa. Então, ao ouvir falar em um “administrador” nomeado pela Justiça, a impressão é de que alguém assumirá a gestão dos negócios.

A resposta simples e direta é: não, o administrador judicial não irá assumir a gestão dos seus negócios.

Costumo dizer aos clientes que o problema está no nome escolhido: administrador judicial. Ele passa a justificável impressão de que, com a recuperação judicial, será ele quem passará a “administrar”, ou seja, a fazer a gestão dos negócios.

Acredito que o legislador teria sido mais preciso se tivesse optado por “auditor judicial” ou, melhor ainda, “fiscal judicial”, denominações que representam de forma mais adequada o papel desse profissional que colabora com a Justiça.

A verdade: o administrador não administra

Que fique claro: o administrador judicial não tem como função administrar o negócio do devedor. Ele não tomará decisões comerciais, não definirá o plantio, não mexerá no caixa, não contratará ou demitirá funcionários, não organizará logística, não negociará insumos ou a produção. Em outras palavras, ele não “administrará” nada.

A própria lei deixa isso expresso. O artigo 64 da Lei 11.101/2005 determina que, durante a recuperação judicial, o devedor continua na administração de seus bens e negócios, salvo nas hipóteses excepcionais do artigo 65, que tratam de gestão temerária, fraude e violações graves. Ou seja, afastamento da gestão é exceção — e exceção raríssima.

Para que não haja dúvidas, vejamos exatamente o que diz uma parte importante da lei:

Lei 11.101/05 – Art. 64. Durante o procedimento de recuperação judicial, o devedor ou seus administradores serão mantidos na condução da atividade empresarial, sob fiscalização do Comitê, se houver e do administrador judicial, salvo se qualquer deles:

Já o artigo 22 da Lei 11.101/2005 elenca todas as atribuições do administrador judicial. Em suma, ele:

– fiscaliza o cumprimento das obrigações legais;

– audita as informações enviadas pelo devedor;

– informa o juiz por meio de pareceres e relatórios;

– acompanha a execução do plano de recuperação;

– atua como interlocutor entre o juiz, os credores e o devedor.

Ou seja: ele fiscaliza, audita, informa e acompanha. Ele não administra.

Os relatórios que o devedor envia ao administrador judicial também estão previstos em lei. O artigo 52, IV, determina que, após o deferimento do processamento, o devedor deve apresentar “contas demonstrativas mensais” para o administrador judicial avaliar a regularidade das operações.

De fato, é possível que ele realize visitas, inspeções ou reuniões. Mas, na prática, quando isso ocorre, geralmente é apenas no início da recuperação judicial, mais com o intuito de confirmar se a atividade produtiva continua e se o histórico relatado na petição inicial condiz com a realidade. Na maioria dos casos, a fiscalização e o acompanhamento ocorrem exclusivamente por meio das informações documentadas enviadas pelo devedor.

Portanto, se um dos receios de ingressar com o pedido de recuperação judicial é o de perder a gestão dos negócios para o administrador judicial, pode deixar de lado essa preocupação. Aliás, o que se percebe na prática é o contrário: em alguns casos, o administrador judicial acaba indiretamente ajudando o devedor a se organizar, tanto administrativamente quanto financeiramente. Isso porque, ao ter de relatar sua realidade por meio de números e documentos, o devedor acaba identificando falhas e percebendo melhorias possíveis — uma gestão mais profissionalizada que, se tivesse sido adotada antes, talvez tivesse evitado o cenário de sofrimento financeiro em que se encontra.

Quer saber mais sobre o tema? Acesse.

Para mais informações ou orientações sobre o tema, entre em contato com o autor.





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Frente fria ‘muda de endereço’ e leva chuva a novas áreas



A frente fria sai do Sul do país e se concentra no Sudeste e Centro-Oeste, canalizando fluxo de umidade da Amazônia e trazendo instabilidades. Confira a previsão do tempo para todo o país:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo firme volta a predominar sobre grande parte da regiçao. Somente na faixa leste, ainda pode ocorrer chuva fraca a moderada desde o leste gaúcho até o leste e norte paranaense. No interior dos estados, o sol predomina. Rajadas de vento fortes podem ocorrer entre o litoral norte do Rio Grande do Sul e a faixa litorânea de Santa Catarina.

Sudeste

A frente fria vai organizar o fluxo de umidade da Amazônia, aumentando a condição de chuva no Sudeste. As pancadas podem ser moderadas a fortes e não se descarta a ocorrência de temporais em grande parte dos estados, principalmente a partir da tarde. Somente no norte de Minas Gerais as pancadas são mais isoladas. Faz calor e o tempo segue abafado pela região.

Centro-Oeste

A frente fria na altura do Sudeste canaliza a umidade da Amazônia, intensificando a chuva em grande parte do Centro-Oeste. As pancadas podem ser fortes e vir na forma de temporal em grande parte de Mato Grosso e de Goiás, além da metade norte de Mato Grosso do Sul. Somente no sul do território sul-mato-grossense é que o tempo volta a ficar mais firme. Faz calor por toda a região.

Nordeste

O tempo segue instável e com chuva na forma de pancadas no oeste e noroeste da Bahia, centro-sul do Piauí e do Maranhão. Nas demais áreas da Região o sol predomina ao longo do dia, com tempo mais seco e quente no sertão e agreste, onde a umidade do ar pode ficar abaixo dos 30%. No litoral norte e no leste (entre Rio Grande do Norte e Pernambuco), não se descartam pancadas rápidas e isoladas.

Norte

A chuva ganha força no Acre, Amazonas e Rondônia com chance de temporais. Na metade sul do Pará e no Tocantins, pancadas moderadas a fortes, e em Roraima, a chuva é mais isolada. Já no norte e nordeste do Pará, além do Amapá, predomínio de sol e sem chuva. Faz calor por toda a região.



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Crescimento moderado marca início da semana econômica



No cenário doméstico, a nova bateria de indicadores trouxe o IPCA-15 como indicador


No cenário doméstico, a nova bateria de indicadores trouxe o IPCA-15 como principal referência
No cenário doméstico, a nova bateria de indicadores trouxe o IPCA-15 como principal referência – Foto: Pixabay

O ambiente internacional começou a semana com liquidez reduzida pelo feriado de Thanksgiving nos Estados Unidos, mas ainda assim as bolsas avançaram de forma leve e o dólar perdeu força ante outras moedas. As expectativas de cortes de juros pelo banco central americano sustentaram esse movimento, enquanto dados represados pelo shutdown sinalizaram arrefecimento da atividade, segundo informações do Rabobank.

No cenário doméstico, a nova bateria de indicadores trouxe o IPCA-15 como principal referência, com alta ligeiramente acima do esperado. Antes da divulgação, a presidência do Banco Central manteve tom cauteloso ao mencionar a expansão do crédito e a influência da volatilidade eleitoral sobre o comportamento dos preços. A situação política ganhou sensibilidade adicional após a prisão do ex-presidente, fato que elevou a tensão entre Congresso e governo diante da ausência de indicação ao Supremo.

O Rabobank avaliou que a incerteza tarifária e geopolítica permanece elevada. O dólar encerrou a semana anterior em R$ 5,3349, refletindo apreciação de 1,3% do real e desempenho superior ao de grande parte das moedas emergentes. A combinação entre diferencial de juros e enfraquecimento global da moeda americana sustenta a projeção de R$ 5,50 para o fim do ano.

O IPCA-15 mostrou leve aceleração, influenciado por itens pontuais de Transporte e Despesas pessoais. O IGP-M também subiu na margem, mas voltou ao campo negativo em 12 meses, com avanço do IPA agropecuário e industrial. Nas contas públicas, o déficit de R$ 36,5 bilhões em outubro resultou do aumento das despesas discricionárias. No setor externo, o déficit em transações correntes diminuiu com a melhora da balança comercial, enquanto o investimento direto somou US$ 10,9 bilhões.





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Estudo inédito aplica inteligência artificial na reprodução do pirarucu


A Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) está utilizando inteligência artificial de forma inédita para estudar o comportamento reprodutivo do pirarucu (Arapaima gigas). A pesquisa, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), adapta técnicas já usadas na análise comportamental de roedores para a realidade da aquicultura. O objetivo é aumentar a previsibilidade da reprodução do maior peixe amazônico e abrir caminho para novas aplicações tecnológicas na criação.

O uso de IA na piscicultura ainda é muito recente no Brasil. A maior parte das pesquisas em inteligência artificial está concentrada em áreas como saúde, agronegócio de grãos, pecuária e estudos biomédicos.  “Aplicações em piscicultura, especialmente com espécies nativas como o pirarucu, representam uma nova fronteira”, destaca o professor da UFMG Cleiton Aguiar, parceiro do projeto. Ele acrescenta que esse tipo de abordagem de rastreamento comportamental automatizado no País coloca o projeto em uma posição pioneira na integração de tecnologia de ponta com a produção aquícola.

Ao rastrear automaticamente os movimentos do pirarucu em gravações ininterruptas de vídeos, a IA possibilita mensurar comportamentos como deslocamento, tempo de atividade, interações e até detectar padrões relacionados ao estado de saúde ou ao ambiente de cultivo. Em vez de depender apenas da observação humana, que é limitada e subjetiva, a inteligência artificial gera dados quantitativos, contínuos e padronizados, facilitando o acompanhamento da produção e a tomada de decisões no manejo.

No caso da pesquisa da Embrapa, 12 câmeras foram instaladas em 12 viveiros escavados, filmando durante o período de luz solar, das 6h às 18h. A cada subida do pirarucu – que é um peixe de respiração aérea – a IA detecta e faz uma marcação com um ponto na imagem do viveiro.

“A máquina conta quantas vezes o pirarucu sobe e faz uma planilha de Excel com dia, hora e as coordenadas do viveiro onde houve a aparição do peixe”, explica Lucas Torati, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura (foto à direita). “Mas antes de chegar a esse ponto há um longo caminho de aprendizado de máquina”, complementa.

O projeto é financiado com recursos do consórcio de pesquisa internacional Aquavitae, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT) e de emenda parlamentar do senador do Tocantins, Eduardo Gomes.

O modelo adota treinamento de redes neurais profundas para que a máquina consiga identificar automaticamente a subida do pirarucu na superfície.

Primeiro, são marcados os quatro cantos do viveiro e onde o peixe aparece na superfície. Isso é feito para várias imagens e, na sequência, a rede é treinada para aprender o que é um pedaço do peixe e o que é um canto do viveiro.

“É como treinar um cérebro virtual, a partir de cerca de 200 quadros. Essa técnica de aprendizado de máquina, ou machine learning, faz com que ela consiga analisar os vídeos com base nos padrões ensinados, que são os viveiros e as partes do corpo dos peixes (cabeça, tronco e cauda)”, explica Torati.

Ele acrescenta que durante esse trabalho de aprendizado de máquina, deve-se levar em conta ias variações climáticas e de luminosidade dos viveiros para que a máquina consiga fazer a análise das imagens em todas as condições. “Para isso, é necessário utilizar imagens com diferentes condições de incidência luminosa (manhã, sol do meio-dia e entardecer) e quadros em diferentes condições climáticas (sol nublado, chuva, céu aberto). É um treinamento longo e minucioso para que a máquina possa depois analisar vídeos em todas essas condições”, pontua o pesquisador.

Segundo o professor da UFMG, as redes neurais profundas (deep neural networks) são modelos computacionais inspirados no funcionamento do cérebro, compostos por várias camadas de processamento que permitem aprender representações complexas a partir de dados.

“No contexto do projeto, essas redes são treinadas com vídeos do pirarucu: primeiro, um conjunto de imagens é anotado manualmente (marcando pontos de interesse no corpo do peixe) e, em seguida, a rede aprende a reconhecer automaticamente esses pontos em novos vídeos”, afirma o professor. Ele observa ainda que esse processo é feito com o auxílio do software open source DeepLabCut (DLC), uma ferramenta de aprendizado profundo amplamente utilizada para rastreamento de animais. “Assim, a rede vai ficando cada vez mais precisa em identificar e acompanhar o movimento dos peixes em diferentes condições”, reforça Aguiar.

No Laboratório de Neurociências Comportamental e Molecular (LANEC) da UFMG, a inteligência artificial é utilizada, principalmente, para análise de sinais neurofisiológicos e de comportamento em roedores. Nesse contexto, o DLC tem a função de rastrear movimentos dos ratos durante tarefas de aprendizagem. Os estudos contam com a colaboração da engenheira e doutoranda Natália Martínez, do Programa de Pós-Graduação em Neurociências da UFMG.

A mesma ferramenta está sendo usada para o monitoramento do pirarucu. A diferença principal está no objeto de estudo e na conjuntura: em roedores, o foco é compreender os mecanismos de formação de memória e aprendizagem utilizando ratos como modelos animais, enquanto na piscicultura a IA é empregada para monitorar padrões comportamentais dos animais na superfície da água que possam refletir de alguma forma o seu bem-estar, crescimento e comportamento reprodutivo, com impacto direto na produção e manejo sustentável.

Na pesquisa da Embrapa, a ideia é mapear a formação do ninho formado pelo casal de pirarucus. Esse momento é crucial para os produtores, que preferem recolher os alevinos o mais cedo possível. “Após a implantação de hormônio nos peixes, eles se reproduzem e foram o ninho para que a fêmea possa depositar ovos, a serem fertilizados pelo macho”, esclarece Torati.

Na sequência, há um comportamento típico da espécie, que é o do cuidado parental, em que o macho e a fêmea ficam sempre no mesmo lugar. Outro sinal é que o casal não busca mais comida. Com a inteligência artificial será possível identificar o momento exato em que esse processo acontece, de forma precoce.

“Se fosse possível, a coleta de ovos recém-fertilizados, certamente, aumentaria a taxa de sobrevivência. Geralmente, os produtores têm uma perda de milhares de alevinos, pela demora em retirá-los do viveiro”, ressalta o pesquisador.

O uso de IA na aquicultura não se restringe a estudos de reprodução do pirarucu. Os resultados obtidos nessa pesquisa abrem portas para outros tipos de explorações científicas com a espécie, como, por exemplo, avaliar como fatores relacionados à temperatura da água e á quantidade de oxigênio e de amônia podem interferir na frequência de respiração do pirarucu.

Também será possível pesquisar qual é o período em que o pirarucu é mais ativo, o quão estressado o peixe fica após o manejo, durante a biometria; será possível pesquisar o reflexo de cada doença no comportamento do peixe, entre outras aplicações.

“A IA também permite monitorar a eficiência alimentar e o consumo de comida dos peixes, de forma automática, sem necessidade de contagem manual. Quem sabe, em um futuro próximo, consigamos calcular automaticamente a biomassa desses animais (saber o quanto engordaram) a partir da biometria por meio de fotos propiciada pela inteligência artificial. Isso minimizaria muito o estresse e todo o trabalho de manejo de um peixe que pode chegar a mais de 100 quilos”, projeta Torati.

 





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Farelo de soja cai no ano, apesar de leve alta semanal



Preços da soja divergem entre MT e mercado internacional



Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (1º), as cotações do óleo de soja na CME-Group registraram na semana de 24 a 28 de novembro uma queda de 1,21%, com média final de US$ 50,45/lb. De acordo com o instituto, o recuo está associado à redução de 1,40% no preço do petróleo Brent, influenciada pela expectativa de um possível acordo entre Rússia e Ucrânia, fator que poderia reduzir a demanda pelo coproduto utilizado como matéria-prima na produção de biodiesel.

O Imea informou que o farelo de soja também acompanhou o movimento de baixa, com recuo de 1,38% no período e negociações na média de US$ 316,73/t. No mercado mato-grossense, entretanto, o comportamento foi distinto. O preço do óleo de soja registrou alta de 0,43% em relação à semana anterior, com média de R$ 6.290,33/t. Segundo o instituto, a elevação é sustentada pela “demanda aquecida do setor de biodiesel em 2025”, o que mantém os preços 2,89% acima do observado no mesmo período do ano passado.

Ainda conforme a análise, o farelo de soja no estado teve acréscimo de 0,30% na semana, sendo cotado em média a R$ 1.615,80/t. Apesar disso, o produto apresenta queda de 17,43% em comparação com 2024, reflexo da menor demanda pelo coproduto no mercado mato-grossense diante da elevada oferta global.





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Cooperativa vai antecipar R$ 200 milhões em sobras aos cooperados



Com sede em Campo Mourão, no Paraná, a Coamo vai antecipar R$ 200 milhões em sobras aos cooperados no dia 10 de dezembro e mais R$ 63 milhões serão creditados no dia 8 de dezembro aos cooperados da Credicoamo, referentes aos juros ao capital social.

“O valor do repasse da Coamo é cerca de 7,6% superior ao de 2024, quando foi de R$ 185,5 milhões, e o da Credicoamo é 40% superior ao repassado em 2024, quando foi de R$ 45 milhões”, disse em nota.

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“A Coamo fará a antecipação de R$ 0,70 por saca de soja, R$ 0,20 por milho, R$ 0,20 por trigo fixados até 30 de novembro e de 1,50% por insumos retirados até 30 de novembro. Sempre fizemos o pagamento antecipado desta sobra, que é um diferencial de uma cooperativa para uma empresa. E a aplicação financeira dos cooperados na Credicoamo rende 12% ao ano, desempenho praticamente superior à poupança em diversos períodos”, destacou o presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini.

O complemento das sobras da Coamo será pago em fevereiro e da Credicoamo, no início de março.



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