sexta-feira, março 20, 2026

Agro

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‘Esperamos que revisão de tarifas dos EUA seja tratada com prioridade’, diz Abipesca



A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) afirmou que espera uma solução rápida para as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao setor de pescados. A manifestação ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligar para o presidente norte-americano Donald Trump para tratar do tema.

Segundo a entidade, as medidas adotadas pelos EUA provocaram forte impacto sobre as exportações brasileiras. Desde o início do impasse comercial, o setor deixou de embarcar cerca de US$ 250 milhões em pescados para o mercado norte-americano, considerado um dos mais importantes para a indústria brasileira.

A Abipesca aponta que a perda afetou empregos, investimentos e competitividade. Além disso, a associação afirma que o diálogo entre os governos é bem-vindo, mas defende ações concretas. Para o setor, é necessário que o tema seja tratado como prioridade para corrigir distorções e recuperar o espaço perdido nas vendas externas.

“A indústria precisa de previsibilidade, rapidez e condições justas para competir e retomar o ritmo de crescimento”, declarou a entidade em nota assinada pelo presidente, Eduardo Lobo.



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Com tarifaço, exportações de café solúvel para os EUA despencam quase 80% em novembro



A revisão das tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, em 21 de novembro, trouxe alívio aos setores de carne bovina, frutas e parte do café. Para o café solúvel, no entanto, o gosto do tarifaço ainda é amargo, uma vez que as taxas contra o produto seguem em vigor.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), as exportações de café solúvel para o mercado norte-americano recuaram 77,7% em novembro frente ao mesmo mês do ano passado. Desde janeiro de 2025, os embarques somam queda de 22,8% em relação a 2024.

Em comunicado após o recuo do governo de Donald Trump, a entidade lamentou que o café solúvel continue sobretaxado. “As tarifas contrastam com o progresso geral nas negociações bilaterais e representam um desafio contínuo para o setor”, dizia a nota.

Nesta terça-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com Trump por telefone e pediu a redução das taxas que ainda afetam alguns produtos brasileiros. Além do café solúvel, setores como mel e pescados seguem sobretaxados em 40%.

Procurado pelo Canal Rural, o diretor executivo da Abics, Aguinaldo Lima, afirmou que a expectativa da entidade segue de que o cenário de resolva o quanto antes. As definições, porém, continuam sem data para acontecer.

Queda no volume, alta na receita cambial

A queda dos embarques do Brasil para os Estados Unidos frustra a possibilidade do setor alcançar números recordes em 2025. No acumulado de janeiro a novembro, as exportações brasileiras de café solúvel totalizaram 3,35 milhões de sacas, volume 18,7% inferior ao registrado nos onze primeiros meses de 2024.

Por outro lado, a receita cambial deve ser histórica no ano. Conforme os dados da plataforma Abics Data, os embarques já somam US$ 1,006 bilhão entre janeiro e novembro, uma alta de 19% em relação ao mesmo período do ano passado.



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Derrubada de vetos traz licenciamento ambiental para século 21, diz Faesp



A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) divulgou nota nesta terça-feira (2) em que considera a derrubada dos vetos presidenciais ao novo marco do licenciamento ambiental um passo essencial para recolocar o país diante de uma de suas discussões mais estratégicas: como conciliar crescimento econômico, responsabilidade ambiental e segurança jurídica.

“Ao restabelecer dispositivos que haviam sido bloqueados, o Congresso reafirma a necessidade de atualizar um sistema que, por décadas, não acompanhou a velocidade das transformações produtivas e tecnológicas”, observa o texto.

Para a entidade, o Brasil do século 21 exige marcos regulatórios mais claros, eficientes e capazes de responder a desafios que vão da infraestrutura à produção de alimentos em larga escala.

Nesse contexto, para o presidente da da Faesp, Tirso Meirelles, o setor agropecuário emerge como protagonista de uma agenda que combina produtividade e sustentabilidade.

Segundo ele, nos últimos anos, produtores incorporaram práticas modernas de manejo, integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de áreas degradadas e uso intensivo de tecnologia para reduzir impactos ambientais.

“A comemoração do setor produtivo reflete a convicção de que um licenciamento mais moderno permitirá reconhecer e valorizar essas evoluções, além de facilitar investimentos que sigam padrões socioambientais adequados”, afirmou Meirelles.

‘Proteção dos biomas não será flexibilizada’

A nota da entidade continua ressaltando que atualizar o processo de licenciamento ambiental não significa flexibilizar a proteção dos biomas. “Pelo contrário: significa substituir procedimentos morosos e desarticulados por instrumentos técnicos mais inteligentes, digitais e alinhados à ciência.”

Meirelles considera que um licenciamento do século 21 deve ser mais ágil, reduzindo a burocracia que não agrega segurança ambiental e fortalecendo a capacidade de monitoramento, transparência e responsabilização. “Assim, cria-se um ambiente em que bons empreendedores são estimulados e maus atores encontram menos brechas para se esconder”, acredita.

Próximo desafio

A nota da Faesp destaca que o desafio agora é transformar o novo marco legal em política pública efetiva, que una inovação, sustentabilidade e competitividade. “A derrubada dos vetos abre uma oportunidade histórica: alinhar o país às melhores práticas internacionais e consolidar um modelo em que desenvolvimento e proteção ambiental caminhem juntos.”

Para a entidade, se bem implementado, o novo licenciamento poderá dar ao Brasil o impulso necessário para avançar com responsabilidade — honrando sua vocação produtiva e, ao mesmo tempo, preservando o patrimônio natural que sustenta sua economia e sua projeção global.



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Com 99% de soja plantada no PR, maioria das lavouras apresenta boas condições



O plantio da safra 2025/26 de soja no Paraná alcançou 99% da área prevista até o dia 1º de dezembro, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

A área total destinada à soja nesta temporada foi estimada em 5,776 milhões de hectares, praticamente estável em relação aos 5,770 milhões de hectares cultivados em 2024/25.

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As lavouras apresentam condições favoráveis, com 92% das áreas classificadas como boas, 7% médias e 1% ruins. Quanto às fases de desenvolvimento, 3% estão em germinação, 56% em crescimento vegetativo, 31% em floração e 10% em frutificação.

Na semana anterior (24 de novembro), o plantio estava em 97%, com o mesmo quadro de condições (92% boas, 7% médias e 1% ruins) e distribuição das fases em 6% de germinação, 61% de crescimento vegetativo, 28% de floração e 5% de frutificação.

Produção de soja no PR

A produção da 1ª safra de soja em 2025/26 é projetada em 21,959 milhões de toneladas, volume 4% superior às 21,188 milhões de toneladas colhidas na safra anterior.

A produtividade esperada também apresenta avanço, estimada em 3.802 quilos por hectare, acima dos 3.672 quilos por hectare registrados em 2024/25.

Com informações da Safras & Mercado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Austrália projeta segunda maior safra de inverno da história


A produção de grãos de inverno da Austrália para 2025-26 deve alcançar 66,3 milhões de toneladas, um aumento de 10 por cento que, se confirmado, será o segundo maior volume já registrado. As informações são do Australian Bureau of Agricultural and Resource Economics and Sciences, o ABARES, em seu relatório de dezembro. 

A colheita avança em todos os estados, com resultados muito acima da média no norte de New South Wales, Queensland e Austrália Ocidental. O volume projetado supera em 35 por cento a média de dez anos para culturas como trigo, cevada, canola, lentilha e grão-de-bico.

A área plantada ficou em 25,1 milhões de hectares, pouco abaixo do recorde do ano passado. Houve aumento de 3 por cento na Austrália Ocidental, compensado pela queda equivalente em New South Wales. Queensland reduziu em 1 por cento a área, enquanto Vitória e Austrália do Sul praticamente repetiram o ano anterior. Segundo o ABARES, chuvas oportunas na primavera e temperaturas amenas favoreceram o desenvolvimento das lavouras, com exceção do sul de New South Wales e de partes do nordeste da Austrália do Sul, onde a falta de umidade limitou o potencial produtivo.

Entre as principais culturas, o trigo deve crescer 4 por cento e chegar a 35,6 milhões de toneladas, 29 por cento acima da média de dez anos, impulsionado pela boa performance da Austrália Ocidental, que caminha para sua segunda maior safra da história. A cevada pode atingir 15,7 milhões de toneladas, novo recorde, alta de 18 por cento anual. Já a canola deve avançar 13 por cento e totalizar 7,2 milhões de toneladas, apoiada pela combinação de maior área e produtividade elevada.

Entre as culturas de verão, o sorgo deve recuar 4 por cento para 2,6 milhões de toneladas, ainda acima da média histórica devido aos excelentes resultados do ciclo anterior. A melhora da umidade no fim da primavera também deve favorecer o plantio tardio.

 





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Derivados lácteos recuam 5,90% em novembro e mantêm tendência de queda em Goiás



O Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano foi divulgado nesta segunda-feira (1º) e, na edição de novembro de 2025, aponta novo recuo no índice geral da cesta de derivados lácteos, que caiu 5,90% em relação ao mês anterior, acompanhando a tendência de queda observada nos últimos meses.

Os dados foram fornecidos pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), após reunião da Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás.

O comportamento dos preços no período analisado foi homogêneo entre os produtos acompanhados.

  • Creme a granel: -0,77%;
  • Leite UHT integral: -11,74%.
  • Leite condensado: -1,55%;
  • Leite em pó integral: -5,20%;
  • Queijo muçarela: -5,65%.

O índice geral leva em consideração os pesos específicos de cada produto na composição da cesta:

  • Leite UHT integral (20%);
  • Leite em pó integral (23%);
  • Queijo muçarela (37%);
  • Leite condensado (14%);
  • Creme a granel (6%).

A combinação dessas variações resultou no recuo total de 5,90% no mês. Para o titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende, o acompanhamento sistemático do setor é fundamental para embasar decisões estratégicas de produtores e indústrias.

“As oscilações observadas em novembro refletem ajustes de mercado associados ao comportamento da oferta e da demanda. Informações técnicas atualizadas permitem que os agentes da cadeia láctea se planejem com mais segurança”, pontuou.



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Bagagem vinda da China com 240 caranguejos é apreendida em aeroporto



Passageira vinda da China foi flagrada com 240 caranguejos na mala no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A carga foi apreendida pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Os animais não tinham autorização para entrar no país e estavam distribuídos em 12 caixas, cada uma com 4,6 quilos e contendo 20 unidades.

Avaliação inicial indica que a espécie pode ser o caranguejo-de-mitene (Eriocheir sinensis), conhecido como hairy crab ou caranguejo-peludo, considerado uma iguaria no país asiático e bastante apreciado em lugares como Singapura e Hong Kong.

O coordenador-geral do Vigiagro, Cleverson Freitas, ressalta que o órgão tem o papel de fiscalizar cargas clandestinas, prevenir riscos sanitários no trânsito internacional e proteger a agropecuária brasileira.

Segundo ele, a entrada irregular de organismos aquáticos pode introduzir enfermidades graves, afetar ecossistemas locais, comprometer cadeias produtivas e gerar prejuízos econômicos significativos.

Com isso, o trabalho das equipes torna-se estratégico para impedir o ingresso de produtos e organismos sem autorização, garantindo a sanidade agropecuária, a saúde animal e a segurança dos consumidores.



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Criadouro contesta risco às ararinhas-azuis e questiona laudo de circovírus em 11 aves



Após o ICMBio divulgar que 11 ararinhas-azuis recapturadas na Bahia testaram positivo para circovírus, o Criadouro Ararinha-azul contestou a interpretação de risco iminente às “últimas ararinhas na natureza” e destacou que, até 2019, não havia nenhum indivíduo da espécie na Caatinga.

Quanto às 11 aves de vida livre capturadas, os exames mais recentes identificaram vírus detectado em 5 aves no total (3 do plantel e 2 das recapturadas), com divergência entre metodologias laboratoriais. Testes realizados apontam para 3 aves positivas, em contradição a outro teste que detecta o vírus para as 11 araras. Essas aves estão isoladas, e estão sem contato com outras araras, com separação de utensílios e profissionais.

Até o momento, o criadouro não teve acesso ao laudo técnico completo que Criadouro Ararinha-azul fundamenta a multa de R$1,8 milhão aplicada pelo ICMBio. Segundo a instituição, diante desse cenário de acusações consideradas infundadas e sem a apresentação dos laudos, a direção do criadouro informa que pediu acesso ao processo e uma reunião técnica com laboratórios e autoridades para reavaliar os exames.

Bem-estar animal

A instituição afirma seguir protocolos rígidos de biossegurança e bem-estar animal e conta com instalações e equipamentos adequados ao manejo das aves.

Segundo a instituição, a equipe de trabalho é formada por profissionais brasileiros e estrangeiros de alto nível, como médicos-veterinários e especialistas em manejo e reprodução de ararinhas-azuis, que trabalham há mais de 15 anos para a conservação dessa espécie, 24 horas por dia, 7 dias por semana, durante todo o ano, em um espaço de mais de 2,6 mil metros quadrados.

A direção do criadouro explica que as aves recebem alimentação balanceada, vivenciam um conjunto de práticas que melhoram o bem-estar físico e psicológico dos animais em cativeiro, têm assistência veterinária permanente e o manejo é feito em ambiente limpo e seguro.

O criadouro reafirma o seu compromisso com a transparência, a ciência e o bem-estar das aves, defendendo que todas as decisões sobre o caso sejam técnicas, proporcionais e orientadas à proteção da espécie e da população de ararinhas na Caatinga.



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Line-up prevê embarques de 2,814 milhões de t de soja no Brasil em dezembro



O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 4,234 milhões de toneladas de soja em grão para novembro, conforme levantamento realizado pela consultoria Safras & Mercado. No mesmo mês do ano passado, exportações somaram 2,339 milhões de toneladas, segundo a estimativa.

Em outubro, foram embarcadas 6,398 milhões de toneladas. Para dezembro, a previsão é de 2,814 milhões de toneladas.

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Acumulado do ano

De janeiro a dezembro de 2025, o line-up projeta o embarque de 108,681 milhões de toneladas. Pelo Secex, de janeiro a dezembro de 2024 foram embarcadas 98,812 milhões de toneladas.



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Lula liga para Trump e pede redução de tarifas sobre produtos ainda afetados pelo tarifaço



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, nesta terça-feira (2), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na ligação, o líder brasileiro pediu a redução das tarifas que ainda atingem alguns dos produtos brasileiros, como café solúvel, mel e pescados.

O diálogo, de acordo com o governo do Brasil, durou 40 minutos. Além do tarifaço, a conversa também passou por ações conjuntas de combate ao crime organizado. Segundo as informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, a conversa entre os dois foi “muito produtiva”.

Tarifas e negociações comerciais

Em 21 de novembro, a Casa Branca anunciou a suspensão da cobrança da tarifa adicional de 40% sobre itens brasileiros, como carne bovina, café e frutas. No diálogo com Trump, Lula afirmou que a revisão das tarifas foi um passo importante, mas reforçou que outros produtos seguem taxados.

Neste sentido, o presidente brasileiro defendeu a necessidade de conversas rápidas e contínuas para avançar no tema.

Cooperação contra o crime organizado

Outro ponto da ligação foi a atuação conjunta contra organizações criminosas com ramificações internacionais. Lula citou operações recentes conduzidas pelo governo brasileiro, que miram redes que movimentam recursos dentro e fora do país.

Trump, de acordo com a Presidência, demonstrou disposição para cooperar. Ele indicou apoio a iniciativas de inteligência, investigação e ações coordenadas.

Os dois presidentes concordaram em manter novas conversas para acompanhar o andamento das negociações comerciais e dos esforços conjuntos na área de segurança. A expectativa é de que os próximos contatos detalhem mecanismos de cooperação e os próximos passos das tratativas bilaterais.



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