Faltam exatos 60 dias para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, evento que marca oficialmente o início simbólico da colheita da safra de soja 2025. O evento será realizado no dia 30 de janeiro de 2026, às 8h, na Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional (TO), reforçando o papel estratégico do Tocantins como uma das regiões mais promissoras para o avanço da produção brasileira do grão.
Divulgação Soja Brasil
Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱
A iniciativa celebra o início da colheita da principal cultura agrícola do país e destaca a importância econômica e social da soja para o Brasil. Segundo a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Schneider, receber a abertura nacional representa um marco para o estado e para o setor produtivo. ”O estado de Tocantins é, hoje, um exemplo de produtividade, sustentabilidade e integração entre campo e cidade. Sediar o evento reconhece o trabalho dos produtores que impulsionam o desenvolvimento do país”, comenta.
O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, também enfatiza a relevância do Tocantins na produção de soja e milho. Para ele, cada safra consolida o estado como referência em tecnologia, gestão e sustentabilidade no campo.
Faça parte!
A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais a partir das 9h, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink.
Com o tema ‘Onde a soja cresce, a transformação acontece’, a abertura reforça o protagonismo da cultura da soja e celebra o início de mais uma safra essencial para o agro brasileiro.
Um grupo de pesquisadores apoiado pela Fapesp confirmou, pela primeira vez em alto grau de detalhe, a identidade dos primeiros liquens que habitaram a Terra, o Spongiophyton, cerca de410 milhões de anos atrás.
Associação entre fungo e alga, hoje bastante comuns em troncos de árvores e telhados, por exemplo, os liquens são apontados como alguns dos responsáveis pela estruturação dos ecossistemas terrestres, uma vez que dissolvem rochas e possivelmente ajudaram a formar os primeiros solos.
O estudo foi publicado na revista Science Advances, por pesquisadores de 19 instituições, incluindo a Universidade de São Paulo (USP) e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).
“Esse organismo é bastante presente no registro fóssil e sempre houve controvérsia se seria um fungo, uma planta ou um líquen.” conta Bruno Becker-Kerber, primeiro autor do estudo.
De acordo com o pesquisador, com tecnologias de última geração aliadas a outras técnicas foi possível visualizar estruturas que confirmam se tratar do primeiro líquen conhecido por habitar a Terra.
Processo de identificação
Foto: Bruno Becker-Kerber
As diferentes linhas de luz utilizadas no estudo permitiram obter imagens em escalas micrométrica e nanométrica, inclusive em três dimensões.
Um nanômetro é equivalente a um milímetro dividido por um milhão de vezes. No trabalho, obteve-se uma resolução de 170 nanômetros.
Dessa forma, foi possível visualizar a presença de possíveis estruturas reprodutivas, redes de hifas (filamentos que compõem o corpo de fungos multicelulares) e células de algas, o que seriam fortes indícios para caracterizar um líquen.
As análises permitiram ainda detectar a presença de cálcio, compostos nitrogenados e lipídios, descartando a possibilidade de se tratar de uma planta.
Segundo o coautor e professor da Universidade Nacional da Austrália, Jochen Brocks, o material mais resistente nas plantas avasculares é a celulose. Por outro lado, os liquens são compostos de quitina, que contém nitrogênio e é o mesmo material que forma a casca dos insetos.
“Quando analisamos o Spongiophyton, detectamos um sinal muito forte de nitrogênio nunca antes visto. Raramente se tem uma evidência tão robusta quanto essa”, comenta o professor em um comunicado à imprensa.
Além disso, os pesquisadores identificaram micropartículas de cálcio compatíveis com minerais produzidos por liquens atuais como forma de proteção solar, uma evidência inédita em fósseis tão antigos.
Para outra coautora, Nathaly Archilha, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) do CNPEM, o trabalho mostra a importância de combinar métodos tradicionais com técnicas de ponta.
“As medições nos guiaram para regiões-chave dos fósseis e conseguimos obter imagens em escala nanométrica que revelaram as complexas redes de fungos e algas que definem o Spongiophyton como um verdadeiro líquen”, explica.
Paixão compartilhada
Bruno Becker-Kerber obteve o fóssil em 2021 numa pedreira no município de Rio Verde de Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, seu estado natal.
Foto: Acervo Pessoal
“Cada fóssil é uma janela para o passado. Este, em especial, mostrou uma nova visão sobre como a vida conquistou o ambiente terrestre”, diz Kerber, o pai.
De acordo com Bruno Becker-Kerber, ele imediatamente embalou o material em papel-alumínio esterilizado, a fim de reduzir as chances de contaminação com materiais e microrganismos do ambiente.
Esse procedimento possibilita que os pesquisadores façam análises sensíveis, como a identificação de biomarcadores moleculares.
Os primeiros liquens da região
O estudo sugere que os primeiros liquens surgiram naquela região, no que eram partes frias do antigo supercontinente Gondwana, hoje correspondente à América do Sul e à África.
Nesse sentido, os resultados indicam ainda que eles não eram organismos marginais, vivendo apenas em condições muito específicas, como já sugerido, mas pioneiros na transformação da superfície do planeta, atuando na transição da vida da água para a terra.
Ainda hoje é possível observar a atuação dos liquens nos ecossistemas, como na alteração de substratos rochosos, dissolvendo rochas e na produção de biomassa usada por plantas e animais.
“Esse papel seria ainda maior naquele período, tendo possibilitado o surgimento dos ecossistemas complexos que temos hoje, como florestas e campos”, encerra Becker-Kerber.
A primeira semana de dezembro será marcada por contrastes climáticos em praticamente todas as regiões do Brasil. A presença de um cavado na atmosfera, somada à formação de um ciclone extratropical entre o Sul e o Sudeste, deve provocar mudanças no tempo entre os dias 1º e 5 de dezembro.
Enquanto algumas áreas enfrentarão risco de temporais, rajadas de vento e granizo, outras terão chuvas insuficientes para manter a umidade do solo, exigindo atenção dos produtores quanto ao ritmo das operações de campo, ao manejo das lavouras e à proteção do gado em períodos de calor extremo.
Sul do Brasil
No Sul, instabilidades permanecem espalhadas desde o início da manhã no Rio Grande do Sul, com pancadas moderadas a fortes e possibilidade de temporais. Ao longo do dia, as chuvas avançam para Santa Catarina e Paraná. As temperaturas aumentam gradualmente em território gaúcho e o calor ganha força no Paraná, enquanto parte de Santa Catarina mantém clima mais ameno. Na segunda-feira (1º), há risco de queda de granizo e rajadas de vento no oeste dos três estados devido à presença de um cavado. Na terça-feira, um novo ciclone extratropical mantém o risco de temporais.
Os volumes previstos para a semana variam entre 20 e 30 milímetros, índice baixo para o período e que pode gerar restrição hídrica no sul gaúcho. A partir de quarta-feira, o calor domina e as máximas ultrapassam os 30°C, exigindo cuidados redobrados com hidratação durante o trabalho em campo. O tempo mais firme favorece o avanço da semeadura do arroz, milho da primeira safra, soja e feijão, além da colheita de cultivos de inverno.
O tempo no Sudeste
No Sudeste, há chance de pancadas no oeste e noroeste de Minas Gerais, avançando à tarde para o Triângulo Mineiro e noroeste de São Paulo. No nordeste e sul paulista, a chuva ocorre entre o fim da tarde e à noite. As temperaturas seguem altas em toda a região. Entre terça e quarta-feira, a formação do ciclone extratropical aumenta o risco de temporais generalizados e de queda de granizo nos quatro estados.
A chuva será volumosa no centro-norte de Minas e no Espírito Santo, onde os acumulados podem superar 150 milímetros e prejudicar as operações de campo. Em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas, inclusive Triângulo Mineiro, a chuva deve ficar entre 40 e 60 milímetros, auxiliando na reposição da umidade sem impedir o trabalho das lavouras. Esse retorno da chuva favorece a semeadura da soja, do feijão e do milho da primeira safra.
No Centro-Oeste, instabilidades aparecem desde cedo no norte e noroeste da região, além de pontos isolados em Goiás. Durante o dia, as pancadas ganham força no norte e oeste de Mato Grosso, enquanto em Mato Grosso do Sul uma área de baixa pressão vinda do Paraguai intensifica a formação de temporais com potencial para chuva forte. A segunda-feira (1º) será extremamente quente na região, com temperaturas entre 38°C e 40°C em Mato Grosso do Sul, Goiás e sul de Mato Grosso, o que aumenta o risco de estresse térmico para o gado e exige atenção especial à hidratação das equipes de campo.
A partir de terça-feira (2), o ciclone extratropical contribui para a formação de um corredor de umidade, proporcionando uma semana mais chuvosa. Os acumulados podem chegar a 80 milímetros em Mato Grosso e Goiás. Em Mato Grosso do Sul, há risco de tempestades com chance de granizo e ventos acima de 100 km/h entre segunda e terça-feira. A chuva deve atingir cerca de 40 milímetros, suficiente para melhorar a umidade do solo e beneficiar o avanço da semeadura de soja, milho, feijão e arroz.
Pancadas de chuvas no Nordeste
No Nordeste, há previsão de pancadas fracas no sul, litoral e oeste da Bahia. No sul do Maranhão e do Piauí, a chuva será moderada a forte, especialmente no Maranhão. Nas demais áreas, o tempo firme predomina e a umidade relativa permanece baixa, sobretudo no interior.
No sul do Maranhão, sul do Piauí e Bahia, os acumulados ficam entre 40 e 60 milímetros, mantendo boas condições de umidade no solo por influência do corredor de umidade que se forma a partir do ciclone extratropical no Sudeste.
No restante da região, o tempo será quente e seco, com destaque para o centro-norte do Piauí, onde as máximas podem chegar a 40°C, elevando o risco de incêndios. Em outras áreas, as máximas próximas de 38°C mantêm a umidade abaixo de 30%.
Tempo abafado no Norte
No Norte, as instabilidades diminuem no leste do Amazonas e em Roraima, mas permanecem na metade oeste do Amazonas, além do Acre e Rondônia, com chuva moderada a forte e risco de temporais.
No sul do Pará e no Tocantins, as pancadas seguem ocorrendo, enquanto no Amapá e grande parte do Pará o tempo mais estável predomina. As temperaturas permanecem altas e o tempo abafado em quase toda a região. No norte do Pará e no Amapá, as máximas podem atingir 40°C, aumentando o risco de incêndios.
Já em Rondônia e Tocantins, os acumulados podem superar 100 milímetros em cinco dias. No centro-sul do Pará, Acre, Roraima e Amazonas, a chuva deve ficar entre 40 e 60 milímetros, mantendo a umidade do solo sem prejudicar as operações de campo. Esse período mais úmido contribui para a manutenção das pastagens e reduz o estresse térmico do gado em confinamento.
Você quer entender como usar o clima a seu favor?Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
A atratividade da capital se apoia em fatores como previsibilidade – Foto: Pixabay
O avanço do agronegócio brasileiro tem impulsionado um fluxo crescente de investidores para o mercado imobiliário de São Paulo. Com o setor registrando forte desempenho nas exportações, parte do capital gerado no campo vem sendo direcionada para ativos urbanos considerados seguros e de alta liquidez.
Incorporadoras identificam aumento consistente na compra de imóveis por empresários de regiões ligadas ao agro em estados como Mato Grosso, Goiás e Paraná. A busca se concentra em proteção patrimonial, renda futura e diversificação fora da atividade rural. Segundo Fabrizio Bevilacqua, da Netcorp, esse movimento reflete uma decisão estratégica de transformar lucros do setor em ativos urbanos capazes de preservar valor e apoiar o planejamento sucessório.
A atratividade da capital se apoia em fatores como previsibilidade, procura por locação e valorização contínua. O interesse crescente levou empresas a realizar roadshows em cidades do interior para apresentar projetos residenciais e comerciais diretamente aos polos do agro, onde investidores avaliam rentabilidade e projeções de desempenho antes de decidir.
“Não estamos falando apenas de compra por conveniência. O investidor do agro tem perfil analítico e busca números concretos. Ele quer saber rentabilidade, projeção de valor e estabilidade. São Paulo entrega exatamente isso”, diz o CEO da Netcorp.
Para o executivo, o fenômeno deve se intensificar nos próximos anos, à medida que a profissionalização do agronegócio avança e o setor consolida grandes fortunas. “O agro deixou de ser apenas produtor de commodities e passou a ser um grande gestor de patrimônio. E São Paulo é onde esse capital ganha forma e permanência.”
A produção de tilápia manteve ritmo firme em 2024 e consolidou a espécie como base da piscicultura nacional. Dados da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) indicam que o país alcançou 660 mil toneladas no ano, o equivalente a 68% de todo o peixe cultivado no Brasil. A projeção da entidade é que a participação pode chegar a 80% até 2030, caso o ritmo atual seja mantido.
O avanço reforça a importância econômica da atividade, que se distribui majoritariamente entre pequenos produtores. Para o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, o crescimento contínuo da tilápia mostra que a cadeia está mais estruturada e atende a uma demanda crescente por proteínas de origem controlada.
Geração de renda e presença no campo
A tilapicultura está presente em mais de 110 mil propriedades rurais e reúne cerca de 98% de pequenos produtores. A atividade movimenta mais de 600 mil empregos diretos e indiretos em polos produtivos como o Oeste do Paraná, a região dos Grandes Lagos — entre São Paulo e Mato Grosso do Sul —, Morada Nova de Minas e áreas de Santa Catarina.
Medeiros avalia que o aumento da produção nacional já muda a posição do Brasil no cenário global. Segundo ele, o país pode terminar a década como o terceiro maior produtor de tilápia do mundo, apoiado por investimentos em genética, nutrição e processamento. Esses elementos, afirma, sustentam a expansão da cadeia e fortalecem a presença do peixe no mercado interno.
Desafios regulatórios e perspectivas
Apesar dos resultados, o setor ainda enfrenta entraves que limitam competitividade e escala. O presidente da Peixe BR aponta que a atividade é uma das mais reguladas entre as proteínas animais. Para ele, a redução de burocracia e a busca por regras alinhadas às aplicadas a aves e suínos são pontos essenciais para liberar novos avanços.
A entidade também destaca que a tilapicultura tem potencial para contribuir com o desenvolvimento sustentável do país. Por reunir baixo impacto ambiental e capacidade de geração de renda em regiões diversas, a atividade tende a permanecer como um dos motores da expansão aquícola brasileira nos próximos anos.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
No cenário de preços, as cotações na Bolsa de Nova York têm recuado – Foto: Pixabay
A abertura da safra 2025/26 revela um ambiente mais seletivo na compra de laranja, diferente do padrão adotado no ciclo anterior, segundo relatório do Itaú BBA. A previsão de 307 milhões de caixas convive com menor interesse por frutas de baixa qualidade, enquanto a indústria direciona esforços para elevar o padrão do suco ofertado. O foco recai sobre lotes com ratio mais alto, estratégia que busca recompor a qualidade dos estoques e apoiar a retomada da demanda. Esse movimento resultou em um início de colheita mais tardio, voltado a garantir ganhos de maturação antes do processamento.
No comércio internacional, os embarques dos primeiros meses indicam possível mudança na rota tradicional do suco brasileiro. Caso o ritmo observado se confirme, esta poderá ser a primeira safra em que os Estados Unidos assumem a liderança das importações, superando a União Europeia. Entre julho e outubro, houve queda de 7% no total exportado, influenciada sobretudo pelo recuo europeu. Já o mercado norte-americano ampliou as compras em 42%, impulsionado pela menor produção local e favorecido pela retirada da tarifa adicional de 10%, fator que tende a reforçar a atratividade do destino.
No cenário de preços, as cotações na Bolsa de Nova York têm recuado e exercido pressão sobre o valor pago ao produtor. O mercado spot deve seguir abaixo de 50 reais por caixa ao longo da safra, comprimindo margens e reduzindo a rentabilidade de quem atua sem contratos fixos com a indústria. No campo, o avanço do greening permanece como ponto de preocupação. Informações da Fundecitrus mostram que a incidência e a severidade continuam em alta, ainda que com progressão mais lenta.
Para encurtar a distância entre os trabalhadores rurais de São Paulo e tratamentos médicos mais eficientes, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) assina com a Comissão da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) no dia 6 de novembro o convênio para a criação de sete polos de saúde no interior paulista. O acordo prevê ações diretas nas comunidades. A proposta tem um ciclo de 24 meses de execução, conduzido por uma equipe formada por sete enfermeiros e 105 técnicos de enfermagem, que farão a abordagem dos produtores.
Os primeiros sete polos serão instalados nos sindicatos de Cardoso, Batatais, Penápolis, Guaratinguetá, Caiuá, Capão Bonito e Mineiros do Tietê. Ao longo desses 24 meses, o projeto prestará assistência a 3.150 propriedades e beneficiará mais de 15.750 pessoas do meio rural em todo o estado de São Paulo, consolidando o propósito do Senar-SP com a saúde, o bem-estar e o desenvolvimento sustentável no campo.
Numa segunda etapa, outros sindicatos serão incorporados à rede de atenção à saúde e se transformarão em polos também.
Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
O quadro de recuperação também se estende a outros importantes produtores globais – Foto: Divulgação
A safra 2025/26 do Centro-Sul do Brasil avançou em ritmo mais favorável nos últimos meses, após um início de ciclo marcado por maior incerteza. O desempenho recente das lavouras reduziu preocupações e consolidou expectativa de produtividade elevada, mesmo diante do movimento de queda nos preços internacionais do açúcar observado ao longo do ano.
A rentabilidade do setor foi garantida pela estratégia de fixação antecipada, realizada a valores médios mais altos, o que sustentou o planejamento das usinas. Esse movimento permitiu alcançar um recorde histórico de produção mensal de açúcar em setembro, reforçando o resultado no curto prazo e criando margem para atravessar cenários de mercado mais voláteis.
No campo, as condições favoráveis das lavouras não apenas asseguram o desempenho desta temporada, como também ampliam as projeções para o ciclo seguinte. A perspectiva de maior disponibilidade de cana eleva as estimativas de produção de açúcar, indicando continuidade do avanço observado recentemente.
O quadro de recuperação também se estende a outros importantes produtores globais. Na Índia, o clima e a expansão da área plantada devem elevar a oferta, revertendo a queda registrada no ano anterior. Tailândia e Paquistão tendem a registrar progressos relevantes, enquanto na União Europeia e no Reino Unido a redução da área cultivada foi parcialmente compensada por condições climáticas que mantiveram a produtividade acima da média.
“Poderá ocorrer migração da produção de açúcar para etanol, impactando de forma relevante o balanço global. Por isso, não acreditamos que esses níveis de preço se mantenham nos próximos meses, mas sim que haja uma recuperação para os patamares observados há alguns meses”, conclui.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
O setor de etanol de milho mantém trajetória de expansão acelerada – Foto: Pixabay
A oferta de etanol deve ganhar força a partir da safra 2026/27, em um movimento que pode alterar o equilíbrio observado neste ano no mercado de biocombustíveis. A combinação de maior produção nas usinas de cana e da expansão contínua do etanol de milho tende a elevar de forma expressiva o volume disponível, criando ambiente para possíveis pressões baixistas sobre os preços ao longo do próximo ciclo.
No Centro-Sul, a recuperação da disponibilidade de cana em 2026/27 deve estimular uma mudança no mix industrial. As usinas que priorizaram o açúcar em 2025/26, reduzindo a oferta de etanol, tendem a reverter essa estratégia com o objetivo de aproveitar o cenário mais favorável ao biocombustível. A perspectiva é de incremento relevante na produção de etanol de cana.
O setor de etanol de milho mantém trajetória de expansão acelerada. O avanço expressivo registrado em 2025/26 deve continuar no ciclo seguinte, impulsionado pelo preço elevado do etanol e pelo milho mais barato, combinação que fortalece as margens e incentiva novos projetos. As projeções indicam produção de 10,1 bilhões de litros na safra 2025/26 e de 12,2 bilhões de litros em 2026/27.
Enquanto isso, o consumo segue firme em todo o país. O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passa de 27% para 30 a partir de 1º de agosto, intensifica ainda mais a demanda. A mudança amplia o uso do biocombustível inclusive em regiões onde a gasolina costuma apresentar maior competitividade, elevando as transferências entre estados e reforçando a procura em um momento de oferta mais limitada de etanol de cana.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Os nitrogenados registraram oscilações – Foto: Canva
O mercado global de fertilizantes iniciou o ano com avanço nos preços dos principais nutrientes, em meio a demanda firme e restrições de oferta, segundo o Itaú BBA. O movimento foi mais intenso entre os fosfatados, influenciados pela ausência prolongada da China no mercado exportador, pela demanda crescente da indústria de baterias e pela alta do Enxofre, insumo essencial para a produção desses fertilizantes. A normalização parcial das exportações chinesas no meio do ano contribuiu para aliviar as cotações.
Os nitrogenados registraram oscilações, mas seguiram valorizados diante de riscos geopolíticos que afetam a produção global de ureia e amônia, concentrada no Oriente Médio. O agravamento das tensões entre Israel e Irã elevou a percepção de insegurança, já que países da região respondem por parcela significativa das exportações mundiais. No segmento de potássicos, a combinação de demanda aquecida e redução temporária das vendas de Rússia e Belarus por manutenções em minas sustentou os preços, reforçados por grandes participantes do mercado.
Atualmente, as cotações recuaram em relação às máximas observadas no meio do ano, com a redução dos riscos geopolíticos. A expectativa é de continuidade da correção nos próximos meses, com acomodação em níveis ainda elevados. Mesmo assim, o setor permanece vulnerável a novos episódios de instabilidade que possam alterar rapidamente os fundamentos.
No Brasil, o ritmo forte das importações e das entregas surpreendeu positivamente. Os preços elevados e a piora nas relações de troca não reduziram de forma relevante os volumes, embora tenham levado a maior uso de produtos com menor concentração de macronutrientes. O atraso na comercialização para a próxima safra exige atenção, pois compras concentradas em janelas curtas e margens apertadas podem elevar o risco logístico e comprometer a chegada dos insumos no momento adequado.