Vozes que lideram: 2º Fórum das Mulheres Agroparceiras destaca a força feminina no agronegócio baiano

Na última sexta-feira (20), a cidade de Luís Eduardo Magalhães-BA, sediou a segunda edição do Fórum das Mulheres Agroparceiras. Com o tema “Do Campo ao Mundo: Vozes que Lideram, Mãos que Cultivam”, o encontro reuniu produtoras, lideranças e especialistas para discutir o papel estratégico da mulher na cadeia produtiva.
O grupo Agroparceiras nasceu do esforço coletivo de produtoras associadas ao Sindicato de Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM). Atualmente, o movimento conta com cerca de 270 integrantes.
União e Propósito
Para a presidente do sindicato, Greice Kelly, o sucesso do fórum é fruto de uma construção compartilhada. “É um sentimento de realização. Tivemos uma parceria muito forte das nossas mulheres e das instituições que compõem a Aliança do Agro. Essa união é o que faz o sucesso do evento”, destacou.
O fórum não se limitou às experiências práticas de cultivo, mas focou intensamente na profissionalização da gestão.

Carminha Missio, vice-presidente do Sistema Faeb/Senar, reforçou que o objetivo principal é municiar as produtoras com informações sobre os “gargalos” e as precauções necessárias para os próximos anos.
“Elas estão inseridas tanto da porteira para dentro quanto da porteira para fora. Esperamos que a experiência delas sirva como horizonte para muitas outras mulheres”, afirmou Missio.
Nesta edição, o evento também inovou ao abrir as inscrições para o público masculino, promovendo maior visibilidade e integração das mulheres no setor. Segundo Humberto Miranda, presidente do Sistema Faeb/Senar, o campo vive uma transformação: “A mulher vem ocupando esses espaços nos poderes decisórios das propriedades e dos empreendimentos rurais com competência”.
Desafios no horizonte: Reforma tributária
Um dos temas centrais do evento foi o impacto da Reforma Tributária no agronegócio, assunto detalhado por Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da CNA.
Ele alertou que o setor está prestes a entrar em um longo período de adaptação, que se estenderá de 2026 a 2033, exigindo atenção redobrada dos produtores.

Segundo Conchon, o protagonismo feminino é um diferencial estratégico para enfrentar essa transição:
“O fortalecimento e o protagonismo feminino em eventos como esse são fundamentais para casar a nova gestão da atividade agropecuária com um momento de transição tão importante para o Brasil e para o setor”, destacou o coordenador.
O cenário
A ascensão feminina no setor é comprovada por dados, embora ainda haja espaço para crescimento. Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE (2017):
- 20% das propriedades rurais no Brasil são comandadas por mulheres.
- Mulheres representam 30% da força de trabalho no campo.
O Fórum das Mulheres Agroparceiras reforçou que a presença feminina é, hoje, um dos principais motores de modernização e sustentabilidade do agronegócio brasileiro.
Por fim, a agricultora, Lia Dugnani, comemorou a realização da segunda edição do evento e disse que espera uma nova edição em 2027.
“Buscamos sempre essa parceria entre as mulheres e com as pessoas que integram essa cadeia. Então, é uma satifação muito grande ver esse trabalho que veio se desenvolvendo e que culminou aqui. A gente tem esperaça que possa acontecer nos próximos anos também”, finalizou.
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