quarta-feira, março 18, 2026

Indústria

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tendência de alta nos próximos dias


Mercado encerra semana estável, mas com previsão de alta nos preços




Foto: Divulgação

A semana foi marcada pela estabilidade no mercado de gado, mas com sinais de alta nos preços para os próximos dias. Enquanto os frigoríficos que operam com contratos a termo mantêm escalas confortáveis, outros enfrentam dificuldades devido à redução na oferta, com vendedores segurando a boiada à espera de melhores condições de negociação, conforme a análise do informativo “Tem Boi na Linha”.

Segundo o inforamtivo, no Mato Grosso do Sul, houve um aumento no preço da novilha na região de Três Lagoas, com alta de R$ 2,00/@, reflexo da redução na oferta de fêmeas no estado. Em contrapartida, a oferta de machos tem se mantido razoável, o que estabiliza os preços diários, embora o mercado continue firme.

Nas regiões de Dourados e Campo Grande, os preços permaneceram estáveis na comparação diária. No Acre, com as escalas longas dos frigoríficos, as cotações também seguiram estáveis.





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Lula diz que está ‘no pé do ministro da Agricultura’ para baixar o preço do arroz



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (24) que tem ficado “no pé do ministro da Agricultura”, Carlos Favaro, para que ele baixe o preço do arroz.

Durante comício da campanha de Guilherme Boulos (PSOL) no Campo Limpo, zona sul da capital paulista, Lula disse ter se admirado ao ir a um supermercado e visto que o preço do arroz estava em R$ 36.

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“Estou no pé dele (Carlos Favaro) para ele baixar o preço do arroz porque eu disse que ia baixar o preço da picanha, e a picanha baixou. A gente pode fazer as coisas acontecerem nesse país”, disse Lula, emendando que o Brasil está com o menor desemprego nos últimos 14 anos.

“A gente está tendo o maior aumento da massa salarial; 90% das categorias profissionais fizeram acordo recebendo aumento de salário, acima da inflação. Tem gente que acha que eu não deveria dar o salário mínimo para os aposentados e eu vou continuar dando aumento de salário mínimo, porque é a melhor forma de fazer distribuição de renda. Vamos continuar gerando emprego. Vamos continuar gerando investimento”, disse Lula.

O governo federal anulou, em junho, os lotes arrematados no leilão de compra pública de arroz importado e beneficiado, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) após suspeitas de irregularidades. A anulação foi feita por indícios de falta de capacidade técnica e financeira das empresas em honrar os compromissos.

Como mostrou o Estadão, das quatro companhias vencedoras, apenas uma – a Zafira Trading – é uma empresa do ramo. Também arremataram o leilão uma fabricante de sorvetes, uma mercearia de bairro especializada em queijo e uma locadora de veículos.



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Proteínas podem ajudar na resistência de ovinos a verminose, diz estudo


Um estudo da Embrapa Pecuária Sudeste (SP) identificou proteínas relacionadas à infecção por vermes em ovinos. Foram analisadas raças suscetíveis (Dorper) e resistentes (Santa Inês) a esses parasitas. A pesquisa fornece informações sobre os mecanismos de defesa dos animais com diferentes habilidades para resistir à infecção. A descoberta favorece a diminuição do uso medicamentos usados para controlar esses vermes.

Os resultados do estudo colaboram para a seleção de animais e raças ovinas mais resistentes. A seleção é uma ferramenta para controle de parasitas de importância veterinária na produção de pequenos ruminantes em áreas tropicais. A caracterização das proteínas do sangue é capaz de revelar biomarcadores dos animais mais doentes, bem como monitorar condições fisiológicas e metabólicas críticas para o bem-estar e a saúde dos ovinos.

Para a identificação e quantificação das proteínas, a pesquisadora Ana Carolina Chagas, que coordenou o trabalho, aplicou a técnica proteômica à produção animal tropical, contando com o apoio de parceiros do Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa, e da Universidade do Porto. Essa técnica consiste em estudar a distribuição, modificações, interações e funções de uma ou mais proteínas em uma célula ou organismo. A determinação de raças e indivíduos resistentes à verminose é importante para se reduzir o impacto negativo dos parasitas, como o Haemonchus contortus

Foto: Gisele Rosso/Embrapa

Proteínas detectadas

Os cordeiros infectados foram avaliados semanalmente na Embrapa, durante 28 dias. No fim do experimento, houve diferença significativa entre as duas raças em relação às infecções por meio das análises de contagem de ovos por grama de fezes (OPG) dos animais, que mede o grau da infecção, e avaliação do volume globular (VG), que mede o grau de anemia desencadeada pelos vermes.

A maior ou menor quantidade de determinadas proteínas indicou impactos relevantes no organismo do animal para a proteção em relação à infecção ou aos danos causados pelas inflamações. Algumas proteínas foram encontradas nas duas raças, com diferenças quantitativas significativas. Esses resultados demonstram como a infecção pode impactar o desenvolvimento e o ganho de peso dos cordeiros.

Segundo Chagas, foram detectadas proteínas associadas ao sistema imune ao se comparar as raças Santa Inês e Dorper. Outras proteínas foram ligadas à resposta ao estresse do manejo, amostragem e calor, e ao controle ou não da inflamação.

“Por exemplo, a enzima enolase fosfopiruvato hidratase, ou ENO3, desempenha um papel relevante no sistema imunológico da Santa Inês, enquanto a Themis parece contribuir na resposta imune da Dorper. Por sua vez, as proteínas de fase aguda detectadas, as APPs, indicam infecções, inflamações e condições de estresse”, explica a pesquisadora.

Foto: Juliana Sussai/Embrapa

Resultados

Animais resistentes aos parasitas gastrintestinais são capazes de desenvolver uma resposta imune mais rápida e robusta, limitando o estabelecimento das larvas, suprimindo o crescimento dos parasitas adultos, diminuindo a fecundidade das fêmeas, ou promovendo a expulsão dos Haemonchus contortus adultos. A pesquisa forneceu informações inéditas e uma compreensão mais abrangente sobre a infecção por essa espécie de parasita. Foi possível realizar a diferenciação entre as duas raças estudadas, e entre animais infectados e não infectados da mesma raça.

Os resultados indicam que as duas raças estudadas têm metabolismo e resposta imunológica distintas frente à infecção. Diferenças quantitativas em proteínas compartilhadas podem contribuir para o desenvolvimento de biomarcadores e auxiliar na determinação do status de infecção de ovelhas, que poderão ser tratadas seletivamente no rebanho.

Foto: Juliana Sussai/Embrapa

Prejuízos de US$ 100 milhões 

Estima-se que, no Brasil, as doenças gastrintestinais levam a perdas de até 27% no ganho de peso de cordeiros criados a pasto, atingindo US$ 94,5 milhões por ano. Já as relacionadas à morte de animais ficam em torno de US$ 13 milhões anuais. O rebanho brasileiro chega a quase 20 milhões de ovinos, número ainda insuficiente para atender à demanda interna.

Os parasitas gastrintestinais são responsáveis por restringir a produção ovina, porque limitam o desempenho animal. O principal verme que ameaça ovinos é da espécie Haemonchus contortus, mais frequente nos pequenos ruminantes em regiões tropicais e subtropicais, causando anemia grave, edema submandibular e morte por hematofagia.


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Mercado de Fiagro cresceu 153% em 12 meses e 3,7% de março a junho, diz CVM



O mercado de Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) cresceu 153% nos 12 meses encerrados em junho de 2024, alcançando patrimônio líquido de R$ 37,3 bilhões. De março a junho de 2024, o avanço foi de 3,7%.

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As informações fazem parte da 7ª Edição do Boletim CVM Agronegócio, elaborado pela Superintendência de Securitização e Agronegócio (SSE) da autarquia e divulgado nesta sexta-feira, 23. O boletim tem periodicidade trimestral.

Em junho, o número de Fiagro operacionais era de 115, avanço de 67% em 12 meses. A categoria Fiagro-Imobiliária representa 44% do quantitativo total, e 48% do patrimônio líquido total. Na composição da carteira, CRI (Certificados de Recebíveis do Imobiliário) e CRA Certificados de Recebíveis do Agronegócio) aparecem como o principal ativo investido, com 48%.

O boletim informa ainda que o mercado de (CRA) cresceu 0,9% de março a junho, a R$ 141,2 bilhões.

Conforme o estudo, o volume financeiro total do mercado de capitais (renda fixa, renda variável e fundos de investimento) avançou 8,9%, a R$ 14,97 trilhões, no período de 12 meses encerrado em junho de 2024. De março a junho de 2024, o incremento foi de 1,7%.

O volume financeiro do agronegócio no mercado de capitais, nos últimos 12 meses – de junho de 2023 a junho de 2024 – cresceu 19,5%, alcançando R$ 509,59 bilhões. De março a junho de 2024, o incremento foi de 3,4%.

Assim, no último trimestre, a fatia do mercado de capitais correspondente ao agronegócio aumentou em 1,7%, saindo de uma representação de 3,3% do total em março de 2024 para uma representação de 3,4% do total em junho de 2024. Em 12 meses, o crescimento foi de 9,8%.



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Pesquisa desenvolve kit de diagnóstico rápido para doença que afeta tilápias



O Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, exibiu mais um capítulo da série “Pós em Ação!” em suas redes sociais. Nele, foi apresentado o trabalho de pesquisa do mestrando do IP, Paulo Roberto de Oliveira. O estudante está desenvolvendo um estudo intitulado “Franciselose em tilápia: desafios no diagnóstico e perspectivas para a saúde aquática no Brasil”.

Manter a saúde dos peixes é uma das maiores preocupações na cadeia produtiva do setor. Garantir que os peixes estejam livres de doenças é essencial para manter a produtividade e a qualidade dos produtos, além de evitar perdas econômicas. Um dos desafios recorrentes é a Franciselose em tilápias, uma doença bacteriana que afeta os animais, causando alta mortalidade.

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O avanço na produção aquícola no Brasil tem gerado novas demandas por tecnologias que auxiliem na identificação e no controle de doenças que afetam a produção. Nesse contexto, o trabalho do Paulo se destaca por sua contribuição inovadora: a elaboração de kits de diagnóstico rápido para doenças que impactam a produção, tanto no estado de São Paulo quanto em todo o país.

O kit de diagnóstico, tecnicamente conhecido como Teste Imunocromatográfico, está sendo projetado para detectar a presença de patógenos, que são organismos responsáveis por causar doenças nos peixes. A pesquisa se utiliza da cromatografia, método que permite visualizar a reação por meio da formação de uma linha vermelha no teste, após a interação com um anticorpo específico.

A principal vantagem desse teste é a sua facilidade de interpretação e a rapidez dos resultados. Com ele, é possível monitorar e controlar a qualidade dos cultivo de forma eficiente, garantindo a saúde dos animais e a eficácia das práticas de manejo.

Outro ponto relevante é o custo acessível do kit, que permite sua disseminação em larga escala, beneficiando desde pequenas propriedades até grandes empresas do setor aquícola.

De acordo com Paulo, “falar sobre o impacto que o Programa de Pós-Graduação do Instituto de Pesca teve na minha carreira não é simples. Por meio do contato com profissionais de altíssimo nível, que podemos considerar a nata da cadeia aquícola no Brasil e no mundo, o programa me proporcionou oportunidades incríveis, especialmente por intermédio da Agência Paulista de Tecnologia, onde pude desenvolver minha pesquisa nos hubs de inovação tecnológica do AptaHub”.

Segundo Leonardo Tachibana, pesquisador científico do IP e orientador de Paulo, “a participação de alunos da pós-graduação é importantíssima para o desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas de qualidade, possibilitando a capacitação de mão de obra para atuação na aquicultura. Este projeto faz parte do projeto Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Sanidade em Piscicultura, financiado pela Fapesp, sendo a Francisella orientalis, bactéria alvo para este estudo, pois causa grande prejuízo na tilapicultura do Brasil”.



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Plataforma de Internet das Coisas ajuda produtores a planejar o uso de água com precisão



Em tempos de mudanças climáticas e incertezas quanto à disponibilidade de água, a gestão hídrica eficiente se torna cada vez mais crucial para a agricultura. Foi pensando nisso que a Espectro, uma empresa com sede em Campinas, desenvolveu o PalmaFlex UmiSolo-Total, uma plataforma de internet das coisas (IoT) que auxilia produtores rurais a planejar o uso da água na irrigação de suas lavouras. A iniciativa conta com o apoio do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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O projeto, iniciado em dezembro de 2022, tem como objetivo proporcionar previsibilidade aos produtores quanto ao estoque hídrico disponível na bacia hidrográfica utilizada, com uma projeção de até seis meses. Isso permite ao agricultor tomar decisões antecipadas, como investir em reservas de água ou alterar o tipo de cultura a ser plantada, garantindo a manutenção da produção mesmo em períodos de crise hídrica.

O PalmaFlex UmiSolo-Total é uma evolução da plataforma PalmaFlex UmiSolo, lançada em 2019, que monitora em tempo real a umidade do solo e fornece recomendações de irrigação. O novo módulo agrega a capacidade de prever a dinâmica dos reservatórios de água, utilizando um algoritmo de inteligência artificial que analisa dados de regimes de chuva, previsões meteorológicas e o histórico dos reservatórios.

O sistema utiliza sensores instalados no solo e em estações agrometeorológicas para captar dados de umidade, temperatura, ventos e outras variáveis climáticas, que são transmitidos para a nuvem e processados por algoritmos avançados. As informações são então disponibilizadas ao produtor em forma de gráficos, tabelas e alertas, que podem ser acessados via celular, tablet ou computador.

A plataforma foi desenvolvida pelos engenheiros eletricistas Adilson Chinatto e Cynthia Junqueira, sócios da Espectro, que trazem décadas de experiência em transmissão de sinais e telemetria. A intenção era criar uma solução completa de comunicação de dados, modular e escalável, que pudesse ser utilizada tanto na agricultura quanto na indústria.

Além de monitorar o uso de água na irrigação, a plataforma também permite o controle de outros aspectos da infraestrutura da fazenda, como o funcionamento de bombas e motores, e a gestão de poços artesianos e semiartesianos. Essa abrangência faz do PalmaFlex UmiSolo-Total uma ferramenta indispensável para a agricultura moderna, especialmente em regiões sujeitas a crises hídricas.

O projeto também inclui o desenvolvimento de novos sensores, mais simples e precisos, que estão em fase final de testes. Entre eles, destaca-se um sensor de umidade do solo que opera em várias profundidades com uma única haste, o que facilita a instalação e a coleta de dados.

O objetivo da Espectro é lançar o PalmaFlex Total no mercado até o final de 2025, com todas as funcionalidades integradas, incluindo a consulta de autorizações de órgãos estaduais para o uso de água na irrigação.



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‘Abram suas porteiras, é uma questão de vida’, diz prefeita de município paulista



Na tarde desta sexta-feira (23), um incêndio de grandes proporções atingiu áreas de vegetação nos bairros União e Mil Alqueires, em Lucélia, na divisa com o município de Salmourão, interior de São Paulo. Diante da gravidade da situação, a prefeita de Lucélia, Tati Guilhermino (PSD), solicitou ajuda aérea do governo estadual para combater as chamas que ameaçam se espalhar rapidamente pela região.

Em um áudio enviado à Rádio Brasil, de Adamantina, a prefeita fez um apelo urgente aos proprietários de gado nas proximidades do incêndio, pedindo que liberassem seus animais para evitar maiores tragédias. “Abram suas porteiras, é uma questão de vida”, enfatizou Guilhermino, destacando a necessidade de ação imediata para proteger vidas e bens.

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A prefeita também emitiu uma nota no final da tarde, solicitando a colaboração de toda a população para seguir orientações de segurança e, se necessário, procurar abrigo em locais seguros. “Nosso funcionalismo, Polícia Militar e funcionários de usinas seguem em alerta e contribuindo no que é necessário”, afirmou, reiterando o compromisso das autoridades locais em mitigar os danos causados pelo incêndio.



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cenário melhora e preços reagem na semana



Os preços da soja reagiram nesta semana nas principais praças do país. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o ritmo dos negócios também acelerou, ainda que envolvendo operações pontuais e aproveitando repiques de Chicago e do dólar, que encerraram a semana no positivo. Os prêmios também seguem firmes e favorecendo a movimentação.

Confira os preços da saca de soja na semana

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124 para R$ 126
  • Cascavel (PR): avançou de R$ 121 para R$ 127
  • Rondonópolis (MT): alta de R$ 121 para R$ 123
  • Porto de Paranaguá (RS): alta de R$ 129 para R$ 132

Os prêmios de exportação são positivos, o que ajudou na sustentação dos referenciais Fob.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, subiram 0,84% na semana, sendo cotados na manhã da sexta (23) a US$ 9,65 por bushel. O comportamento do mercado foi guiado por um movimento de compras técnicas, com os agentes aproveitando a queda recente – os contratos bateram nos menores níveis desde 2020 na semana passada para recompor carteiras.

Outro fator que colaborou para a elevação foi os bons números de exportação e anúncio de
vendas por parte dos Estados Unidos. Com a queda, o produto americano ganhou competitividade. Mas os fundamentos seguem baixistas. Com a colheita se aproximando, a sinalização é de que a safra americana bata recorde, ficando na casa de 1265 milhões de toneladas. 

Nesta semana, o mercado acompanhou de perto a tradicional crop tour da Pro Farmer, com as amostras confirmando produtividade acima da média nos principais estados produtores americanos. O dólar comercial também subiu nesta semana na relação com real, favorecendo os negócios com a soja. A moeda americana tinha alta semanal de 2,22% até a manhã de sexta, na casa de R$5,59. Apesar da pequena melhora nesta semana, o cenário segue baixista para a soja.

Diante desse quadro, o analista e consultor de Safras & Mercado Luiz Fernando Gutierrez Roque, sugere que o produtor procure proteção nas ferramentas à disposição para garantir a melhor comercialização.

“E os produtores devem aproveitar as janelas de oportunidade, como a dessa semana, para negociar”, afirma.


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