sábado, julho 25, 2026

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Biológicos exigem atenção à cepa no rótulo



O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra


O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra
O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra – Foto: Canva

A presença frequente de Bacillus em produtos biológicos usados na agricultura está ligada menos a uma tendência de mercado e mais às características fisiológicas desse grupo de bactérias. Segundo João Guilherme Amaral, engenheiro agrônomo, a explicação está na capacidade do Bacillus de formar endósporos, uma estrutura de resistência que permite sua sobrevivência em condições adversas.

Quando o ambiente se torna desfavorável, seja por calor, seca ou presença de fungicida no tanque, o Bacillus reduz sua atividade, forma uma espécie de cápsula protetora e entra em pausa. Com a melhora das condições, o microrganismo retoma sua atividade. Essa característica ajuda a explicar por que o gênero aparece em diferentes formulações e consegue resistir a combinações com químicos, além de se adaptar a formas variadas de aplicação, como sulco, pulverização foliar e tratamento de sementes.

A resistência, porém, não significa que todos os produtos com Bacillus tenham a mesma função na lavoura. O ponto central, de acordo com o material, é que Bacillus funciona como um sobrenome de família. O que define a ação agronômica é a cepa presente no produto. Por isso, espécies semelhantes podem apresentar resultados distintos dependendo da cepa utilizada.

Um exemplo citado é o B. subtilis com a cepa QST 713, que possui patente global relacionada à ação sobre ovos e juvenis de nematoide. Isso não significa que outro B. subtilis terá a mesma capacidade. Da mesma forma, o B. amyloliquefaciens com a cepa CPQBA 040-11DRM tem registro para doenças foliares, enquanto outro microrganismo da mesma espécie pode ter foco completamente diferente.

O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra acreditando que o resultado será equivalente. A lógica é semelhante à comparação entre profissionais de uma mesma área, mas com protocolos e finalidades diferentes. A escolha incorreta pode levar a resultado nulo, mesmo quando a dose aplicada está correta. No uso de biológicos, portanto, a identificação da cepa é tão importante quanto o gênero indicado no rótulo.

 





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Hipoteca pode proteger arrendamento rural



O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência d


O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência do contrato
O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência do contrato – Foto: Nadia Borges

Contratos de arrendamento rural que envolvem investimentos elevados podem exigir mecanismos adicionais de proteção ao arrendatário. A avaliação é de Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Segundo o especialista, é possível que o próprio imóvel arrendado seja dado em hipoteca como garantia ao arrendatário. Embora pouco usada, a cláusula pode ser recomendável em contratos de médio e longo prazo, especialmente quando o arrendatário realiza benfeitorias, implanta infraestrutura ou desenvolve lavouras permanentes que, ao fim do contrato, passam a valorizar o patrimônio do proprietário.

O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência do contrato, como em casos de venda por determinação judicial. Conforme entendimento citado do Superior Tribunal de Justiça, o comprador de imóvel em alienação judicial não é obrigado a respeitar o arrendamento anterior. Assim, o arrendatário pode ser levado a desocupar a área antes do prazo, com investimentos ainda não amortizados e dificuldade para cobrar indenização.

A hipoteca vinculada ao valor dos investimentos projetados transforma esse crédito em garantia real, reduzindo riscos de inadimplência. A medida, porém, não se aplica a todo contrato e exige análise criteriosa, escritura pública e registro na matrícula do imóvel, além de verificação de gravames anteriores, anuência do cônjuge quando necessária e compatibilidade entre o valor garantido e os investimentos previstos.

Também pode ser prevista a redução proporcional da garantia à medida que o contrato avança e os investimentos são amortizados. Em operações rurais de maior porte, a cláusula pode representar maior segurança jurídica e evitar prejuízos de difícil recuperação.

 





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Consultoria vê venda gradual como melhor saída



A ausência de novos negócios estimulou liquidação de contratos em Chicago


A ausência de novos negócios estimulou liquidação de contratos em Chicago
A ausência de novos negócios estimulou liquidação de contratos em Chicago – Foto: Canva

A soja voltou a operar em ambiente de acomodação, refletindo um mercado ainda dividido entre a pressão da oferta global e a permanência de riscos climáticos nos Estados Unidos. Segundo análise da TF Agroeconômica, a frustração diplomática entre Estados Unidos e China pesou sobre as cotações, após o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping terminar sem anúncios concretos de compras chinesas de soja americana.

A ausência de novos negócios estimulou liquidação de contratos em Chicago e reforçou o peso dos fundamentos baixistas. As exportações dos Estados Unidos seguem enfraquecidas, com vendas semanais de 102,1 mil toneladas da safra 2025/26, volume 28% menor que o da semana anterior e 60% abaixo da média das últimas quatro semanas. No acumulado do ano comercial, as vendas americanas estão 18,5% inferiores às registradas no mesmo período do ano passado.

Outro fator de pressão é a continuidade da preferência chinesa pela soja brasileira, o que limita o espaço para uma recuperação mais consistente dos preços nos Estados Unidos. A ampla oferta sul-americana também pesa sobre o mercado. A Bolsa de Rosário elevou a estimativa da produção argentina de 48 milhões para 50 milhões de toneladas, enquanto a Conab revisou a safra brasileira para 180,13 milhões de toneladas e projetou exportações de 116 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, as chuvas previstas para o Meio-Oeste podem melhorar a umidade dos solos e reduzir parte do risco climático no início da safra, embora também possam atrasar parcialmente o plantio. Ao mesmo tempo, o USDA elevou de 27% para 28% a área de soja em condições de seca, acima dos 17% observados no mesmo período do ano passado, com piora mais evidente nas Grandes Planícies.

Entre os fatores de suporte, aparecem a venda diária de 252 mil toneladas de soja americana para destinos não revelados e os estoques menores de óleo de soja divulgados pela NOPA. Ainda assim, a recomendação é de cautela, com vendas graduais em momentos de repique de Chicago e do dólar, priorizando proteção de margem. Para a safra 2026/27, a orientação é manter estratégia escalonada e observar a volatilidade climática entre junho e agosto.

 





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Soja recua com cautela externa e custo logístico


A soja encerrou a semana sob pressão no mercado internacional, em meio à frustração dos operadores com os sinais vindos da cúpula entre Estados Unidos e China e à cautela no mercado físico brasileiro. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho na Bolsa de Chicago fechou em baixa de 1,30%, a US$ 11,77 por bushel, enquanto agosto recuou 1,11%, a US$ 11,765 por bushel.

A queda refletiu a percepção de que a retórica da Casa Branca sobre o compromisso chinês de comprar 25 milhões de toneladas na safra 2026/2027 não convenceu o mercado. A pressão foi ampliada pelo esmagamento de soja divulgado pela NOPA, de 5,77 milhões de toneladas em abril, abaixo do esperado devido a paradas sazonais para manutenção. Na semana, a soja acumulou perda de 2,57%, enquanto o farelo subiu 4,57% e o óleo recuou 0,59%.

No Rio Grande do Sul, a produção estimada chega a 21,44 milhões de toneladas, alta superior a 57% frente ao ciclo anterior, com 79% da área colhida. A umidade elevada limita o avanço dos trabalhos, exige secagem artificial e aumenta custos. A disputa por armazéns com o milho, já colhido em 92% da área, mantém fretes pressionados e acelera o escoamento para o Porto de Rio Grande.

Em Santa Catarina, a colheita alcança 74%, com Palma Sola avançando para R$ 113,00 e o porto de São Francisco cotado a R$ 132,00. O estado acompanha a necessidade de importação de grãos do Paraná e do Rio Grande do Sul para abastecer fábricas de ração.

No Paraná, a produção é estimada em 22 milhões de toneladas, com colheita praticamente encerrada no Oeste e Sudoeste. O frete interno ficou 17,1% mais caro em relação ao ano anterior, enquanto o diesel subiu 23% em pouco mais de um mês, pressionando margens e ampliando a apreensão entre produtores.

Em Mato Grosso do Sul, a colheita está em 91,6%, com produtividade média reduzida pelas intempéries. Já em Mato Grosso, a safra recorde de 51,56 milhões de toneladas contrasta com o custo projetado de R$ 8.037,13 por hectare para 2026/2027 e fretes mais altos nas rotas de exportação.

 





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IMEA em Campo aponta produção recorde de soja em MT e alerta para impacto do…


A análise da produção e as perspectivas para o campo em Mato Grosso foram apresentadas durante a palestra “IMEA em Campo”, ministrada pelo analista de campo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Henrique Eggers, nesta quarta-feira (16), durante a programação da 17ª Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis.

O levantamento integra o projeto IMEA em Campo, desenvolvido em parceria com a Aprosoja-MT e IAGRO, com o objetivo de realizar avaliações técnicas diretamente nas lavouras, garantindo dados representativos sobre o desempenho das culturas no Estado.

Segundo Henrique, a edição deste ano teve ampla cobertura e foi considerada uma das mais completas do projeto. Ao todo, foram 71 dias de avaliações, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 análises realizadas e 103 municípios visitados. O levantamento contemplou 97,92% da área total de soja cultivada em Mato Grosso na safra 2025/26.

Durante as visitas, a equipe avaliou indicadores quantitativos e qualitativos das lavouras, como número de plantas por hectare, vagens e grãos por planta, peso e umidade dos grãos, além da presença de pragas, doenças, plantas daninhas e grãos avariados.

Com base nas análises, o IMEA estimou que Mato Grosso deve registrar produção recorde de soja na safra 2025/26, alcançando 51,56 milhões de toneladas. A área plantada foi estimada em 13,013 milhões de hectares, com produtividade média de 66,03 sacas por hectare.

Henrique explicou que, embora a produtividade não tenha superado o recorde do ciclo anterior, o Estado alcançou o maior volume de produção já registrado, impulsionado pelo crescimento da área cultivada. Na safra passada, Mato Grosso colheu 50,89 milhões de toneladas, com produtividade recorde de 66,29 sacas por hectare.

O analista também destacou que a safra enfrentou desafios climáticos ao longo do ciclo, com déficit hídrico no início do plantio em algumas regiões e excesso de chuvas na fase final, o que impactou o peso dos grãos. Um dos pontos de atenção foi o aumento de lavouras com grãos avariados. O levantamento apontou crescimento de 3,4% em comparação à safra anterior, fator que reduz diretamente o rendimento da produção.

Em relação ao milho segunda safra, Henrique alertou para o atraso no plantio, provocado pelo excesso de chuvas em fevereiro, que dificultou a colheita da soja e atrasou o avanço das operações no campo. O IMEA estimou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal, número superior ao registrado no ano passado.

Para o milho, a projeção atual indica área plantada de 7,39 milhões de hectares, produtividade média estimada em 116,6 sacas por hectare e produção prevista de 51,72 milhões de toneladas. Segundo Henrique, o resultado final ainda depende diretamente do comportamento climático nas próximas semanas, especialmente das chuvas previstas para o fim de abril e início de maio.

O analista também abordou o cenário de mercado e custos de produção, apontando aumento nas despesas para a próxima temporada. Conforme dados divulgados pelo IMEA, o custo total estimado da soja para a safra 2026/27 é de R$ 8.037,13 por hectare, com alta de 4,70%. Para o milho, o custo total previsto é de R$ 7.303,96 por hectare, aumento de 8,59%.

Henrique ressaltou que, além da elevação dos custos, o produtor enfrenta cenário de rentabilidade mais apertada e incertezas climáticas com a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño, que tende a trazer maior instabilidade nas chuvas e aumentar riscos para o desempenho produtivo.

17ª Parecis SuperAgro
A Parecis SuperAgro é uma realização do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e conta com o patrocínio da Aprosoja – MT, Senar – MT, Aster (Concessionária JD), Sicoob Credisul e Sicredi, além do apoio da Prefeitura de Campo Novo do Parecis e da Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis.





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Café apreendido é destinado à compostagem no Paraná



UFPR recebe café irregular para reciclagem



Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Universidade Federal do Paraná concluíram, nesta terça-feira (12), a destinação ambientalmente adequada de cerca de 1,5 mil pacotes de café apreendidos durante ações de fiscalização da qualidade vegetal no Paraná. O material foi encaminhado para compostagem em atividade realizada no Campus Botânico da UFPR, em Curitiba.

O lote de café torrado e moído da marca Made in Brazil, adquirido pela universidade para consumo interno, teve a comercialização suspensa após fiscalização do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR). Durante a inspeção, foram identificadas impurezas e matérias estranhas acima dos limites permitidos pela legislação.

Após a apreensão, o produto permaneceu armazenado até a definição da destinação final. O café foi incorporado a leiras de compostagem junto com aparas de grama, folhas secas, esterco bovino e água. As embalagens foram separadas para reciclagem.

Segundo os responsáveis pela ação, o composto orgânico produzido poderá ser utilizado em atividades de manejo e recuperação de solo desenvolvidas pela própria universidade.

A destinação do material foi acompanhada por auditores fiscais federais agropecuários e integrou as medidas adotadas pelo Mapa para impedir o retorno do produto irregular à cadeia de consumo.

De acordo com o ministério, ações de fiscalização e destinação adequada de produtos apreendidos contribuem para proteger o consumidor, garantir a conformidade dos produtos de origem vegetal comercializados no país e fortalecer a integridade da cadeia produtiva do café. A iniciativa também busca reforçar práticas ambientalmente responsáveis no tratamento de produtos considerados impróprios para consumo.

O Mapa informou ainda que vem intensificando a fiscalização da cadeia do café no Paraná. Até o momento, já foram realizadas 194 coletas oficiais de amostras no estado. Casos de não conformidade resultaram em autuações, multas, apreensões e auditorias em estabelecimentos torrefadores e embaladores. Recentemente, mais de 21 toneladas de café irregular foram apreendidas em compras públicas realizadas em Curitiba.





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Boas práticas avançam no uso de defensivos



“Os clientes se sentem mais seguros quando recebem instruções sobre aplicação”


“Os clientes se sentem mais seguros quando recebem instruções sobre aplicação"
“Os clientes se sentem mais seguros quando recebem instruções sobre aplicação” – Foto: Canva

A segurança na aplicação de defensivos agrícolas tem avançado como parte das estratégias de sustentabilidade no campo, com foco na proteção dos trabalhadores, no uso correto das tecnologias e na redução de impactos ambientais. Nesse cenário, programas de capacitação buscam aproximar orientação técnica e boas práticas agrícolas.

A Syngenta reconheceu Representantes Técnicos de Vendas (RTVs) e gestores que se destacaram em 2025 na disseminação de protocolos de segurança e sustentabilidade. A iniciativa integra o PROS, programa conduzido pela área de Boas Práticas Agrícolas, voltado à conscientização sobre uso seguro e correto de defensivos, utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e armazenagem adequada de embalagens.

Segundo a companhia, o programa reforça o papel dos RTVs como agentes de orientação no campo, levando aos agricultores recomendações técnicas associadas à segurança do trabalho e à responsabilidade ambiental. A ação também está ligada à prioridade de ampliar a produtividade com menor impacto.

“Os clientes se sentem mais seguros quando recebem instruções sobre aplicação correta dos produtos. A Syngenta é uma empresa de defensivos agrícolas, e quando levamos o tema da segurança da aplicação, eles deixam de ver a gente só como uma empresa que vende o insumo, mas também como um parceiro que dá todo o respaldo, seja ele técnico, seja ele relacionado à integridade do trabalhador e proteção do meio ambiente”, afirma Karla Winny, RTV da Syngenta.

Os participantes destacam que os treinamentos fortalecem a relação com os produtores, ao ampliar o suporte no pós-venda e orientar sobre a aplicação correta das soluções. Além do PROS, a empresa mantém o Aplica Certo, com cursos e certificados sobre segurança na aplicação, tratamento de sementes e cuidados com o solo. Em 2025, as plataformas de Boas Práticas Agrícolas da divisão de Proteção de Cultivos da Syngenta capacitaram 81.893 pessoas em uso seguro no Brasil, avanço de 35% em relação a 2024.

 





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Produção de cana deve crescer no novo ciclo


A safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27 deve avançar em produção e área colhida, em um ciclo marcado pela recuperação parcial dos canaviais e pela necessidade de maior eficiência no campo. Segundo a Conab, a produção nacional está estimada em 709,1 milhões de toneladas, alta de 5,3% sobre a safra anterior, o que representa a segunda maior produção da série histórica. A área destinada à colheita deve crescer 1,9%, para 9,1 milhões de hectares.

No Sudeste, principal região produtora, a expectativa é de 459,1 milhões de toneladas, aumento de 6,8% frente ao ciclo 2025/26. A produtividade média regional é estimada em 80,852 toneladas por hectare, avanço de 4,6%.

Apesar da maior disponibilidade de matéria-prima, a produção de açúcar deve alcançar 43,95 milhões de toneladas, enquanto o etanol tende a concentrar o crescimento do setor, com projeção de 40,69 bilhões de litros, alta de 8,5%. O movimento reflete mudanças no mix das usinas, influenciadas pela competitividade do biocombustível e pela busca por eficiência agrícola e industrial.

“Esse cenário tende a resultar em um ciclo mais robusto, ainda em fase inicial, mas que exigirá atenção constante aos desafios agronômicos e estratégicos ao longo do desenvolvimento da cultura”, ressalta o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Michel Tomazela.

A recuperação produtiva ocorre após impactos climáticos nas últimas safras, mas o setor ainda enfrenta irregularidade de chuvas, ondas de calor e estresses localizados. Esse cenário aumenta a importância do planejamento, do monitoramento das lavouras e do manejo integrado de pragas, plantas daninhas e doenças.

Entre os desafios estão a cigarrinha-das-raízes, o bicudo-da-cana-de-açúcar e a matocompetição em fases iniciais da cultura. A maturação também ganha relevância, especialmente pela influência do teor de sacarose na qualidade da matéria-prima e no ATR. No Centro-Sul, a variabilidade climática tem dificultado a uniformidade desse processo, reforçando a adoção de estratégias para proteger produtividade, qualidade industrial e rentabilidade.

 





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Biológicos reduzem pressão de custos no campo



Nesse contexto, os insumos biológicos aparecem como alternativa


Nesse contexto, os insumos biológicos aparecem como alternativa
Nesse contexto, os insumos biológicos aparecem como alternativa – Foto: Divulgação

A instabilidade internacional tem aumentado os riscos para a produção de alimentos e pressionado os custos no campo, sobretudo em cadeias dependentes de insumos importados. A avaliação é de Antonio Carlos da Silva Gonçalves, engenheiro agrônomo e gerente de marketing da Biotrop, que aponta guerras, sanções econômicas e problemas logísticos como fatores de impacto direto sobre a agricultura brasileira.

Segundo o especialista, o país importa cerca de 90% dos fertilizantes usados nas lavouras, o que amplia a exposição do produtor a choques externos. Conflitos recentes e tensões geopolíticas, como os da Ucrânia e do Oriente Médio, chegaram a provocar altas de até 120% em determinadas matérias-primas. Em algumas culturas, os fertilizantes representam mais de 50% do custo operacional, tornando o impacto rápido nas margens.

Nesse contexto, os insumos biológicos aparecem como alternativa para reduzir a dependência de agroquímicos, manter a eficiência produtiva e dar mais previsibilidade à gestão de custos. O Brasil conta com estrutura consolidada de fabricação de biológicos, além de empresas, instituições e profissionais voltados à pesquisa e ao desenvolvimento de soluções baseadas no solo, na microbiologia e na planta.

Biofertilizantes ajudam a ativar a biologia do solo, liberar nutrientes retidos e aumentar o aproveitamento do adubo aplicado. Microrganismos também podem produzir fitohormônios e favorecer a fixação biológica de nitrogênio, reduzindo a dependência de insumos influenciados pelo preço do gás e do petróleo.

“Nosso papel é estar ao lado do agricultor e oferecer soluções eficazes, que respeitam o meio ambiente e as pessoas. Em momentos de instabilidade global, como o atual, somam-se a esses fatores os desafios de custos. Os biológicos são produzidos localmente, utilizam insumos naturais e possibilitam manter a operação com previsibilidade econômica”, conclui.

 





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Demora amplia risco nas dívidas rurais



O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial


O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial
O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial – Foto: Pixabay

A demora em buscar orientação diante de dívidas rurais tem ampliado o risco financeiro e patrimonial de produtores em diferentes regiões do país. Segundo Leandro Amaral, advogado especialista em crédito rural e direito do agronegócio, a espera até sinais avançados de crise reduz as alternativas de negociação e defesa disponíveis ao produtor.

A avaliação aponta que muitos produtores deixam de agir no primeiro momento de aperto por vergonha, negação ou expectativa de melhora na safra seguinte. O problema é que a próxima safra depende de fatores fora do controle do produtor, como clima, preços, câmbio, juros e condições de comercialização. Enquanto isso, documentos assinados para ganhar prazo, como confissões de dívida, hipotecas e alienações fiduciárias, podem limitar estratégias futuras.

O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio. Conforme os dados citados, foram 1.990 pedidos em 2025, ante 1.272 em 2024 e 534 em 2023. Goiás apareceu como o segundo estado com mais casos, com 296 registros, atrás de Mato Grosso, com 332.

Também pesam o juro elevado, a queda das margens e a mudança na postura dos credores. A alienação fiduciária, que avançou nas operações de custeio, altera o grau de risco para quem oferece máquinas, terras ou outros bens em garantia. Além disso, mudanças no provisionamento bancário tornaram as instituições mais cautelosas para renegociar e mais rápidas para executar.

“Procure quem entende do assunto. Alguém que conheça o sistema do credor, o calendário do tribunal, o contrato que você assinou e o que está disponível para você nesta fase específica em que você está. A vergonha que te impede de pedir ajuda hoje vai parecer pequena perto do peso que vai chegar amanhã se você continuar empurrando. Quem alimenta o país tem direito a saber das ferramentas que existem para defender o que construiu. Eu sigo falando para que você decida cedo. O resto, só depende de você”, conclui.

 





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