sexta-feira, julho 24, 2026

Política & Agro

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ciclone e chuva intensa ameaçam 3 regiões do Brasil


A atuação de um ciclone extratropical sobre a costa da Região Sul deve provocar chuva intensa e tempestades em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país nesta sexta-feira (12), Dia dos Namorados. De acordo com informações da Meteored, o sistema estará associado a uma frente fria que avança rapidamente pelo território nacional, elevando o risco de temporais, rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo.

As mudanças no tempo começaram a ser observadas ainda na quarta-feira (10) e ao longo desta quinta-feira (11), quando áreas do Sul e do Sudeste registraram aumento da nebulosidade e ocorrência de chuva. O dia amanheceu com tempo fechado em partes de São Paulo, Minas Gerais e no extremo sul do Rio de Janeiro.

Segundo a Meteored, “o Dia dos Namorados terá a atuação de ciclone sobre costa da Região Sul”. A empresa informa que a baixa pressão estará associada a uma frente fria responsável por ampliar as instabilidades sobre três regiões do país.

Durante a madrugada de sexta-feira, a previsão indica chuva intensa no leste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e do Paraná, além do sul de Mato Grosso do Sul. Nessas áreas, os temporais poderão vir acompanhados de raios, ventos fortes e granizo.

Pela manhã, a frente fria deve avançar sobre os estados da Região Sul, Mato Grosso do Sul e alcançar São Paulo, Minas Gerais e Goiás. No Sul do país, o volume de chuva tende a permanecer elevado, aumentando o risco de alagamentos, enxurradas e elevação dos níveis dos rios.

As maiores chances de tempestades são previstas para o leste de Santa Catarina, especialmente na região do Vale do Itajaí, além do centro-leste do Paraná e áreas próximas à divisa com São Paulo.

Em território paulista, a previsão aponta pancadas de chuva de intensidade moderada, com possibilidade de temporais localizados no sul do estado. Em Minas Gerais, a chuva deve atingir o Triângulo Mineiro e o sul do estado, cenário semelhante ao previsto para o sul de Goiás.

Durante a tarde, o centro do ciclone deverá se posicionar próximo ao litoral catarinense. Conforme a Meteored, a convergência de umidade associada ao sistema poderá provocar chuva intensa e tempestades em grande parte de Santa Catarina e no nordeste do Rio Grande do Sul. No Paraná, embora a tendência seja de precipitações mais fracas, não estão descartadas pancadas de forte intensidade.

Ao mesmo tempo, a frente fria seguirá avançando pelo Sudeste e Centro-Oeste. O modelo de confiança da Meteored indica potencial para temporais no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Sul e Sudoeste de Minas Gerais, sul de Goiás e sudeste de Mato Grosso.

A instabilidade deve continuar durante a noite de sexta-feira, alcançando Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Nessas áreas, permanecem os alertas para chuva forte e tempestades. Em contrapartida, após a passagem da frente fria, o tempo tende a se estabilizar em partes da Região Sul, de São Paulo e de Mato Grosso do Sul.





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Umidade do solo influencia oferta de forragem


As pastagens gaúchas seguem apresentando condições distintas entre as regiões do Rio Grande do Sul, refletindo principalmente as diferenças na disponibilidade de umidade do solo. Enquanto algumas áreas registram avanço das forrageiras de inverno e início do pastejo, outras ainda enfrentam dificuldades no estabelecimento e desenvolvimento das plantas. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar.

Segundo a Emater/RS-Ascar, os campos nativos apresentam crescimento reduzido em grande parte do Estado devido às baixas temperaturas e à menor disponibilidade hídrica. Ainda assim, em algumas localidades, a oferta de forragem permanece suficiente para atender os rebanhos.

Na região administrativa de Bagé, o desenvolvimento das pastagens teve pouca evolução em comparação ao período anterior. A combinação entre baixa radiação solar, temperaturas reduzidas e limitações hídricas restringiu o crescimento de aveia, azevém e trevos. Nas áreas semeadas mais tarde, foram observadas falhas de estabelecimento e atraso no desenvolvimento, o que limita a utilização das áreas ou exige redução da lotação animal. As chuvas registradas em alguns municípios contribuíram para melhorar pontualmente as condições das pastagens e devem favorecer a retomada das adubações de cobertura.

Em Caxias do Sul, as pastagens anuais de inverno, especialmente aveia, azevém e trigo, apresentam desenvolvimento adequado e boa oferta de forragem para o pastejo. Nos sistemas de integração lavoura-pecuária, a disponibilidade de alimento é considerada elevada. Mesmo com limitações relacionadas à adubação nitrogenada, as áreas seguem evoluindo e ajudam a reduzir os efeitos do vazio forrageiro de outono.

Na região de Ijuí, as forrageiras de inverno apresentam bom estabelecimento, coloração uniforme e desenvolvimento satisfatório. As áreas implantadas entre o final de março e o início de abril ampliam gradualmente a oferta de trigo e aveia para pastejo. A Emater/RS-Ascar destaca, entretanto, que a baixa luminosidade tem reduzido a taxa de crescimento das plantas e a produção de matéria seca. O plantio segue dentro do cronograma das propriedades, favorecido pelo tempo firme registrado ao longo da semana.

Já na região de Passo Fundo, a combinação de umidade adequada, luminosidade e temperaturas amenas favoreceu o desenvolvimento das pastagens anuais de inverno, especialmente aveia e azevém. A oferta de forragem aumentou e os produtores retomaram as adubações de cobertura, principalmente com o uso de ureia e cama de aviário. Também avançam os trabalhos de dessecação das áreas destinadas ao cultivo de trigo para silagem.

Na região de Pelotas, o cenário varia entre os municípios. Em Pedro Osório, a escassez de chuvas reduziu o crescimento das pastagens e afetou a disponibilidade de alimento para os rebanhos. A implantação das áreas de inverno está praticamente paralisada em muitas propriedades devido à falta de umidade suficiente para garantir a germinação e o estabelecimento inicial das forrageiras. Os produtores aguardam a ocorrência de precipitações mais expressivas para retomar os trabalhos. Em São Lourenço do Sul, por outro lado, as áreas cultivadas com aveia e azevém já iniciaram o pastejo e apresentam boa produção de forragem.

Na região de Porto Alegre, a situação permanece heterogênea. Em algumas localidades, o frio e a falta de chuvas reduziram o crescimento do campo nativo e das pastagens de inverno, especialmente em áreas com solos arenosos. Em outras, as precipitações registradas mantiveram níveis adequados de umidade no solo, favorecendo tanto a implantação quanto o desenvolvimento das forrageiras.

As regiões de Santa Maria e Soledade registraram bom desenvolvimento das pastagens de inverno, impulsionado pelas condições meteorológicas e pela disponibilidade adequada de umidade. O pastejo já foi iniciado em diversas áreas de aveia, garantindo oferta de forragem em quantidade e qualidade para os rebanhos e reduzindo os impactos do vazio forrageiro outonal.

Na região de Santa Rosa, as pastagens de inverno apresentam vigor vegetativo e disponibilidade de alimento considerados satisfatórios. Conforme a Emater/RS-Ascar, as condições favorecem a alimentação dos rebanhos, embora os custos de manutenção permaneçam elevados devido aos preços dos fertilizantes nitrogenados utilizados na adubação de cobertura. O campo nativo, apesar de não registrar aumento significativo na produção de forragem, mantém condições adequadas em razão da menor incidência de chuvas, que reduz os danos causados pelo pisoteio dos animais nas áreas de pastejo.





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Mercado do tabaco registra atraso nas negociações


A comercialização do tabaco segue em ritmo lento no Rio Grande do Sul, enquanto os produtores intensificam os preparativos para a safra 2026. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Pelotas, os produtores têm reduzido o volume de vendas em razão dos preços praticados no mercado. Conforme a Emater/RS-Ascar, cerca de 45% da safra foi comercializada até o momento. Os preços máximos pagos pelas folhas secas variam entre R$ 250,00 e R$ 300,00 por arroba, dependendo da classificação do produto.

Segundo o levantamento, os valores estão abaixo dos registrados na safra anterior e também dos observados no início da atual temporada de comercialização. Paralelamente às negociações, os produtores já iniciaram a semeadura do tabaco destinado à produção de mudas pelo sistema floating.

Na região de Soledade, os trabalhos de classificação das folhas continuam nos galpões. Nas áreas de menor altitude, as sementeiras já estão formadas e, em muitos casos, passam por operações de desbaste e poda. Nas localidades de maior altitude, a preparação das sementeiras segue em andamento e grande parte das áreas já foi semeada.

A Emater/RS-Ascar informa que a comercialização também permanece lenta na região, com atraso superior a dois meses em relação ao ritmo observado em safras anteriores.

Na região de Santa Rosa, especialmente nos municípios de Doutor Maurício Cardoso, Alecrim, Novo Machado, Porto Mauá, Porto Lucena e Porto Xavier, os fumicultores encerram as atividades ligadas à safra 2025 e concentram esforços na próxima temporada.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, foi intensificado o preparo das mudas de tabaco do tipo Burley por meio do sistema float, método de cultivo hidropônico realizado em piscinas. A etapa é considerada estratégica para o desenvolvimento das plantas e exige atenção ao manejo da estrutura, da água e do substrato.

A entidade destaca que o desempenho dessa fase inicial influencia diretamente o estabelecimento das lavouras e o rendimento final da cultura. Na região, o preço médio recebido pelos produtores está em torno de R$ 14,00 por quilo de tabaco comercializado.

 





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Açúcar fica estável em NY, enquanto etanol reage


O mercado internacional de açúcar encerrou a semana praticamente estável, em meio a operações limitadas, dólar forte e incertezas sobre o clima na Índia. Segundo análise da StoneX, o contrato NY #11 registrou alta marginal de 8 pontos no período, negociado em intervalo estreito entre USc 14,00 e USc 14,70/lb.

A movimentação refletiu um mercado em compasso de espera, especialmente diante do início oficial das monções indianas, fator considerado relevante para as projeções de oferta da safra 2026/27. Além disso, o feriado de Corpus Christi reduziu o fluxo de vendedores brasileiros, contribuindo para a menor liquidez nas negociações.

No ambiente macroeconômico, a retração do petróleo Brent para a faixa de US$ 93 por barril pressionou o complexo de commodities agrícolas e favoreceu quedas intradiárias no açúcar bruto. Por outro lado, a desvalorização do real elevou as cotações do açúcar em moeda brasileira em 3,4%, para a região de R$ 1.660 por tonelada, o que acabou desestimulando vendas voltadas à exportação.

No mercado do açúcar refinado, o contrato LDN #5 avançou 2% na semana, encerrando o período em US$ 446,9 por tonelada. O white premium de curto prazo, em aceleração desde março, segue no radar como possível fator de suporte ao açúcar bruto nas próximas semanas, embora a recente acomodação do Brent levante dúvidas sobre a sustentação desse diferencial.

Já no mercado de etanol, o hidratado base Ribeirão Preto fechou a semana em alta de 2,6%, cotado a R$ 2,79 por litro. Após iniciar o período em queda, o biocombustível recuperou preços ao longo dos dias, impulsionado pela maior participação de grandes distribuidoras no mercado spot antes do feriado.

Mesmo com a reação nos preços, os estoques totais de etanol chegaram a 3,1 milhões de metros cúbicos na segunda quinzena de maio, alta de 29,8% frente à quinzena anterior e 63% acima do mesmo período da safra 2025/26. O avanço foi observado tanto no hidratado quanto no anidro, refletindo a intensificação da moagem no Centro-Sul e a pressão estrutural de oferta neste início de ciclo.





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Cacau oscila perto de US$ 4 mil por tonelada



O excesso de precipitações começa a gerar preocupação no mercado


O excesso de precipitações começa a gerar preocupação no mercado
O excesso de precipitações começa a gerar preocupação no mercado – Foto: Pixabay

O mercado internacional de cacau segue operando próximo dos US$ 4 mil por tonelada, em um movimento de consolidação após semanas de volatilidade. Segundo análise da StoneX, o contrato CCN6 ficou praticamente estável na comparação semanal, passando de US$ 3.895 por tonelada na última segunda-feira para US$ 3.831 por tonelada nesta semana.

O comportamento indica que a tela de julho e o restante da curva de preços buscam novos fatores capazes de dar direção mais clara às cotações. Entre os principais pontos de atenção está o clima nas regiões produtoras, especialmente diante da maior intensidade associada ao fenômeno El Niño.

Na Costa do Marfim e em Gana, principais origens globais do cacau, as chuvas acima da média vêm ajudando a manter a umidade do solo em bons níveis. Esse cenário tem favorecido o desenvolvimento da safra intermediária e reforçado a percepção de que a produção pode apresentar desempenho razoável no curto prazo.

Apesar disso, o excesso de precipitações começa a gerar preocupação no mercado. Para os próximos 15 dias, as previsões indicam volumes entre 50 e 150 milímetros acima da normalidade em algumas áreas produtoras, o que pode trazer efeitos colaterais para as lavouras.

A umidade elevada, embora beneficie o desenvolvimento das plantas em determinados momentos, também aumenta o risco de problemas fitossanitários, dificuldades no manejo e impactos sobre a qualidade das amêndoas. Com isso, os agentes seguem monitorando se o quadro climático continuará apenas sustentando a safra intermediária ou se passará a representar um fator de risco mais relevante para a oferta.

Enquanto novas informações não alteram de forma significativa as expectativas, os preços permanecem oscilando dentro de uma faixa estreita. O mercado segue atento ao avanço das chuvas na África Ocidental e aos possíveis reflexos sobre a produção, em um momento em que qualquer mudança no balanço de oferta pode voltar a influenciar as cotações internacionais do cacau.

 





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Café arábica cai ao menor nível em um ano e meio


O mercado de café encerrou a última semana sob forte pressão, aprofundando o movimento de baixa diante da mudança nas expectativas globais de oferta. As informações são da StoneX.

O cenário, que antes era marcado por aperto na disponibilidade, passou a refletir a possibilidade de superávit global em 2026/27. Esse ajuste nas projeções pesou especialmente sobre o café arábica, que atingiu o menor patamar em cerca de um ano e meio na bolsa de Nova Iorque.

Além dos fundamentos próprios do setor, o mercado também foi pressionado pelo ambiente macroeconômico. O fortalecimento do dólar no exterior e o novo enfraquecimento do real, com a taxa de câmbio passando de R$ 5,02 para R$ 5,13 ao longo da semana, contribuíram para um movimento negativo no complexo de commodities agrícolas.

No caso do café, o principal fator baixista veio do avanço da colheita brasileira. A divulgação do relatório anual do USDA reforçou a perspectiva de uma safra recorde no Brasil, enquanto a produção colombiana também apresentou desempenho melhor em maio, ampliando a percepção de maior oferta no mercado internacional.

Na bolsa de Nova Iorque, o vencimento de julho do arábica encerrou a semana cotado a US¢ 246,5 por libra-peso, com queda de 1.910 pontos, ou 7,2%, no período. Durante a sexta-feira, o contrato chegou a tocar US¢ 243,30 por libra-peso, renovando as mínimas recentes.

Em Londres, o café também acompanhou o movimento negativo. O contrato de julho encerrou a semana a US$ 3.316 por tonelada, acumulando recuo de 4,6%.

Com isso, o mercado passa a acompanhar de perto o ritmo da colheita no Brasil e a confirmação das estimativas de produção para a safra 2026/27. Caso a perspectiva de oferta elevada se consolide, os preços podem seguir pressionados no curto prazo.





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Soja recua com oferta global mais ampla


O mercado da soja encerrou o dia pressionado pela combinação de oferta global ampla, demanda externa mais fraca e recuo das cotações internacionais. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos em Chicago fecharam em baixa após o relatório de junho do USDA manter a safra dos Estados Unidos em 120,70 milhões de toneladas e os estoques finais em 8,44 milhões de toneladas.

O contrato de julho caiu 0,71%, a US$ 11,15 por bushel, enquanto agosto recuou 0,64%, para US$ 11,20. Também houve baixa no farelo, de 0,07%, e no óleo de soja, de 1,17%. A pressão veio principalmente da redução das exportações norte-americanas pelo segundo mês seguido. Com novo corte de 540 mil toneladas, a projeção de embarques pode atingir o menor volume em 13 anos.

No cenário internacional, a concorrência segue elevada. O USDA aumentou a estimativa da safra argentina para 48,80 milhões de toneladas, enquanto a Conab ajustou a produção brasileira para 180,25 milhões. O órgão norte-americano também manteve sua projeção de compras chinesas acima do número indicado por Pequim. As vendas semanais para exportação recuaram 24% frente à semana anterior e 18% em relação à média das quatro semanas anteriores.

No mercado interno, o movimento foi de estabilidade em várias praças, mas com pressão do câmbio e dos futuros externos. No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande ficou em R$ 131,00, enquanto a colheita estadual foi encerrada com produtividade média de 2.871 kg por hectare. Em Santa Catarina, São Francisco do Sul permaneceu em R$ 130,50, com a colheita praticamente concluída.

No Paraná, a safra foi consolidada em 21,78 milhões de toneladas, com estrutura de armazenagem de 35,7 milhões de toneladas. Em Mato Grosso do Sul, as exportações de maio cresceram 41%, enquanto Mato Grosso registrou comercialização de 81,04% da safra e fiscalização reforçada durante o vazio sanitário.

 





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Oferta maior pressiona milho no mercado interno


A maior disponibilidade de milho na América do Sul voltou a pressionar os preços e manteve compradores em posição cautelosa no mercado interno. Segundo a TF Agroeconômica, o milho negociado na bolsa brasileira fechou em baixa nesta quinta-feira, influenciado pelo aumento das projeções de produção para o Brasil, Argentina e Paraguai.

Na B3, o movimento negativo refletiu a elevação das estimativas do USDA e da Conab para a safra brasileira 2026/27. O departamento americano também ampliou as previsões para Argentina e Paraguai, enquanto bolsas argentinas indicam produção de 68 milhões e 64 milhões de toneladas no país, acima das 61 milhões de toneladas projetadas pelo USDA. Com oferta regional considerada confortável, o comprador segue em posição favorável. A queda do dólar também contribuiu para pressionar as cotações.

O contrato de julho de 2026 fechou a R$ 64,25, com baixa de R$ 0,37 no dia e de R$ 1,13 na semana. Setembro de 2026 encerrou a R$ 66,42, recuando R$ 0,43 no dia e R$ 1,78 na semana. Novembro de 2026 fechou a R$ 70,01, com queda diária de R$ 0,35 e semanal de R$ 1,34.

Nos estados, a liquidez segue reduzida. No Rio Grande do Sul, os negócios permanecem pontuais, com compradores abastecidos e indicações entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca. A média estadual ficou em R$ 59,27, alta semanal de 0,87%. Em Santa Catarina, a diferença entre pedidas próximas de R$ 65,00 e demanda ao redor de R$ 60,00 limita os fechamentos.

No Paraná, o clima favorece a segunda safra, mas a expectativa de maior oferta mantém o mercado travado. As lavouras têm 79% das áreas classificadas como boas pelo Deral. Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficaram entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca, com recuperação pontual, mas ainda limitada pela oferta crescente e pela cautela dos compradores.

 





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Consultoria vê trigo com negócios lentos


O mercado de trigo no Sul do país segue em ritmo lento, com poucos negócios e compradores seletivos diante dos custos e do comportamento da demanda por farinhas. As informações são da TF Agroeconômica.

No Rio Grande do Sul, os preços avançaram levemente, mas sem movimentos significativos na semana. A alta do trigo argentino em Canoas, a US$ 300,00 por tonelada, elevou também as referências para o trigo local, com indicações de R$ 1.350,00 por tonelada FOB para embarque em junho e julho, R$ 1.370,00 para julho e agosto e R$ 1.400,00 para agosto cheio. No CIF, o trigo de boa qualidade ficou entre R$ 1.480,00 e R$ 1.500,00, enquanto lotes de menor qualidade foram indicados entre R$ 1.400,00 e R$ 1.420,00. A disponibilidade estimada é de cerca de 190 mil toneladas, volume considerado insuficiente para chegar à próxima safra, em novembro. O trigo branqueador teve negócios entre R$ 1.450,00 e R$ 1.480,00 FOB, enquanto a safra nova foi indicada a R$ 1.250,00 FOB para novembro.

Em Santa Catarina, o mercado permaneceu estável, com negócios pontuais. O frete segue como principal fator de diferença nos preços finais. O trigo catarinense subiu para a faixa mínima de R$ 1.350,00 a R$ 1.400,00 por tonelada FOB, enquanto ofertas do Paraná recuaram para R$ 1.320,00 a R$ 1.350,00 no Sudoeste. No balcão, houve estabilidade em algumas praças e altas pontuais em Chapecó e Xanxerê.

No Paraná, o mercado também segue devagar, influenciado por estoques, importação e farinhas. Há moinhos abastecidos e compras concentradas em setembro e na safra nova. O trigo branqueador segue próximo de R$ 1.450,00 FOB, enquanto a safra nova aparece entre R$ 1.320,00 e R$ 1.350,00 FOB.

 





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Baixa oferta de tahiti eleva preços



Uma parcela maior da produção tem sido destinada ao mercado interno


Foto: Pixabay

As cotações da lima ácida tahiti vêm sendo sustentadas tanto no mercado doméstico quanto nas operações voltadas à exportação, por conta da redução gradual da oferta disponível e de limitações na qualidade em parte da safra paulista.

Levantamentos do Cepea mostram que o preço da tahiti in natura na árvore, em São Paulo, avançou de R$ 20,06 por caixa de 27,2 kg em abril para R$ 24,53/cx em maio, alcançando R$ 25,96/cx nesta parcial de junho (até o dia 10).

Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização ocorre em um período tradicionalmente marcado pela entressafra paulista da lima ácida tahiti. Neste ano, contudo, fatores climáticos agravaram o quadro ao comprometerem a coloração e parte da qualidade dos frutos. Além disso, diante da recuperação dos preços observada nos últimos meses, produtores retardaram a colheita em algumas áreas na expectativa de fechar negócios com preços mais atrativos. No entanto, em determinados casos, essa estratégia resultou em frutas excessivamente maduras ainda no pomar, reduzindo o potencial de comercialização para mercados mais exigentes, como o internacional.

Como consequência, ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, uma parcela maior da produção tem sido destinada ao mercado interno, enquanto os lotes aptos à exportação tornaram-se mais escassos. O cenário é particularmente sensível porque coincide com um período de demanda aquecida no exterior, ampliando a concorrência por fruta de melhor padrão e elevando as cotações em toda a cadeia.

 





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