sexta-feira, julho 24, 2026

Política & Agro

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Manejo correto reduz riscos no feijoeiro


O sucesso da produção de feijão depende cada vez mais de um manejo integrado que reúna planejamento, correção do solo, escolha adequada de cultivares, manejo da água e controle eficiente de pragas, doenças e plantas daninhas. A avaliação consta em um material técnico voltado às safras entre dezembro de 2025 e dezembro de 2026, que destaca a necessidade de decisões baseadas em monitoramento e planejamento de longo prazo para garantir estabilidade produtiva.

Segundo o documento, o feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris L.) está entre as culturas mais sensíveis a falhas de manejo. Problemas como atrasos na semeadura, adubação inadequada ou controle tardio de doenças podem comprometer significativamente o potencial produtivo das lavouras.

O material ressalta que, diante da intensificação dos sistemas de produção, especialmente em áreas de safrinha, terceira safra e cultivo irrigado, o planejamento deve começar antes mesmo da implantação da lavoura. A recomendação é que o produtor considere o feijão dentro de um sistema de produção mais amplo, integrando práticas de conservação do solo, rotação de culturas e monitoramento constante das condições da área.

A rotação de culturas é apontada como uma das primeiras etapas para reduzir problemas fitossanitários e melhorar a estrutura do solo. A alternância com gramíneas, como milho, sorgo e braquiárias, ajuda a diminuir a incidência de patógenos e plantas daninhas, além de contribuir para o aumento da matéria orgânica.

Outro ponto destacado é a importância da análise de solo como base para a tomada de decisões. A partir dos resultados, é possível definir estratégias de correção da acidez, adubação e manejo da fertilidade, garantindo condições adequadas para o desenvolvimento da cultura.

A escolha da cultivar e da época de semeadura também são consideradas decisões estratégicas. O documento recomenda que os produtores priorizem materiais adaptados às condições locais, com resistência ou tolerância às principais doenças da região e ciclo compatível com a janela de cultivo disponível.

Na fase de implantação da lavoura, a qualidade das sementes e a regulagem correta dos equipamentos de semeadura aparecem como fatores determinantes para a formação de um estande uniforme. O uso de sementes certificadas e de alto vigor é apontado como uma das principais ferramentas para garantir um bom estabelecimento da cultura.

A nutrição equilibrada é outro aspecto considerado essencial. O texto destaca que o feijão responde de forma significativa ao fornecimento adequado de nutrientes, especialmente fósforo, potássio e nitrogênio, além de micronutrientes em áreas onde houver deficiência identificada por análises.

O manejo da água também exige atenção. Em sistemas de sequeiro, a definição da época de plantio é considerada a principal estratégia para reduzir riscos relacionados à falta de chuva. Já em áreas irrigadas, o fornecimento de água deve ser ajustado de acordo com a fase de desenvolvimento da planta e as características do solo, evitando tanto o déficit quanto o excesso hídrico.

O controle de plantas daninhas, pragas e doenças deve seguir os princípios do manejo integrado, com monitoramento frequente da lavoura e adoção prioritária de medidas preventivas. O uso de defensivos agrícolas, quando necessário, deve ocorrer de forma criteriosa e sempre respaldado por orientação técnica.

Na reta final do ciclo, o acompanhamento da maturação e das condições climáticas torna-se fundamental para definir o momento adequado da colheita. A recomendação é evitar tanto a antecipação excessiva, que pode resultar em grãos com alta umidade, quanto atrasos que favoreçam perdas por debulha natural e deterioração da qualidade.

O material reforça que todas as decisões relacionadas à cultura devem ser adaptadas às características específicas de cada propriedade. “As decisões de manejo (épocas, produtos, doses, regulagens de máquinas) devem ser ajustadas à realidade da propriedade, com apoio de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) e obedecendo rótulo, bula e receituário agronômico”, destaca o documento.

Além disso, o texto ressalta que as orientações apresentadas possuem caráter informativo e não substituem a avaliação técnica realizada em condições reais de campo. “Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo”, conclui. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Preços do milho seguem estáveis à espera da safrinha


O mercado brasileiro de milho apresentou estabilidade na semana entre 5 e 11 de junho, em meio à expectativa pela entrada da nova safra de inverno e ao comportamento cauteloso de compradores e vendedores. A avaliação consta na análise divulgada nesta quinta-feira (11) pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema).

Segundo o levantamento, as principais praças do Rio Grande do Sul mantiveram a cotação em R$ 58,00 por saco. Nas demais regiões do país, os preços oscilaram entre R$ 42,00 e R$ 60,00 por saco, dependendo da localidade.

De acordo com a Ceema, a postura dos compradores tem sido marcada pelo afastamento do mercado físico de pronta entrega. O cenário é influenciado pelos estoques já formados para atender o consumo de curto prazo e pela expectativa da chegada da nova safrinha ao mercado. A análise destaca que o recuo das cotações internacionais do cereal também contribui para pressionar os preços domésticos.

Do lado dos vendedores, o comportamento tem sido diferente. Produtores que não enfrentam necessidade imediata de caixa ou não precisam liberar espaço nos armazéns optam por reter parte da oferta. A expectativa é de uma possível recuperação dos preços nos próximos meses diante da perspectiva de uma safrinha menor.

Enquanto o mercado acompanha esse movimento, a colheita da segunda safra avança no país. Conforme dados citados pela Ceema, até 4 de junho os trabalhos haviam alcançado 4,4% da área cultivada no Centro-Sul brasileiro. A consultoria AgRural projeta uma produção de 108,2 milhões de toneladas para a safrinha.

Somadas as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a primeira, segunda e terceira safras, a produção nacional de milho poderá atingir 139,9 milhões de toneladas. Ainda segundo a Conab, a colheita da segunda safra representava 3% da área nacional em 5 de junho.

No Mato Grosso, principal produtor de milho do país, a colheita alcançava 5,8% da área cultivada até 5 de junho. O índice está abaixo da média histórica de 6,8% registrada para o mesmo período. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima uma produção estadual de 53,4 milhões de toneladas.

A Ceema observa que os preços do cereal seguem em processo de ajuste, influenciados também pela maior competitividade do milho argentino no mercado. Esse fator aumenta a pressão sobre as cotações brasileiras em um momento de ampliação da oferta.

No comércio exterior, os embarques brasileiros começaram o mês em ritmo acelerado. Nos quatro primeiros dias úteis de junho, o país exportou 126.062 toneladas de milho. O volume corresponde a 34% de tudo o que foi exportado durante o mesmo mês do ano passado. A média diária embarcada foi 70,6% superior à média registrada ao longo de junho de 2025.





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Cesta básica sobe em todas as capitais


Os preços do café em pó e do óleo de soja recuaram na maior parte das capitais brasileiras em maio, enquanto o custo da cesta básica aumentou em todas as cidades pesquisadas. Os dados constam na Análise Mensal da Cesta Básica divulgada nesta quinta-feira (11), resultado de uma parceria entre a Companhia Nacional de Abastecimento e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.

Segundo o levantamento, a melhora das perspectivas para a safra e o avanço da colheita contribuíram para a queda dos preços do café em pó em 23 capitais. A maior redução foi registrada em Campo Grande, onde o produto ficou 7,86% mais barato. No caso do óleo de soja, o aumento da oferta no mercado interno favoreceu o recuo dos preços ao consumidor, com destaque para Macapá, onde a queda chegou a 7,87%.

O cenário de maior disponibilidade também influenciou os preços do açúcar, que recuaram em 21 capitais. Em Macapá, a redução foi de 20,41%, a maior entre as cidades pesquisadas. A banana seguiu a mesma tendência, com a maior retração observada em Campo Grande, onde os preços caíram 10,84%.

Apesar da redução em alguns produtos, itens importantes da alimentação dos brasileiros ficaram mais caros em maio. Entre eles estão a batata, o tomate, a carne bovina, o feijão e o leite integral. O encerramento da safra das águas e o início da colheita da safra de inverno reduziram a oferta de batata, provocando aumentos em todas as capitais das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul monitoradas pelo estudo. Em São Paulo, a alta foi de 40,03%.

O tomate e a carne bovina de primeira também registraram aumentos em 26 capitais. Em Porto Alegre, o preço do tomate avançou 44,8%, enquanto a carne teve sua maior elevação em Porto Velho, com alta de 7,35%.

O feijão continuou pressionando o orçamento das famílias. O feijão-carioca, presente na cesta básica de 21 unidades da federação, registrou aumentos que variaram de 1,13% em Cuiabá a 31,36% em Macapá. O leite integral apresentou comportamento misto, com queda de 3,28% no Rio de Janeiro e aumento de 9,75% na capital amapaense.

Outro produto que apresentou valorização foi o arroz. O cereal ficou mais caro em 18 capitais. Em Palmas, o aumento chegou a 14,23%, enquanto Aracaju registrou queda de 9,04%.

Mesmo com o recuo de alguns alimentos, o valor total da cesta básica aumentou em todas as 27 capitais pesquisadas. A menor alta foi observada em Campo Grande, com avanço de 1,73%, enquanto Recife registrou o maior crescimento, de 8,05%.

São Luís apresentou o menor custo médio da cesta básica entre as capitais analisadas, com valor de R$ 651,15. Em seguida aparecem Aracaju, com R$ 652,73, Rio Branco, com R$ 689,11, Porto Velho, com R$ 689,88, e Maceió, com R$ 696,55. Na comparação com maio de 2025, a capital maranhense foi a única entre as mais baratas a registrar redução no custo médio dos alimentos, com queda de 2,52%.

No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais pesquisadas. A média de aumento foi de 14,89%. São Luís registrou a menor elevação no período, de 3,45%. Também ficaram abaixo da média nacional cidades como Campo Grande, Macapá, Porto Alegre, Boa Vista, Brasília e São Paulo.

A parceria entre a Conab e o Dieese teve início em 2024 com o objetivo de ampliar o acompanhamento dos preços dos alimentos básicos no país. Desde agosto de 2025, os resultados passaram a contemplar 27 capitais brasileiras, contribuindo para o monitoramento da segurança alimentar e das políticas de abastecimento.





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Mercado do trigo mantém viés de alta


Os preços do trigo seguiram em alta no mercado brasileiro durante a semana entre 5 e 11 de junho, impulsionados pela baixa disponibilidade de produto remanescente da safra anterior. A avaliação consta na análise divulgada nesta quinta-feira (11) pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), que também aponta um cenário de estabilidade para o mercado internacional diante do avanço da colheita no Hemisfério Norte.

De acordo com a Ceema, o mercado global do cereal busca acomodação nos níveis atuais de preços, influenciado pelo andamento da colheita nos Estados Unidos e em outros países produtores do Hemisfério Norte. Nos Estados Unidos, a expectativa é de que o preço médio pago ao produtor no novo ano comercial fique em US$ 6,00 por bushel, abaixo dos US$ 6,50 projetados em maio.

No Brasil, entretanto, o cenário é diferente. No Rio Grande do Sul, o saco de trigo de qualidade superior foi negociado entre R$ 69,00 e R$ 70,00 ao longo da semana. No Paraná, as cotações permaneceram em R$ 70,00 por saco. O movimento reflete a oferta limitada da safra velha, em um momento em que os moinhos enfrentam dificuldades para repassar os aumentos ao consumidor final por meio dos preços da farinha.

A disputa entre compradores e vendedores segue presente no mercado paranaense. As indicações de compra dos moinhos variam entre R$ 1.370,00 e R$ 1.400,00 por tonelada CIF, enquanto os vendedores trabalham com valores entre R$ 1.400,00 e R$ 1.450,00 por tonelada FOB. Além da oferta reduzida, o setor acompanha o desenvolvimento da nova safra, marcada pela expectativa de diminuição da área cultivada e pela atenção às condições climáticas nas regiões produtoras.

O plantio nacional de trigo já alcançou 45,3% da área prevista para a temporada, ligeiramente acima da média histórica de 44,7%, segundo dados citados pela Ceema. Até 5 de junho, os trabalhos estavam concluídos em São Paulo e Mato Grosso do Sul. Goiás e Minas Gerais registravam 99% da área semeada, enquanto o Paraná alcançava 67%, a Bahia 60%, o Rio Grande do Sul 13% e Santa Catarina 2,4%. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou ainda que 19,3% das áreas plantadas já haviam germinado.

A Argentina continua sendo o principal fornecedor de trigo para o mercado brasileiro. As indicações FOB para embarques em julho permaneceram em US$ 245,00 por tonelada para o cereal com 11% de proteína. Entre agosto de 2025 e os primeiros dias de junho de 2026, o Brasil importou 4,49 milhões de toneladas de trigo, volume inferior aos 5,33 milhões registrados no mesmo período do ciclo anterior.

Os estados que mais receberam trigo importado foram Ceará, São Paulo, Bahia e Pernambuco. No período entre abril e junho deste ano, a Argentina respondeu por 85,7% das importações brasileiras, com 1,01 milhão de toneladas embarcadas. Também houve fornecimento da Rússia, da Turquia e do Uruguai, em volumes menores.

A análise da Ceema destaca ainda que o Brasil deverá importar 7,2 milhões de toneladas de trigo e exportar cerca de 2 milhões de toneladas ao longo do atual ciclo comercial.

Para a consultoria Safras & Mercado, o comportamento do mercado nos próximos meses dependerá da evolução da nova safra e do desempenho da indústria moageira. “Enquanto a oferta da safra velha continuar limitada e a nova colheita ainda não ganhar ritmo, o mercado tende a permanecer sustentado, embora sem força suficiente para acelerar o volume de negociações. O comportamento da moagem, da demanda por farinha e da evolução da nova safra serão os principais fatores a definir a direção dos preços do trigo no segundo semestre”, destaca a consultoria.





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Ar polar traz temperaturas de até 5°C negativos e geada


Uma intensa massa de ar polar deve avançar sobre o Centro-Sul do Brasil nos próximos dias, provocando queda acentuada das temperaturas e aumentando o risco de geadas em diversas regiões. Segundo informações do Meteored, baseadas nas projeções do modelo meteorológico ECMWF, o frio começa a ganhar força a partir de domingo (14) e atinge seu pico na terça-feira (16), quando os termômetros poderão registrar temperaturas negativas em áreas de maior altitude.

A mudança no tempo ocorre após a passagem de uma frente fria e o afastamento de um ciclone extratropical. Com a entrada do ar polar, o amanhecer de domingo já será mais frio em comparação aos dias anteriores, principalmente na Região Sul, primeira área a sentir os efeitos da massa de ar frio.

As primeiras ocorrências de geada são esperadas para áreas da Serra Gaúcha e Catarinense, além do norte do Rio Grande do Sul e do sul do Paraná. Nessas localidades, as temperaturas mínimas devem variar entre 4°C e 7°C, embora os valores próximos à superfície possam ser ainda menores.

No restante dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, as temperaturas também devem cair, mas com menor probabilidade de geadas. As mínimas previstas para o amanhecer ficam em torno de 9°C.

Na segunda-feira (15), o ar frio avança para outras regiões do país e alcança áreas do Sudeste e do Centro-Oeste. No leste de São Paulo, as temperaturas devem variar entre 13°C e 16°C nas primeiras horas do dia. Já em Mato Grosso do Sul, os termômetros devem marcar entre 16°C e 18°C.

Enquanto isso, a Região Sul continuará registrando temperaturas mais baixas. No Rio Grande do Sul, especialmente na metade sul e nas áreas de serra, as mínimas devem ficar abaixo de 5°C. Em Santa Catarina, o frio se espalha pelo estado, com temperaturas entre 5°C e 7°C no oeste catarinense. No Paraná, o sul do estado deverá registrar marcas próximas dos 5°C.

A terça-feira (16) tende a ser o dia mais frio do episódio. De acordo com o modelo ECMWF, a massa de ar polar ganhará intensidade e influenciará nove estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.

O Rio Grande do Sul deverá registrar frio intenso em praticamente todo o território. As temperaturas ficarão próximas ou abaixo dos 5°C em diversas cidades. Em Porto Alegre, a previsão aponta mínima de 6°C.

Nas áreas de serra entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os termômetros poderão alcançar 0°C, com possibilidade de temperaturas de até -5°C próximas à superfície. A previsão também indica geadas generalizadas em Santa Catarina, especialmente na faixa centro-oeste do estado, onde as mínimas devem variar entre 2°C e 6°C.

No Paraná, o risco de geadas se concentra em áreas do sudoeste, onde as temperaturas devem se aproximar dos 5°C. Em Mato Grosso do Sul, o amanhecer será marcado por temperaturas entre 11°C e 13°C no sul do estado.

O frio também deverá ser sentido em áreas do Sudeste. Entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a previsão indica amanhecer com temperaturas variando entre 11°C e 15°C.

A expectativa é que o avanço da massa de ar polar provoque um dos períodos mais frios do mês, exigindo atenção de produtores rurais devido ao risco de geadas, especialmente nas regiões de maior altitude do Sul do país.





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RS colhe menos arroz na safra 2025/26



Safra de arroz gaúcha é revisada para baixo



Foto: Canva

A produção de arroz no Rio Grande do Sul foi revisada para baixo na safra 2025/26, refletindo a redução da área cultivada no estado. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com os dados atualizados, a cultura atravessa o período de entressafra e teve a área efetivamente plantada reavaliada em 891.908 hectares, conforme levantamento do Instituto Rio Grandense do Arroz. O número representa uma redução de 8,1% em comparação aos 970.212 hectares registrados na safra anterior.

A produtividade média das lavouras foi estimada pela Emater/RS-Ascar em 8.703 quilos por hectare. Com isso, a produção estadual foi recalculada para 7.762.464 toneladas. O volume é 11,4% inferior ao obtido no ciclo passado, quando o estado colheu 8.762.370 toneladas de arroz.

No mercado, os preços do cereal apresentaram leve retração. Segundo o levantamento semanal realizado pela Emater/RS-Ascar, o valor médio da saca de 60 quilos caiu 0,74% em relação à semana anterior. A cotação passou de R$ 58,10 para R$ 57,67 por saca.

A redução da área cultivada e da produção ocorre em um momento de entressafra, quando o mercado acompanha o desempenho da comercialização e os movimentos de oferta e demanda do principal estado produtor de arroz do país.





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Dólar fecha em baixa ante o real na contramão do exterior


Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 1 Jun (Reuters) – O dólar fechou a segunda-feira em baixa ante o real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante boa parte das demais divisas, após o Irã decidir interromper trocas de mensagens com os Estados Unidos através de mediadores. 

O dólar à vista encerrou o dia com baixa de 0,47%, aos R$5,0217. No ano, passou a acumular recuo de 8,51% ante o real. 

Às 17h04, o dólar futuro para julho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,38% na B3, aos R$5,0560.

As idas e vindas do noticiário sobre a guerra no Oriente Médio mais uma vez influenciaram os negócios com moedas nesta segunda-feira. Após abrir o dia em baixa ante o real, o dólar zerou as perdas no meio da manhã, após a agência iraniana Tasnim informar que a equipe de negociação do Irã está interrompendo as trocas de mensagens com os EUA através de mediadores devido a ataques de Israel no Líbano.

Após a notícia — que reforça as dúvidas sobre um possível acordo de paz entre EUA e Irã — os rendimentos dos Treasuries ganharam força, renovando máximas do dia, e o petróleo Brent chegou a superar os US$97 o barril.

No mercado de moedas, o dólar ganhou força ante as demais divisas, mas a pressão não foi suficiente para fazer a moeda norte-americana subir no Brasil.

“A gente viu um movimento de queda hoje do dólar no Brasil, destoando um pouco das outras moedas emergentes, que acabaram ficando mais pressionadas”, comentou à tarde Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank.

“A notícia de que o Irã suspendeu as negociações com os EUA acabou deixando os investidores mais cautelosos, e isso em tese costuma favorecer o dólar. Ainda assim, o real foi uma das poucas moedas emergentes que se valorizou, impulsionado pela alta do preço do petróleo, que é positivo para o Brasil.”

Durante a tarde, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações continuam em “ritmo acelerado” e que não havia sido informado sobre uma suspensão por parte do Irã. Trump também disse que Israel concordou em retirar as tropas que se preparavam para atacar o Hezbollah no sul do Líbano.

Neste cenário, após atingir a cotação máxima de R$5,0473 (+0,04%) às 11h, já após a notícia da interrupção das mensagens pelo Irã, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,0115 (-0,67%) às 16h26, na esteira das declarações de Trump.

“O dólar subiu (cerca de) 2% em maio e o petróleo também está subindo (nesta segunda-feira). Acho que estes são os elementos que estão permitindo aqui vermos o dólar cair”, comentou durante a tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo.

No exterior, a divisa norte-americana seguia em alta ante boa parte das demais moedas. Às 17h09, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,18%, a 99,190.

(Edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)





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Surto de mosca-da-bicheira afeta mercado bovino


O mercado de proteína animal dos Estados Unidos enfrenta um novo desafio sanitário que já reflete de forma expressiva nos números oficiais de produção e na balança econômica. O relatório WASDE de junho de 2026 detalhou o impacto do surgimento da mosca-da-bicheira no rebanho norte-americano e revelou como a avicultura está equilibrando a oferta geral, que atingiu a marca de 108,11 bilhões de libras projetadas para o ano.

O alerta começou no dia 3 de junho de 2026, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou a descoberta da mosca-da-bicheira em um bezerro no estado do Texas. Na sequência, a situação escalou, com casos adicionais sendo identificados tanto em gado quanto em animais de estimação no país.

Em resposta à ameaça, o USDA e as autoridades estaduais locais entraram em ação rápida para conter e monitorar o avanço da praga. As políticas implementadas incluem quarentenas e controles rigorosos sobre a movimentação de gado nas áreas afetadas.

O cenário sanitário e logístico teve um efeito direto nas projeções para a pecuária de corte, com a estimativa de produção de carne bovina para 2026 sendo cortada para 25,50 bilhões de libras, ante os 25,61 bilhões projetados no mês de maio. O relatório sinalizou que o ritmo lento no abate de novilhos e novilhas deve persistir ao longo do segundo trimestre, avançando também pelo terceiro trimestre do ano. A taxa de abate de vacas também sofreu cortes.

O fator que impediu uma queda ainda mais severa na oferta norte-americana foi o registro de carcaças mais pesadas, que compensaram parcialmente as reduções no volume de abates. Esse aperto na disponibilidade pressionou o mercado interno, com a cotação do gado de corte projetada em elevação para US$ 255,00/cwt (cwt = cem libras) no segundo trimestre, sustentando uma forte média anual de US$ 250,16/cwt.

Apesar da retração nos pastos, a projeção total da produção de carnes vermelhas e aves nos EUA para 2026 foi elevada em relação ao mês anterior. Essa alta surpreendente tem um protagonista claro: a forte produção de frango (broiler), cuja estimativa anual saltou para 48,84 bilhões de libras, superando com folga a queda registrada na carne vermelha. O USDA elevou as estimativas para a avicultura com base em dados recentes de abates e incubatórios, além de margens financeiras bastante favoráveis ao produtor.

Para completar o cenário de compensação, a produção de carne suína também foi ligeiramente elevada, atingindo a projeção de 28,01 bilhões de libras. Segundo o relatório, a redução nos abates de suínos durante o segundo trimestre foi mais do que neutralizada pelo registro de pesos de carcaça mais elevados. Contudo, a recente fraqueza nas cotações domésticas forçou a agência a cortar a estimativa de preço do suíno vivo para uma média anual de US$ 66,63/cwt, ilustrando uma compressão de margens para o suinocultor. Com isso, o forte volume das granjas e aviários garante que a oferta total de proteínas dos EUA continue em trajetória de alta.





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Safra Cheia na América do Sul Impulsiona a Oferta Global de Milho



O relatório WASDE de junho trouxe uma visão otimista para a safra 2026/27



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O cenário macroeconômico para os grãos forrageiros, com destaque para o milho, apresenta uma forte liquidez e expansão na oferta global. O relatório WASDE de junho trouxe uma visão otimista para a safra 2026/27, revisando a produção mundial de grãos forrageiros para cima em 5,8 milhões de toneladas, alcançando o patamar de 1,594 bilhão de toneladas. Esse fôlego produtivo reflete diretamente na contabilidade dos estoques finais globais de milho, que foram elevados em 3,7 milhões de toneladas em relação à estimativa de maio, somando agora 281,2 milhões de toneladas para o ciclo 2026/27.

O grande motor dessa revisão positiva está concentrado na América do Sul, com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ajustando para cima as estimativas da safra 2025/26 para o Brasil, a Argentina e o Paraguai. No balanço brasileiro, a revisão altista captura um impulso nas expectativas de rendimento tanto para a primeira quanto para a segunda safra (safrinha). De acordo com as tabelas consolidadas do documento, a produção de milho no Brasil na temporada 2025/26 é estimada em robustas 138,00 milhões de toneladas, garantindo ao país um volume de exportação na casa das 43,00 milhões de toneladas.

A Argentina acompanhou o ritmo de expansão do bloco e também teve seus fundamentos elevados pelo USDA. A revisão foi embasada em relatórios de fontes locais que confirmaram não apenas um aumento na área plantada, mas também excelentes resultados de produtividade na colheita realizada até o momento. Como resultado, a safra argentina de milho para 2025/26 saltou para 61,00 milhões de toneladas. O dado que mais chama a atenção do mercado, no entanto, é o vigor exportador argentino: com essa produção cheia, a Argentina projeta exportar 43,00 milhões de toneladas no período, empatando com o Brasil no volume de embarques internacionais.

Do ponto de vista de formação de preços, enquanto a América do Sul garante a abundância da disponibilidade física do grão, o cenário nos Estados Unidos para a safra 2026/27 permaneceu virtualmente inalterado. Os ajustes norte-americanos foram fracionários, refletindo apenas compensações internas de uso para etanol e importações referentes à temporada 2025/26. Diante dessa estabilidade no quadro doméstico e da forte pressão de oferta sul-americana, o preço médio projetado a ser recebido pelo produtor nos EUA para 2026/27 foi mantido estagnado em US$ 4,40 por bushel. O recado estatístico do relatório é claro: a consolidação de safras volumosas na América do Sul atua como um forte limitador para ralis de preços, garantindo um mercado global bem abastecido e com cotações sob controle.





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Safra Cheia no Mar Negro Dita a Pressão nos Preços


O clima provou ser o grande fiel da balança para a oferta global de trigo na safra 2026/27, desenhando um cenário estatístico de fortes contrastes no relatório de junho. Do ponto de vista macroeconômico, a dinâmica foi expansionista: todas as categorias do balanço mundial do cereal (oferta, consumo, comércio e estoques) sofreram revisões altistas para o ciclo. A estimativa de oferta global subiu 1,7 milhão de toneladas, consolidando a robusta marca de 1.100 milhões de toneladas.

Esse fôlego produtivo injetado no mercado tem sua base fincada no clima quase ideal registrado na Eurásia. A Rússia, teve sua previsão de colheita elevada em 2,0 milhões de toneladas, alcançando a marca de 88,0 milhões de toneladas. Segundo o relatório, o volume extra decorre de um regime de chuvas acima da média que alavancou expressivamente o rendimento das lavouras de trigo de inverno, fator que compensou de forma folgada a redução na área colhida de trigo de primavera no país.

A Turquia também foi altamente beneficiada pela meteorologia favorável na primavera do hemisfério norte, com sua projeção saltando 1,5 milhão de toneladas e estabelecendo um recorde histórico produtivo de 22,5 milhões de toneladas. O vizinho Mar Negro acompanhou a tendência: a Ucrânia teve um acréscimo de 0,5 milhão de toneladas, elevando sua safra para 23,5 milhões. Essa abundância concentrada aumentou os estoques finais globais da temporada para 275,4 milhões de toneladas e fomentou a demanda. O consumo mundial foi revisado para cima em 1,4 milhão de toneladas, cravando 824,6 milhões, impulsionado substancialmente pelo maior uso de trigo como ração animal (feed and residual use) dentro da própria Rússia. O fluxo logístico global absorveu o impacto, com o comércio mundial subindo 0,3 milhão de toneladas (para 212,0 milhões) puxado pelas maiores exportações ucranianas.

Na contramão da “onda de trigo”, a Austrália e os Estados Unidos operaram com fundamentos de retração. A safra australiana sofreu um corte brusco de 2,0 milhões de toneladas, regredindo para 28,0 milhões, impacto direto da menor área colhida constatada nos dados de campo.

Nos Estados Unidos, o aperto no balanço foi provocado por um desempenho fraco no segmento do trigo. A produção norte-americana total perdeu 18 milhões de bushels e estacionou em 1.543 milhões, penalizada por um recuo na produtividade média, que caiu para 47,0 bushels por acre. Consequentemente, as reservas encolheram: a projeção de estoques finais dos EUA caiu para 744 milhões de bushels, volume 20% menor que o registrado na safra anterior.

Contudo, a regra econômica de precificação provou que a força global suplanta a realidade local. Apesar do evidente enxugamento nos estoques e na safra norte-americana, a avalanche de trigo no Mar Negro afundou as perspectivas de cotação. O relatório cravou que o produtor americano sofrerá uma redução na rentabilidade, cortando a expectativa de preço médio da safra 2026/27 (season-average farm price) em agressivos US$ 0,50 neste mês, fixando-a em US$ 6,00 por bushel. O USDA atrelou o movimento às fracas expectativas dos mercados futuro e físico, consolidando um ambiente em que a superoferta internacional é a dona dos preços.





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