quarta-feira, julho 22, 2026

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dos eventos esportivos mundiais ao paisagismo


Por Christian Eberlin, gerente sênior de Desenvolvimento de Mercado da Yara Brasil

O mercado de gramicultura no Brasil vive um momento de consolidação técnica e expansão, impulsionado pela crescente demanda nos setores de esportes, paisagismo urbano e produção comercial. Atualmente, o país conta com aproximadamente 30 mil hectares dedicados ao cultivo de gramíneas, movimentando cerca de US$ 329 milhões anuais. Esse cenário reflete uma busca cada vez maior por áreas verdes de excelência, impulsionando a necessidade de soluções mais eficientes e de um olhar técnico rigoroso para atender desde grandes projetos paisagísticos até o exigente mercado esportivo.

Seja em um jardim deslumbrante ou em um campo de futebol de alta performance, padrão dos maiores torneios mundiais de futebol como o que está acontecendo agora nos EUA, Canadá e México, os princípios agronômicos por trás de um tapete verde e uniforme são exatamente os mesmos: conhecimento técnico, manejo adequado e nutrição de alta eficiência. 

A base para um gramado perfeito começa obrigatoriamente pela escolha correta da espécie botânica. Em projetos de paisagismo e jardins residenciais, a grama esmeralda é muito utilizada por conta da sua boa adaptação climática e visual ornamental. Já nos campos esportivos profissionais, onde o impacto é constante, as variedades do grupo bermuda ganham a preferência por entregarem alta resistência ao tráfego, rápida recuperação e excelente desempenho em cortes baixos. 

Na jardinagem, a adubação precisa acompanhar o ritmo natural de crescimento da planta. Para esses ambientes, a adoção de um programa nutricional com aplicações mensais de aproximadamente 20 gramas de fertilizantes nitrogenados por metro quadrado apresenta-se como uma estratégia altamente eficaz para sustentar a coloração e garantir um desenvolvimento vegetativo uniforme. O uso complementar de soluções foliares também auxilia na rápida recuperação e na manutenção do aspecto visual do jardim. Uma rotina que une essa nutrição eficiente a cortes frequentes — essenciais para preservar a densidade e o vigor, especialmente no verão — e uma irrigação equilibrada garantem um padrão estético de excelência.

Por outro lado, gramados submetidos ao uso intenso do solo, como os aplicados em estádios de futebol, exigem um manejo técnico rigoroso, que inclui aeração do solo, top dressing com areia para nivelamento e monitoramento nutricional constante, considerando inclusive a necessidade de recuperação rápida das áreas desgastadas. O corte, sobretudo, exige atenção especial e nunca deve ser excessivamente baixo, pois isso enfraquece o sistema radicular e reduz a capacidade de recuperação da planta.

Manter a qualidade e a resistência de um gramado, portanto, vai muito além da irrigação e da poda regular, uma vez que o sucesso do manejo depende diretamente da eficiência da nutrição fornecida à planta. Sob essa perspectiva técnica, a tecnologia embarcada nos fertilizantes faz toda a diferença no desenvolvimento, tornando-se um grande diferencial para garantir que a planta faça o melhor aproveitamento nutricional e atinja seu potencial máximo. 

Para isso, algumas recomendações para elevar o cuidado com os gramados são indispensáveis. Uma coloração intensa e crescimento equilibrado por mais tempo, sem o risco de acidificação do solo ou queima das folhas, por exemplo, o uso de fertilizantes que combinem nitrogênio nítrico e amoniacal em proporções equilibradas na formulação são os mais indicados, pois promovem resposta rápida e efeito residual mais prolongado. 

Já elementos como fósforo e potássio contribuem, respectivamente, para o aprofundamento das raízes e na melhora a absorção geral de nutrientes, resultando em maior resistência ao estresse hídrico e às oscilações climáticas, preservando a estabilidade fisiológica da grama mesmo sob condições severas de uso. Além disso, o fornecimento de ferro “quelatizado” é essencial para a formação da clorofila, intensificando a coloração verde de forma rápida e uniforme sem estimular o crescimento excessivo das folhas. 

O fornecimento de uma adubação de alta tecnologia vai muito além de assegurar a densidade foliar e a coloração vibrante; ele desempenha um papel fundamental na sustentabilidade do manejo. O uso desse tipo de nutrição atua como um verdadeiro alicerce para a saúde contínua do gramado, preparando a planta para o seu melhor desenvolvimento. Ao unirmos esse conhecimento técnico à adubação eficiente, garantimos a consolidação de áreas verdes que entregam máxima resistência estrutural, uniformidade visual e longevidade, seja em um jardim residencial ou em grandes campos esportivos.

 





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Dia mundial do leite: cadeia leiteira ganha eficiência com genética e encara…


Produção nacional movimenta R$ 72 bilhões por ano, aposta em genética para elevar eficiência e busca equilíbrio diante das discussões sobre comércio internacional.

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Celebrado em 1º de junho, o Dia Mundial do Leite reforça a relevância de um alimento presente diariamente na mesa dos brasileiros e que sustenta uma das cadeias mais importantes do agronegócio nacional. Além de seu papel nutricional, a atividade gera empregos, movimenta economias regionais e contribui para a permanência de milhares de famílias no campo.

Os números demonstram a dimensão do setor. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o país ocupa a sexta posição entre os maiores produtores mundiais de leite. Atualmente, a atividade reúne cerca de 1,2 milhão de produtores, produz aproximadamente 35 bilhões de litros por ano e movimenta mais de R$ 72 bilhões anualmente.

A produção leiteira também possui forte presença em pequenas e médias propriedades rurais, sendo considerada uma das atividades com maior capacidade de distribuição de renda no meio rural. Por isso, o desempenho da cadeia impacta diretamente a economia de centenas de municípios brasileiros.

Um alimento essencial para a população

O leite permanece entre os alimentos mais importantes da dieta humana. Rico em proteínas, cálcio, vitaminas e minerais, o produto contribui para a nutrição em diferentes fases da vida, desde a infância até a terceira idade.

Ao mesmo tempo, a demanda por lácteos segue elevada. Em 2025, o Brasil registrou a maior captação de leite da história, com 27,5 bilhões de litros adquiridos por laticínios sob inspeção sanitária. O resultado evidencia a força da atividade e a importância do produto para a indústria de alimentos.

Nesse cenário, cresce a busca por sistemas produtivos capazes de aumentar a eficiência das propriedades, reduzir desperdícios e melhorar a rentabilidade. Como consequência, a tecnologia tem assumido papel cada vez mais estratégico dentro das fazendas leiteiras.

Genética ganha espaço na busca por eficiência

Estudos divulgados por uma multinacional de nutrição animal apontam que a genética vem se consolidando como uma importante ferramenta para apoiar a evolução da pecuária leiteira. De acordo com pesquisas conduzidas pela companhia, animais geneticamente superiores podem apresentar ganhos significativos tanto em produtividade quanto em sustentabilidade.

Os levantamentos indicaram aumento médio de 9,2% na produção de leite, redução de 18,1% na taxa de reposição do rebanho e diminuição de até 12,7% na intensidade das emissões de metano. Além disso, os resultados mostraram redução média de 9,5% na intensidade de nitrogênio relacionada à produção.

Segundo Henrique Hooper, coordenador de Serviços Técnicos de Ruminantes da Zoetis Brasil, o melhoramento genético permite identificar animais com maior potencial produtivo, melhor eficiência alimentar, maior fertilidade e maior capacidade de adaptação aos desafios climáticos. “Os produtores conseguem tomar decisões mais precisas e construir rebanhos mais eficientes ao longo do tempo”, disse.

Medidas antidumping ampliam debate sobre competitividade

Enquanto investe em tecnologia e produtividade, a cadeia leiteira também acompanha discussões relacionadas ao comércio internacional. Um dos temas mais debatidos atualmente envolve as investigações sobre importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai.

Segundo a CNA, a investigação conduzida pelo Departamento de Defesa Comercial (Decom), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), identificou margens de dumping que chegaram a 60% em determinados casos. Apesar do reconhecimento da prática, o governo optou por suspender a aplicação imediata das tarifas enquanto realiza uma avaliação de interesse público.

“É possível fazer uma analogia com uma pessoa que procura atendimento médico. Após uma série de exames, o médico identifica a doença, mas, em vez de iniciar o tratamento, manda o paciente para casa. Foi exatamente isso que aconteceu neste caso. O governo reconheceu a existência da prática de dumping e possui instrumentos para corrigir essas distorções de mercado por meio da aplicação de tarifas. No entanto, por receio de eventuais impactos que, na nossa avaliação, não encontram sustentação técnica, optou por suspender a medida até que uma análise mais aprofundada seja realizada”, observou Guilherme Dias, assessor técnico CNA. 

Desafios exigem equilíbrio entre inovação e mercado

Além das discussões comerciais, o setor também acompanha mudanças estruturais na atividade. Estimativas apresentadas por representantes da cadeia leiteira indicam uma redução gradual do número de produtores nos últimos anos, reflexo de fatores como aumento dos custos de produção, margens mais apertadas e desafios relacionados à sucessão familiar.

Dados da Aliança Láctea Sul-Brasileira mostram que os três estados da região Sul somavam cerca de 88,7 mil produtores fornecedores de leite em 2024, número inferior ao registrado na década passada. Para lideranças do setor, o cenário reforça a necessidade de medidas que fortaleçam a atividade e garantam condições adequadas para a permanência dos produtores no campo.

Diante desse contexto, o Dia Mundial do Leite representa mais do que uma celebração. A data reforça a importância de uma cadeia produtiva estratégica para o agronegócio brasileiro e evidencia como ciência, genética, tecnologia e sustentabilidade serão fundamentais para construir uma produção cada vez mais eficiente. Ao mesmo tempo, os debates sobre competitividade e defesa comercial mostram que o futuro do setor dependerá não apenas dos avanços dentro da porteira, mas também de um ambiente de mercado capaz de garantir segurança e previsibilidade para quem produz.

Tags: Dia Mundial do Leite, cadeia leiteira, produção de leite, pecuária leiteira, genética bovina, sustentabilidade no agro, tecnologia no campo, antidumping, CNA, agronegócio brasileiro

 

Produção nacional movimenta R$ 72 bilhões por ano, aposta em genética para elevar eficiência e busca equilíbrio diante das discussões sobre comércio internacional

Celebrado em 1º de junho, o Dia Mundial do Leite reforça a relevância de um alimento presente diariamente na mesa dos brasileiros e que sustenta uma das cadeias mais importantes do agronegócio nacional. Além de seu papel nutricional, a atividade gera empregos, movimenta economias regionais e contribui para a permanência de milhares de famílias no campo.

Os números demonstram a dimensão do setor. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o país ocupa a sexta posição entre os maiores produtores mundiais de leite. Atualmente, a atividade reúne cerca de 1,2 milhão de produtores, produz aproximadamente 35 bilhões de litros por ano e movimenta mais de R$ 72 bilhões anualmente.

A produção leiteira também possui forte presença em pequenas e médias propriedades rurais, sendo considerada uma das atividades com maior capacidade de distribuição de renda no meio rural. Por isso, o desempenho da cadeia impacta diretamente a economia de centenas de municípios brasileiros.

Um alimento essencial para a população

O leite permanece entre os alimentos mais importantes da dieta humana. Rico em proteínas, cálcio, vitaminas e minerais, o produto contribui para a nutrição em diferentes fases da vida, desde a infância até a terceira idade.

Ao mesmo tempo, a demanda por lácteos segue elevada. Em 2025, o Brasil registrou a maior captação de leite da história, com 27,5 bilhões de litros adquiridos por laticínios sob inspeção sanitária. O resultado evidencia a força da atividade e a importância do produto para a indústria de alimentos.

Nesse cenário, cresce a busca por sistemas produtivos capazes de aumentar a eficiência das propriedades, reduzir desperdícios e melhorar a rentabilidade. Como consequência, a tecnologia tem assumido papel cada vez mais estratégico dentro das fazendas leiteiras.

Genética ganha espaço na busca por eficiência

Estudos divulgados pela Zoetis apontam que a genética vem se consolidando como uma importante ferramenta para apoiar a evolução da pecuária leiteira. De acordo com pesquisas conduzidas pela companhia, animais geneticamente superiores podem apresentar ganhos significativos tanto em produtividade quanto em sustentabilidade.

Os levantamentos indicaram aumento médio de 9,2% na produção de leite, redução de 18,1% na taxa de reposição do rebanho e diminuição de até 12,7% na intensidade das emissões de metano. Além disso, os resultados mostraram redução média de 9,5% na intensidade de nitrogênio relacionada à produção.

Segundo Henrique Hooper, coordenador de Serviços Técnicos de Ruminantes da Zoetis Brasil, o melhoramento genético permite identificar animais com maior potencial produtivo, melhor eficiência alimentar, maior fertilidade e maior capacidade de adaptação aos desafios climáticos. Dessa forma, os produtores conseguem tomar decisões mais precisas e construir rebanhos mais eficientes ao longo do tempo.

Sustentabilidade e adaptação climática entram no foco

As questões ambientais têm ganhado cada vez mais relevância dentro da cadeia leiteira. O aumento das temperaturas e a ocorrência de eventos climáticos extremos desafiam produtores em diferentes regiões do país, exigindo sistemas produtivos mais resilientes.

Os dados de sustentabilidade divulgados pela Zoetis têm como base estudos realizados por meio do modelo científico RuFaS (Ruminant Farm System), considerado referência internacional para avaliação ambiental na pecuária. A metodologia foi incorporada à nova configuração do Clarifide Dairy Plus, plataforma desenvolvida para auxiliar na avaliação genética e econômica dos animais.

A análise utiliza o DWP$® (Dairy Wellness Profit Index®), índice que considera características relacionadas à produção e qualidade do leite, fertilidade, eficiência alimentar, bem-estar animal e uso racional de recursos. Com atualizações recentes, o sistema também passou a incorporar informações ligadas à resiliência ao calor e à eficiência alimentar, fatores considerados estratégicos para a pecuária moderna.

Dados impulsionam a tomada de decisão no campo

Além da genética, o uso de dados vem transformando a forma como as propriedades são administradas. Ferramentas digitais permitem monitorar indicadores produtivos, reprodutivos e sanitários, oferecendo suporte para decisões mais rápidas e assertivas.

 

Nesse contexto, a eficiência alimentar se destaca como uma das principais metas dos produtores. Animais capazes de converter melhor os nutrientes consumidos em leite ajudam a reduzir desperdícios, otimizar custos e aumentar a rentabilidade das operações.

Ao mesmo tempo, soluções tecnológicas voltadas ao monitoramento de saúde, bem-estar e desempenho produtivo tornam a gestão mais precisa. O resultado é uma atividade cada vez mais conectada à inovação, à sustentabilidade e à busca por maior competitividade.

Medidas antidumping ampliam debate sobre competitividade

Enquanto investe em tecnologia e produtividade, a cadeia leiteira também acompanha discussões relacionadas ao comércio internacional. Um dos temas mais debatidos atualmente envolve as investigações sobre importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai.

Segundo a CNA, a investigação conduzida pelo Departamento de Defesa Comercial (Decom), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), identificou margens de dumping que chegaram a 60% em determinados casos. Apesar do reconhecimento da prática, o governo optou por suspender a aplicação imediata das tarifas enquanto realiza uma avaliação de interesse público.

A entidade argumenta que os produtores brasileiros enfrentam concorrência de produtos importados comercializados a preços considerados artificialmente baixos, situação que pressiona o mercado interno e reduz a competitividade da produção nacional. Por outro lado, o governo avalia possíveis impactos econômicos e diplomáticos antes de definir os próximos passos relacionados ao tema.

Desafios exigem equilíbrio entre inovação e mercado

Além das discussões comerciais, o setor também acompanha mudanças estruturais na atividade. Estimativas apresentadas por representantes da cadeia leiteira indicam uma redução gradual do número de produtores nos últimos anos, reflexo de fatores como aumento dos custos de produção, margens mais apertadas e desafios relacionados à sucessão familiar.

Dados da Aliança Láctea Sul-Brasileira mostram que os três estados da região Sul somavam cerca de 88,7 mil produtores fornecedores de leite em 2024, número inferior ao registrado na década passada. Para lideranças do setor, o cenário reforça a necessidade de medidas que fortaleçam a atividade e garantam condições adequadas para a permanência dos produtores no campo.

Diante desse contexto, o Dia Mundial do Leite representa mais do que uma celebração. A data reforça a importância de uma cadeia produtiva estratégica para o agronegócio brasileiro e evidencia como ciência, genética, tecnologia e sustentabilidade serão fundamentais para construir uma produção cada vez mais eficiente. Ao mesmo tempo, os debates sobre competitividade e defesa comercial mostram que o futuro do setor dependerá não apenas dos avanços dentro da porteira, mas também de um ambiente de mercado capaz de garantir segurança e previsibilidade para quem produz.

 





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Onda de frio provoca os dias mais frios do ano em 14 estados


Uma intensa massa de ar polar avança pelo Brasil e deve provocar os dias mais frios de 2026 em pelo menos 14 estados entre quarta (24) e quinta-feira (25). O frio intenso será sentido em quatro regiões do país, com geadas amplas, temperaturas negativas e tardes excepcionalmente frias.

Uma intensa massa de ar polar avança sobre o Brasil na retaguarda da frente fria que começou a atuar no país na segunda-feira (22), provocando uma queda acentuada das temperaturas entre quarta (24) e quinta-feira (25).

As temperaturas mínimas e máximas serão consideradas extremas, ou seja, muito abaixo do normal, em grande parte das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e até em áreas da Região Norte, garantindo os dias mais frios do ano até agora. Confira os detalhes.

O índice de previsão extrema (EFI) do modelo ECMWF indica uma alta probabilidade de ocorrência de temperaturas muito abaixo do normal para esta época do ano em grande parte do Brasil.

Este índice compara a previsão atual com a climatologia do próprio modelo e varia entre -1 e +1. Valores próximos de -1 indicam um evento excepcionalmente frio.

No caso da temperatura mínima, o EFI mostra que as madrugadas serão especialmente frias entre quarta (24) e quinta-feira (25), com valores entre -0,8 e -1 especialmente em áreas do Sul, Centro-Oeste e Sudeste, sinalizando temperaturas mínimas muito abaixo do padrão climatológico para o final de junho.

No caso das temperaturas máximas, o sinal é ainda mais expressivo. O EFI apresenta valores próximos de -1 em áreas do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte na quarta-feira (24), indicando que as temperaturas durante a tarde estarão muito abaixo do esperado para o fim de junho.

Na quinta-feira (25), o núcleo do ar frio avança para o Sudeste, mantendo um sinal de frio extremo entre Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Em outras palavras, não serão apenas as madrugadas que terão temperaturas baixas. As tardes também serão incomumente frias, com máximas que podem ficar até mais de 13°C abaixo da média em algumas localidades.

Esse padrão deve garantir os dias mais frios de 2026 até o momento em grande parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de provocar episódios de friagem em áreas do Norte do país.

O amanhecer da quarta-feira (24) será de temperaturas próximas de 0°C em uma em toda a região Sul e no sudoeste do Mato Grosso do Sul, contando com geadas generalizadas.

Na Serra Gaúcha, Serra Catarinense e Centro-Sul do Paraná as mínimas serão negativas: enquanto o modelo prevê -6°C na Serra Catarinense, essa temperatura pode ser ainda mais baixa, alcançando cerca de -10°C. Isso representa cerca de 13°C abaixo da média nessa região para a época.

À tarde, as máximas continuam extremamente baixas: enquanto nas Serras Gaúcha e Catarinense os termômetros não devem passar dos 6°C, na Região Metropolitana de São Paulo a máxima deve ficar em torno de 11°C, cerca de 10°C abaixo da média.

Entre o Mato Grosso do Sul e o sul de Goiás, no Mato Grosso e em Rondônia, temperaturas máximas de cerca de 15°C a 18°C representam anomalias de 13°C abaixo da média.

A quinta-feira (25) será muito parecida, sendo que a área com temperaturas negativas na região Sul se espalha ainda mais pela manhã, enquanto as máximas sobem ligeiramente.

Assim, a combinação de mínimas e máximas muito abaixo do normal deve garantir os dias mais frios do ano em pelo menos 14 estados brasileiros, incluindo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Rondônia e Acre. Existe potencial para recordes de frio em diversas cidades.





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Chuvas afetam colheita do café e favorecem trigo no Sudeste


A passagem de uma frente fria pela Região Sudeste deve provocar chuvas em áreas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo ao longo desta semana. Segundo o modelo numérico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as precipitações podem favorecer o trigo ao contribuir para a manutenção da umidade do solo e o desenvolvimento das lavouras. Já para a cafeicultura, o cenário exige atenção devido à coincidência com a fase de colheita e à possibilidade de estímulo a floradas antecipadas.

Na cafeicultura, o período é considerado sensível para a cultura. Grande parte das lavouras de café arábica está em fase de colheita nas principais regiões produtoras do Sudeste, incluindo Sul de Minas Gerais, Cerrado Mineiro, Zona da Mata Mineira, Mogiana Paulista e Alta Paulista. Nesse contexto, as chuvas previstas podem dificultar as atividades de campo, aumentar a umidade dos frutos e elevar o risco de fermentações indesejadas, com possíveis impactos na qualidade final da bebida.

Além dos efeitos sobre a colheita, a umidade também chama atenção pelo estágio fisiológico das plantas. Após a colheita, os botões florais costumam permanecer em dormência durante o período seco do inverno, condição que favorece uma florada principal mais uniforme no início da primavera. No entanto, já há relatos de emissão antecipada de flores em algumas regiões de São Paulo e do Sul de Minas Gerais. Com a ocorrência de chuva, pode haver quebra prematura da dormência e estímulo a floradas fora do período esperado, o que pode provocar desuniformidade no desenvolvimento dos frutos, aumentar a presença de grãos verdes e reduzir o potencial de qualidade da bebida. Após a passagem da frente fria, a entrada de ar mais frio deve reduzir temporariamente a atividade fisiológica das plantas, principalmente em áreas de maior altitude da Serra da Mantiqueira e do Sul de Minas.

Em Varginha (MG), as chuvas registradas em abril, maio e junho ocorreram de forma irregular, mas em um período de temperaturas amenas e baixa demanda evaporativa, condições consideradas compatíveis com a fase de colheita do café. Para os próximos dias, a previsão de novas chuvas associadas à frente fria reforça a necessidade de atenção às operações de colheita e secagem, além do acompanhamento dos possíveis efeitos sobre os botões florais.

Para o trigo, o cenário previsto tende a ser positivo nas áreas cultivadas de São Paulo e Minas Gerais. As chuvas esperadas devem contribuir para a manutenção da umidade do solo e para o desenvolvimento vegetativo das lavouras. Em Itapeva (SP), uma das principais regiões produtoras da cultura, os volumes registrados entre abril, maio e junho ajudaram a manter a disponibilidade hídrica adequada, sem sinais de restrição relevante para a produção. A continuidade das chuvas deve contribuir para esse quadro.

As temperaturas mais baixas previstas para os próximos dias também podem beneficiar o trigo, que apresenta melhor desenvolvimento sob condições de clima ameno. Em lavouras nos estágios iniciais, o frio moderado tende a ser bem tolerado e pode favorecer o perfilhamento. Por outro lado, áreas em fases mais avançadas, como alongamento, floração e enchimento de grãos, apresentam maior sensibilidade a quedas mais intensas de temperatura, exigindo acompanhamento dos produtores.

As chuvas registradas ao longo de abril, maio e junho contribuíram para manter condições adequadas de disponibilidade hídrica para o trigo em Itapeva (SP). As temperaturas mínimas permaneceram, em geral, dentro de níveis favoráveis ao desenvolvimento da cultura. Para os próximos dias, a previsão indica manutenção de temperaturas amenas e ocorrência de chuvas, cenário que tende a favorecer a continuidade do ciclo das lavouras.

A previsão do tempo indica que, nos próximos dias, a atuação da frente fria deve manter a ocorrência de chuvas em áreas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Os maiores acumulados devem se concentrar no sul de Minas Gerais, norte e nordeste paulista e sul fluminense, onde os volumes podem ultrapassar 40 milímetros.

Após a passagem do sistema, uma massa de ar frio deve avançar pela região, provocando queda nas temperaturas, especialmente no leste de São Paulo e no sul de Minas Gerais, com marcas abaixo de 16°C. A condição deve manter o tempo mais ameno durante a semana, reduzindo a demanda evaporativa e favorecendo a permanência da umidade no solo.

Diante desse cenário, as condições meteorológicas devem beneficiar as culturas de inverno, especialmente o trigo. Para o café, o período exige atenção na condução da colheita e no monitoramento das lavouras, já que a combinação entre umidade e temperaturas mais baixas pode interferir tanto nas atividades de campo quanto no desenvolvimento das plantas. O acompanhamento das atualizações meteorológicas deve auxiliar no planejamento das operações agrícolas.





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Rastreabilidade ganha força na pecuária do RS


O Rio Grande do Sul está intensificando as ações para implantar a rastreabilidade individual de bovinos com o objetivo de fortalecer a competitividade da pecuária gaúcha. O tema foi apresentado pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, durante painel realizado na XXI Jornada NESPro & II Congresso de Criadores, nesta terça-feira (24), em Porto Alegre.

Durante a mesa-redonda “A rastreabilidade como indutora de oportunidades para a pecuária”, a Seapi destacou que consumidores e mercados internacionais vêm exigindo cada vez mais informações sobre a origem dos alimentos, além de garantias sanitárias e ambientais. Segundo Madalena, a rastreabilidade reúne esses requisitos e representa um novo estágio na gestão dos rebanhos. “Consumidores e mercados internacionais exigem cada vez mais informações sobre a origem dos alimentos, além de garantias sanitárias e ambientais”, ressaltou o secretário.

A discussão foi baseada nas diretrizes do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em dezembro de 2024. O programa prevê a identificação individual dos animais em todo o território nacional de forma gradual, com integração dos sistemas de informação e conclusão do processo até dezembro de 2032. A iniciativa busca fortalecer a certificação sanitária e a comprovação da origem dos animais.

De acordo com a Seapi, o Rio Grande do Sul vem se preparando para a implantação da rastreabilidade há vários anos. Entre as medidas adotadas estão a utilização da rastreabilidade individual na cadeia leiteira desde 2017, a inclusão do tema entre os projetos estratégicos do Estado em 2023, a criação de um grupo de trabalho em 2024, missões técnicas para conhecer o sistema uruguaio de identificação animal e o início de projetos de identificação individual de bovinos em propriedades públicas.

Atualmente, a cadeia leiteira conta com cerca de 1,2 mil animais identificados individualmente. Em 2025, o Estado iniciou um projeto-piloto de rastreabilidade para bovinos de corte, que está sendo testado em mais de 30 propriedades rurais. “Buscamos ser o primeiro Estado da federação a concluir a implantação de um sistema de rastreabilidade individual de bovinos”, afirmou Madalena.

Para o secretário, a rastreabilidade deve ser encarada como uma oportunidade para os produtores e para toda a cadeia agropecuária do Estado. Entre os benefícios apontados estão o aumento da competitividade, a valorização da proteína animal e a ampliação do acesso a mercados mais exigentes. “A rastreabilidade deve ser vista como uma oportunidade para os produtores e para o setor agropecuário gaúcho”, destacou.

Também participaram da mesa-redonda Taulni Francisco Santos da Rosa, gerente executivo de Compra de Gado da Região Sul da Minerva Foods; Fabrício Karaim, diretor comercial da Radar Certificação; e a médica veterinária Fernanda Costabeber.





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Balança comercial tem superávit de US$ 3,1 bilhões na 3ª semana de junho


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,1 bilhões na terceira semana de junho de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). O resultado foi formado por exportações de US$ 9,3 bilhões e importações de US$ 6,3 bilhões, com corrente de comércio de US$ 15,58 bilhões no período.

No acumulado de junho, as exportações somam US$ 25,6 bilhões, enquanto as importações alcançam US$ 18 bilhões. Com isso, o saldo positivo chega a US$ 7,6 bilhões e a corrente de comércio totaliza US$ 43,6 bilhões. Já no ano, o país acumula US$ 174,1 bilhões em exportações e US$ 133,9 bilhões em importações, com superávit de US$ 40,3 bilhões e corrente de comércio de US$ 308,1 bilhões.

Na comparação das médias diárias até a terceira semana de junho de 2026 com o mesmo período de 2025, as exportações cresceram 26%, passando de US$ 1,451 bilhão para US$ 1,828 bilhão. As importações também avançaram, com alta de 10,7%, saindo de uma média diária de US$ 1,158 bilhão para US$ 1,283 bilhão.

Com esse desempenho, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 3,112 bilhões até a terceira semana de junho, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 545,43 milhões. Em relação a junho de 2025, a movimentação comercial apresentou crescimento de 19,2%.

No setor exportador, o desempenho até a terceira semana de junho de 2026, em comparação com igual período do ano anterior, foi positivo nos três principais segmentos. A agropecuária avançou 21,9%, com total de US$ 5,89 bilhões, a indústria extrativa cresceu 70,3%, chegando a US$ 7,47 bilhões, e a indústria de transformação aumentou 10%, alcançando US$ 12,12 bilhões.

O crescimento das exportações foi influenciado principalmente pelo aumento das vendas externas de animais vivos, soja e algodão em bruto na agropecuária. Na indústria extrativa, minério de Ferro, minérios de Cobre e óleos brutos de petróleo tiveram destaque. Já na indústria de transformação, carnes bovina e de aves, além de óleos combustíveis, contribuíram para o resultado.

Apesar do avanço geral das exportações, alguns produtos apresentaram redução nas vendas. Na agropecuária, houve queda nos embarques de café não torrado, mate, extrato, essência e concentrado, além de matérias vegetais em bruto. Na indústria extrativa, recuaram as vendas de pedra, areia e cascalho, minérios de alumínio e gás natural. Entre os produtos da indústria de transformação, açúcares e melaços, produtos de ferro ou aço e veículos de passageiros tiveram redução.

No lado das importações, a indústria extrativa e a indústria de transformação apresentaram crescimento até a terceira semana de junho de 2026. As compras externas da indústria extrativa aumentaram 11,6%, enquanto a indústria de transformação cresceu 11%. Já a agropecuária registrou queda de 0,8% no período.

O aumento das importações foi influenciado principalmente pela compra de produtos como pescado, produtos hortícolas e frutas na agropecuária. Na indústria extrativa, tiveram crescimento as aquisições de fertilizantes, óleos brutos de petróleo e gás natural. Já na indústria de transformação, máquinas de processamento de dados, componentes eletrônicos e veículos de passageiros estiveram entre os produtos com maior avanço.

Mesmo com o crescimento das importações, alguns itens tiveram redução nas compras externas. Na agropecuária, caíram as aquisições de cevada, milho não moído e soja. Na indústria extrativa, houve queda em outros minerais em bruto, minérios de metais de base e carvão. Na indústria de transformação, recuaram as compras de óleos combustíveis, motores e máquinas não elétricas e aeronaves.





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Brasil aprova plano de descarbonização industrial


A secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Julia Cruz, destacou a aprovação do Plano de Investimento do Brasil para o Programa de Descarbonização Industrial pelo Climate Investment Funds (CIF). A decisão, anunciada no último dia 17, coloca o Brasil entre os primeiros dos sete países selecionados pela iniciativa global a concluir essa etapa.

Para Julia, a aprovação representa um avanço na estratégia de transformação da indústria brasileira. “É assim que transformamos metas climáticas em investimento, em emprego verde e em competitividade para a indústria nacional, num cenário internacional cada vez mais exigente em sustentabilidade”, afirma.

O MDIC participa da articulação da agenda em conjunto com outros órgãos federais e bancos multilaterais de desenvolvimento. Coordenado pelo Ministério da Fazenda, em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME), BNDES, BID, BID Invest, Banco Mundial e IFC, o plano prevê US$ 250 milhões em recursos para projetos de descarbonização, com potencial de mobilizar mais de US$ 3 bilhões em cofinanciamentos, incluindo US$ 1,36 bilhão do setor privado. Os investimentos serão destinados principalmente aos setores de ferro e aço, cimento, produtos químicos e fertilizantes, que respondem por cerca de 65% das emissões industriais do país.

A iniciativa prevê apoio a processos produtivos com menor emissão de carbono, projetos de eficiência energética e desenvolvimento de estruturas industriais voltadas à descarbonização. A execução será realizada por meio da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP), responsável por apoiar a elaboração e seleção dos projetos.

O programa também busca ampliar o acesso a financiamento para setores de maior intensidade energética, incentivando a redução de emissões, a atração de investimentos, a geração de empregos verdes e o aumento da competitividade da indústria brasileira.

As projeções indicam que os projetos apoiados poderão evitar a emissão de 1,2 milhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. A iniciativa também deve ampliar o uso de fontes renováveis no setor industrial, estimular práticas de economia circular e contribuir para a criação de empregos relacionados à transição para uma economia de baixo carbono.





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AgroNewsPolítica & Agro

SC adota vazio sanitário contra virose do maracujá


Santa Catarina iniciou a adoção do vazio sanitário para conter o avanço da virose do endurecimento dos frutos na produção de maracujá. Durante aproximadamente um mês, produtores de todo o estado devem eliminar todas as plantas vivas de maracujá-azedo (Passiflora edulis) para interromper o ciclo do vírus causador da doença e evitar a permanência de plantas hospedeiras. Aas informações foram divulgadas pela Agência de Notícias de Santa Catarina.

A medida foi estabelecida pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) e é fiscalizada pelo Departamento Estadual de Defesa Vegetal (Dedev) da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). O estado é o terceiro maior produtor de maracujá do país, e a atividade envolve cerca de mil famílias produtoras.

O vazio sanitário é uma medida normativa implantada pela Cidasc desde 2020. Para o produtor Olírio Viel, de Treze de Maio, a adoção trouxe mudanças na produção. “O vazio foi uma virada na produtividade na nossa região. A gente já vinha observando que a planta nova tinha um vigor e produzia mais. Isso organizou a produção, começamos a plantar todos na mesma época e paramos de ter problema de fruta de qualidade ruim e começamos a ter frutas de melhor qualidade”, conta o produtor.

Para a aplicação da medida, Santa Catarina foi dividido em três regiões. Na região I, o vazio sanitário ocorre de 1º a 30 de julho; na região II, de 11 de julho a 9 de agosto; e na região III, de 25 de julho a 19 de agosto.

Durante o período, fica proibida a manutenção de plantas vivas de maracujazeiro e a implantação de novos pomares de Passiflora edulis. A exceção são as mudas produzidas em viveiros que seguem as exigências previstas na legislação, como o uso de telas antiafídeos e outras estruturas de proteção.

A Cidasc alerta que, para a medida funcionar, não basta apenas cortar os pés de maracujá. As plantas precisam ser retiradas do solo para impedir o rebrote. Caso raízes ou parte do tronco permaneçam, a planta pode voltar a crescer e permitir que o pulgão se infecte novamente, favorecendo a transmissão do vírus para a nova safra.

A virose do endurecimento dos frutos é causada pelo Cowpea aphid-borne mosaic vírus (CABMV) e afeta diretamente a produtividade do maracujazeiro. A doença apresenta rápida disseminação e pode causar perdas significativas na produção.

O vírus pode ser transmitido por inoculação mecânica, como no uso de ferramentas de poda contaminadas, ou por insetos vetores, principalmente espécies de pulgões durante a alimentação. Apesar de o maracujazeiro não ser hospedeiro desses insetos, eles podem espalhar o vírus entre as plantas.

Os sinais da doença aparecem nas folhas e nos frutos. Plantas infectadas apresentam redução no crescimento, encurtamento dos ramos e queda na produção, com perdas que podem chegar a 60%. Nas folhas, os sintomas incluem mosaico, deformações e rugosidades, enquanto os frutos ficam deformados, menores e com endurecimento da parte interna da casca, reduzindo o rendimento de polpa e prejudicando a comercialização.





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Brasil define regra para regularizar dívidas rurais


O Governo do Brasil definiu critérios para individualização de dívidas do crédito fundiário. A medida visa avançar na regularização de famílias que tiveram seus processos travados pela inadimplência de terceiros em contratos coletivos. Com isso, os agricultores e as agricultoras que estiverem com seus contratos em dia poderão concluir seus processos. 

Entre as medidas regulamentadas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional do Ministério da Fazenda está a individualização física dos lotes, o desmembramento no cartório, a migração da hipoteca, o reconhecimento da fração da dívida, o cancelamento da dívida coletiva, a criação de inscrições individuais, e os valores proporcionais, entre outros. As medidas vêm para atender demandas das organizações sociais e é baseada em análises técnicas dos gargalos da antiga regulação. 

“Esperamos que essas medidas venham a aumentar a proteção às famílias que cumpriram seus contratos”, explica Moisés Savian, secretário de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do MDA. Ele também argumenta que com maior a autonomia e segurança Jurídica, muitas famílias podem respirar aliviadas. “Esse é um grande passo na garantia do direito à terra para milhares de famílias.” 

Baixa inadimplência

O Crédito Fundiário registrou 6,3% de inadimplência entre os contratos do programa em 2026, uma expressiva redução em relação a 2018, quando o índice era de 27,5%. Para Hebert Rodrigues, Coordenador-geral de Crédito Fundiário, a individualização das dúvidas é mais uma medida que beneficia a baixa inadimplência. “Esperamos, com isso, um aumento na eficiência dos processos que estavam travados por esse gargalo, muitos deles envolvendo famílias que estavam em situação regular na prática.” 

Outra medida esperada é que, com o avanço dos contratos que estavam parados, será possível receber os créditos das famílias que já haviam quitados suas dívidas, mas que ainda não tinham sido liberados para a União devido à trava da inadimplência coletiva. “Isso aumenta o poder de ação do Fundo de Terras, que volta a ter esses recursos disponibilizados para novas contratações”, destaca Hebert.





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Vazio sanitário começa em 26 de junho na Bahia



“O Vazio Sanitário é uma ferramenta indispensável”


“O Vazio Sanitário é uma ferramenta indispensável"
“O Vazio Sanitário é uma ferramenta indispensável” – Foto: Pixabay

O Vazio Sanitário da soja começa em 26 de junho no Cerrado baiano e seguirá até 7 de outubro de 2026. A medida busca interromper o ciclo da ferrugem asiática, reduzir riscos fitossanitários e preparar as áreas para a safra 2026/2027.

Durante o período, fica proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja nas propriedades rurais da Região I, formada por Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Correntina, Riachão das Neves, Cocos e Santa Maria da Vitória. O calendário foi definido pela Portaria nº 40 da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia.

A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia intensificará as ações de orientação, monitoramento e acompanhamento técnico nas propriedades. O trabalho inclui a eliminação de plantas voluntárias de soja, conhecidas como tigueras, que podem hospedar o fungo causador da doença.

“O Vazio Sanitário é uma ferramenta indispensável para a manutenção da sanidade das lavouras e para a sustentabilidade da produção de soja. O cumprimento das normas, aliado ao trabalho de orientação realizado pelas equipes técnicas, contribui para reduzir a pressão de doenças, proteger a produtividade e garantir maior eficiência no manejo fitossanitário da próxima safra”, destaca o primeiro vice-presidente da Aiba e presidente do Conselho Técnico da entidade, Luiz Carlos Bergamaschi.

A nova regulamentação determina que essas plantas sejam destruídas em até 30 dias após a emergência ou até o estágio fenológico V4. Segundo a Aiba, o cumprimento da medida contribui para reduzir a presença de pragas e patógenos, evitar autuações e aumentar a eficiência do manejo na próxima safra. Na Região I, a semeadura da soja estará autorizada entre 8 de outubro e 31 de dezembro de 2026.

 





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