segunda-feira, junho 1, 2026

Política & Agro

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Agrishow encerra edição com queda de 22% em negócios



Evento soma R$ 11,4 bi em intenções de negócios



Foto: Redação Agrishow

A Agrishow divulgou nesta sexta-feira (1º) o balanço final de sua 31ª edição, com R$ 11,4 bilhões em intenção de negócios nos setores de máquinas agrícolas, irrigação e armazenagem. O resultado representa uma queda de 22% em relação ao ano anterior.

Ao longo dos cinco dias, o evento reuniu 197 mil visitantes, volume semelhante ao registrado na edição anterior. No último dia, feriado de 1º de maio, a organização antecipou a abertura dos portões para as 7h30 para atender à demanda de público.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, os números refletem o cenário atual do setor. Na quarta-feira (29), o presidente da Câmara de Máquinas e Implementos Agrícolas da entidade, Pedro Estevão, informou queda de 19,9% nas vendas internas de máquinas e equipamentos agrícolas no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. “Este cenário é decorrente da alta taxa de juros, variação cambial e preço desfavorável das commodities”, diz Estevão.

O presidente da Agrishow, João Marchesan, destacou a continuidade dos investimentos no setor apesar do momento. “A Agrishow demonstra, mais uma vez, a competência e resiliência dos agricultores e fabricantes de máquinas agrícolas do Brasil. Muito embora nós estejamos vivendo, há três anos, um mercado desfavorável, continuamos investindo no que há de melhor para a agricultura tropical no Brasil. E para tanto, acreditamos que este país e o futuro dele vem do agronegócio. E não importa o momento que estamos vivendo, pois sabemos que a agricultura vive de ciclos e este é desfavorável, mas temos convicção que este e os próximos anos serão favoráveis. Estaremos preparados para continuar atendendo à demanda do mercado brasileiro”, afirma João Marchesan.





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Mercado do milho foca na safrinha


Os preços do milho se mantiveram estáveis no mercado brasileiro na última semana de abril, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, referente ao período de 24 a 30 de abril. No Rio Grande do Sul, as principais praças seguiram com valores de R$ 57,00 por saca, enquanto nas demais regiões do país as cotações variaram entre R$ 52,00 e R$ 63,00.

Com o avanço da colheita da safra de verão, que atingiu 62% da área, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento, o mercado passa a concentrar atenção na segunda safra, cujo plantio já foi concluído. Nesse cenário, as condições climáticas têm gerado preocupação, com registro de tempo quente e seco em diferentes regiões produtoras, o que pode resultar em uma colheita inferior à do ciclo anterior.

No lado da demanda, o ritmo segue moderado. Consumidores têm priorizado o uso de estoques, o que reduz a pressão por novas compras. A expectativa de estoques de passagem mais elevados para o próximo ano também contribui para a postura cautelosa, com agentes aguardando possíveis recuos nos preços nas próximas semanas.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, a safrinha apresentava, no fim de abril, 26,1% das lavouras em desenvolvimento vegetativo, 44,4% em floração, 29,2% em enchimento de grãos e 0,3% em maturação.

No comércio exterior, os embarques brasileiros registraram avanço no período. Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que, nos primeiros 16 dias úteis de abril, foram exportadas 443.081 toneladas de milho, com aumento de 210,5% na média diária em relação a abril do ano anterior. Apesar do crescimento no volume, o preço médio recuou 6,5%, passando de US$ 272,00 por tonelada em abril de 2025 para US$ 254,30 em abril de 2026.





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Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic


A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), foi considerada insuficiente por entidades do setor produtivo e por representantes sindicais, que apontam efeitos negativos sobre investimentos, consumo e renda.

A Selic foi reduzida de 14,75% para 14,50% ao ano, mas, na avaliação dessas instituições, o nível ainda elevado dos juros continua pressionando a economia.

Indústria

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o corte foi tímido e mantém o custo do crédito em patamar elevado. Para a entidade, isso compromete investimentos e a competitividade do setor produtivo.

“O custo do capital continuará em um nível proibitivo, inviabilizando projetos e investimentos que poderiam ampliar a competitividade industrial”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A entidade também aponta deterioração financeira de empresas e famílias. “O endividamento das empresas e das famílias bate recorde mês a mês, fragilizando a saúde financeira de toda a economia”, completou.

Comércio

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) também considera que o Banco Central poderia ter adotado uma redução mais significativa da taxa de juros.

“O Banco Central, desde a última reunião, já poderia ter ampliado o afrouxamento monetário”, afirmou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz.

Segundo Queiroz, o atual patamar da Selic penaliza a atividade econômica. “Estamos vendo muitas empresas entrando em recuperação judicial, endividamento das famílias aumentando e o custo com o serviço da dívida também”, disse.

A entidade também destaca o efeito dos juros sobre os investimentos. “Há um estímulo muito grande ao capital especulativo, em detrimento do setor produtivo”, avaliou.

Centrais sindicais

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT) critica o ritmo de queda da Selic e afirma que a política monetária tem impacto direto sobre a renda da população.

“A redução de 0,25% é muito pouco. O nível de endividamento das famílias está enorme”, afirmou a presidenta da entidade, Juvandia Moreira.

Ela ressalta que a taxa básica influencia todo o sistema financeiro. “Quando a Selic sobe, os bancos cobram mais caro no crédito. Quando cai, o crédito fica mais barato, mas essa redução ainda é insuficiente”, disse.

A Força Sindical também classificou a decisão como insuficiente e destacou impactos negativos sobre a economia.

“A redução foi tímida e mantém os juros em patamar elevado”, afirmou a entidade em nota.

Segundo a central, a política de juros altos afeta diretamente o crescimento do país. “Os juros restringem investimentos, freiam a produção e comprometem a geração de empregos e renda”, destacou.

A entidade também relaciona o cenário ao endividamento das famílias. “O alto nível de endividamento está diretamente ligado ao custo elevado do crédito”, concluiu.

Pressão por novos cortes

Apesar de representarem setores diferentes, as entidades convergem na avaliação de que há espaço para uma redução mais acelerada da taxa básica de juros.

O ponto em comum entre indústria, comércio e representantes dos trabalhadores é o diagnóstico de que o atual nível da Selic ainda impõe restrições relevantes ao crescimento econômico, ao crédito e ao consumo no país.





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Banco Central reduz reduz Selic para 14,5% ao ano


O Banco Central do Brasil anunciou a redução da taxa básica de juros pela segunda reunião consecutiva, em decisão unânime do Comitê de Política Monetária. A taxa Selic foi cortada em 0,25 ponto percentual, passando a 14,5% ao ano, em um movimento já esperado pelo mercado financeiro.

Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic permaneceu em 15% ao ano, maior patamar em quase duas décadas. A retomada do ciclo de cortes ocorre em um ambiente de desaceleração inflacionária, mas ainda pressionado por fatores externos, como a guerra no Oriente Médio, que impacta os preços de combustíveis e alimentos.

Em nota, o Copom destacou as incertezas no cenário inflacionário. “Nesse momento, as projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária. Ao mesmo tempo, a incerteza acerca dessas projeções foi elevada consideravelmente, em função da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e de seus efeitos sobre os condicionantes dos modelos de projeção analisados”, informou o colegiado.

O comitê também opera com quadro incompleto. Os mandatos dos diretores Renato Gomes e Paulo Pichetti foram encerrados no fim de 2025, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não encaminhou novos nomes ao Congresso Nacional. Além disso, o diretor Rodrigo Teixeira se ausentou da reunião por motivo pessoal.

A decisão ocorre em meio à aceleração da inflação medida pelo IPCA-15, que registrou alta de 0,89% em abril. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 4,37%, aproximando-se do limite superior da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%.

O sistema de meta contínua, em vigor desde 2025, estabelece objetivo central de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, sendo apurado com base na inflação acumulada em 12 meses.

No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central elevou a projeção de inflação para 2026 de 3,5% para 3,6%. Já o mercado financeiro, segundo o boletim Focus, estima inflação de 4,86% no período, acima do teto da meta.

A redução da Selic tende a estimular a atividade econômica ao baratear o crédito e incentivar consumo e produção. Por outro lado, o movimento reduz a intensidade do controle inflacionário, exigindo cautela da autoridade monetária diante das incertezas externas e da trajetória dos preços.

Com informações da Agência Brasil*

 





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Agricultura familiar ganha destaque na Agrishow 2026



Tecnologias tem contribuído para ganhos de produtividade entre pequenos produtores



Foto: Divulgação

Segundo o presidente da Agrishow 2026, João Marchesan, o evento tem ampliado a integração entre produtores e indústria. “Mais do que apresentar tecnologia, a feira cria conexões concretas entre indústria e produtores, facilitando o acesso a soluções que cabem na realidade de cada perfil, do pequeno ao grande produtor. O que vemos aqui são inovações que transformam as pequenas propriedades em grandes e essenciais fornecedores de alimentos para o Brasil”, afirmou.

A adoção de tecnologias tem contribuído para ganhos de produtividade entre pequenos produtores. A Thunderstruck AG apresentou soluções voltadas à debulha, como os côncavos Razor’s Edge, que ampliam a velocidade de colheita e reduzem perdas de grãos. Já a AGI Brasil levou ao evento uma unidade compacta de silo, voltada a pequenos e médios produtores, com sistema de carga e descarga por correia para otimizar operações e preservar a qualidade dos grãos.

No campo da gestão, a TOTVS destacou sistemas para multicultivo e bioenergia, incluindo soluções de integração de processos produtivos. A PwC Agtech Innovation promoveu um painel sobre o uso de inteligência artificial no setor, abordando impactos na produtividade e desafios de implementação.

O conjunto de iniciativas apresentadas reforça o papel da tecnologia como instrumento de apoio à agricultura familiar, ampliando a eficiência produtiva e a integração dos pequenos produtores às cadeias do agronegócio.





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consumo de máquinas e equipamentos cresce 1,2% em março


A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos divulgou novos dados sobre o desempenho do setor durante coletiva realizada na Agrishow 2026, indicando crescimento no consumo e avanço na utilização da capacidade produtiva. Segundo a entidade, o consumo de máquinas e equipamentos aumentou 1,2% em março de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto as importações atingiram US$ 3,1 bilhões, o maior valor da série histórica iniciada em 1999.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, as importações cresceram 21,4% em março, impulsionadas pela expansão de componentes e de máquinas voltadas à extração de petróleo. No acumulado do primeiro trimestre, a alta de 4,2% foi associada à demanda por máquinas rodoviárias e equipamentos para movimentação e armazenamento de materiais, com avanços de 20% e 28%, respectivamente.

O nível de utilização da capacidade instalada também apresentou elevação. Em março de 2026, o índice alcançou 79,9%, avanço de 1,4% em relação a fevereiro e de 2,3 pontos percentuais frente ao mesmo período do ano anterior, quando estava em 77,6%, indicando operação próxima a 80% do potencial produtivo.

No mercado de trabalho, o setor registrou a criação de 122,594 mil empregos nos últimos 12 meses, crescimento de 6,5% na comparação com o período anterior. Para o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Pedro Estevão Bastos de Oliveira, as empresas têm buscado manter seus quadros. “O setor fala muito sobre a necessidade de ampliar em 30% as exportações de alimentos. No entanto, isso passa diretamente pela expansão da área plantada e, consequentemente, pela venda de máquinas. Por isso, a avaliação é de que o momento atual seja passageiro. Uma mão de obra já treinada e qualificada dificilmente será dispensada”, afirmou.

Os dados apresentados reforçam a leitura da entidade de que, apesar de oscilações nas vendas, o setor mantém expectativa de melhora no curto prazo, sustentada pela demanda por equipamentos e pela manutenção da força de trabalho.





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Agrishow destaca protagonismo das mulheres no agro



Levantamento aponta ainda que mulheres lideram 19% dos estabelecimentos rurais



Foto: Divulgação

A presença feminina no agronegócio brasileiro ganhou espaço estruturado na programação da Agrishow, com a realização do projeto Agrishow Pra Elas, voltado à valorização da atuação das mulheres no setor. A iniciativa reúne produtoras, gestoras e lideranças empresariais, ampliando a visibilidade de um movimento que, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, já representa 37,9% dos postos de trabalho no campo. Levantamento do Embrapa aponta ainda que mulheres lideram 19% dos estabelecimentos rurais no país.

Durante o evento, o espaço dedicado às mulheres promove encontros entre profissionais de diferentes áreas do agronegócio, conectando experiências que vão da gestão de propriedades à atuação em grandes empresas. A proposta é ampliar o intercâmbio de conhecimento e incentivar a participação feminina em posições estratégicas.

O presidente da Agrishow, João Marchesan, afirmou que a iniciativa consolida o papel do evento para além da apresentação de tecnologias. “Ao integrar essa agenda à sua programação, a Agrishow reforça seu papel não apenas como palco de lançamentos tecnológicos, mas como um ambiente de construção de futuro. Nesse cenário, o Agrishow Pra Elas deixa de ser uma iniciativa complementar e se afirma como um símbolo de uma mudança estrutural, um indicativo claro de que o avanço das mulheres no agronegócio não é pontual, mas parte de uma transformação consistente e, sobretudo, essencial para a competitividade e o desenvolvimento do campo brasileiro”, disse.

Os encontros realizados no espaço destacam trajetórias de mulheres que atuam diretamente na produção rural e na gestão de negócios, abordando também desafios como o acesso a crédito e a presença em cargos de liderança. A programação busca ampliar a participação feminina no setor e estimular novas iniciativas voltadas à equidade no agronegócio.





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Selic alta dificulta saída para dívida rural


O custo do crédito segue como um dos principais fatores de pressão sobre a atividade rural no Brasil, mesmo após a redução da taxa básica de juros. Com a Selic em 14,50% ao ano, o financiamento para custeio da safra permanece elevado, em nível considerado alto frente a outros mercados agrícolas, o que limita a competitividade, reduz margens e dificulta a reorganização financeira de produtores.

A decisão do Copom ocorreu em um ambiente de cautela. O Banco Central identificou sinais de moderação na atividade econômica, mas ainda avalia que a inflação e as expectativas seguem acima da meta. A autoridade monetária também considera elevados os riscos externos, especialmente os ligados aos conflitos no Oriente Médio, com possíveis efeitos sobre commodities, petróleo, câmbio e preços internos.

Esse cenário pesa diretamente sobre o agro, setor dependente de financiamento para custeio, aquisição de insumos, máquinas, tecnologia, armazenagem e manutenção da produção até a venda da safra. Com juros altos, uma parcela maior da receita precisa ser destinada ao pagamento de encargos e à rolagem de compromissos, reduzindo espaço para investimentos.

O Rabobank avalia que o ambiente externo segue desafiador. A instituição aponta riscos geopolíticos ainda elevados, apesar da prorrogação indefinida do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, diante da manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz. O banco projeta a taxa Fed Funds entre 3,50% e 3,75% na reunião de abril e estima o dólar a R$ 5,55 no fim de 2026, considerando incerteza fiscal, ano eleitoral e menor diferencial entre juros internos e externos.

Para o produtor rural, a combinação de crédito caro e possível valorização do dólar é sensível. Custos dolarizados, como fertilizantes, defensivos, máquinas, peças, combustíveis e logística, podem subir, enquanto o benefício cambial para exportadores não elimina a pressão sobre quem está endividado ou depende de insumos importados.

Nesse contexto, avança a discussão sobre a renegociação das dívidas do crédito rural. A proposta apresentada pelo governo ao senador Renan Calheiros deve ser incorporada ao relatório sobre securitização em análise na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O texto prevê prorrogação de operações até 30 de abril de 2026, abrangendo contratos firmados até 31 de dezembro de 2025 e inadimplências registradas entre 1º de julho de 2024 e 30 de abril de 2026.

A medida pode alcançar mais de 100 mil operações e cerca de R$ 81,6 bilhões em dívidas, sendo R$ 7 bilhões do Pronaf, R$ 11,2 bilhões do Pronamp e R$ 63,3 bilhões dos demais produtores. O corte da Selic reduz parte da pressão, mas não altera de forma imediata a realidade do campo, que segue exposto a juros elevados, câmbio sensível e dificuldades para financiar a produção.

 





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Defensivos podem alterar metabolismo vegetal?


O uso de defensivos agrícolas pode gerar efeitos internos nas plantas mesmo quando não há sintomas visíveis no campo, segundo afirmam alguns especialistas. A chamada fitotoxicidade invisível tem sido discutida a partir do conceito de custo metabólico, segundo o qual culturas tolerantes também precisam gastar energia para processar substâncias externas ao seu metabolismo natural.

De acordo com o equatoriano Fernando Cabrera Luzuriaga, especialista técnico em nutrição vegetal, a ciência tem mostrado que um dos principais impactos está ligado ao estresse oxidativo. A presença de determinados plaguicidas pode interferir na cadeia de transporte de elétrons em cloroplastos ou mitocôndrias, favorecendo a formação de espécies reativas de oxigênio. Essas moléculas instáveis podem afetar lipídios, proteínas e o DNA da planta.

Como resposta, o cultivo aciona mecanismos de defesa, incluindo enzimas e antioxidantes, como superóxido dismutase e catalase. Esse processo exige energia que, em condições normais, poderia ser direcionada ao crescimento, à formação de frutos ou ao acúmulo de biomassa.

Outro ponto observado é a interferência na fotossíntese. Mesmo produtos que não são herbicidas podem reduzir a eficiência fotossintética. Inseticidas organofosforados, por exemplo, estão associados à redução do teor total de clorofila, o que limita a capacidade de absorção de luz. Em outros casos, a planta pode fechar os estômatos para reduzir a absorção de compostos químicos, diminuindo a entrada de CO2 e a produção de biomassa.

O metabolismo do nitrogênio também pode ser afetado. Em culturas como milho e soja, plaguicidas podem inibir enzimas como a nitratorredutase, reduzindo a eficiência no processamento do nutriente e retardando a síntese de proteínas. Em leguminosas, alguns fungicidas podem prejudicar a simbiose com bactérias Rhizobium, comprometendo a fixação biológica de nitrogênio.

Entre os efeitos relatados estão o bloqueio da via do shikimato pelo glifosato em soja e milho, alterações em metabolitos secundários por neonicotinoides em tomate e arroz, e mudanças em fitormônios provocadas por triazóis em trigo e frutíferas. Assim, a planta pode parecer saudável, mas operar com capacidade reduzida, com reflexos no valor nutricional dos frutos, na tolerância a seca ou geada e no rendimento final.

 





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Previsão indica chuva irregular no país



A condição de instabilidade ganha força no dia 2 de maio


A condição de instabilidade ganha força no dia 2 de maio
A condição de instabilidade ganha força no dia 2 de maio – Foto: Pexels

A previsão de chuvas para os próximos dias no Brasil indica a manutenção de áreas com instabilidade distribuídas de forma irregular pelo território. De acordo com dados da AMR Business Intelligence, os mapas apontam volumes mais expressivos concentrados principalmente nas regiões Norte e em faixas do litoral do Nordeste ao longo do período entre 30 de abril e 3 de maio de 2026.

No dia 30, os maiores acumulados se concentraram no extremo norte do país, com registros mais intensos próximos à faixa litorânea, enquanto o restante do território apresenta precipitações mais isoladas. Já em 1º de maio, a chuva continua atuando no Norte e avança em áreas do Sul, com destaque para volumes mais elevados no Rio Grande do Sul.

Nesse contexto, a condição de instabilidade ganha força no dia 2 de maio, quando há ampliação das áreas com chuva, especialmente no Norte e no Sul, onde os acumulados se tornam mais significativos. Nesse período, também são observados núcleos de maior intensidade, indicando possibilidade de precipitações mais volumosas em pontos específicos.

No dia 3 de maio, a chuva permanece ativa no Norte, com destaque para volumes mais elevados em áreas da Amazônia, além de uma faixa contínua de instabilidade que se estende pelo litoral do Nordeste. No Sul, ainda há registros de precipitação, embora com menor abrangência em comparação ao dia anterior. O cenário indica um padrão típico de distribuição irregular das chuvas, com maior concentração em regiões específicas e manutenção de áreas com baixos volumes no interior do país ao longo dos dias analisados.

 





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