quarta-feira, julho 22, 2026

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Duas explosões atingem navio de carga no Golfo Pérsico, dizem autoridades


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BAGDÁ, 1 Jun (Reuters) – Duas explosões atingiram um navio de carga no Golfo Pérsico, cerca de 40 milhas náuticas a sudeste de Umm Qasr, no Iraque, uma das quais foi causada por um ataque de drone, disseram autoridades iraquianas nesta segunda-feira.

Mais cedo, as Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) disseram que o navio havia sido atingido por algum tipo de projétil em seu lado estibordo, causando uma grande explosão.

Uma segunda explosão atingiu a mesma embarcação e foi o resultado de um ataque de drone, de acordo com uma avaliação inicial, disseram as autoridades iraquianas à Reuters.

O fogo a bordo da embarcação foi posteriormente controlado, acrescentaram.

“Enquanto avaliávamos os danos da primeira explosão, ouvimos um drone pairando sobre nossa cabeça, seguido por uma forte explosão que provocou um incêndio no navio-tanque”, disse um membro da patrulha marítima iraquiana à Reuters.

Ninguém reivindicou a responsabilidade pelo ataque e não havia informações disponíveis sobre a identidade do navio.

(Reportagem de Aref Mohammed, em Basra, e Ahmed Rasheed, em Bagdá; Eman Abouhassira e Hatem Maher)

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Trigo perde área, mas segue principal cereal do RS


O cultivo de trigo deverá registrar uma redução significativa de área no Rio Grande do Sul na safra 2026. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (25), a estimativa é de 814.220 hectares plantados, volume cerca de 30% inferior aos 1.166.163 hectares cultivados em 2025. Apesar da retração, o cereal segue como a principal cultura de inverno do Estado. A produtividade média projetada é de 2.701 quilos por hectare, com produção estimada em 2,2 milhões de toneladas.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a redução da área está associada à combinação de menor rentabilidade, custos de produção elevados, restrições de crédito e aumento da percepção de risco climático para a safra de inverno. O levantamento também aponta diminuição do nível tecnológico em parte das lavouras, com racionalização do uso de insumos e maior utilização de sementes salvas.

A semeadura avançou na maior parte das regiões produtoras e já alcança cerca de 70% da área projetada. A redução das chuvas nas últimas semanas favoreceu os trabalhos no campo, embora áreas com elevada umidade do solo ainda apresentem ritmo mais lento. As lavouras implantadas apresentam, de forma geral, bom estabelecimento, desenvolvimento vegetativo inicial satisfatório e emergência uniforme.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a estimativa é de 69.940 hectares cultivados, com produtividade projetada de 2.523 quilos por hectare. Na Fronteira Oeste, em Manoel Viana, a semeadura deverá ganhar ritmo após um início limitado pela falta de umidade no solo. Caso as projeções se confirmem, a área cultivada no município passará de 11 mil hectares na safra passada para 4,5 mil hectares em 2026. Em Maçambará, o plantio está praticamente concluído nos 5.640 hectares previstos, enquanto os produtores concentram esforços no controle de plantas daninhas. Na Campanha, o avanço segue lento em razão das baixas temperaturas e do excesso de umidade em áreas mais argilosas. Em Bagé, Hulha Negra e Caçapava do Sul, cerca de 10% da área prevista foi implantada.

Na região de Caxias do Sul, a projeção é de 32.285 hectares cultivados e produtividade de 3.697 quilos por hectare, a mais elevada entre as regionais da Emater. O trigo tem relevância principalmente nos municípios de maior altitude. Nos Campos de Cima da Serra, a semeadura deverá começar após a melhora das condições de umidade do solo.

Na regional de Erechim, são estimados 35.875 hectares cultivados, com produtividade projetada de 3.030 quilos por hectare. Mesmo diante das restrições de crédito e da maior percepção de risco climático para a safra de inverno, o trigo continua sendo uma cultura importante nos sistemas tradicionais de produção de grãos da região.

Na regional de Frederico Westphalen, a área estimada é de 102.020 hectares e a produtividade projetada é de 2.370 quilos por hectare. O plantio já alcança aproximadamente 90% da área prevista. As lavouras apresentam bom estabelecimento inicial e desenvolvimento vegetativo satisfatório. A elevada nebulosidade observada recentemente reduziu parcialmente a incidência de radiação solar, limitando o crescimento das plantas. Os produtores realizam o controle de plantas daninhas e a aplicação de nitrogênio em cobertura.

Na regional de Ijuí, a estimativa é de 227 mil hectares cultivados, o que representa a maior área de trigo do Estado, equivalente a cerca de 30% do total. A produtividade projetada é de 2.645 quilos por hectare. Mais de 80% da área já foi semeada, indicando antecipação do plantio em relação à safra anterior. No entanto, o avanço recente ocorreu em ritmo mais lento devido à elevada umidade do solo, concentrando-se principalmente nos dias 16 e 17 de junho. As lavouras apresentam emergência uniforme e estande adequado de plantas. A redução dos preços dos fertilizantes nitrogenados também tende a favorecer o aumento das doses aplicadas em cobertura.

Na regional de Passo Fundo, a área estimada é de 78.130 hectares, com produtividade projetada de 3.154 quilos por hectare. A semeadura está concluída, e as lavouras se encontram nas fases de germinação e início do desenvolvimento vegetativo, apresentando evolução considerada satisfatória diante das condições climáticas atuais.

Na regional de Santa Maria, são estimados 49.925 hectares cultivados, com produtividade projetada de 2.852 quilos por hectare. A área representa uma redução de 36% em relação à safra anterior. Aproximadamente 80% da área prevista já foi semeada.

Na regional de Santa Rosa, a área projetada é de 179.430 hectares, a segunda maior do Estado, com produtividade estimada em 2.566 quilos por hectare. A semeadura alcança 74% da área prevista e as lavouras estão em desenvolvimento vegetativo. Nas áreas implantadas mais cedo, a adubação nitrogenada em cobertura foi realizada antes das chuvas registradas em meados de junho, favorecendo o aproveitamento do nutriente. O aumento da insolação contribuiu para o crescimento das plantas e para a melhora das condições fitossanitárias. Não foram observados registros significativos de pragas ou doenças.

Na regional de Soledade, a estimativa é de 30.575 hectares cultivados e produtividade de 2.658 quilos por hectare. A semeadura avança dentro do ritmo considerado normal para o período, alcançando cerca de 70% da área prevista. As lavouras apresentam bom estabelecimento e estande de plantas. Parte das áreas está nas fases de germinação, emergência e crescimento inicial, favorecidas pelos baixos volumes de chuva registrados nas últimas semanas.





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Plataforma integra dados de frotas agrícolas mistas



A empresa aponta que a plataforma pode elevar em até três vezes a eficiência


A empresa aponta que a plataforma pode elevar em até três vezes a eficiência
A empresa aponta que a plataforma pode elevar em até três vezes a eficiência – Foto: Pixabay

A digitalização do campo ampliou a geração de dados em tempo real, mas a fragmentação das informações ainda dificulta o uso estratégico desse volume. Em frotas agrícolas mistas, arquivos incompatíveis e sistemas isolados podem reduzir a eficiência e atrasar decisões importantes.

A PTx apresenta o FarmENGAGE como uma solução em nuvem capaz de centralizar dados de máquinas de diferentes marcas, modelos e anos. A plataforma reúne informações de equipamentos AGCO, monitores PTx Trimble e sistemas de outros fabricantes por meio de integrações em nuvem.

Segundo Rosiéli Mika Bonette, gerente de Marketing de Produto da PTx Trimble, a agricultura de precisão iniciou a transformação digital no campo, enquanto a internet das coisas aprimorou o envio das informações, antes dependente de cartões de memória e pendrives.

Com o FarmENGAGE, o planejamento e o envio de mapas, linhas de direcionamento e outros dados podem ser feitos remotamente. A ferramenta também permite acompanhar operações em tempo real, reduzir deslocamentos, corrigir falhas com mais rapidez e diminuir períodos de ociosidade das máquinas.

A empresa aponta que a plataforma pode elevar em até três vezes a eficiência do responsável pela gestão de dados. A centralização também ajuda a evitar sobreposições, reduzir o consumo de combustível e transformar informações operacionais em relatórios automatizados, com impacto sobre produtividade, rentabilidade e retorno do investimento.

“Com o uso do FarmENGAGE é possível aumentar em até três vezes a eficiência do responsável pela gestão de dados, uma vez que ele planeja e envia remotamente todos os dados para o operador executar em campo e recebe o retorno do trabalho realizado sem a necessidade de deslocamentos e logística de dados”, afirma Rosiéli.

 





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Colheita de tabaco bate recorde no Paraná



Produção de tabaco encerrou a safra 2026 com volume recorde



Foto: Pixabay

A produção de tabaco encerrou a safra 2026 com volume recorde no Paraná, alcançando 213,7 mil toneladas. De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o resultado superou em 7% o volume registrado em 2025, quando foram colhidas 199,7 mil toneladas de folhas.

O crescimento foi impulsionado pela expansão da área cultivada, que acumula aumento há cinco safras consecutivas e atingiu 86,8 mil hectares, o maior patamar já registrado.

Apesar do avanço na produção, os preços pagos aos produtores seguiram trajetória de queda. Segundo o boletim, os valores observados em maio refletem o período de maior comercialização da safra, já que a secagem das folhas nas estufas ocorre após o pico da colheita. Em maio de 2026, o preço médio do quilo do tabaco tipo estufa foi de R$ 18,71, valor 3% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando a média foi de R$ 19,22. Ainda assim, o Deral destaca que a cultura continua sendo uma alternativa competitiva para pequenos produtores, especialmente em razão da estabilidade proporcionada pelo sistema de integração da cadeia produtiva.





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Mercado do boi tem novas quedas nas cotações


O mercado do boi gordo registrou novas quedas nas cotações em São Paulo nesta quinta-feira (25). De acordo com a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria, a arroba do boi gordo, do “boi China” e da novilha recuou R$ 3,00/@, enquanto a vaca teve queda de R$ 2,00/@ em comparação com a terça-feira (23/6).

Segundo a consultoria, não houve excedente de oferta no mercado, mas os frigoríficos diminuíram o ritmo das compras e passaram a alongar as escalas de abate. Entre as indústrias com atuação na exportação, houve preocupação com o ritmo das vendas para a China. Parte dos compradores informou não ter fechado novos acordos com clientes chineses no curto prazo, reduzindo a necessidade imediata de aquisição de animais. O mercado interno também apresentou escoamento mais lento.

As escalas de abate ficaram, em média, para nove dias.

Em Mato Grosso, as cotações recuaram para todas as categorias nas quatro praças pecuárias do Estado, na comparação com o dia 23 de junho. A exceção ocorreu no Sudoeste, onde o preço da novilha permaneceu estável.

Na região Norte de Mato Grosso, a arroba caiu R$ 5,00 para todas as categorias. No Sudoeste, houve queda de R$ 3,00/@ para o boi gordo e de R$ 4,00/@ para a vaca, enquanto a novilha não teve alteração. Na região de Cuiabá, a cotação recuou R$ 2,00/@ para todas as categorias, e no Sudeste a queda foi de R$ 5,00/@. O preço do “boi China” também caiu R$ 3,00/@.

No Espírito Santo, o mercado permaneceu estável nesta quinta-feira (25). As escalas de abate ficaram, em média, para oito dias.





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Produção de citros cresce, mas demanda recua


A citricultura do Rio Grande do Sul apresenta boas condições produtivas, mas enfrenta dificuldades na comercialização em algumas regiões. Conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar, os pomares da região administrativa de Caxias do Sul estão em bom estado geral, com produtividade variando entre as propriedades. Os produtores realizaram tratamentos fitossanitários e adubações de cobertura, enquanto as plantas usadas para cobertura do solo, como aveia e azevém, seguem em desenvolvimento. As variedades precoces estão em colheita, porém os comerciantes relatam baixa movimentação nas vendas. A bergamota Caí varia entre R$ 1,50 e R$ 2,00/kg, assim como a Ponkan e a laranja umbigo, enquanto a laranja para suco é comercializada a R$ 1,25/kg e a laranja do Céu chega a R$ 2,00/kg.

Na região administrativa de Erechim, a estimativa de produtividade para 2026 é de 32 toneladas por hectare. Algumas variedades de laranja iniciaram o processo de amarelecimento, e há interesse comercial pelas cultivares Salustiana, Iapar e Umbigo Navelina. Apesar disso, os produtores consideram os preços baixos, com valores em torno de R$ 0,40/kg. A colheita da laranja Valência destinada à indústria está prevista para o fim de julho, enquanto frutas de ciclo médio aguardam uma possível abertura de compras por parte das indústrias durante o mês de junho.

Na região de Santa Maria, a colheita da bergamota Ponkan segue em andamento.

Na região de Lajeado, o alerta sobre a presença de greening em Palmitinho aumentou a procura por informações técnicas, reuniões e orientações sobre compra de mudas e vistoria em pomares. Segundo a Emater/RS-Ascar, a prevenção é uma prioridade devido à importância do Vale do Caí para a citricultura, envolvendo milhares de famílias e uma cadeia produtiva ligada à atividade. Apesar da redução natural da atividade vegetativa durante o inverno, não foram registrados danos significativos nos pomares comerciais, e o frio tem contribuído para a coloração e melhoria das características das frutas destinadas ao mercado in natura. De forma geral, os pomares apresentam boa carga produtiva e produtividade estimada acima da média dos últimos anos, mesmo com problemas fitossanitários pontuais, como mosca-das-frutas, cancro-cítrico e leprose.

A comercialização, no entanto, permanece lenta, com baixa procura por algumas variedades e insatisfação entre produtores devido aos preços recebidos e aos custos de produção. A colheita da bergamota Ponkan está entre 50% e 70%, enquanto a bergamota Caí varia de 70% a 80%, mas encontra dificuldades de venda pela redução da demanda e pela falta de canais comerciais. A colheita da laranja do Céu gaúcha, variedade precoce, está próxima do encerramento em São Sebastião do Caí, alcançando cerca de 90% dos 45 hectares cultivados, com frutos considerados de boa qualidade.

Em Harmonia, a laranja Umbigo Bahia chegou a 90% de colheita dos 40 hectares cultivados. Já a laranja Shamouti, que ocupa 200 hectares, está com 60% da área colhida. A comercialização da laranja para suco segue retraída, com pouco interesse dos compradores. Mesmo com boa disponibilidade de frutos nos pomares, produtores relatam dificuldades para fechar negócios. O limão Tahiti também enfrenta desafios, principalmente em frutos que iniciam o amarelecimento. Em Bom Princípio, apesar do preço superior por caixa, a quantidade de frutas sem mercado compromete a cobertura dos custos de produção. Em São Sebastião do Caí, os citricultores relatam dificuldades de comercialização, cenário que tem pressionado os preços pagos aos produtores.





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Feijão 2ª safra registra queda de 45% na área



Área de feijão recua, mas produtividade se mantém



Foto: Pixabay

A colheita do feijão de segunda safra foi encerrada no Rio Grande do Sul, conforme informou o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar. A área cultivada foi reestimada em 9.818 hectares, redução de 45,7% em comparação ao ciclo anterior. Mesmo com a diminuição da área plantada, a produtividade média estadual ficou em 1.414 kg/ha, resultado levemente acima da projeção inicial de 1.401 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita também foi concluída. O rendimento final apresentou leve redução em relação às estimativas iniciais, com média de 1.604 kg/ha na área colhida. Segundo o levantamento, a queda ocorreu em razão de danos provocados por geadas durante os períodos vegetativo e reprodutivo da cultura.

Na comercialização, a cotação média do feijão, considerando a saca de 60 quilos, ficou em R$ 179,73, conforme a pesquisa semanal de preços da Emater/RS-Ascar. O valor representa uma retração de 1,36% em relação aos R$ 182,20 registrados no período anterior.





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Fim de semana terá chuva e frio em regiões do país


A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no modelo numérico, indica aumento das instabilidades em parte do Brasil entre sexta-feira (26) e sábado (27). As chuvas devem ganhar força principalmente no litoral do Nordeste, no Amapá e em áreas do Centro-Oeste e Sudeste. No Sul, o tempo permanece firme até sexta-feira, mas novas instabilidades devem atingir o Paraná no sábado. A massa de ar polar continua influenciando a região, enquanto temperaturas acima de 30°C seguem previstas para áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Na Região Norte, a sexta-feira (26) será marcada pela atuação de áreas de instabilidade, com previsão de pancadas de chuva no centro-norte do Amazonas, incluindo Manaus, e em Roraima. No Pará, as chuvas devem se concentrar no oeste do estado, na região de Santarém, além de Belém e áreas do litoral. Tocantins, Rondônia e Acre devem permanecer sem previsão de chuva significativa. No sábado (27), o Amapá poderá registrar chuva intensa acompanhada de trovoadas isoladas, enquanto as demais áreas terão maior presença de nebulosidade. As temperaturas mínimas devem ficar próximas de 19°C na sexta-feira, com máximas de até 34°C em Araguaína (TO). No sábado, Rio Branco (AC) pode registrar mínima de 16°C, enquanto Araguaína (TO) pode chegar a 33°C.

No Nordeste, a previsão para sexta-feira (26) e sábado (27) aponta concentração de chuva na faixa litorânea, principalmente nos estados da costa leste, como Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Os acumulados podem chegar a 50 mm/dia. No sábado, há possibilidade de chuvas isoladas também em áreas do interior da região. As temperaturas mínimas devem ficar próximas de 19°C, com destaque para Vitória da Conquista (BA), enquanto as máximas podem alcançar 34°C no interior do Maranhão.

No Centro-Oeste, um sistema frontal estacionário deve favorecer a formação de instabilidades nesta sexta-feira (26), provocando pancadas de chuva em áreas de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. O sistema também contribui para o aumento da nebulosidade ao longo do dia, enquanto outras áreas permanecem com tempo estável. No sábado (27), a circulação atmosférica em médios e altos níveis mantém a possibilidade de chuva, principalmente no sul de Mato Grosso do Sul. As mínimas devem variar entre 9°C e 14°C no sul do estado, enquanto as máximas podem chegar perto de 33°C.

No Sudeste, a sexta-feira (26) deve ter condições favoráveis para ocorrência de chuva, principalmente em São Paulo, devido à circulação atmosférica em médios e altos níveis. O sistema frontal estacionário também deve provocar instabilidades no Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais. No sábado (27), com o afastamento do sistema em direção ao oceano, a instabilidade tende a diminuir, mas ainda há previsão de chuvas pontuais e isoladas. As mínimas podem ficar em torno de 11°C no oeste paulista e 12°C no sul de Minas Gerais, enquanto as máximas podem alcançar 30°C em Januária (MG).

Na Região Sul, a sexta-feira (26) será de tempo estável e sem previsão de chuva. Já no sábado (27), a circulação atmosférica em médios níveis deve favorecer a formação de instabilidades no Paraná, com possibilidade de pancadas de chuva localmente intensas, acompanhadas de trovoadas e eventual queda de granizo. A massa de ar polar mantém as temperaturas baixas, com mínimas próximas de -1°C em áreas da Serra Catarinense. As máximas seguem em elevação gradual, podendo atingir cerca de 21°C em Umuarama (PR) na sexta-feira e até 23°C no norte e noroeste do Paraná.





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Chuvas aumentam risco de podridão em mandioca



Mandioca tem colheita intensa em regiões do RS



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (25), a colheita de mandioca segue em andamento no Rio Grande do Sul, com destaque para as regiões administrativas de Santa Rosa e Soledade. Em Santa Rosa, os produtores também realizam o descasque e o congelamento da raiz para uso posterior. A previsão de ocorrência de geadas levou agricultores a anteciparem a retirada das lavouras e o armazenamento dos ramos destinados ao plantio da próxima safra.

A Emater/RS-Ascar informou que houve aumento na incidência de podridão de raízes, principalmente em áreas com drenagem limitada. Segundo o levantamento, a combinação entre chuvas recorrentes e menor evapotranspiração tem mantido o solo mais úmido, favorecendo a ocorrência de bacterioses que causam danos à cultura. Apesar disso, a maior parte das lavouras instaladas em locais com boa drenagem apresenta raízes sem problemas relacionados a doenças. O preço da mandioca congelada varia entre R$ 5,50 e R$ 7,00 por quilo.

Na região administrativa de Soledade, a colheita ocorre em ritmo mais intenso, acompanhando o aumento da demanda neste período. Nos municípios de Mato Leitão e Venâncio Aires, o preço informado é de R$ 30 por caixa de 22 quilos.





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Clima desafia reta final do milho segunda safra



“Esse é um momento em que o manejo precisa ser ainda mais preciso”


“Esse é um momento em que o manejo precisa ser ainda mais preciso"
“Esse é um momento em que o manejo precisa ser ainda mais preciso” – Foto: Pixabay

A reta final do ciclo do milho de segunda safra exige atenção redobrada dos produtores diante da combinação de clima irregular e maior pressão de pragas. Responsável por cerca de 70% da produção nacional, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a cultura entra em uma fase sensível, em que a redução da umidade do solo pode afetar o potencial produtivo, principalmente nas áreas plantadas fora da janela ideal.

De acordo com a ORÍGEO, no MATOPIBA e em importantes regiões do Centro-Oeste, a chegada do inverno e o período mais seco elevam os riscos para as lavouras. Dados da Conab mostram que, no Maranhão, o atraso na colheita da soja reduziu em 19,6% a janela de plantio do milho de segunda safra, levando parte dos produtores a optar por culturas mais tolerantes ao estresse hídrico. No Piauí, a irregularidade das chuvas encurtou o calendário agrícola e dificultou o enchimento dos grãos.

Em Tocantins, parte das lavouras ainda depende da continuidade das chuvas para manter o potencial produtivo. Em Mato Grosso, o plantio dentro da janela recomendada ajudou a reduzir impactos da menor precipitação registrada em abril. Já na Bahia, o período chuvoso mais longo favoreceu o desenvolvimento das lavouras, embora tenha sido registrado aumento na presença de cigarrinhas e lagartas. Segundo a empresa, o manejo preciso nesta etapa é fundamental para reduzir perdas provocadas pelo estresse climático e pela pressão de insetos.

“Esse é um momento em que o manejo precisa ser ainda mais preciso. O clima mais seco e a instabilidade das chuvas criam um ambiente que contribui para ocorrência de estresses fisiológicos e aumento da presença de insetos. Quem perde a janela de controle pode comprometer o teto produtivo da lavoura”, finaliza Manoel Álvares, Gerente de Inteligência de Mercado da ORÍGEO.





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