domingo, julho 26, 2026

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Soja trava mesmo com força nos EUA e milho reage



Na soja, o desempenho foi mais contido


Na soja, o desempenho foi mais contido
Na soja, o desempenho foi mais contido – Foto: USDA

Os mercados de soja e milho encerraram a última semana sob influência de fatores climáticos, geopolíticos e dos sinais de demanda nos Estados Unidos. Segundo análise da StoneX, o comportamento dos dois grãos refletiu um cenário de maior cautela, mesmo diante de fundamentos que seguem no radar dos investidores.

Na soja, o desempenho foi mais contido, apesar do grande volume de esmagamento registrado nos Estados Unidos. Os dados confirmaram um consumo doméstico firme, sustentado pela ampliação da capacidade industrial e pela demanda por farelo e óleo, com destaque para o uso ligado ao biodiesel. Ainda assim, a reação do mercado foi limitada. A pressão veio da correção nos preços do farelo e também do ritmo fraco das exportações norte-americanas, o que reduziu o espaço para avanços mais intensos das cotações.

No campo, o plantio da soja avançou acima do esperado, indicando condições iniciais favoráveis para o desenvolvimento da safra. Esse quadro tende a aliviar parte das preocupações com a produção neste momento, já que, historicamente, um início positivo reduz riscos produtivos e limita movimentos mais agressivos de alta. No cenário externo, as tensões no Oriente Médio mantiveram a volatilidade nas commodities, mas o foco do mercado segue concentrado no clima e na evolução da safra dos Estados Unidos nas próximas semanas.

No milho, o viés foi mais positivo ao longo da semana. O suporte veio principalmente das incertezas climáticas neste início de safra norte-americana e do ambiente geopolítico mais instável. Embora o plantio avance próximo ao padrão sazonal, as atenções continuam voltadas para as condições climáticas nas principais regiões produtoras, fator decisivo para a formação de preços nesta fase. Além disso, as tensões envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz ampliaram a volatilidade nos mercados de commodities, com impactos indiretos sobre os custos de energia e de insumos agrícolas, dando sustentação adicional ao cereal.

 





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Oferta pressiona açúcar e etanol no Centro-Sul



No açúcar, a semana foi marcada por volatilidade


No açúcar, a semana foi marcada por volatilidade
No açúcar, a semana foi marcada por volatilidade – Foto: Pixabay

Os mercados de açúcar e etanol encerraram a semana sob pressão, refletindo expectativas de maior oferta e o avanço da safra no Centro-Sul. Segundo a StoneX, o açúcar manteve viés claramente baixista nos últimos dias, enquanto o etanol hidratado seguiu em queda diante do aumento da disponibilidade do biocombustível.

No açúcar, a semana foi marcada por volatilidade, mas com predominância de recuos. As altas pontuais observadas ao longo do período foram classificadas como movimentos técnicos e não chegaram a alterar a tendência principal do mercado. Os preços continuaram pressionados pela expectativa de superávit global nas safras 2025/26, em meio às perspectivas elevadas de produção na Ásia e às projeções favoráveis para a moagem no Centro-Sul do Brasil na temporada 2026/27, considerada entre abril e março.

No cenário macroeconômico, a melhora momentânea do apetite ao risco e a estabilidade do real frente ao dólar tiveram efeito limitado sobre as cotações. Já na sexta-feira, a queda expressiva do petróleo, após a liberação do Estreito de Ormuz e a redução das tensões geopolíticas, reforçou o movimento negativo. Com isso, o açúcar acompanhou o recuo do setor energético, atingiu a mínima de cinco anos e fechou a semana a US¢ 13,48 por libra-peso, com variação semanal de -2,95%.

No mercado de etanol, o hidratado também manteve a trajetória de baixa. Na sexta-feira, 17, o produto era negociado a R$ 3,10 por litro na praça de Ribeirão Preto, em São Paulo. Em relação à semana anterior, a retração foi de R$ 0,20 por litro. O movimento ocorre em paralelo ao avanço da colheita no Centro-Sul, que tende a iniciar a safra com um mix mais voltado ao etanol, elevando a oferta do biocombustível nos primeiros meses do ciclo.

 





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Petróleo dispara com novo bloqueio em rota vital



Na última semana, o contrato mais ativo do Brent encerrou o período com queda


Na última semana, o contrato mais ativo do Brent encerrou o período com queda
Na última semana, o contrato mais ativo do Brent encerrou o período com queda – Foto: Pixabay

Os preços do petróleo voltaram a subir em meio às incertezas sobre a normalização do fluxo global de embarcações e à nova interrupção no Estreito de Hormuz. Segundo análise da StoneX, o movimento ocorre após três semanas seguidas de recuo nas cotações, em um ambiente marcado por sinais diplomáticos mistos e por um mercado físico cada vez mais pressionado.

Na última semana, o contrato mais ativo do Brent encerrou o período com queda de 5,1%, negociado ao redor de USD 90,4 por barril. Os futuros do WTI acompanharam trajetória semelhante e fecharam em USD 83,9 por barril, com recuo de 13,2% no acumulado da semana. Mesmo assim, a leitura do mercado segue sensível ao noticiário envolvendo o Oriente Médio e, principalmente, às condições de operação no Estreito de Hormuz.

A pressão baixista recente foi influenciada pela expectativa de maior alinhamento diplomático entre Teerã e Washington. Também pesou a confirmação feita pelo Irã, na sexta-feira, 17, de uma reabertura do Estreito de Hormuz enquanto o cessar-fogo com os Estados Unidos seguir vigente. A sinalização foi recebida como um fator de alívio, mas não eliminou a percepção de risco.

De acordo com a avaliação, o mercado passou a precificar com mais força a possibilidade de uma resolução definitiva de paz. Ainda assim, esse cenário convive com um quadro de oferta física mais estressado e com a ausência de sinais claros sobre quando os fluxos de embarcações no estreito devem se normalizar de forma efetiva.

Esse descompasso entre a perspectiva diplomática e a realidade logística mantém a volatilidade elevada. Embora o avanço das negociações tenha contribuído para as perdas recentes do Brent e do WTI, a situação no corredor marítimo continua sendo um ponto central para a formação dos preços do petróleo no curto prazo.

 





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Movimento dos fundos derruba soja e derivados



Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes


Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes
Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes – Foto: Divulgação

O mercado da soja apresentou recuo nas cotações internacionais, refletindo um movimento amplo de ajustes por parte dos investidores. Segundo a TF Agroeconômica , o dia foi marcado por realização de lucros na Bolsa de Chicago, pressionando não apenas o grão, mas também seus derivados.

Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes, com quedas tanto para a soja em grão quanto para farelo e óleo. O movimento ocorreu após tentativas de alta ao longo do pregão, especialmente no óleo de soja, que chegou a atingir patamares elevados antes de devolver ganhos e encerrar em baixa. A atuação dos fundos foi determinante para esse ajuste, em um cenário de reposicionamento técnico após valorizações recentes.

No campo internacional, o ambiente diplomático também influenciou o humor do mercado. A sinalização de busca por acordos agrícolas entre Estados Unidos e China trouxe atenção, mas sem gerar sustentação consistente nos preços. Persistem dúvidas quanto ao cumprimento de metas anteriores de importação, o que mantém os agentes cautelosos.

No Brasil, o avanço da safra ocorre de forma desigual entre os estados. No Rio Grande do Sul, a colheita avança com dificuldades impostas pela umidade, impactando tanto o ritmo das operações quanto a qualidade dos grãos. A produtividade média ainda sustenta um valor expressivo da produção, embora haja forte variação regional.

Em Santa Catarina, o crescimento da segunda safra indica uma estratégia de diversificação diante das perdas na safra principal. Já no Paraná, mesmo com produção elevada, o câmbio limita os ganhos ao produtor, neutralizando a valorização externa. Em Mato Grosso do Sul, a falta de armazenagem força a venda imediata, enquanto em Mato Grosso a alta produtividade convive com preços pressionados pela logística.


 





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Wall Street fecha em alta após queda do petróleo e abertura do Estreito de Ormuz


Logotipo Reuters

Por Sinéad Carew e Niket Nishant

17 Abr (Reuters) – O índice de referência S&P 500 e o Nasdaq, de alta tecnologia, subiram para seu terceiro recorde consecutivo nesta sexta-feira, enquanto o Dow, das blue-chip, marcou seu nível mais alto desde o final de fevereiro, com os investidores aplaudindo a decisão do Irã de abrir o Estreito de Ormuz e otimistas quanto à possibilidade de um acordo do país com os Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse em uma postagem no X que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz estava “completamente aberta” durante o restante da trégua de 10 dias entre as forças israelenses e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, acordada no Líbano.

Isso ocorreu após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que negociações poderiam ocorrer no fim de semana entre Teerã e Washington e que elas poderiam em breve garantir um acordo de paz para acabar com a guerra contra o Irã, que deixou milhares de mortos desde que os EUA e Israel lançaram ataques conjuntos contra o Irã em 28 de fevereiro.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 1,20%, encerrando em 7.125,12 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 1,51%, chegando a 24.466,27 pontos. O Dow Jones Industrial Average subiu 1,78%, para 49.442,95 pontos.

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Redução nos preços do petróleo tende a aliviar custos logísticos


A recente normalização do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, já começa a refletir no agronegócio. A redução nos preços do petróleo tende a aliviar custos logísticos e de insumos, especialmente fertilizantes e combustíveis.

De acordo com relatório do Rabobank, a medida contribuiu para uma acomodação dos preços, mas não elimina as incertezas globais. “Os riscos geopolíticos permanecem elevados, com ausência de acordo definitivo entre EUA e Irã”, aponta o estudo .

Especialistas destacam que o agro é altamente sensível a esse tipo de movimentação. “Qualquer oscilação no petróleo impacta diretamente o custo de produção agrícola, principalmente em países exportadores como o Brasil”, explica um analista de mercado consultado.

O estudo também mostra que a economia brasileira apresenta sinais mistos, com leve crescimento em setores-chave. A agropecuária registrou alta de 0,2% na margem mensal e 1,8% na comparação anual, indicando certa resiliência frente ao cenário externo .

Apesar disso, o avanço ainda é moderado. O Rabobank projeta crescimento de 1,8% para o PIB brasileiro em 2026, com impacto de juros elevados e incertezas fiscais sobre setores cíclicos.

Para o produtor rural, esse contexto significa cautela. “Mesmo com algum alívio nos custos, o ambiente macroeconômico ainda exige planejamento rigoroso e gestão eficiente”, avalia um consultor do setor.

Outro ponto destacado pelo relatório é a volatilidade dos mercados, impulsionada por conflitos internacionais e decisões políticas. A recente trégua temporária entre países do Oriente Médio contribuiu para reduzir tensões, mas não garante estabilidade no longo prazo.

Além disso, o câmbio continua sendo um fator relevante. O dólar encerrou o período próximo de R$ 4,99, com expectativa de alta para R$ 5,55 até o fim de 2026, o que pode influenciar diretamente as exportações agrícolas brasileiras .

Para o agronegócio brasileiro, o cenário combina oportunidades e riscos. De um lado, custos mais baixos de energia podem melhorar margens. De outro, a instabilidade internacional e a política monetária ainda limitam o crescimento.

Segundo o Rabobank, a tendência é de recuperação gradual ao longo do ano, mas com efeitos mais consistentes apenas no médio prazo. “O impulso à demanda doméstica levará tempo para se materializar”, destaca o relatório .





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Custo da soja dispara e aperta margem


O mercado internacional da soja encerrou a sessão com comportamento misto, refletindo forças opostas entre os derivados e a expectativa sobre o avanço da safra. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos em Chicago fecharam próximos da estabilidade, com leves oscilações ao longo da curva.

O contrato de maio registrou alta de 0,30%, enquanto julho avançou 0,21%. Já o farelo de soja recuou, pressionado pela ausência de novas demandas, enquanto o óleo acompanhou a valorização do petróleo em meio a tensões no Estreito de Ormuz. O suporte do óleo limitou perdas mais expressivas da oleaginosa, mesmo com o mercado atento ao plantio nos Estados Unidos, que deve avançar de 6% para 12%. As inspeções de embarque subiram 1,34%, enquanto no Brasil a colheita se aproxima do fim, com 92% da área já concluída.

No Rio Grande do Sul, a colheita atinge 50% da área, mas segue irregular devido à umidade elevada. A produtividade média de 2.871 kg por hectare esconde diferenças regionais relevantes, enquanto o excesso de umidade aumenta custos operacionais e reduz a qualidade dos grãos. O encarecimento do diesel, impulsionado pelo petróleo, pressiona o frete e reduz a margem do produtor.

Em Santa Catarina, o mercado permanece sem novidades, em ritmo lento típico de véspera de feriado, com preços estáveis. No Paraná, a colheita está praticamente concluída e os preços seguem estáveis, com o frete sendo o principal fator de दबाव sobre a rentabilidade.

No Mato Grosso do Sul, os preços variam pouco e refletem o peso logístico sobre o produtor. Já em Mato Grosso, com a colheita finalizada, o principal desafio é a armazenagem, que cobre apenas 61,7% da produção, forçando vendas e pressionando os preços, enquanto o custo do transporte segue em alta.

 





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Medo no campo faz preço do milho reagir


O mercado de milho iniciou a semana com movimentações distintas entre os segmentos futuro e físico, refletindo fatores climáticos e dinâmicas de oferta e demanda. Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos negociados na B3 registraram alta nesta segunda-feira, impulsionados pela preocupação com o clima em importantes regiões produtoras do Brasil.

Apesar da valorização no mercado futuro, o cenário no físico segue pressionado. Dados do Cepea indicam quedas intensas nos preços ao longo da última semana, influenciadas pelo aumento da oferta e pela atuação mais cautelosa dos compradores. A desvalorização do dólar frente ao real também contribuiu para o recuo das cotações, ao reduzir a paridade de exportação. Na parcial de abril até o dia 16, o indicador ESALQ/BM&FBovespa acumulou queda de 4,8%, retornando aos níveis observados em janeiro.

Esse ambiente tem levado consumidores a negociar de forma pontual, priorizando a recomposição de estoques apenas quando necessário ou diante de preços mais baixos. Do lado dos vendedores, há maior flexibilidade, mas ainda com dificuldade na comercialização de grandes volumes. O mercado segue atento ao avanço da colheita da safra de verão e às condições climáticas para o desenvolvimento da segunda safra.

Na B3, o contrato com vencimento em maio de 2026 fechou a R$ 67,55, com alta diária de R$ 1,89. O contrato de julho de 2026 encerrou a R$ 67,88, com ganho de R$ 1,01 no dia, enquanto setembro de 2026 foi cotado a R$ 69,87, avançando R$ 1,58.

No mercado internacional, os contratos futuros em Chicago também registraram alta, sustentados pela boa demanda pelo milho dos Estados Unidos. O contrato para maio subiu 0,72%, enquanto o de julho avançou 0,60%. O movimento foi impulsionado por inspeções de embarque que somaram 1,66 milhão de toneladas na semana, em alta de 2,89%. O mercado mantém foco nas metas de exportação, enquanto no Brasil persiste a necessidade de chuvas no Mato Grosso até meados de maio para garantir o potencial produtivo da safrinha.

 





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Colheita avança, mas mercado de milho segue emperrado


O mercado de milho no Sul e em Mato Grosso do Sul segue marcado por ritmo lento nos negócios, diferenças de preços entre compradores e vendedores e avanço da colheita e da safrinha sob influência do clima. Segundo a TF Agroeconômica, esse quadro combina baixa liquidez no mercado spot com sustentação pontual das cotações em algumas praças.

No Rio Grande do Sul, a comercialização continua restrita, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca e média estadual perto de R$ 58,00. A oferta mais limitada em algumas regiões, a recomposição de estoques e a disputa por fretes ajudam a evitar quedas mais fortes. Na safra 25/26, a colheita da primeira safra chegou a 93% da área, avanço discreto sobre a semana anterior, mas ainda acima da média histórica.

Em Santa Catarina, o mercado permanece travado pelo descompasso entre pedidas e ofertas. As indicações seguem em torno de R$ 75,00 por saca, enquanto a demanda trabalha perto de R$ 65,00. No Planalto Norte, os negócios ocorrem entre R$ 70,00 e R$ 75,00. A colheita alcança 97,6% da área, acima da semana passada, embora as áreas mais tardias já apresentem perda de qualidade.

No Paraná, a reta final da colheita da primeira safra convive com chuvas irregulares e com o foco crescente sobre a segunda safra. As pedidas giram em torno de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda se posiciona perto de R$ 60,00 CIF. A colheita atingiu 96% da área, e a safrinha apresenta, em geral, boas condições, apesar da preocupação com temperaturas elevadas em parte do estado.

Em Mato Grosso do Sul, os preços reagiram após semanas de maior pressão, com cotações entre R$ 57,00 e R$ 59,00 por saca. O setor de bioenergia segue como um dos principais sustentadores do mercado, embora a liquidez ainda seja limitada. A semeadura da safrinha chegou a 99% da área, com lavouras em boas condições, mesmo sob chuvas esparsas e aumento de lagartas em algumas regiões.

 





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Trigo dispara em Chicago


O mercado internacional de trigo teve um dia de comportamento misto, refletindo fatores de curto prazo ligados ao ritmo dos embarques, à realização de lucros e às incertezas sobre a oferta global. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados nas bolsas americanas encerraram a segunda-feira sem direção única, em meio a movimentos distintos entre as principais praças.

Em Chicago, o trigo brando SRW avançou tanto no contrato de maio quanto no de julho. O vencimento mais curto fechou a US$ 597,00 por bushel, com alta de 0,97%, enquanto julho terminou a US$ 606,00, ganho de 1,13%. O suporte veio do forte desempenho dos embarques semanais, que ficaram 90% acima da semana anterior e ajudaram a sustentar os preços.

Em Kansas, o trigo duro HRW recuou no contrato de maio, que fechou a US$ 635,00 por bushel, baixa de 0,27%. O movimento foi atribuído à realização de lucros, depois do rali de 7% registrado na semana passada. Já em Minneapolis, o trigo HRS subiu 0,31% no vencimento de maio, encerrando o dia a US$ 655,25.

Na Europa, o trigo para moagem negociado em Paris também terminou em alta. O contrato de maio da Euronext fechou a € 194,00 por tonelada, avanço de 1,44%.

No pano de fundo do mercado, seguem as preocupações com a qualidade das lavouras de inverno nos Estados Unidos, estimadas em apenas 33% entre boas e excelentes, além da menor área plantada no país desde 1919. Ao mesmo tempo, a abertura de uma cota de exportação de 2,5 milhões de toneladas pela Índia adicionou um novo componente ao quadro de oferta, em um cenário que continua sensível a qualquer mudança na produção e no fluxo global do cereal.

 





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