domingo, março 15, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Feijão enfrenta cenário crítico no Paraná



No mercado, o ambiente é de cautela


No mercado, o ambiente é de cautela
No mercado, o ambiente é de cautela – Foto: Pixabay

Produtores, agrônomos e comerciantes do Paraná foram unânimes ao relatar, nesta semana, a dificuldade em encontrar lavouras de feijão em bom estado. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe) citando dados do Departamento de Economia Rural (DERAL), a área plantada com a leguminosa nesta safra caiu 27%, e mesmo com 85% já semeado, o desenvolvimento das plantas preocupa. O retorno do frio e as temperaturas até 5 °C abaixo da média, somadas a solos encharcados, têm comprometido a germinação e tornado o crescimento das plantas lento e desuniforme.

O DERAL confirmou o quadro de baixa temperatura e umidade excessiva, com risco de perdas localizadas e necessidade de replantios pontuais. Em algumas propriedades, produtores já decidiram substituir o feijão por soja nas áreas mais afetadas. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) prevê para novembro chuvas irregulares e períodos de calor acima da média, o que pode agravar a desuniformidade dos talhões e aumentar o risco de doenças, caso o manejo não siga as janelas adequadas de pulverização e cobertura.

No mercado, o ambiente é de cautela. Pequenos lotes recém-colhidos em São Paulo chegaram a R$ 265 por saca, reflexo da escassez do produto novo. Conforme dados do Cepea de 30 de outubro, o feijão-carioca tipo 9 em Belo Horizonte manteve-se em R$ 243,33/sc, enquanto o feijão-preto tipo 1 em Curitiba ficou em R$ 140,68/sc. A semana deve terminar com estabilidade nos preços e baixa liquidez, enquanto o setor monitora o impacto real das perdas no Paraná — fator que pode definir o rumo do mercado até o fim do ano.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Rúcula mantém qualidade apesar de doenças nas folhas



Rúcula tem preços entre R$ 8 e R$ 30 no mercado gaúcho



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (30), a produção de rúcula na região administrativa de Lajeado, especialmente no município de Feliz, é limitada. Segundo o boletim, poucos produtores mantêm o cultivo, concentrando-se na produção em estufa para atender mercados já consolidados. Os ciclos de plantio são sucessivos, chegando a dez por ano.

As lavouras apresentam bom crescimento vegetativo, favorecido pelas temperaturas amenas e pela umidade. No entanto, o excesso de umidade tem contribuído para a ocorrência de míldio e queima de folhas. “O manejo preventivo e a ventilação adequada têm mantido a qualidade do produto”, destaca o informativo.

As folhas colhidas têm apresentado coloração verde intensa e boa aceitação no mercado. Em redes de supermercado e na Ceasa, os preços variam entre R$ 8,00 e R$ 10,00 por dúzia.

Em Vale Real, a produção também ocorre em estufas e apresenta bom desenvolvimento. Entretanto, a mudança brusca de temperatura favoreceu o ataque de traça-das-crucíferas e lagartas. Conforme o informativo, “a comercialização está lenta, e houve perda de produção devido à baixa procura”. Na Ceasa, a dúzia é vendida entre R$ 20,00 e R$ 30,00, enquanto no comércio local o preço varia de R$ 25,00 a R$ 30,00.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Goiás destina R$ 2,6 milhões a produtores rurais


O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Emater Goiás, realizou nesta terça-feira (4), em Mara Rosa, mais uma etapa do programa Crédito Social Rural. A ação contemplou 522 produtores rurais de nove municípios da Regional Serra da Mesa, com investimento total de R$ 2,6 milhões voltado à estruturação de atividades produtivas no campo.

De acordo com o governo estadual, os produtores beneficiados participaram de cursos de capacitação promovidos pela Emater Goiás, voltados a cadeias produtivas estratégicas da agricultura familiar. Entre as atividades abordadas estão apicultura, avicultura, bovinocultura de corte, de leite e sustentável, suinocultura, olericultura orgânica, irrigação, além da produção de doces artesanais, quitandas e salgados. Ao todo, 541 pessoas foram capacitadas na região.

Os recursos poderão ser utilizados na compra de insumos, equipamentos e na realização de melhorias estruturais para o início ou ampliação das atividades rurais. Serão contemplados produtores dos municípios de Amaralina, Campinorte, Colinas do Sul, Mara Rosa, Mutunópolis, Niquelândia, Porangatu, Trombas e Uruaçu.

Durante o evento, também foram oferecidos serviços gratuitos à população, como emissão de documentos, renovação de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), balcão de empregos, atividades infantis e outros atendimentos voltados à cidadania.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

atraso na colheita e importações pressionam preços para baixo


Apesar da leve recuperação nas cotações internacionais, o mercado brasileiro de trigo segue pressionado por fatores internos. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), os preços se estabilizaram, mas com viés de baixa nas principais praças.

No Rio Grande do Sul, as cotações ficaram em R$ 60,00/saca, enquanto no Paraná variaram entre R$ 64,00 e R$ 66,00 para trigo de melhor qualidade. A colheita avança lentamente, impactada pelas chuvas frequentes, especialmente no Paraná, onde 83% da área havia sido colhida no início da semana. No Rio Grande do Sul, apenas 27% da área havia sido colhida até 30 de outubro.

Essa lentidão na colheita somada ao câmbio em R$ 5,35/dólar favorece a competitividade do trigo importado, que entra no mercado nacional com preços mais atrativos. Como resultado, os moinhos priorizam a importação, mantendo pressão sobre os preços domésticos.

Segundo a CEEMA, os estoques de passagem elevados e a oferta nacional robusta reduzem o espaço para altas no curto prazo. A produtividade média no país está estimada em 3.142 kg/ha, com destaque para Santa Catarina (59,4 sacos/ha), Paraná (51,2) e Rio Grande do Sul (52,9).

A área total semeada no Brasil foi de 2,45 milhões de hectares, sendo o Rio Grande do Sul responsável por 47,3% desse total, com 1,16 milhão de hectares. A produção brasileira está projetada em 7,7 milhões de toneladas, com 3,7 milhões oriundas do Rio Grande do Sul. Com o país bem abastecido e o mercado internacional ofertando trigo competitivo, a tendência é de manutenção da pressão sobre os preços internos até o encerramento da colheita.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

algodão registra retração na área cultivada



Aiba aponta uma redução de 2,4%, passando de 413 mil para 403 mil hectares



Foto: Embrapa

Diferente de outras culturas, o algodão apresenta retração na área cultivada na safra 2025/26 no Oeste da Bahia. A estimativa da Aiba aponta uma redução de 2,4%, passando de 413 mil para 403 mil hectares.

Segundo informações do Boletim da Safra 2025/26 da Aiba, a produtividade média esperada é de 332 arrobas por hectare, mantendo o mesmo patamar do ciclo anterior. A produção total projetada é de 2,006 milhões de toneladas de algodão em caroço. A redução de área reflete um movimento estratégico do setor, que busca maior eficiência no uso de insumos e na rentabilidade por hectare. A cultura do algodão demanda alto investimento e manejo técnico intensivo, o que exige uma avaliação criteriosa do potencial produtivo das áreas cultivadas.

O boletim não apresenta dados específicos sobre comercialização nesta fase inicial da safra, mas o cenário de mercado internacional, com variações nos preços e custos logísticos, também influencia as decisões dos cotonicultores.

Mesmo com a leve retração, o Oeste da Bahia segue como uma das principais regiões produtoras de algodão do Brasil, com expressiva contribuição para a balança comercial e a geração de empregos no campo. A expectativa é de que os investimentos em tecnologia e boas práticas agronômicas mantenham a competitividade da cultura na região, apesar do cenário mais cauteloso para a atual temporada.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

“Arroz Combina” quer reconectar brasileiros ao consumo do grão



Segundo a Abiarroz, o arroz é um dos pilares da segurança alimentar brasileira


Foto: Canva

A Associação Brasileira da Indústria do arroz (Abiarroz) lançou na última segunda-feira (27) a campanha “arroz Combina”, com foco em ampliar o consumo do cereal no Brasil e reforçar sua importância nutricional, econômica e cultural. A iniciativa também atua no combate à desinformação nas redes sociais, especialmente contra boatos de que o alimento causaria obesidade.

Com duração prevista de um ano, a campanha terá forte presença digital, incluindo o lançamento de um site exclusivo e parcerias com influenciadores. A proposta é conectar o arroz a diferentes públicos, especialmente os mais jovens, promovendo o grão como base de uma alimentação equilibrada, acessível e culturalmente relevante.

Segundo a Abiarroz, o arroz é um dos pilares da segurança alimentar brasileira. Além de presença constante nas receitas típicas nacionais, o cereal garante sustento a milhares de produtores. O Brasil é o maior produtor de arroz fora da Ásia, e o Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção nacional. O grão brasileiro é exportado para mais de 100 países, mantendo padrão de qualidade reconhecido internacionalmente.

A “Arroz Combina” é a primeira campanha financiada pelo Fundo de Promoção, Pesquisa, Inovação e Incentivo ao Consumo de Arroz (Fundarroz), criado pela Abiarroz em 2024. O objetivo é estruturar ações de longo prazo para valorização do arroz nacional, unindo tradição, inovação e ciência da nutrição.

Além da estratégia de comunicação, o projeto pretende evidenciar o papel do arroz na identidade alimentar do país e em práticas sustentáveis no campo. Ao mesmo tempo, busca reverter a queda no consumo interno, observada nos últimos anos.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

8º Congresso de Reflorestamento reúne especialistas em SP



Evento ocorre de 29 a 31 de outubro



Foto: Pixabay

Evento ocorre de 29 a 31 de outubro e tem como objetivo debater a implantação e a conservação de florestas ambientais e os avanços tecnológicos. A sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) sedia desde quarta-feira (29) o 8º Congresso Brasileiro de Reflorestamento Ambiental (CBRA 2025), numa promoção e realização do Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (CEDAGRO) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O Congresso, que encerra hoje, tem como objetivo principal conhecer as experiências exitosas na implantação e conservação de florestas ambientais e os avanços tecnológicos, bem como discutir e sugerir alternativas de solução para os principais desafios que afetam o setor.

Gilmar Dadalto, presidente executivo da CEDAGRO e José Mauro Santana da Silva, professor da UFSCar agradeceram a receptividade da Faesp em sediar os três dias do Congresso e afirmaram que há muito trabalho a ser realizado entre o meio acadêmico e o setor privado, especialmente com a proximidade da COP30 e os olhares a respeito de sustentabilidade e Amazônia voltados ao Brasil.

O diretor 1º secretário da Faesp, Márcio Antônio Vassoler, representando o presidente do Sistema Faesp/Senar, saudou os presentes e disse que a entidade está de portas abertas para eventos dessa magnitude.

“Este é um evento importantíssimo ao meio acadêmico, aos produtores rurais e ao mercado privado. O meio ambiente é um tema que temos discutido a todo o momento e no qual o mundo está nos observando. Os debates nestes três dias de Congresso serão fundamentais ao avanço do reflorestamento, tema deste encontro, e poderão ajudar ainda mais nosso país na defesa dos nossos biomas e da sustentabilidade”, afirmou.

Estiveram presentes na abertura do 8º Congresso Brasileiro de Reflorestamento Ambiental, o superintendente do Senar-SP, Mário Biral, e José Luiz Fontes, coordenador do Departamento de Sustentabilidade da Faesp.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Governo aprova financiamento com juros reduzidos para ampliar aviação regional e sustentável


O setor aéreo brasileiro terá acesso a seis novas linhas de financiamento com recursos do FNAC, conforme decisão publicada nesta quinta-feira (30/10) pelo Conselho Monetário Nacional. Os empréstimos, de até R$ 4 bilhões, terão juros entre 6,5% e 7,5% ao ano, a depender da modalidade.

As linhas incluem aquisição de aeronaves nacionais, manutenção de motores, infraestrutura logística e compra de combustível sustentável (SAF) produzido no Brasil. A iniciativa, segundo informações do Ministério de Portos e Aeroportos, visa reduzir os custos operacionais e ampliar a oferta de voos, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.

Contrapartidas incluem voos na Amazônia e uso de SAF

Para ter acesso ao crédito, as empresas terão de cumprir contrapartidas ambientais e regionais. Entre as exigências está o compromisso com a aquisição de SAF que gere redução adicional de emissão de CO2 — superior à meta legal de 1% ao ano, até atingir 10%. Também será obrigatória a adesão ao Pacto da Sustentabilidade do MPor, com foco em ações ESG. Outro critério é o aumento de 30% na proporção de voos nas regiões da Amazônia Legal e do Nordeste em relação aos números de 2024. Durante o período de carência do empréstimo, as empresas não poderão ampliar a distribuição de lucros aos acionistas.

As linhas de crédito aprovadas incluem:

Aquisição de SAF nacional;

Manutenção de aeronaves;

Manutenção de motores;

Compra de aeronaves;

Pagamento antecipado de aeronaves;

Ampliação da infraestrutura logística.

Segundo o comitê gestor do FNAC, presidido pelo secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, a estratégia é fortalecer a cadeia produtiva nacional da aviação, fomentar investimentos em inovação e ampliar o acesso a serviços aéreos em regiões menos atendidas.

Com a aprovação do CMN, o próximo passo será a regulamentação operacional para que as linhas de crédito possam ser acessadas pelas companhias. O impacto esperado inclui aumento da conectividade regional, estímulo à produção nacional de aeronaves e maior inserção do Brasil na agenda de descarbonização do setor aéreo global.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preço do leite tem nova queda e preocupa setor



Preço do leite cai 4,26% em outubro no Rio Grande do Sul



Foto: Divulgação

O valor de referência do leite projetado para outubro de 2025 no Rio Grande do Sul é de R$ 2,2163 por litro, conforme divulgado em reunião do Conseleite/RS, realizada na sede da Farsul no dia 28 de outubro. O dado representa uma redução de 4,26% em relação ao valor projetado de setembro. Segundo informações da Farsul, o consolidado de setembro fechou com o litro a R$ 2,3235, o que corresponde a uma queda de 2,62% frente ao indexador de agosto, de R$ 2,3861.

Durante o encontro, produtores e representantes da indústria debateram os desafios enfrentados pelo setor. As principais preocupações giram em torno do desequilíbrio da balança comercial de lácteos no Brasil, que segue sendo impactada pela entrada de produtos importados e pela dificuldade em ampliar as exportações. “É um assunto que preocupa e precisamos nos unir para buscar alternativas. A relação entre compras e vendas internacionais de produtos lácteos é o caminho da estabilidade interna que a cadeia leiteira tanto espera”, afirmou o coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, em declaração reproduzida pela Farsul.

O coordenador adjunto do Conseleite/RS e da Comissão do Leite e Derivados da Farsul, Allan Tormen, destacou a apreensão dos produtores diante da queda de preços no Leite UHT e no queijo muçarela, produtos que concentram parte relevante da produção estadual. De acordo com Tormen, o Leite UHT registrou uma redução de 8,29% em relação ao mês anterior. “Isso tem deixado a gente bastante preocupado. A situação é conjuntural e estrutural. Hoje temos uma oferta, no estado e no Brasil, mais alta”, explicou.

Tormen, que também preside o Sindicato Rural de Erechim, atribuiu o movimento de queda a dois fatores principais: o aumento sazonal da produção e a entrada de produtos importados do Mercosul. “Como entendemos que o mercado é soberano, com a questão da oferta e demanda há esse movimento de pressão dos preços para baixo”, salientou o dirigente. Ainda segundo ele, a Farsul e a CNA solicitaram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio agilidade na análise do pedido de antidumping, apresentado pelo setor.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil projeta recorde de entregas de fertilizantes em 2025


Estimativa apresentada pela Agrinvest no Simpósio Sindiadubos NPK 2025 é fechar o ano com 48,2 milhões de toneladas, alta de 1% sobre 2024, porém com redução de nutrientes  

Apesar do ano desafiador, o Brasil deve fechar 2025 com entregas de 48,2 milhões de toneladas de fertilizantes, segundo projeção apresentada pela Agrinvest na 19ª edição do Simpósio Sindiadubos NPK 2025, nesta quinta-feira (30), em Curitiba. O evento reuniu 1,1 mil participantes de diversos estados e do exterior. “Já está consolidado que será um volume recorde de produtos. Ainda falta confirmar alguns dados, mas, neste momento, enxergamos um aumento de 1% em relação a 2024”, afirma o engenheiro agrônomo Jeferson Souza, analista de fertilizantes da Agrinvest.

Apesar da expectativa do resultado histórico em 2025, o mercado registrou um comportamento atípico, segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos-PR), Aluisio Schwartz Teixeira. “Não há dúvida que o volume de fertilizantes entregue vai aumentar este ano, mas houve uma modificação nas importações: os preços vieram subindo paulatinamente e, por questão de custo, com as margens apertadas, o produtor brasileiro comprou produtos com menor concentração de nutrientes, principalmente da China”, aponta. De acordo com o presidente do Sindiadubos, as exportações chinesas de fertilizantes supersimples para o Brasil dobraram de um ano para outro (de 300 mil para 600 mil toneladas), as de NP (com nitrogênio e fósforo) saltaram de 900 mil para 2 milhões de toneladas e as de sulfato de amônio (com nitrogênio e enxofre) registraram um incremento de 1,5 milhão de toneladas.

“O Brasil está importando grandes quantidades de produtos menos concentrados, ou seja, precisa de grandes volumes para suprir suas necessidades. Projetamos queda em fósforo e a dúvida é se teremos crescimento nas entregas de nitrogênio e potássio neste ano”, comenta o analista da Agrinvest. Atualmente, o País importa mais de 85% da demanda de fertilizantes, principalmente da Rússia, China, Canadá e Irã. Porém, mesmo com a diminuição dos nutrientes, Souza avalia que o Brasil não deverá enfrentar problemas de produtividade. “Estamos reduzindo as doses de P2O5 (fósforo) sobre o solo brasileiro, mas temos algumas reservas de fósforo, já que nossos solos tiveram bons abastecimentos nos últimos anos”, pondera Souza.

Desafios e perspectivas

O grande volume de fertilizantes importados da China em curto espaço de tempo gerou longas filas para descarregamento no Porto de Paranaguá este ano, com espera média de 60 dias. “Isso gerou um gargalo na logística portuária, com demurrage de US$ 20 a US$ 25 por dia”, cita o presidente do Sindiadubos-PR. Conforme Teixeira, outra dificuldade que o setor enfrentou foram as altas taxas de inadimplência dos produtores rurais. Além disso, ele salienta que a mudança na legislação do frete, com aplicação de multas para descumprimento da tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também afetou o desempenho da indústria de fertilizantes.

Apesar do cenário desafiador, as perspectivas para o setor são otimistas. “As empresas de fertilizantes continuam investindo forte e abrindo novos polos. Até agora o Brasil não tem sofrido nenhum tipo de sanção comercial, aceita fertilizantes do mundo todo e consegue aumentar a produção de grãos sem desmatamento, em áreas de pastagens degradadas”, sinaliza o presidente do Sindiadubos. Por isso, ele acredita que o patamar de 50 milhões de toneladas de fertilizantes entregues no Brasil, previsto para 2050, seja atingido até 2028.

 





Source link