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A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou outubro com forte valorização, registrando a maior alta mensal em quase cinco anos. Segundo informações da TF Agroeconômica, o avanço foi impulsionado pelo otimismo do mercado após o acordo comercial firmado entre Estados Unidos e China, que reacendeu as expectativas de retomada nas exportações norte-americanas da oleaginosa.
O contrato de soja para novembro subiu 0,76%, a US$ 10,99 por bushel, enquanto o de janeiro avançou 0,70%, para US$ 11,15. No farelo, o vencimento de dezembro fechou com expressiva alta de 1,90%, a US$ 321,6 por tonelada curta, e o óleo de soja recuou 1,95%, cotado a US$ 48,68 por libra-peso. No acumulado semanal, a soja ganhou 5,57% e o farelo, 9,35%, enquanto o óleo cedeu 3,16%.
O mercado segue animado com os desdobramentos da cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping. Rumores de novas compras da COFCO, estatal chinesa, movimentaram a semana, e o governo dos EUA confirmou a intenção de Pequim de adquirir 12 milhões de toneladas até janeiro e 25 milhões anuais nos próximos três anos. Apesar de o volume ser inferior à média histórica, analistas destacam que o gesto sinaliza a normalização do comércio agrícola entre as duas potências.
Com o acordo, a soja encerrou o mês com valorização de 9,78%, acumulando alta de US$ 0,98 por bushel. O farelo disparou 17,7%, e o óleo teve queda de 1,64%. O movimento marca uma inflexão positiva para o mercado global da oleaginosa e reforça a percepção de que a reaproximação entre China e EUA pode redefinir o equilíbrio nas exportações agrícolas em 2025.
A comercialização de soja no Rio Grande do Sul apresentou estabilidade quase completa, segundo o que informa a TF Agroeconômica. “Para pagamento em 15/10, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 141,50/sc (-0,35%) semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 131,00/sc semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10. Já em Panambi, o mercado físico apresentou queda mais acentuada, com o preço de pedra recuando para R$ 120,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.
Santa Catarina apresenta um dos melhores níveis de remuneração ao produtor no mercado nacional. “A logística catarinense, sustentada pela proximidade dos portos de Itajaí e São Francisco do Sul, é um diferencial estratégico. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 140,25 (+0,67%)”, completa a consultoria.
O Paraná segue apoiado por sua sólida estrutura logística, com o Porto de Paranaguá mantendo fluxo misto entre exportação e transporte de insumos. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 140,63 (-0,25%). Em Cascavel, o preço foi R$ 128,41 (+0,28%). Em Maringá, o preço foi de 129,42 (+0,36%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 132,21 (+0,33%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 140,25 (+0,67%). Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.
Enquanto isso, o Mato Grosso do Sul mantém estabilidade e avança com ritmo forte de plantio. “As praças de Dourados e Maracaju registram valores semelhantes por saca, sem variação diária, enquanto diferenças regionais de preço persistem devido à distância dos portos e às condições de transporte. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 123,38 (-0,28%), Campo Grande em R$ 123,38 (-0,28%), Maracaju em R$ 123,38 (-0,28%), Chapadão do Sul a R$ 120,53 (+0,11%), Sidrolândia a em R$ 123,38 (-0,28%)”, informa.
Mato Grosso acelera o plantio, mas riscos climáticos e gargalos logísticos limitam os preços. “Campo Verde: R$ 121,75 (+0,39%). Lucas do Rio Verde: R$ 119,08 (-0,33%), Nova Mutum: R$ 119,08 (-0,33%). Primavera do Leste: R$ 121,75 (+0,39%). Rondonópolis: R$ 121,75 (+0,39%). Sorriso: R$ 119,08 (-0,33%)”, conclui.
De acordo com informações do Meteored, o primeiro final de semana de novembro será marcado por alerta de chuvas fortes e tempestades em parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Segundo o site, “uma área de baixa pressão atmosférica e o transporte de umidade da região Amazônica favorecem a ocorrência de chuvas fortes, tempestades e rajadas de vento nestas áreas”, com risco de transtornos à população.
No Sul, o sábado (1) começa com muitas nuvens no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e chuvas isoladas no leste catarinense. No Paraná, a manhã terá chuvas mais fortes em grande parte do estado, podendo vir acompanhadas de tempestades localizadas. “Com o reforço da umidade vinda da Amazônia, ao longo da tarde as instabilidades vão permanecer no Paraná, com temporais isolados”, informa o Meteored. À noite, as chuvas continuam no Paraná e no norte de Santa Catarina, porém com menor intensidade.
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Na madrugada de domingo (2), o Paraná deve registrar chuvas de forte intensidade, especialmente no período da manhã. No Rio Grande do Sul e Santa Catarina, são esperadas chuvas fracas e isoladas, com possibilidade de pancadas no nordeste gaúcho e sul catarinense. Segundo o Meteored, “serão registrados totais elevados de chuva em um curto intervalo de tempo no Paraná, podendo chegar a 150 mm no noroeste do estado, na região de Maringá”.
No Sudeste, a umidade vinda da Amazônia aumenta o risco de chuvas fortes, rajadas de vento e descargas elétricas, com possíveis transtornos como alagamentos, deslizamentos e queda de árvores. A manhã de sábado terá chuvas fracas no Rio de Janeiro e Espírito Santo, e chuvas localmente intensas em São Paulo. À tarde e à noite, as instabilidades se espalham para o sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e demais áreas paulistas. No domingo, a chuva se mantém em todo o estado de São Paulo, com risco de tempestades e acumulados de até 60 mm nas regiões de Presidente Prudente, Sorocaba e Grande São Paulo.
No Centro-Oeste, o sábado começa com muita nebulosidade no Mato Grosso do Sul e norte de Goiás, com instabilidades no sudoeste sul-mato-grossense. “A partir da tarde, essas instabilidades ganham força e atingem Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, com chuvas localmente intensas e tempestades”, relata o Meteored. Durante o domingo, o tempo instável segue nos três estados e no Distrito Federal, com acumulados expressivos em Mato Grosso do Sul, podendo chegar a 103 mm em Dourados.
No mercado, o ambiente é de cautela
Agrolink
– Leonardo Gottems

No mercado, o ambiente é de cautela – Foto: Pixabay
Produtores, agrônomos e comerciantes do Paraná foram unânimes ao relatar, nesta semana, a dificuldade em encontrar lavouras de feijão em bom estado. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe) citando dados do Departamento de Economia Rural (DERAL), a área plantada com a leguminosa nesta safra caiu 27%, e mesmo com 85% já semeado, o desenvolvimento das plantas preocupa. O retorno do frio e as temperaturas até 5 °C abaixo da média, somadas a solos encharcados, têm comprometido a germinação e tornado o crescimento das plantas lento e desuniforme.
O DERAL confirmou o quadro de baixa temperatura e umidade excessiva, com risco de perdas localizadas e necessidade de replantios pontuais. Em algumas propriedades, produtores já decidiram substituir o feijão por soja nas áreas mais afetadas. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) prevê para novembro chuvas irregulares e períodos de calor acima da média, o que pode agravar a desuniformidade dos talhões e aumentar o risco de doenças, caso o manejo não siga as janelas adequadas de pulverização e cobertura.
No mercado, o ambiente é de cautela. Pequenos lotes recém-colhidos em São Paulo chegaram a R$ 265 por saca, reflexo da escassez do produto novo. Conforme dados do Cepea de 30 de outubro, o feijão-carioca tipo 9 em Belo Horizonte manteve-se em R$ 243,33/sc, enquanto o feijão-preto tipo 1 em Curitiba ficou em R$ 140,68/sc. A semana deve terminar com estabilidade nos preços e baixa liquidez, enquanto o setor monitora o impacto real das perdas no Paraná — fator que pode definir o rumo do mercado até o fim do ano.
Rúcula tem preços entre R$ 8 e R$ 30 no mercado gaúcho
Agrolink
– Seane Lennon

Foto: Pixabay
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (30), a produção de rúcula na região administrativa de Lajeado, especialmente no município de Feliz, é limitada. Segundo o boletim, poucos produtores mantêm o cultivo, concentrando-se na produção em estufa para atender mercados já consolidados. Os ciclos de plantio são sucessivos, chegando a dez por ano.
As lavouras apresentam bom crescimento vegetativo, favorecido pelas temperaturas amenas e pela umidade. No entanto, o excesso de umidade tem contribuído para a ocorrência de míldio e queima de folhas. “O manejo preventivo e a ventilação adequada têm mantido a qualidade do produto”, destaca o informativo.
As folhas colhidas têm apresentado coloração verde intensa e boa aceitação no mercado. Em redes de supermercado e na Ceasa, os preços variam entre R$ 8,00 e R$ 10,00 por dúzia.
Em Vale Real, a produção também ocorre em estufas e apresenta bom desenvolvimento. Entretanto, a mudança brusca de temperatura favoreceu o ataque de traça-das-crucíferas e lagartas. Conforme o informativo, “a comercialização está lenta, e houve perda de produção devido à baixa procura”. Na Ceasa, a dúzia é vendida entre R$ 20,00 e R$ 30,00, enquanto no comércio local o preço varia de R$ 25,00 a R$ 30,00.
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Emater Goiás, realizou nesta terça-feira (4), em Mara Rosa, mais uma etapa do programa Crédito Social Rural. A ação contemplou 522 produtores rurais de nove municípios da Regional Serra da Mesa, com investimento total de R$ 2,6 milhões voltado à estruturação de atividades produtivas no campo.
De acordo com o governo estadual, os produtores beneficiados participaram de cursos de capacitação promovidos pela Emater Goiás, voltados a cadeias produtivas estratégicas da agricultura familiar. Entre as atividades abordadas estão apicultura, avicultura, bovinocultura de corte, de leite e sustentável, suinocultura, olericultura orgânica, irrigação, além da produção de doces artesanais, quitandas e salgados. Ao todo, 541 pessoas foram capacitadas na região.
Os recursos poderão ser utilizados na compra de insumos, equipamentos e na realização de melhorias estruturais para o início ou ampliação das atividades rurais. Serão contemplados produtores dos municípios de Amaralina, Campinorte, Colinas do Sul, Mara Rosa, Mutunópolis, Niquelândia, Porangatu, Trombas e Uruaçu.
Durante o evento, também foram oferecidos serviços gratuitos à população, como emissão de documentos, renovação de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), balcão de empregos, atividades infantis e outros atendimentos voltados à cidadania.
Apesar da leve recuperação nas cotações internacionais, o mercado brasileiro de trigo segue pressionado por fatores internos. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), os preços se estabilizaram, mas com viés de baixa nas principais praças.
No Rio Grande do Sul, as cotações ficaram em R$ 60,00/saca, enquanto no Paraná variaram entre R$ 64,00 e R$ 66,00 para trigo de melhor qualidade. A colheita avança lentamente, impactada pelas chuvas frequentes, especialmente no Paraná, onde 83% da área havia sido colhida no início da semana. No Rio Grande do Sul, apenas 27% da área havia sido colhida até 30 de outubro.
Essa lentidão na colheita somada ao câmbio em R$ 5,35/dólar favorece a competitividade do trigo importado, que entra no mercado nacional com preços mais atrativos. Como resultado, os moinhos priorizam a importação, mantendo pressão sobre os preços domésticos.
Segundo a CEEMA, os estoques de passagem elevados e a oferta nacional robusta reduzem o espaço para altas no curto prazo. A produtividade média no país está estimada em 3.142 kg/ha, com destaque para Santa Catarina (59,4 sacos/ha), Paraná (51,2) e Rio Grande do Sul (52,9).
A área total semeada no Brasil foi de 2,45 milhões de hectares, sendo o Rio Grande do Sul responsável por 47,3% desse total, com 1,16 milhão de hectares. A produção brasileira está projetada em 7,7 milhões de toneladas, com 3,7 milhões oriundas do Rio Grande do Sul. Com o país bem abastecido e o mercado internacional ofertando trigo competitivo, a tendência é de manutenção da pressão sobre os preços internos até o encerramento da colheita.
Aiba aponta uma redução de 2,4%, passando de 413 mil para 403 mil hectares
Agrolink
– Aline Merladete

Foto: Embrapa
Diferente de outras culturas, o algodão apresenta retração na área cultivada na safra 2025/26 no Oeste da Bahia. A estimativa da Aiba aponta uma redução de 2,4%, passando de 413 mil para 403 mil hectares.
Segundo informações do Boletim da Safra 2025/26 da Aiba, a produtividade média esperada é de 332 arrobas por hectare, mantendo o mesmo patamar do ciclo anterior. A produção total projetada é de 2,006 milhões de toneladas de algodão em caroço. A redução de área reflete um movimento estratégico do setor, que busca maior eficiência no uso de insumos e na rentabilidade por hectare. A cultura do algodão demanda alto investimento e manejo técnico intensivo, o que exige uma avaliação criteriosa do potencial produtivo das áreas cultivadas.
O boletim não apresenta dados específicos sobre comercialização nesta fase inicial da safra, mas o cenário de mercado internacional, com variações nos preços e custos logísticos, também influencia as decisões dos cotonicultores.
Mesmo com a leve retração, o Oeste da Bahia segue como uma das principais regiões produtoras de algodão do Brasil, com expressiva contribuição para a balança comercial e a geração de empregos no campo. A expectativa é de que os investimentos em tecnologia e boas práticas agronômicas mantenham a competitividade da cultura na região, apesar do cenário mais cauteloso para a atual temporada.
Segundo a Abiarroz, o arroz é um dos pilares da segurança alimentar brasileira

Foto: Canva
A Associação Brasileira da Indústria do arroz (Abiarroz) lançou na última segunda-feira (27) a campanha “arroz Combina”, com foco em ampliar o consumo do cereal no Brasil e reforçar sua importância nutricional, econômica e cultural. A iniciativa também atua no combate à desinformação nas redes sociais, especialmente contra boatos de que o alimento causaria obesidade.
Com duração prevista de um ano, a campanha terá forte presença digital, incluindo o lançamento de um site exclusivo e parcerias com influenciadores. A proposta é conectar o arroz a diferentes públicos, especialmente os mais jovens, promovendo o grão como base de uma alimentação equilibrada, acessível e culturalmente relevante.
Segundo a Abiarroz, o arroz é um dos pilares da segurança alimentar brasileira. Além de presença constante nas receitas típicas nacionais, o cereal garante sustento a milhares de produtores. O Brasil é o maior produtor de arroz fora da Ásia, e o Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção nacional. O grão brasileiro é exportado para mais de 100 países, mantendo padrão de qualidade reconhecido internacionalmente.
A “Arroz Combina” é a primeira campanha financiada pelo Fundo de Promoção, Pesquisa, Inovação e Incentivo ao Consumo de Arroz (Fundarroz), criado pela Abiarroz em 2024. O objetivo é estruturar ações de longo prazo para valorização do arroz nacional, unindo tradição, inovação e ciência da nutrição.
Além da estratégia de comunicação, o projeto pretende evidenciar o papel do arroz na identidade alimentar do país e em práticas sustentáveis no campo. Ao mesmo tempo, busca reverter a queda no consumo interno, observada nos últimos anos.