sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Plantio do feijão supera 91% no Paraná



Clima adverso pressiona produção de feijão



Foto: Canva

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (6) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o plantio do feijão da safra de verão superou 91% dos 104 mil hectares estimados para a primeira safra 25/26. O boletim destaca que houve “um recuo de área importante em relação à 1ª safra 24/25 (-38% ante 168 mil ha)”, concentrando a produção no Sul do Paraná, que deve responder por aproximadamente 77% da oferta no período. De acordo com o Deral, essa concentração fez com que a cultura fosse “menos prejudicada que a soja” diante das chuvas intensas do fim de semana, acompanhadas por ventos fortes e granizo, sobretudo no Centro-Oeste e Norte do estado.

Por outro lado, o boletim aponta que “as condições das lavouras de feijão são as piores entre as lavouras acompanhadas semanalmente”, com 1% das áreas classificadas como ruins, 22% como médias e 77% como boas. A piora foi pequena em relação à semana anterior, quando os índices eram de 1%, 19% e 80%, respectivamente. Para o Deral, “o principal motivo para o feijão estar em condições piores que as demais culturas foi a baixa luminosidade registrada ao longo de outubro”, agravada por temperaturas médias baixas e umidade excessiva. O órgão acrescenta que, por ter ciclo curto, o feijoeiro “tem menos tempo para se recuperar de entraves climáticos”, o que deve limitar a produtividade.

O Deral informa ainda que algumas lavouras já atingem maturidade fisiológica e que, “ainda em novembro, devemos ter os primeiros relatos de como o clima prejudicou esses grãos”. A colheita deve se estender até fevereiro de 2026, já que parte das áreas previstas ainda não foi semeada.





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Comercialização de milho avança em MT



Alta de preços e compra de insumos impulsionam negociações



Foto: Divulgação

Comercialização da safra 24/25 atinge 81,11% em outubro; alta de preços e compra de insumos impulsionam negociações, mas volume ainda é inferior ao do ano passado.

A comercialização do milho da safra 2024/25 em Mato Grosso atingiu 81,11% da produção estimada até outubro, com avanço de 3,52 pontos percentuais em relação a setembro. Apesar do progresso, o volume segue 4,68 p.p. abaixo do registrado no mesmo período de 2024, conforme boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A movimentação está relacionada à liberação de estoques pelos produtores, em busca de recursos para aquisição de insumos, e à valorização no mercado disponível, com preço médio de R$ 47,16 por saca — aumento de 3,07% no mês.

A safra 2025/26 também apresentou avanço nas vendas antecipadas, alcançando 23,53% da produção estimada em outubro. O número representa alta mensal de 2,42 p.p. e está 6,54 p.p. acima do observado no mesmo período do ano anterior. O preço médio da saca foi de R$ 46,20, com valorização de 2,59%.

A perspectiva de preços mais firmes e a estratégia de antecipação da compra de insumos têm favorecido o ritmo das negociações. Com a aproximação do novo ciclo produtivo, a expectativa é que os produtores sigam travando preços diante de um mercado interno competitivo.





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Preço do leite cai pelo terceiro mês em Mato Grosso



Competitividade menor pressiona preço do leite



Foto: Divulgação

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (10), o preço do leite pago ao produtor mato-grossense em outubro de 2025, referente ao volume captado em setembro, registrou o terceiro recuo consecutivo e foi cotado a R$ 2,20 por litro, uma queda de 3,66% na comparação mensal.

O instituto afirma que “a retração reflete a menor competitividade dos lácteos do estado frente aos demais nas gôndolas”, o que dificultou o repasse de preços ao consumidor. Com esse movimento, o mercado leiteiro encerrou o terceiro trimestre de 2025 com baixa de 3,83% em relação ao trimestre anterior, atingindo média de R$ 2,26 por litro.

Em linha semelhante, o Imea cita que, segundo o Cepea, o produtor da chamada “Média Brasil” recebeu R$ 2,44 por litro em outubro de 2025, uma desvalorização de 3,94% frente ao mês anterior, influenciada pelo aumento da oferta nacional. No terceiro trimestre de 2025, o preço também recuou 5,35% em relação ao segundo trimestre, ficando em R$ 2,53 por litro. Dessa forma, o diferencial de base entre o valor recebido em Mato Grosso e a média nacional foi de –R$ 0,27 por litro (–10,58%), diferença 14,44% menor na comparação trimestral e classificada pelo Imea como “a menor desde o 4º trimestre de 2023”.





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Clima favorece brássicas e produtores projetam boa safra



Brássicas avançam com clima ameno e umidade no RS



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (6), as condições climáticas de outubro favoreceram o cultivo de brássicas na região administrativa de Lajeado. Em Linha Nova, técnicos relatam que “as temperaturas amenas e a boa disponibilidade de umidade no solo” sustentaram o desenvolvimento de couve-flor, repolho verde, repolho roxo e brócolis.

Segundo o boletim, as precipitações registradas ao longo do mês, especialmente nos últimos dias do período, foram determinantes para o avanço das culturas, levando os produtores a afirmar que há “grande expectativa de boa colheita nesta safra”.

Na região de Barão, o brócolis está em fase de florescimento e colheita. A continuidade do plantio está prevista apenas para março de 2026. Conforme o informativo, “as plantas apresentam coloração e tamanho adequados”, e o produto é bem aceito no mercado local, onde o valor pago ao produtor é de R$ 3,00 por unidade. O repolho verde segue em diferentes estágios de desenvolvimento e colheita, mas a área cultivada nesta época do ano diminui devido à falta de estrutura de irrigação nas propriedades. O boletim aponta que o produto colhido “apresenta boa sanidade”, apesar da incidência de mariposas, que exige manejo mais cauteloso para evitar danos às folhas. O preço pago ao produtor no comércio local está em R$ 2,00 por unidade.





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Mato Grosso registra 715 mil abates em outubro



Abates sobem 8,99% e MT supera recorde mensal



Foto: Canva

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (10), os abates de bovinos em Mato Grosso alcançaram 715,31 mil cabeças em outubro de 2025, avanço de 8,99% frente ao mês anterior.

O instituto informou que o volume superou em 3,79% o recorde mensal registrado em julho de 2024 e que “a participação de fêmeas nos abates recuou para 39,33% no último mês”. O Imea apontou que o aumento da oferta decorreu do maior abate de machos do segundo giro de confinamento, destacando que “o volume de animais confinados em 2025 caminha para atingir o maior volume da história”.

Para os próximos meses, o Imea estima manutenção da oferta em nível elevado, mas com redução gradual a partir de novembro. Segundo o instituto, “o pico de oferta geralmente ocorre no 3º trimestre”, movimento associado ao fluxo de saída dos lotes de confinamento.





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Show Rural dobra espaço do pavilhão da agroindústria familiar em 2026



A próxima edição do Show Rural Coopavel ocorrerá de 9 a 13 de fevereiro de 2026



Foto: Aline Merladete

O Show Rural Coopavel terá, em 2026, um pavilhão ampliado destinado à agroindústria familiar. A Coopavel informou que a nova estrutura é resultado de parceria com a Itaipu Binacional e recebeu investimento de R$ 1,8 milhão. Segundo o divulgado o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), o espaço passará de 525 m² para 1.050 m², o que permitirá a presença de “80 a 105 agroindústrias familiares”, número superior ao registrado na edição anterior, que contou com 45 expositores.

A próxima edição do Show Rural Coopavel ocorrerá de 9 a 13 de fevereiro de 2026, em Cascavel. O evento é anual e reúne expositores nacionais e estrangeiros em área superior a 720 mil m².

A ampliação do pavilhão deve gerar efeitos diretos para os produtores e para a economia regional. Segundo o informado, com o aumento da área e do número de expositores, “crescem as possibilidades de negócios, vendas e contratos”, além de favorecer a aproximação entre produtores, tecnologias e instituições de pesquisa.

As inscrições para agroindústrias interessadas em ocupar o novo espaço começam em 20 de novembro. O cadastramento será feito pelo IDR-Paraná, que, segundo a organização, “publicará edital com regras, prazos e critérios de seleção”.

Com a nova estrutura, o Show Rural 2026 consolida a presença dos produtores familiares no evento e amplia oportunidades de mercado, contribuindo para o desenvolvimento rural e para o avanço do agronegócio paranaense.





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Crédito emergencial atenderá famílias afetadas por fenômenos climáticos



Famílias do Norte e Nordeste receberão auxílio após desastres climáticos


Foto: Canva

A Medida Provisória 1324/25 abre crédito extraordinário de R$ 230,4 milhões no Orçamento de 2025 para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Segundo a Agência Câmara Notícias, o recurso será destinado ao atendimento de famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional.

O governo informou que o auxílio se volta a famílias afetadas por estiagens prolongadas ou enchentes, fenômenos que têm ocorrido principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

De acordo com dados oficiais, há 529 municípios em situação de emergência, sendo “32 localizados no Norte e 497 no Nordeste”, conforme informado pelo governo.

A mensagem que acompanha a medida afirma que “a escassez de chuvas no semiárido e as cheias na Amazônia resultaram em danos expressivos à produção de subsistência”, com destruição de lavouras, morte de animais e perda de sementes, equipamentos e insumos.

O crédito permitirá o fornecimento de 348 mil cestas de alimentos e o custeio de despesas relacionadas ao Programa de Aquisição de Alimentos em pelo menos 15 estados das regiões afetadas.

A Medida Provisória será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e, posteriormente, pelos plenários da Câmara e do Senado. O texto está em vigor, mas depende de aprovação parlamentar em até 120 dias para se tornar lei.





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Futuros do cacau sobem na ICE em meio a inclusão em índice e tensões na África


Logotipo Reuters

NOVA YORK (Reuters) – Os contratos futuros do cacau na ICE subiram nesta terça-feira, depois de avançarem também nas duas sessões anteriores, com investidores avaliando notícias da inclusão do cacau em um importante índice de commodities e tensões latentes na Nigéria e em Camarões, quarto e quinto maiores produtores do mundo.

CACAU

* O cacau de Nova York fechou em alta de US$41, ou 0,6%, a US$6.600 a tonelada, tendo fechado em alta de 6,6% na segunda-feira.

* O cacau de Londres subiu 1,3%, para 4.849 libras por tonelada, depois de atingir 4.864 libras, seu valor mais alto desde o final de setembro.

* O ingrediente do chocolate foi impulsionado pelos planos para que o cacau de Nova York seja incluído no Bloomberg Commodity Index a partir do próximo ano.

* O Citi estima que os futuros do cacau poderão ter um fluxo de investimento de US$2,1 bilhões após a inclusão no índice.

* Em outros lugares, as tensões em Camarões permanecem altas após a contestada eleição da semana passada, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou que os militares se preparem para agir na Nigéria para enfrentar grupos militantes islâmicos.

* “Espera-se que esses dois países produzam um total de 715.000 toneladas métricas (nesta temporada)”, observou a corretora StoneX.

* Do lado negativo, os analistas do Zuercher Kantonalbank estimam que a Barry Callebaut registrará uma queda de 9% nos volumes de vendas do quarto trimestre na quarta-feira.

(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira)

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MT bate recorde nas exportações de carne bovina



China amplia compras e puxa alta da carne de MT



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (10), as exportações de carne bovina de Mato Grosso registraram, em outubro de 2025, volume e receita recorde na série histórica. O estado embarcou 107,94 mil toneladas equivalentes carcaça de carne bovina in natura, aumento de 35,19% em relação a outubro de 2024.

O Imea informou que “o valor médio pago por tonelada também aumentou, alcançando US$ 4.287,90 por tonelada”, o que resultou em faturamento de US$ 462,82 milhões. Segundo o instituto, o desempenho está associado à “maior demanda externa pela carne vermelha de MT”.

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, o Imea registrou que o volume destinado à China atingiu 413,65 mil toneladas equivalentes carcaça, crescimento de 45,55% frente ao mesmo período de 2024. O instituto também apontou que Rússia, Chile e Estados Unidos ampliaram suas importações “em 2,29, 1,45 e 1,22 vezes, respectivamente”. Com esse cenário, Mato Grosso mantém posição de destaque nas exportações e, conforme o Imea, pode “se consolidar, pela primeira vez na história, como líder nacional em exportações de proteína bovina em 2025”.





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Como a soja encerrou a semana?


No estado do Rio Grande do Sul, o mercado opera em compasso de espera, segundo informações da TF Agroeconômica. “Em Não-Me-Toque, a saca de 60 kg foi cotada a R$ 121,00, com queda de -0,82%, refletindo o foco no campo e o baixo volume de novos negócios. Para pagamento em novembro, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc (+0,35%) semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,00/sc semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10”, comenta.

Santa Catarina segue o compasso climático da Região Sul, sendo afetada pela mesma instabilidade que atinge Paraná e Rio Grande do Sul. “Na comercialização, o estado acompanha o comportamento do mercado paranaense, que apresentou estabilidade em praças como Ubiratã e Castro. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 139,31 (-0,65%)”, completa.

No Paraná, a robusta estrutura de armazenagem das cooperativas, como a Copagril, será determinante para equilibrar o escoamento e evitar gargalos no pico da safra, garantindo fluidez no fluxo entre o interior e o litoral. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 143,50 (+0,17%). Em Cascavel, o preço foi R$ 127,82 (-0,31%). Em Maringá, o preço foi de R$ 129,95 (+0,09%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,73 (-0,28%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 139,31 (-0,65%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Enquanto isso, o Mato Grosso do Sul mantém um ritmo de plantio constante, favorecido pela umidade presente na porção leste do Centro-Oeste. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 124,75 (-0,41%), Campo Grande em R$ 124,75 (-0,41%), Maracaju em R$ 124,75 (-0,41%), Chapadão do Sul a R$ 120,27 (+0,72%), Sidrolândia a em R$ 124,75 (-0,41%)”, informa.

No mercado físico do Mato Grosso, as negociações permanecem lentas e com variações modestas. “Campo Verde: R$ 121,33 (-0,11%). Lucas do Rio Verde: R$ 120,00 (-0,46%), Nova Mutum: R$ 120,00 (-0,46%). Primavera do Leste: R$ 121,33 (-0,11%). Rondonópolis: R$ 121,33 (-0,11%). Sorriso: R$ 120,00 (-0,46%)”, conclui.

 





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