quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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Associação afirma que tarifa de 50% compromete competitividade do arroz beneficiado e pede ação diplomática imediata do governo brasileiro



Atualmente os EUA absorvem 19% do valor exportado de arroz branco do Brasil




Foto: Pixabay

A Associação Brasileira da Indústria do arroz (Abiarroz) emitiu nota oficial manifestando “profunda preocupação” com a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras, incluindo o arroz beneficiado. A entidade alerta que a medida compromete diretamente a sustentabilidade da cadeia orizícola nacional, responsável por milhares de empregos e por parte importante da geração de renda no país.

Segundo a Abiarroz, os Estados Unidos atualmente absorvem 13% do valor exportado de arroz branco do Brasil — um produto de maior qualidade e alto valor agregado. “Essa decisão elimina, na prática, a competitividade do nosso arroz no mercado americano”, destaca o comunicado. A entidade estima que as perdas para a indústria arrozeira brasileira podem chegar a US$ 25 milhões por ano, caso a tarifa seja mantida.

A associação também chama a atenção para a desigualdade histórica na relação comercial entre os dois países. Enquanto os Estados Unidos possuem facilidade para substituir o arroz importado, o Brasil depende desse mercado para escoar volumes significativos de sua produção beneficiada, que é resultado de décadas de investimento e promoção internacional.

Diante do cenário, a Abiarroz defende uma postura imediata de diplomacia e negociação por parte do governo brasileiro. A entidade pede que o Itamaraty adote medidas “diligentes e altivas, mas também cautelosas”, visando preservar o acesso do arroz brasileiro a mercados estratégicos.

A nota ressalta que a Abiarroz continuará atuando para defender os princípios do livre comércio, da competitividade e da sustentabilidade do setor orizícola nacional, reforçando a necessidade de reação coordenada diante da ameaça imposta pela nova taxação norte-americana.





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Dólar sobe na contramão do exterior com decisão do governo de defender alta…


Logotipo Reuters

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) -O dólar à vista subia ante o real nesta terça-feira, na contramão do exterior e um dia depois de fechar o semestre no menor valor do ano, conforme os investidores avaliavam o embate político e jurídico do governo com o Congresso em torno da cobrança do IOF, com as negociações comerciais dos Estados Unidos também em foco.

Às 11h15, o dólar à vista subia 0,36%, a R$5,4545 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,23%, a R$5,486 na venda.

Na segunda-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 0,88%, a R$5,4350, no menor valor de fechamento desde 19 de setembro do ano passado.

Os movimentos do real nesta sessão tinham como pano de fundo o anúncio da Advocacia-Geral da União (AGU) de que irá ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para defender o decreto do governo que elevou alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e foi derrubado pelo Congresso na semana passada.

“A avaliação técnica dos nossos advogados, e que foi submetida ao senhor presidente da República, foi que a medida adotada pelo Congresso Nacional acabou por violar o princípio da separação de Poderes”, disse o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Segundo analistas, a reação negativa do mercado nacional se dá tanto pelo conteúdo do decreto do IOF, que já vinha gerando insatisfação entre os investidores, quanto pela perspectiva de embate institucional entre Executivo e Legislativo, o que gera incerteza para o cenário político do país.

“O que atrapalha o desempenho do real é o próprio Brasil. O contexto político e fiscal de Brasília continua trazendo dor de cabeça”, disse Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

“Isso traz volatilidade para os ativos brasileiros, traz volatilidade para o câmbio”, completou.

No exterior, o cenário era de fraqueza para o dólar, conforme os mercados navegam pelas incertezas geradas com a aproximação do prazo de 9 de julho para que parceiros dos EUA fechem acordos a fim de evitar tarifas mais altas.

Os receios quanto às disputas comerciais têm provocado nos últimos meses um movimento de fuga dos ativos dos EUA, incluindo o dólar, levando a divisa a recuar tanto frente a pares fortes, como o euro e o iene, e emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

A percepção de analistas é de que, apesar das ameaças tarifárias partirem do presidente dos EUA, Donald Trump, a maior economia do mundo é que será mais prejudicada pelas altas taxas de importação sobre produtos de diversos países.

Em outro fator de pressão para o dólar, os investidores também têm fomentado suas apostas em cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve neste ano, na esteira de dados de inflação moderados e números fracos para a atividade econômica, como a contração de 0,5% no PIB dos EUA para o primeiro trimestre.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,14%, a 96,626.

Ao longo da semana, o foco dos mercados estará em torno de dados econômicos, com destaque para o relatório de emprego de junho dos EUA na quinta-feira, que pode fornecer novos sinais sobre a trajetória da taxa de juros do Fed.

(Edição de Isabel Versiani e Camila Moreira)





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Oferta limitada e sazonalidade afetam preços das frutas no Paraná


Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (10) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a oferta de frutas oriundas de pomares nativos no Paraná permanece restrita. A situação decorre da dependência do estado em relação ao fornecimento de outras regiões do país, o que torna os preços vulneráveis a variações sazonais, condições climáticas, ocorrência de pragas e doenças, além dos custos de transporte.

De acordo com o Deral, a análise considerou os preços nominais das 12 frutas mais comercializadas na unidade de Curitiba da Ceasa/PR, comparando os dados das últimas 52 semanas com o mesmo período do ano anterior. O levantamento apontou que os preços de quatro frutas apresentaram alta, sete registraram queda e uma manteve estabilidade.

“Observamos elevação nos preços do limão tahiti, mamão formosa, morango e abacate. Por outro lado, melão, manga Tommy Atkins, banana caturra, melancia, maçã gala, abacaxi e uva Niágara apresentaram retração. A laranja pera manteve preços estáveis”, informou a análise.

O limão tahiti, por exemplo, teve aumento de 40%, oscilando entre R$ 50 e R$ 70 por caixa de 23 kg, chegando a R$ 150,00 entre setembro e outubro de 2024. O mamão formosa passou de R$ 60 para R$ 70 na caixa de 15 kg, com pico de R$ 100 em março deste ano. Já o morango, comercializado em bandeja com quatro cumbucas, passou de R$ 30 para R$ 35, embora tenha registrado valor de R$ 45 no meio de junho.

Entre os produtos com retração de preços, o melão tipo 6/8 caiu de R$ 85 para R$ 50, uma redução de 41,2%. A manga Tommy recuou de R$ 160 para R$ 120 por caixa de 20 kg, e a banana caturra desvalorizou-se de R$ 45 para R$ 35 por caixa de 20 kg. A melancia também apresentou queda de 42,9%, passando de R$ 2,20 para R$ 1,80 o quilo.

A participação do Paraná no fornecimento das frutas na Ceasa de Curitiba varia conforme o produto. O estado tem presença majoritária no fornecimento de morango (71%) e abacate (60%), mas representa apenas 0,3% no caso do mamão. Essa diferença regional contribui para a oscilação dos preços e reforça a dependência da produção interestadual.





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Cotação do trigo mantém estabilidade em Chicago



EUA colhem 53% do trigo de inverno em julho




Foto: Pixabay

De acordo com a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 4 a 10 de julho e divulgada na quinta-feira (12), o mercado do trigo manteve-se estável na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento mais próximo foi negociado a US$ 5,50 por bushel no dia 10, ante US$ 5,47 na semana anterior. Um mês antes, o mesmo contrato era cotado a US$ 5,42. Segundo a Ceema, “há estabilidade nos preços médios do trigo nas últimas semanas”.

Nos Estados Unidos, os agentes do mercado aguardavam o novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Enquanto isso, a colheita do trigo de inverno atingia 53% da área plantada até 6 de julho, próximo da média histórica de 54%. As lavouras ainda em campo apresentavam 48% em condições de boas a excelentes, 34% regulares e 18% entre ruins e muito ruins.

Quanto ao trigo de primavera, 50% das áreas foram classificadas como boas a excelentes, 35% regulares e 15% entre ruins e muito ruins.

Na mesma semana, os Estados Unidos embarcaram 436.628 toneladas de trigo. O volume ficou dentro do esperado pelo mercado. Desde o início do atual ano comercial, em 1º de junho, os EUA exportaram 1,8 milhão de toneladas, o que representa alta de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na Rússia, a consultoria Sovecon elevou a projeção de exportações de trigo para a safra 2025/26, estimando um total de 42,9 milhões de toneladas, frente aos 40,8 milhões exportados na temporada anterior. Segundo a consultoria, a revisão reflete expectativas mais favoráveis para a colheita e a manutenção da competitividade dos preços. No início de julho, o trigo russo da nova safra era negociado entre US$ 225,00 e US$ 228,00 por tonelada, em condição FOB.





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Clima favorece produtividade do arroz em 2024/25


A safra brasileira de arroz 2024/25 deve alcançar 12,3 milhões de toneladas, volume 16,5% superior ao registrado na temporada anterior. A projeção foi divulgada nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no Boletim da Safra de Grãos. Segundo a estatal, o aumento é impulsionado pela ampliação da área plantada, motivada pelos preços praticados no período de semeadura.

“A expectativa de clima favorável nas principais regiões produtoras também contribui para a boa produtividade observada”, informou a Conab.

No que se refere ao consumo interno, o relatório aponta um ajuste de 47,4 mil toneladas para a safra 2023/24, totalizando 10,547 milhões de toneladas. A estimativa para 2024/25 é de estabilidade no consumo. De acordo com a Conab, o cálculo considera os estoques finais informados pelo IBGE, os dados de exportação e importação da Secex/MDIC e a produção nacional estimada.

As exportações brasileiras de arroz na safra 2023/24 foram reduzidas para 1,4 milhão de toneladas. Segundo a Conab, a retração foi influenciada por preços internos superiores às paridades internacionais, pela menor disponibilidade do cereal no mercado interno e pela recuperação da produção nos Estados Unidos.

Para a temporada 2024/25, a expectativa é de aumento nas exportações, com volume projetado de 1,6 milhão de toneladas. As importações, por outro lado, devem se manter em 1,4 milhão de toneladas tanto na safra atual quanto na anterior.

Com a recuperação da produção nacional e a retração nos preços internos esperada para 2025, a Conab projeta um aumento nos estoques de passagem. A estimativa é de que os estoques ao final da safra 2024/25, em fevereiro de 2026, cheguem a 2,1 milhões de toneladas.





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Diagnóstico ESG valoriza práticas no campo



A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo



A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo
A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo – Foto: Divulgação

A Korin Alimentos anunciou uma nova iniciativa voltada à sustentabilidade no campo: um serviço de diagnóstico ESG (Ambiental, Social e Governança) exclusivo para seus produtores rurais integrados. A ferramenta, desenvolvida em parceria com a MyTS, plataforma especializada em gestão e compliance, avalia práticas sustentáveis nas propriedades e identifica oportunidades de melhoria, promovendo maior transparência em toda a cadeia produtiva.

Segundo Reginaldo Morikawa, Diretor de Negócios e Marketing da Korin, a proposta é fortalecer a conexão entre produtores e consumidores por meio de uma produção mais ética e consciente. A metodologia do diagnóstico foi construída a partir de visitas presenciais da equipe MyTS, com entrevistas e coleta de dados sobre aspectos ambientais, sociais e econômicos. “A partir desse mapeamento, os produtores receberam orientações para aprimorar suas práticas e ampliar os impactos positivos da produção”, destaca Morikawa.

A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo, promovendo desde a gestão eficiente de recursos naturais até o bem-estar dos trabalhadores e os impactos sociais nas comunidades. Ao incentivar a transparência, o projeto aproxima o consumidor da realidade rural e fortalece o compromisso com a sustentabilidade.

Com mais de 10 certificações em seu portfólio, a Korin reforça seu pioneirismo ao unir ciência, tecnologia e responsabilidade socioambiental. A expectativa é que o diagnóstico ESG ajude os produtores a compreenderem melhor suas práticas e avancem em direção a um modelo mais sustentável, transparente e alinhado com as exigências do consumidor moderno.

 





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Goiás inclui tilápia no PAA e amplia incentivo à piscicultura


O Governo de Goiás anunciou a inclusão da tilápia entre os produtos adquiridos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), medida inédita adotada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). A decisão tem como finalidade fortalecer a cadeia produtiva da tilápia, ampliar o mercado institucional e integrar a produção rural com o consumo, por meio da agricultura familiar.

“Essa iniciativa contribui para promover a segurança alimentar, ao mesmo tempo em que impulsiona o desenvolvimento regional com base na piscicultura”, informou a Seapa em nota.

Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2023, divulgada pelo IBGE, a produção de tilápia no estado atingiu 12,5 mil toneladas, registrando crescimento de 3,4% em relação ao ano anterior. A atividade está presente em 176 municípios goianos, com destaque para as regiões Norte, Sul e Sudoeste.

Niquelândia lidera o ranking estadual com produção de 4 mil toneladas. Em Inaciolândia, no Sul, a produção chegou a 1,5 mil toneladas em 2023, alta de 9,1% em comparação com 2022. Quirinópolis também produziu 1,5 mil toneladas no mesmo período.

O avanço da piscicultura em Goiás tem sido impulsionado por fatores naturais, como clima e disponibilidade hídrica, além de ações articuladas entre produtores, agroindústrias e o poder público. O estado conta com 39 agroindústrias registradas para processamento de pescado: 6 sob o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), 28 pelo Estadual (SIE) e 5 pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF).

As exportações também seguem em expansão. Em 2024, Goiás embarcou 76,3 toneladas de pescado, com receita de US$ 472,8 mil. Entre fevereiro e maio de 2025, foi registrado o maior volume exportado para o período: 30,9 toneladas, consolidando a presença da tilápia goiana no mercado internacional.





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Clima seco e calor excessivo colocam em regiões em alerta


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o Boletim Agroclimatológico de julho de 2025, com importantes alertas para o setor agropecuário brasileiro. O documento aponta que os próximos meses — julho, agosto e setembro — serão marcados por chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas em boa parte do país. O cenário exige planejamento e atenção dos produtores rurais, principalmente em culturas como milho safrinha, feijão e trigo.

Segundo o boletim, as regiões Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e parte da Região Norte devem enfrentar escassez hídrica, com déficit de água no solo superior a 100 mm em diversas localidades. A tendência é agravada por temperaturas acima da média, que podem chegar a até 2°C em estados como Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Tocantins.

No Centro-Oeste, a previsão climática destaca a intensificação da seca, com baixos índices de umidade no solo. Essa condição pode impactar negativamente o milho segunda safra, que está em fase de maturação em muitas propriedades. Além disso, cresce o risco de queimadas e doenças respiratórias, comuns durante o período seco.

O Sudeste também apresenta um cenário preocupante, com baixa disponibilidade hídrica no norte de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e oeste de São Paulo. O boletim do Inmet alerta para impactos no trigo de sequeiro e pastagens, exigindo irrigação suplementar em áreas críticas.

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Já no interior do Nordeste, a escassez de chuvas deve afetar culturas não irrigadas e aumentar o estresse hídrico em lavouras e rebanhos. Em contrapartida, o litoral leste da região, especialmente entre Pernambuco e Alagoas, mantém bons níveis de umidade, favorecendo culturas de ciclo curto, como o feijão da terceira safra.

Na Região Sul, o cenário é mais favorável. Os volumes de chuva devem ficar acima da média, especialmente no Rio Grande do Sul. Essa condição beneficia a semeadura do trigo e outras culturas de inverno. No entanto, o excesso de precipitação pode atrasar colheitas e aumentar o risco de perdas por deterioração, principalmente no feijão.

As análises oceanográficas indicam neutralidade dos fenômenos El Niño e La Niña, e um comportamento neutro do Dipolo do Atlântico, o que reforça o peso das condições locais e regionais na variabilidade climática.

A previsão climática do Inmet, elaborada em parceria com o CPTEC/INPE e a Funceme, é uma ferramenta essencial para o planejamento agrícola. A recomendação é que os produtores fiquem atentos aos boletins atualizados e adotem práticas de manejo adaptativas, especialmente em regiões com tendência de seca severa.





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Pastagens de inverno ganham força com tempo seco


O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar aponta que as condições climáticas no Rio Grande do Sul continuam afetando o desenvolvimento das pastagens. O predomínio de dias ensolarados e clima seco favoreceu o crescimento das forrageiras anuais de inverno e a realização das adubações nitrogenadas. Em algumas áreas, o pastejo foi liberado devido à umidade remanescente no solo, mas a suplementação alimentar dos rebanhos ainda é necessária, especialmente diante da redução da produção e da qualidade dos campos nativos.

Na região de Bagé, a qualidade das pastagens é considerada satisfatória, embora o excesso de umidade das semanas anteriores, somado às geadas, tenha comprometido o crescimento de forrageiras como aveia e azevém. O campo nativo também foi afetado, com queda significativa na oferta e qualidade do alimento disponível. Em Hulha Negra, os produtores iniciaram o uso das pastagens de azevém, enquanto em São Gabriel as pastagens perenes de verão foram queimadas pelas geadas.

Em Itaqui, forrageiras que ficaram submersas anteriormente tiveram o rebrote prejudicado devido ao acúmulo de lama nas folhas. Na região de Caxias do Sul, o pastejo tem ocorrido apenas em áreas de aveia, uma vez que o azevém ainda não atingiu o desenvolvimento ideal. As áreas com trigo de pastoreio e campo nativo melhorado apresentam baixo crescimento, e parte dos produtores não conseguiu concluir ou terá de refazer a semeadura.

Em Erechim, as geadas e o frio comprometeram a massa verde disponível nas pastagens nativas e de verão. Já as espécies de inverno foram favorecidas pelas condições de solo e luminosidade. Em Frederico Westphalen, a implantação de cereais de inverno avançou, mas a aplicação de fertilizantes ficou comprometida pela umidade excessiva. As pastagens perenes estão no final do ciclo e com menor valor nutricional.

Na região de Ijuí, o frio causou queimaduras nas folhas, mas sem impacto significativo. As áreas com trigo para pastoreio apresentaram bom rebrote e perfilhamento. Em Passo Fundo, a diminuição da umidade permitiu a retomada dos pastoreios, com trigo, cevada e triticale em fase inicial de desenvolvimento.

Nas regiões de Pelotas e Porto Alegre, o frio intenso paralisou o crescimento das forrageiras. Em Santa Maria e Soledade, embora o tempo ensolarado tenha favorecido a retomada do crescimento das pastagens de inverno, o ritmo permanece lento devido às geadas. Nos campos nativos, os danos foram mais severos. Em Santa Rosa, a recuperação das pastagens é visível, mas o atraso no plantio e germinação ainda limita a disponibilidade de forragem.





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Suco, café e carne bovina podem perder espaço nos EUA


As novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros preocupam o setor agropecuário nacional e podem redefinir o destino de importantes commodities exportadas. Segundo dados divulgados pelo Radar Agro, relatório produzido pela Consultoria Agro do Itaú BBA, os impactos mais imediatos devem recair sobre as cadeias do café, suco de laranja, carne bovina, celulose e sebo bovino — produtos que têm forte presença no mercado americano e cujas margens podem ser drasticamente reduzidas com o novo tributo de 50%.

Para o café, maior produto do agro brasileiro exportado aos EUA, as novas tarifas podem elevar o imposto de importação de 10% para até 60%, comprometendo a viabilidade dos embarques. O Brasil é responsável por 42% da produção mundial de café arábica, e os EUA são o maior consumidor global. A substituição por outros fornecedores é limitada e, segundo o Radar Agro, um repasse de preços ao consumidor americano é quase inevitável.

Na carne bovina, os embarques brasileiros, que cresceram 132% no primeiro semestre de 2025, podem ser inviabilizados. A tarifa total, somando os 26,4% atuais com os novos 50%, chegaria a 76,4%. O relatório aponta que, mesmo com a escassez interna nos EUA, que têm déficit estimado em 1 milhão de toneladas, a competitividade brasileira se tornaria impraticável.

O suco de laranja também enfrenta cenário crítico. O produto já sofre com uma tarifa de USD 415 por tonelada, e o novo tributo elevaria esse valor para quase USD 2.600 por tonelada, conforme simulações do Itaú BBA. Os EUA dependem majoritariamente do suco brasileiro, sobretudo após perdas severas na produção da Flórida, mas a elevação nos preços pode estimular substituições por outras bebidas ou o crescimento do concorrente México, que permanece isento.

Outro produto ameaçado é o sebo bovino, cujas exportações brasileiras são quase integralmente destinadas aos EUA. Caso a tarifa se mantenha, a indústria nacional poderá absorver o excedente, mas os embarques seriam praticamente paralisados. O mesmo vale para a celulose, que gerou USD 1,7 bilhão em receitas com exportações aos americanos em 2024. Com o Canadá ganhando competitividade, o Brasil pode perder espaço em um mercado estratégico.

Apesar do cenário desafiador, o relatório destaca que uma possível desvalorização do real diante das incertezas pode favorecer as exportações brasileiras em geral, impulsionando as vendas de grãos como soja e milho. No entanto, o dólar mais caro também aumenta os custos dos insumos importados, pressionando margens dos produtores, especialmente no caso de fertilizantes, que já estão em alta.





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