sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Não valeu a pena guardar soja, aponta consultoria



Demanda chinesa continua firme e direcionada ao Brasil


Demanda chinesa continua firme e direcionada ao Brasil
Demanda chinesa continua firme e direcionada ao Brasil – Foto: Pixabay

Os preços da soja seguem em trajetória de recuperação, mas o movimento recente não compensou o custo de carregamento para quem manteve o grão armazenado desde a colheita. A análise da TF Agroeconômica indica que, diante das referências de novembro, ofertas inferiores mostram que não valeu a pena guardar soja, mesmo com as altas observadas tanto em Chicago quanto no mercado interno brasileiro.

A consultoria destaca que a demanda chinesa continua firme e direcionada ao Brasil, condição reforçada por compras expressivas realizadas após o acordo comercial entre Estados Unidos e China. Esse fluxo manteve sustentação aos preços, impulsionados também pela procura doméstica por farelo para o setor de carnes e por óleo destinado à mistura B15. No mês, o avanço foi de 0,74% no mercado interno.

O relatório mais recente do USDA contribuiu para o clima de sustentação ao reduzir a estimativa de produção americana e ajustar estoques finais para baixo. Mesmo assim, o mercado internacional enfrentou pressão após a divulgação de vendas menores do que as esperadas pelos Estados Unidos para a China. Os embarques confirmados ficaram abaixo da necessidade para cumprir a meta de exportação, que também foi revisada para baixo pelo órgão, alcançando o menor nível desde a safra 2012/2013.

Além de volumes tímidos para o mercado chinês, as negociações destinadas a outros compradores, embora relevantes, não foram suficientes para equilibrar o cenário. A expectativa agora recai sobre uma possível retomada mais consistente da demanda, condição necessária para sustentar os ganhos recentes.

 





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Mercado de feijão reage com disputa por lotes



Clima ajuda a sustentar preços


Clima ajuda a sustentar preços
Clima ajuda a sustentar preços – Foto: Canva

O mercado de feijão segue em compasso de firmeza, impulsionado pela disputa por lotes recém-colhidos e pela expectativa de clima adverso nos próximos dias. No interior de São Paulo, o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses relata que os negócios alcançaram R$ 260 por saca, valor que não atraiu todos os compradores, mas evidenciou a resistência dos produtores. Segundo o instituto, caso houvesse oferta a R$ 250 ou R$ 255, a movimentação teria sido suficiente para esgotar os volumes disponíveis.

A previsão de chuvas para o fim de semana reforçou a leitura de que os preços tendem a se manter. Produtores que já estão colhendo consideram pouco provável um recuo, avaliando que a umidade pode dificultar a entrada de novas lavouras e limitar a oferta imediata, cenário que reduz a pressão sobre as cotações.

Em Minas Gerais, um levantamento realizado na região Noroeste junto a 42 produtores indica uma mudança relevante no início do próximo ciclo. No ano passado, todos haviam plantado a primeira safra; neste, apenas 11 confirmaram o plantio. A redução da área sinaliza que os próximos meses não devem apresentar folga de abastecimento.

Corretores da região relatam ainda que produtores que costumavam alongar as vendas até fevereiro já zeraram seus estoques. O custo mais alto para carregar lotes pesou na decisão, e a antecipação das vendas se mostrou acertada.

O ambiente construído é de um mercado ajustado, com compradores atentos e produtores mais seguros. Para a cadeia como um todo, esse equilíbrio é bem-vindo e até mesmo uma valorização de até 20% não deve alterar o ritmo do consumo, já que a reação tende a ser absorvida com naturalidade.

 





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Pirataria de sementes pressiona produtividade no campo



“A semente legal garante origem, qualidade, pureza genética e resultados previsíveis”


"A semente legal garante origem, qualidade, pureza genética e resultados previsíveis"
“A semente legal garante origem, qualidade, pureza genética e resultados previsíveis” – Foto: Pixabay

A expansão agrícola brasileira convive com um desafio que cresce de forma silenciosa e interfere diretamente na produtividade das lavouras. Estimativas apresentadas no Seed Congress of the Americas 2026 indicam que 11% da área de soja no país ainda é cultivada com sementes não registradas ou não certificadas, causando prejuízos que podem chegar a R$ 10 bilhões por ano e afetando também forrageiras, algodão, arroz e feijão.

A Associação Paulista dos Produtores de Sementes alerta que o uso desse material compromete a qualidade das áreas plantadas, dissemina pragas e doenças e reduz o vigor das plantas. Segundo a entidade, a semente é o ponto inicial da produção e escolhas inadequadas acabam refletindo em perdas ao longo de todo o ciclo. 

“A semente legal garante origem, qualidade, pureza genética e resultados previsíveis no campo, enquanto a semente ilegal traz riscos de baixa produtividade, contaminações e prejuízos irreversíveis. Investir em semente certificada não é gasto: é segurança, rentabilidade e respeito ao futuro da agricultura brasileira. destaca que o produtor precisa enxergar a semente como o ponto de partida de toda a produção”, esclarece a diretora-executiva da entidade, Andreia Bernabé.

Entre as forrageiras, uma das cultivares que mais despertam interesse de falsificadores é um híbrido conhecido por sua tolerância à seca e boa adaptação ao clima quente. O produto ilegal tem sido vendido a preços muito baixos e, muitas vezes, substituído por Brachiaria ruziziensis, de desempenho inferior. A versão original, ao contrário, é submetida a controles de vigor e pureza, pode ser tratada com fungicida e inseticida e segue embalada de forma lacrada, com coloração característica que assegura identificação imediata.

 





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Avanço científico reduz dependência de ureia



Bactérias auxiliam as culturas


Bactérias auxiliam as culturas
Bactérias auxiliam as culturas – Foto: Canva

O uso de microrganismos para transformar o Nitrogênio do ar em alimento para as plantas tornou-se peça central no avanço da agricultura tropical, segundo Alan Bueno, especialista em desenvolvimento de mercado. Embora o nutriente seja abundante na atmosfera, sua forma gasosa não é assimilada diretamente, o que exige conversão em compostos disponíveis às raízes. Algumas culturas desenvolveram, ao longo do tempo, relações específicas com bactérias capazes de realizar essa tarefa com alta eficiência.

Consultorias e centros de pesquisa destacam que, no caso das leguminosas, cepas selecionadas de bradyrhizobium passaram a ser multiplicadas e aplicadas anualmente, juntamente com práticas de manejo e nutrição que incluem o uso de cobalto. A relação é tão precisa que elimina a necessidade de fertilizante nitrogenado na soja, cuja demanda natural alcançaria cerca de 400 quilos de nitrogênio por hectare, equivalente a uma tonelada de ureia.

Em área plantada, isso representaria algo próximo de 48 milhões de toneladas de ureia e valores estimados em R$ 120 bilhões por ano, além de evitar a emissão de 230 milhões de toneladas de CO2 equivalente. A adoção de inoculantes supera 90% da área cultivada, enquanto o uso de azospirillum já ultrapassa 30%.

Pesquisas da Embrapa têm sido decisivas para essa evolução, com destaque para estudos iniciados na década de 1980 e que abriram caminho para tecnologias aplicadas hoje em soja, feijão, milho, trigo e braquiárias. Trabalhos recentes também resultaram em patentes voltadas à identificação de bactérias do gênero Bradyrhizobium, ampliando o entendimento dos mecanismos de fixação biológica e permitindo intervenções que tornaram possível um ganho antes improvável.

 





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Soja cai em Chicago após revisão das exportações dos EUA



Os contratos registraram quedas consistentes


Os contratos registraram quedas consistentes
Os contratos registraram quedas consistentes – Foto: Pixabay

O mercado futuro da soja nos Estados Unidos fechou em baixa, refletindo a mudança de percepção sobre o ritmo das exportações americanas. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento negativo ocorreu mesmo após uma semana de ganhos para a oleaginosa na bolsa de Chicago. O dia terminou pressionado pelos ajustes nas expectativas de demanda internacional, que ganharam força após a divulgação de novos dados do setor.

Os contratos registraram quedas consistentes. O vencimento de novembro recuou 1,70%, enquanto janeiro perdeu 1,96%. No complexo, o farelo para dezembro caiu 1,80% e o óleo encerrou com baixa de 0,20%. A consultoria explica que, embora o relatório WASDE tenha trazido números amplamente favoráveis para a soja americana, a revisão para baixo de 2,97% nas exportações assumiu papel determinante no rumo das cotações ao longo do pregão.

A confirmação de apenas 332 mil toneladas negociadas com a China contribuiu para o aumento da cautela. A indústria ainda aguarda até 2 de janeiro para a atualização completa das vendas referentes ao período de paralisação do governo dos Estados Unidos, o que alimenta dúvidas sobre o cumprimento do volume inicialmente previsto para 2025. Para os anos seguintes, os valores também permanecem abaixo da média de cinco anos. Com o grão americano mais caro que o brasileiro após as recentes altas, o desempenho das exportações se consolida como o principal ponto de atenção do mercado nos próximos dias.

Apesar da queda diária, o saldo semanal terminou positivo. A soja acumulou alta de 1,00%, o farelo avançou 1,70% e o óleo subiu 0,95%, apoiados pelo movimento de recuperação registrado ao longo da semana.

 





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Pré-emergentes na soja exigem uso combinado no Cerrado



Entre os produtos mais utilizados no Cerrado, destacam-se três princípios ativos


Entre os produtos mais utilizados no Cerrado, destacam-se três princípios ativos
Entre os produtos mais utilizados no Cerrado, destacam-se três princípios ativos – Foto: Nadia Borges

O manejo inicial da lavoura de soja depende cada vez mais do uso eficiente de herbicidas pré-emergentes, segundo Ranuelli Renon Flor, engenheiro agronomo. Em áreas de alta infestação ou com histórico de resistência, o uso correto dessas moléculas garante um início de safra mais limpo e com menor competição por recursos. A combinação entre diferentes grupos químicos é essencial para ampliar o espectro de controle e evitar falhas no manejo.

Entre os produtos mais utilizados no Cerrado, destacam-se três princípios ativos com funções complementares. O S-metolacloro, do grupo 15, tem se mostrado altamente eficaz no controle de gramíneas anuais como capim-arroz, milhã e braquiária. Ensaios indicam desempenho entre 85% e 95% quando aplicado em condições de boa umidade. Seu efeito sobre folhas largas é limitado, sendo comum a associação com outras moléculas para reforçar o controle.

Já o diclosulam, pertencente ao grupo 2, oferece excelente desempenho sobre folhas largas como caruru, picão-preto, corda-de-viola e leiteiro. Pode alcançar até 95% de controle em espécies suscetíveis e mantém residual próximo a 60 dias, dependendo do clima e do solo. No entanto, requer atenção quanto ao risco de efeito residual sobre culturas implantadas na sequência.

A flumioxazina, do grupo 14, é hoje uma das principais alternativas para o manejo de folhas largas resistentes ao glifosato. Estudos mostram eficácia entre 90% e 98% em espécies sensíveis, sendo especialmente útil contra caruru, picão-preto e apaga-fogo. Seu desempenho sobre gramíneas é mais moderado, mas torna-se muito eficiente quando associada a moléculas com residual prolongado.

“Nenhum pré-emergente “faz tudo” sozinho. A escolha deve considerar: banco de sementes do talhão, textura e matéria orgânica do solo, histórico de resistência, necessidade de residual”, conclui.





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Exigências ambientais externas ampliam disputa jurídica



O tema envolve ainda possíveis efeitos concorrenciais


O tema envolve ainda possíveis efeitos concorrenciais
O tema envolve ainda possíveis efeitos concorrenciais – Foto: Pixabay

A intensificação de exigências externas para comprovar a ausência de dano ambiental na produção reacendeu um debate jurídico sobre limites regulatórios. A avaliação de especialistas aponta que padrões impostos por grandes agentes privados podem criar obrigações que ultrapassam a legislação e interferem na ordem econômica.

“Esses acordos privados transferem ao produtor o ônus de provar continuamente que não causa dano ambiental, invertendo a presunção de legalidade e de boa-fé de quem cumpre o Código Florestal e demais normas”, explica a advogada especialista em Direito Agrário e do Agronegócio, Márcia de Alcântara, do escritório Celso Cândido de Souza Advogados.

O tema envolve ainda possíveis efeitos concorrenciais, já que a coordenação entre tradings reunidas em associações pode resultar na aplicação de critérios mais rígidos que os previstos em lei e na troca de informações sensíveis. Há também relatos de cobranças financeiras e bloqueios comerciais sem respaldo normativo, segundo o contexto apresentado pela especialista.

A controvérsia ganhou dimensão institucional após decisão do Supremo que suspendeu processos relacionados à Moratória da Soja para evitar decisões contraditórias, enquanto a autoridade antitruste aguarda a definição para seguir com apurações. Entidades do setor defendem a continuidade da atuação concorrencial e alertam para indícios de coordenação de compra.

“Esse conjunto garante previsibilidade ao produtor regular e comprova que o país possui um marco ambiental sólido. Por isso, exigências externas precisam respeitar a proporcionalidade, a transparência e o devido processo. Caso contrário, correm o risco de ferir a legislação brasileira e distorcer a concorrência”, conclui.





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Colheita de citros ganha ritmo em várias regiões


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (13) aponta avanço nas atividades relacionadas ao cultivo de citros em diferentes regiões do Estado. Em Caxias do Sul, o boletim informa que “já foi realizada a poda de limpeza na maioria das plantas” e que há “bom pegamento de frutos”. Em Guaporé, continuam os tratamentos contra ácaro-da-falsa-ferrugem, larva-minadora e mosca-das-frutas.

Na região administrativa de Lajeado, que reúne municípios como Bom Princípio, Harmonia, Pareci Novo, São Sebastião do Caí e São José do Hortêncio, o documento registra que a safra de bergamota Murcott foi encerrada. Segundo o informativo, “os valores recebidos pela caixa de 25 quilos variam entre R$ 60,00 e R$ 70,00 em São José do Hortêncio, e entre R$ 70,00 e R$ 80,00 em São Sebastião do Caí”. A safra de laranja Valência também está avançada, mas o boletim destaca que “o preço recebido continua baixo”. Em Bom Princípio, a laranja Valência para consumo in natura varia de R$ 20,00 a R$ 25,00, enquanto o produto destinado ao suco é vendido por R$ 10,00 a caixa, com pouca procura.

As cotações variam entre os municípios. Em Pareci Novo, a Valência in natura está em R$ 30,00 e o preço para suco permanece em R$ 10,00 por caixa. Em São José do Hortêncio, os valores oscilam entre R$ 30,00 e R$ 40,00 para mesa e chegam a R$ 12,00 para indústria. Em São Sebastião do Caí, o boletim registra preços entre R$ 25,00 e R$ 35,00 para mesa e de R$ 10,00 a R$ 15,00 para a indústria.

A produção de lima ácida ou limão Tahiti mantém ritmo estável. O documento aponta que, em Bom Princípio, “85% da safra foi colhida” e que o preço recebido pelos produtores é de R$ 70,00 por caixa de 25 quilos, valor também observado em Pareci Novo e São José do Hortêncio. Em São Sebastião do Caí, onde a colheita ocorre ao longo de todo o ano, os preços variam entre R$ 60,00 e R$ 70,00.

O informativo destaca ainda que “a floração das plantas cítricas foi intensa” e que há bom pegamento de frutos. Os apicultores demonstram otimismo, pois a florada indica boa produção de mel. Em São José do Hortêncio, apesar da queda de flores em laranja do Céu e Valência, a previsão de produtividade foi mantida.

Na região de Erechim, a colheita segue em ritmo forte, com cerca de 70% das laranja já retiradas das lavouras. A produtividade média está em 35 toneladas por hectare. Conforme o boletim, “o preço ao produtor é de R$ 800,00 a tonelada para a indústria e R$ 1.000,00 a tonelada in natura”, e compradores de São Paulo e Paraná têm buscado produto na região. A manutenção da florada indica boa safra futura.

Na região de Passo Fundo, as variedades precoces de pêssego iniciaram a colheita, enquanto as variedades tardias avançam no desenvolvimento final dos frutos.





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EUA reduz tarifa sobre café, mas frustra setor



As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro


As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro
As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro – Foto: Divulgação

Os cortes anunciados pelos Estados Unidos para tarifas de cerca de 200 produtos alimentícios movimentaram o agro brasileiro. As alíquotas aplicadas às vendas do país caíram de 50% para 40%, após dúvidas iniciais entre exportadores sobre o alcance da medida. O Ministério da Agricultura informou que o ajuste atinge apenas taxas de reciprocidade criadas em abril, que representaram 10% no caso brasileiro. A tarifa adicional de 40%, definida em julho, segue em vigor, o que frustrou setores que esperavam zerar cobranças, como o de café.

As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro, após encontro entre os presidentes na Malásia. Autoridades dos dois lados discutiam um caminho para flexibilizar o tarifaço, mas o governo norte-americano sinalizou cautela. No fim da sexta, Donald Trump afirmou a repórteres que não vê necessidade de novos cortes e citou expectativa de alívio nos preços internos, pressionados pela inflação.

Nesse contexto, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgou uma nota salientando a necessidade de avaliar a diferença entre as duas taxas que incidem sobre o produto brasileiro e entender como se dá essa redução. Segundo a entidade, somente nos próximos momentos será possível emitir alguma conclusão sobre o tema.

“O Cecafé está em contato com seus pares americanos, neste momento, para analisar, cuidadosamente, a situação e termos noção do real cenário que se apresenta. Voltaremos a nos pronunciar tão logo tenhamos os devidos esclarecimentos”, afirma, por meio de uma nota oficial, o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

 





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Após temporais no Paraná, Sistema FAEP orienta procedimentos para minimizar…


Produtor rural pode acionar seguradoras e/ou negociar dívidas. Sindicato deve procurar a prefeitura local para viabilizar o decreto de situação de emergência

Após os temporais registrados em diversas regiões do Paraná no último final de semana, o Sistema FAEP orienta produtores e sindicatos rurais a adotarem procedimentos para se resguardar dos danos provocados pelas fortes chuvas. De acordo com levantamento do governo estadual, ao menos 38 municípios do Paraná registraram chuva forte e/ou granizo, com danos em lavouras, aviários e estruturas de armazenagem. Somente no município de Itambé, no Noroeste do Paraná, mais de 10 mil hectares de área produtiva foram danificados pelos temporais.

“O nosso produtor rural já vinha com uma situação difícil por conta dos sucessivos eventos climáticos nos últimos anos, que impactam diretamente na produção e renda no meio rural. Diante do recente acontecimento, precisamos de ações rápidas e eficientes para que os agricultores e pecuaristas que registraram perdas possam renegociar suas dívidas”, destaca o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Para isso, o Sistema FAEP orienta alguns procedimentos para que produtores e sindicatos rurais afetados possam acionar as seguradoras e/ou negociar com as instituições financeiras.

Sindicatos rurais

Os sindicatos devem procurar às prefeituras para informar os danos ocorridos na produção agropecuária em cada município. Caso seja necessário, é importante avaliar em conjunto a necessidade de decreto de situação de emergência.

Também é importante que os sindicatos peçam um relatório dos danos causados pelos temporais em cada município ao Núcleo Regional da Secretaria de Agricultura do Paraná (Seab).

Produtores rurais

Os agricultores e pecuaristas que têm apólices vigente de seguro e contratos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) precisam acionar imediatamente as seguradoras e instituições financeiras. Esses agentes precisam realizar as devidas vistorias nas propriedades rurais.

Manual de Crédito Rural do Banco Central prevê a prorrogação de dívidas de custeio junto às instituições financeiras em caso de desastres naturais. As condições para a prorrogação das dívidas de custeio são individuais e precisam ser negociadas diretamente com as instituições financeiras. Para isso, o produtor rural precisa cumprir algumas etapas:

– registrar os prejuízos na propriedade rural com fotos e vídeos;

– apresentar um laudo assinado por assistente técnico e um quadro demonstrativo da capacidade de pagamento, mostrando receitas e custos da safra;

 – protocolar o pedido de prorrogação, que deve ser feito em duas vias e com a manutenção de uma via assinada pelo gerente da instituição financeira. Em caso de recusa, fazer a entrega por meio de cartório de títulos e documentos.

Para auxiliar os produtores endividados, o Sistema FAEP/SENAR-PR disponibiliza modelos de pedido de renegociação, para os casos em que as instituições não têm seus próprios padrões.





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