Exportações de carne suína batem recorde no Paraná
O Paraná iniciou 2026 com recordes nas exportações de carne suína, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, indicam que janeiro e fevereiro registraram os maiores volumes já exportados para esses meses.
Em janeiro, foram embarcadas 17,02 mil toneladas de carne suína, enquanto fevereiro somou 20,62 mil toneladas. Em relação aos mesmos meses de 2025, janeiro apresentou crescimento de 29,3%, equivalente a 3,85 mil toneladas adicionais, e fevereiro registrou aumento de 15,7%, com acréscimo de 2,8 mil toneladas. O recorde mensal permanece em setembro de 2025, quando o estado exportou 25,18 mil toneladas.
Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), “o desempenho obtido nos dois primeiros meses de 2026 foi impulsionado pelo aumento das exportações para importantes parceiros comerciais do Paraná, além da abertura de novos mercados”.
No acumulado do ano, as Filipinas lideraram as compras de carne suína paranaense, com 9,3 mil toneladas, aumento de 442,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, o equivalente a 7,6 mil toneladas adicionais. Em seguida aparecem Hong Kong, com 6,5 mil toneladas, Uruguai com 5,1 mil toneladas, Singapura com 4,2 mil toneladas e Argentina com 3,7 mil toneladas. Também figuram entre os destinos Vietnã, Costa do Marfim, Peru, Geórgia e Chile.
O boletim aponta que Peru e Chile abriram mercado para a carne suína do Paraná em 2025, nos meses de março e novembro, respectivamente, e já aparecem entre os dez principais destinos do produto. Outro mercado que passou a registrar aumento nas compras foi o das Filipinas, que ampliou as aquisições a partir de julho de 2024.
Ainda de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), “apesar da redução das vendas para alguns parceiros tradicionais do Estado, a recente diversificação dos mercados mais do que compensou essas perdas”. O boletim acrescenta que há expectativa de novos recordes ao longo de 2026, com ampliação da participação da carne suína produzida no Paraná no mercado internacional.

