sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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USDA reduz previsão de exportações de arroz dos EUA


O Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agrícolas (WASDE), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indica mudanças nas projeções para o mercado de arroz na safra 2025/26 nos Estados Unidos. De acordo com o documento, a perspectiva para o cereal neste mês aponta menor oferta, consumo doméstico e residual inalterados, redução das exportações e estabilidade nos estoques finais.

Segundo o relatório, “a oferta foi reduzida devido à diminuição das importações, todo o arroz de grão longo, já que as importações da Tailândia, principal origem, continuam abaixo do ritmo recorde do ano passado”. As importações foram revisadas para baixo em 2 milhões de quintais, totalizando 45,7 milhões de quintais.

O documento também aponta revisão nas exportações do cereal. “Todas as exportações de arroz foram reduzidas em 2 milhões de quintais, para 85 milhões de quintais, todo o arroz de grão longo, devido à persistente fraqueza nas vendas e nos embarques de arroz em casca para os mercados do Hemisfério Ocidental”, informa o relatório. Com a redução das importações compensando totalmente a queda nas exportações e sem outras alterações, os estoques finais foram mantidos em 50,3 milhões de quintais.

O relatório também mantém o preço médio da safra do arroz de grão longo nos Estados Unidos. “O preço médio da safra do arroz de grão longo permanece inalterado em US$ 10,50 por quintais”, aponta o documento. Já o preço médio da safra para grãos médios e curtos de Outros Estados foi elevado em US$ 0,40 por cwt, alcançando US$ 14,20, com base nos preços reportados pelo Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas (NASS) e nas expectativas para o restante do ano comercial.

No cenário internacional, o relatório aponta leve redução na oferta global de arroz para 2025/26. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), “a oferta foi reduzida em 0,1 milhão de toneladas para 732,5 milhões, principalmente devido à redução dos estoques iniciais do Brasil, já que a produção global permanece praticamente inalterada”.

O consumo mundial de arroz também foi revisado para baixo. “O consumo mundial para 2025/26 foi reduzido em 0,8 milhão de toneladas para 541,0 milhões, principalmente devido à redução das estimativas de consumo para vários países africanos”, informa o relatório.

O comércio global do cereal para a temporada foi reduzido em 1,3 milhão de toneladas, totalizando 62 milhões de toneladas. Segundo o documento, a revisão ocorre “em grande parte devido a um ritmo de exportações da Índia mais lento do que o esperado”.

Apesar da queda na oferta, no consumo e no comércio, os estoques finais globais foram revisados para cima. As projeções indicam aumento de 0,7 milhão de toneladas, alcançando 191,5 milhões de toneladas, reflexo principalmente de estoques mais elevados na Índia, que não foram totalmente compensados pelas reduções registradas em outros países.





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Silo secador é solução acessível para produtores de grãos


A área de secagem e armazenagem de grãos da Emater/RS-Ascar na 26ª Expodireto Cotrijal apresenta alternativas técnicas voltadas à autonomia e à redução de custos nas propriedades rurais. A feira ocorre até sexta-feira (13/03), em Não-Me-Toque, com visitação das 9h às 18h.

A principal solução preconizada pela Emater/RS-Ascar para os produtores de grãos é o silo secador. De acordo com o extensionista rural Idanir Bianchetti, o equipamento recebe essa denominação por realizar, no mesmo local, os processos de secagem e armazenagem, dispensando a necessidade de movimentação do produto entre estruturas distintas.

“A secagem no silo secador é realizada com ar natural e em temperatura ambiente, caracterizando um sistema ecologicamente correto, por utilizar energias renováveis e limpas e eliminar o uso de lenha ou outras fontes de calor. A secagem em temperatura ambiente também contribui para a preservação da qualidade dos grãos”, explica Bianchetti.

No espaço, são apresentadas alternativas que abrangem desde a elaboração do projeto até os modelos construtivos e o manejo do sistema. Entre as principais vantagens estão o baixo custo de instalação, em função da disponibilidade de materiais no mercado; o rápido retorno do investimento; a possibilidade de melhores preços na comercialização; a redução de custos com transporte, secagem e armazenagem; e a maior autonomia do agricultor, tanto para comercialização futura quanto para uso dos grãos na alimentação animal na propriedade.

“Na região de Passo Fundo tem municípios que se destacam na utilização dessa tecnologia, principalmente para armazenamento de milho, mas muitos agricultores já estão utilizando para armazenamento de soja, feijão, ou mesmo outras culturas”, afirma Bianchetti.

Também é apresentado um sistema de automação elétrica e um sistema de aquecimento do ar por meio de resistências elétricas, com o objetivo de proporcionar maior agilidade na secagem, além de equipamentos utilizados na movimentação e limpeza dos grãos.

Segundo Bianchetti, a proposta é contribuir para a melhoria da renda e da qualidade de vida do agricultor, ampliando alternativas de gestão da produção na propriedade.

O agricultor que tiver interesse deve procurar um escritório da Emater/RS-Ascar e levar algumas informações, como o tipo de energia que possui na propriedade e a quantidade que deseja armazenar.





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Trump avalia afrouxar regras para conter alta do preço do combustível


O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia suspender temporariamente as exigências da centenária lei sobre transporte marítimo, conhecida como Jones Act, para garantir que as remessas de energia e agrícolas possam circular livremente entre os portos dos EUA, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta quinta-feira.

A medida seria uma tentativa de combater as interrupções de fornecimento relacionadas à guerra dos EUA e de Israel com o Irã.

“No interesse da defesa nacional, a Casa Branca está considerando suspender a Jones Act por um período limitado de tempo para garantir que produtos vitais de energia e produtos agrícolas essenciais fluam livremente para os portos dos EUA”, disse Leavitt em um comunicado.

“Essa ação ainda não foi finalizada”, acrescentou.

O anúncio de uma isenção de 30 dias poderia ser feito já nesta quinta-feira, disseram à Reuters duas fontes familiarizadas com a iniciativa, e teria como objetivo combater a alta dos preços dos combustíveis e outras interrupções desde o início da guerra.

Os altos preços da gasolina acarretam riscos políticos significativos para Trump e seus pares republicanos, que há muito argumentam que suas políticas de energia manteriam o combustível acessível para os consumidores norte-americanos.

Um aumento sustentado nos preços nas bombas poderia minar essa mensagem e alimentar as críticas dos democratas de que o governo não conseguiu proteger as famílias dos custos mais altos, principalmente porque os eleitores continuam sensíveis à inflação antes das eleições legislativas de meio de mandato em novembro.

Os preços médios nacionais de varejo da gasolina nos EUA atingiram US$ 3,60 o galão nesta quinta-feira, pela primeira vez desde maio de 2024, enquanto os preços do diesel atingiram US$ 4,89 o galão, o mais alto desde dezembro de 2022, segundo dados da associação de motoristas AAA.

Trump tem analisado ideias para domar os preços da energia, mas analistas e especialistas em energia dizem que ele tem poucas opções significativas enquanto o Irã continuar a atacar navios petroleiros no Estreito de Ormuz, a estreita via navegável na costa do Irã pela qual cerca de um quinto do petróleo do mundo normalmente flui.

De acordo com a Jones Act, as mercadorias transportadas entre portos dos EUA devem ser levadas por embarcações construídas e com bandeira dos EUA e, em sua maioria, de propriedade dos EUA. Essa exigência limita drasticamente o número de navios-tanque disponíveis para remessas domésticas.

A isenção temporária da regra permitiria que navios estrangeiros transportassem combustível entre os portos dos EUA, o que poderia reduzir os custos de transporte e acelerar as entregas.

A isenção da Jones Act não terá um grande impacto sobre os preços da gasolina, mas poderá ajudar a desacelerar os aumentos em regiões que dependem de importações, como a Costa Oeste e o Nordeste, de acordo com Patrick De Haan, analista da GasBuddy, empresa de monitoramento de preços de combustíveis.

* Reportagem adicional de Shariq Khan





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Comissão Jurídica da Farsul promove seminário na Expodireto 2026



Seminário debate impactos da reforma tributária para o produtor rural na Expodireto



Foto: Fernando Teixeira

A Comissão de Assuntos Jurídicos da Farsul realizou, na quarta-feira (11), durante a Expodireto, um semiinário para discutir os impactos e mudanças que a reforma tributária traz para o produtor rural.

O Vice-Presidente da Farsul, Elmar Konrad, abriu o evento destacando a importância de debater o assunto antes que a reforma entre completamente em vigor, a partir de 2032. “São muitas alterações, é um sistema novo muito complexo e é essencial termos um treinamento desde já”.

Em seguida, Hugo Monteiro da Cunha Cardoso, contador e autor de livros de gestão no setor rural, iniciou a apresentação das mudanças tributárias que iniciaram a primeira fase em janeiro deste ano.

O Governo Federal planeja extinguir uma série de tributos como o ICMS, PIS, COFINS e ISS e criar dois em seus lugares: O CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

Cardoso destacou que hoje o produtor é isento da maioria dos tributos antigos, mas deverá contribuir com os novos, e que a relação com o contador precisa se tornar mais estreita, visto que as novas declarações passam a ser feitas mensalmente, ao contrário de hoje, que são feitas anualmente. O palestrante também informou que muitas definições ainda não estão estabelecidas, e que o processo será feito de maneira gradual a partir de 2027.

Após a palestra, aconteceu uma mesa redonda para discussão onde estiveram presentes o Economista-Chefe da Farsul, Antonio da Luz, e a Gerente Jurídica da Cotrijal, Gabriela Kirst. O evento foi uma parceria da Farsul com a UBAU (União Brasileira dos Agraristas Universitários).





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Custos sobem, mas preços ao produtor recuam no Rio Grande do Sul


O Sistema Farsul divulgou os resultados de janeiro de 2026 do Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) e do Índice de Inflação dos Preços Recebidos (IIPR), indicadores que acompanham a evolução dos custos de produção e dos preços recebidos pelos produtores rurais no Rio Grande do Sul.

Segundo a entidade, “o IICP iniciou o ano de 2026 com nova elevação de 0,51% em janeiro”. De acordo com o relatório, os principais fatores para a alta foram o custo da mão de obra, com aumento de 7%, e dos fertilizantes, com avanço de 2%. O documento aponta que o aumento dos fertilizantes está relacionado à elevação do preço do petróleo no mercado internacional e destaca que o indicador pode registrar novas altas diante da intensificação de conflitos em regiões produtoras da matéria-prima.

No acumulado de 12 meses, o índice apresentou resultado negativo. Conforme o Sistema Farsul, “o IICP registrou deflação de 2,95%, resultado que configura a quarta queda consecutiva”. O relatório aponta que herbicidas, fertilizantes e inseticidas foram os itens que mais contribuíram para o movimento, influenciados pela queda de 11% no dólar e de 7% no preço do petróleo.

Já os preços recebidos pelos produtores iniciaram o ano em retração. De acordo com a entidade, “os preços iniciaram o ano com recuo significativo de 1,73% frente ao mês anterior”. Entre os fatores citados estão a queda no preço do leite, associada ao aumento da oferta, e a redução da cotação da soja, acompanhando o movimento de baixa registrado em Chicago Board of Trade (CBOT), que reflete projeções de maior oferta global e a colheita em andamento no Centro-Oeste do Brasil.

No acumulado de 12 meses, o IIPR apresentou recuo expressivo. Segundo o relatório, “o índice apresentou queda de 14,04%”, influenciado principalmente pela retração de 46% no preço da saca de arroz e pela redução de 24% no preço do litro do leite, reflexo da maior oferta desses produtos.

Apesar da queda no índice de preços recebidos pelos produtores, o relatório ressalta que os alimentos continuam registrando inflação ao consumidor. De acordo com o Sistema Farsul, o cenário indica que as altas observadas no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para alimentos decorrem de pressões ao longo da cadeia produtiva e não do preço recebido pelo produtor rural.





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Plano de irrigação resiliente é apresentado no estande do Sistema Farsul na Expodireto


O estande do Sistema Farsul no Parque da Expodireto Cotrijal foi palco para a apresentação do Plano Irrigação Resiliente no RS, pelo governador Eduardo Leite no dia 10 de março. A exposição tratou da proposta que o governador levou ao governo federal no dia seguinte, em Brasília, em reuniões com ministros para discutir alternativas de financiamento e apoio à expansão da irrigação no Estado.

Durante a apresentação, realizada ao lado do secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, foram detalhadas ações voltadas à ampliação da área irrigada, à construção de infraestrutura hídrica e energética e ao estímulo à adoção de tecnologias de irrigação no campo.

No encontro, o governador destacou que compartilhar previamente a proposta com o setor produtivo é fundamental para alinhar a estratégia do Estado antes das tratativas com o governo federal. “Estamos antecipando na Expodireto o tema que levaremos amanhã a Brasília, porque queremos que essa agenda represente as necessidades reais de quem produz no campo. Investir em irrigação é proteger o produtor, reduzir perdas em períodos de estiagem e garantir mais previsibilidade para a economia do Estado”, afirmou Leite.

O plano parte do diagnóstico de que os eventos meteorológicos extremos passaram a representar um desafio estrutural para o desenvolvimento do Estado, com impactos diretos sobre a produção agrícola, a arrecadação pública e o crescimento econômico.

A proposta apresentada prevê diferentes cenários de expansão da área irrigada no Rio Grande do Sul. No cenário mais amplo, o plano projeta a criação de até 2,68 milhões de novos hectares irrigados, com investimentos públicos que podem chegar a R$ 60 bilhões, voltados principalmente para infraestrutura hídrica, energia e incentivos à adoção de sistemas de irrigação.

Além de reduzir a vulnerabilidade do agro às estiagens, a iniciativa também busca ampliar a produtividade agrícola, fortalecer cadeias produtivas e reduzir a volatilidade econômica provocada pelas quebras de safra.

O presidente do Sistema farsul, Domingos Velho Lopes, classificou o plano como música para o ouvido dos produtores rurais. “A proposta está muito bem construída e a Federação está totalmente alinhada, como as outras entidades. Nós também teremos que fazer nossa parte, como análise do solo, por exemplo. Mas, acredito que estamos no caminho certo e espero que o Governo do Estado tenha sucesso nas tratativas”, declarou após a apresentação.





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Alerta vermelho para chuvas volumosas em várias regiões


De acordo com informações do Meteored, os próximos dias devem apresentar elevado potencial para transtornos associados a chuvas intensas e acumulados significativos em diversas regiões do Brasil.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um aviso que coloca grande parte do território nacional em alerta para tempestades, chuvas intensas e volumes elevados nesta quinta-feira (12). Segundo o órgão, o cenário meteorológico indica risco de impactos associados às precipitações.

De acordo com o instituto, o alerta vermelho é emitido quando “a chuva prevista é superior a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia, com elevado risco de grandes alagamentos, grandes transbordamentos de rios e grandes deslizamentos de encostas”.

A previsão também é reforçada pelo índice de previsão extrema de precipitação do modelo ECMWF, que amplia a área com possibilidade de chuvas intensas. Embora a quinta-feira (12) concentre o maior potencial de impactos, as precipitações podem continuar pelo menos até sábado (14).

Segundo o índice de previsão extrema do modelo ECMWF, há risco de chuvas intensas em uma faixa que abrange o Centro-Oeste, o Sudeste e parte da Região Sul do país.

O indicador é baseado na climatologia do próprio modelo e destaca regiões em que a previsão de chuva acumulada diária difere significativamente do padrão histórico.

De acordo com a metodologia do modelo, o índice varia de 0,5 a 0,8 para chuvas incomuns e de 0,8 a 1 para eventos extremos, “valores que só ocorrem em 1 a cada 100 previsões”.

A área considerada de maior risco está entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A região vem registrando chuvas intensas nas últimas semanas, o que deixou o solo saturado ou próximo da saturação, aumentando o risco de deslizamentos.

Além desses estados, também estão em alerta áreas próximas à divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do litoral norte do Paraná.

As chuvas intensas estão associadas a dois fatores principais. A temperatura da superfície do mar no Oceano Atlântico, na costa do Sudeste, apresenta anomalias entre 1 °C e 2 °C acima da média, o que contribui para o aquecimento da atmosfera e favorece a ascensão do ar.

Esse processo reduz a pressão atmosférica e contribui para a formação de um centro de baixa pressão próximo à costa entre quinta-feira (12) e sexta-feira (13), intensificando a convecção e a formação de nuvens carregadas sobre o continente.

Os maiores volumes de chuva são esperados para quinta-feira (12), podendo ultrapassar 100 milímetros principalmente em São Paulo. Na sexta-feira (13), as precipitações intensas devem continuar, sobretudo a partir da tarde, com maior incidência em Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Na madrugada entre sexta-feira (13) e sábado (14), chuvas intensas devem atingir o Espírito Santo, Minas Gerais e áreas da Região Norte. Ao longo da manhã de sábado, a intensidade tende a diminuir, mas as precipitações voltam a ganhar força à tarde, principalmente entre o norte de São Paulo, Minas Gerais e áreas do sul de Mato Grosso e Goiás.

A atualização mais recente do modelo indica que os maiores acumulados podem alcançar cerca de 130 milímetros no estado de São Paulo até o fim de sábado (14), em uma faixa que se estende de Adamantina, passando por Jaú, Jundiaí, Caieiras e Guarulhos.

No litoral sul de São Paulo e em pontos isolados de Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e no norte do Pará, os acumulados também podem superar 100 milímetros.

Segundo a análise, o modelo pode estar subestimando os volumes de chuva, principalmente na faixa litorânea entre São Paulo e Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais. Nessas áreas, a recomendação é que autoridades e população permaneçam em alerta para alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra.





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Os cinco pilares regulatórios cruciais para manter o Brasil na liderança global dos bioinsumos


ANPII Bio, única entidade da indústria 100% dedicada a biológicos a participar formalmente do GT do MAPA, apresenta os eixos para uma regulamentação dos bioinsumos que fortaleça a inovação, competitividade e segurança jurídica em um dos setores mais estratégicos do agro brasileiro

O futuro de um dos setores mais estratégicos da agropecuária brasileira, o de bioinsumos, entra em uma etapa decisiva quanto ao seu fortalecimento na próxima década. Para a ANPII Bio (Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos), entidade que representa indústrias desenvolvedoras e produtoras de insumos biológicos, a regulamentação da Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024), cujo decreto preliminar foi consolidado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) em dezembro do último ano, definirá se o Brasil seguirá ou não sendo líder global na utilização e produção dessas tecnologias, que são essenciais para a modernização do agronegócio nacional e o seu crescimento sustentável.

O texto preliminar do decreto foi desenvolvido após meses de discussão dentro de um Grupo de Trabalho (GT) instituído pelo MAPA, reunindo cerca de 25 atores de diferentes elos da cadeia, entre órgãos governamentais e associações representativas do setor produtivo e indústria. Única entidade a representar exclusivamente a indústria de bioinsumos nas discussões, a ANPII Bio estruturou uma frente técnica e outra institucional para defender um marco regulatório capaz de assegurar inovação, competitividade e segurança jurídica ao setor.

“Não podemos renunciar de maneira alguma a esse protagonismo, porque o que está em jogo não é apenas a regulamentação de uma lei, mas a definição do ambiente de desenvolvimento tecnológico da indústria de bioinsumos no Brasil e, claro, a construção de um marco legal moderno, alinhado à ciência e às boas práticas internacionais de um dos setores mais relevantes no ponto de vista econômico e ambiental”, afirma Thiago Delgado, presidente da entidade, que hoje reúne cerca de 60 empresas entre startups de base científica, desenvolvedoras de tecnologia e indústrias de bioinsumos, além de empresas do segmento de bioinsumos de uso veterinário.

Em seu posicionamento, a entidade destaca a necessidade de que o marco regulatório seja viável para a indústria e para os produtores, promova a inovação de forma sustentável, amplie o acesso a produtos cada vez mais eficazes no campo e permita que o desenvolvimento tecnológico caminhe lado a lado com a viabilidade econômica e ambiental da produção agropecuária.

“O Brasil reúne condições únicas para isso: temos ciência, capacidade industrial e um dos maiores mercados agrícolas do planeta. Se acertarmos na regulamentação, poderemos consolidar nossa posição como referência mundial em bioinsumos”, continua o presidente da ANPII Bio.

Os cinco eixos críticos que devem ser incorporados ao decreto, na visão da entidade, são: produção e registro de bioinsumos multifuncionais e híbridos; harmonização de terminologias internacionais e científicas e combate ao desvio de uso; critérios e prazos objetivos para as análises regulatórias; bioinsumos on farm com responsabilidade técnica e rastreabilidade e; segurança para inovação e rigor no controle de qualidade.

Produção e registro de bioinsumos multifuncionais e híbridos — Defesa histórica da ANPII Bio, a multifuncionalidade é uma característica inerente aos produtos biológicos, já que determinados microrganismos são naturalmente capazes de desempenhar diferentes funções agronômicas, como controle de pragas e doenças, nutrição e promoção do crescimento vegetal. Anteriormente, no entanto, um mesmo produto precisava ser registrado em categorias diferentes, o que gerava distorções regulatórias, duplicidade burocrática, custos desnecessários e insegurança jurídica.

“Para nós, esse reconhecimento no texto preliminar foi uma grande conquista. No entanto, é essencial que o rigor técnico seja mantido e que os produtos sejam registrados somente após cada função ser devidamente comprovada”, explica Júlia Emanuela de Souza, diretora de relações institucionais da ANPII Bio e representante da entidade durante as discussões do GT.

No mesmo eixo, a entidade também defende a criação de um enquadramento regulatório específico para os produtos híbridos, que combinam bioinsumos a fertilizantes e/ou agrotóxicos, de forma a assegurar uma trajetória regulatória viável para soluções tecnológicas integradas. Além disso, entende que é essencial que o marco legal reconheça os estabelecimentos multifuncionais, possibilitando que uma mesma unidade fabrique diferentes categorias de bioinsumos com segurança e controle – desde que comprovem boas práticas de fabricação, adequada segregação de processos e rastreabilidade integral.

Harmonização de terminologias internacionais e científicas e combate ao desvio de uso — Alinhar as terminologias dos bioinsumos ao cenário científico e internacional é outro critério defendido pela entidade como fundamental para o fortalecimento da agricultura nacional frente ao cenário global.  Além disso, a harmonização evita fraudes regulatórias, desvio de uso e interpretações divergentes, protege o produtor rural de informações incorretas ou incompletas, garante concorrência leal e assegura coerência técnica. “Nesse sentido, o texto final, ao definir categorias como biofertilizantes e bioestimulantes, por exemplo, deve conter conceitos claros, técnicos e sem sobreposições”, continua Júlia Emanuela.  

Critérios e prazos objetivos para as análises regulatórias — A previsibilidade também é vista pela ANPII Bio como condição essencial, já que, sem ela, não há segurança jurídica nem estímulo ao investimento em inovação. Por isso, decisões de registro e classificação devem ser orientadas por critérios técnicos claros e objetivos, acompanhadas de procedimentos transparentes previstos em normas, regras estáveis e prazos definidos.

Quanto à figura do registrante, a associação defende a adoção do modelo já existente em outros segmentos regulados, permitindo que o titular do registro não seja obrigado a possuir estrutura produtiva própria, desde que legalmente habilitado e com produção terceirizada sob sua responsabilidade.

Além disso, a associação propõe prazos máximos e vinculantes para cada etapa dos processos de registro e pós-registro, com fundamentação obrigatória das decisões, garantia do contraditório técnico e ampliação da transparência dos atos administrativos, conforme a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), fortalecendo o ambiente regulatório e reduzindo incertezas.

Bioinsumos on farm com responsabilidade técnica e rastreabilidade — Em relação à multiplicação dos bioinsumos nas propriedades rurais, o chamado on farm, a ANPII Bio entende que o texto preliminar do decreto não estabelece regras claras que garantam rigor regulatório proporcional ao risco, nem controle sanitário equivalente ao exigido tecnicamente para uma produção com qualidade. Isso, segundo a entidade, pode criar distorções que prejudicam o desenvolvimento de novas tecnologias.

“Um microrganismo potencialmente patogênico não deixa de representar ameaça à saúde e ao meio ambiente apenas porque foi multiplicado dentro da propriedade rural. Por isso, os critérios de biossegurança e controle de qualidade precisam ser equivalentes, tanto para a indústria quanto para a produção on farm”, alerta Júlia Emanuela, diretora da associação da indústria.

Além disso, outro ponto crítico é a multiplicação on farm de produtos comerciais sem mecanismos de reconhecimento ou remuneração ao desenvolvedor. “Isso é algo que pode desincentivar a indústria a lançar novas soluções biológicas. Como uma inovação será viável economicamente se ela poderá ser utilizada sem remunerar a empresa ou instituição que fez a inovação? Isso desestimula os investimentos e dificulta o desenvolvimento de novas tecnologias capazes de aumentar a sustentabilidade e produtividade no campo”, menciona Thiago Delgado, presidente da ANPII Bio.  

Nesse sentido, a entidade entende que a legislação deve garantir acesso dos produtores à essas tecnologias, mas devem ser adotadas medidas como uso exclusivo de cepas autorizadas, responsável técnico quando houver manipulação de microrganismos isolados, registro das unidades produtivas e mecanismos de controle como definição de volume por área, transporte supervisionado e protocolos de contenção de acidentes. Além disso, defende a adoção de listas positivas de insumos e a rastreabilidade plena de todas as etapas.

Segurança para inovação e rigor no controle de qualidade — Por fim, o quinto pilar defendido busca equilibrar estímulo à inovação com responsabilidade técnica, ambiental e sanitária. Na área da qualidade, sustenta mecanismos concretos de aferição e controle, com sistemas laboratoriais estruturados, além da participação obrigatória em programas interlaboratoriais – proposta exclusiva da ANPII Bio, que visa fortalecer a credibilidade científica do setor.

Quanto à logística reversa, propõe implementação escalonada para categorias de produtos que atualmente não dispõem de sistema implementado, proporcional ao perfil toxicológico e ambiental dos produtos, com prazos compatíveis à maturidade do setor e incentivos regulatórios e econômicos. A proposta, também exclusiva da entidade, visa assegurar responsabilidade ambiental sem criar barreiras desproporcionais a bioinsumos de baixo risco, promovendo transição técnica que estimule boas práticas e inovação sustentável.

Por fim, em relação aos insumos biológicos de uso veterinário, a associação defende que efeitos comprovados cientificamente possam ser informados em rótulo e bula, garantindo coerência regulatória, direito à informação técnica e comunicação baseada em evidência científica, fortalecendo a transparência e a isonomia entre tecnologias com eficácia comprovada.

 





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Potencial da Indicação Geográfica na erva-mate é destaque no Fórum Florestal


A 18ª edição do Fórum Florestal debateu a Indicação Geográfica na cadeia da erva-mate. Trata-se de um instrumento de propriedade industrial que distingue a origem de um determinado produto ou serviço. Esse reconhecimento, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), valoriza a identidade, a tradição e as qualidades vinculadas a um local.

O extensionista da Emater/RS-Ascar e palestrante do fórum realizado na manhã desta quinta-feira (12), na Expodireto Cotrijal, Ilvandro Barreto de Melo, explica que o Rio Grande do Sul tem Indicações Geográficas bem conhecidas, como é o caso dos vinhos do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, os chocolates de Gramado e os doces de Pelotas.

“No aspecto da erva-mate temos cinco polos produtores e um já conseguiu o status de Indicação Geográfica, que é a região de Machadinho. Isso caracteriza o produto e dá ciência ao mundo de que naquela região há uma produção notória. Esse é o maior reconhecimento que uma região pode conquistar, pois representa sua identidade e sua origem”, afirma Melo.

O especialista também chama atenção para a questão cultural, já que a erva-mate faz parte da economia gaúcha desde a época que o Rio Grande do Sul era uma província.

“É um produto com a identidade do gaúcho e que possui todo um potencial para se desenvolver. Além disso, o tererê está chegando e trazendo boas novidades”, pontua Melo, relatando ainda que hoje já existem refrigerantes e sucos oriundos da erva-mate.

De acordo com o palestrante do fórum, coordenador de projetos setoriais no núcleo de Agronegócio do Sebrae no Rio Grande do Sul e gestor estadual dos projetos de Indicação Geográfica, André Bordignon, o cerne da cultura da erva-mate não está no produto em si, mas no que ela representa para os gaúchos.

“A erva-mate conta a história de um produto que é referência no Rio Grande do Sul, como é o caso da nossa carne, vinho e arroz. São produtos com características que estão enraizadas na nossa cultura. Isso é importante para abrir novos mercados, porque cada vez mais o consumidor quer entender o produto que está levando para dentro de sua casa”, disse Bordignon.

O objetivo do Sebrae RS é mapear os cincos polos produtores e posicionar o tema da Indicação Geográfica. O foco não está apenas no produto, mas no mercado que pode crescer ao seu redor.

“O desenvolvimento territorial da erva-mate e da Indicação Geográfica abre oportunidades de mercado, e conseguimos fazer conexões com outras áreas, como turismo. É o que acontece, por exemplo, com o Vale dos Vinhedos”, explica Bordignon.

A mesa de abertura do fórum foi composta por Claudinei Moisés Baldissera, presidente da Emater/RS-Ascar; Fernando Cirolini, difusor técnico de Produção Vegetal da Cotrijal; Kátia Pichelli, representante da Embrapa; Álvaro Bozzetto Pompermayer, presidente do Sindimate/RS; Ismael Rossetti, representante do Ibramate; e Tháles da Rocha Flores, representante do Sebrae RS.

Árvores Gigantes

O 18º Fórum Florestal foi encerrado com o anúncio de que o angico é a planta escolhida para o Concurso Árvores Gigantes do Rio Grande do Sul – edição 2026. A apresentação foi realizada por Jaime Martinez e Gabriela Rodrigues, da Universidade de Passo Fundo (UPF).

O objetivo é encontrar as dez maiores árvores de angico do Estado. As inscrições estão abertas e devem ser realizadas nos escritórios da Emater/Ascar até o dia 30 de junho. A divulgação dos resultados ocorrerá em 21 de setembro.

Nas duas edições anteriores do concurso, foram selecionadas as maiores árvores de araucária (2023) e erva-mate (2025).





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Governo do Estado lança terceira fase do Programa Irriga+RS com até R$150 mil ao produtor


O governador Eduardo Leite e o vice-governador Gabriel Souza lançaram nesta terça-feira (10/03) a terceira fase do Programa Irriga+RS que amplia para até R$ 150 mil o valor de subvenção destinado a produtores rurais para a implementação de projetos de irrigação. Outra novidade é o lançamento do Portal Irriga+RS, que permitirá o envio digital dos projetos, garantindo mais agilidade e transparência ao processo. O anúncio foi feito durante agenda na 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, com a participação do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum.

O programa prevê o pagamento de 20% do valor do projeto de irrigação, limitado agora a até R$ 150 mil por produtor rural. Os projetos poderão ser encaminhados a partir desta quarta-feira (11/03) até 30 de outubro de 2026, diretamente pelo site do programa. Participantes da fase um e dois do programa podem se inscrever neste novo edital, desde que o projeto seja para nova área irrigada. A meta é mitigar os efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul, aumentar a reserva de água e a irrigação (elevando a produtividade das culturas) e se aproximar da autossuficiência de grãos, principalmente do milho.

O governador Eduardo Leite destacou que a ampliação do programa reforça a estratégia do Estado de investir em medidas estruturais para reduzir os impactos da estiagem e aumentar a segurança da produção agrícola. “Estamos ampliando um programa que já demonstrou resultados importantes. Investir em irrigação é investir em segurança para o produtor, em produtividade e na estabilidade da nossa produção agrícola. O Estado entra como parceiro para estimular esses investimentos e fortalecer ainda mais o agronegócio gaúcho”, afirmou Leite.

O Estado pagará a subvenção ao produtor rural em parcela única, após a execução do projeto (que pode ser financiado por instituições bancárias ou por recursos próprios) e a apresentação de laudos de conclusão e dos demais documentos comprobatórios exigidos no edital. O programa é destinado a todos produtores rurais (pessoas físicas) e busca apoiar projetos de implantação ou ampliação de sistemas de irrigação (por aspersão, localizada ou por sulcos); e construção, adequação ou ampliação de reservatórios de água para fins de irrigação.

O secretário Edivilson Brum destacou que hoje o Estado tem apenas 4% da área de sequeiro irrigada e que o desafio é aumentar esse percentual. “O Rio Grande do Sul ainda tem um grande potencial a ser desenvolvido quando falamos em irrigação. Ampliar a irrigação é fundamental para dar mais segurança ao produtor rural, reduzir os riscos provocados por períodos de estiagem e garantir maior estabilidade na produção”, destacou Brum.

“O objetivo do governo do Estado é avançar na ampliação de novos hectares irrigados, estimulando investimentos, tecnologia e planejamento no campo. Com mais áreas irrigadas, conseguimos aumentar a produtividade, proteger a renda do produtor e fortalecer ainda mais o agronegócio gaúcho”, complementou o secretário.

ETAPAS DO PROGRAMA

O edital e o manual operacional da fase 3 do Programa Irriga+RS serão publicados nesta quarta-feira (11/03) no Diário Oficial do Estado, com todas as documentações necessárias e as orientações para envio dos projetos. As principais etapas são:

– Produtor interessado procura um técnico responsável habilitado;

– Técnico elabora e cadastra o projeto de irrigação no Portal Irriga+RS;

– Técnicos da Seapi analisam os documentos e emitem a Declaração de Enquadramento;

– Produtor executa o projeto com recursos próprios ou financiamento bancário;

– Produtor recebe a subvenção com apresentação das notas fiscais no Portal Irriga+RS.

RESULTADOS FASE UM E DOIS

A fase um do programa de irrigação tinha uma subvenção de até R$ 15 mil por produtor e a fase dois, um limite de R$ 100 mil. Somando as duas fases, a Seapi aprovou 1.297 projetos de irrigação, com potencial de subvenção na ordem de R$ 61 milhões. Na soma dos projetos, o aumento da área irrigada é de cerca de 25 mil novos hectares. E o investimento dos produtores é na casa de R$ 450,7 milhões.

Entre as finalidades dos projetos de irrigação estão 57% grãos (milho, soja e outros), 24% pastagem/pecuária, 11% fruticultura, 7% olericultura e 1% outros projetos.

Entre as regiões do Rio Grande do Sul que mais apresentaram projetos estão Alto Uruguai (29%), Noroeste/Missões (25%); Nordeste/Serra (15%); Fronteira Oeste (14%), Região Central/Metropolitana (12%) e Campanha/Zona Sul (5%).

 





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