sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Custos sobem, mas preços ao produtor recuam no Rio Grande do Sul


O Sistema Farsul divulgou os resultados de janeiro de 2026 do Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) e do Índice de Inflação dos Preços Recebidos (IIPR), indicadores que acompanham a evolução dos custos de produção e dos preços recebidos pelos produtores rurais no Rio Grande do Sul.

Segundo a entidade, “o IICP iniciou o ano de 2026 com nova elevação de 0,51% em janeiro”. De acordo com o relatório, os principais fatores para a alta foram o custo da mão de obra, com aumento de 7%, e dos fertilizantes, com avanço de 2%. O documento aponta que o aumento dos fertilizantes está relacionado à elevação do preço do petróleo no mercado internacional e destaca que o indicador pode registrar novas altas diante da intensificação de conflitos em regiões produtoras da matéria-prima.

No acumulado de 12 meses, o índice apresentou resultado negativo. Conforme o Sistema Farsul, “o IICP registrou deflação de 2,95%, resultado que configura a quarta queda consecutiva”. O relatório aponta que herbicidas, fertilizantes e inseticidas foram os itens que mais contribuíram para o movimento, influenciados pela queda de 11% no dólar e de 7% no preço do petróleo.

Já os preços recebidos pelos produtores iniciaram o ano em retração. De acordo com a entidade, “os preços iniciaram o ano com recuo significativo de 1,73% frente ao mês anterior”. Entre os fatores citados estão a queda no preço do leite, associada ao aumento da oferta, e a redução da cotação da soja, acompanhando o movimento de baixa registrado em Chicago Board of Trade (CBOT), que reflete projeções de maior oferta global e a colheita em andamento no Centro-Oeste do Brasil.

No acumulado de 12 meses, o IIPR apresentou recuo expressivo. Segundo o relatório, “o índice apresentou queda de 14,04%”, influenciado principalmente pela retração de 46% no preço da saca de arroz e pela redução de 24% no preço do litro do leite, reflexo da maior oferta desses produtos.

Apesar da queda no índice de preços recebidos pelos produtores, o relatório ressalta que os alimentos continuam registrando inflação ao consumidor. De acordo com o Sistema Farsul, o cenário indica que as altas observadas no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para alimentos decorrem de pressões ao longo da cadeia produtiva e não do preço recebido pelo produtor rural.





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Plano de irrigação resiliente é apresentado no estande do Sistema Farsul na Expodireto


O estande do Sistema Farsul no Parque da Expodireto Cotrijal foi palco para a apresentação do Plano Irrigação Resiliente no RS, pelo governador Eduardo Leite no dia 10 de março. A exposição tratou da proposta que o governador levou ao governo federal no dia seguinte, em Brasília, em reuniões com ministros para discutir alternativas de financiamento e apoio à expansão da irrigação no Estado.

Durante a apresentação, realizada ao lado do secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, foram detalhadas ações voltadas à ampliação da área irrigada, à construção de infraestrutura hídrica e energética e ao estímulo à adoção de tecnologias de irrigação no campo.

No encontro, o governador destacou que compartilhar previamente a proposta com o setor produtivo é fundamental para alinhar a estratégia do Estado antes das tratativas com o governo federal. “Estamos antecipando na Expodireto o tema que levaremos amanhã a Brasília, porque queremos que essa agenda represente as necessidades reais de quem produz no campo. Investir em irrigação é proteger o produtor, reduzir perdas em períodos de estiagem e garantir mais previsibilidade para a economia do Estado”, afirmou Leite.

O plano parte do diagnóstico de que os eventos meteorológicos extremos passaram a representar um desafio estrutural para o desenvolvimento do Estado, com impactos diretos sobre a produção agrícola, a arrecadação pública e o crescimento econômico.

A proposta apresentada prevê diferentes cenários de expansão da área irrigada no Rio Grande do Sul. No cenário mais amplo, o plano projeta a criação de até 2,68 milhões de novos hectares irrigados, com investimentos públicos que podem chegar a R$ 60 bilhões, voltados principalmente para infraestrutura hídrica, energia e incentivos à adoção de sistemas de irrigação.

Além de reduzir a vulnerabilidade do agro às estiagens, a iniciativa também busca ampliar a produtividade agrícola, fortalecer cadeias produtivas e reduzir a volatilidade econômica provocada pelas quebras de safra.

O presidente do Sistema farsul, Domingos Velho Lopes, classificou o plano como música para o ouvido dos produtores rurais. “A proposta está muito bem construída e a Federação está totalmente alinhada, como as outras entidades. Nós também teremos que fazer nossa parte, como análise do solo, por exemplo. Mas, acredito que estamos no caminho certo e espero que o Governo do Estado tenha sucesso nas tratativas”, declarou após a apresentação.





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Alerta vermelho para chuvas volumosas em várias regiões


De acordo com informações do Meteored, os próximos dias devem apresentar elevado potencial para transtornos associados a chuvas intensas e acumulados significativos em diversas regiões do Brasil.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um aviso que coloca grande parte do território nacional em alerta para tempestades, chuvas intensas e volumes elevados nesta quinta-feira (12). Segundo o órgão, o cenário meteorológico indica risco de impactos associados às precipitações.

De acordo com o instituto, o alerta vermelho é emitido quando “a chuva prevista é superior a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia, com elevado risco de grandes alagamentos, grandes transbordamentos de rios e grandes deslizamentos de encostas”.

A previsão também é reforçada pelo índice de previsão extrema de precipitação do modelo ECMWF, que amplia a área com possibilidade de chuvas intensas. Embora a quinta-feira (12) concentre o maior potencial de impactos, as precipitações podem continuar pelo menos até sábado (14).

Segundo o índice de previsão extrema do modelo ECMWF, há risco de chuvas intensas em uma faixa que abrange o Centro-Oeste, o Sudeste e parte da Região Sul do país.

O indicador é baseado na climatologia do próprio modelo e destaca regiões em que a previsão de chuva acumulada diária difere significativamente do padrão histórico.

De acordo com a metodologia do modelo, o índice varia de 0,5 a 0,8 para chuvas incomuns e de 0,8 a 1 para eventos extremos, “valores que só ocorrem em 1 a cada 100 previsões”.

A área considerada de maior risco está entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A região vem registrando chuvas intensas nas últimas semanas, o que deixou o solo saturado ou próximo da saturação, aumentando o risco de deslizamentos.

Além desses estados, também estão em alerta áreas próximas à divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do litoral norte do Paraná.

As chuvas intensas estão associadas a dois fatores principais. A temperatura da superfície do mar no Oceano Atlântico, na costa do Sudeste, apresenta anomalias entre 1 °C e 2 °C acima da média, o que contribui para o aquecimento da atmosfera e favorece a ascensão do ar.

Esse processo reduz a pressão atmosférica e contribui para a formação de um centro de baixa pressão próximo à costa entre quinta-feira (12) e sexta-feira (13), intensificando a convecção e a formação de nuvens carregadas sobre o continente.

Os maiores volumes de chuva são esperados para quinta-feira (12), podendo ultrapassar 100 milímetros principalmente em São Paulo. Na sexta-feira (13), as precipitações intensas devem continuar, sobretudo a partir da tarde, com maior incidência em Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Na madrugada entre sexta-feira (13) e sábado (14), chuvas intensas devem atingir o Espírito Santo, Minas Gerais e áreas da Região Norte. Ao longo da manhã de sábado, a intensidade tende a diminuir, mas as precipitações voltam a ganhar força à tarde, principalmente entre o norte de São Paulo, Minas Gerais e áreas do sul de Mato Grosso e Goiás.

A atualização mais recente do modelo indica que os maiores acumulados podem alcançar cerca de 130 milímetros no estado de São Paulo até o fim de sábado (14), em uma faixa que se estende de Adamantina, passando por Jaú, Jundiaí, Caieiras e Guarulhos.

No litoral sul de São Paulo e em pontos isolados de Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e no norte do Pará, os acumulados também podem superar 100 milímetros.

Segundo a análise, o modelo pode estar subestimando os volumes de chuva, principalmente na faixa litorânea entre São Paulo e Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais. Nessas áreas, a recomendação é que autoridades e população permaneçam em alerta para alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra.





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Os cinco pilares regulatórios cruciais para manter o Brasil na liderança global dos bioinsumos


ANPII Bio, única entidade da indústria 100% dedicada a biológicos a participar formalmente do GT do MAPA, apresenta os eixos para uma regulamentação dos bioinsumos que fortaleça a inovação, competitividade e segurança jurídica em um dos setores mais estratégicos do agro brasileiro

O futuro de um dos setores mais estratégicos da agropecuária brasileira, o de bioinsumos, entra em uma etapa decisiva quanto ao seu fortalecimento na próxima década. Para a ANPII Bio (Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos), entidade que representa indústrias desenvolvedoras e produtoras de insumos biológicos, a regulamentação da Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024), cujo decreto preliminar foi consolidado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) em dezembro do último ano, definirá se o Brasil seguirá ou não sendo líder global na utilização e produção dessas tecnologias, que são essenciais para a modernização do agronegócio nacional e o seu crescimento sustentável.

O texto preliminar do decreto foi desenvolvido após meses de discussão dentro de um Grupo de Trabalho (GT) instituído pelo MAPA, reunindo cerca de 25 atores de diferentes elos da cadeia, entre órgãos governamentais e associações representativas do setor produtivo e indústria. Única entidade a representar exclusivamente a indústria de bioinsumos nas discussões, a ANPII Bio estruturou uma frente técnica e outra institucional para defender um marco regulatório capaz de assegurar inovação, competitividade e segurança jurídica ao setor.

“Não podemos renunciar de maneira alguma a esse protagonismo, porque o que está em jogo não é apenas a regulamentação de uma lei, mas a definição do ambiente de desenvolvimento tecnológico da indústria de bioinsumos no Brasil e, claro, a construção de um marco legal moderno, alinhado à ciência e às boas práticas internacionais de um dos setores mais relevantes no ponto de vista econômico e ambiental”, afirma Thiago Delgado, presidente da entidade, que hoje reúne cerca de 60 empresas entre startups de base científica, desenvolvedoras de tecnologia e indústrias de bioinsumos, além de empresas do segmento de bioinsumos de uso veterinário.

Em seu posicionamento, a entidade destaca a necessidade de que o marco regulatório seja viável para a indústria e para os produtores, promova a inovação de forma sustentável, amplie o acesso a produtos cada vez mais eficazes no campo e permita que o desenvolvimento tecnológico caminhe lado a lado com a viabilidade econômica e ambiental da produção agropecuária.

“O Brasil reúne condições únicas para isso: temos ciência, capacidade industrial e um dos maiores mercados agrícolas do planeta. Se acertarmos na regulamentação, poderemos consolidar nossa posição como referência mundial em bioinsumos”, continua o presidente da ANPII Bio.

Os cinco eixos críticos que devem ser incorporados ao decreto, na visão da entidade, são: produção e registro de bioinsumos multifuncionais e híbridos; harmonização de terminologias internacionais e científicas e combate ao desvio de uso; critérios e prazos objetivos para as análises regulatórias; bioinsumos on farm com responsabilidade técnica e rastreabilidade e; segurança para inovação e rigor no controle de qualidade.

Produção e registro de bioinsumos multifuncionais e híbridos — Defesa histórica da ANPII Bio, a multifuncionalidade é uma característica inerente aos produtos biológicos, já que determinados microrganismos são naturalmente capazes de desempenhar diferentes funções agronômicas, como controle de pragas e doenças, nutrição e promoção do crescimento vegetal. Anteriormente, no entanto, um mesmo produto precisava ser registrado em categorias diferentes, o que gerava distorções regulatórias, duplicidade burocrática, custos desnecessários e insegurança jurídica.

“Para nós, esse reconhecimento no texto preliminar foi uma grande conquista. No entanto, é essencial que o rigor técnico seja mantido e que os produtos sejam registrados somente após cada função ser devidamente comprovada”, explica Júlia Emanuela de Souza, diretora de relações institucionais da ANPII Bio e representante da entidade durante as discussões do GT.

No mesmo eixo, a entidade também defende a criação de um enquadramento regulatório específico para os produtos híbridos, que combinam bioinsumos a fertilizantes e/ou agrotóxicos, de forma a assegurar uma trajetória regulatória viável para soluções tecnológicas integradas. Além disso, entende que é essencial que o marco legal reconheça os estabelecimentos multifuncionais, possibilitando que uma mesma unidade fabrique diferentes categorias de bioinsumos com segurança e controle – desde que comprovem boas práticas de fabricação, adequada segregação de processos e rastreabilidade integral.

Harmonização de terminologias internacionais e científicas e combate ao desvio de uso — Alinhar as terminologias dos bioinsumos ao cenário científico e internacional é outro critério defendido pela entidade como fundamental para o fortalecimento da agricultura nacional frente ao cenário global.  Além disso, a harmonização evita fraudes regulatórias, desvio de uso e interpretações divergentes, protege o produtor rural de informações incorretas ou incompletas, garante concorrência leal e assegura coerência técnica. “Nesse sentido, o texto final, ao definir categorias como biofertilizantes e bioestimulantes, por exemplo, deve conter conceitos claros, técnicos e sem sobreposições”, continua Júlia Emanuela.  

Critérios e prazos objetivos para as análises regulatórias — A previsibilidade também é vista pela ANPII Bio como condição essencial, já que, sem ela, não há segurança jurídica nem estímulo ao investimento em inovação. Por isso, decisões de registro e classificação devem ser orientadas por critérios técnicos claros e objetivos, acompanhadas de procedimentos transparentes previstos em normas, regras estáveis e prazos definidos.

Quanto à figura do registrante, a associação defende a adoção do modelo já existente em outros segmentos regulados, permitindo que o titular do registro não seja obrigado a possuir estrutura produtiva própria, desde que legalmente habilitado e com produção terceirizada sob sua responsabilidade.

Além disso, a associação propõe prazos máximos e vinculantes para cada etapa dos processos de registro e pós-registro, com fundamentação obrigatória das decisões, garantia do contraditório técnico e ampliação da transparência dos atos administrativos, conforme a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), fortalecendo o ambiente regulatório e reduzindo incertezas.

Bioinsumos on farm com responsabilidade técnica e rastreabilidade — Em relação à multiplicação dos bioinsumos nas propriedades rurais, o chamado on farm, a ANPII Bio entende que o texto preliminar do decreto não estabelece regras claras que garantam rigor regulatório proporcional ao risco, nem controle sanitário equivalente ao exigido tecnicamente para uma produção com qualidade. Isso, segundo a entidade, pode criar distorções que prejudicam o desenvolvimento de novas tecnologias.

“Um microrganismo potencialmente patogênico não deixa de representar ameaça à saúde e ao meio ambiente apenas porque foi multiplicado dentro da propriedade rural. Por isso, os critérios de biossegurança e controle de qualidade precisam ser equivalentes, tanto para a indústria quanto para a produção on farm”, alerta Júlia Emanuela, diretora da associação da indústria.

Além disso, outro ponto crítico é a multiplicação on farm de produtos comerciais sem mecanismos de reconhecimento ou remuneração ao desenvolvedor. “Isso é algo que pode desincentivar a indústria a lançar novas soluções biológicas. Como uma inovação será viável economicamente se ela poderá ser utilizada sem remunerar a empresa ou instituição que fez a inovação? Isso desestimula os investimentos e dificulta o desenvolvimento de novas tecnologias capazes de aumentar a sustentabilidade e produtividade no campo”, menciona Thiago Delgado, presidente da ANPII Bio.  

Nesse sentido, a entidade entende que a legislação deve garantir acesso dos produtores à essas tecnologias, mas devem ser adotadas medidas como uso exclusivo de cepas autorizadas, responsável técnico quando houver manipulação de microrganismos isolados, registro das unidades produtivas e mecanismos de controle como definição de volume por área, transporte supervisionado e protocolos de contenção de acidentes. Além disso, defende a adoção de listas positivas de insumos e a rastreabilidade plena de todas as etapas.

Segurança para inovação e rigor no controle de qualidade — Por fim, o quinto pilar defendido busca equilibrar estímulo à inovação com responsabilidade técnica, ambiental e sanitária. Na área da qualidade, sustenta mecanismos concretos de aferição e controle, com sistemas laboratoriais estruturados, além da participação obrigatória em programas interlaboratoriais – proposta exclusiva da ANPII Bio, que visa fortalecer a credibilidade científica do setor.

Quanto à logística reversa, propõe implementação escalonada para categorias de produtos que atualmente não dispõem de sistema implementado, proporcional ao perfil toxicológico e ambiental dos produtos, com prazos compatíveis à maturidade do setor e incentivos regulatórios e econômicos. A proposta, também exclusiva da entidade, visa assegurar responsabilidade ambiental sem criar barreiras desproporcionais a bioinsumos de baixo risco, promovendo transição técnica que estimule boas práticas e inovação sustentável.

Por fim, em relação aos insumos biológicos de uso veterinário, a associação defende que efeitos comprovados cientificamente possam ser informados em rótulo e bula, garantindo coerência regulatória, direito à informação técnica e comunicação baseada em evidência científica, fortalecendo a transparência e a isonomia entre tecnologias com eficácia comprovada.

 





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Potencial da Indicação Geográfica na erva-mate é destaque no Fórum Florestal


A 18ª edição do Fórum Florestal debateu a Indicação Geográfica na cadeia da erva-mate. Trata-se de um instrumento de propriedade industrial que distingue a origem de um determinado produto ou serviço. Esse reconhecimento, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), valoriza a identidade, a tradição e as qualidades vinculadas a um local.

O extensionista da Emater/RS-Ascar e palestrante do fórum realizado na manhã desta quinta-feira (12), na Expodireto Cotrijal, Ilvandro Barreto de Melo, explica que o Rio Grande do Sul tem Indicações Geográficas bem conhecidas, como é o caso dos vinhos do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, os chocolates de Gramado e os doces de Pelotas.

“No aspecto da erva-mate temos cinco polos produtores e um já conseguiu o status de Indicação Geográfica, que é a região de Machadinho. Isso caracteriza o produto e dá ciência ao mundo de que naquela região há uma produção notória. Esse é o maior reconhecimento que uma região pode conquistar, pois representa sua identidade e sua origem”, afirma Melo.

O especialista também chama atenção para a questão cultural, já que a erva-mate faz parte da economia gaúcha desde a época que o Rio Grande do Sul era uma província.

“É um produto com a identidade do gaúcho e que possui todo um potencial para se desenvolver. Além disso, o tererê está chegando e trazendo boas novidades”, pontua Melo, relatando ainda que hoje já existem refrigerantes e sucos oriundos da erva-mate.

De acordo com o palestrante do fórum, coordenador de projetos setoriais no núcleo de Agronegócio do Sebrae no Rio Grande do Sul e gestor estadual dos projetos de Indicação Geográfica, André Bordignon, o cerne da cultura da erva-mate não está no produto em si, mas no que ela representa para os gaúchos.

“A erva-mate conta a história de um produto que é referência no Rio Grande do Sul, como é o caso da nossa carne, vinho e arroz. São produtos com características que estão enraizadas na nossa cultura. Isso é importante para abrir novos mercados, porque cada vez mais o consumidor quer entender o produto que está levando para dentro de sua casa”, disse Bordignon.

O objetivo do Sebrae RS é mapear os cincos polos produtores e posicionar o tema da Indicação Geográfica. O foco não está apenas no produto, mas no mercado que pode crescer ao seu redor.

“O desenvolvimento territorial da erva-mate e da Indicação Geográfica abre oportunidades de mercado, e conseguimos fazer conexões com outras áreas, como turismo. É o que acontece, por exemplo, com o Vale dos Vinhedos”, explica Bordignon.

A mesa de abertura do fórum foi composta por Claudinei Moisés Baldissera, presidente da Emater/RS-Ascar; Fernando Cirolini, difusor técnico de Produção Vegetal da Cotrijal; Kátia Pichelli, representante da Embrapa; Álvaro Bozzetto Pompermayer, presidente do Sindimate/RS; Ismael Rossetti, representante do Ibramate; e Tháles da Rocha Flores, representante do Sebrae RS.

Árvores Gigantes

O 18º Fórum Florestal foi encerrado com o anúncio de que o angico é a planta escolhida para o Concurso Árvores Gigantes do Rio Grande do Sul – edição 2026. A apresentação foi realizada por Jaime Martinez e Gabriela Rodrigues, da Universidade de Passo Fundo (UPF).

O objetivo é encontrar as dez maiores árvores de angico do Estado. As inscrições estão abertas e devem ser realizadas nos escritórios da Emater/Ascar até o dia 30 de junho. A divulgação dos resultados ocorrerá em 21 de setembro.

Nas duas edições anteriores do concurso, foram selecionadas as maiores árvores de araucária (2023) e erva-mate (2025).





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Governo do Estado lança terceira fase do Programa Irriga+RS com até R$150 mil ao produtor


O governador Eduardo Leite e o vice-governador Gabriel Souza lançaram nesta terça-feira (10/03) a terceira fase do Programa Irriga+RS que amplia para até R$ 150 mil o valor de subvenção destinado a produtores rurais para a implementação de projetos de irrigação. Outra novidade é o lançamento do Portal Irriga+RS, que permitirá o envio digital dos projetos, garantindo mais agilidade e transparência ao processo. O anúncio foi feito durante agenda na 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, com a participação do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum.

O programa prevê o pagamento de 20% do valor do projeto de irrigação, limitado agora a até R$ 150 mil por produtor rural. Os projetos poderão ser encaminhados a partir desta quarta-feira (11/03) até 30 de outubro de 2026, diretamente pelo site do programa. Participantes da fase um e dois do programa podem se inscrever neste novo edital, desde que o projeto seja para nova área irrigada. A meta é mitigar os efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul, aumentar a reserva de água e a irrigação (elevando a produtividade das culturas) e se aproximar da autossuficiência de grãos, principalmente do milho.

O governador Eduardo Leite destacou que a ampliação do programa reforça a estratégia do Estado de investir em medidas estruturais para reduzir os impactos da estiagem e aumentar a segurança da produção agrícola. “Estamos ampliando um programa que já demonstrou resultados importantes. Investir em irrigação é investir em segurança para o produtor, em produtividade e na estabilidade da nossa produção agrícola. O Estado entra como parceiro para estimular esses investimentos e fortalecer ainda mais o agronegócio gaúcho”, afirmou Leite.

O Estado pagará a subvenção ao produtor rural em parcela única, após a execução do projeto (que pode ser financiado por instituições bancárias ou por recursos próprios) e a apresentação de laudos de conclusão e dos demais documentos comprobatórios exigidos no edital. O programa é destinado a todos produtores rurais (pessoas físicas) e busca apoiar projetos de implantação ou ampliação de sistemas de irrigação (por aspersão, localizada ou por sulcos); e construção, adequação ou ampliação de reservatórios de água para fins de irrigação.

O secretário Edivilson Brum destacou que hoje o Estado tem apenas 4% da área de sequeiro irrigada e que o desafio é aumentar esse percentual. “O Rio Grande do Sul ainda tem um grande potencial a ser desenvolvido quando falamos em irrigação. Ampliar a irrigação é fundamental para dar mais segurança ao produtor rural, reduzir os riscos provocados por períodos de estiagem e garantir maior estabilidade na produção”, destacou Brum.

“O objetivo do governo do Estado é avançar na ampliação de novos hectares irrigados, estimulando investimentos, tecnologia e planejamento no campo. Com mais áreas irrigadas, conseguimos aumentar a produtividade, proteger a renda do produtor e fortalecer ainda mais o agronegócio gaúcho”, complementou o secretário.

ETAPAS DO PROGRAMA

O edital e o manual operacional da fase 3 do Programa Irriga+RS serão publicados nesta quarta-feira (11/03) no Diário Oficial do Estado, com todas as documentações necessárias e as orientações para envio dos projetos. As principais etapas são:

– Produtor interessado procura um técnico responsável habilitado;

– Técnico elabora e cadastra o projeto de irrigação no Portal Irriga+RS;

– Técnicos da Seapi analisam os documentos e emitem a Declaração de Enquadramento;

– Produtor executa o projeto com recursos próprios ou financiamento bancário;

– Produtor recebe a subvenção com apresentação das notas fiscais no Portal Irriga+RS.

RESULTADOS FASE UM E DOIS

A fase um do programa de irrigação tinha uma subvenção de até R$ 15 mil por produtor e a fase dois, um limite de R$ 100 mil. Somando as duas fases, a Seapi aprovou 1.297 projetos de irrigação, com potencial de subvenção na ordem de R$ 61 milhões. Na soma dos projetos, o aumento da área irrigada é de cerca de 25 mil novos hectares. E o investimento dos produtores é na casa de R$ 450,7 milhões.

Entre as finalidades dos projetos de irrigação estão 57% grãos (milho, soja e outros), 24% pastagem/pecuária, 11% fruticultura, 7% olericultura e 1% outros projetos.

Entre as regiões do Rio Grande do Sul que mais apresentaram projetos estão Alto Uruguai (29%), Noroeste/Missões (25%); Nordeste/Serra (15%); Fronteira Oeste (14%), Região Central/Metropolitana (12%) e Campanha/Zona Sul (5%).

 





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Conflito no Oriente Médio eleva preço da ureia e pressiona custo da safra em Mato Grosso


A escalada das tensões no Oriente Médio já produz efeitos sobre o agronegócio brasileiro e vai impactar a formação dos custos da safra 2026/27 em Mato Grosso. Estudo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra que o agravamento do conflito na região e os gargalos logísticos no Estreito de Ormuz provocaram forte alta no preço futuro da ureia, com reflexos diretos sobre os custos da produção agrícola.

De acordo com o levantamento, a instabilidade no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo, gás natural e fertilizantes, elevou a incerteza sobre a oferta global, encareceu fretes e seguros marítimos e ampliou o risco de restrições no abastecimento. O bloqueio do tráfego na região já deixou embarcações retidas nas costas de Omã e dos Emirados Árabes Unidos, agravando a pressão sobre o mercado internacional.

Os dados do estudo também mostram que a crise atinge o mercado em um momento sensível para o abastecimento brasileiro. No caso dos fertilizantes nitrogenados, as importações costumam ganhar força a partir de março e se concentram em maior volume no terceiro e no quarto trimestres. Já os fosfatados registram movimento mais intenso entre o segundo e o terceiro trimestres, também com aceleração a partir de março, quando começa a formação de estoques para atender a demanda das principais culturas. Na prática, a alta internacional ocorre justamente na janela em que o país intensifica a reposição desses insumos.

O efeito mais visível apareceu na ureia. O contrato futuro para março de 2026 chegou a US$ 618 por tonelada em 5 de março, alta de 30,65% desde o início do conflito. Em Mato Grosso, a principal preocupação imediata recai sobre o milho. Como a compra de insumos para a safra 2026/27 ainda está em estágio inicial, o produtor segue mais exposto às oscilações de preço. Segundo o Imea, apenas 5,95% das negociações de fertilizantes para a cultura haviam sido realizadas até o momento analisado.

Em simulação para o milho de alta tecnologia em Sinop, o instituto estima que uma alta de 30% no preço dos fertilizantes nitrogenados elevaria em 4,68% o Custo Operacional Efetivo (COE), o equivalente a 5,90 sacas de milho por hectare. O estudo também indica que, a cada 10% de aumento por ponto de nitrogênio, o impacto no COE é de 1,97 saca por hectare.

Os gráficos do estudo mostram um cenário ainda mais sensível para o milho. Em Mato Grosso, a comercialização de fertilizantes para a safra 2026/27 chegou a apenas 5,95% no período analisado, bem abaixo da média histórica para o momento. Como as aquisições costumam ganhar ritmo entre o primeiro e o segundo trimestres, a disparada dos preços internacionais atinge o produtor justamente no começo da janela de compra, o que pode elevar o custo da safra como um todo e até adiar parte das negociações.

Na soja, o sinal de alerta está concentrado nos fertilizantes fosfatados. O Brasil importou, em 2025, 40,01% desse tipo de insumo de Egito e Israel. Em Mato Grosso, a dependência é ainda maior, já que os dois países responderam juntos por 58,91% das compras estaduais de fosfatados. O cenário amplia a exposição do produtor a choques de oferta, atrasos logísticos e custos mais altos na formação da próxima safra.

Com isso, parte relevante do planejamento da próxima safra tende a ser construída em um ambiente mais caro e volátil. Os fertilizantes nitrogenados, como a ureia, têm peso maior no custo do milho, enquanto os fosfatados exercem impacto mais relevante sobre a soja, cultura mais sensível a esse tipo de insumo na formação da lavoura.

Para o coordenador de Inteligência Agropecuária do Imea, Rodrigo Silva, o risco vai além da alta pontual da ureia. “O Estreito de Ormuz ocupa posição estratégica no escoamento de petróleo, gás natural e no transporte de fertilizantes produzidos no Oriente Médio. Com navios retidos, seguros marítimos mais caros e risco de restrição de oferta, o agronegócio brasileiro pode enfrentar inflação no custo de produção e pressão sobre as margens”, afirma.

Na avaliação do Imea, a combinação entre dependência externa, gargalos logísticos e alta dos preços internacionais compromete a previsibilidade do planejamento agrícola e tende a reduzir a rentabilidade das próximas safras. Mantido o atual cenário geopolítico, Mato Grosso deve entrar no ciclo 2026/27 com insumos mais caros, maior pressão sobre os custos e menor margem para o produtor.





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Tempestades atingem Sudeste e Centro-Oeste


Tempestades devem continuar atingindo áreas das regiões Sudeste e Centro-Oeste nos próximos dias, segundo informações divulgadas pelo Meteored. O fenômeno pode provocar transtornos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

De acordo com o serviço meteorológico, chuvas intensas estão se formando sobre grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste devido à circulação de ventos e à convergência de umidade. Segundo a análise, “essa combinação está gerando uma faixa de nebulosidade e precipitação intensa sobre o Brasil”.

Entre os estados afetados pelo fenômeno estão São Paulo, Rio de Janeiro, o sul do Espírito Santo, grande parte de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, além do sul de Mato Grosso e do sul de Goiás.

As previsões indicam que a faixa de nebulosidade e chuva intensa deve permanecer ao longo de toda a semana e pode ganhar força nos próximos dias. Conforme o Meteored, “essa faixa de nebulosidade e chuva intensa continuará presente ao longo de toda a semana”.

Entre quarta-feira (11) e quinta-feira (12), a probabilidade de chuva deve aumentar entre o Sudeste e o Centro-Oeste. O destaque fica para áreas do norte e leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e Espírito Santo, regiões que devem concentrar os maiores volumes ao longo da semana.

A partir do sábado (14) e do domingo (15), a faixa de chuvas intensas pode se deslocar em direção ao norte. Com isso, as precipitações devem atingir com maior intensidade Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso, enquanto a atuação do sistema tende a diminuir em grande parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Mesmo com a mudança na área de atuação, os acumulados totais de chuva até o fim do domingo devem permanecer elevados. Segundo o levantamento, “os volumes podem ultrapassar 150 milímetros em municípios do norte de São Paulo e do norte de Mato Grosso do Sul”.

Outras áreas também podem registrar acumulados expressivos, como o sul de Goiás, o sul de Minas Gerais, a região do Alto Paranaíba, além do Rio de Janeiro e do sul do Espírito Santo, com volumes próximos de 100 milímetros.

Diante da previsão de tempestades, o serviço meteorológico recomenda cautela durante os episódios de chuva intensa. Conforme o alerta, “é importante evitar enfrentar o mau tempo ou transitar em áreas de risco, como avenidas próximas a rios, além de não enfrentar correntezas ou circular em locais com possibilidade de deslizamentos”.





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Gigante do setor agroenergético, Raízen pede recuperação extrajudicial


Maior produtora mundial de etanol e biomassa de cana-de-açúcar e uma das gigantes do setor de agroenergia, a Raízen apresentou pedido de recuperação extrajudicial nesta quarta-feira (11). Segundo a companhia, a proposta de renegociação de suas dívidas, que superam os R$ 65,1 bilhões, foi acordada com seus principais credores.

Em um comunicado divulgado esta manhã, a companhia afirma que o objetivo do pedido é “assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das dívidas financeiras quirografárias do Grupo Raízen”.

Dívidas quirografárias são os créditos a receber não cobertos por uma chamada garantia real, como uma hipoteca, e que não gozam de preferência na ordem de pagamento. Assim, em caso de falência ou recuperação via judicial, os credores quirografários são os últimos a receber os valores que lhes são devidos.

De acordo com a Raízen, o Plano de Recuperação Extrajudicial apresentado junto ao pedido distribuído à Comarca da Capital de São Paulo conta com a adesão de seus principais credores, titulares de mais de 47% das dívidas financeiras quirografárias – percentual superior ao quórum mínimo legal de um terço dos créditos afetados e suficiente para o ajuizamento do pedido de Recuperação Extrajudicial.

“O Grupo Raízen dispõe do prazo de 90 dias, a contar do processamento da Recuperação Extrajudicial, para obter o percentual mínimo necessário à homologação do seu plano de recuperação extrajudicial, assegurando, assim, a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento a serem definidos no Plano”, explica a companhia em seu comunicado.

Ainda segundo a companhia, a iniciativa tem escopo limitado, não abrangendo as dívidas e obrigações do Grupo Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, que permanecem vigentes, sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos.

O plano de Recuperação Extrajudicial poderá envolver a capitalização do Grupo Raízen por seus acionistas; a conversão de parte dos Créditos Sujeitos em participação acionária na Companhia; a substituição de parte dos Créditos Sujeitos por novas dívidas; reorganizações societárias, destinadas à segregação de parcela dos negócios atualmente conduzidos pelo Grupo Raízen e a venda de ativos do grupo.

Com mais de 45 mil colaboradores e 15 mil parceiros de negócios espalhados por todo o Brasil, o Grupo Raízen controla 35 usinas de produção de açúcar, etanol e bioenergia, tendo anunciado uma receita líquida de R$ 255,3 bilhões na safra 2024/2025.

“As operações do Grupo Raízen seguem sendo conduzidas normalmente, no atendimento a clientes, na relação com fornecedores e na execução de seus planos de negócios. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema”, destacou a companhia, procurando tranquilizar seus acionistas e parceiros comerciais.





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AgroNewsPolítica & Agro

Safra 26/27 de algodão começa com atraso no Mato Grosso



A comercialização do algodão em Mato Grosso apresentou avanço nos últimos meses, segu



Foto: Canva

A comercialização do algodão em Mato Grosso apresentou avanço nos últimos meses, segundo análise divulgada na segunda-feira (9) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O instituto informou que publicou novo relatório sobre o andamento das vendas da fibra no estado.

De acordo com o levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a intensificação das vendas aproximou o ritmo de comercialização das médias históricas. Segundo a análise, “as negociações da safra 25/26 avançaram 3,74 pontos percentuais em relação a jan/26, atingindo 58,55% até fev/26”, índice que permanece 0,50 ponto percentual abaixo da média das últimas cinco safras. O relatório destaca que “essa diferença chegou a ser de 13,56 pontos percentuais em nov/25”.

O instituto explica que o movimento está relacionado à maior definição sobre a área cultivada, após a conclusão da semeadura. Conforme o relatório, “o cenário está ligado à maior segurança em relação ao que de fato será cultivado no ciclo”. A análise acrescenta que os produtores têm aproveitado momentos específicos do mercado para fechar contratos, buscando cotações consideradas mais atrativas.

Para a safra 2026/27, o relatório aponta avanço mensal de 2,08 pontos percentuais, com a comercialização atingindo 7,43%. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o volume ainda representa atraso de 2,66 pontos percentuais em relação à média dos últimos cinco anos, “mesmo com a comercialização iniciando cinco meses após o período de início da safra 22/23, que foi a mais adiantada no comparativo”.

O levantamento conclui que os cotonicultores devem continuar avançando nas vendas de forma gradual, acompanhando as condições do mercado. Conforme a análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “os produtores tendem a avançar de forma pontual, conforme as condições de mercado”.





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