sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Preços do boi gordo seguem estáveis em São Paulo


De acordo com a análise desta segunda-feira (11), publicada no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, “nas praças pecuárias paulistas, as cotações não mudaram”. A consultoria informa que “a firmeza dos preços esteve sustentada por uma oferta contida que, embora atendesse à demanda, não gerava excedentes”. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a oito dias.

Na Bahia, a Scot aponta que “a oferta de gado estava menor e a cotação subiu, com os frigoríficos pagando mais pela arroba”. No Sul do estado, “a cotação do boi gordo subiu R$ 3,00/@”, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis. No Oeste, “a arroba da vaca e a da novilha subiu R$ 2,00 na comparação diária”, sem alteração no valor pago pelo boi gordo. Não há referência para o chamado “boi China” na Bahia.

No Rio Grande do Sul, a consultoria relata que “a cotação da arroba vinha subindo no estado”, movimento ligado a “uma oferta contida e a uma demanda aquecida por carne bovina”. No Oeste gaúcho, “a cotação do boi gordo subiu R$ 0,05/kg”, enquanto os preços da vaca e da novilha não tiveram alteração. Na região de Pelotas, “a cotação do quilo do boi gordo subiu R$ 0,10”, mantendo-se estável para as demais categorias.

Na primeira semana de novembro, as exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 100,5 mil toneladas, com média diária de 20,1 mil toneladas, um “aumento de 67,5% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024”. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,5 mil, com “alta de 13,1% na comparação ano a ano”.

 





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Chegada das chuvas: como controlar a mosca-dos-chifres


Quando chega o período das águas, o cenário ideal para a pecuária nem sempre é apenas pasto verde e abundante: as condições de calor e umidade favorece o aparecimento de um grande inimigo da pecuária brasileira — a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans). Embora seja pequena em tamanho, essa praga tem impactos enormes na produtividade, no bem-estar animal e, consequentemente, nos resultados econômicos da fazenda.

Bovinos infestados podem apresentar queda de ganho de peso (em alguns casos até 20 kg em 150 dias)* e redução na produção de leite, além de comportamento de estresse, irritabilidade e menor eficiência alimentar e reprodutiva.

O brinco mosquicida da confiança do pecuarista, o TOP TAG 180, está de volta ao mercado. Desenvolvido pela Zoetis, líder global em saúde animal, o produto se destaca pela proteção de até 180 dias, maior concentração de Diazinon, o que potencializa a duração da proteção, aliando facilidade de uso, segurança e eficiência. Além disso, o produto possui carência zero para carne e leite, permitindo o uso durante a estação de maior desafio da mosca, sem comprometer o desempenho do rebanho nem a segurança alimentar. 

Segundo Elio Moro, gerente de Serviços Técnicos da Zoetis Brasil, o uso preventivo, antes de grandes infestações, é um fator chave para o sucesso no manejo sanitário. “Agir de forma preventiva garante não apenas bem-estar para os animais, mas também maior produtividade”, afirma.

Bovinos com menos moscas tem menos estresse, gastam menos energia tentando se livrar das moscas, se alimentam de forma adequada e consequentemente apresentam melhores indicies zootécnicos, especialmente em sistemas de produção intensiva.

*MACIEL, Willian Giquelin et al. Effects of Haematobia irritans infestation on weight gain of Nelore calves assessed with different antiparasitic treatment schemes. Preventive Veterinary Medicine, v. 118, p. 182–186, 2015.

 





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Plantio do feijão supera 91% no Paraná



Clima adverso pressiona produção de feijão



Foto: Canva

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (6) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o plantio do feijão da safra de verão superou 91% dos 104 mil hectares estimados para a primeira safra 25/26. O boletim destaca que houve “um recuo de área importante em relação à 1ª safra 24/25 (-38% ante 168 mil ha)”, concentrando a produção no Sul do Paraná, que deve responder por aproximadamente 77% da oferta no período. De acordo com o Deral, essa concentração fez com que a cultura fosse “menos prejudicada que a soja” diante das chuvas intensas do fim de semana, acompanhadas por ventos fortes e granizo, sobretudo no Centro-Oeste e Norte do estado.

Por outro lado, o boletim aponta que “as condições das lavouras de feijão são as piores entre as lavouras acompanhadas semanalmente”, com 1% das áreas classificadas como ruins, 22% como médias e 77% como boas. A piora foi pequena em relação à semana anterior, quando os índices eram de 1%, 19% e 80%, respectivamente. Para o Deral, “o principal motivo para o feijão estar em condições piores que as demais culturas foi a baixa luminosidade registrada ao longo de outubro”, agravada por temperaturas médias baixas e umidade excessiva. O órgão acrescenta que, por ter ciclo curto, o feijoeiro “tem menos tempo para se recuperar de entraves climáticos”, o que deve limitar a produtividade.

O Deral informa ainda que algumas lavouras já atingem maturidade fisiológica e que, “ainda em novembro, devemos ter os primeiros relatos de como o clima prejudicou esses grãos”. A colheita deve se estender até fevereiro de 2026, já que parte das áreas previstas ainda não foi semeada.





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Comercialização de milho avança em MT



Alta de preços e compra de insumos impulsionam negociações



Foto: Divulgação

Comercialização da safra 24/25 atinge 81,11% em outubro; alta de preços e compra de insumos impulsionam negociações, mas volume ainda é inferior ao do ano passado.

A comercialização do milho da safra 2024/25 em Mato Grosso atingiu 81,11% da produção estimada até outubro, com avanço de 3,52 pontos percentuais em relação a setembro. Apesar do progresso, o volume segue 4,68 p.p. abaixo do registrado no mesmo período de 2024, conforme boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A movimentação está relacionada à liberação de estoques pelos produtores, em busca de recursos para aquisição de insumos, e à valorização no mercado disponível, com preço médio de R$ 47,16 por saca — aumento de 3,07% no mês.

A safra 2025/26 também apresentou avanço nas vendas antecipadas, alcançando 23,53% da produção estimada em outubro. O número representa alta mensal de 2,42 p.p. e está 6,54 p.p. acima do observado no mesmo período do ano anterior. O preço médio da saca foi de R$ 46,20, com valorização de 2,59%.

A perspectiva de preços mais firmes e a estratégia de antecipação da compra de insumos têm favorecido o ritmo das negociações. Com a aproximação do novo ciclo produtivo, a expectativa é que os produtores sigam travando preços diante de um mercado interno competitivo.





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Preço do leite cai pelo terceiro mês em Mato Grosso



Competitividade menor pressiona preço do leite



Foto: Divulgação

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (10), o preço do leite pago ao produtor mato-grossense em outubro de 2025, referente ao volume captado em setembro, registrou o terceiro recuo consecutivo e foi cotado a R$ 2,20 por litro, uma queda de 3,66% na comparação mensal.

O instituto afirma que “a retração reflete a menor competitividade dos lácteos do estado frente aos demais nas gôndolas”, o que dificultou o repasse de preços ao consumidor. Com esse movimento, o mercado leiteiro encerrou o terceiro trimestre de 2025 com baixa de 3,83% em relação ao trimestre anterior, atingindo média de R$ 2,26 por litro.

Em linha semelhante, o Imea cita que, segundo o Cepea, o produtor da chamada “Média Brasil” recebeu R$ 2,44 por litro em outubro de 2025, uma desvalorização de 3,94% frente ao mês anterior, influenciada pelo aumento da oferta nacional. No terceiro trimestre de 2025, o preço também recuou 5,35% em relação ao segundo trimestre, ficando em R$ 2,53 por litro. Dessa forma, o diferencial de base entre o valor recebido em Mato Grosso e a média nacional foi de –R$ 0,27 por litro (–10,58%), diferença 14,44% menor na comparação trimestral e classificada pelo Imea como “a menor desde o 4º trimestre de 2023”.





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Clima favorece brássicas e produtores projetam boa safra



Brássicas avançam com clima ameno e umidade no RS



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (6), as condições climáticas de outubro favoreceram o cultivo de brássicas na região administrativa de Lajeado. Em Linha Nova, técnicos relatam que “as temperaturas amenas e a boa disponibilidade de umidade no solo” sustentaram o desenvolvimento de couve-flor, repolho verde, repolho roxo e brócolis.

Segundo o boletim, as precipitações registradas ao longo do mês, especialmente nos últimos dias do período, foram determinantes para o avanço das culturas, levando os produtores a afirmar que há “grande expectativa de boa colheita nesta safra”.

Na região de Barão, o brócolis está em fase de florescimento e colheita. A continuidade do plantio está prevista apenas para março de 2026. Conforme o informativo, “as plantas apresentam coloração e tamanho adequados”, e o produto é bem aceito no mercado local, onde o valor pago ao produtor é de R$ 3,00 por unidade. O repolho verde segue em diferentes estágios de desenvolvimento e colheita, mas a área cultivada nesta época do ano diminui devido à falta de estrutura de irrigação nas propriedades. O boletim aponta que o produto colhido “apresenta boa sanidade”, apesar da incidência de mariposas, que exige manejo mais cauteloso para evitar danos às folhas. O preço pago ao produtor no comércio local está em R$ 2,00 por unidade.





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Mato Grosso registra 715 mil abates em outubro



Abates sobem 8,99% e MT supera recorde mensal



Foto: Canva

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (10), os abates de bovinos em Mato Grosso alcançaram 715,31 mil cabeças em outubro de 2025, avanço de 8,99% frente ao mês anterior.

O instituto informou que o volume superou em 3,79% o recorde mensal registrado em julho de 2024 e que “a participação de fêmeas nos abates recuou para 39,33% no último mês”. O Imea apontou que o aumento da oferta decorreu do maior abate de machos do segundo giro de confinamento, destacando que “o volume de animais confinados em 2025 caminha para atingir o maior volume da história”.

Para os próximos meses, o Imea estima manutenção da oferta em nível elevado, mas com redução gradual a partir de novembro. Segundo o instituto, “o pico de oferta geralmente ocorre no 3º trimestre”, movimento associado ao fluxo de saída dos lotes de confinamento.





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Show Rural dobra espaço do pavilhão da agroindústria familiar em 2026



A próxima edição do Show Rural Coopavel ocorrerá de 9 a 13 de fevereiro de 2026



Foto: Aline Merladete

O Show Rural Coopavel terá, em 2026, um pavilhão ampliado destinado à agroindústria familiar. A Coopavel informou que a nova estrutura é resultado de parceria com a Itaipu Binacional e recebeu investimento de R$ 1,8 milhão. Segundo o divulgado o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), o espaço passará de 525 m² para 1.050 m², o que permitirá a presença de “80 a 105 agroindústrias familiares”, número superior ao registrado na edição anterior, que contou com 45 expositores.

A próxima edição do Show Rural Coopavel ocorrerá de 9 a 13 de fevereiro de 2026, em Cascavel. O evento é anual e reúne expositores nacionais e estrangeiros em área superior a 720 mil m².

A ampliação do pavilhão deve gerar efeitos diretos para os produtores e para a economia regional. Segundo o informado, com o aumento da área e do número de expositores, “crescem as possibilidades de negócios, vendas e contratos”, além de favorecer a aproximação entre produtores, tecnologias e instituições de pesquisa.

As inscrições para agroindústrias interessadas em ocupar o novo espaço começam em 20 de novembro. O cadastramento será feito pelo IDR-Paraná, que, segundo a organização, “publicará edital com regras, prazos e critérios de seleção”.

Com a nova estrutura, o Show Rural 2026 consolida a presença dos produtores familiares no evento e amplia oportunidades de mercado, contribuindo para o desenvolvimento rural e para o avanço do agronegócio paranaense.





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Crédito emergencial atenderá famílias afetadas por fenômenos climáticos



Famílias do Norte e Nordeste receberão auxílio após desastres climáticos


Foto: Canva

A Medida Provisória 1324/25 abre crédito extraordinário de R$ 230,4 milhões no Orçamento de 2025 para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Segundo a Agência Câmara Notícias, o recurso será destinado ao atendimento de famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional.

O governo informou que o auxílio se volta a famílias afetadas por estiagens prolongadas ou enchentes, fenômenos que têm ocorrido principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

De acordo com dados oficiais, há 529 municípios em situação de emergência, sendo “32 localizados no Norte e 497 no Nordeste”, conforme informado pelo governo.

A mensagem que acompanha a medida afirma que “a escassez de chuvas no semiárido e as cheias na Amazônia resultaram em danos expressivos à produção de subsistência”, com destruição de lavouras, morte de animais e perda de sementes, equipamentos e insumos.

O crédito permitirá o fornecimento de 348 mil cestas de alimentos e o custeio de despesas relacionadas ao Programa de Aquisição de Alimentos em pelo menos 15 estados das regiões afetadas.

A Medida Provisória será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e, posteriormente, pelos plenários da Câmara e do Senado. O texto está em vigor, mas depende de aprovação parlamentar em até 120 dias para se tornar lei.





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Futuros do cacau sobem na ICE em meio a inclusão em índice e tensões na África


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NOVA YORK (Reuters) – Os contratos futuros do cacau na ICE subiram nesta terça-feira, depois de avançarem também nas duas sessões anteriores, com investidores avaliando notícias da inclusão do cacau em um importante índice de commodities e tensões latentes na Nigéria e em Camarões, quarto e quinto maiores produtores do mundo.

CACAU

* O cacau de Nova York fechou em alta de US$41, ou 0,6%, a US$6.600 a tonelada, tendo fechado em alta de 6,6% na segunda-feira.

* O cacau de Londres subiu 1,3%, para 4.849 libras por tonelada, depois de atingir 4.864 libras, seu valor mais alto desde o final de setembro.

* O ingrediente do chocolate foi impulsionado pelos planos para que o cacau de Nova York seja incluído no Bloomberg Commodity Index a partir do próximo ano.

* O Citi estima que os futuros do cacau poderão ter um fluxo de investimento de US$2,1 bilhões após a inclusão no índice.

* Em outros lugares, as tensões em Camarões permanecem altas após a contestada eleição da semana passada, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou que os militares se preparem para agir na Nigéria para enfrentar grupos militantes islâmicos.

* “Espera-se que esses dois países produzam um total de 715.000 toneladas métricas (nesta temporada)”, observou a corretora StoneX.

* Do lado negativo, os analistas do Zuercher Kantonalbank estimam que a Barry Callebaut registrará uma queda de 9% nos volumes de vendas do quarto trimestre na quarta-feira.

(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira)

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