quinta-feira, março 12, 2026

Política & Agro

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Vietnã revisa demanda por ração, mas setor segue em expansão



Outras informações também foram divulgadas


Outras informações também foram divulgadas
Outras informações também foram divulgadas – Foto: Canva

A demanda vietnamita por ração em 2026 foi revisada para baixo pelo Serviço Agrícola Estrangeiro do USDA, refletindo a redução das populações de suínos e bovinos e o aumento das exportações locais de ingredientes. Mesmo com o ajuste, o setor segue em expansão, projetado para crescer de 28,3 milhões de toneladas em 2025 para 29,2 milhões em 2026, impulsionado pela aquicultura. As importações de farelo de soja, milho, DDGS e trigo devem somar 23,9 milhões de toneladas no próximo ano, enquanto a produção doméstica deve alcançar 5,3 milhões.

A população suína caiu 0,6% devido aos danos provocados pela peste suína africana, que afetou principalmente pequenas propriedades. O plantel de aves cresceu 3,7% e os bovinos continuaram em queda. As exportações de ração avançaram 29% nos primeiros oito meses de 2025, com a China mantendo-se como principal mercado e reforçando o papel do Vietnã no comércio regional.

A previsão para o milho 2025-26 foi levemente ajustada para cima, com produção estimada em 4,1 milhões de toneladas e área de 810 mil hectares. O clima favorável e o uso crescente de sementes híbridas ajudaram a elevar a produtividade. Empresas como a De Heus ampliaram parcerias com produtores das Terras Altas Centrais, oferecendo treinamento técnico para reduzir perdas e aumentar o uso de matérias-primas nacionais. O consumo de milho foi revisado para 16,05 milhões de toneladas e as importações devem chegar a 12,5 milhões, com Argentina e Brasil entre os principais fornecedores.

Na rizicultura, a área prevista para 2025-26 subiu para 6,85 milhões de hectares e a produção deve atingir 41,6 milhões de toneladas. A queda nos preços do arroz reduziu a renda dos produtores e incentivou a migração para culturas mais rentáveis. O setor investe em variedades de maior rendimento para competir com Índia e Tailândia. As exportações foram revisadas para 8 milhões de toneladas, em meio à intensificação da concorrência global.

 





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Reestruturação cria gigante focada em inovação agrícola



“Estamos construindo um negócio agrícola global com alcance comercia”


“Estamos construindo um negócio agrícola global com alcance comercia"
“Estamos construindo um negócio agrícola global com alcance comercia” – Foto: Pixabay

A PI Industries oficializou a integração da Plant Health Care, adquirida em agosto de 2024, que passa a operar como PI AgSciences, o braço agrícola global da companhia. A mudança reforça a estratégia da empresa em ampliar soluções sustentáveis e acelerar seu avanço no mercado de biológicos.

Com receita próxima de US$ 1 bilhão e mais de 80 anos de história, a PI é uma referência mundial em ciências da vida, atuando em proteção de cultivos, biológicos, síntese personalizada e produtos de marca. Presente em mais de 40 países, a companhia reúne mais de 4.000 colaboradores, sete unidades de produção e um ecossistema de P&D com mais de 700 cientistas. “

“Fizemos investimentos significativos em nossa plataforma de tecnologia de biológicos e continuamos a observar uma forte tração no mercado. Essas soluções complementam o portfólio diferenciado da PI para oferecer soluções agrícolas abrangentes aos produtores em todo o mundo, em linha com nosso objetivo de reimaginar um planeta mais saudável”, disse Mayank Singhal, vice-presidente e diretor administrativo da PI Industries Ltd.

A incorporação fortalece o portfólio tecnológico da PI, que é destaque pelo segundo ano consecutivo no S&P Global Sustainability Yearbook 2025. A PI AgSciences terá sede global em St. Louis, nos Estados Unidos, com operações no Brasil, México, Reino Unido e Espanha, além de um centro de P&D em Seattle focado em biológicos.

“Estamos construindo um negócio agrícola global com alcance comercial e profundidade científica para competir em escala, oferecendo soluções inovadoras que geram valor real para os produtores”, disse Jagresh Rana, CEO da PI AgSciences.

 





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Agro amplia presença no mercado de imóveis



A atratividade da capital se apoia em fatores como previsibilidade


A atratividade da capital se apoia em fatores como previsibilidade
A atratividade da capital se apoia em fatores como previsibilidade – Foto: Pixabay

O avanço do agronegócio brasileiro tem impulsionado um fluxo crescente de investidores para o mercado imobiliário de São Paulo. Com o setor registrando forte desempenho nas exportações, parte do capital gerado no campo vem sendo direcionada para ativos urbanos considerados seguros e de alta liquidez.

Incorporadoras identificam aumento consistente na compra de imóveis por empresários de regiões ligadas ao agro em estados como Mato Grosso, Goiás e Paraná. A busca se concentra em proteção patrimonial, renda futura e diversificação fora da atividade rural. Segundo Fabrizio Bevilacqua, da Netcorp, esse movimento reflete uma decisão estratégica de transformar lucros do setor em ativos urbanos capazes de preservar valor e apoiar o planejamento sucessório.

A atratividade da capital se apoia em fatores como previsibilidade, procura por locação e valorização contínua. O interesse crescente levou empresas a realizar roadshows em cidades do interior para apresentar projetos residenciais e comerciais diretamente aos polos do agro, onde investidores avaliam rentabilidade e projeções de desempenho antes de decidir.

“Não estamos falando apenas de compra por conveniência. O investidor do agro tem perfil analítico e busca números concretos. Ele quer saber rentabilidade, projeção de valor e estabilidade. São Paulo entrega exatamente isso”, diz o CEO da Netcorp.

Para o executivo, o fenômeno deve se intensificar nos próximos anos, à medida que a profissionalização do agronegócio avança e o setor consolida grandes fortunas. “O agro deixou de ser apenas produtor de commodities e passou a ser um grande gestor de patrimônio. E São Paulo é onde esse capital ganha forma e permanência.”

 





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Entidade avalia cenário de ajustes na citricultura



No cenário de preços, as cotações na Bolsa de Nova York têm recuado


No cenário de preços, as cotações na Bolsa de Nova York têm recuado
No cenário de preços, as cotações na Bolsa de Nova York têm recuado – Foto: Pixabay

A abertura da safra 2025/26 revela um ambiente mais seletivo na compra de laranja, diferente do padrão adotado no ciclo anterior, segundo relatório do Itaú BBA. A previsão de 307 milhões de caixas convive com menor interesse por frutas de baixa qualidade, enquanto a indústria direciona esforços para elevar o padrão do suco ofertado. O foco recai sobre lotes com ratio mais alto, estratégia que busca recompor a qualidade dos estoques e apoiar a retomada da demanda. Esse movimento resultou em um início de colheita mais tardio, voltado a garantir ganhos de maturação antes do processamento.

No comércio internacional, os embarques dos primeiros meses indicam possível mudança na rota tradicional do suco brasileiro. Caso o ritmo observado se confirme, esta poderá ser a primeira safra em que os Estados Unidos assumem a liderança das importações, superando a União Europeia. Entre julho e outubro, houve queda de 7% no total exportado, influenciada sobretudo pelo recuo europeu. Já o mercado norte-americano ampliou as compras em 42%, impulsionado pela menor produção local e favorecido pela retirada da tarifa adicional de 10%, fator que tende a reforçar a atratividade do destino.

No cenário de preços, as cotações na Bolsa de Nova York têm recuado e exercido pressão sobre o valor pago ao produtor. O mercado spot deve seguir abaixo de 50 reais por caixa ao longo da safra, comprimindo margens e reduzindo a rentabilidade de quem atua sem contratos fixos com a indústria. No campo, o avanço do greening permanece como ponto de preocupação. Informações da Fundecitrus mostram que a incidência e a severidade continuam em alta, ainda que com progressão mais lenta.

 





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Faesp assina com a CNA convênio para a criação de sete polos de saúde no…


Para encurtar a distância entre os trabalhadores rurais de São Paulo e tratamentos médicos mais eficientes, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) assina com a Comissão da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) no dia 6 de novembro o convênio para a criação de sete polos de saúde no interior paulista. O acordo prevê ações diretas nas comunidades. A proposta tem um ciclo de 24 meses de execução, conduzido por uma equipe formada por sete enfermeiros e 105 técnicos de enfermagem, que farão a abordagem dos produtores.

Os primeiros sete polos serão instalados nos sindicatos de Cardoso, Batatais, Penápolis, Guaratinguetá, Caiuá, Capão Bonito e Mineiros do Tietê. Ao longo desses 24 meses, o projeto prestará assistência a 3.150 propriedades e beneficiará mais de 15.750 pessoas do meio rural em todo o estado de São Paulo, consolidando o propósito do Senar-SP com a saúde, o bem-estar e o desenvolvimento sustentável no campo.

Numa segunda etapa, outros sindicatos serão incorporados à rede de atenção à saúde e se transformarão em polos também.

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Avanço na safra impulsiona oferta de açúcar



O quadro de recuperação também se estende a outros importantes produtores globais


O quadro de recuperação também se estende a outros importantes produtores globais
O quadro de recuperação também se estende a outros importantes produtores globais – Foto: Divulgação

A safra 2025/26 do Centro-Sul do Brasil avançou em ritmo mais favorável nos últimos meses, após um início de ciclo marcado por maior incerteza. O desempenho recente das lavouras reduziu preocupações e consolidou expectativa de produtividade elevada, mesmo diante do movimento de queda nos preços internacionais do açúcar observado ao longo do ano.

A rentabilidade do setor foi garantida pela estratégia de fixação antecipada, realizada a valores médios mais altos, o que sustentou o planejamento das usinas. Esse movimento permitiu alcançar um recorde histórico de produção mensal de açúcar em setembro, reforçando o resultado no curto prazo e criando margem para atravessar cenários de mercado mais voláteis.

No campo, as condições favoráveis das lavouras não apenas asseguram o desempenho desta temporada, como também ampliam as projeções para o ciclo seguinte. A perspectiva de maior disponibilidade de cana eleva as estimativas de produção de açúcar, indicando continuidade do avanço observado recentemente.

O quadro de recuperação também se estende a outros importantes produtores globais. Na Índia, o clima e a expansão da área plantada devem elevar a oferta, revertendo a queda registrada no ano anterior. Tailândia e Paquistão tendem a registrar progressos relevantes, enquanto na União Europeia e no Reino Unido a redução da área cultivada foi parcialmente compensada por condições climáticas que mantiveram a produtividade acima da média.

“Poderá ocorrer migração da produção de açúcar para etanol, impactando de forma relevante o balanço global. Por isso, não acreditamos que esses níveis de preço se mantenham nos próximos meses, mas sim que haja uma recuperação para os patamares observados há alguns meses”, conclui.

 





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Oferta maior deve alterar cenário do etanol



O setor de etanol de milho mantém trajetória de expansão acelerada


O setor de etanol de milho mantém trajetória de expansão acelerada
O setor de etanol de milho mantém trajetória de expansão acelerada – Foto: Pixabay

A oferta de etanol deve ganhar força a partir da safra 2026/27, em um movimento que pode alterar o equilíbrio observado neste ano no mercado de biocombustíveis. A combinação de maior produção nas usinas de cana e da expansão contínua do etanol de milho tende a elevar de forma expressiva o volume disponível, criando ambiente para possíveis pressões baixistas sobre os preços ao longo do próximo ciclo.

No Centro-Sul, a recuperação da disponibilidade de cana em 2026/27 deve estimular uma mudança no mix industrial. As usinas que priorizaram o açúcar em 2025/26, reduzindo a oferta de etanol, tendem a reverter essa estratégia com o objetivo de aproveitar o cenário mais favorável ao biocombustível. A perspectiva é de incremento relevante na produção de etanol de cana.

O setor de etanol de milho mantém trajetória de expansão acelerada. O avanço expressivo registrado em 2025/26 deve continuar no ciclo seguinte, impulsionado pelo preço elevado do etanol e pelo milho mais barato, combinação que fortalece as margens e incentiva novos projetos. As projeções indicam produção de 10,1 bilhões de litros na safra 2025/26 e de 12,2 bilhões de litros em 2026/27.

Enquanto isso, o consumo segue firme em todo o país. O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passa de 27% para 30 a partir de 1º de agosto, intensifica ainda mais a demanda. A mudança amplia o uso do biocombustível inclusive em regiões onde a gasolina costuma apresentar maior competitividade, elevando as transferências entre estados e reforçando a procura em um momento de oferta mais limitada de etanol de cana. 

 





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Alta inicial e ajuste marcam trajetória dos fertilizantes



Os nitrogenados registraram oscilações


Os nitrogenados registraram oscilações
Os nitrogenados registraram oscilações – Foto: Canva

O mercado global de fertilizantes iniciou o ano com avanço nos preços dos principais nutrientes, em meio a demanda firme e restrições de oferta, segundo o Itaú BBA. O movimento foi mais intenso entre os fosfatados, influenciados pela ausência prolongada da China no mercado exportador, pela demanda crescente da indústria de baterias e pela alta do Enxofre, insumo essencial para a produção desses fertilizantes. A normalização parcial das exportações chinesas no meio do ano contribuiu para aliviar as cotações.

Os nitrogenados registraram oscilações, mas seguiram valorizados diante de riscos geopolíticos que afetam a produção global de ureia e amônia, concentrada no Oriente Médio. O agravamento das tensões entre Israel e Irã elevou a percepção de insegurança, já que países da região respondem por parcela significativa das exportações mundiais. No segmento de potássicos, a combinação de demanda aquecida e redução temporária das vendas de Rússia e Belarus por manutenções em minas sustentou os preços, reforçados por grandes participantes do mercado.

Atualmente, as cotações recuaram em relação às máximas observadas no meio do ano, com a redução dos riscos geopolíticos. A expectativa é de continuidade da correção nos próximos meses, com acomodação em níveis ainda elevados. Mesmo assim, o setor permanece vulnerável a novos episódios de instabilidade que possam alterar rapidamente os fundamentos.

No Brasil, o ritmo forte das importações e das entregas surpreendeu positivamente. Os preços elevados e a piora nas relações de troca não reduziram de forma relevante os volumes, embora tenham levado a maior uso de produtos com menor concentração de macronutrientes. O atraso na comercialização para a próxima safra exige atenção, pois compras concentradas em janelas curtas e margens apertadas podem elevar o risco logístico e comprometer a chegada dos insumos no momento adequado.

 





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Avanço em proteína reduz impacto ambiental



Os cientistas destacam que há uma demanda crescente por proteínas de qualidade


Os cientistas destacam que há uma demanda crescente por proteínas de qualidade
Os cientistas destacam que há uma demanda crescente por proteínas de qualidade – Foto: Pixabay

A busca por novas fontes de proteína com menor impacto ambiental tem estimulado pesquisas que exploram microrganismos capazes de reproduzir sabor e textura semelhantes aos da carne. Entre essas alternativas, um fungo amplamente estudado ganhou destaque após passar por edições genéticas que aumentaram sua eficiência produtiva e reduziram de forma significativa os recursos necessários para seu cultivo.

O estudo publicado em Trends in Biotechnology descreve como pesquisadores aplicaram a ferramenta CRISPR para melhorar o desempenho do Fusarium venenatum sem adicionar DNA externo. A edição afinou o metabolismo do organismo e tornou sua parede celular mais fina, o que facilitou a digestão. Os testes mostraram que a nova cepa, chamada FCPD, passou a produzir proteína com 44 por cento menos açúcar e a um ritmo 88 por cento mais rápido. A equipe também observou uma redução de até 61 por cento na pegada ambiental associada ao processo.

Os cientistas destacam que há uma demanda crescente por proteínas de qualidade e com menor pressão sobre recursos naturais. A criação animal responde por parte expressiva das emissões globais e exige grandes áreas e volume de água. Nesse cenário, micoproteínas ganham espaço como alternativa viável. O Fusarium venenatum já é usado em algumas regiões, mas sua digestibilidade limitada e o uso intensivo de insumos motivaram a busca por melhorias.

A avaliação do ciclo de vida do FCPD, modelada em diferentes países, apontou emissões até 60 por cento menores em relação à cepa convencional. Quando comparado à produção de frango na China, o novo fungo exigiu 70 por cento menos terra e reduziu o potencial de contaminação de água doce em 78 por cento, indicando um caminho promissor para ampliar a oferta de proteína com menor impacto ambiental.

 





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Soja e milho são base da alimentação e indústria no Brasil


A soja e o milho estão presentes diariamente na mesa dos brasileiros, desde o pão do café da manhã ao prato do jantar, por serem versáteis e ricos em nutrientes. Os dois ingredientes são comumente usados em pratos salgados e doces em diversas casas brasileiras e também em buffets comerciais. A Associação dos Produtores de soja e milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) mostra que os dois grãos carregam a cultura e a herança das famílias mato-grossenses que viveram da roça por muitos anos, principalmente por Mato Grosso ser o maior produtor de soja e milho no país.

O uso são inimagináveis, para a gastrônoma Rita Nunes, do Tradicional Buffet, a soja e o milho estão na base da culinária brasileira e afirmou ser muito difícil preparar uma refeição sem o uso dos dois produtos, principalmente porque ambos estão entre os ingredientes de diversos rótulos.

“Quando a gente começa a ler os rótulos com mais atenção, a gente percebe que a soja e o milho estão em muitos produtos industrializados, como o óleo, as farinhas, os molhos, os temperos. Eles são ingredientes versáteis e acabam participando do nosso dia a dia na cozinha, mesmo quando não são destaque da receita”, afirma.

Mas não é somente nos rótulos que a soja e o milho são encontrados, Rita Nunes contou que utiliza bastante os dois ingredientes como parte do prato principal para agradar os clientes.

“O milho é ingrediente muito querido, usamos em pratos como creme de milho, pamonha, salgadas e doce, canjica, bolo de milho e que fazem o maior sucesso entre os nossos clientes. Já a soja aparece em versões mais leves e saudáveis, como saladas, estrogonofe, de soja e recheios vegetarianos e também em uma farofa de proteínas e soja. Gosto de mostrar que dá para unir sabor e nutrição no mesmo prato”, explica.

Além de ser saboroso e altamente nutritivo, o milho também deixa alguns produtos industrializados mais baratos, como afirma o delegado da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Groso (Aprosoja MT), Jean Marcell Benetti. Ele explicou que o milho é usado em larga escala na produção da cerveja, substituindo o malte, deixando o produto mais barato para os consumidores.

“Eu sei que o milho está presente na cerveja. Isso a gente sabe que tem bastante milho nas cervejas. E outro milho deixa a cerveja mais barata, hoje a gente sabe que a cerveja pura malte é uma cerveja mais cara onde não se usa o milho”, conta.

Entretanto, o derivado dos dois grãos também estão presentes em lugares que passam despercebidos aos olhos da maioria da população. O produtor afirmou conhecer algumas versatilidades da soja e do milho em alguns produtos e afirmou que os dois grãos estão em todos os lugares pela produção em larga escala dominado pela produção brasileira.

“Eu já vi várias vezes gente falando sobre outras culturas que têm até o nível de proteína maior que a soja, mas nenhuma dessas culturas pode ser tão produzido em larga escala como a soja, então ela se torna um produto barato e a partir dessa qualidade desse custo desse produto a indústria vai buscando novos produtos para utilizar essa soja, esse milho para produção de novos produtos”, disse.

O produtor ainda ressalta que a proteína da soja e do milho também são consumidos através da carne, já que os animais consomem ração do milho e do bagaço da soja, após processo de esmagamento.

O óleo da soja já são encontrados em produtos como esmaltes, estofados, massinha de modelar, tintas, protetor solar, velas aromáticas e inúmeros outros produtos. Isto porque, o subproduto extraído do esmagamento da oleaginosa substitui os óleos extraídos do petróleo, diminuindo os impactos ambientais causados pela extração do óleo mineral.

Já o milho é comumente encontrado como xaropes, usado para substituir o açúcar em produtos industrializados. A soja também pode ser encontrada em refrigerantes, chocolates, sorvetes, tortas, bolos e muitos outros alimentos ultraprocessados. O produto melhora a textura, a consistência e dá mais brilho às sobremesas.

Estes são apenas alguns dos produtos com os grãos e seus subprodutos que demonstram a importância da agricultura da soja e do milho no Brasil e no mundo. No dia a dia, os dois se fazem presente, mesmo que escondidos entre industrializados e ingredientes das embalagens.

 





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