sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Pré-emergentes na soja exigem uso combinado no Cerrado



Entre os produtos mais utilizados no Cerrado, destacam-se três princípios ativos


Entre os produtos mais utilizados no Cerrado, destacam-se três princípios ativos
Entre os produtos mais utilizados no Cerrado, destacam-se três princípios ativos – Foto: Nadia Borges

O manejo inicial da lavoura de soja depende cada vez mais do uso eficiente de herbicidas pré-emergentes, segundo Ranuelli Renon Flor, engenheiro agronomo. Em áreas de alta infestação ou com histórico de resistência, o uso correto dessas moléculas garante um início de safra mais limpo e com menor competição por recursos. A combinação entre diferentes grupos químicos é essencial para ampliar o espectro de controle e evitar falhas no manejo.

Entre os produtos mais utilizados no Cerrado, destacam-se três princípios ativos com funções complementares. O S-metolacloro, do grupo 15, tem se mostrado altamente eficaz no controle de gramíneas anuais como capim-arroz, milhã e braquiária. Ensaios indicam desempenho entre 85% e 95% quando aplicado em condições de boa umidade. Seu efeito sobre folhas largas é limitado, sendo comum a associação com outras moléculas para reforçar o controle.

Já o diclosulam, pertencente ao grupo 2, oferece excelente desempenho sobre folhas largas como caruru, picão-preto, corda-de-viola e leiteiro. Pode alcançar até 95% de controle em espécies suscetíveis e mantém residual próximo a 60 dias, dependendo do clima e do solo. No entanto, requer atenção quanto ao risco de efeito residual sobre culturas implantadas na sequência.

A flumioxazina, do grupo 14, é hoje uma das principais alternativas para o manejo de folhas largas resistentes ao glifosato. Estudos mostram eficácia entre 90% e 98% em espécies sensíveis, sendo especialmente útil contra caruru, picão-preto e apaga-fogo. Seu desempenho sobre gramíneas é mais moderado, mas torna-se muito eficiente quando associada a moléculas com residual prolongado.

“Nenhum pré-emergente “faz tudo” sozinho. A escolha deve considerar: banco de sementes do talhão, textura e matéria orgânica do solo, histórico de resistência, necessidade de residual”, conclui.





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Exigências ambientais externas ampliam disputa jurídica



O tema envolve ainda possíveis efeitos concorrenciais


O tema envolve ainda possíveis efeitos concorrenciais
O tema envolve ainda possíveis efeitos concorrenciais – Foto: Pixabay

A intensificação de exigências externas para comprovar a ausência de dano ambiental na produção reacendeu um debate jurídico sobre limites regulatórios. A avaliação de especialistas aponta que padrões impostos por grandes agentes privados podem criar obrigações que ultrapassam a legislação e interferem na ordem econômica.

“Esses acordos privados transferem ao produtor o ônus de provar continuamente que não causa dano ambiental, invertendo a presunção de legalidade e de boa-fé de quem cumpre o Código Florestal e demais normas”, explica a advogada especialista em Direito Agrário e do Agronegócio, Márcia de Alcântara, do escritório Celso Cândido de Souza Advogados.

O tema envolve ainda possíveis efeitos concorrenciais, já que a coordenação entre tradings reunidas em associações pode resultar na aplicação de critérios mais rígidos que os previstos em lei e na troca de informações sensíveis. Há também relatos de cobranças financeiras e bloqueios comerciais sem respaldo normativo, segundo o contexto apresentado pela especialista.

A controvérsia ganhou dimensão institucional após decisão do Supremo que suspendeu processos relacionados à Moratória da Soja para evitar decisões contraditórias, enquanto a autoridade antitruste aguarda a definição para seguir com apurações. Entidades do setor defendem a continuidade da atuação concorrencial e alertam para indícios de coordenação de compra.

“Esse conjunto garante previsibilidade ao produtor regular e comprova que o país possui um marco ambiental sólido. Por isso, exigências externas precisam respeitar a proporcionalidade, a transparência e o devido processo. Caso contrário, correm o risco de ferir a legislação brasileira e distorcer a concorrência”, conclui.





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Colheita de citros ganha ritmo em várias regiões


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (13) aponta avanço nas atividades relacionadas ao cultivo de citros em diferentes regiões do Estado. Em Caxias do Sul, o boletim informa que “já foi realizada a poda de limpeza na maioria das plantas” e que há “bom pegamento de frutos”. Em Guaporé, continuam os tratamentos contra ácaro-da-falsa-ferrugem, larva-minadora e mosca-das-frutas.

Na região administrativa de Lajeado, que reúne municípios como Bom Princípio, Harmonia, Pareci Novo, São Sebastião do Caí e São José do Hortêncio, o documento registra que a safra de bergamota Murcott foi encerrada. Segundo o informativo, “os valores recebidos pela caixa de 25 quilos variam entre R$ 60,00 e R$ 70,00 em São José do Hortêncio, e entre R$ 70,00 e R$ 80,00 em São Sebastião do Caí”. A safra de laranja Valência também está avançada, mas o boletim destaca que “o preço recebido continua baixo”. Em Bom Princípio, a laranja Valência para consumo in natura varia de R$ 20,00 a R$ 25,00, enquanto o produto destinado ao suco é vendido por R$ 10,00 a caixa, com pouca procura.

As cotações variam entre os municípios. Em Pareci Novo, a Valência in natura está em R$ 30,00 e o preço para suco permanece em R$ 10,00 por caixa. Em São José do Hortêncio, os valores oscilam entre R$ 30,00 e R$ 40,00 para mesa e chegam a R$ 12,00 para indústria. Em São Sebastião do Caí, o boletim registra preços entre R$ 25,00 e R$ 35,00 para mesa e de R$ 10,00 a R$ 15,00 para a indústria.

A produção de lima ácida ou limão Tahiti mantém ritmo estável. O documento aponta que, em Bom Princípio, “85% da safra foi colhida” e que o preço recebido pelos produtores é de R$ 70,00 por caixa de 25 quilos, valor também observado em Pareci Novo e São José do Hortêncio. Em São Sebastião do Caí, onde a colheita ocorre ao longo de todo o ano, os preços variam entre R$ 60,00 e R$ 70,00.

O informativo destaca ainda que “a floração das plantas cítricas foi intensa” e que há bom pegamento de frutos. Os apicultores demonstram otimismo, pois a florada indica boa produção de mel. Em São José do Hortêncio, apesar da queda de flores em laranja do Céu e Valência, a previsão de produtividade foi mantida.

Na região de Erechim, a colheita segue em ritmo forte, com cerca de 70% das laranja já retiradas das lavouras. A produtividade média está em 35 toneladas por hectare. Conforme o boletim, “o preço ao produtor é de R$ 800,00 a tonelada para a indústria e R$ 1.000,00 a tonelada in natura”, e compradores de São Paulo e Paraná têm buscado produto na região. A manutenção da florada indica boa safra futura.

Na região de Passo Fundo, as variedades precoces de pêssego iniciaram a colheita, enquanto as variedades tardias avançam no desenvolvimento final dos frutos.





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EUA reduz tarifa sobre café, mas frustra setor



As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro


As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro
As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro – Foto: Divulgação

Os cortes anunciados pelos Estados Unidos para tarifas de cerca de 200 produtos alimentícios movimentaram o agro brasileiro. As alíquotas aplicadas às vendas do país caíram de 50% para 40%, após dúvidas iniciais entre exportadores sobre o alcance da medida. O Ministério da Agricultura informou que o ajuste atinge apenas taxas de reciprocidade criadas em abril, que representaram 10% no caso brasileiro. A tarifa adicional de 40%, definida em julho, segue em vigor, o que frustrou setores que esperavam zerar cobranças, como o de café.

As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro, após encontro entre os presidentes na Malásia. Autoridades dos dois lados discutiam um caminho para flexibilizar o tarifaço, mas o governo norte-americano sinalizou cautela. No fim da sexta, Donald Trump afirmou a repórteres que não vê necessidade de novos cortes e citou expectativa de alívio nos preços internos, pressionados pela inflação.

Nesse contexto, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgou uma nota salientando a necessidade de avaliar a diferença entre as duas taxas que incidem sobre o produto brasileiro e entender como se dá essa redução. Segundo a entidade, somente nos próximos momentos será possível emitir alguma conclusão sobre o tema.

“O Cecafé está em contato com seus pares americanos, neste momento, para analisar, cuidadosamente, a situação e termos noção do real cenário que se apresenta. Voltaremos a nos pronunciar tão logo tenhamos os devidos esclarecimentos”, afirma, por meio de uma nota oficial, o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

 





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Após temporais no Paraná, Sistema FAEP orienta procedimentos para minimizar…


Produtor rural pode acionar seguradoras e/ou negociar dívidas. Sindicato deve procurar a prefeitura local para viabilizar o decreto de situação de emergência

Após os temporais registrados em diversas regiões do Paraná no último final de semana, o Sistema FAEP orienta produtores e sindicatos rurais a adotarem procedimentos para se resguardar dos danos provocados pelas fortes chuvas. De acordo com levantamento do governo estadual, ao menos 38 municípios do Paraná registraram chuva forte e/ou granizo, com danos em lavouras, aviários e estruturas de armazenagem. Somente no município de Itambé, no Noroeste do Paraná, mais de 10 mil hectares de área produtiva foram danificados pelos temporais.

“O nosso produtor rural já vinha com uma situação difícil por conta dos sucessivos eventos climáticos nos últimos anos, que impactam diretamente na produção e renda no meio rural. Diante do recente acontecimento, precisamos de ações rápidas e eficientes para que os agricultores e pecuaristas que registraram perdas possam renegociar suas dívidas”, destaca o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Para isso, o Sistema FAEP orienta alguns procedimentos para que produtores e sindicatos rurais afetados possam acionar as seguradoras e/ou negociar com as instituições financeiras.

Sindicatos rurais

Os sindicatos devem procurar às prefeituras para informar os danos ocorridos na produção agropecuária em cada município. Caso seja necessário, é importante avaliar em conjunto a necessidade de decreto de situação de emergência.

Também é importante que os sindicatos peçam um relatório dos danos causados pelos temporais em cada município ao Núcleo Regional da Secretaria de Agricultura do Paraná (Seab).

Produtores rurais

Os agricultores e pecuaristas que têm apólices vigente de seguro e contratos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) precisam acionar imediatamente as seguradoras e instituições financeiras. Esses agentes precisam realizar as devidas vistorias nas propriedades rurais.

Manual de Crédito Rural do Banco Central prevê a prorrogação de dívidas de custeio junto às instituições financeiras em caso de desastres naturais. As condições para a prorrogação das dívidas de custeio são individuais e precisam ser negociadas diretamente com as instituições financeiras. Para isso, o produtor rural precisa cumprir algumas etapas:

– registrar os prejuízos na propriedade rural com fotos e vídeos;

– apresentar um laudo assinado por assistente técnico e um quadro demonstrativo da capacidade de pagamento, mostrando receitas e custos da safra;

 – protocolar o pedido de prorrogação, que deve ser feito em duas vias e com a manutenção de uma via assinada pelo gerente da instituição financeira. Em caso de recusa, fazer a entrega por meio de cartório de títulos e documentos.

Para auxiliar os produtores endividados, o Sistema FAEP/SENAR-PR disponibiliza modelos de pedido de renegociação, para os casos em que as instituições não têm seus próprios padrões.





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Autonomia agrícola avança com novidades em feira alemã



“A Agritechnica é um dos maiores e mais influentes eventos do mundo”


“A Agritechnica é um dos maiores e mais influentes eventos do mundo"
“A Agritechnica é um dos maiores e mais influentes eventos do mundo” – Foto: Divulgação

A autonomia agrícola ganha foco no encerramento da Agritechnica 2025, realizada de 9 a 15 de novembro em Hanôver. A Hexagon apresentou no evento tecnologias de percepção, posicionamento e controle voltadas a tornar operações mais seguras e eficientes no campo.

A feira marcou a primeira exibição na Europa da nova plataforma de percepção baseada em câmeras com inteligência artificial, desenvolvida para oferecer visão, precisão e confiabilidade a máquinas autônomas e semiautônomas. O recurso apoia fabricantes de equipamentos, empresas de robótica e startups no avanço de sistemas capazes de interpretar o ambiente e operar com maior segurança. Durante o evento, houve ainda o contexto das avaliações de executivos sobre a importância da mostra e sobre a combinação entre posicionamento de alta precisão e recursos de percepção.

“A Agritechnica é um dos maiores e mais influentes eventos do mundo voltados à agricultura, reunindo fabricantes e startups que estão definindo o futuro do setor”, afirma Bernardo de Castro, vice-presidente de Estratégia Agrícola da divisão de Autonomy & Positioning da Hexagon. “Nosso objetivo é fornecer aos desenvolvedores de tecnologia ferramentas que permitam acelerar a automação das operações, combinando sistemas de posicionamento de alta precisão e recursos avançados de percepção”, afirma.

Entre os destaques esteve o módulo GNSS mosaic-G5, compacto, de baixo consumo e capaz de manter sinal estável mesmo em áreas de recepção limitada. Também foi exibida a antena GNSS SMART2, de dupla frequência, compatível com correções PPP e RTK e projetada para oferecer desempenho flexível e escalável. As soluções foram apresentadas como base para máquinas mais inteligentes, conectadas e sustentáveis.

“Nossas tecnologias formam a base sobre a qual muitas das inovações agrícolas mais promissoras estão sendo construídas”, complementa Bernardo. “Com a nova geração de sistemas de percepção, ajudaremos o setor a dar o próximo passo na direção de operações cada vez mais inteligentes, conectadas e sustentáveis”, conclui.

 





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Expectativa cresce por decisão sobre vetos na lei ambiental



A derrubada parcial dos vetos seria o cenário mais alinhado às demandas


A derrubada parcial dos vetos seria o cenário mais alinhado às demandas
A derrubada parcial dos vetos seria o cenário mais alinhado às demandas – Foto: Divulgação

A revisão da Lei Geral do Licenciamento Ambiental mantém o tema entre as principais pautas do setor produtivo, após o adiamento da sessão que analisaria os vetos presidenciais. A espera por nova data reforça a atenção de entidades que, anteriormente, manifestaram apoio à derrubada integral das restrições feitas ao texto.

Segundo avaliação de especialista em direito agrário, o agronegócio vê na legislação a chance de ampliar previsibilidade e reduzir assimetrias. No entanto, os vetos limitaram o licenciamento por adesão e compromisso e preservaram maior margem de decisão aos órgãos ambientais, o que pode estender prazos e elevar custos. A expectativa predominante é que o Congresso restabeleça instrumentos proporcionais ao risco, com prazos definidos e segurança jurídica, mantendo salvaguardas socioambientais. A projeção considera que a derrubada parcial dos vetos seria o cenário mais alinhado às demandas do setor.

Outras possibilidades também são avaliadas. A manutenção integral dos vetos reforçaria exigências e alongaria cronogramas, enquanto um arranjo híbrido combinaria regras rígidas para áreas sensíveis com fluxos simplificados para atividades de baixo impacto. Caso prevaleça a posição mais restritiva, a adaptação do agronegócio pode levar de 90 a 180 dias, exigindo mapeamento de atividades, classificação de impactos e ajustes operacionais.

“O desafio estratégico é conciliar segurança jurídica e proporcionalidade ao risco com salvaguardas socioambientais efetivas, evitando retrocessos reputacionais e barreiras de mercado. Uma solução legislativa de compromisso, com parâmetros nacionais mínimos e fluxos simplificados para baixo risco, tende a gerar ganhos líquidos de eficiência, sem fragilizar a proteção ambiental”, conclui Márcia Alcântara, especialista em direito agrário.

 





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EUA anuncia redução das tarifas



A medida representa uma tentativa da administração Trump de conter a inflação



Foto: Pixabay

Na última sexta-feira (14), os Estados Unidos anunciaram a isenção de tarifas para cerca de 200 produtos alimentícios, entre eles carne bovina, café, frutas tropicais e fertilizantes. A medida representa uma tentativa da administração Trump de conter a inflação alimentar, mas ainda mantém barreiras significativas às exportações brasileiras.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a redução atinge exclusivamente as chamadas “tarifas de reciprocidade”, implementadas em abril de 2025 pelo então presidente norte-americano. Para o Brasil, essas tarifas caem de 10% para 0%. No entanto, permanece em vigor uma tarifa adicional de 40% imposta em julho sobre produtos brasileiros – uma das mais altas entre os países afetados. 

A Casa Branca justificou a decisão como parte de um pacote de contenção da alta de preços no país. As isenções entram em vigor retroativamente à meia-noite de quinta-feira, segundo comunicado oficial. Entre os produtos beneficiados estão itens-chave da pauta exportadora brasileira, como açaí, manga, chá e cacau.

A medida pode gerar fôlego pontual para embarques de produtos como frutas tropicais e fertilizantes, mas a permanência da tarifa extra de 40% limita a competitividade do agro brasileiro no mercado norte-americano. Setores como o de carnes e o de café seguem pressionados.

 





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76% valorizam energia renovável, mas só 26% adotam



“Essa diferença se explica por uma combinação de fatores”


"Essa diferença se explica por uma combinação de fatores"
“Essa diferença se explica por uma combinação de fatores” – Foto: Divulgação

Um levantamento do estudo “ESG Trends 2025”, conduzido no Brasil pela Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Mercado, revela a maior distância entre o que os brasileiros consideram importante e o que efetivamente fazem no dia a dia. A energia renovável lidera esse hiato: 76% dizem valorizar o tema, mas apenas 26% adotam práticas ligadas ao uso de fontes limpas.

Segundo Silvio Pires de Paula, presidente da Demanda, essa diferença é explicada por fatores como dificuldade de acesso a fornecedores, percepção de custo elevado e pouca informação sobre alternativas viáveis. Ele ressalta que, apesar disso, o país tem potencial para avançar, especialmente com o fortalecimento da energia solar e a ampliação do mercado livre de energia.

“Essa diferença se explica por uma combinação de fatores, o acesso limitado a fornecedores de energia limpa, o custo percebido como mais alto e a falta de informação sobre alternativas viáveis para residências e pequenas empresas. Enquanto ações mais simples estão amplamente incorporadas no cotidiano, como evitar o desperdício de alimentos e reduzir o consumo de energia”, explica Silvio Pires de Paula, fundador e presidente da Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Mercado, que liderou o estudo no Brasil.

A mudança pode ganhar impulso com a nova resolução CGIEE nº 4, que exigirá, a partir de 2027, etiquetagem de consumo energético em prédios públicos e, a partir de 2030, também em edificações privadas. Para Adriana Hansen, diretora de Sustentabilidade do CTE, a medida deve estimular escolhas mais eficientes e acelerar a adoção de práticas renováveis.

O estudo também mostra que hábitos sustentáveis mais comuns entre os brasileiros são aqueles que impactam diretamente o bolso. Evitar desperdício de alimentos (87%), reduzir consumo de energia (80%) e comprar apenas o necessário (67%) lideram o ranking de ações efetivas.

 





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É essencial cuidar dos cascos dos cavalos



“O objetivo é evitar o aparecimento de lesões”


"O objetivo é evitar o aparecimento de lesões"
“O objetivo é evitar o aparecimento de lesões” – Foto: Pixabay

A saúde dos equinos depende diretamente da condição dos cascos, essenciais para a locomoção e para o equilíbrio dos animais. Consultorias técnicas apontam que fatores como manejo, rotina de trabalho e tipo de criação influenciam no crescimento e na qualidade dessa estrutura, que exige atenção constante do criador.

Segundo orientações de especialistas, a alimentação exerce papel decisivo nesse processo. A queratina, produzida pelo próprio organismo, é determinante para a resistência do casco, embora nem sempre seja gerada em quantidade suficiente. Por isso, a suplementação é indicada para reforçar o desenvolvimento e auxiliar na regeneração, de acordo com o contexto apresentado pela veterinária responsável pelas análises citadas no material base.

“Levando em consideração sua realidade e as atividades do cavalo, o criador deve ter atenção especial ao crescimento e à qualidade dos cascos. O objetivo é evitar o aparecimento de lesões e outros quadros críticos que comprometem a saúde e o bem-estar”, alerta a médica-veterinária Júlia Izoldi, coordenadora nacional da linha Equistro da Vetoquinol Saúde Animal.

O casco cresce, em média, entre 0,3 milímetro e 1 centímetro por mês, com avanço maior em animais jovens ou de algumas raças. Quando enfraquecido, pode favorecer quadros como broca, laminite, feridas, rachaduras, fendas e doença do navicular, que comprometem bem-estar e desempenho. Entre as soluções nutricionais disponíveis no mercado, o material menciona a formulação Equistro Kerabol Ipaligo, indicada para animais de diferentes portes. O suplemento reúne biotina, DL-Metionina, zinco, manganês e selênio, elementos ligados à produção de queratina. A empresa informa que o produto integra seu portfólio para saúde animal e contribui para fortalecer os cascos em diferentes condições de uso.

 





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