quinta-feira, março 12, 2026

Política & Agro

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Frio deve persistir até o início do verão


O Brasil deve manter temperaturas abaixo da média na passagem de novembro para dezembro, segundo informações do Meteored. A tendência está associada à fase negativa da Oscilação Antártica, que favorece a entrada recorrente de massas de ar frio no país. “A atuação mais frequente dessas massas promete manter o cenário mais ameno em várias regiões”, informou a plataforma.

O verão meteorológico começa em 1º de dezembro, marcando o início do trimestre climatologicamente mais quente do ano. Apesar disso, o padrão mais frio deve persistir ao menos até a primeira semana do mês. Entre 1º e 24 de novembro, grande parte do território nacional registrou temperaturas entre 1°C e 2°C abaixo da climatologia, com maior destaque para o centro-sul. Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, sul de Minas Gerais e sul da Bahia apresentaram anomalias negativas persistentes.

A previsão mais recente do modelo ECMWF, utilizado pela Meteored, aponta a manutenção desse comportamento entre 1º e 8 de dezembro. As áreas em azul nos mapas de anomalia indicam regiões com temperaturas inferiores à média, enquanto locais em branco representam normalidade e, em vermelho, valores acima do esperado. Para a próxima semana, Brasil Central e faixa norte devem registrar temperaturas entre 1°C e 3°C acima da média, enquanto o centro-sul e parte do leste do país tendem a permanecer mais frios.

A Meteored explicou que o fenômeno está diretamente relacionado à Oscilação Antártica (AAO), principal modo de variabilidade climática do Hemisfério Sul extratropical. “Ela descreve padrões de pressão e ventos que controlam a dinâmica de frentes frias e massas de ar frio que saem do Polo Sul”, explicou a publicação. O fenômeno alterna entre fases positiva e negativa, geralmente em ciclos de dez a quinze dias.

A fase negativa ocorre quando há aquecimento da coluna de ar sobre o Polo Sul, o que enfraquece o vórtice polar. Com isso, os ventos de oeste se reorganizam e se deslocam para latitudes mais baixas, permitindo a chegada mais frequente de frentes frias ao Cone Sul e ao Brasil. “Essa fase deve continuar predominando pelo menos até a primeira semana de dezembro”, informou o Meteored, justificando a manutenção das anomalias negativas justamente na virada do mês e no início do verão meteorológico.

 





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Safra recorde na Argentina pode pressiona trigo no Brasil


De acordo com dados da Scot Consultoria, “a Argentina é o maior produtor de trigo da América do Sul” e, após a quebra da safra 2022/23, o país registrou recuperação. Para o ciclo 2025/26, cuja colheita começou em meados de outubro, a consultoria informou que há expectativa de recorde de produção. Segundo o levantamento, a projeção considera aumento da área semeada, condições climáticas favoráveis e produtividade maior, fatores que levaram a Bolsa de Cereais de Buenos Aires a estimar “uma safra histórica de 24,0 milhões de toneladas”. No ciclo 2024/25, a produção foi de 18,0 milhões de toneladas.

No Brasil, a colheita de trigo entrou na fase final, mas segue abaixo do ritmo histórico. Estados do Sul, como Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enfrentaram precipitação elevada, granizo e vendavais em algumas regiões. Mesmo assim, a Scot Consultoria destacou que “a qualidade do trigo em colheita é considerada boa”. A safra nacional está estimada em 7,7 milhões de toneladas, queda de 2,6% em relação a 2024. Esse é o terceiro recuo consecutivo após o recorde de 10,5 milhões de toneladas em 2022.

A consultoria atribuiu a redução da produção à diminuição da área semeada, influenciada por problemas climáticos nos últimos anos no Sul e pela maior atratividade financeira de outras culturas de inverno. Em 2025, a estimativa é de retração de 20,1% na área plantada em comparação a 2024.

A Scot Consultoria questiona o impacto da safra argentina sobre o mercado brasileiro e afirma que a demanda total, somando consumo doméstico e exportações, “deverá ficar praticamente estável em 13,8 milhões de toneladas”. Com produção menor, a necessidade de importação permanece elevada, configurando a segunda maior desde 2019. Em 2024, a Argentina respondeu por 64,1% do custo das importações brasileiras de trigo. Em 2025, até outubro, essa participação subiu para 78,6%.

O relatório aponta que, com o dólar em queda em 2025 e com a boa produção na Argentina e no mercado global, “a cotação do trigo no mercado internacional caiu”, aproximando o preço do trigo brasileiro da paridade de importação e levando ao menor valor em doze meses.

Além do cenário argentino, a consultoria afirma que a expectativa global é de safra recorde em 2025/26 e de recuperação dos estoques. A colheita no hemisfério Norte está em andamento, com previsão de aumento de produção em União Europeia, Estados Unidos, Rússia e Índia, o que contribui para um mercado internacional com cotações menos sustentadas.

A Scot Consultoria resume que a safra recorde na Argentina, o avanço da colheita no Brasil e a perspectiva de uma safra global elevada “deverá manter o mercado brasileiro frouxo no curto prazo”.

 





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Produção de carnes deve bater recorde em 2026


A produção de carne de frango em 2026 pode alcançar 15,86 milhões de toneladas, segundo projeções atualizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estatal afirmou que, se confirmado, o volume “representa um novo recorde na série histórica”, superando a estimativa de 15,5 milhões de toneladas para 2025. A Conab destacou que o bom desempenho da avicultura de corte, somado à suinocultura, influencia a produção total de carnes no país, estimada em 32,6 milhões de toneladas em 2026. O número corresponde a “uma ligeira alta de 0,4%” sobre a previsão para 2025 e também configura recorde.

A Conab informou que o resultado da produção de carne de frango neste ano permite ampliar a oferta interna, mesmo com a previsão de exportações de 5,2 milhões de toneladas, ante 5,15 milhões de toneladas embarcadas em 2024. A estatal lembrou que as vendas externas foram afetadas pelo caso de Influenza Aviária registrado em maio no Rio Grande do Sul, mas ressaltou que outros mercados “absorveram parte significativa da produção”. Ainda em novembro, a China declarou a retomada das compras do produto brasileiro.

Para 2026, a estatal projeta continuidade na expansão das exportações de carne de frango, que podem atingir 5,25 milhões de toneladas. Segundo o levantamento, o aumento das vendas externas não deve limitar o mercado interno, cuja disponibilidade pode crescer 3,1%, passando de 10,3 milhões de toneladas em 2025 para 10,62 milhões de toneladas em 2026. A Conab estimou que a disponibilidade per capita alcance 51,3 quilos por habitante.

A Conab também projeta cenário semelhante para a proteína suína. Em 2025, a produção deve somar 5,63 milhões de toneladas. Mesmo com a desaceleração das compras chinesas devido à recomposição do plantel após a Peste Suína Africana, a estatal afirmou que as exportações devem alcançar 1,48 milhão de toneladas. A disponibilidade interna está estimada em 4,16 milhões de toneladas, ante 4 milhões de toneladas em 2024.

Para 2026, a Conab espera alta de 4,5% na produção de carne suína, totalizando 5,88 milhões de toneladas. Esse crescimento pode permitir que os embarques cheguem a 1,6 milhão de toneladas sem reduzir o abastecimento interno, cuja oferta deve aumentar 3,2%, alcançando cerca de 4,3 milhões de toneladas.

No segmento de carne bovina, a produção prevista para 2025 é de 11,38 milhões de toneladas. As exportações devem chegar a 4,21 milhões de toneladas, o maior volume já registrado, segundo a Conab. A estatal afirmou que o bom ritmo ocorre mesmo após as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, retiradas em meados de novembro, e é impulsionado pela demanda chinesa, responsável por 53,7% dos embarques.

Para 2026, a Conab projeta uma reversão no ciclo pecuário, o que pode resultar em produção de 10,89 milhões de toneladas devido à maior retenção de fêmeas. A demanda internacional deve permanecer aquecida e as exportações devem se manter próximas da estabilidade, em torno de 4,25 milhões de toneladas. A oferta interna, porém, pode recuar para 6,67 milhões de toneladas.

No caso da produção de ovos, a Conab projeta novo recorde em 2026, estimado em 50,3 bilhões de unidades. O volume representa alta de 2,6% em relação à previsão para 2025, de 49 bilhões de unidades, mantendo a tendência de aumento da disponibilidade interna.





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Brasil discute biopesticidas em missão na Coreia



Brasil e Coreia do Sul fortalecem parceria para inovação em defensivos biológicos



Foto: Pixabay

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Goulart, participou nesta terça-feira (25) de uma reunião técnica com o diretor da Rural Development Administration (RDA), Seungdon Lee, para avançar em ações de cooperação bilateral relacionadas ao desenvolvimento de biopesticidas. O encontro ocorreu durante a missão brasileira na Coreia do Sul, voltada à inovação e à troca de informações técnicas.

Na reunião, Goulart afirmou que o Brasil ocupa posição de destaque no uso de produtos biológicos, mas ressaltou que “ainda não há bioherbicidas disponíveis comercialmente no mundo”, segmento que corresponde a grande parte da aplicação de defensivos no país. Segundo ele, a parceria com a Coreia poderá impulsionar avanços em etapas regulatórias e tecnológicas. “Queremos aproveitar a cooperação técnica para trabalhar com rigor, agilidade e previsibilidade. Temos sistemas diferentes avaliando o mesmo objeto, e isso abre espaço para alinhamento de procedimentos e compartilhamento de experiências”, disse.

Seungdon Lee destacou que a Coreia tem interesse em fortalecer a cooperação científica e regulatória, indicando que a consolidação dessa agenda depende de encontros frequentes. Ele afirmou que os biológicos devem assumir papel central nos próximos anos, semelhante ao que os químicos tiveram anteriormente, e apontou vantagens complementares entre Brasil e Coreia do Sul que podem favorecer avanços conjuntos. “Temos o mesmo ponto de vista e estamos prontos para transformar planejamento em ação. Nossas equipes estão motivadas para gerar resultados concretos, principalmente no desenvolvimento de defensivos biológicos, e vemos grande potencial de cooperação com a Embrapa, o Mapa e a Anvisa”, afirmou.

A missão também permitiu que a equipe brasileira conhecesse tecnologias avançadas, capacidades laboratoriais e projetos relacionados a melhoramento vegetal, biodiversidade e fenotipagem.





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Ampliação da isenção do IR beneficiará 15 milhões de brasileiros



Nova lei do IR amplia isenção, reduz desigualdade e beneficia milhões de brasileiros



Foto: Canva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (26) a lei que isenta do pagamento de Imposto de Renda os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais e define descontos para quem ganha até R$ 7.350. De acordo com estimativas do governo, a mudança deve alcançar aproximadamente 15 milhões de contribuintes. As informações foram divulgadas pela Agência Câmara Notícias.

A nova legislação também estabelece uma tributação progressiva, que pode chegar a 10%, para cerca de 140 mil contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil. Ao comentar a medida, Lula afirmou que a aprovação representa um avanço na busca por equilíbrio fiscal e por um sistema mais igualitário. “Não pode continuar um mundo desigual como nós temos hoje. Aqueles que estão lá na miséria e são olhados como invisíveis não estão invisíveis porque eles querem. Eles estão invisíveis porque a elite brasileira quis que eles fossem invisíveis ao longo de 520 anos”, declarou.

Segundo o governo, a sanção faz parte de um conjunto de ações voltadas à redução das desigualdades e à revisão das faixas de tributação da renda.





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Anomalia radicular levanta debate no campo



As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule


As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule
As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule – Foto: Divulgação

Um sintoma incomum identificado em lavouras de milho da safrinha 2025 chamou a atenção de pesquisadores e técnicos de campo. Em área cultivada após soja, no interior de São Paulo, foram observadas raízes adventícias com formação semelhante a um perfilhamento, comportamento que não costuma aparecer em plantas sadias. O registro foi feito em uma lavoura semeada no início de março, destacando um exemplo prático de alterações inesperadas no desenvolvimento radicular.

As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule, normalmente a partir do estádio V10, contribuindo para a estabilidade da planta e para a absorção de água e nutrientes próximos à superfície do solo. A ocorrência de um perfilhamento nesse tipo de raiz não aparece em referências técnicas e, segundo o pesquisador da Fundação ABC Mauricio Mega Celano, não há relatos semelhantes disponíveis na literatura ou mesmo na internet que apresentem esse tipo de anomalia.

A interpretação do fenômeno permanece em aberto, já que múltiplos fatores podem interagir e provocar respostas fisiológicas atípicas. Entre as hipóteses levantadas, uma das mais prováveis envolve efeito residual de herbicidas usados na soja, especialmente inibidores de ALS como diclosulam, cloransulam e imazetapyr. Esses produtos, empregados no controle de plantas daninhas de difícil manejo, podem interferir no milho cultivado em sucessão quando há excesso ou desrespeito ao período de persistência no solo.

O caso reforça a importância de atenção contínua no campo e evidencia como práticas de manejo podem influenciar a estrutura radicular do milho em sistemas pós-soja. A observação, segundo Celano, destaca que ainda há muito a aprender a partir das ocorrências reais nas lavouras. Fonte: Mauricio Mega Celano, pesquisador da Fundação ABC.

 





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Edição genética reforça defesa natural de plantas



Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos


Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos nas últimas duas décadas
Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos nas últimas duas décadas – Foto: Pixabay

A recuperação de mecanismos naturais de defesa em plantas por meio da edição genética vem ganhando espaço como alternativa para reduzir perdas causadas por pragas agrícolas. A técnica possibilita resgatar proteínas inibidoras da alfa-amilase, características de variedades silvestres e capazes de tornar o amido praticamente indigerível para insetos que atacam sementes e grãos, sem alterar a digestibilidade para humanos e animais. A estratégia busca reforçar a proteção de cultivos amplamente consumidos, como milho e leguminosas, especialmente vulneráveis a besouros e outras espécies que degradam o amido.

Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos nas últimas duas décadas e destaca o potencial da edição genética para ampliar a produção desses inibidores. O trabalho, conduzido por pesquisadores da Embrapa e do Centro de Pesquisa em Genômica para o Cambio Climático, reúne resultados sobre a prospecção de genes envolvidos na síntese dos inibidores, a avaliação da ação dessas moléculas em insetos alvo e não alvo e o desenvolvimento de plantas transgênicas capazes de superexpressá-las. Também menciona progressos na proteção de propriedade intelectual associados a essas descobertas.

Apesar dos resultados, o uso de transgênese clássica enfrenta entraves econômicos e regulatórios, além de uma aceitação limitada no mercado. A edição genética surge como alternativa ao permitir modificar genes da própria planta, o que pode levar à criação de variedades que não se enquadram como transgênicas segundo critérios da CTNBio. Isso reduz custos e amplia o interesse da agroindústria. Os autores ressaltam que ferramentas como CRISPR permitem ajustes precisos para reforçar a defesa contra insetos sem comprometer a segurança alimentar.

 





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O que é realmente um carro sustentável?



“No fim, quem roda pouco precisa olhar além da tecnologia”


“No fim, quem roda pouco precisa olhar além da tecnologia"
“No fim, quem roda pouco precisa olhar além da tecnologia” – Foto: Pixabay

A discussão sobre veículos sustentáveis ganhou força, mas quando se observa o uso típico do motorista brasileiro, o cenário muda. Segundo Evanderson Marques, gerente comercial, quem roda cerca de 30 quilômetros por dia com um hatch compacto urbano descobre que o “carro mais limpo” nem sempre é o que parece. Ele analisou 48 meses de utilização e concluiu que comparar apenas emissões no escapamento não reflete o impacto real. A fabricação do veículo pesa tanto quanto o combustível e altera de forma significativa o resultado ambiental.

Quando se colocam na mesma mesa energia, manutenção, depreciação e impacto ao longo do ciclo de vida, aparecem diferenças importantes. O compacto elétrico registra o menor custo por quilômetro e oferece a maior economia mensal, favorecido pelo baixo gasto energético e pela manutenção reduzida. No entanto, o modelo flex 1.0 abastecido com etanol continua sendo uma referência ambiental no ciclo de vida, já que o caráter renovável da cana compensa parte relevante das emissões geradas no uso diário.

Para quem roda pouco, Marques destaca que a decisão precisa ir além da tecnologia. É necessário avaliar o impacto da construção, a liquidez de revenda, o custo real por quilômetro e a previsibilidade financeira. Nesse conjunto, as respostas começam a mudar e mostram que sustentabilidade não é apenas uma questão de motor, mas de entender todo o ciclo que envolve o veículo. A escolha mais racional exige comparar o todo, e não apenas o que sai pelo escapamento. 

“No fim, quem roda pouco precisa olhar além da tecnologia. Precisa comparar impacto de construção, liquidez de revenda, custo real por km e previsibilidade. E é aí que as respostas começam a mudar. Já parou para pensar?”, conclui, em seu perfil no LinkedIn.

 





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Produtividade maior com manejo de sementes no milho



“A semeadura é um dos momentos-chave no início da safra”


“A semeadura é um dos momentos-chave no início da safra"
“A semeadura é um dos momentos-chave no início da safra” – Foto: USDA

A safra de milho verão apresenta cenário favorável para 2025/26, com estimativa de 25,6 milhões de toneladas semeadas, segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Nesse contexto, iniciativas voltadas ao uso eficiente de insumos têm impulsionado ganhos de produtividade em áreas selecionadas, com resultados que chegam a 10%.

Entre essas ações está o projeto P de Produtividade, desenvolvido pela Pioneer, marca da Corteva Agriscience. A proposta recomenda populações de híbridos de forma personalizada, considerando as particularidades de cada talhão. A estratégia utiliza tecnologias para mapear zonas de manejo e orientar a taxa variável de sementes, ajustando a distribuição conforme a variabilidade do solo e do ambiente. 

“A semeadura é um dos momentos-chave no início da safra e demanda atenção especial do produtor. Para o bom desenvolvimento do milho, é importante que ele tenha o mapeamento e o histórico da área onde fará o plantio, etapa essencial para a distribuição adequada das sementes”, ressalta Geliandro Rigo, Líder de Marketing de Campo da Pioneer®. “Com foco em aliar produtividade com rentabilidade, otimizando os recursos, oferecemos uma recomendação personalizada de taxa variável de sementes para que o milhocultor possa utilizar o híbrido mais indicado, de acordo com as zonas de manejo pré-definidas, de forma a distribuir melhor a quantidade de sementes a partir do perfil de cada talhão”, explica.

A iniciativa identifica diferenças produtivas com apoio de imagens de satélite e consolida as recomendações em uma plataforma própria, que gera prescrições carregadas diretamente na plantadeira. O processo inclui acompanhamento dos representantes comerciais, responsáveis por auxiliar na interpretação dos mapas e na definição técnica das áreas.

Em sua terceira safra, o projeto já mapeou 40 mil hectares, principalmente no Cerrado. Produtores relatam ganhos consistentes, como no Grupo Tamburi, em Nova Crixás, onde a ferramenta trouxe melhor uniformidade ao talhão e eficiência agronômica de até 10%. Além do desempenho no campo, a solução reforça a proximidade entre a marca e os agricultores ao oferecer recomendações individualizadas.

 





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Geopolítica vira o jogo no agro brasileiro



No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco


No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco
No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco – Foto: Pixabay

As últimas movimentações do mercado deixaram claro que as cotações do agronegócio estão reagindo muito mais à geopolítica do que a fatores como clima, safra ou logística. De acordo com o estrategista em agronegócio Ale Delara, decisões tomadas nos Estados Unidos e na China estão orientando preços no Brasil com intensidade e velocidade.

A arroba do boi foi um dos primeiros sinais dessa mudança. Os preços recuaram após um ruído diplomático vindo da China, principal compradora da carne brasileira. Logo depois, a direção inverteu quando os Estados Unidos anunciaram a retirada de tarifas, impulsionando novamente o valor da arroba.

No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco. As cotações derreteram na ICE NY diante da expectativa de maior entrada de produto brasileiro no mercado internacional, cenário alimentado pelo contexto político e comercial entre as grandes potências. A soja também reagiu rapidamente. As compras chinesas ultrapassaram três milhões de toneladas, suficiente para mudar o rumo das cotações em Chicago e no Brasil, mostrando o peso das decisões de Pequim no equilíbrio global da oferta.

Para Ale Delara, a simultaneidade desses movimentos revela que fatores externos estão guiando os preços antes mesmo que qualquer alteração física de oferta e demanda ocorra. As relações entre Washington e Pequim estão definindo tendências e exigindo que produtores e agentes do setor acompanhem de perto o ambiente internacional, já que as decisões políticas estão redesenhando, dia após dia, o mercado agrícola brasileiro. As informações foram divulgadas em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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