terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Pastagens mostram melhora após retorno das chuvas


As condições das pastagens no Rio Grande do Sul apresentaram melhora em diversas regiões após o retorno das chuvas, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (26) pela Emater/RS-Ascar. O relatório aponta avanços no preparo do solo e no início da implantação de pastagens de inverno, além da recuperação gradual da oferta de forragem em diferentes sistemas produtivos.

Na região administrativa de Bagé, nos municípios de Hulha Negra e Bagé, alguns produtores concluíram ainda em março o preparo do solo para a implantação de pastagens de aveia após as chuvas, com o objetivo de reduzir o vazio forrageiro do outono. Segundo o informativo, a semeadura em solo seco pode resultar em perda de vigor e redução do estande de plantas, além de dificultar a definição do início do pastejo e favorecer a infestação de plantas daninhas.

Na regional de Caxias do Sul, o clima favoreceu a rebrota e o desenvolvimento das forrageiras, garantindo alimento para os bovinos. Parte dos produtores iniciou a implantação das pastagens anuais de inverno para reduzir o vazio forrageiro típico da estação. O relatório aponta ainda que as pastagens perenes têm garantido matéria seca de qualidade nos sistemas baseados em pasto, enquanto os campos nativos, utilizados na criação de bovinos de corte, apresentam maior fibrosidade, com redução da qualidade nutricional, mas permitem o acúmulo de forragem para uso durante o inverno com suplementação.

Na região de Passo Fundo, a recuperação da umidade no solo e as temperaturas elevadas mantiveram a rebrota das pastagens e a oferta de alimentos volumosos, mesmo com a proximidade do fim do ciclo das forrageiras anuais de verão. De acordo com o levantamento, nesses materiais também é observada redução da qualidade nutricional e da palatabilidade, o que exige monitoramento do consumo e ajustes no manejo alimentar dos animais.

Na regional de Erechim, a oferta de forragem de verão e de campo nativo permanece satisfatória na maior parte da área acompanhada. O uso de silagem de milho, trigo e cevada continua sendo adotado principalmente para fornecimento de volumoso e complementação energética das dietas.

Em Ijuí, foi iniciada a semeadura das forrageiras anuais de inverno, com destaque para a aveia branca. As primeiras áreas semeadas apresentam início de emergência. As pastagens anuais de verão têm sido eliminadas para a implantação das pastagens de inverno, enquanto as forrageiras perenes de verão ainda apresentam boa produção de massa verde, embora com redução da qualidade.

Na regional de Pelotas, em Pinheiro Machado, o retorno das chuvas após um período de estiagem deve favorecer a rebrota das pastagens nativas e permitir o início do plantio de pastagens de inverno. Já em Jaguarão, os campos nativos apresentam rebrota e os produtores iniciaram a implantação de pastagens, com emergência da ressemeadura do ciclo anterior em diversas áreas. Em propriedades que utilizam restevas de soja para formação de pastagens, a semeadura de azevém está sendo realizada com apoio de avião ou drone, devido ao estágio de maturação da soja.

Na região de Porto Alegre, as pastagens de verão permanecem em desenvolvimento vegetativo. As chuvas registradas nos últimos dias contribuíram para manter a umidade do solo e favorecer o crescimento das áreas de pastagem. Parte dos produtores também iniciou o preparo do solo para implantação das pastagens de inverno.

Em Santa Maria, as precipitações garantiram a continuidade do desenvolvimento do campo nativo e das pastagens perenes, com áreas de Tifton apresentando taxa elevada de crescimento.

Na regional de Santa Rosa, as chuvas registradas no final de semana favoreceram as pastagens cultivadas de verão, promovendo nova rebrota e recuperação do vigor das plantas. Produtores aproveitaram a umidade para realizar adubação nitrogenada, o que deve acelerar a recuperação da massa verde e melhorar a qualidade nutricional do pasto no curto prazo. Nas áreas de campo nativo, as precipitações também estimularam a rebrota natural das espécies, ainda que em ritmo mais lento.

O relatório aponta ainda que produtores da região têm realizado a semeadura de aveia para cobertura do solo, adubação verde e pastejo de inverno, além da organização para implantação de trigo de duplo propósito, voltado à produção de leite a pasto e posterior produção de silagem. Mesmo com a melhora das condições das pastagens, persistem desafios fitossanitários, principalmente em áreas de Tifton, onde foram registrados ataques de lagartas e cigarrinhas, exigindo aplicações de inseticidas químicos e biológicos e aumentando os custos de produção.

Na regional de Soledade, chuvas de volumes variados registradas no período favoreceram a rebrota das pastagens anuais e perenes de verão, além das áreas de campo nativo, ampliando a oferta de forragem para os rebanhos.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de fertilizantes entra em fase de risco


O mercado global de fertilizantes atravessa um momento de reprecificação marcado por incertezas logísticas, energéticas e geopolíticas, que afetam diretamente a formação de preços e a disponibilidade dos insumos. As informações são de Alê Delara, especialista em Inteligência Estratégica para o Agronegócio.

Nas últimas semanas, o ambiente internacional passou a refletir maior sensibilidade ao risco de entrega, sem que haja necessariamente escassez física de produto. O Oriente Médio voltou ao centro das atenções, com pressões logísticas que reduzem a flexibilidade global e tornam o fluxo de mercadorias mais irregular.

Ao mesmo tempo, a China mantém restrições nas exportações, sobretudo em fosfatados e alguns blends, alterando o equilíbrio entre oferta e demanda. Esse movimento força importadores a buscarem alternativas mais caras e com prazos menos previsíveis, reduzindo a elasticidade do mercado.

A Rússia também contribui para o cenário de incerteza ao adicionar volatilidade nos nitrogenados, justamente em um período importante para o calendário agrícola do Hemisfério Norte. Nesse contexto, cresce o pagamento de prêmios não para ampliar compras, mas para garantir volume, rota e entrega.

Nos nitrogenados, a percepção é de aperto persistente, já refletido no custo ao Brasil, ainda que a liquidez interna siga limitada pela entressafra. Na amônia, a firmeza dos preços acompanha a retomada europeia na produção de nitratos, pressionando toda a cadeia.

Os fosfatados seguem em patamar elevado, sustentados por oferta ajustada e custos logísticos relevantes, com o enxofre contribuindo para manter esse piso. O potássio, embora mais estável, começa a absorver o impacto do frete e da reposição.


 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Carne bovina ganha força e amplia mercados em 2026


As exportações brasileiras de carne bovina iniciaram 2026 em ritmo acelerado, com crescimento expressivo em volume e faturamento nos principais mercados compradores. Dados compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos indicam avanço consistente nas vendas externas.

O desempenho no primeiro bimestre mostra aumento tanto na quantidade embarcada quanto na receita, com destaque para a diversificação de destinos. Além da China, principal compradora, países como Estados Unidos, União Europeia, Chile e Rússia ampliaram suas aquisições, reforçando a demanda internacional pela proteína brasileira. Esse movimento sugere que eventuais restrições comerciais impostas pelo mercado chinês tendem a ter impacto limitado ao longo do ano. 

No acumulado de janeiro e fevereiro, as exportações somaram US$ 2,865 bilhões, alta de 39%, com volume de 557,24 mil toneladas, avanço de 22% frente ao mesmo período de 2025. Apenas em fevereiro, o faturamento atingiu US$ 1,449 bilhão, com crescimento próximo de 40%, acompanhado por elevação significativa nos embarques. 

A China manteve a liderança, apesar de leve redução na participação total, enquanto os Estados Unidos registraram forte expansão nas compras, impulsionados por déficit interno de oferta. A União Europeia também apresentou crescimento consistente, favorecida por perspectivas comerciais positivas. Na América do Sul, o Chile seguiu com desempenho sólido, e a Rússia avançou de forma expressiva entre os maiores compradores.

O cenário externo segue favorável, embora fatores como custos logísticos e tensões geopolíticas possam influenciar o ritmo das exportações. Ao mesmo tempo, a oferta interna tende a ser mais restrita devido à mudança no ciclo pecuário, com menor abate de fêmeas. Ainda assim, a abertura e consolidação de novos mercados indicam continuidade da demanda aquecida ao longo do ano.

  





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Nova tecnologia pode mudar preço das terras



O método incorpora o Índice de Tipologia de Argila


O método incorpora o Índice de Tipologia de Argila
O método incorpora o Índice de Tipologia de Argila – Foto: Pixabay

A busca por maior transparência e precisão nas negociações de terras agrícolas tem impulsionado o uso de novas ferramentas técnicas no Brasil. Em um mercado historicamente marcado pela informalidade, iniciativas voltadas à padronização da avaliação ganham espaço ao integrar ciência e práticas imobiliárias.

Durante treinamento realizado em Ribeirão Preto (SP), foi apresentada uma metodologia baseada na tipologia de argila como suporte à análise técnica e à precificação de imóveis rurais . A proposta busca aprimorar o entendimento do Valor da Terra Nua, indicador que reflete a aptidão agrícola natural do solo e serve de base para tributos e negociações.

O método incorpora o Índice de Tipologia de Argila, que considera características não captadas por análises tradicionais, permitindo uma leitura mais precisa do potencial produtivo. A iniciativa reúne diferentes frentes, conectando inteligência territorial e mercado imobiliário rural, com foco na qualificação das decisões.

Dados levantados com participantes indicam desafios recorrentes, como dificuldade na justificativa técnica de preços e divergências entre valor real e percebido das propriedades. Ao mesmo tempo, há reconhecimento crescente da importância de diagnósticos mais detalhados do solo como diferencial competitivo.

Como destacou o professor da UNESP, Marcílio Vieira Martins Filho, especialista em erosão e perito em laudos de terras, que participou como convidado do treinamento, “quando a tipologia de argila entra na equação do VTN, deixamos de olhar apenas a superfície e passamos a compreender o comportamento do solo frente à água, ao manejo e ao risco produtivo”.

A expectativa é que a aplicação dessa abordagem contribua para negociações mais seguras, além de apoiar análises de crédito e seguros rurais. A proposta também reforça o movimento de profissionalização do setor, ao transformar informações técnicas em base para maior confiança e eficiência no mercado de terras.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Segredo no manejo leva soja a alta produtividade



O controle fitossanitário também foi priorizado


O controle fitossanitário também foi priorizado
O controle fitossanitário também foi priorizado – Foto: Pixabay

O manejo adequado da soja nas fases reprodutivas tem papel decisivo na definição do potencial produtivo, especialmente em momentos críticos como o florescimento e o enchimento de grãos. Estratégias que favorecem a retenção de estruturas e a redistribuição de nutrientes podem resultar em ganhos expressivos de rendimento no campo.

Com foco nessas etapas, o produtor Paulo Storti adotou o uso de bioestimulantes nas fases R1 e R5 na Fazenda Santana, em Itapeva (SP). A prática contribuiu para maior retenção de vagens e incremento no peso dos grãos, fatores que ajudaram a alcançar produtividade de 126,71 sacas por hectare. O desempenho garantiu ao produtor o primeiro lugar no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja da safra 24/25, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil.

Segundo o produtor, a antecipação de decisões e o uso de dados foram determinantes ao longo do ciclo. Mesmo diante de variações climáticas, como veranico no início da formação de vagens e excesso de chuvas na maturação, o planejamento técnico orientou os ajustes necessários. O escalonamento do plantio e o uso de tecnologias de monitoramento em tempo real permitiram preservar o potencial produtivo.

O controle fitossanitário também foi priorizado, com atenção à ferrugem asiática, mancha-alvo e percevejo-marrom. O manejo incluiu fungicidas protetores desde estágios iniciais e alternância de mecanismos de ação, além de monitoramento frequente e controle antecipado de pragas.

Na área, práticas como rotação de culturas, plantio direto e uso racional de insumos foram associadas ao uso crescente de biodefensivos, promovendo maior equilíbrio biológico e eficiência produtiva. A avaliação é de que o uso consistente de informações e o conhecimento detalhado da área são fatores essenciais para alcançar altos níveis de produtividade.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Safra de arroz mantém qualidade dos grãos


O Emater/RS-Ascar informou que a colheita de arroz no Rio Grande do Sul avançou para 35% da área cultivada, conforme o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (26). O progresso foi favorecido por períodos de baixa precipitação, ainda que tenham ocorrido chuvas esparsas.

Segundo o levantamento, “o cultivo de arroz registrou avanço contínuo da colheita, alcançando 35% da área, impulsionado por períodos de baixa precipitação ou acumulados pouco significativos”. A maior parte das lavouras está em maturação, com 47% da área, enquanto 18% ainda se encontram em enchimento de grãos, fase considerada sensível às condições hídricas e de radiação solar.

De acordo com o relatório, “de maneira geral, as produtividades vêm se confirmando em patamares satisfatórios a elevados nas áreas já colhidas”, embora haja redução em relação à safra anterior em parte das lavouras. O documento aponta que essa variação está associada a fatores como menor incidência solar, temperaturas fora da faixa ideal em momentos críticos e mudanças no nível tecnológico adotado. A qualidade industrial também foi destacada. “A qualidade industrial dos grãos colhidos é considerada adequada, com bom rendimento de engenho”, informa.

A colheita segue condicionada à redução da umidade dos grãos e a fatores climáticos. “Eventuais intercorrências climáticas, como ventos e precipitações, podem interferir pontualmente no ritmo das operações e na qualidade final da produção”, registra o boletim. A área cultivada no estado é de 891.908 hectares, conforme dados do IRGA, e a produtividade média está projetada em 8.744 quilos por hectare.

Nas regionais, o avanço ocorre em ritmos distintos. Em Bagé, a colheita chegou a 29% da área, mesmo com registros de chuva durante o período. Em Uruguaiana, há relatos de acamamento pontual causado por ventos, sem perdas quantificadas. Em São Gabriel, 25% da área foi colhida, com produtividades entre 10% e 20% abaixo da safra anterior.

Na regional de Pelotas, a colheita também atingiu 35% da área, com predominância de lavouras em maturação. Já em Santa Maria, os trabalhos superam 40% da área, com produtividades acima de 8.000 kg/ha, chegando a 9.000 kg/ha em algumas áreas. O cenário, segundo o boletim, indica potencial produtivo elevado, com resultados superiores aos inicialmente projetados em diversas regiões.

Em Santa Rosa, a colheita foi iniciada, mas segue limitada pelas chuvas. Na regional de Soledade, os trabalhos alcançaram 35% da área, com destaque para a qualidade dos grãos e rendimento de engenho. O relatório também aponta que “o monitoramento fitossanitário segue ativo, e a ocorrência de percevejos e brusone está sob controle”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de milho deve cair mesmo com mais área


A nova temporada de milho no Brasil aponta para leve expansão de área, mas com expectativa de recuo na produção total, refletindo ajustes entre as safras e influência das condições climáticas ao longo do ciclo. Dados do Rally da Safra indicam mudanças relevantes na distribuição entre primeira e segunda safra, além de impactos do calendário de plantio sobre o potencial produtivo.

A área total estimada para 2025/26 é de 22,9 milhões de hectares, alta de 2,7% frente ao ciclo anterior. O avanço é puxado pela segunda safra, que cresce 2,5% e alcança 18,5 milhões de hectares, enquanto a primeira safra registra aumento de 3,6%, somando 4,4 milhões de hectares. Apesar da expansão da área, a produção total é projetada em 141,6 milhões de toneladas, queda de 6,2% em relação à temporada passada.

O recuo está concentrado na segunda safra, cuja produção é estimada em 114,5 milhões de toneladas, retração de 7,6%. Já a primeira safra apresenta leve alta de 0,3%, chegando a 27,1 milhões de toneladas. O ritmo de plantio da safrinha segue próximo ao padrão recente, com leve atraso em relação à média de cinco anos em algumas etapas, mas mantendo convergência ao longo de março.

O levantamento também destaca a dependência crescente das lavouras por chuvas em períodos mais tardios. Em estados como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná, aumenta a parcela de áreas que necessitam de precipitações em maio para sustentar o potencial produtivo, especialmente nas lavouras plantadas fora da janela ideal.

As simulações indicam que o atraso no plantio eleva o risco climático. Em Goiás e Mato Grosso, áreas semeadas em março tendem a apresentar maior sensibilidade a cortes de chuva a partir da segunda quinzena de abril, com possíveis perdas de produtividade. Por outro lado, a manutenção das chuvas até abril e maio pode sustentar bom desempenho mesmo nas áreas mais tardias.

 





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Argentina permite mistura de até 15% de etanol na gasolina após choque do…


Logotipo Reuters

 

BUENOS AIRES, 27 Mar (Reuters) – O governo da Argentina anunciou nesta sexta-feira que permitirá que as empresas locais misturem voluntariamente até 15% de etanol à gasolina, em uma tentativa de reduzir o impacto dos preços mais altos do petróleo sobre os custos locais dos combustíveis.

“A medida tem como objetivo dar maior flexibilidade ao setor e amortecer qualquer aumento potencial nos preços do combustível na bomba, protegendo os consumidores”, disse a Secretaria de Energia em um comunicado.

Os preços da gasolina no país sul-americano subiram mais de 18% em março, segundo estimativas de analistas, impulsionados pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, e acumulam alta superior a 60% em relação ao ano anterior.

A Secretaria de Energia da Argentina, subordinada ao Ministério da Economia, aumentou o teor máximo de oxigênio permitido no combustível para 5,6%, dando às refinarias flexibilidade para adicionar mais etanol e usar menos gasolina em suas misturas, contribuindo para a redução dos custos totais.

A secretaria esclareceu que a resolução não impõe novas exigências às refinarias nem modifica a mistura obrigatória de bioetanol. Também não introduz alterações ao atual regime do biodiesel, que já permite misturas de até 20%.

(Reportagem de Lucila Sigal)

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja pode cair mais com oferta recorde no radar



No médio prazo, o comportamento dos preços dependerá de novos dados dos EUA


No médio prazo, o comportamento dos preços dependerá de novos dados dos EUA
No médio prazo, o comportamento dos preços dependerá de novos dados dos EUA – Foto: Divulgação

O mercado internacional da soja segue marcado por movimentos de acomodação, refletindo o equilíbrio entre fatores de oferta elevada e expectativas de demanda. Segundo análise da TF Agroeconômica, o cenário de curto prazo indica uma tendência lateral a levemente baixista, influenciada principalmente pela ampla disponibilidade do grão na América do Sul.

No médio prazo, o comportamento dos preços dependerá de novos dados sobre área plantada e estoques nos Estados Unidos, além da evolução da demanda global, com destaque para China e o setor de biodiesel. Em Chicago, a análise técnica aponta um mercado em consolidação, com resistência próxima de 1180 cents por bushel e suporte ao redor de 1140 cents.

Entre os fatores de sustentação, estão os custos mais elevados de insumos agrícolas nos Estados Unidos, que podem impactar a área cultivada ou a produtividade, além da expectativa de expansão do biodiesel, com aumento previsto no mandato de diesel de biomassa nos próximos anos. Também contribuem para o viés positivo novas vendas externas da safra americana, incluindo a confirmação recente de 105 mil toneladas, e a possibilidade de retomada das compras chinesas diante de negociações entre os dois países. A redução nas projeções de exportação brasileira para março também pode aliviar a concorrência no mercado internacional.

Por outro lado, o avanço da safra brasileira, com estimativas superiores a 183 milhões de toneladas, somado à recuperação das lavouras argentinas e ao ritmo acelerado da colheita no Brasil, amplia a oferta e pressiona as cotações. Esse conjunto reforça a percepção de um mercado ainda abastecido.

A leitura técnica mostra que, após uma reação motivada por tensões geopolíticas, os preços não conseguiram sustentar níveis mais elevados e retornaram ao intervalo de consolidação. O movimento indica que o impulso altista foi pontual e que o mercado voltou aos seus fundamentos.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja fecha semana em baixa com ajuste nas cotações



Na Bolsa de Chicago, os contratos recuaram mais de 1%


Na Bolsa de Chicago, os contratos recuaram mais de 1%
Na Bolsa de Chicago, os contratos recuaram mais de 1% – Foto: USDA

O mercado internacional da soja encerrou a semana em queda, refletindo ajustes técnicos e pressões combinadas de fundamentos globais e regionais. Segundo análise da TF Agroeconômica , o movimento seguiu a lógica de realização de lucros após a confirmação de metas de biocombustíveis nos Estados Unidos, com investidores adotando a estratégia de venda após o fato.

Na Bolsa de Chicago, os contratos recuaram mais de 1%, com destaque para o farelo de soja, que liderou as perdas no dia. Apesar da definição de um volume mais elevado para mistura de biocombustíveis em 2026, o mercado já havia antecipado parte desse cenário, abrindo espaço para correções. Ao mesmo tempo, a pressão da oferta sul-americana contribuiu para o viés negativo, com o Brasil avançando na colheita e elevando a estimativa de safra recorde, enquanto a Argentina mantém boas condições das lavouras.

No cenário interno, a dinâmica regional mostra forte influência de fatores logísticos e de demanda. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda avança lentamente, com produtividade afetada por estiagem em algumas áreas, enquanto o alto custo do diesel impacta o transporte, majoritariamente rodoviário. Em Santa Catarina, a demanda da agroindústria sustenta preços firmes, garantindo liquidez mesmo diante da pressão externa.

No Paraná, o avanço da colheita convive com entraves sanitários nas exportações, elevando custos e restringindo margens. Já em Mato Grosso do Sul, o aumento dos custos e limitações de armazenagem reduzem o ritmo de negócios. Em Mato Grosso, o fim da colheita expõe gargalos logísticos, com fretes elevados e capacidade limitada de estocagem, pressionando os preços ao produtor mesmo diante de processamento recorde.

 





Source link