quinta-feira, abril 30, 2026

Política & Agro

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Exportações decepcionam e soja recua no exterior



Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul


Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul
Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul – Foto: Alabama Extension

O mercado da soja apresentou leve recuo nas negociações internacionais, refletindo um cenário de menor dinamismo nas exportações e cautela dos agentes diante de sinais mistos de demanda. Dados analisados pela TF Agroeconômica indicam que os contratos em Chicago encerraram o dia em baixa, enquanto o óleo de soja destoou e registrou valorização.

No Brasil, o avanço da colheita e as condições regionais seguem influenciando diretamente a formação de preços e o ritmo dos negócios. No Rio Grande do Sul, a colheita alcança 23% da área, com produtividade bastante irregular devido aos efeitos da estiagem, especialmente em regiões do Norte. Mesmo com perdas, a média estadual de preços apresentou alta na semana, sustentada pela retenção dos produtores e pela oferta mais restrita.

Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul, impulsionado pela demanda consistente da agroindústria de proteína animal, o que garantiu maior liquidez em comparação a outras regiões do Sul. Já no Paraná, o mercado permaneceu travado pelo segundo dia consecutivo, sem variações relevantes nas principais praças, refletindo um ambiente de espera por sinais mais claros do cenário externo.

No Mato Grosso do Sul, a colheita se aproxima do fim, atingindo 86,6% da área, enquanto o plantio do milho safrinha avança dentro da janela ideal. Apesar disso, os preços de balcão mostram recuo em parte das regiões, pressionados pela logística e pelo escoamento acelerado. Em Mato Grosso, com a colheita praticamente concluída, o foco se volta ao gargalo de armazenagem, que limita a capacidade de retenção e pressiona a comercialização, mesmo com altas pontuais nas cotações.

 





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Sindiveg define nova diretoria e reforça uso responsável de defensivos agrícolas


O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) oficializou a formação de sua nova diretoria para o triênio 2026-2029. Segundo informações divulgadas pela entidade, a nova composição terá como uma de suas prioridades consolidar a representação institucional do setor e ampliar a defesa de práticas seguras e responsáveis no uso de defensivos agrícolas.

No Conselho de Administração, a presidência ficará com Antonio Mauricio Haddad Marques, da Bequisa. A vice-presidência será exercida por Júlio Borges Garcia, da Ihara. Também passam a integrar o grupo Cristiano Campos de Figueiredo, da UPL, como 1º conselheiro; Alexandre Gobbi, da Sipcam Nichino Brasil, como 2º conselheiro; Humberto Amaral, da Nortox, como 3º conselheiro; e Thaís Balbão Clemente Bueno de Oliveira, da Ourofino Química, como 4ª conselheira.

A estrutura contará ainda com Andrey Gyorgy Filgueira de Araújo, da Adama, e Luis Henrique Rahmeier, da Sumitomo, na condição de suplentes.

Além das funções no conselho, a diretoria executiva da entidade será composta em conjunto com Sebastian Luth, da Helm do Brasil; Bertrand Jean Marie Desbrosses, da Gowan Produtos Agrícolas; e Renato Francischelli, da Ascenza Agro.

Na área de fiscalização, o Sindiveg terá Luis Carlos Cerresi, da UPL; Massaki Hassuike, da ISK Biosciences do Brasil; e Leandro Alves Martins, da Sipcam Nichino Brasil, como integrantes do Conselho Fiscal. Na suplência, ficam Sergio Watanabe, da Ihara, e Carlos Henrique Zago, da Adama.

A entidade também definiu seus representantes junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). João Sereno Lammel, da Ihara, será o delegado titular, enquanto Imero Padula, da Oxiquímica, atuará como suplente.

De acordo com o Sindiveg, a gestão que inicia agora pretende sustentar sua atuação em informações estatísticas e respaldo científico, ao mesmo tempo em que busca estimular boas práticas relacionadas à aplicação e ao manejo de defensivos agrícolas. A sinalização da entidade é de reforço técnico e institucional em temas considerados estratégicos para a indústria de produtos para defesa vegetal.





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O que Ozempic tem a ver com a soja?



No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO


No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO
No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO – Foto: Divulgação

O Ozempic, medicamento conhecido no tratamento de diabetes e obesidade, tornou-se um símbolo de um debate que ultrapassa a saúde e alcança diretamente o agronegócio. A expiração da patente da semaglutida, seu princípio ativo, trouxe à tona a discussão sobre o equilíbrio entre inovação e acesso a tecnologias, tema que hoje também mobiliza o setor de soja no Brasil.

Com o fim da exclusividade, outras empresas passam a produzir versões concorrentes, o que tende a reduzir preços e ampliar o acesso ao tratamento. O caso envolveu tentativas de prorrogação judicial e ganhou novo capítulo com o Projeto de Lei 5810/2025, que propõe estender prazos de patentes devido à demora na análise pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO, presente em cerca de 80% das lavouras de soja. Produtores pagam royalties pelo uso da biotecnologia, mas questionam a continuidade dessas cobranças após a expiração de parte das patentes associadas.

Levantamentos indicam que os valores pagos chegam a R$ 280 por hectare, enquanto a rentabilidade média gira em torno de R$ 85,50, sendo que parcela relevante estaria ligada a patentes já vencidas. Decisões judiciais em Mato Grosso reconheceram a cobrança indevida e determinaram devoluções bilionárias, enquanto disputas seguem em outros estados e no Superior Tribunal de Justiça.

Entidades alertam que mudanças na legislação podem prolongar a vigência de patentes, manter cobranças e adiar a entrada de tecnologias em domínio público, com impacto direto sobre os custos de produção.

 





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Calor ganha força no centro-sul do Brasil nos próximos dias


Bolha de calor cresce sobre o Paraguai e no norte da Argentina e se expande sobre o centro-sul do Brasil. Temperaturas entre 35°C e 38°C poderão ser observada principalmente em áreas próximas das fronteiras com estes países

Os próximos dias serão marcados por aumento significativo do calor no centro-sul do Brasil, impulsionado pela atuação de uma bolha de calor sobre o Paraguai e o norte da Argentina.

Esse sistema favorece o aquecimento do ar e avança sobre o território brasileiro, elevando as temperaturas principalmente em áreas do oeste e sul de Mato Grosso do Sul, além de toda a faixa oeste da Região Sul, incluindo o oeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e também no centro-oeste e norte do interior de São Paulo.

Onde o calor será mais intenso?

As áreas mais próximas da fronteira com o Paraguai e com o norte da Argentina devem sentir os efeitos mais intensos desse aquecimento.

Regiões como as Missões e o oeste gaúcho, oeste catarinense e paranaense, além do sul e Pantanal de Mato Grosso do Sul, podem registrar temperaturas máximas entre 35°C e 38°C até o fim de semana, não se descartando valores pontualmente ainda mais elevados.

Esse cenário reforça a sensação de calor intenso e abafamento, principalmente durante as tardes.

Onda de calor? Ainda não…

Apesar do aumento das temperaturas, não há indicação de onda de calor sobre o Brasil neste momento.

A previsão indica que, já ao longo da próxima semana, entre o fim de março e o início de abril, a chuva volta a se espalhar por áreas do centro-sul do Brasil. Com isso, a maior presença de nebulosidade e pancadas de chuva tende a impedir a manutenção de temperaturas tão elevadas quanto as observadas no último fim de semana de março de 2026.

Sul ainda pode ter pancadas de chuva isoladas

Mesmo com o predomínio do calor, áreas da Região Sul ainda podem registrar pancadas de chuva isoladas, típicas da combinação entre calor e muita umidade na atmosfera.

Essas pancadas tendem a ocorrer principalmente entre a tarde e a noite e podem vir acompanhadas de raios em alguns pontos, mas de forma localizada.





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Chuvas interferem na colheita de milho silagem



Milho silagem mantém potencial em parte do estado



Foto: Agrolink

A colheita do milho destinado à produção de silagem no Rio Grande do Sul alcança cerca de 80% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar. As operações avançam de forma contínua, embora algumas precipitações tenham interferido no ritmo de corte e nas etapas de compactação e vedação dos silos.

O levantamento indica variabilidade na produtividade de massa verde e na composição da silagem, refletindo a irregularidade das chuvas ao longo do ciclo da cultura. Lavouras implantadas em diferentes períodos apresentam contrastes entre desenvolvimento vegetativo e formação de grãos, o que influenciou a qualidade do material destinado à ensilagem. Ainda de acordo com o informativo, as condições climáticas contribuíram para manter o desempenho das áreas que seguem em desenvolvimento, especialmente aquelas em fase de enchimento de grãos.

A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta área de 345.299 hectares cultivados com milho para silagem no estado, com produtividade média de 37.840 quilos por hectare.

Na região administrativa de Bagé, localizada na Campanha, a colheita avançou apesar das dificuldades operacionais provocadas pelas chuvas registradas após o corte das plantas, condição que afetou o processo de ensilagem. No município de Hulha Negra, as lavouras implantadas em dezembro apresentam boa produção de grãos, mas com porte reduzido em razão da restrição hídrica durante a fase vegetativa. Esse cenário resultou em produtividade de massa verde até 20% inferior em comparação às áreas semeadas em novembro. Nessas áreas, a produtividade alcança cerca de 45 mil quilos por hectare, com maior acúmulo de biomassa e menor participação de grãos devido ao estresse hídrico registrado durante o pendoamento e a polinização.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a colheita das áreas destinadas à silagem já foi concluída. Conforme o informativo, houve leve redução na produtividade associada à menor umidade do solo durante o ciclo da cultura, sem impacto relevante na qualidade do material ensilado.

Já na região administrativa de Ijuí, as lavouras se encontram predominantemente na fase de formação de grãos. Segundo a Emater/RS-Ascar, as áreas apresentam desenvolvimento vegetativo satisfatório e manutenção do potencial produtivo, favorecidos pelas condições de umidade do solo registradas no período.





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Safra de uva confirma volume e qualidade



Colheita da uva entra na fase final na Serra



Foto: Divulgação

A colheita da uva está praticamente concluída na região administrativa de Caxias do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar. Restam apenas alguns vinhedos destinados ao processamento para autoconsumo.

De acordo com o levantamento, a produção confirmou as projeções iniciais. O relatório aponta “grande volume e excelente qualidade”, além de registrar atraso entre 10 e 15 dias no período de colheita em comparação a uma safra considerada normal. As vinícolas da região seguem contabilizando a quantidade de uvas recebidas e os produtos elaborados ao longo do ciclo.

A comercialização de uvas de mesa continua em andamento, incluindo as variedades Itália, Rubi, Benitaka, BRS Núbia, BRS Isis e BRS Vitória. Conforme o informativo, os preços pagos ao produtor variam entre R$ 8,00 e R$ 15,00 por quilo. Na Ceasa/Serra, a variedade Niágara passou a ser comercializada a R$ 5,00 por quilo.

Na região administrativa de Soledade, a colheita de uvas americanas, viníferas e europeias já foi concluída. O informativo destaca a produtividade registrada na safra. No município de Ibarama, por exemplo, a produção variou entre 12 e 13 toneladas por hectare.

Ainda segundo a Emater/RS-Ascar, a colheita das uvas finas de mesa segue voltada ao consumo in natura, com venda direta ao consumidor. O relatório indica que os cachos apresentam boa formação e que as condições fitossanitárias das lavouras são favoráveis. O grau Brix registrado foi de 16° para a uva Francesa, 18° para a Niágara Rosada e 14,5° para a Bordô.





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Joaninhas ajudam no controle de pragas no campo


Insetos pequenos e frequentemente ignorados nas lavouras, as joaninhas têm papel relevante no controle biológico de pragas e no equilíbrio dos ecossistemas agrícolas. Esses predadores naturais se alimentam de insetos que atacam diversas culturas e são considerados aliados de produtores rurais na proteção das plantações.

De acordo com a engenheira agrônoma Erica Tomé, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, regional de Araraquara, o hábito alimentar das joaninhas contribui diretamente para o controle de pragas agrícolas. “Ela se alimenta de vários insetos, ácaros, cochonilhas, pulgões e moscas brancas, presentes em várias culturas. Geralmente, a joaninha beneficia todas as culturas que podem sofrer com estas pragas. Elas podem comer, por exemplo, cerca de 50 pulgões por dia”, explica.

A atuação desses insetos ocorre durante quase todo o ciclo de vida. Desde a fase larval até a fase adulta, as joaninhas predam organismos considerados prejudiciais às plantações. Algumas espécies também consomem fungos responsáveis por doenças em plantas, como ocorre em cultivos de quiabo.

Pesquisas sobre o comportamento e a eficiência desses insetos vêm sendo conduzidas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio da equipe de entomologistas do Instituto Biológico, unidade da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios em Ribeirão Preto. Os estudos analisam a diversidade de espécies de joaninhas presentes em culturas agrícolas, sua preferência alimentar, o consumo de pragas e o comportamento desses predadores no combate a insetos que afetam as lavouras. Técnicas para a conservação das joaninhas nas áreas de cultivo também fazem parte das pesquisas.

A pesquisadora do Instituto Biológico Terezinha Monteiro estuda o inseto desde o mestrado e se especializou na análise de sua contribuição para a agricultura. “Devido ao hábito alimentar polífago e alta voracidade, as joaninhas, tanto na fase jovem (larva) e adulta, controlam com sucesso uma variedade de pragas em hortaliças, em culturas de produção de cereais e de grãos, pomares de laranja, além de plantas ornamentais. Deste modo, este pequeno predador proporciona benefícios aos agricultores que produzem alimentos que compõem a refeição do dia a dia da população”.

Segundo a pesquisadora, a diversidade de espécies pode ser observada em uma mesma planta. “Em uma única planta podemos encontrar uma diversidade de espécies de joaninhas. Por exemplo, em pomares de laranja existem muitas espécies de joaninhas, aquelas que preferem consumir pulgões, outras que consomem cochonilhas, ácaros e também psilídeos”.

A atuação desses insetos também tem relevância no estado de São Paulo, que concentra grande produção de citros. “O estado de São Paulo é agraciado por ser o maior produtor de laranja do Brasil e o maior exportador de suco de laranja do mundo. Em pomares dessa fruta cítrica, destaca-se a ação de variadas espécies de joaninhas no controle de pragas dos citros, como cochonilhas, pulgões e ácaros. Um grande exemplo de controle biológico de pragas no Brasil”, ressaltou Terezinha.

Além da citricultura, a presença de joaninhas também é observada em outras áreas agrícolas. De acordo com Erica Ybarra, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, esses insetos tendem a ser mais frequentes em cultivos orgânicos ou em áreas que adotam práticas de manejo integrado. “Geralmente, em áreas de culturas orgânicas, com Certificação Orgânica, e naquelas onde são aplicadas as técnicas de MIP, a presença de joaninhas tende a ser maior”.

A diversidade de plantas nas áreas agrícolas também contribui para a presença desses predadores. Plantas ricas em pólen e néctar podem ajudar a atrair e manter joaninhas nas lavouras, favorecendo um ambiente adequado para sua permanência.

Segundo a pesquisadora Terezinha Monteiro, essa integração pode ampliar a presença dos insetos nas áreas de cultivo. “Além de conservar as joaninhas que já estão nos cultivos, é possível atraí-las ainda mais. Isso porque, na fase adulta, além de caçarem pragas, elas se alimentam de pequenas porções de pólen e néctar, o que garante sua sobrevivência em épocas de falta de alimento. Essas plantas também servem como abrigo, promovendo um ambiente adequado que favorece a reprodução e a permanência delas na área”, destacou a pesquisadora.

 

Com informações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.*





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Milho 2025/26 tem 91% das lavouras em boa condição



Safrinha de milho se aproxima da conclusão



Foto: Agrolink

O plantio da segunda safra de milho 2025/26 no Paraná alcançou 99% da área prevista de 2,86 milhões de hectares, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo Departamento de Economia Rural do Paraná, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. De acordo com o relatório, “o pequeno volume de área restante deve ser finalizado ainda esta semana”.

No campo, as condições das lavouras permaneceram estáveis em relação à semana anterior. Conforme o boletim, “da área já plantada, 91% apresenta boa condição e potencial para atingir a produtividade média esperada”.

Ainda segundo o Deral, parte das áreas apresenta desempenho intermediário. O documento informa que “em condição mediana estão 8% das lavouras, área que pode ou não alcançar a produção projetada”.

Uma parcela menor das lavouras apresenta situação desfavorável. O boletim aponta que “apenas 1% da área encontra-se em situação ruim e deve resultar em produtividade abaixo do esperado, gerando potenciais perdas”.

O relatório também destaca que as condições climáticas registradas em março não favoreceram o desenvolvimento da cultura. Segundo o Deral, “o mês de março não foi favorável para a cultura, apresentando chuvas irregulares e ondas de calor que afetaram o pleno desenvolvimento das lavouras e podem refletir um resultado menor do que o inicialmente previsto”.





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Entidades defendem equilíbrio na classificação do tabaco



As entidades expressam preocupação com o atual contexto


Foto: JAQUELINE FEIX/NASCIMENTO MKT

A Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) de forma conjunta com a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) emitiram manifestação conjunta defendendo maior equilíbrio na classificação e na comercialização do tabaco, na relação entre produtores e a indústria. A posição foi deliberada em assembleia ordinária realizada no fim do mês de março e será encaminhada ao Sindicato da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e à Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). O documento ressalta a importância da cultura para a economia regional e aponta a necessidade de alinhar práticas de mercado à realidade dos produtores e à sustentabilidade da cadeia produtiva.

As entidades expressam preocupação com o atual contexto enfrentado por produtores e indústria, especialmente no que se refere à classificação do tabaco e à formação de preços. A avaliação é de que o cenário exige maior atenção aos custos de produção, à oferta e ao equilíbrio financeiro dos envolvidos. Nesse sentido, defendem que a classificação ocorra de forma justa e transparente, assegurando a valorização da produção e contribuindo para a estabilidade econômica do setor.

Para o presidente da Amvarp, prefeito Benito Paschoal, o posicionamento reforça o compromisso dos municípios com a base produtiva regional. “Estamos tratando de uma atividade que sustenta milhares de famílias e movimenta a economia dos nossos municípios. É fundamental que haja equilíbrio nas relações comerciais, com respeito ao produtor e previsibilidade para todos os envolvidos”, afirma. Segundo o presidente da Amprotabaco, prefeito Gilson Becker, o momento exige construção conjunta. “A cadeia do tabaco é complexa e estratégica. Precisamos fortalecer o diálogo para encontrar soluções que garantam segurança econômica e valorização ao produtor, sem desconsiderar os desafios do mercado”, complementa.

As entidades ressaltam que, embora reconheçam os desafios inerentes à negociação de commodities, é urgente avançar em mecanismos que promovam maior equilíbrio nas relações comerciais. Amvarp e Amprotabaco colocam-se como instâncias de articulação e intermediação institucional, à disposição para contribuir com a construção de soluções conjuntas. O objetivo é assegurar estabilidade, competitividade e justiça na cadeia produtiva do tabaco, uma das principais bases econômicas do Sul do Brasil. Para o presidente da Amvarp, prefeito Benito Paschoal, o momento exige responsabilidade coletiva e diálogo permanente. “Os municípios estão ao lado dos produtores e compreendem a importância de construir soluções que garantam equilíbrio e sustentabilidade para toda a cadeia. Nosso papel é contribuir para esse entendimento, fortalecendo o setor e protegendo quem está na base da produção”, complementa o presidente da Amvarp.

 





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Soja tem produtividade variável no Rio Grande do Sul


A colheita da soja avança no Rio Grande do Sul e já alcança 23% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o relatório, “no estado, a colheita avança de forma acelerada, chegando a 23% da área cultivada, mas ainda condicionada pela ocorrência de precipitações irregulares”.

Segundo a entidade, a irregularidade das chuvas tem influenciado o ritmo das operações no campo. O informativo aponta que as precipitações “tanto retardaram as operações quanto contribuíram para a manutenção do potencial produtivo das lavouras em fases reprodutivas tardias”.

Para acelerar os trabalhos, produtores ampliaram o período diário de colheita. Conforme o relatório, “foram ampliadas as jornadas para a noite em resposta à elevada concentração de lavouras simultaneamente em ponto de maturação”.

As condições meteorológicas registradas no período apresentaram variação entre as regiões do estado. A Emater/RS-Ascar informa que houve “sequência de dias com garoa em algumas localidades e predomínio de tempo excessivamente seco em outras”.

Esse cenário contribuiu para mudanças no desenvolvimento das lavouras. Segundo o levantamento, “essa combinação contribuiu para a aceleração da maturação fisiológica e da senescência foliar, antecipando a condição de colheita em parte das áreas”.

Atualmente predominam lavouras em fase de maturação, que representam 43% da área cultivada. O relatório também aponta que “aproximadamente 31% ainda se encontram em enchimento de grãos, sobretudo em cultivos implantados no final da janela preferencial de semeadura”.

A Emater/RS-Ascar observa que há variação significativa na produtividade entre diferentes áreas. De acordo com o informativo, “observa-se elevada variabilidade de produtividade em função da distribuição espacial e temporal das chuvas ao longo do ciclo, bem como das diferenças de solo e de nível tecnológico”.

Nas áreas que enfrentaram estiagem em períodos críticos da cultura, os resultados tendem a ser menores. O relatório destaca que “as áreas afetadas por estiagens durante estádios críticos da cultura apresentam redução no número de vagens e no peso de grãos”.

Por outro lado, as lavouras que receberam chuvas mais regulares apresentam desempenho mais próximo do esperado. Segundo o documento, “as lavouras beneficiadas por precipitações mais regulares mantêm desempenho próximo ao esperado”.

A desuniformidade de maturação também tem exigido intervenções para viabilizar a colheita em algumas áreas. A Emater/RS-Ascar afirma que “em diversas situações, a desuniformidade de maturação tem exigido intervenções para viabilizar a colheita”.

No manejo fitossanitário, permanecem registros de doenças e pragas em algumas regiões. Conforme o relatório, “persistem os registros de doenças de final de ciclo e ferrugem-asiática, além da presença pontual de insetos”.

Apesar disso, o informativo aponta que não há perdas adicionais generalizadas. Segundo a entidade, “não há perdas generalizadas adicionais neste momento”.

A produtividade média da safra foi revisada na segunda quinzena de fevereiro pela Emater/RS-Ascar. O levantamento indica que a estimativa está em 2.871 quilos por hectare, considerando área cultivada de 6.624.988 hectares.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita avança de forma desigual e as primeiras produtividades registradas são menores em áreas afetadas pela estiagem. Em São Borja, lavouras semeadas em outubro apresentam rendimentos entre 900 e 1.200 quilos por hectare.

Ainda nessa região, há estimativa de perdas em áreas sem irrigação. O relatório aponta que pode haver “quebra de até 60% nas áreas de sequeiro, que somam cerca de 75 mil hectares dos 105 mil hectares cultivados”.

Em Maçambará, cerca de 12% da área de 55 mil hectares foi colhida, com produtividades entre 1.080 e 1.320 quilos por hectare. Segundo a Emater/RS-Ascar, há também áreas pontuais com rendimento superior, entre 2.400 e 2.700 quilos por hectare.

No município de Dom Pedrito, cerca de 25% da área está em maturação e a colheita deve se intensificar no início de abril. O relatório destaca que “as chuvas do período contribuíram para melhorar o enchimento de grãos nas lavouras tardias, embora não revertam perdas já consolidadas”. Em municípios como Hulha Negra, Candiota e novamente Bagé, as perdas são estimadas em 25%, 22% e 20%, respectivamente.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a colheita também avançou, com rendimentos variando entre 1.500 e 3.600 quilos por hectare. O relatório aponta que os melhores resultados foram registrados em áreas que receberam maiores volumes de chuva.

Na região de Frederico Westphalen, a colheita alcança 20% da área cultivada. Segundo a Emater/RS-Ascar, as lavouras restantes estão distribuídas entre diferentes fases de desenvolvimento, evidenciando “ampla variabilidade fenológica”. Na região de Ijuí, a colheita atinge 25% da área, enquanto 43% das lavouras estão em maturação. A produtividade média nas áreas colhidas está em 3.108 quilos por hectare, com diferenças entre microrregiões.

No município de Ibirubá, os rendimentos variam entre 2.000 e 4.000 quilos por hectare. Já em Jóia, área mais afetada pelo estresse hídrico, a produção varia entre 1.500 e 2.800 quilos por hectare. Em Tenente Portela, a média registrada é de 3.000 quilos por hectare. Na região de Passo Fundo, predominam cultivos maduros, que representam 60% da área. As produtividades médias variam entre 2.400 e 3.000 quilos por hectare, conforme as condições de solo e disponibilidade hídrica.

Na região de Pelotas, 5% da área já foi colhida, enquanto a maior parte das lavouras permanece em enchimento de grãos. O relatório aponta que as chuvas registradas no período favoreceram os cultivos em desenvolvimento, embora perdas anteriores permaneçam em áreas semeadas no início da janela. Na região de Santa Maria, a colheita também avançou. Cerca de 10% das áreas foram colhidas em Júlio de Castilhos e 20% em Tupanciretã, com produtividades entre 2.700 e 3.900 quilos por hectare. Em áreas tardias, há registro de ocorrência de ferrugem-asiática.

Na região de Santa Rosa, 51% das lavouras estão em maturação e 11% já foram colhidas. As produtividades variam entre 900 e 3.300 quilos por hectare, influenciadas por fatores como época de semeadura, regime de chuvas e características do solo. Na região de Soledade, cerca de 70% das lavouras estão em maturação e grande parte já apresenta condições para colheita. As produtividades registradas variam de 1.800 a 5.000 quilos por hectare, com média regional próxima de 3.000 quilos por hectare.

No mercado, o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar aponta aumento na cotação da soja. Segundo a entidade, “a cotação média da soja passou de R$ 118,74 para R$ 120,37, aumentando 1,37% em relação à semana anterior”.





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