terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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Colheita do arroz no RS se aproxima da reta final, mas clima traz alerta



Colheita do arroz no Rio Grande do Sul segue em ritmo constante




Foto: Nadia Borges

A colheita do arroz no Rio Grande do Sul segue em ritmo constante e já alcança 71,31% da área total semeada na safra atual. Segundo informações divulgadas pelo Instituto Rio Grandense do arroz (Irga), o percentual equivale a 604.922 hectares já colhidos até a última quinta-feira (10).

A Planície Costeira Externa lidera os trabalhos no campo, com 87,14% da área colhida. Em seguida, aparecem a Fronteira Oeste (82,53%), a Planície Costeira Interna (77,67%) e a Campanha (63,72%). As regiões com menor avanço até o momento são a Zona Sul, com 56,01%, e a Região Central, com 53,75%.

Apesar do bom andamento, o clima voltou a ser motivo de preocupação. De acordo com Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga, as fortes chuvas e os ventos registrados nos últimos dias na Zona Sul e Região Central — justamente as áreas com maior volume de lavouras ainda a serem colhidas — podem comprometer o rendimento das colheitas nestas localidades.

As informações são obtidas por meio da plataforma Safra, do Irga, que reúne dados enviados pelos 37 escritórios regionais do instituto espalhados pelas zonas produtoras de arroz no estado. A atualização é feita semanalmente e oferece uma visão detalhada sobre o progresso das atividades de semeadura e colheita no Rio Grande do Sul.





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Açúcar volta a cair em NY e Londres com impacto da queda acentuada do petróleo


Açúcar volta a cair em NY e Londres com impacto da queda acentuada do petróleo

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Os preços do açúcar encerraram esta sexta-feira (4) mais uma vez com reduções provocadas pela queda acentuada nas cotações do petróleo, levando os futuros mais próximos novamente abaixo dos 19 cents/lbp na Bolsa de Nova Iorque. Entretanto, as baixas do adoçante foram mais contidas e chegaram a até 1,67% em NY e 1,34% na Bolsa de Londres. 

Segundo o que destacou Mauricio Muruci, analista da Safras & Mercado, ao Notícias Agrícolas, a sessão desta sexta-feira foi marcada por um mercado atípico, com fortes oscilações do petróleo e do dólar. “No momento do fechamento das cotações do açúcar em Nova Iorque o petróleo estava em baixa de 7% enquanto o dólar no Brasil subia 3,40%”, destacou. 

Conforme o que explica o Barchart, a fraqueza nos preços do petróleo bruto reduz os preços do etanol, o que pode levar as usinas de açúcar do mundo a desviar mais moagem de cana para a produção de açúcar em vez de etanol, aumentando assim os suprimentos de açúcar.  
Entretanto, segundo o que aponta Muruci, mesmo que o petróleo mais baixo reflita em redução do açúcar, entretanto, o dólar abaixo dos R$ 6,00 dá um suporte positivo para o adoçante no mercado internacional. 

“Claro que quem venceu a queda de braço foi o petróleo, em queda de 6 a 7%. Mas o real mais forte frente ao dólar impede quedas de 3%, 4% ou até 5% nos preços do açúcar Com o efeito do real mais forte frente ao dólar, a queda do açúcar em Nova Iorque ficou resumida a cerca de 1,5%, mas ainda assim em queda”, acrescentou o analista.

Em Nova York o maio/25 fechou cotado em 18,84 cents/lbp, queda de 0,27 cents (1,41%). O julho teve redução de 0,29 cents (1,53%) e encerrou o dia negociado em 18,68 cents/lbp. O outubro/25 caiu 0,32 cents (1,67%) e passo a valer 18,85 cents/lbp. O março/26 ficou cotado em 19,20 cents/lbp, queda de 0,32 cents (1,64%). Na Bolsa de Londres, o contrato maio/25 ficou precificado em US$ 538,30/tonelada, queda de 550 pontos (1,01%). O agosto/25 fechou negociado em US$ 526,80/tonelada, diminuição de 680 pontos (1,27%). O outubro/25 foi a US$ 522,30/tonelada, após baixa de 710 pontos (1,34%). O dezembro/25 encerrou o dia com valor de US$ 519.70s/tonelada, baixa de 690 pontos (1.31%). 

Outro detalhe destacado por Muruci é o início da nossa safra no Brasil. Segundo ele, cerca de 60 usinas já estão em atividade, sendo que 22 entraram em operação na primeira quinzena de março. “É mais pressão de baixo sobre o açúcar em Nova Iorque”, completou o analista. 





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Chuvas atrasam colheita, mas ajudam soja tardia


A colheita da soja avançou de 39% para 50% da área cultivada na última semana no Rio Grande do Sul.  Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, apesar da evolução, o ritmo foi afetado pelas chuvas que, ao mesmo tempo em que interromperam momentaneamente os trabalhos no campo, beneficiaram lavouras de ciclo mais tardio.

Na Metade Oeste do Estado, as precipitações contribuíram para a recomposição da umidade dos solos até níveis de capacidade de campo, amenizando o déficit hídrico registrado em períodos anteriores. Contudo, a saturação dos solos e da massa vegetal exigiu a suspensão temporária da colheita até a melhora das condições operacionais.

A estiagem enfrentada durante o ciclo da cultura gerou contrastes significativos de produtividade entre regiões. Os rendimentos variam de 180 kg/ha no Extremo Oeste até 6.000 kg/ha no Nordeste. A média estadual está estimada em 2.240 kg/ha, mas ainda pode ser revista para baixo, devido à escassez hídrica de março que impactou lavouras em todos os estágios.

A maturação irregular das plantas, aliada à elevada umidade após as chuvas, tem comprometido a qualidade dos grãos. Segundo o informativo, os grãos apresentam “alta taxa de umidade e de impurezas, além de estarem verdes, ardidos e chochos”, o que resulta em perdas comerciais. Para reduzir os danos, produtores têm intensificado o uso de dessecantes químicos com o objetivo de uniformizar a maturação e evitar perdas na qualidade final do produto.

Ainda restam cerca de 39% das lavouras em estágio de maturação e 10% em enchimento de grãos. Ambas fases foram beneficiadas pelas chuvas recentes, que podem contribuir para a preservação parcial do potencial produtivo.

Nas lavouras mais promissoras, segue o manejo fitossanitário com aplicação de fungicidas para controle de doenças de final de ciclo e ferrugem-asiática, visando garantir a sanidade até a colheita.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos da soja apresentou queda de 2,04% em relação à semana anterior, passando de R$ 127,38 para R$ 124,78, conforme levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Guerra comercial pressiona mercado do trigo


O mercado internacional do trigo registrou uma leve valorização na última semana. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente a semana de (04/04 a 10/04), divulgada nesta quinta-feira (10), o contrato do cereal para o primeiro mês cotado em Chicago fechou o dia cotado a US$ 5,38 por bushel, ante US$ 5,36 na semana anterior.

A movimentação dos preços ocorreu em meio à expectativa pelo relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), também nesta quinta-feira. O documento, relativo ao ano 2024/25, trouxe poucas mudanças em relação ao relatório anterior, com destaque para o aumento de quase um milhão de toneladas nos estoques finais de trigo nos Estados Unidos.

A Ceema avaliou que “a leve alta reflete um mercado atento ao comportamento dos estoques e ao cenário global, mesmo com o trigo sendo menos impactado diretamente pela guerra comercial em curso”. Diferente da soja e do milho, o trigo não depende significativamente das exportações para a China, que é autossuficiente na produção do cereal. A União Europeia também atua como fornecedora.

Na semana encerrada em 3 de abril, os Estados Unidos exportaram 334.888 toneladas de trigo, volume próximo ao piso das expectativas do mercado. No acumulado do ano comercial, as exportações norte-americanas somam 17,7 milhões de toneladas, um avanço de 15% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar dos embarques crescentes, o mercado ainda enfrenta pressões. De acordo com a Ceema, “a menor competitividade do trigo norte-americano desde o início da guerra comercial tem levado compradores a buscar alternativas em outros países”.

As condições climáticas também influenciam as projeções futuras. A Ceema aponta que “o Leste Europeu e países como a França apresentam clima favorável, o que pode impulsionar a produção para a safra 2025/26”.

Mesmo com demanda consistente, os analistas alertam para fatores de instabilidade. “A conjuntura global de incertezas, tanto comerciais quanto climáticas, segue limitando uma recuperação mais expressiva dos preços do trigo”, conclui o boletim.





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Dia Internacional do Café: Consumidor paga caro



O cenário evidencia a urgência de investimentos



“A excelência do café nacional está diretamente ligada ao trabalho rigoroso de vigilância e inspeção"
“A excelência do café nacional está diretamente ligada ao trabalho rigoroso de vigilância e inspeção” – Foto: Divulgação

Celebrado em 14 de abril, o Dia Internacional do Café homenageia uma das maiores paixões dos brasileiros e reforça a importância do grão na economia nacional. O café é o produto agrícola mais consumido no país e, em 2024, o Brasil consolidou sua liderança como maior exportador mundial, com o envio recorde de 50,4 milhões de sacas para 116 países, uma alta de 28,5% em relação a 2023, segundo o Cecafé.

Esse desempenho não se constrói apenas nas lavouras. Ele depende também da atuação estratégica dos auditores fiscais federais agropecuários, responsáveis por garantir a qualidade do produto e a segurança fitossanitária das exportações. Segundo o Anffa Sindical, esses profissionais emitem certificados exigidos por mercados como a Turquia e atuam em toda a cadeia produtiva, desde o campo até os portos.

Na última semana, representantes do setor e do Ministério da Agricultura se reuniram em Santos (SP) para discutir gargalos logísticos na emissão de certificados fitossanitários, que vêm atrasando embarques. O cenário evidencia a urgência de investimentos em pessoal e infraestrutura para fortalecer a fiscalização agropecuária nos pontos de exportação.

“A excelência do café nacional está diretamente ligada ao trabalho rigoroso de vigilância e inspeção. Nos portos, aeroportos, fronteiras e áreas de produção, no beneficiamento até o comércio, os auditores fiscais federais agropecuários atuam de forma preventiva protegendo toda a cadeia produtiva e garantindo que o Brasil siga sendo referência mundial em segurança agropecuária. Assim, consumidores brasileiros e de todo o mundo têm garantido o cafezinho do dia a dia com total confiança na qualidade do produto”, destacou o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Janus Pablo Macedo.

 





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Dia Nacional da Conservação do Solo reforça importância de práticas agrícolas sustentáveis


No dia 15 de abril, o Brasil celebra o Dia Nacional da Conservação do Solo, uma data que vai muito além da agricultura: trata-se da preservação da vida. Instituída pelo Decreto de Lei nº 7.876, de 1989, a data é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e homenageia o pesquisador norte-americano Hugh Hammond Bennett, considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos.

Segundo o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Alberto Bernardi, essa é uma oportunidade de reflexão sobre a importância do solo como recurso natural essencial à produção de alimentos, à manutenção dos ecossistemas e à sobrevivência humana. “O solo é mais do que o suporte físico das plantas. É um sistema vivo, complexo, e um componente essencial dos ecossistemas terrestres”, destaca Bernardi.

Degradação do solo é ameaça global

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) estima que cerca de um terço dos solos do mundo já esteja degradado pelo uso inadequado. Entre os principais problemas estão a erosão, compactação, acidificação, salinização e contaminação. No Brasil, a erosão hídrica é apontada como a principal causa de degradação dos solos agrícolas, agravada pela ausência de cobertura vegetal e pelo impacto direto da chuva.

Bernardi explica que a vegetação atua como proteção natural do solo, reduzindo os efeitos da erosão e aumentando a infiltração de água. “A perda das camadas superficiais transforma áreas produtivas em terras inférteis, com prejuízos para a agricultura, o meio ambiente e a qualidade da água”, alerta.

Solo saudável é pilar da sustentabilidade

Um solo conservado armazena mais carbono, contribui para a mitigação das mudanças climáticas, melhora a retenção hídrica, estimula a atividade biológica e fortalece a ciclagem de nutrientes. Já a degradação impacta diretamente a produção agrícola, gerando custos adicionais aos produtores com insumos, replantio e manutenção de estruturas de conservação.

De acordo com Bernardi, “a agricultura moderna passou a enxergar a conservação do solo não como obstáculo à produção, mas como aliada da produtividade e da sustentabilidade.” O pesquisador lembra ainda que a conservação do solo contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente os ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), ODS 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima) e ODS 15 (Vida Terrestre).

Um compromisso com o futuro

Preservar o solo é garantir o futuro da produção de alimentos, da biodiversidade e da vida no planeta. O Dia Nacional da Conservação do Solo é um chamado à ação: o solo é um patrimônio natural e social que precisa ser cuidado hoje para continuar sustentando as gerações de amanhã.





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Exportações de café batem recorde e somam US$ 11,09 bilhões


As exportações dos cafés do Brasil atingiram um novo recorde de receita cambial nos primeiros nove meses do ano cafeeiro 2024/2025, com arrecadação de US$ 11,09 bilhões. O valor representa um aumento de 58,2% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, de acordo com o Relatório sobre o mercado de Café – março de 2024, divulgado pela Organização Internacional do Café (OIC) e complementado com dados do Cecafé.

Entre julho de 2024 e março de 2025, o volume total exportado cresceu 5%, passando de 35,12 milhões para 36,88 milhões de sacas de 60 kg. “Este é o maior valor arrecadado em divisas pela cafeicultura brasileira em um único período de nove meses do ano cafeeiro”, informou o Cecafé em relatório.

No mês de março de 2025, as exportações brasileiras somaram 3,28 milhões de sacas, o que representa uma queda de 24,9% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Apesar da retração no volume, a receita cambial subiu 41,8% no período, alcançando US$ 1,3 bilhão. O preço médio da saca exportada foi de US$ 401,85, aumento de 88,77% em relação ao preço médio registrado em março de 2024, que foi de US$ 212,87.

A espécie Coffea arabica respondeu por 2,81 milhões de sacas exportadas, o equivalente a 85,6% do volume total, com queda de 10,7% em relação a março do ano anterior. O café solúvel alcançou 330,13 mil sacas, enquanto o Coffea canephora (robusta e conilon) registrou 138,58 mil sacas, o que representa uma redução de 83,9%. O café torrado e moído totalizou 4,8 mil sacas.

No primeiro trimestre de 2025, as exportações de cafés diferenciados, que incluem produtos com certificações ou atributos de qualidade superior, somaram 2,82 milhões de sacas, crescimento de 31% em relação ao mesmo período de 2024. A receita cambial obtida com esse tipo de café foi de US$ 1,17 bilhão, aumento de 134,3% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior. O preço médio da saca de cafés diferenciados foi de US$ 415,09.

Segundo o Cecafé, os principais destinos das exportações de cafés diferenciados brasileiros entre janeiro e março de 2025 foram os Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Países Baixos e Japão. Juntos, esses países responderam por mais da metade do volume comercializado nesse segmento.

Os dados completos estão disponíveis no Relatório Mensal de março de 2025 do Cecafé, publicado pelo Observatório do Café, coordenado pela Embrapa Café.





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Produtores de fumo buscam solo para retomar safra


Após um ciclo marcado por chuvas intensas e prejuízos à produtividade, os produtores de fumo do Sul do Brasil esperam uma recuperação na safra 2024/2025. Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a expectativa é de que a produção supere 600 mil toneladas, com o retorno das condições climáticas consideradas normais para a região.

Para atingir esse volume, muitos fumicultores têm investido na qualidade do solo. A adoção de novas tecnologias e insumos vem sendo usada como estratégia para garantir uma lavoura mais resistente e produtiva. “Na cultura do tabaco, uma folha com maior peso é resultado de uma boa nutrição, um boa estrutura foliar e radicular e de maior quantidade”, explica Isabelle Vilarino, engenheira agrônoma e desenvolvedora de mercado da MaxiSolo.

No município de Prudentópolis, interior do Paraná, os irmãos Juliano e Joari Parolim apostaram em fertilizantes minerais granulados para melhorar o desempenho da lavoura. Juliano relata que, após o uso do produto SKBMaxi, a produtividade passou de 2.753 para 2.814 quilos por hectare. “Foi excelente, nossa produtividade de fumo saltou de 2.753kg para 2.814kg de fumo por hectare”, afirmou.

Em Rio Azul, também no Paraná, outra propriedade registrou aumento de 463 quilos por hectare, saltando de 3.305 para 3.768 quilos após a aplicação do fertilizante 20 dias depois do transplantio das mudas.

O SKBMaxi, da MaxiSolo, é um fertilizante mineral misto indicado para culturas sensíveis ao cloro, como o fumo. A fórmula combina sulfato de potássio, cálcio e duas fontes de boro. De acordo com Vilarino, o produto melhora o enraizamento e potencializa a absorção de nutrientes. “Além de sensível ao cloro, a cultura do tabaco é muito exigente em potássio, pois influencia diretamente a qualidade das folhas e a resistência da planta”, destaca.

A agrônoma ressalta ainda os benefícios do fertilizante no fortalecimento das estruturas da planta. “Livre de cloro e sódio, quando usamos SKBMaxi na cultura do tabaco podemos observar além da qualidade das folhas, uma planta bem mais estruturada, devido ao cálcio que vai contribuir diretamente no fortalecimento das paredes celulares, e que junto com boro vai melhorar o sistema radicular garantindo uma maior tolerância da planta em épocas de estresse hídrico. Outro benefício do boro são plantas mais uniformes, pois evita rachaduras nas folhas, resultando em mais peso, mais rendimento e mais qualidade”, acrescenta.





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Feijão carioca mantém preços altos no Paraná


A colheita da segunda safra de feijão já começou no Paraná, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A área colhida passou de 1% para 3% dos 332 mil hectares semeados, volume ainda distante da conclusão, mas que já revela impactos climáticos sobre a produtividade.

Apesar da retração de 24% na área plantada em comparação à segunda safra de 2024, que foi de 435 mil hectares, o cultivo permanece significativamente maior do que o da primeira safra, encerrada em março, com 166 mil hectares. Com isso, a expectativa segue sendo de uma produção superior à registrada no primeiro trimestre do ano, quando foram colhidas 339,2 mil toneladas. Até o fim de março, a projeção era de 610,6 mil toneladas.

No entanto, as condições climáticas adversas já afetam as estimativas. As chuvas irregulares e de baixa intensidade têm limitado o desenvolvimento das lavouras. Conforme o Deral, as áreas classificadas como em boas condições passaram de 81% em março para 71% no levantamento atual. As lavouras em situação mediana aumentaram de 18% para 23%, enquanto aquelas em condições ruins subiram de 1% para 6%.

Esse cenário climático tende a afetar diretamente os preços no mercado. Em janeiro, o avanço da colheita da primeira safra pressionou os valores para baixo, especialmente para o feijão preto, que vem ganhando espaço frente ao carioca no estado. No dia 9 de abril, a saca do feijão preto era comercializada a R$ 151, valor inferior aos R$ 202 praticados no mesmo mês de 2024.

Por outro lado, o feijão carioca, ainda com oferta restrita, tem mantido preços mais elevados. “Nos próximos dias a entrada deste feijão será precificada pelo mercado, mas por hora ele apresenta um descolamento importante do feijão preto”, apontam os analistas do Deral. Em 8 de abril, as intenções de compra do feijão carioca chegaram a R$ 267,39 por saca, superando os R$ 223 registrados no mesmo período do ano anterior, mesmo com os descontos de qualidade.

Além das variações internas, o boletim chama atenção para os efeitos possíveis da guerra comercial entre China e Estados Unidos. O Brasil exportou recentemente volumes significativos de feijão para México e Venezuela. “Especialmente no caso do México, principal parceiro comercial dos Estados Unidos, podem ocorrer desdobramentos importantes de deslocamento de produção, além, claro, das oscilações cambiais”, alertam os técnicos do Deral.





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Pastagens de inverno sofrem com chuvas irregulares


A Emater/RS-Ascar divulgou nesta quinta-feira (10) o Informativo Conjuntural apontando que, apesar das chuvas recentes terem favorecido o crescimento das pastagens de verão no Rio Grande do Sul, o desenvolvimento das pastagens de inverno tem sido limitado pela irregularidade das precipitações.

Segundo o levantamento, o plantio das forrageiras de inverno segue em andamento, mas o clima instável tem exigido ações de controle contra a incidência de plantas invasoras. No campo nativo, inicia-se o período de dormência natural de várias espécies, o que também interfere na oferta de forragem.

Na região de Bagé, na Campanha gaúcha, os produtores seguem com a implantação de aveia e azevém. Em Maçambará, há uso expressivo de áreas de soja para o plantio direto de pastagens. Em Caxias do Sul, a queda nas temperaturas e o retorno das chuvas favoreceram o desenvolvimento das forrageiras, o que reduziu a necessidade de uso de silagem e feno.

Em Erechim, embora a integração lavoura-pecuária ainda não seja uma prática difundida, ela tem apresentado bons resultados graças à correção e à adubação dos solos. Já em Frederico Westphalen, a dificuldade de acesso às sementes de cereais de inverno tem afetado a implantação das pastagens, tanto para pastejo quanto para silagem.

Em Ijuí, com o encerramento do ciclo das pastagens de verão, os produtores iniciaram a implantação de anuais de inverno como centeio, trigo para pastoreio e aveia branca. A semeadura de aveia preta e azevém deve ocorrer na sequência.

A baixa oferta de forragem também motivou a ampliação de piquetes na região de Passo Fundo. Em Pinheiro Machado, na região de Pelotas, as pastagens nativas ainda garantem alimentação ao rebanho, embora a qualidade nutricional tenha sido reduzida pela falta de umidade. A situação é semelhante em municípios como Piratini, Pedras Altas, Herval, Jaguarão e Arroio Grande, onde o atraso no plantio das pastagens de inverno pode resultar em um vazio forrageiro no final do outono.

Na região de Porto Alegre, os campos nativos apresentam rebrote após o pastejo. Em Santa Maria, as chuvas favoreceram a recuperação de áreas secas, embora o crescimento das forrageiras siga lento. Já em Santa Rosa, o clima ameno e a umidade do solo permitiram o manejo adequado das gramíneas anuais, com roçadas em capim-sudão e milheto para estimular o rebrote, além da dessecação de áreas destinadas ao plantio de aveia e azevém.





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