terça-feira, março 31, 2026

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Bahia Farm Show 2025 é apresentada em Barreiras


Com a presença de prefeitos de 22 municípios, lideranças políticas e empresariais, parceiros, representantes do agronegócio e da imprensa, a sede da Aiba, em Barreiras, foi palco, na manhã desta terça-feira (1º), da apresentação da 19ª edição da Bahia Farm Show. Maior feira de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste, o evento acontecerá de 9 a 14 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, com o tema “Agro Inteligente, Futuro Sustentável”.

Durante a apresentação, a Aiba destacou as principais ações realizadas nos primeiros 90 dias da atual gestão, além de eventos que já fazem parte da agenda da entidade. O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e da Bahia Farm Show, Moisés Schmidt, ressaltou a importância da feira para o agronegócio baiano.

“A Bahia Farm Show é uma grande vitrine de inovação e desenvolvimento sustentável. Durante cinco dias, a feira movimenta diferentes setores, gerando emprego e renda e fortalecendo o agronegócio da Bahia. Além disso, este evento representa um espaço estratégico para discutirmos as principais demandas do setor junto às prefeituras e demais instituições. De 9 a 14 de junho, temos um encontro marcado na Bahia Farm Show: Agro Inteligente, Futuro Sustentável”, afirmou.

A organização também destacou as novidades da edição 2025, que deve atrair milhares de visitantes e reforçar a relevância da feira para o desenvolvimento socioeconômico do estado.

“Nosso objetivo é ampliar ainda mais o público participante da feira. Hoje, apresentamos um convite especial aos prefeitos e secretários municipais para incentivarmos a participação de pequenos e médios produtores, agricultores familiares e estudantes da região. Queremos mostrar o que o agronegócio tem de mais inovador e sustentável, destacando o papel do Matopiba na produção nacional”, explicou o diretor da Bahia Farm Show, Alan Malinski.

A Feira

Reconhecida como uma das principais vitrines do agronegócio brasileiro, a Bahia Farm Show reúne inovação, tecnologia e oportunidades de negócios. Em 2025, o evento contará com 246 mil metros quadrados de área e mais de mil marcas expositoras, incluindo fabricantes de máquinas agrícolas, startups de inteligência artificial, empresas de energia renovável e soluções para agricultura de precisão e sustentável.

O presidente da Assomiba, Fábio Martins, reforçou a importância da feira para o setor. “A Bahia Farm Show é o evento mais esperado do ano para nós. A feira é um dos pilares da nossa associação, e temos muito orgulho de fazer parte dessa história”, declarou.

A Abapa, parceira da Aiba desde a primeira edição da feira, também confirmou presença no evento. “Mais uma vez, estaremos na feira para receber produtores, técnicos e visitantes interessados em conhecer os projetos da Abapa e o trabalho que desenvolvemos na região. Participar e apoiar a Bahia Farm Show é motivo de grande satisfação para nós”, destacou a diretora da Abapa, Eliza Zanella.

A programação da feira inclui leilões de gado de corte, palestras, oficinas, treinamentos e demonstrações de novas tecnologias, além de um espaço dedicado à comercialização de produtos da agricultura familiar. “Nossa cidade é a sede deste evento e a 19ª edição traz a força do agronegócio e mostra o que temos de melhor na nossa região para o Brasil e para o mundo. Então fico muito feliz de a prefeitura participar de maneira efetiva para que esse evento aconteça e fazer com que os negócios na nossa cidade cresçam, gerando mais oportunidade de emprego e renda, para nossa população”, concluiu o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá.

A Bahia Farm Show 2025 é uma realização da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento do Oeste Baiano (Fundação Bahia) e da Associação dos Revendedores e Representantes de Máquinas, Equipamentos e Implementos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba).

Assembleia do Consid

Antes da apresentação da feira, a sede da Aiba recebeu uma Assembleia do Conselho Multifinalitário do Oeste da Bahia (Consid). O encontro reuniu prefeitos de 20 municípios para discutir temas estratégicos para o desenvolvimento da Bahia, como investimentos do Programa de Desenvolvimento Agropecuário (Prodeagro) em parceria com as prefeituras e pautas ambientais.

O presidente do Consid e prefeito de Santa Rita de Cássia, Zezo Aragão, destacou a importância da reunião. “Esse encontro foi essencial para fortalecer as demandas trazidas pela Aiba e Abapa e reforçar o compromisso de incentivar a participação dos estudantes na Bahia Farm Show. Quando unimos a sociedade, o setor empresarial e o poder público, garantimos mais relevância para os temas debatidos e fortalecemos nossa região e todo o estado da Bahia”, afirmou.

 





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Tarifas dos EUA impactam o mercado


De acordo com a TF Agroeconômica, os mercados iniciaram esta terça-feira (02) sob forte apreensão devido às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a diversos países. A medida, anunciada pelo ex-presidente Donald Trump no chamado “Dia da Libertação”, levanta temores de retaliação global e desestruturação dos mercados. 

No Brasil, a colheita da soja praticamente concluída mantém os compradores ausentes, pressionando os preços. O indicador do Cepea registra R$ 132,10 por saca (-0,07%), enquanto em Assunção (Paraguai), os contratos para abril e julho estão a US$ 372,04 e US$ 377,56, respectivamente. Na CBOT, a soja para maio recua US$ 6,50, negociada a US$ 1.027,75 por bushel.

O milho é um dos mercados mais impactados pela decisão de Trump, uma vez que México e Canadá, principais compradores de milho e etanol de milho dos EUA, podem retaliar. A pressão se reflete na CBOT, onde o contrato de maio recua para US$ 455,40 (-6,25). No Brasil, a normalização do plantio da segunda safra influencia os preços. Na B3, o contrato de maio sobe 1,04%, para R$ 78,53, enquanto o Cepea indica R$ 86,62 por saca (-1,24%). No Paraguai, os preços variam entre US$ 230 para abril e US$ 175 para julho.

O trigo também está sob forte impacto das novas tarifas, devido ao seu amplo mercado de exportação. Na CBOT, o contrato de maio recua para US$ 537,25 (-3,25). No Brasil, a oferta maior no Rio Grande do Sul provoca leve queda nos preços, com o Cepea registrando R$ 1.446,97 (-0,03%). Já no Paraná, a menor disponibilidade impulsiona os valores para R$ 1.538,18 (+0,72%). No Paraguai, os preços seguem a US$ 240 em Campo 9 e US$ 270 no Oeste do Paraná.

 





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RS terá chuva forte, ventos de 100 km/h e risco de granizo



Dois alertas de perigo foram emitidos para o estado




Foto: Inmet

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Rio Grande do Sul enfrenta um cenário climático preocupante nesta quarta-feira (2). Dois alertas de perigo foram emitidos para o estado, indicando o risco de chuvas intensas, tempestades e fortes rajadas de vento.

O primeiro aviso, válido entre 9h30 e 15h, prevê acumulados de chuva entre 30 e 60 mm/h ou de 50 a 100 mm/dia. O volume expressivo pode causar alagamentos, deslizamentos de terra e transbordamento de rios, especialmente em áreas mais vulneráveis. Já o segundo alerta, em vigor das 11h até as 22h, indica a possibilidade de tempestades com queda de granizo, ventos intensos de até 100 km/h e impactos como danos em plantações, queda de árvores e cortes no fornecimento de energia elétrica.

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A instabilidade climática é consequência da passagem de uma nova frente fria, que avança pelo estado e deve atingir, com maior intensidade, a Metade Norte do RS. A chuva começa na Fronteira Sul durante a manhã e se espalha pelo restante do estado ao longo do dia, podendo vir acompanhada de raios e ventos fortes, especialmente nas regiões Leste e Sul.

Na quinta-feira (3), a instabilidade persiste, ainda que com menor intensidade, mantendo a previsão de pancadas de chuva. Já a partir de sexta-feira (4), uma forte massa de ar polar avança sobre o território gaúcho, provocando um declínio acentuado nas temperaturas. O frio será mais intenso na Metade Sul e Oeste, onde as mínimas podem ficar abaixo dos 10°C, enquanto as máximas devem permanecer abaixo dos 20°C em várias localidades.





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saiba por que os preços recuaram



Foram quatro meses de valorização




Foto: Divulgação

Os preços do café registraram queda em março após uma sequência de quatro meses de valorização, de acordo com o boletim informativo do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O recuo foi observado tanto para o café arábica quanto para o robusta, refletindo uma combinação de fatores climáticos e expectativas do mercado em relação à próxima safra brasileira.

Para o arábica, a média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 2.547,71 por saca de 60 kg, representando uma queda de 3,16% em relação a fevereiro. Já o robusta, negociado no Espírito Santo, registrou uma média de R$ 2.003,02 por saca, retração de 2,3% no mesmo período.

Segundo pesquisadores do Cepea, a recente desvalorização está atrelada à melhoria das condições climáticas nas principais regiões produtoras. O retorno das chuvas e a redução do calor intenso ajudaram a amenizar os impactos da seca prolongada, que vinha comprometendo o enchimento e a maturação dos grãos, principalmente nas áreas de arábica.

O mercado também segue atento às projeções para a safra 2025/26, aguardando sinais mais concretos sobre o volume da produção. A interrupção da sequência de altas nos preços indica que os investidores e produtores adotam maior cautela diante das incertezas climáticas e de oferta.

Mesmo com a recente queda, os preços do café seguem em patamares historicamente elevados, refletindo o cenário global de oferta e demanda. Nos próximos meses, o comportamento do mercado dependerá das condições climáticas e da evolução da colheita no Brasil, maior produtor mundial da commodity.





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Como se preparar para a safrinha?



Um dos pontos essenciais para o sucesso da lavoura é a correção do solo



Um dos pontos essenciais para o sucesso da lavoura é a correção do solo
Um dos pontos essenciais para o sucesso da lavoura é a correção do solo – Foto: Canva

Segundo Lucas Souza, engenheiro agrônomo, o início da safrinha ou mesmo da safra de milho é um dos momentos mais desafiadores do ciclo agrícola. Os produtores enfrentam diversos obstáculos ao longo do ano, principalmente relacionados a fatores abióticos, e precisam estar preparados para lidar com essas adversidades. A antecipação dos problemas e a busca por soluções criativas são fundamentais para minimizar os riscos e garantir bons resultados no campo.  

Um dos pontos essenciais para o sucesso da lavoura é a correção do solo. Um solo bem equilibrado proporciona melhores condições para o desenvolvimento das plantas e reduz a necessidade de insumos corretivos ao longo do ciclo. Além disso, a escolha adequada dos adubos é fundamental, priorizando aqueles que não apenas fornecem nutrientes, mas também contribuem para a saúde do solo, evitando o aumento excessivo da salinidade.  

Outro fator crucial é a seleção do híbrido correto, que deve estar alinhado às características da região e ao manejo planejado. O tratamento de sementes é outro aspecto indispensável, pois protege as plantas nos estágios iniciais de desenvolvimento. Além disso, o uso da microbiologia no cultivo do milho é altamente recomendado, pois contribui para a fixação biológica de nitrogênio e melhora a resistência das plantas.  

Tomar decisões estratégicas e contar com a orientação de um profissional capacitado faz toda a diferença para reduzir falhas ao longo da safra. Com um planejamento adequado e boas práticas agrícolas, os produtores aumentam as chances de obter uma lavoura produtiva e rentável.

 





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Após máximas em um mês, soja realiza lucros em Chicago na 4ª feira do…


Mercados se ajustam frente aos desdobramentos das tarifas e dos impactos sobre exportações dos EUA

Logotipo Notícias Agrícolas

O mercado da soja realiza lucros na manhã desta quarta-feira (2), depois das altas de quase 2% que registrou na sessão anterior. Perto de 5h30 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa recuavam de 4,25 a 4,75 pontos nos principais contratos, levando o maio a US$ 10,29 e o agosto a US$ 10,43 por bushel. O óleo operava na estabilidade, com leves ganhos, enquanto o farelo recuava.

Os traders vêm trabalhando com notícias que já conhecem, mas que vão apenas se confirmando com o passar dos dias, como a área menor nos EUA e a demanda menos presente no país em função da guerra comercial. E assim, vão se ajustando diante destas informações. 

Hoje é o chamado “Dia da Libertação”, como vem sendo proclamado por Donald Trump, com a chegada das tarifas sobre uma série de países e produtos, entrando em vigor no momento em que forem anunciadas. Com isso, os futuros da soja vão recuando após testarem suas máximas em um mês frente as incertezas impostas pelo tarifaço do presidente americano.

As preocupações sobre as taxações em “navios made in China” também agravam estas preocupações. 

No paralelo, o mercado acompanha o comportamento ainda dos derivados, como foi o caso ontem do óleo de soja, que disparou mais de 5% no pregão anterior, com rumores de mudanças nos mandatórios dos biocombustíveis nos Estados Unidos. Agora, o mercado vai continuar monitorando as notícias em torno de todas estas possibilidades. 

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

 

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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





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Como identificar a cana com problema?



No que diz respeito às doenças, algumas apresentam risco significativo



Entre os danos físicos, é possível identificar algumas características prejudiciais à gema
Entre os danos físicos, é possível identificar algumas características prejudiciais à gema – Foto: Canva

De acordo com Wasllan Junior, Inspetor de Qualidade Agrícola na Tereos Mandu Engenharia Agronômica, a seleção adequada de gemas para o plantio de cana-de-açúcar é essencial para garantir a produtividade e a saúde do canavial. Ao avaliar as gemas, é importante observar não apenas os danos físicos, mas também as doenças e a presença de pragas, que podem comprometer o desenvolvimento da planta. A seguir, destacam-se alguns fatores e tipos de danos que podem impactar negativamente as gemas.

Entre os danos físicos, é possível identificar algumas características prejudiciais à gema. As rugas ou dobras podem indicar compressão ou envelhecimento, dificultando o crescimento. Já os cortes ou lacerações causam ferimentos na gema, impedindo o seu desenvolvimento normal. A descoloração, que pode surgir devido à exposição inadequada ou condições ambientais desfavoráveis, também é um sinal de que a gema está comprometida.

No que diz respeito às doenças, algumas apresentam risco significativo para a saúde das gemas. As manchas podem ser causadas por fungos ou bactérias, afetando a capacidade da gema de brotar. A ferrugem é uma doença que se manifesta com manchas alaranjadas, podendo enfraquecer a gema e a planta. A murcha, por sua vez, é um sintoma de diversos patógenos que afetam a circulação de água, prejudicando o crescimento das gemas.

Além disso, as pragas também devem ser consideradas. A broca-do-cana, por exemplo, pode deixar ovos nas gemas, comprometendo seu desenvolvimento. Após evoluir, a broca pode causar danos diretamente no nó entre os colmos, afetando a formação e a qualidade das gemas.

Portanto, a avaliação cuidadosa das gemas, observando danos físicos, doenças e pragas, é fundamental para garantir o sucesso no plantio e o bom desenvolvimento da cultura de cana-de-açúcar.

 





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entenda o que está por trás da valorização


Os preços do trigo no Brasil seguem em alta e atingem os maiores patamares do ano, segundo o boletim informativo do Cepea. A valorização acompanha a sazonalidade do mercado e reflete fatores internos e externos que influenciam a oferta e demanda do cereal. A tendência de alta também foi observada na Argentina ao longo do primeiro trimestre, enquanto nos Estados Unidos o cenário é de desvalorização.

O que está impulsionando os preços no Brasil?

De acordo com o Cepea, a elevação dos preços no Brasil ocorre devido a fatores como a menor oferta interna, a demanda aquecida e as incertezas climáticas que podem impactar a próxima safra. Além disso, o dólar valorizado torna as importações mais caras, favorecendo a comercialização do trigo nacional.

A conjuntura global também colabora para a alta do cereal na América do Sul. No mercado argentino, que influencia diretamente os preços no Brasil, os valores acompanham a valorização dos contratos internacionais, reforçando a tendência de elevação.

Por que o trigo caiu nos EUA?

Nos Estados Unidos, o trigo apresenta forte desvalorização, pressionado pela guerra comercial e pela valorização do dólar, que reduz a competitividade das exportações norte-americanas. Além disso, o conflito na região do Mar Negro – um dos principais polos produtores de grãos do mundo – gera incertezas e impactos no comércio global.

O contrato Maio/25 negociado na Bolsa de Chicago (CME Group) atingiu o menor valor desde sua estreia, em julho de 2022. A queda reflete as dificuldades enfrentadas pelos exportadores norte-americanos, que veem seu produto perder competitividade em relação aos concorrentes da América do Sul e da Europa.

Perspectivas para o mercado de trigo

Especialistas indicam que a tendência de alta no Brasil pode se manter caso a oferta interna continue limitada e o câmbio siga pressionado. No entanto, fatores como o avanço da colheita e possíveis mudanças no cenário global podem impactar os preços nos próximos meses.

Para os produtores e traders, o momento exige atenção às oscilações do mercado e às oportunidades de negociação. Acompanhar os boletins informativos e as análises do Cepea pode ser essencial para tomar decisões estratégicas na comercialização do trigo.





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Petrobras e BNDES apostam na restauração florestal sustentável


A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram o lançamento do ProFloresta+, um programa inédito que visa a contratação de créditos de carbono gerados a partir da restauração florestal na Amazônia. Segundo informações divulgadas pela Petrobras, a iniciativa pretende recuperar até 50 mil hectares de áreas degradadas, o equivalente a 50 mil campos de futebol, e capturar cerca de 15 milhões de toneladas de carbono, comparável às emissões anuais de 8,94 milhões de veículos movidos a gasolina.

O ProFloresta+ é um dos maiores programas de compra de créditos de carbono de restauração no Brasil e o primeiro a contar com um financiador direto, o BNDES. A primeira fase do projeto prevê um edital para a contratação de até 5 milhões de créditos de carbono, abrangendo uma área de 15 mil hectares e movimentando mais de R$ 450 milhões em investimentos. A expectativa é a geração de 4.500 empregos diretos.

Consulta ao mercado e participação de empresas

Empresas interessadas podem contribuir com a construção da minuta do primeiro edital e do contrato de compra de carbono. “Essa iniciativa nos permitirá atender nossos compromissos climáticos com créditos de carbono de alta qualidade e, ao mesmo tempo, fomentar o desenvolvimento do setor de restauração”, destacou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Os créditos de carbono serão gerados a partir da restauração ecológica de áreas degradadas com espécies nativas e terão sua compra garantida pela Petrobras por meio de contratos de longo prazo (offtake), com preços definidos via licitação. O BNDES, por sua vez, oferecerá financiamento para os projetos por meio de linhas de crédito especiais, como o Fundo Clima, com taxas e prazos diferenciados.

Impacto ambiental e econômico

Para Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, o programa terá um impacto significativo na escala de restauração da floresta amazônica e na descarbonização das empresas brasileiras. “Vamos transformar a restauração e a manutenção da floresta em uma atividade rentável para empresas e comunidades locais, garantindo benefícios ambientais e climáticos”, afirmou Mercadante.

A iniciativa também conta com o apoio técnico do Nature Investment Lab (NIL), que facilitou o diálogo com especialistas do setor. O Instituto Clima e Sociedade (ICS) também participou da elaboração do projeto, trazendo diretrizes técnicas e socioambientais para garantir a integridade dos créditos de carbono.

A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, ressaltou que o projeto se soma a outras iniciativas do Banco para a proteção da Amazônia, incluindo o Arco da Restauração. “A crise climática e social na região exige que aceleremos a recuperação da vegetação nativa, especialmente nas áreas mais degradadas”, afirmou.

Empresas interessadas na consulta ao mercado podem solicitar inscrição pelo e-mail [email protected] para receber o material completo. Com o ProFloresta+, a Petrobras e o BNDES reforçam o compromisso com a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico do Brasil.





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