sábado, abril 11, 2026

Política & Agro

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Excesso de oferta nacional impacta preços da batata gaúcha



Colheita de batata avança com boa qualidade




Foto: Pixabay

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pela Emater/RS, a colheita de batata foi iniciada em Ibiraiaras, município da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, com 10% da área cultivada, que soma cerca de 650 hectares, já colhida.

As lavouras apresentam bom desenvolvimento, e os tubérculos colhidos têm qualidade satisfatória.

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De acordo com o informativo, apesar do desempenho agronômico, o setor enfrenta dificuldades de comercialização devido ao excesso de oferta em nível nacional. Os preços pagos aos produtores refletem essa pressão, com a saca de 50 kg da variedade branca sendo negociada a R$ 70,00 e a da variedade rosa a R$ 100,00.





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Equipamento reduz desafios do plantio de mudas forrageiras



Máquina simplifica plantio de pastagens em Santa Catarina




Foto: Canva

A alimentação dos animais é fundamental para uma boa produtividade na pecuária. De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a seleção do tipo de pastagem é um elemento importante. Segundo José Kauling, extensionista da Epagri em Bom Retiro, a escolha das espécies forrageiras é determinante para o sucesso pecuário. “As espécies forrageiras implantadas precisam ter capacidade produtiva, qualidade, palatabilidade, persistência, aceitação de consórcios e de sobressemeadura. No entanto, as  que entregam estas  qualificações,  têm a sua implantação por mudas, tornando o trabalho manual e oneroso”, disse.

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De acordo com o divulgado pela Epagri, solucionar o problema da plantação de mudas de pastagens representa um obstáculo para ampliar a adesão a este sistema no ambiente rural. Pecuaristas e o extensionista da Epagri em Bom Retiro uniram-se na busca por uma máquina capaz de resolver essa questão.

O desafio foi aceito pela empresa Fitarelli, que se mostrou motivada e, mediante as demandas levantadas, produziu uma máquina com três linhas, espaçamentos reguláveis e caixa distribuidora de adubo. Os agricultores adquiriram a inovação tecnológica com apoio financeiro da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. A entrega foi feita no dia 12 de novembro em Bom Retiro para um grupo da Comunidade Cambará, conforme informações da Epagri.

Durante a entrega foi realizada uma demonstração prática. “A máquina comprovou a eficiência do plantio das mudas, tanto em área mecanizada como em área dessecada com cobertura e, inclusive, sobre pastagens de trevo”, relata o extensionista da Epagri.





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Chuvas beneficiam arroz e prejudicam óleo de palma na Ásia



Chuvas torrenciais causam impactos mistos na agricultura asiática




Foto: Pixabay

De acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (10) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), chuvas torrenciais provocadas por uma perturbação tropical afetaram a região da península da Malásia, com precipitações acumuladas de até 900 mm em algumas áreas nas últimas duas semanas.

A intensidade das chuvas interrompeu a colheita de óleo de palma e prejudicou as expectativas de rendimento da produção local. A Indonésia e as Filipinas também registraram precipitações, com volumes acima de 100 mm em algumas regiões. No entanto, os impactos agrícolas nessas áreas não foram considerados severos.

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Na Indonésia, especificamente em Java, as chuvas acima da média foram consideradas benéficas para as lavouras de arroz da estação chuvosa, contribuindo para melhores perspectivas de produtividade.

No final da semana, a perturbação tropical deslocou-se para o Pacífico Ocidental, permitindo que os níveis de precipitação voltassem à normalidade na região afetada.





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queda na produtividade da aveia branca



Clima adverso afeta produção de aveia branca




Foto: Canva

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (05), a colheita da aveia branca foi concluída no Rio Grande do Sul,. A área cultivada alcançou 354.987 hectares, com uma produtividade estimada em 2.247 kg/ha, o que representa uma redução de 9,17% em comparação à estimativa anterior de 2.474 kg/ha.

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A produção total foi revisada para 797.759 toneladas, sendo o resultado impactado por condições climáticas adversas ao longo do ciclo produtivo, como chuvas intensas e ventos fortes, especialmente em algumas regiões do estado. Outros fatores, como manejo inadequado de fertilidade e sanidade das lavouras, também contribuíram para a queda na produtividade.

Na comercialização, os preços médios da saca de 60 quilos variaram entre R$ 60,00 na região de Ijuí e R$ 78,00 na região de Passo Fundo.





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Boi gordo fecha semana com preços estáveis



Primeira quinzena de dezembro registra queda acumulada no pecuário




Foto: Sheila Flores

Apesar de um mercado pressionado, a sexta-feira iniciou com preços estáveis para o boi gordo, mantendo uma característica recorrente desse dia da semana. Durante os últimos dias, a pressão nas cotações foi alimentada por uma ponta compradora abastecida, levando os vendedores a adotar uma postura retraída, fechando negócios apenas conforme a necessidade. Na primeira quinzena de dezembro, o boi gordo registrou queda acumulada de R$ 35,00 por arroba, conforme o informativo Tem Boi na Linha.

De acordo com informativo, na região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, a sexta-feira manteve a pressão sobre os preços. As cotações para todas as categorias abriram o dia com recuo de R$ 5,00/@, mesmo com um volume reduzido de movimentações.

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No mercado baiano, o escoamento de carne enfraquecido e as escalas de abate superiores a 10 dias resultaram em uma queda de R$ 5,00/@ para todas as categorias.

No Triângulo Mineiro, a oferta elevada de fêmeas, especialmente mais velhas, pressionou os preços da vaca para baixo, com redução de R$ 5,00/@. Já o boi e a novilha mantiveram estabilidade nos valores no comparativo diário.





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Pressão baixista persiste no mercado do boi gordo



Essa dinâmica reflete o atual momento de mudança de ciclo no setor



Essa dinâmica reflete o atual momento de mudança de ciclo no setor
Essa dinâmica reflete o atual momento de mudança de ciclo no setor – Foto: Divulgação

De acordo com análise da StoneX, o mercado do boi gordo na B3 segue pressionado por uma tendência de baixa. O índice contínuo do boi gordo registrou queda para R$ 310/@ na última semana, uma redução significativa em relação aos R$ 350/@ observados no final de novembro de 2023. Além disso, os contratos futuros, especialmente os de fevereiro de 2025, estão sendo negociados a R$ 307/@, com alertas de que os preços possam recuar ainda mais, chegando à marca de R$ 300/@.  

Essa dinâmica reflete o atual momento de mudança de ciclo no setor, em que a redução da oferta e a demanda aquecida, tanto no mercado interno quanto no externo, não foram suficientes para impedir a queda nos preços. Um fator relevante para explicar essa variação é o aumento dos abates, indicando que o volume ofertado no mercado pode ter superado a demanda efetiva, pressionando as cotações.  

Com o mercado em alerta, agentes econômicos seguem monitorando de perto os dias de espera para compras nos frigoríficos, que podem indicar desequilíbrios entre oferta e demanda. Além disso, a volatilidade dos contratos futuros na B3 e sua resposta a esses movimentos seguem como pontos de atenção para os próximos meses.  

“Sem dúvidas em relação com a mudança de ciclo e a redução da oferta, assim como com a demanda tanto externa como interna ainda aquecidas, a explicação dessa brusca variação estaria no nível de abates, já que há indícios de que o volume que esperava ser vendido se encontrava acima da demanda a ser realizada. Sendo assim, continuarão sendo monitoradas de perto os dias de espera para compras nos frigoríficos, assim como volatilidade nas negociações das cotações futuras e as suas respostas em relação a isso”, conclui.

 





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O futuro da agricultura sustentável



O crescimento do mercado é impulsionado pela crescente demanda global por alimentos



O crescimento do mercado é impulsionado pela crescente demanda global por alimentos
O crescimento do mercado é impulsionado pela crescente demanda global por alimentos – Foto: Pixabay

A agricultura sempre foi fundamental para o desenvolvimento humano, e com o crescimento populacional e os desafios ambientais, a busca por práticas mais sustentáveis nunca foi tão urgente. Os Nanofertilizantes surgem como uma solução inovadora, com previsão de crescimento do mercado para US$ 12,4 bilhões até 2034. Ao utilizar nanotecnologia, esses fertilizantes fornecem nutrientes de forma mais eficiente, liberando-os de maneira controlada para garantir a absorção ideal pelas plantas.

Diferente dos fertilizantes tradicionais, que muitas vezes resultam em desperdício e poluição, os nanofertilizantes reduzem a quantidade de insumos necessários, aumentando a produtividade e diminuindo os impactos ambientais. Eles estão disponíveis em várias formas, como nanocompostos e nutrientes nanoencapsulados, e sua aplicação precisa melhora a saúde do solo, além de otimizar o uso dos fertilizantes.

O crescimento do mercado é impulsionado pela crescente demanda global por alimentos, com a população projetada para atingir 9,7 bilhões até 2050, e as preocupações com a sustentabilidade, como a degradação do solo e da água. Além disso, há forte apoio governamental para práticas agrícolas sustentáveis e investimentos em nanotecnologia. Contudo, desafios como os altos custos de produção, questões regulatórias e a falta de conhecimento dos agricultores sobre os benefícios dos nanofertilizantes precisam ser superados.

O mercado é segmentado por tipo de nutrientes e aplicação, com destaque para a produção de culturas e horticultura. Regiões como América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico estão na vanguarda, com a América Latina também se destacando pela adoção de tecnologias inovadoras. Empresas como BASF, Nutrien e Yara estão investindo na pesquisa e desenvolvimento de nanofertilizantes, moldando o futuro da agricultura. Até 2034, espera-se que essa tecnologia desempenhe um papel essencial na segurança alimentar e na sustentabilidade.

 





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Mato Grosso lidera exportações de algodão no Brasil, aponta Imea



MT consolidou liderança no mercado de algodão




Foto: Divulgação

Mato Grosso consolidou sua posição de liderança no mercado brasileiro de algodão ao exportar 186,80 mil toneladas de pluma em novembro de 2024, o maior volume mensal registrado desde o início da safra 2023/24. Esse montante representou 62,37% do total exportado pelo Brasil no período, segundo informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Entre os principais destinos do algodão mato-grossense, a China retomou o posto de maior compradora, adquirindo 43,54 mil toneladas no mês, seguida de perto pelo Vietnã, com 42,83 mil toneladas.

No acumulado da safra 2023/24 até novembro, Mato Grosso já embarcou 505,54 mil toneladas de algodão, configurando o segundo maior volume da série histórica para o período de agosto a novembro.

Perspectivas para a Safra 2023/24

O Imea projeta que Mato Grosso exporte 1,80 milhão de toneladas de algodão ao longo do ciclo da safra 2023/24, com estimativa de que 1,29 milhão de toneladas sejam embarcadas até julho de 2025. No entanto, é importante destacar que o beneficiamento da safra ainda está em andamento, o que significa que nem toda a produção está disponível para exportação neste momento.

 





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Fraude no leite destaca a necessidade de reforçar fiscalização



Fraude abala a confiança dos consumidores




Foto: Divulgação

Os recentes casos de adulteração de leite no Rio Grande do Sul, que resultaram na apreensão de toneladas de produtos fraudulentos, trazem à tona a urgência de uma fiscalização agropecuária mais robusta e bem estruturada no Brasil. De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), essa atuação é essencial para garantir a qualidade e segurança dos alimentos consumidos pelos brasileiros e exportados para outros países.

As práticas criminosas de adulteração não apenas colocam em risco a saúde pública, mas também abalam a confiança dos consumidores nos produtos de origem animal e vegetal. O presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, enfatizou que tais ocorrências são inaceitáveis:

“Casos de adulteração de alimentos não podem ser tolerados, e a proteção à saúde pública deve ser uma prioridade inegociável. É fundamental que as autoridades adotem medidas imediatas para ampliar e fortalecer a fiscalização agropecuária em todo o país.”

A entidade reforça que a falta de auditores fiscais é um dos maiores desafios enfrentados pelo setor. O déficit de profissionais compromete a capacidade de resposta às irregularidades, favorecendo a impunidade e aumentando o risco de novas fraudes. Para combater essas práticas, o sindicato defende a realização de concursos públicos para repor o quadro de fiscais, além de melhorias nas condições de trabalho.

A Anffa Sindical alerta ainda que a segurança alimentar é um pilar estratégico para o Brasil, tanto para o mercado interno quanto para manter a competitividade no comércio internacional. Sem uma fiscalização eficaz, o país corre o risco de prejudicar sua imagem perante outros mercados.





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Faesp quer retratação do Carrefour sobre a decisão do grupo em não comprar…


Uma das principais marcas de varejo, por meio do CEO do Carrefour França, anunciou que suspenderá vendas de carne do Mercosul: decisão gera críticas e debate sobre sustentabilidade

O Carrefour França anunciou que suspenderá a venda de carne proveniente de países do Mercosul, incluindo o Brasil, alegando preocupações com sustentabilidade, desmatamento e respeito aos padrões ambientais europeus. A afirmação é do CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, nas redes sociais do empresário, mas destinada ao presidente do sindicato nacional dos agricultores franceses, Arnaud Rousseau.

A decisão gerou repercussão negativa no Brasil, especialmente no setor agropecuário, que considera a medida protecionista e prejudicial à imagem da carne brasileira, amplamente exportada e reconhecida pela qualidade.

Essa decisão reflete tensões maiores entre a União Europeia e o Mercosul, com debates sobre padrões de produção e sustentabilidade como pontos centrais. Para a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), essa decisão é prejudicial ao comércio entre França e Brasil, com impactos negativos também aos consumidores do Carrefour.

Os argumentos da pauta ambiental alegada pelo Carrefour e pelos produtores de carne na França não se sustentam, uma vez que a produção da pecuária brasileira está entre as mais sustentáveis do planeta. Esta posição, vinda de uma importante marca de varejo, é um indício de que os investimentos do grupo Carrefour no Brasil devem ser vistos com ressalva, segundo o presidente da Faesp, Tirso Meirelles.

“A declaração do CEO do Carrefour França, Alexandre Bompard, demonstra não apenas uma atitude protecionista dos produtores franceses, mas um total desconhecimento da sustentabilidade do setor pecuário brasileiro. A Faesp se solidariza com os produtores e espera que esse fato isolado seja rechaçado e não influencie as exportações do país. Vale lembrar que a carne bovina é um dos principais itens de comercialização do Brasil”, disse Tirso Meirelles.

O coordenador da Comissão Técnica de Bovinocultura de Corte da Faesp, Cyro Ferreira Penna Junior, reforça esta tese. “A carne brasileira é a mais sustentável e competitiva do planeta, que atende aos padrões mais elevados de qualidade e exigências do consumidor final. Tais retaliações contra o nosso produto aparentam ser uma ação comercial orquestrada de produtores e empresas da União Europeia que não conseguem competir conosco no ‘fair play’”, diz Cyro.

Para o presidente da Faesp, cabe ao Carrefour reavaliar sua posição e, eventualmente, se retratar publicamente, uma vez que esta decisão, tomada unilateralmente e sem critérios técnicos, revela uma falta de compromisso do grupo com o Brasil, um importante mercado consumidor.

Várias outras instituições se posicionaram contra a decisão do Carrefour, e o Ministério da Agricultura (Mapa). “No que diz respeito ao Brasil, o rigoroso sistema de Defesa Agropecuária do Mapa garante ao país o posto de maior exportador de carne bovina e de aves do mundo”, diz o Mapa em comunicado. “Vale reiterar que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e atua com transparência no setor […] O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros”, continua a nota.





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