terça-feira, abril 7, 2026

Política & Agro

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Percevejo ameaça produtividade da soja com perdas de até 50%


A presença do percevejo na cultura da soja tem causado prejuízos aos produtores, especialmente no estágio inicial de formação das vagens. O inseto ataca principalmente durante o estágio conhecido como “canivetinho”, impedindo o desenvolvimento dos grãos e levando ao abortamento das vagens. De acordo com especialistas, as perdas na produtividade podem variar entre 30% e 40%, atingindo até 50% em áreas destinadas à produção de sementes.

A dificuldade em identificar os ataques precocemente agrava o problema. No início do ciclo reprodutivo, as primeiras gerações do inseto, que vêm de plantas daninhas e áreas de vegetação nativa, depositam ovos que dão origem a novos surtos na lavoura. “Os danos só são percebidos tardiamente, quando a produtividade já foi comprometida”, alertam os pesquisadores. Além da redução na colheita, os ataques podem diminuir a qualidade dos grãos devido à injeção de toxinas e contaminação por fungos, prejudicando a classificação e o valor de mercado da soja.

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O problema é ainda mais grave em plantações que utilizam inseticidas químicos como principal método de controle. O uso contínuo desses produtos tem contribuído para o aumento da resistência dos percevejos, exigindo mais pulverizações ao longo do ciclo e elevando os custos de produção. Em média, são realizadas de quatro a oito aplicações por safra, o que tem se mostrado ineficaz em muitos casos.

As informações foram divulgadas pela Life Biological Control, que apresentou uma solução inovadora para o controle do percevejo. A empresa desenvolveu o Defender Soy, um produto biológico à base da microvespa parasitoide Telenomus podisi. O insumo ataca diretamente os ovos do percevejo, evitando que novas gerações se desenvolvam. Além de reduzir as perdas na produtividade em até 30%, o método biológico diminui a necessidade de aplicações químicas, contribuindo para o manejo sustentável da lavoura.

A eficácia do Defender Soy já é comprovada com taxas de controle superiores a 95%, segundo a empresa. A microvespa é capaz de eliminar os ovos antes que eclodam, protegendo não só a cultura da soja, mas também o milho safrinha, outro alvo recorrente do percevejo-barriga-verde. O produto está disponível em regiões específicas do Brasil, com distribuição estratégica para garantir a eficiência do controle biológico.

 

 





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Saiba como reduzir os prejuízos em caso de estiagem


A estiagem que atinge novamente o Rio Grande do Sul tem causado sérios prejuízos aos produtores rurais, especialmente nas culturas de milho e soja. Segundo informações divulgadas pela HBS Advogados, é fundamental que os agricultores tomem providências para comprovar as perdas decorrentes da seca, garantindo assim a mitigação dos prejuízos e a preservação de seus direitos.

Laudos técnicos como ferramenta essencial

De acordo com a HBS Advogados, uma das principais ações que o produtor deve adotar é a obtenção de laudos técnicos periódicos elaborados por profissionais habilitados, acompanhados da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Esses documentos são indispensáveis para quantificar as perdas e comprovar a frustração de safra antes da colheita. “Fotos, vídeos, atas notariais, decretos municipais de situação de emergência e notícias podem complementar os laudos e reforçar a comprovação”, explicam os especialistas da HBS.

Seguro agrícola: requisitos e cuidados

Os advogados da HBS também destacam a importância de comunicar a seguradora conforme as condições estabelecidas na apólice do seguro agrícola. Além disso, orientam que o produtor aguarde a vistoria antes de iniciar a colheita e esteja acompanhado de um assistente técnico durante o processo. “É fundamental revisar atentamente os termos de vistoria antes de assiná-los. Em caso de divergência, o produtor deve formalizar suas razões e, se necessário, solicitar uma nova vistoria”, alertam.

Colheita antecipada: como se proteger

Mesmo quando a colheita precisa ser iniciada antes da vistoria, devido à urgência, os advogados recomendam que o produtor arquive os laudos técnicos e demais documentos que comprovem os investimentos na lavoura. Esses registros serão cruciais para possíveis prorrogações ou renegociações de contratos.

Prorrogação de dívidas: um direito do produtor rural

Segundo a HBS Advogados, o Manual de Crédito Rural assegura ao produtor a possibilidade de prorrogar vencimentos de operações de crédito rural com base em sua capacidade de pagamento, sem a cobrança de juros adicionais, multas ou encargos. “Para acessar esse direito, é imprescindível protocolar o pedido antes do vencimento, acompanhado de documentação que comprove as perdas sofridas. Isso permitirá que o banco reestruture os prazos conforme o ciclo da lavoura e as condições financeiras do mutuário”, ressaltam. A HBS também menciona a Súmula 298 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabelece que a prorrogação de dívidas rurais não é uma faculdade dos bancos, mas um direito do produtor.

Renegociações em contratos fora do sistema financeiro

Além das operações de crédito rural, a HBS alerta que o produtor também pode buscar soluções para renegociar contratos fora do sistema financeiro. Nesse caso, é necessário avaliar, previamente, as medidas jurídicas mais adequadas para evitar inadimplências e, se possível, resolver as questões de forma extrajudicial.

Proatividade é a chave para mitigar danos

A HBS Advogados reforça que os produtores prejudicados pela estiagem devem ser proativos, adotando rapidamente as providências cabíveis, com base na documentação necessária e nas particularidades de cada caso.





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Microbioma de batata é chave para desenvolvimento



A pesquisa também destaca que fatores como as características do solo



A pesquisa também destaca que fatores como as características do solo
A pesquisa também destaca que fatores como as características do solo – Foto: Pixabay

Leandro Simões Azevedo Gonçalves, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), destacou um estudo recente publicado na Nature Microbiology, liderado por Song et al. (2025), que investiga a conexão entre o microbioma de tubérculos-semente de batata e o vigor das plantas na safra subsequente. A pesquisa revela que a composição microbiana nos olhos dos tubérculos pode prever a saúde e o crescimento das plantas, oferecendo novas possibilidades para aumentar a produtividade agrícola.

O estudo aponta que espécies como Streptomyces, Acinetobacter e Cellvibrio esempenham papéis cruciais nesse processo. O Streptomyces é associado ao aumento do vigor, pois contribui para a saúde das plantas. Por outro lado, Acinetobacter e Cellvibrio têm sido identificados como limitadores de crescimento, já que competem por recursos ou geram metabólitos inibitórios, impactando negativamente o desenvolvimento das plantas.

A pesquisa também destaca que fatores como as características do solo, a genética da cultivar e o histórico de produção determinam a composição do microbioma, moldando o vigor das plantas nas safras seguintes. A interação desses fatores cria um “legado microbiano”, refletindo nas diferenças fisiológicas e microbianas dos tubérculos, o que pode alterar a disponibilidade de nutrientes e as interações com patógenos.

A partir desses dados, é possível identificar tubérculos-semente com microbiomas benéficos, permitindo recomendações personalizadas para diferentes solos e climas. O estudo sugere que a manipulação das comunidades microbianas, por meio de inoculantes customizados, pode ser uma estratégia eficaz para aumentar a resistência a patógenos e melhorar a eficiência no uso de nutrientes, contribuindo para uma agricultura mais resiliente e sustentável.

 





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Evite perdas na batata com a limpeza de máquinas



A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto



A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto
A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto – Foto: Pixabay

A limpeza das máquinas e implementos agrícolas é uma ação essencial no controle de nematoides na bataticultura, como aponta João Pedro Elias Gondim, engenheiro agrônomo. Os nematoides, como os nematoides-das-galhas-radiculares (‘Meloidogyne’ spp.) e os nematoides-das-lesões-radiculares (‘Pratylenchus’ spp.), causam grandes danos às lavouras de batata, afetando diretamente a absorção de água e nutrientes pelas raízes. Isso resulta em sintomas de amarelecimento, raquitismo e murcha, comprometendo tanto a quantidade quanto a qualidade dos tubérculos. Em alguns casos, as perdas podem chegar a 100% da produção.

O Brasil enfrenta sérios desafios no controle desses patógenos, que têm ampla distribuição geográfica nas regiões produtoras. O manejo integrado de nematoides, incluindo a limpeza e descontaminação de máquinas, é crucial para evitar a propagação dos patógenos. Máquinas contaminadas podem transferir nematoides de áreas infestadas para áreas limpas, agravando o problema. Além disso, o controle eficaz deve envolver o uso de cultivares menos suscetíveis, a rotação de culturas, a destruição de restos culturais e a aplicação de nematicidas.

A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto, que deve ser combinada com outras práticas de manejo para reduzir a densidade populacional de nematoides e garantir a saúde das lavouras. O controle adequado desses patógenos não só reduz as perdas, mas também contribui para a produção de batatas de melhor qualidade, fundamentais para o abastecimento nacional. Portanto, adotar práticas integradas e a higiene das máquinas é essencial para a sustentabilidade da bataticultura.

 





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Déficit hídrico preocupa mercado da soja


A falta de chuvas no Rio Grande do Sul já causa perdas irreversíveis de produtividade em algumas regiões, mesmo com o retorno das precipitações, segundo a TF Agroeconômica. As áreas semeadas em outubro foram as mais prejudicadas, destacando-se Alto Uruguai, Fronteira Oeste e Missões. No mercado, os preços no porto alcançaram R$ 140,00 para entrega em novembro, com pagamento previsto para 24 de janeiro. No interior, as cotações variaram entre R$ 136,00 em Cruz Alta, Passo Fundo e Ijuí, com pagamentos para fevereiro, e R$ 135,00 em Santa Rosa e São Luiz. Já em Panambi, o preço de pedra permaneceu em R$ 126,00 por saca.

Em Santa Catarina, o estresse hídrico é irregular, com algumas áreas enfrentando falta de umidade e outras sofrendo com excesso. No porto de São Francisco, os preços oscilaram entre R$ 137,53 para entrega em fevereiro e pagamento em março, e R$ 141,00 para entrega em junho, com pagamento em julho. A situação climática adversa também impacta o Paraná, onde o tempo seco e as altas temperaturas ameaçam o desenvolvimento das lavouras em fase de enchimento de grãos. Os preços no porto de Paranaguá chegaram a R$ 139,00 para entrega em janeiro, com pagamento em fevereiro. No mercado interno, Ponta Grossa registrou R$ 136,00 CIF, embora a liquidez tenha sido baixa. Em Maringá, os preços disponíveis atingiram R$ 130,75 FOB, sem negócios relevantes reportados.

Em Mato Grosso do Sul, o déficit hídrico preocupa principalmente na região sul, onde as lavouras apresentam sinais de estresse devido à falta de umidade. Apesar disso, ainda não há perdas irreversíveis, embora se espere menor produtividade em algumas áreas. Os preços na região variaram entre R$ 122,41 e R$ 129,30, dependendo da localidade. Em Mato Grosso, o excesso de chuvas tem atrasado a colheita e prejudicado a qualidade dos grãos, além de comprometer a implantação da segunda safra. Os preços no estado oscilaram entre R$ 112,69 em Lucas do Rio Verde e R$ 123,77 em Sorriso.

 





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Milho começa a semana em alta



O vencimento para março/25 fechou a R$ 78,13, alta de R$ 1,46 no dia



A combinação de estoques reduzidos e exportações aquecidas tem sustentado os preços do cereal no mercado interno
A combinação de estoques reduzidos e exportações aquecidas tem sustentado os preços do cereal no mercado interno – Foto: Nadia Borges

Conforme dados da TF Agroeconômica, os principais contratos futuros de milho fecharam em alta nesta segunda-feira (20), apesar do feriado nos Estados Unidos e da queda do dólar. Segundo o Cepea, os preços do milho seguem firmes no mercado brasileiro, sustentados pela retração de vendedores, estimativas de estoques baixos e demanda aquecida. A necessidade de reposição de estoques manteve compradores ativos no mercado spot na última semana, enquanto os produtores focaram nas atividades de campo.  

Dados da Conab, analisados pelo Cepea, mostram que o estoque de passagem da safra 2023/24, que se encerra em janeiro, foi revisado para 2,53 milhões de toneladas. Esse volume está bem abaixo das 4,42 milhões de toneladas projetadas em dezembro, reflexo do aumento das exportações, agora estimadas em 38,5 milhões de toneladas. Essa combinação de estoques reduzidos e exportações aquecidas tem sustentado os preços do cereal no mercado interno.  

Na B3, os contratos futuros refletiram esse cenário. O vencimento para março/25 fechou a R$ 78,13, alta de R$ 1,46 no dia, embora acumule queda de R$ 1,72 na semana. O contrato de maio/25 foi negociado a R$ 75,97, com alta de R$ 0,50 no dia e baixa de R$ 0,83 na semana. Já o contrato de julho/25 encerrou a R$ 72,49, com valorização de R$ 0,52 no dia e R$ 0,28 na semana.  

Com estoques reduzidos e a continuidade da demanda no mercado interno e externo, espera-se que os preços do milho mantenham trajetória firme. Esse cenário deve seguir influenciando a dinâmica de preços nas próximas semanas, com compradores atentos à reposição de estoques e ao desempenho das exportações.

 





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Seca segue impactando mercado de milho


No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul se encontram indústrias mais curtas, tiveram de elevar suas precificação, para atrair vendedor, pois a exportação começou a fazer posições no RS. As informações são da TF Agroeconômica.

“Os preços de compra da indústria variam de R$ 68,00 em Santa Rosa até R$ 74,00 em Arroio do Meio. Vendedores, neste momento, bastante ausentes, quando presentes pedem R$ 70,00 / R$ 72,00 para retirada no interior do estado janeiro cheio. Exportação apenas no dia de hoje houve indicação, a R$ 80,00 Sobre rodas entrega fevereiro e pagamento meados de março. Preços de pedra em Panambi, mantiveram-se em R$ 65,00 a saca”, comenta.

Desde a forte elevação do dólar acima de R$ 6,00 as importações de milho de Santa Catarina diminuíram significativamente. “Menos mal que a safra de verão do RS começa a ser colhida e abastece o estado catarinense com algum volume, mas o milho paraguaio e argentino é importante para complementar as necessidades locais. Já as ofertas no porto de São Francisco do Sul estão em 72,50 para entrega em agosto com pagamento em 30/09 até 72,70 com entrega em outubro e pagamento em 28/11. Milho SPOT CIF em Imbituba 2025, com entrega em fevereiro e pagamento 30/04 com ideia de R$80,00”, completa.

No Paraná, o que se destaca são os atrasos de colheita. “As ofertas para o milho spot giram ao redor de R$ 67,00/saca no interior. Para a safrinha no porto de Paranaguá os compradores oferecem R$ 73,00 com entrega em agosto e pagamento em 30/09 até 72,50 com entrega em setembro e pagamento em 30/10”, indica.

De acordo com a Aprosoja/MS, o preço médio da saca de milho no estado registrou valorização de 4,78% entre 09 e 13 de janeiro de 2025, alcançando R$ 62,75 no dia 13/01. Apesar disso, 76% da segunda safra de milho de 2024 já foi comercializada, volume 3,54 pontos percentuais menor que o mesmo período do ano anterior. No mercado local, as cotações apresentaram queda generalizada. Em Campo Grande, a saca está a R$ 62,50, enquanto Chapadão registra R$ 59,60 e Dourados caiu para R$ 60,10. Outras regiões como Maracaju, Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia tiveram preços inferiores a R$ 59,40.

 





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Mercado de trigo segue lento no Sul


De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Sul do Brasil segue lento, com moinhos locais e exportadores buscando definições para o início de 2025. No Rio Grande do Sul, os moinhos já garantiram suas posições para janeiro e começam a negociar para fevereiro e março. 

No mercado interno, o trigo com embarque entre 15 de fevereiro e 15 de março e pagamento no fim de março apresenta preços de R$ 1.250,00/t no interior, subindo para R$ 1.300,00/t para trigos de qualidade superior. No mercado de exportação, os preços no porto caíram para R$ 1.350,00/t, sem registro de novos negócios. Na região de Panambi, o preço da pedra manteve-se em R$ 65,00 a saca.

Em Santa Catarina, o mercado segue com ofertas locais entre R$ 1.400,00 e R$ 1.450,00/t em regiões como Mafra, Três Barras, Campos Novos e Pinhalzinho. O trigo importado, trazido pela Serra Morena, alcança valores superiores a R$ 1.700,00 no porto e R$ 1.800,00 no interior. Os preços pagos aos produtores catarinenses variaram de R$ 68,00/saca em Rio do Sul a R$ 73,00/saca em Xanxerê e São Miguel do Oeste, sem alterações em relação à semana anterior.

No Paraná, a necessidade de liberar armazéns para receber milho e soja da safra de verão tem influenciado o mercado. As últimas negociações no norte do estado ocorreram a R$ 1.450,00/t, enquanto os pedidos dos vendedores permanecem em torno de R$ 1.500,00/t. No oeste e sudoeste, os preços são mais competitivos do que os gaúchos, com trigos de boa qualidade sendo negociados a R$ 1.700,00/t FOB no diferido. O trigo branqueador, indicado a R$ 1.650,00 CIF, não encontra compradores.

 





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Soja, milho e trigo apresentam altas


De acordo com a TF Agroeconômica, a soja registrou alta no mercado de Chicago, com contratos para março cotados a US$ 1.053,0 por bushel (+19,0). No Brasil, o indicador Cepea subiu para R$ 133,23 (+0,12% no dia, -4,43% no mês). O mercado foi influenciado por chuvas insuficientes na Argentina, atrasos na colheita brasileira devido ao excesso de umidade no centro-norte e pela ausência de tarifas contra a China no início do governo Trump. 

No Brasil, a Conab informou que a colheita de soja alcançou 1,2% da área plantada, abaixo dos 4,7% no mesmo período de 2024. Mato Grosso lidera os atrasos, com avanço de apenas 1,5%, o menor ritmo desde o ciclo 2010/2011, segundo a AgRural. “ambém ontem, a consultoria AgRural destacou que o andamento da colheita no Mato Grosso é o mais lento desde que a empresa começou a monitorar a evolução dos trabalhos agrícolas no ciclo 2010/2011, devido ao excesso de chuvas”, comenta.

No mercado de milho, os contratos de março em Chicago avançaram para US$ 487,75 por bushel (+3,50). Na B3, o preço subiu para R$ 78,13 (+1,90%), enquanto o indicador Cepea caiu 0,54%, para R$ 73,85. A alta é reflexo da seca na Argentina, atrasos na semeadura da safrinha brasileira e expectativas positivas quanto à liberação do uso do E-15 nos EUA. No Brasil, a Conab informou que a colheita do milho de verão atingiu 4,4% da área plantada, acima dos 2,3% da semana anterior, mas a semeadura da safrinha segue atrasada, com apenas 0,5% concluída, frente aos 5% no mesmo período do ano passado.  

O trigo também apresentou ganhos. Em Chicago, os contratos para março foram cotados a US$ 547,75 por bushel (+9,0). No Brasil, o Cepea registrou R$ 1.416,17 no Paraná (+0,69% no dia, +1,64% no mês) e R$ 1.265,23 no Rio Grande do Sul (-0,04% no dia, +0,33% no mês). “Essa ação, que melhora a competitividade das exportações americanas, estava relacionada à não aplicação de tarifas contra outros países – o foco era a China – desde o primeiro dia da nova Administração. Além disso, a desaceleração nas exportações da região do Mar Negro continua sendo um fator positivo para o mercado internacional”, conclui.

 





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Suínos: preços do animal vivo fecham esta sexta-feira (3) em campo misto


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O mercado de suínos terminou esta sexta-feira (3) com cotações em campo misto para os preços do animal vivo. De acordo com informações do Cepea, o mês de dezembro tem sido de repetidas baixas nos preços do animal vivo, após recorde nominal atigido em novembro. A razão para isso seria, segundo o órgão, um descompasso entre oferta e demanda no mercado doméstico.

Conforme a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 152,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 12,20/kg, em média.

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (2), o preço ficou estável somente em Minas Gerais (R$ 7,96/kg), e houve aumento de 0,37% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 8,21/kg. Houve queda de 1,94% no Paraná, atingindo R$ 7,58/kg, recuo de 1,65% em Santa Catarina, alcançando R$ 7,76/kg, e de 0,12% em São Paulo, fechando em R$ 8,08/kg. 
 

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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