segunda-feira, abril 6, 2026

Política & Agro

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milho segue valorizado com oferta apertada


Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o mercado do milho apresentou valorização nas últimas semanas na Bolsa de Chicago, impulsionado pela redução da oferta global e estoques mais apertados nos Estados Unidos.

O preço do bushel, que em meados de dezembro de 2024 chegou a US$ 4,37, atingiu US$ 4,95 na primeira semana de fevereiro. No fechamento da última quinta-feira (13), a cotação ficou em US$ 4,93, levemente abaixo da semana anterior. A média de dezembro de 2024 foi de US$ 4,39/bushel, enquanto em janeiro de 2025 subiu para US$ 4,75, registrando um avanço de 8,2% em relação ao mês anterior.

A valorização do milho foi impulsionada pelos números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No relatório de 11 de fevereiro, a produção global foi reduzida em dois milhões de toneladas, ficando em 1,212 bilhão de toneladas. Já os estoques finais recuaram três milhões de toneladas, totalizando 290,3 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a relação estoque/consumo atingiu o menor nível em mais de uma década, segundo a Agrinvest. A incerteza sobre a produção na Argentina, que enfrenta problemas climáticos, também contribuiu para a alta das cotações.

O desempenho das exportações norte-americanas também ajudou a sustentar os preços. Na semana encerrada em 6 de fevereiro, os EUA embarcaram 1,3 milhão de toneladas de milho, próximo do limite máximo esperado pelo mercado. Com isso, o volume total exportado no ciclo já soma 23,1 milhões de toneladas, 34% acima do mesmo período do ano passado.

Com estoques mais apertados e a demanda aquecida, o mercado segue atento ao comportamento das cotações nas próximas semanas.





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Estiagem preocupa produtores de soja em Santa Catarina



Falta de chuva pode comprometer safra de soja no estado




Foto: United Soybean Board

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que, apesar das boas condições gerais das lavouras de soja em Santa Catarina, a redução das chuvas nas últimas semanas acendeu um alerta para os produtores.

O clima mais seco pode comprometer lavouras em fases mais suscetíveis, como floração e formação de grãos. Algumas áreas precoces já começaram a ser colhidas, mas ainda de forma pouco representativa.

A segunda safra de soja segue indefinida no estado. Alguns produtores iniciaram o plantio em áreas de milho silagem, mas muitos ainda estão indecisos. Com o zoneamento agrícola encerrado em 30 de janeiro, há possibilidade de que parte da área seja redirecionada para o feijão-safrinha.

O maior impacto do clima seco vem sendo registrado no oeste catarinense, onde a estiagem leve, observada desde dezembro, já compromete o desenvolvimento da soja. As lavouras implantadas mais tarde sofrem déficit hídrico, aumentando a preocupação dos agricultores.

Apesar dos desafios climáticos, as condições fitossanitárias das lavouras são consideradas boas. Os produtores vêm sendo orientados a monitorar possíveis focos de ferrugem asiática, doença que pode se intensificar conforme avança o ciclo da cultura.

Diante desse cenário, os órgãos de assistência técnica recomendam que os produtores analisem cuidadosamente as condições do solo antes de prosseguir com a semeadura, minimizando os riscos de perdas na safra.





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Produção de algodão avança no Tocantins e Piauí



Chuvas impulsionam lavouras de algodão no Tocantins




Foto: Canva

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta um cenário positivo para o algodão nos estados do Tocantins e Piauí.

No Tocantins, 90% da área prevista já foi semeada, confirmando a tendência de expansão em relação à safra anterior. As chuvas regulares vêm favorecendo o bom desenvolvimento das lavouras, além de permitir a realização de tratos culturais essenciais, como fertilização e controle fitossanitário.

No Piauí, a primeira safra, cultivada em sequeiro, já foi totalmente implantada e apresenta boas condições vegetativas. Enquanto isso, as áreas de segunda safra estão em fase de preparação e semeadura, com apoio da irrigação suplementar quando necessário.

Com o avanço da produção em áreas irrigadas, a expectativa é de um aumento expressivo na área cultivada em relação ao ciclo anterior. Apesar de desafios pontuais relacionados a solo, clima e sanidade, a projeção para a safra é otimista, com boa produtividade esperada.





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SP lança plano para fortalecer cooperativas rurais



Atualmente, São Paulo conta com 181 cooperativas agropecuárias



Atualmente, São Paulo conta com 181 cooperativas agropecuárias
Atualmente, São Paulo conta com 181 cooperativas agropecuárias – Foto: Sheila Flores

O Governo de São Paulo anunciou um plano para fortalecer o cooperativismo rural no Estado, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento nesta sexta-feira (7). A iniciativa, assinada pelo secretário Guilherme Piai, prevê a criação de uma Diretoria de Cooperativismo e Associativismo dentro da pasta, garantindo a participação ativa das cooperativas na formulação de políticas públicas. A medida atende a reivindicações antigas de produtores rurais e agroindústrias ligadas à Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp).  

Outro destaque do plano é a inclusão das cooperativas de produtores e de crédito no Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). A meta para 2025 é ampliar a aquisição de máquinas agrícolas por meio da linha de crédito Pró-Trator, que subsidia parte dos juros das operações de financiamento. O governo projeta um crescimento de 400% no valor da subvenção estadual em relação a 2024, com a expectativa de viabilizar a compra de mil máquinas ainda neste ano.  

Além disso, foi anunciada a inclusão do café no Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), com um processo de adesão simplificado para produtores cooperados, desenvolvido pelo Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP). A cadeia produtiva do leite também será beneficiada pela continuidade do Hub do Leite e pela parceria com a Comevap, impactando cerca de 600 produtores com pesquisas aplicadas para melhoria da qualidade e competitividade do setor.  

Atualmente, São Paulo conta com 181 cooperativas agropecuárias e 165 mil produtores cooperados, de acordo com a Ocesp. O modelo cooperativista permite maior acesso a insumos de qualidade, tecnologia avançada e assistência técnica, além de melhorar a comercialização da produção e fortalecer as comunidades rurais.

 





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Exportações de açúcar reduzem 47,1% na comparação com a média de fevereiro…


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As exportações de açúcar e melaços pelos Brasil durante os primeiros dez dias úteis deste mês tiveram uma média diária 47,1% inferior à de fevereiro de 2024. Isso é o que mostra relatório divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Enquanto que fevereiro de 2024 teve uma média diária de exportações de açúcar e melaços de 158.125,2 toneladas, sendo que em todo o mês os embarques chegaram a 3.004.379,0 toneladas. No início do mês atual, a média é de 83.709,3 toneladas, com um total de 83.709,3 toneladas até o momento.

Diante de uma queda de 10,6% no preço, que passou de US$ 526,6/tonelada para US$ 471,0/tonelada em 2025. Por isso, houve uma redução de 52,7% na média de faturação, que caiu de US$ 83.263,7 mil para US$ 39.423,7 mil. Dessa maneira, até o momento, em dez dias úteis, o Brasil faturou US$ 394.236,8 mil com embarques de açúcar e melaços, sendo que em todo fevereiro de 2024, em 19 dias úteis, foram US$ 1.582.010,4 mil.

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Fonte:

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Biodefensivos mantêm produtividade da soja no calor intenso



A expectativa é que a participação dos bioinsumos cresça ainda mais nos próximos anos



Assim como todas as culturas agrícolas, a soja enfrenta crescentes desafios sanitários
Assim como todas as culturas agrícolas, a soja enfrenta crescentes desafios sanitários – Foto: Pixabay

O avanço das mudanças climáticas impõem desafios à produção de soja no Brasil, afetando o ciclo produtivo e favorecendo o surgimento de pragas e doenças. Diante desse cenário, o uso de bioinsumos tem ganhado destaque, oferecendo soluções sustentáveis para o manejo da lavoura. Segundo a FarmTrak Bioinsumos, 33% da safra 2022/23 já adotou essa tecnologia, que fortalece a microbiota do solo e reduz impactos ambientais.  

Assim como todas as culturas agrícolas, a soja enfrenta crescentes desafios sanitários devido às mudanças climáticas. Períodos prolongados de seca, chuvas intensas fora de época e aumento agressivo da temperatura média impactam diretamente o ciclo produtivo, dificultando o manejo das lavouras. Essas condições proporcionam comprometimento direto na produtividade, além de favorecer a ação de pragas e doenças. Os prejuízos vêm de diferentes frentes”, detalha.

Para Luiz Marcandalli, gerente Nacional de Marketing da Rainbow, os biodefensivos são aliados essenciais na mitigação dos efeitos climáticos adversos. A Rainbow Agro, por meio da divisão Rainbow Bio, aposta nessa tendência e disponibiliza soluções como Besroute, Besular, Searent e Searoot, fertilizantes que contribuem para o equilíbrio nutricional das plantas.  

A expectativa é que a participação dos bioinsumos cresça ainda mais nos próximos anos, impulsionada pela busca por maior produtividade e menor impacto ambiental. Com mais de 20 anos de experiência e presença em mais de 100 países, a Rainbow Agro reforça seu compromisso em oferecer tecnologias inovadoras para a agricultura brasileira.

“Além dos eficazes Besroute e Besular, Searent é um fertilizante organomineral com alta concentração de potássio K2O. Já Searoot é um fertilizante orgânico organomineral que possui em sua composição alta concentração de carbono e potássio”, detalha o gerente Nacional de Marketing da Rainbow.

 





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Gigante ganha certificação em sementes de algodão



A empresa informou que pretende buscar novas certificações



A empresa informou que pretende buscar novas certificações
A empresa informou que pretende buscar novas certificações – Foto: Canva

A SLC Sementes conquistou, em janeiro, a certificação NBR ISO 9001:2015, que abrange diferentes etapas da produção de sementes de algodão. De acordo com a empresa, a certificação inclui a Fazenda Paysandu (BA), responsável pelo plantio e colheita, além das Fazendas Panorama e Palmares (BA), que também realizam o descaroçamento. A Indústria de Beneficiamento de Sementes em Palmares VIII (BA) foi certificada pelos processos de deslintamento, beneficiamento, tratamento, armazenagem e expedição. A matriz em Porto Alegre (RS) obteve a certificação para processos de apoio à produção e logística.  

Segundo a SLC Sementes, a implementação e manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade visam melhorias contínuas nos processos. A certificação ISO 9001:2015 estabelece critérios para a padronização e controle de qualidade na produção, com requisitos voltados à eficiência operacional e à satisfação do cliente.  A empresa informou que pretende buscar novas certificações para ampliar a padronização de suas operações no segmento de sementes de algodão.  A SLC Sementes também destacou o trabalho das equipes da SLC Agrícola S/A na obtenção da certificação.

“Além disso, implementamos e mantemos o Sistema de Gestão da Qualidade, garantindo melhorias contínuas em nossos processos. Essa certificação e as que ainda virão, reforçam nosso compromisso em cultivar um futuro agrícola sustentável gerando satisfação aos nossos clientes. Nosso agradecimento especial aos times SLC Sementes e SLC Agrícola S/A pelo trabalho incansável para tornar essa certificação realidade!”, disse a empresa, em uma publicação em seu perfil oficial na rede social LinkedIn.

 





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Feijão barato para o consumidor, prejuízo para o produtor



“Enquanto isso, no exterior, o cenário é outro”



Apesar do excesso de oferta, não há iniciativas do governo para subsidiar o escoamento via exportação
Apesar do excesso de oferta, não há iniciativas do governo para subsidiar o escoamento via exportação – Foto: Canva

O mercado de feijão-carioca e feijão-preto segue com bom volume de negócios, mas os preços continuam abaixo do custo, segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE). Com negociações entre R$ 140 e R$ 150 por saca, os produtores e empacotadores acumulam prejuízos, enquanto os consumidores não percebem a diferença, já que o rendimento no prato permanece o mesmo, mesmo com feijões danificados pela chuva.  

Apesar do excesso de oferta, não há iniciativas do governo para subsidiar o escoamento via exportação ou cobrir custos de frete, acelerando a comercialização. O maior entrave, no entanto, está na burocracia do Ministério da Agricultura (MAPA), que sofre com a falta de fiscais para emissão dos certificados necessários ao comércio internacional. Enquanto a inteligência artificial já otimiza processos no setor privado, no serviço público, a estrutura engessada ainda impede avanços.  

Um concurso anunciado para maio prevê a admissão de 520 servidores no MAPA, o que pode aliviar a situação, mas a urgência é imediata. Exportadores enfrentam altos custos logísticos devido à demora na liberação de documentos nos portos, comprometendo a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.  

“Enquanto isso, no exterior, o cenário é outro: os Estados Unidos e a Índia possuem mais de 20 profissionais dedicados exclusivamente à promoção comercial do agro, enquanto o Brasil conta com um único adido comercial, um verdadeiro herói que faz milagres para atender às demandas de exportação. No Brasil, as manchetes diárias seguem focadas em disputas ideológicas e brigas pelo poder. Como diz o ditado indiano: ‘Enquanto os elefantes brigam, quem sofre é a grama’”, conclui.





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Mercado brasileiro de inoculantes em expansão



O gênero Bradyrhizobium se destaca



"Os inoculantes seguem desempenhando um papel estratégico na redução da dependência de fertilizantes nitrogenados"
“Os inoculantes seguem desempenhando um papel estratégico na redução da dependência de fertilizantes nitrogenados” – Foto: Canva

Segundo Tiago Zucchi, fundador da MAVEZ ASSESSORIA, a crescente demanda por práticas agrícolas sustentáveis tem impulsionado o uso de inoculantes no Brasil, promovendo maior qualidade biológica do solo e redução nos custos de produção. Estudos recentes de Andreata e colaboradores (2024) indicam um avanço significativo desse mercado, com 636 produtos registrados até abril de 2024, sendo 366 específicos para a soja. Além disso, feijão e milho representam juntos cerca de 20% dos registros, enquanto os demais se distribuem entre 34 culturas, incluindo amendoim e trigo.  

“É nesse contexto que o uso de inoculantes ganha destaque, promovendo não apenas a melhoria da qualidade biológica do solo, mas também otimizando os custos de produção, tornando a agricultura mais rentável e sustentável”, comenta.

O gênero Bradyrhizobium se destaca, somando 340 registros, com a combinação B. japonicum + B. elkanii como a mais frequente. Também cresce a formulação de produtos com múltiplos isolados, reforçando a eficiência da fixação biológica de nitrogênio. A co-inoculação tem ganhado espaço no campo, e os números refletem essa tendência: na safra 2019/2020, a prática foi aplicada em 25% das áreas de soja, gerando economia de US$ 15,2 bilhões na substituição da ureia, além de um lucro estimado de US$ 914 milhões. Na safra 2022/2023, a adoção aumentou para 35%, consolidando o crescimento dessa tecnologia.  

“Apesar de terem sido introduzidos na agricultura brasileira na década de 1960, os inoculantes seguem desempenhando um papel estratégico na redução da dependência de fertilizantes nitrogenados. Sua adoção contínua não apenas reforça a produtividade agrícola, mas também impulsiona uma agricultura mais sustentável e eficiente para o futuro”, conclui.





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Sindag pede reforço na fiscalização de drones ilegais



O uso de drones agrícolas é regulado pelo Mapa e pela Anac



“A subida de tom da entidade contra os ilegais busca barrar a concorrência desleal"
“A subida de tom da entidade contra os ilegais busca barrar a concorrência desleal” – Foto: Pixabay

O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) enviará ofícios a órgãos de vigilância agrícola e ambiental estaduais na próxima semana, solicitando apoio no combate a Drones ilegais usados na pulverização de lavouras. O anúncio foi feito na quinta-feira (13) pelo diretor-executivo da entidade, Gabriel Colle, durante reunião com associados do setor. No encontro, também foi apresentado o Plano de Reestruturação da Associação de Drones, com ações previstas para 2025.  

Segundo o Sindag, a maioria dos drones em operação no país não possui registro junto ao Ministério da Agricultura (Mapa), exigência obrigatória para prestadores de serviços e agricultores. A entidade busca coibir a concorrência desleal de operadores que atuam sem seguir normas ambientais e de segurança.  

“A subida de tom da entidade contra os ilegais busca barrar a concorrência desleal de operadores que atuam sem seguir as regras de segurança ambiental e de proteção às pessoas”, indica.

O uso de drones agrícolas é regulado pelo Mapa e pela Anac, exigindo registro do equipamento, maioridade do operador, curso de aplicação remota e supervisão de um engenheiro agrônomo ou florestal. O Sindag defende que os Estados intensifiquem a fiscalização, cruzando dados de compra e registro e realizando inspeções em campo.  

“Porém, a expectativa é de os Estados (que controlam o uso de agrotóxicos e a proteção ao meio ambiente) a estreitar a malha da rede de vigilância sobre a atividade. Por exemplo, com forças-tarefa para  comparar informações sobre compras de equipamentos com os dados de quem realmente registrou seus drones. Isso além de ir a campo para assegurar o cumprimento da lei nas propriedades rurais”, comenta.

 





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