domingo, abril 5, 2026

Política & Agro

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Restrição ao crédito rural preocupa entidades



“A entidade reforça a necessidade de um diálogo aberto com o Governo”



“Essa limitação de crédito subsidiado vai atingir diretamente os agricultores"
“Essa limitação de crédito subsidiado vai atingir diretamente os agricultores” – Foto: Divulgação

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) manifestou preocupação com a suspensão das novas contratações de crédito rural subsidiado pelo Plano Safra 2024/25, em vigor desde 21 de fevereiro. A entidade alerta que a medida trará mais incertezas ao setor, responsável por 22% do PIB nacional, impactando a segurança alimentar e energética do país.  

Segundo a ABAG, a restrição ao crédito afeta não apenas os agricultores, mas também a indústria, tecnologia e logística, setores diretamente ligados ao dinamismo do agronegócio. A entidade destaca que a falta de financiamento pode comprometer a produtividade em um ano de safras recordes, pressionando os preços dos alimentos e reduzindo a competitividade brasileira no mercado global.  

“Essa limitação de crédito subsidiado vai atingir diretamente os agricultores em mais um ano de safras recordes, pois acarretará uma perda de produtividade no campo e consequentemente um aumento no preço dos alimentos, que serão repassados aos consumidores, além de provocar uma perda da competitividade no mercado internacional”, diz.

Além de prejudicar pequenos, médios e grandes produtores, a interrupção dos recursos ameaça investimentos essenciais em inovação, maquinário e infraestrutura, podendo gerar desemprego e elevar os custos de produção. A ABAG defende que o Plano Safra não pode ser reduzido por questões orçamentárias e cobra uma solução urgente do Governo Federal, envolvendo os Ministérios da Agricultura e da Fazenda.  

“A entidade reforça a necessidade de um diálogo aberto com o Governo para reverter essa decisão e garantir previsibilidade ao setor agropecuário, que desempenha um papel central na economia do país e no abastecimento global. O Brasil tem se consolidado como uma referência em sustentabilidade atrelada à eficiência produtiva, e a continuidade do Plano Safra é fundamental para manter esse protagonismo”, comenta.

 





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Chuvas excessivas no Sudeste Asiático preocupam produtores



Indonésia: chuvas leves favorecem maturação do arroz




Foto: Pixabay

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que fortes chuvas continuam a saturar o leste das Filipinas, prejudicando cultivos de milho e arroz. Algumas regiões registraram até 200 mm de precipitação, deixando excesso de umidade nos solos.

No sul de Luzon, as chuvas sazonais atingiram um recorde de 30 anos, acumulando impressionantes 2.500 mm desde novembro. Esse cenário pode impactar negativamente a produção agrícola local.

Já na Malásia, as chuvas no leste do país diminuíram, permitindo que a colheita de dendezeiros fosse retomada normalmente. Enquanto isso, em Java, Indonésia, as precipitações foram mais leves, favorecendo a maturação do arroz da primeira safra.

As condições climáticas extremas na região seguem sendo monitoradas, pois podem trazer impactos significativos à agricultura e ao abastecimento de alimentos.





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Mercado do boi gordo estabiliza após dias de queda



Boi gordo encerra semana com cotações estáveis




Foto: Kadijah Suleiman

De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha”, após três dias consecutivos de queda, o mercado do boi gordo encerrou a semana com cotações estáveis em São Paulo. As escalas de abate atendem, em média, nove dias, garantindo previsibilidade para os frigoríficos.

No Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram inalterados nas principais regiões produtoras, como Dourados, Campo Grande e Três Lagoas.

Já no oeste do Maranhão, o aumento da oferta de fêmeas pressionou os preços para baixo, com quedas de R$ 3,00/@ para vaca e novilha. No entanto, a arroba do boi gordo manteve-se estável. As escalas de abate atendem oito dias na região.

No Acre, o mercado registrou queda de R$ 5,00/@ para o boi gordo, enquanto as cotações das fêmeas permaneceram estáveis.





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Colheita da batata rosa atinge 80%



Estiagem impacta produção de batata-doce




Foto: Pixabay

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (21), a colheita da batata branca foi concluída na região de Passo Fundo (RS), enquanto a batata rosa já atinge 80% da área colhida. O produto apresenta ótima qualidade, mas o escoamento enfrenta dificuldades devido à grande oferta nacional. O preço pago aos produtores está em R$ 20,00 por saca de 50 kg para ambas as variedades.

Já a batata-doce enfrenta desafios diferentes. Em Bagé e Uruguaiana, apenas pequenas áreas irrigadas foram colhidas no final de janeiro, enquanto as lavouras sem irrigação tiveram um plantio mais tardio, devido à estiagem. Nos próximos dias, a colheita será retomada, mas alguns produtores optam por aguardar o crescimento dos tubérculos antes da colheita.

Na região de Lajeado, em Feliz, a colheita está em andamento. Entretanto, houve uma redução de 28% da área cultivada este ano, devido à perda de mudas em áreas baixas. Apesar disso, não há relatos de problemas fitossanitários. O quilo da batata-doce é comercializado entre R$ 1,30 e R$ 2,00.





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Banco vê expansão da área plantada de milho nos EUA



Enquanto o milho ganha espaço, a área de soja deve cair 3,6%



Enquanto o milho ganha espaço, a área de soja deve cair 3,6%
Enquanto o milho ganha espaço, a área de soja deve cair 3,6% – Foto: USDA

A área plantada com milho nos Estados Unidos deve crescer 4,2% na primavera de 2025, alcançando 94,6 milhões de acres, segundo um relatório do CoBank divulgado em 20 de fevereiro. O aumento ocorre em meio à valorização do cereal, impulsionada por estoques globais apertados, forte demanda de exportação e produção recorde de etanol. Além disso, as margens lucrativas na alimentação de gado e aves estão sustentando o consumo interno.  

Tanner Ehmke, economista de grãos e oleaginosas do CoBank, destacou que, apesar da tendência dos produtores de manterem rotações tradicionais de culturas, o cenário de preços favorece uma grande mudança na área cultivada. A expectativa é que a colheita de milho para grãos aumente 5%, atingindo 87 milhões de acres, à medida que os preços baixos do feno incentivam a conversão de áreas de milho para silagem. No entanto, o relatório alerta para possíveis impactos negativos de disputas comerciais com Canadá e México, que podem reduzir a demanda externa pelo cereal.  

Enquanto o milho ganha espaço, a área de soja deve cair 3,6%, para 84 milhões de acres. O efeito dessa redução pode ser parcialmente compensado pelo crescimento da área de trigo de inverno, que atingiu 34,12 milhões de acres, alta de 2,1%, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Além disso, possíveis tarifas sobre óleo de cozinha chinês e óleo de canola canadense poderiam estimular a demanda por óleo de soja, amenizando a perda de área. Já o trigo de primavera deve sofrer uma redução de 5,9%, totalizando 10 milhões de acres, impactado pelo fortalecimento do dólar e pelo aumento da oferta interna.  





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Paraná exporta 71 mil toneladas de feijão em 2024



Venezuela e México impulsionam vendas de feijão no estado




Foto: Canva

Segundo dados do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), o Paraná, maior produtor de feijão do Brasil desde os anos 1990, também se destaca como o maior importador da leguminosa.

Embora o estado seja referência na produção nacional, historicamente as empresas paranaenses importam mais feijão do que exportam. Em 2024, as importações caíram 71%, passando de 65 mil para 19 mil toneladas, mas o Paraná ainda responde por 86% das compras externas do Brasil. Os principais fornecedores do grão ao longo dos anos têm sido Argentina e China.

Nos últimos dez anos, o Paraná manteve mais de 80% das importações brasileiras de feijão seco. No entanto, um novo movimento vem ganhando força: as exportações. Em 2024, o estado exportou 71 mil toneladas, um crescimento de mais de 5 vezes em relação a 2023, quando foram embarcadas apenas 10 mil toneladas.

Entre os destinos do feijão paranaense, Índia, Venezuela e México se destacam. Enquanto a Índia recebeu 4 mil toneladas, o maior volume exportado foi para a Venezuela (25 mil toneladas) e para o México (21 mil toneladas). Apesar desse crescimento, o Mato Grosso lidera as exportações nacionais, com 128 mil toneladas enviadas ao exterior.





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Açúcar valoriza no exterior, mas cai no mercado interno



O etanol hidratado também apresentou desvalorização




Foto: Pixabay

De acordo com a União Nacional da Bioenergia (Udop), a forte seca que atinge a Índia, segundo maior produtor mundial de cana-de-açúcar, continua impactando a produção da commodity e impulsionando as cotações internacionais.

Na ICE de Nova York, o contrato março/25 fechou a 20,69 centavos de dólar por libra-peso, uma alta de 17 pontos em relação ao dia anterior. Já o contrato maio/25 subiu 23 pontos, sendo negociado a 19,39 cts/lb. Os demais lotes tiveram valorização entre 8 e 21 pontos.

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também registrou alta. O contrato maio/25 foi negociado a US$ 547,60 a tonelada, um aumento de 1,1%. Já o contrato agosto/25 fechou a US$ 528,70 a tonelada, uma elevação de 5,50 dólares.

Por outro lado, no mercado interno, os preços do açúcar seguiram em queda pelo sétimo dia consecutivo. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, a saca de 50 kg foi negociada a R$ 139,24, representando uma retração de 2,01% em relação ao dia anterior.

O etanol hidratado também apresentou desvalorização. No Indicador Diário Paulínia, o biocombustível caiu 0,34%, sendo negociado a R$ 2.942,00/m³ contra R$ 2.952,00/m³ do dia anterior.





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Estiagem prejudica produção de melão e melancia



Seca tem causado perdas na produção de melão e melancia




Foto: Canva

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (21), a seca tem causado perdas na produção de melão e melancia no Rio Grande do Sul.

Melão

Em Alegrete, na região de Bagé, os produtores registraram perdas de até 60% na safra devido à estiagem. A colheita está praticamente finalizada. Na região de Santa Rosa, onde há cultivos com sistema mulching e irrigação por gotejamento, ainda há produção em andamento. O preço do melão está em R$ 4,00/kg.

Melancia

Em Bagé, 40% da produção foi perdida devido à falta de chuvas, calor intenso e alta radiação solar. Na região de Pelotas, a colheita segue com boas expectativas, apesar da apreensão climática. Em Pedro Osório, as áreas irrigadas apresentam rendimento de 40 t/ha, enquanto as não irrigadas registram 25 t/ha. Os preços variam entre R$ 0,50 e R$ 0,80/kg, dependendo da qualidade.

Em Soledade, os plantios tardios tiveram perdas irreversíveis. Já em Rio Pardo, lavouras implantadas entre novembro e dezembro estão em floração e frutificação, mas podem sofrer quebra na produção devido ao calor excessivo, que tem causado abortamento de flores e frutos, além de queimaduras solares que reduzem seu valor comercial.

Na região de Encruzilhada do Sul, as perdas são muito expressivas, levando muitos produtores a recorrerem ao Proagro. A comercialização enfrenta dificuldades, com preços baixos entre R$ 0,20 e R$ 0,30/kg.





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Manutenção preventiva reduz custos no campo



Manutenção preventiva evita falhas na produção agrícola


Foto: Pixabay

A manutenção periódica de máquinas e implementos agrícolas é essencial para garantir um desempenho eficiente durante a safra e evitar prejuízos decorrentes de falhas mecânicas.

A conservação adequada de tratores, colheitadeiras e implementos melhora o rendimento das operações no campo, reduzindo custos com reparos emergenciais e aumentando a vida útil dos equipamentos. A falta de manutenção pode resultar em paradas inesperadas, afetando diretamente a produtividade.

Dicas para conservação de equipamentos

  • Lubrificação regular das peças móveis para evitar desgastes prematuros.
  • Verificação de fluidos, como óleo do motor e sistema hidráulico.
  • Calibração correta dos pneus e regulagem dos implementos.
  • Substituição preventiva de filtros e correias desgastadas.
  • Armazenamento adequado para evitar corrosão e danos climáticos.


Produtores contam com diversas oficinas especializadas e programas de manutenção oferecidos por concessionárias e fabricantes. Algumas empresas disponibilizam planos de manutenção preventiva, garantindo suporte técnico e maior segurança para os produtores rurais. A adoção dessas práticas não apenas preserva os equipamentos, mas também melhora a eficiência das atividades agrícolas, assegurando uma safra mais produtiva e rentável.





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Paraná deve colher 21,3 milhões de toneladas de soja



Brasil segue líder na produção global




Foto: Pixabay

De acordo com o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) nesta quinta-feira (20), a safra de soja deve alcançar 21,3 milhões de toneladas no Paraná. O volume estimado é ligeiramente inferior à previsão inicial e pode sofrer novas reduções devido às condições climáticas.

Até o momento, a colheita atingiu 40% da área total plantada, que soma 5,77 milhões de hectares. No entanto, as oscilações climáticas registradas em algumas regiões podem afetar o desenvolvimento final da safra, resultando em possíveis perdas na produtividade. A soja deve movimentar cerca de R$ 40 bilhões no Paraná apenas com sua comercialização, reforçando a importância da cultura para a economia estadual.

No cenário nacional, a estimativa de produção para este ciclo supera 160 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como maior produtor e exportador mundial da oleaginosa.





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