segunda-feira, abril 27, 2026

Política & Agro

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Crédito rural empresarial soma R$ 404 bilhões no Plano Safra 2025/2026


O crédito rural empresarial somou R$ 404 bilhões em contratações entre julho de 2025 e março de 2026, aumento de 10% em relação aos R$ 368 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. Os dados constam no Boletim do Crédito Rural do Plano Safra 2025/2026, elaborado pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, vinculado à Secretaria de Política Agrícola, com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro e do Banco Central do Brasil.

No mesmo período, os recursos efetivamente concedidos — aqueles já liberados na conta do produtor — totalizaram R$ 387 bilhões, crescimento de 5% em relação à safra anterior. Entre os destaques está a emissão de Cédula de Produto Rural por produtores em favor de instituições financeiras, que avançou 38% e alcançou R$ 183,1 bilhões. Como o instrumento é utilizado principalmente para o custeio da safra, sua soma ao crédito tradicional destinado a essa finalidade elevou o volume de recursos disponíveis para custeio a R$ 303,1 bilhões, alta de 13% em comparação com a safra 2024/2025.

A Secretaria de Política Agrícola avaliou que os números refletem a continuidade do financiamento ao setor. “O crescimento de 10% nas contratações e de 5% nas concessões demonstra a solidez do financiamento agropecuário brasileiro, mesmo em um cenário de maior seletividade por parte dos produtores e do sistema financeiro”, ressaltou a secretaria.

A análise por finalidade mostra comportamentos distintos entre as modalidades de crédito. A linha destinada à industrialização registrou expansão, com aumento de 74% nas contratações, que alcançaram R$ 28,1 bilhões, e de 64% nas concessões, totalizando R$ 26,4 bilhões. O resultado indica maior procura por financiamento voltado ao processamento agroindustrial.

Por outro lado, linhas tradicionais apresentaram retração no período. O crédito de custeio somou R$ 120 bilhões em contratações e R$ 114,3 bilhões em concessões, com queda de 11% e 15%, respectivamente. O investimento registrou R$ 45,5 bilhões em contratações e R$ 37,6 bilhões em concessões, recuos de 16% e 30%. As operações destinadas à comercialização também diminuíram, com contratações de R$ 27,2 bilhões e concessões de R$ 25,5 bilhões. Segundo o boletim, a redução nas linhas de investimento está associada à cautela do setor diante das taxas de juros vigentes e à expectativa de queda da Taxa Selic em cerca de dois pontos percentuais até o fim de 2026.

Entre os programas analisados, o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária foi o único a registrar crescimento, com alta de 20% e R$ 900 milhões concedidos. No total, o número de contratos firmados no período caiu 24%, passando de 534.351 para 408.353 operações. O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural contabilizou 156.485 contratos, enquanto os demais produtores somaram 127.615 operações. As transações vinculadas à CPR chegaram a 125.310 contratos.

Na distribuição regional, a Região Sul do Brasil manteve a liderança no número de operações contratadas, enquanto a Região Sudeste do Brasil concentrou o maior volume financeiro.

No que se refere às fontes de financiamento, os recursos controlados somaram R$ 106,5 bilhões em concessões, redução de 7%. Dentro desse grupo, os Recursos Obrigatórios atingiram R$ 42,8 bilhões, crescimento de 19%. A Letra de Crédito do Agronegócio na modalidade controlada registrou aumento expressivo e alcançou R$ 26,9 bilhões. A Poupança Rural Controlada somou R$ 7,5 bilhões e os Fundos Constitucionais totalizaram R$ 14,5 bilhões.

Já as fontes não controladas chegaram a R$ 97,3 bilhões. Nesse grupo, destacaram-se a LCA, com R$ 47,8 bilhões, e a Poupança Rural Livre, que alcançou R$ 44,4 bilhões e registrou crescimento de 39%. O BNDES Livre apresentou recuo de 11%, totalizando R$ 4,4 bilhões.

A execução do Plano Safra 2025/2026 indica que, até março de 2026, foram concedidos R$ 43,4 bilhões de um total de R$ 113,4 bilhões programados em recursos equalizáveis, o equivalente a 38% do montante previsto. No custeio, R$ 24,7 bilhões foram liberados de um total programado de R$ 63 bilhões. Para investimento, foram concedidos R$ 18,4 bilhões dos R$ 49,5 bilhões previstos, enquanto na comercialização foram aplicados R$ 307 milhões de R$ 845 milhões programados.

Entre as instituições financeiras, o Banco do Brasil lidera a execução dos recursos, com R$ 7,1 bilhões liberados para custeio e R$ 7 bilhões para investimento. O Sistema de Cooperativas Financeiras do Brasil executou 59% do volume programado de custeio e 69% das operações de investimento. Já o Sistema Cresol concluiu 100% das metas previstas para custeio.

Ainda há R$ 21,7 bilhões em crédito contratado que aguardam liberação. Desse total, R$ 10,8 bilhões correspondem a financiamentos sem vínculo com programa específico, enquanto R$ 2,2 bilhões estão relacionados ao Pronamp. Outros valores estão vinculados ao Programa para Construção e Ampliação de Armazéns, ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira e ao Programa de Modernização da Frota de Tratores e Implementos Agrícolas.

A Secretaria de Política Agrícola avalia que o cenário aponta continuidade no acesso ao financiamento agropecuário. “O Boletim do Crédito Rural de julho/2025 a março/2026 revela um setor agropecuário que mantém a trajetória de crescimento no volume global de recursos, com destaque para a expansão da CPR e da industrialização. Ao mesmo tempo, a retração nas linhas de investimento e custeio convencional sinaliza maior seletividade dos produtores, associada ao ambiente de juros elevados”, explicou a secretaria.

Segundo a análise, ainda existe margem para ampliação das operações até o encerramento do Plano Safra, uma vez que 62% dos recursos equalizáveis permanecem disponíveis para contratação nos próximos meses.





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Ovos/Cepea: Preços recuam na semana, mas média mensal segue alta


A reta final da Quaresma não foi suficiente para sustentar a demanda de ovos, que perdeu força com a entrada da segunda quinzena de março, período em que tradicionalmente diminui. Assim, as cotações registraram queda em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias. Trata-se da primeira queda desde o início do período religioso, em 18 de fevereiro. Ainda assim, as altas registradas na primeira quinzena têm garantido aumento no preço médio dos ovos de fevereiro para a parcial de março (até o dia 25). Segundo agentes consultados pelo Cepea, embora a oferta da proteína siga controlada nas principais regiões produtoras, a baixa liquidez tem sido o fator determinante para a pressão sobre os preços. O menor volume de negócios intensificou a busca por descontos, resultando na queda das cotações nos últimos dias. A expectativa do setor, no entanto, é de retomada das vendas na próxima semana, com o início da Semana Santa, período em que a demanda pela proteína tende a se fortalecer, segundo pesquisadores do Cepea. 

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CNA alerta para vazio sanitário e semeadura da soja



CNA reforça ações para combater a ferrugem asiática na safra de soja



Foto: Pixabay

Com a divulgação dos períodos de vazio sanitário e do calendário de semeadura da soja para a safra 2026/2027, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ressalta a importância do manejo adequado da lavoura para garantir a produtividade e evitar doenças.

Os períodos do vazio sanitário e de semeadura estão na Portaria SDA/MAPA nº 1.579, publicada na sexta (10) no Diário Oficial da União.

O Ministério da Agricultura manteve os períodos adotados na safra 2025/2026 nos principais estados produtores, mas definiu mudanças na Bahia, que passou a contar com quatro regiões distintas para definição das janelas de vazio sanitário e semeadura.

Segundo o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Tiago Pereira, o cumprimento das medidas fitossanitárias, aliado ao monitoramento constante e ao controle de plantas voluntárias, é decisivo para reduzir a incidência da ferrugem asiática e garantir produtividade.

“O vazio sanitário segue como uma das principais ferramentas para interromper o ciclo do fungo, ao eliminar a presença de plantas vivas de soja no período de entressafra. Já o calendário de semeadura ajuda a reduzir a sobreposição de lavouras e a limitar a disseminação da doença ao longo do ciclo produtivo”, explica.

Tiago Pereira alerta para o aumento dos casos de ferrugem asiática na safra 2025/2026 em relação ao ciclo anterior. No Paraná, por exemplo, os registros passaram de 66 para 156 casos. Em Mato Grosso do Sul, subiram de 12 para 70; enquanto no Rio Grande do Sul o número passou de 25 para 61 ocorrências.

De acordo com a CNA, esse cenário está relacionado a vários fatores, como condições climáticas favoráveis ao fungo.

“O calendário de semeadura e o vazio sanitário são ferramentas complementares e fundamentais para o manejo da ferrugem. O aumento dos registros reforça que o foco precisa estar na execução, com controle rigoroso de plantas voluntárias e monitoramento”, afirma Pereira.





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Chuvas irregulares impactam colheita do feijão no MATOPIBA


A colheita da primeira safra de feijão avançou no Brasil e atingiu 73,5% da área total cultivada, segundo previsão divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No Matopiba, que reúne Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o ritmo dos trabalhos e a qualidade dos grãos têm sido influenciados pela distribuição das chuvas no início de abril, com contraste entre os estados da Bahia e do Piauí.

No Piauí, os acumulados recentes de chuva favoreceram as lavouras, especialmente nas áreas mais tardias. As precipitações registradas no fim de março e início de abril contribuíram para a manutenção do potencial produtivo, principalmente no sudeste do estado, que vinha apresentando déficit hídrico. No centro-norte, como em Campo Maior, os excedentes hídricos ajudaram a estabilizar a estimativa de perdas em 31,2%, conforme o Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). “O sistema considera indicadores agrometeorológicos, como precipitação, evapotranspiração e o balanço hídrico do solo, para avaliar os impactos das condições climáticas sobre o desempenho das culturas”, informa a análise.

Ainda no estado, a previsão de menores volumes de chuva no sul tem aberto uma janela para o avanço da colheita nas áreas mais adiantadas.

Na Bahia, a evolução da colheita ocorre de forma mais lenta devido às condições meteorológicas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os trabalhos alcançaram 88% da área entre o fim de março e a primeira semana de abril. A continuidade das chuvas tem dificultado o trânsito de máquinas e afetado a qualidade dos grãos no oeste do estado. Em áreas do centro-sul, como Vitória da Conquista, a irregularidade das chuvas e as temperaturas elevadas reduziram a umidade do solo. Segundo o Sisdadro, a perda de produtividade pode chegar a 42,6% até 14 de abril.

Para os próximos dias, a previsão indica irregularidade das chuvas no Nordeste. No Piauí, os maiores acumulados devem ocorrer nas regiões norte, centro-norte e sudeste, com volumes entre 20 e 70 mm. Na Bahia, as chuvas mais expressivas são esperadas para o sul do estado, com acumulados entre 30 e 90 mm, principalmente entre sábado (11) e domingo (12). Nas demais áreas, a tendência é de baixos volumes ao longo da semana.

As temperaturas máximas devem variar entre 28 °C e 36 °C na maior parte da região. No sudeste do Piauí, os valores podem superar 36 °C, enquanto na Bahia a tendência é de temperaturas acima de 30 °C ao longo da semana.

Esse cenário, marcado por irregularidade das chuvas e temperaturas elevadas, tende a reduzir os estoques de água no solo, sobretudo no centro-sul da Bahia, onde o déficit hídrico deve persistir. A análise destaca a necessidade de acompanhamento das condições meteorológicas e do monitoramento da umidade do solo para orientar o manejo das lavouras. “Esse quadro reforça a necessidade de atenção no planejamento das atividades agrícolas na região”, conclui o boletim.





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Cuba avalia importada maçã do Rio Grande do Sul


O governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), acompanhou nesta quinta-feira (9) a visita de uma missão internacional conduzida pela Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF), de Cuba, no município de Vacaria, nos Campos de Cima da Serra.

Durante a agenda, a Associação Brasileira de Produtores de Maçã apresentou dados da cadeia produtiva, enquanto pesquisadores da Embrapa abordaram as principais pragas que afetam a cultura. A Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi detalhou aos visitantes o processo de certificação fitossanitária. A missão também visitou duas empresas exportadoras para conhecer o sistema de produção local e avaliar o atendimento às exigências sanitárias.

Segundo a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Seapi, Deise Feltes Riffel, a atuação do órgão tem sido determinante para garantir a conformidade do setor. “O trabalho desenvolvido pela Secretaria junto aos produtores trouxe o respaldo que os técnicos cubanos estavam buscando, da rastreabilidade, de saber que tudo está de acordo com as normas. E é importante para o estado, para a cadeia produtiva, a abertura de novos mercados, para garantir o escoamento dos produtos que são de excelente qualidade”, afirmou.

O Rio Grande do Sul é o maior exportador de maçã do Brasil e embarca para 36 países, com destaque para Índia, Portugal e Irlanda. Em 2025, o estado produziu 567,40 mil toneladas, com concentração nos municípios de Vacaria, Bom Jesus e Caxias do Sul, conforme dados da publicação Radiografia da Pecuária Gaúcha 2025, da Seapi.

A missão cubana está no Brasil desde o início da semana para avaliar as condições de abertura do mercado à importação de frutas brasileiras. A agenda incluiu visitas em São Paulo, com análise de programas estaduais de certificação fitossanitária e sanidade de citros, além de áreas produtivas no Vale do São Francisco voltadas à exportação de uva.

A programação foi encerrada com reunião entre auditores da ONPF e representantes do Mapa, quando foram discutidos os resultados da auditoria e os próximos passos para a possível abertura do mercado cubano.





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CNA avalia custos de produção de café, leite e cana


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que, por meio do projeto Campo Futuro, realizou nesta semana o levantamento de custos de produção de café, pecuária de leite e cana-de-açúcar em quatro estados. A iniciativa contou com a participação de produtores, sindicatos, técnicos, universidades e centros de pesquisa em Goiás, São Paulo, Espírito Santo e Paraná.

Nos painéis de café realizados no Espírito Santo e no Paraná, foram avaliadas diferentes realidades produtivas. Em Brejetuba (ES), a produtividade estimada para o café arábica em 2026 foi de 36 sacas por hectare, avanço de 9% em relação ao ciclo anterior. Em Jaguaré (ES), no cultivo de conilon, a produtividade recuou de 65 para 60 sacas por hectare, influenciada por baixas temperaturas após a colheita passada. Já em Cachoeiro do Itapemirim (ES), a estimativa foi de 50 sacas por hectare, acima das 42 sacas registradas anteriormente. Em Londrina (PR), a produtividade média considerada foi de 32 sacas por hectare, crescimento de 8% frente ao levantamento anterior.

Segundo a assessora técnica Larissa Mouro, houve aumento no Custo Operacional Efetivo (COE) nas áreas analisadas. “Esse incremento foi impulsionado pelo encarecimento dos insumos agrícolas, principalmente fertilizantes, e maior desembolso com a mão de obra”, afirmou. O assessor técnico Carlos Eduardo Meireles também destacou elevação nos custos em Londrina. “O Custo Operacional Efetivo (COE) teve incremento de 6,3% comparado ao período anterior, puxado por maiores desembolsos com insumos para realização dos tratos culturais. O custo com produtos fitossanitários registrou aumento de 21,9%”, disse.

Nos levantamentos de pecuária de leite em Goiás, realizados nos municípios de Orizona, Piracanjuba e Jataí, a produção nas propriedades modais variou entre 200 e 700 litros por dia. De acordo com o assessor técnico Guilherme Dias, os custos com alimentação do rebanho representam entre 55% e 60% da receita obtida. “Entretanto, mesmo diante desses desafios, a atividade se mostrou competitiva frente outras opções de uso da terra, com a margem bruta por hectare superando os valores pagos pelo arrendamento em todas as praças pesquisadas”, afirmou.

No painel de cana-de-açúcar realizado em Araraquara (SP), foi definida uma propriedade modal de 70 hectares, com estimativa de produtividade de 75 toneladas por hectare no ciclo 2026/2027 e cerca de 120 quilos de Açúcares Totais Recuperáveis por tonelada. Segundo a assessora técnica Eduarda Lee, a receita projetada não cobre todos os custos operacionais. “Os maiores custos operacionais observados são relacionados aos tratos soca, sobretudo com fertilizantes”, disse.





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Mapa e ApexBrasil alinham ações para exportações do agro


O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se nesta sexta-feira (10) com o novo presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, e o ex-presidente da agência, Jorge Viana, em agenda institucional voltada ao alinhamento de prioridades entre as instituições. Também participaram do encontro o secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, e a chefe de gabinete, Andriana Toledo.

A reunião teve como objetivo apresentar o novo dirigente da ApexBrasil e discutir a continuidade da cooperação entre o ministério e a agência na promoção do agronegócio brasileiro no exterior. As instituições mantêm atuação conjunta em iniciativas voltadas à ampliação de exportações e à abertura de mercados.

Durante o encontro, André de Paula destacou a relevância da parceria institucional. “A atuação conjunta tem sido fundamental para fortalecer a presença dos produtos agropecuários brasileiros no cenário internacional”, afirmou.

O ministro também mencionou os resultados da gestão anterior da ApexBrasil, ressaltando a contribuição da agência na promoção comercial e na realização de fóruns internacionais voltados ao setor produtivo.

Nos últimos anos, a ApexBrasil ampliou sua atuação com a abertura de escritórios no Brasil e no exterior e participação em mais de 20 fóruns internacionais, com foco na expansão de mercados para produtos brasileiros.

O novo presidente da agência, Laudemir Müller, afirmou que dará continuidade às ações em curso. “A agência seguirá atuando de forma integrada para apoiar o setor produtivo, atrair investimentos e promover as exportações brasileiras”, disse.

O ex-presidente Jorge Viana também participou da reunião e destacou a importância da agenda de desenvolvimento regional e da abertura de mercados como instrumentos para geração de emprego e renda. Ele citou experiências na expansão das exportações agropecuárias em diferentes cadeias produtivas.

O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, ressaltou os resultados obtidos pelo país na abertura de novos mercados. “Os resultados expressivos refletem o trabalho conjunto entre as instituições”, afirmou.





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Temperaturas caem no fim de semana no Brasil


A atuação de uma massa de ar frio segue influenciando as condições do tempo no Brasil neste fim de semana, com queda nas temperaturas, principalmente nas regiões Sul e parte do Sudeste. As informações são da Meteored, que aponta a persistência de mínimas mais baixas após a passagem de uma frente fria pelo país.

De acordo com a previsão, a massa de ar frio já atua sobre a Região Sul, onde as temperaturas mínimas registradas na quinta-feira (9) ficaram em torno de 11°C na Serra Catarinense. Na sexta-feira (10), o sistema avança em direção ao Centro-Oeste e Sudeste, com mínimas previstas próximas de 15°C, enquanto nas serras do Sul os termômetros devem marcar abaixo de 10°C.

Para o sábado (11), a expectativa é de temperaturas abaixo da média em grande parte do país, com maior intensidade no centro-sul. Segundo a Meteored, no Rio Grande do Sul, no leste de Santa Catarina e no Vale do Paraíba paulista, o amanhecer pode registrar até 7°C abaixo da média climatológica.

Nessas áreas, as mínimas devem ficar abaixo de 10°C nas regiões serranas do Sul e também em pontos mais elevados do Sudeste, como na Serra da Mantiqueira. De forma geral, as temperaturas devem variar entre 12°C e 17°C entre a Região Sul e a faixa leste do Sudeste.

Ainda conforme a previsão, as temperaturas máximas tendem a permanecer mais baixas apenas na faixa litorânea, entre o norte do Rio Grande do Sul e o Sudeste, com valores inferiores a 25°C. No interior, no entanto, os termômetros podem se aproximar dos 30°C, configurando amplitude térmica ao longo do dia.

No domingo (12), a massa de ar frio perde intensidade, embora ainda influencie o tempo na faixa leste do Sul e do Sudeste. As temperaturas mínimas devem subir de forma gradual, especialmente na metade sul e oeste do Rio Grande do Sul, onde os valores podem alcançar 20°C ao amanhecer.

As mínimas abaixo de 10°C devem se restringir às áreas mais elevadas do Sudeste, enquanto nas serras do Sul as temperaturas devem variar entre 11°C e 13°C. Já em áreas do centro-leste do Paraná e de Santa Catarina, a presença de chuva e nebulosidade deve manter as máximas abaixo de 20°C, com sensação de frio ao longo do dia.

Segundo a Meteored, “as temperaturas máximas previstas para domingo (12), no entanto, devem ser mais baixas que no dia anterior no geral, mas principalmente entre o centro-norte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e Paraná”, com redução das máximas em relação ao sábado.





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Agromen Sementes anuncia novo diretor comercial e intensifica portfólio multiculturas


O engenheiro agrônomo Marcelo Junqueira acaba de assumir o cargo de diretor comercial da Agromen Sementes. Formado pela UFU (Universidade Federal de Uberlândia) e pós-graduado em Marketing, o novo diretor apresenta mais de 20 anos de experiência profissional, com passagem por grandes companhias do agronegócio, como Bayer e Ihara Defensivos Agrícolas.

Marcelo afirma que é uma grande oportunidade poder cooperar com a continuidade da bela história da Agromen, marcada pela simplicidade e eficiência na operação. “Estou muito animado, e nosso foco continuará sendo promover uma genética que contribua com a lucratividade do agricultor, com sementes de alta qualidade e uma equipe técnica próxima aos parceiros e clientes no campo”, complementou.

Para Thiago Mendonça, Diretor Agrícola da Agromen, a chegada de uma nova liderança comercial será fundamental para impulsionar diversas oportunidades. De acordo com Thiago, a experiência sólida do Marcelo, aliada à sua visão estratégica e histórico de resultados consistentes, certamente contribuirão de forma significativa para o fortalecimento das operações comerciais e o crescimento sustentável da empresa.

Além de liderar uma equipe técnico-comercial com amplitude nacional, Marcelo Junqueira será responsável pelas estratégias de marketing, vendas, e também pelo relacionamento da marca com revendas, cooperativas, distribuidores de insumos agrícolas, produtores rurais e multiplicadores de biotecnologias. Atualmente, a Agromen tem parceria firmada com grandes empresas de biotecnologia, como a Neogen Sementes, licenciando cultivares renomadas de soja.

MERCADO DE SOJA COMO ALAVANCA DE CRESCIMENTO

Há mais de 50 anos, a Agromen Sementes é pioneira na difusão de genética de milho (convencional e transgênico) e sorgo no Brasil, e o licenciamento de cultivares de soja tem acelerado os resultados da empresa. A parceria com conceituados obtentores de biotecnologia, como a Neogen, e o rigoroso controle de qualidade das sementes tem sido o grande diferencial para a evolução da marca no mercado de soja.

A safra brasileira de soja 2025/26 consolidou mais um ciclo recorde no campo, com expansão da área plantada e melhora na produtividade, mesmo com desafios climáticos em regiões produtoras. Com isso, para a safra seguinte, a aposta da Agromen Sementes serão as cultivares NEO700 I2X e NEO802 I2X, ambas com alto potencial produtivo.

De acordo com Flávio Marçal, Gerente Comercial da Neogen, a soja NEO700 I2X é uma cultivar completa, que abrange precocidade, alto teto produtivo e resistência à nematoide de cisto. “A precocidade da cultivar somada à flexibilidade no posicionamento traz para o agricultor a possibilidade de antecipar o plantio de segunda safra e garantir uma excelente produtividade para a cultura da soja”. Já a cultivar NEO802 I2X entrega ao mercado versatilidade de posicionamento em diferentes ambientes e elevado teto produtivo, sendo uma soja que transita muito bem nos diferentes cenários ambientais e de fertilidade do cerrado, destacou Marçal.

Sobre a Agromen Sementes

Empresa brasileira que investe na pesquisa e desenvolvimento de novos híbridos de Milho e Sorgo, há mais de 50 anos no mercado nacional de sementes, levando produtos adaptados e produtivos para todas as regiões do Brasil. Contamos com produção de sementes em áreas próprias e três unidades de beneficiamento para garantir a qualidade e favorecer nossa logística. Atuamos com portfólio de sementes multiculturas, incluindo também o licenciamento de Soja e Trigo. Para obter mais informações visite www.agromen.com.br.





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Pesquisadores apresentam avanços e desafios da acácia-negra


Pesquisadores do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) participaram de um encontro de viveiristas na sede da empresa Seta S/A, em Estância Velha. O evento, na tarde desta sexta-feira (10), reuniu apresentações técnicas sobre avanços na pesquisa com acácia-negra.

Durante a programação, foram destacados resultados de estudos sobre o uso de bioinsumos na produção de mudas. O pesquisador do DDPA Luciano Kayser Vargas apresentou avanços no uso dessas tecnologias, com base em cinco publicações em periódicos internacionais. “Entre os principais resultados, estão a identificação de alta diversidade de rizóbios noduladores em solos do Rio Grande do Sul, a eficiência das estirpes recomendadas, o aumento da germinação e do vigor de plântulas com a inoculação de sementes e o potencial de uso de bactérias para estimular o enraizamento de estacas”, elencou.

A adoção dessas tecnologias tem impacto direto na qualidade das plantas. “Estudos demonstram que mudas inoculadas com bioinsumos têm potencial de incremento de 15% no volume de madeira de florestas de acácia”, ressaltou o engenheiro florestal e coordenador do Plano ABC+RS, Jackson Brilhante.

Em sua apresentação, Brilhante também enfatizou a importância do manejo adequado da fertilidade do solo. Segundo ele, é fundamental que o produtor realize a reposição dos nutrientes exportados pela colheita, especialmente cálcio (Ca) e magnésio (Mg). “Em média, a retirada de madeira e casca de acácia-negra implica a exportação de cerca de 300 quilos de cálcio por hectare e 100 quilos de magnésio por hectare, o que reforça a necessidade de práticas regulares de correção e adubação para garantir a sustentabilidade produtiva ao longo dos ciclos”, explicou.

Doenças e estratégias de controle

Outro destaque do encontro foi a palestra da pesquisadora do DDPA Andréia Mara Rotta de Oliveira, que abordou as principais doenças da acácia-negra e estratégias de controle. A apresentação contemplou ocorrências em sementes, viveiros e campo, com ênfase na gomose, causada por fungos do gênero Phytophthora, e na murcha-de-ceratocistose (Ceratocystis fimbriata).

Segundo a pesquisadora, a gomose é considerada a principal doença em plantações florestais no Brasil e em acácia, no Rio Grande do Sul, seguida pela murcha. Andréia também apresentou resultados de pesquisas em andamento voltadas à identificação de fungos fitopatogênicos em viveiros e à seleção de microrganismos com potencial para o controle biológico. “Estamos investigando a presença de fungos que limitam a produção de mudas e selecionando microrganismos capazes de atuar no controle desses fitopatógenos”, afirmou.

Para o diretor-presidente da Seta, Diogo Leuck, o encontro reforça a importância da integração entre pesquisa e produção. “Tudo começa no campo — e, na silvicultura, antes ainda, no viveiro. Por isso, realizamos anualmente o encontro com viveiristas, para informar, trocar experiências e aproximar a empresa e os órgãos do governo de quem aplica, na prática, a tecnologia e a inovação nas mudas”, sintetizou.





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