terça-feira, abril 21, 2026

Política & Agro

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Mato Grosso alcança novo recorde em exportação de carne bovina



A China segue como o principal destino da carne bovina mato-grossense




Foto: Pixbay

As exportações de carne bovina de Mato Grosso registraram um novo recorde em outubro, com o maior volume mensal da história do estado, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Foram enviadas ao exterior 79,83 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) durante o mês, consolidando um total acumulado de 628,84 mil TEC entre janeiro e outubro de 2024. Esse volume supera o recorde anterior, de 605,35 mil TEC, alcançado em 2022.

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Apesar do crescimento no volume exportado, a receita das exportações de 2024 apresentou queda de 20,6% em comparação a 2022. Essa retração é atribuída ao menor preço médio por tonelada, que foi de US$ 3.468,20 até agora. A China segue como o principal destino da carne bovina mato-grossense, representando 42,2% das exportações estaduais, seguida pelos Emirados Árabes Unidos (9,92%) e pelo Egito (5,02%).

O cenário de demanda aquecida pela proteína de Mato Grosso tem ajudado a absorver a alta oferta de animais no estado, contribuindo para a manutenção dos preços do boi gordo.





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Chuvas elevam preço de hortaliças no MG


No entreposto de Contagem da CeasaMinas, o último monitoramento de preços, realizado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), revelou alta nos preços de diversas hortaliças durante as duas semanas analisadas, de 28 de outubro a 8 de novembro. Apenas o alho manteve seus preços estáveis, enquanto itens como batata, tomate, abóbora moranga, abobrinha italiana e quiabo apresentaram elevação, impulsionada principalmente pelas condições climáticas desfavoráveis em Minas Gerais.

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As fortes chuvas impactaram especialmente a batata, cuja colheita foi prejudicada, reduzindo a oferta e elevando os preços, que saltaram de R$3,47 para R$6,13/kg. O tomate também sofreu com o clima, resultando em preços mais altos devido à dificuldade de colheita e aumento do descarte de frutos. Já as quedas de preço foram verificadas para cebola, cenoura, chuchu e pimentão, com o clima favorecendo a produção de algumas dessas culturas.

Entre os destaques específicos:

Batata: Após queda inicial, o preço disparou, registrando alta acumulada de 76,9% entre as semanas, alcançando R$6,13/kg.

Tomate: A chuva intensificou a demanda, elevando o preço de R$2,17 para R$2,83/kg.

Cebola: Com produção favorecida pelo clima, o preço caiu 4,2%, chegando a R$1,92/kg.

Quiabo: A cotação do quiabo oscilou, fechando o período em alta com variação de 23,7%, custando R$13,05/kg.

Alho: Única hortaliça estável, com preço mantido a R$23,00/kg.





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Brasil exportou 4,9 milhões de sacas de café em outubro


Mesmo com os gargalos logísticos que impossibilitaram o embarque de 2,1 milhões de sacas de 60 kg de café até o fim de setembro neste ano – veja aqui –, o Brasil registrou recorde mensal no volume exportado em outubro, com 4,926 milhões de sacas remetidas ao exterior, o que implica crescimento de 11,6% ante mesmo mês de 2023 e de 3,27% frente ao maior volume histórico anterior, em novembro de 2020 (4,770 milhões de sacas). Os dados são do relatório estatístico do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).  

A um preço médio de US$ 282,80 por saca exportada, o valor obtido com as remessas cafeeiras do país ao exterior, em outubro, alcançou US$ 1,393 bilhão, recorde para um único mês em ambos os cenários. Na comparação com a receita cambial obtida em outubro de 2023, o crescimento é de 62,6%.

 

“Esse resultado de outubro foi, sem dúvida, muito bom para o comércio exportador de café do Brasil, pois demonstra o engajamento das empresas e de suas equipes de logísticas para consolidar seus embarques, buscando alternativas, como as exportações de cinco navios de break bulk, para honrar os compromissos com os clientes internacionais. Entretanto, é importante destacar que ainda há um grande volume de café parado nos portos e que os exportadores seguem enfrentando desafios logísticos para consolidarem seus embarques devido à continuidade dos elevados índices de atrasos de navios e rolagens de cargas”, destaca o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

 

De acordo com ele, o aumento na demanda por contêineres para a exportação de café, açúcar e algodão, somado à falta de infraestrutura portuária adequada para atender produtos conteinerizados, contribuiu para os elevados índices de atrasos dos navios e rolagens de cargas, impactando a gestão de gates e a lotação de pátios dos terminais.

 

“O Cecafé vem mantendo diálogo com os terminais portuários e demais entes do comércio exterior na expectativa de buscar apoio e esforços para o atendimento às cargas de café, mesmo diante de todos os desafios de pátio. Também mantemos conversas com os demais segmentos do agronegócio brasileiro para que possamos, juntos, reivindicar a ampliação dos investimentos em infraestrutura e ter maior celeridade nos processos junto às autoridades públicas, caso contrário os exportadores seguirão bancando, literalmente, o recorde exportado”, completa Ferreira.

 

Com o desempenho aferido em outubro, o Brasil elevou para 17,075 milhões de sacas o montante de café exportado no acumulado dos quatro primeiros meses do ano safra 2024/25, o que rendeu US$ 4,529 bilhões ao país. Na comparação com os desempenhos registrados entre julho e outubro de 2023, há crescimentos de 17,9% em volume e de 58,1% em receita cambial.

 

ANO CIVIL

De janeiro ao fim de outubro deste ano, as exportações brasileiras de café somam 41,456 milhões de sacas, volume histórico para o período e que representa um incremento de 35,1% em relação ao embarcado nos mesmos 10 meses do ano passado. A receita cambial de US$ 9,875 bilhões também é recorde no intervalo e implica alta de 53,8% na mesma comparação.

 

PRINCIPAIS DESTINOS

A Alemanha se colocou como o principal destino dos cafés do Brasil no acumulado de 2024. O país importou 6,640 milhões de sacas de janeiro a outubro, o que equivale a 23,9% de todas as exportações e significa crescimento de 77% na comparação com os 10 primeiros meses do ano passado.

 

Os Estados Unidos, com 23,4% de representatividade, adquiriram 6,522 milhões de sacas (+30,9%) e ocupam o segundo lugar no ranking. Na sequência, vêm Bélgica, com a importação de 3,618 milhões de sacas (+116,2%); Itália, com 3,330 milhões de sacas (+34%); e Japão, com 1,840 milhão de sacas (-1,6%).

 

Quando se analisam as exportações de café verde realizadas pelo Brasil a outros países produtores, o México lidera a tabela com a aquisição de 871.766 sacas do produto in natura, o que representa um aumento de 155,3% frente ao comprado de janeiro a outubro de 2023.

 

O Vietnã, segundo maior produtor do mundo, aparece na sequência, ampliando suas importações dos cafés verdes brasileiros para 607.233 sacas, com significativa elevação de 432,8% sobre o volume adquirido nos 10 primeiros meses do ano anterior. Destaca-se, ainda, a performance para a Índia, que ampliou em expressivos 1.356% suas compras dos cafés em grão do Brasil, para 225.936 sacas.

 

A observação das remessas ao exterior por blocos econômicos aponta que, com exceção ao Mercosul (-29,3%), os demais aumentaram a importação de todos os tipos de café do Brasil. A União Europeia, que responde por 48,1% dos embarques, lidera o ranking com a aquisição de 19,931 milhões de sacas, apresentando alta de 54,5%.

 

Na sequência, aparecem os países do Tratado de Associação Transpacífico (TPP), com 5,386 milhões de sacas (+39,8%); Oriente Médio, com 2,592 milhões de sacas (+24,7%); BRICS, com 2,173 milhões de sacas (+37,5%); Países Árabes, com 1,955 milhão de sacas (+43%); e Leste Europeu, com 1,608 milhão de sacas (+74,3%).

 

TIPOS DE CAFÉ

O café arábica, com a remessa de 30,201 milhões de sacas ao exterior entre janeiro e outubro, é a espécie mais exportada pelo Brasil. Esse volume é o maior da história para esse período de 10 meses, equivale a 72,9% do total e representa alta de 24,3% em relação ao mesmo intervalo no ano passado.

 

A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência e se coloca como o principal destaque dos embarques em 2024 ao registrar substancial crescimento de 140% frente a 2023, com o envio recorde de 7,894 milhões de sacas ao exterior. Assim, a representatividade da espécie chega a 19% das exportações gerais.

 

O segmento do café solúvel, com 3,322 milhões de sacas – avanço de 8,8% e 8% do total –, e o produto torrado e torrado e moído, com 38.303 sacas (-9,6% e 0,1% de representatividade), completam a lista.

 

CAFÉS DIFERENCIADOS

Os cafés que possuem qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis respondem por 17,9% das exportações totais brasileiras do produto entre janeiro e outubro de 2024, com a remessa de 7,402 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 42,8% maior do que o registrado nos 10 primeiros meses do ano passado.

 

O preço médio do produto foi de US$ 262,79 por saca, gerando uma receita cambial de US$ 1,945 bilhão, o que corresponde a 19,7% do obtido com os embarques totais de café de janeiro a outubro deste ano. No comparativo anual, o valor é 60,9% superior ao registrado nos mesmos 10 meses de 2023.

 

No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, entre janeiro e outubro, os EUA estão na liderança, com a compra de 1,647 milhão de sacas, o equivalente a 22,3% do total desse tipo de produto exportado.

 

Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 1,403 milhão de sacas e representatividade de 18,9%; Bélgica, com 833.348 sacas (11,3%); Holanda (Países Baixos), com 525.138 sacas (7,1%); e Reino Unido, com 290.855 sacas (3,9%).

 

PORTOS

O Porto de Santos é o principal exportador dos cafés do Brasil entre janeiro e outubro de 2024, com 27,940 milhões de sacas, ou 67,4% do total. Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que responde por 28,1% dos embarques ao remeter 11,664 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Vitória (ES), que registrou o embarque de 465.311 sacas e teve representatividade de 1,1%.





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produtos agropecuários sofrem queda de 20,7% em novembro


A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgou nesta segunda-feira (11) os dados da balança comercial preliminar parcial do mês referente ao período de janeiro até a segunda semana de novembro de 2024. Até a segunda semana de novembro/2024, as exportações registraram um aumento de 3,0% em relação ao mesmo mês de 2023, totalizando US$ 8,62 bilhões. As importações somaram US$ 6,17 bilhões, uma alta de 7,6%. A balança comercial obteve o superávit de US$ 2,45 bilhões, com uma queda de 7,0%. A corrente de comércio apresentou crescimento de 4,9%, atingindo US$ 14,79 bilhões.

Segundo a Secex, no acumulado de janeiro até a segunda semana de novembro em comparação a 2023, as exportações brasileiras caíram 1,0%, somando US$ 293,08 bilhões. As importações cresceram 8,0%, alcançando US$ 227,61 bilhões. Como resultado, o superávit comercial até o momento foi de US$ 65,47 bilhões, uma redução de 23,2%. A corrente de comércio chegou a US$ 520,68 bilhões, um aumento de 2,8%.

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Até a segunda semana de novembro, as exportações de produtos agropecuários registraram queda de 20,7%, totalizando US$ 1,44 bilhão, enquanto a indústria extrativa teve redução de 1,5%, somando US$ 2,21 bilhões. Em contraste, a indústria de transformação cresceu 15,2%, alcançando US$ 4,92 bilhões em exportações. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.

Entre os principais produtos que contribuíram para o aumento das exportações estão: produtos hortícolas frescos ou refrigerados (319,3%), cafés não torrado (53,7%) e sementes oleaginosas como girassol e gergelim, canola, algodão e outras  (557,6%) no setor agropecuário; Minérios de Cobre e seus concentrados (248,5%) e de níquel e seus concentrados (252,6%) e Outros minérios e concentrados dos metais de base (126,3%) na indústria extrativa; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (36,9%), carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (76,0%) e tabaco, descaulificado ou desnervado (242,7%) na indústria de transformação. Por outro lado, na agropecuária, o milho (-28,5%), a soja (-45,0%) e o algodão em bruto (-29,9%) sofreram quedas nas exportações.

Quanto às importações, a agropecuária apresentou crescimento de 11,2%, totalizando US$ 0,12 bilhão, e a indústria de transformação cresceu 10%, somando US$ 5,75 bilhões. A indústria extrativa, no entanto, registrou queda de 27,8%, com importações de US$ 0,25 bilhão. Os itens que mais impulsionaram o crescimento das importações foram a cevada , não moída (142,8%), o milho não moído, exceto milho doce ( 38,8%) e frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (23,1%) na agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (23,0%), pirites de ferro não torrados (19.604,8%) e minérios de alumínio e seus concentrados (57,1%) na indústria extrativa; e propano, butano liquefeito (325,9%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (59,1%) e aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (86,6%) na indústria de transformação. Por outro lado, houve redução nas importações de pescado, carvão e alguns combustíveis, conforme os dados da Secex.





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Seca e reservatórios baixos afetam produção de milho no México


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, em seu relatório de novembro “World Agricultural Production” (WAP), a estimativa de produção de milho do México para o ciclo de comercialização de 2024/25. A previsão atual é de 24,5 milhões de toneladas, uma queda de 500 mil toneladas (2%) em relação ao mês anterior, embora represente um crescimento de 4% em comparação ao período de seca do ano passado. No entanto, o número permanece 7% abaixo da média dos últimos cinco anos.

A área colhida é estimada em 6,3 milhões de hectares, uma redução de 2% em relação ao mês anterior, mas uma leve recuperação de 3% frente ao ano passado, ainda assim abaixo da média de cinco anos. O rendimento esperado é de 3,89 toneladas por hectare, representando uma diminuição inferior a 1% em relação ao mês anterior e à média de cinco anos, mas 1% superior ao ano passado. A menor disponibilidade hídrica nos reservatórios em outubro impôs riscos para a produção da próxima safra de milho, especialmente para o ciclo de inverno.

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No México, o milho possui duas safras principais. A primeira, de primavera/verão, que representa cerca de 70% da produção anual, começa com a estação chuvosa normalmente em maio, mas neste ano teve início apenas no final de junho. Mesmo assim, o volume de precipitação entre julho e setembro foi maior do que a média, o que favoreceu a umidade do solo e acelerou a recuperação do milho após a seca do ano passado. No entanto, dificuldades como irrigação insuficiente, preços altos de insumos e menos crédito disponível ainda pressionam os produtores.

A segunda safra, de outono/inverno, responsável por 30% da produção anual, depende principalmente de irrigação e é plantada entre novembro e fevereiro. Quase 70% dessa produção ocorre em Sinaloa, onde os níveis dos reservatórios estão críticos, com menos de 5.000 hectômetros cúbicos em outubro, o menor nível em 22 anos. A Comissão Nacional de Águas (CONAGUA) informou que o nível dos reservatórios em Sinaloa diminuiu de 5.000 hm³ no início de outubro para 4.440 hm³ no fim do mês. Em comparação, na safra de 2023/24, as chuvas da tempestade tropical Norma permitiram uma recarga maior, com 5.250 hm³ em outubro de 2023, ainda que 50% abaixo da média de cinco anos. Esses baixos níveis podem impactar diretamente o abastecimento de água para a produção de milho no inverno. De acordo com o Serviço de Informação Agroalimentar e Pesqueira do México (SIAP), a produção de milho em Sinaloa variou de 3,2 milhões de toneladas em 2023/24 a 6,5 milhões de toneladas em 2022/23. A colheita desta safra começa em meados de abril e se estende até julho.





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Produção de algodão abaixo do esperado na Espanha



Espanha é o segundo maior produtor de algodão da União Europeia




Foto: Divulgação

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, em seu relatório de novembro “World Agricultural Production” (WAP), a produção de algodão da Espanha para o ciclo de comercialização 2024/25 foi estimada em 195 mil fardos de 480 libras. A projeção representa uma redução de 10 mil fardos, ou 5%, em relação ao mês passado. Ainda representando um aumento de 120 mil fardos sobre a produção do ano anterior, que foi duramente afetada pela seca. A área colhida está estimada em 48 mil hectares, uma queda de 4% em relação ao mês passado e de 8% em comparação com o ano passado. A áre ficou 17% abaixo da média de cinco anos. O rendimento estimado é de 885 kg por hectare, um leve recuo de 1% em relação ao mês anterior, mas ainda 182% superior ao da safra passada e 7% acima da média quinquenal.

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A Espanha é o segundo maior produtor de algodão da União Europeia, atrás apenas da Grécia, e contribui com cerca de 20% da produção total do bloco. A produção do país está quase totalmente concentrada no Vale do Guadalquivir, na Andaluzia, especialmente nas províncias de Sevilha e Cádiz, e em menor escala em Córdoba. Após três anos de seca, a falta de água nos reservatórios levou o governo a limitar a irrigação, o que desestimulou os agricultores a plantar a quantidade usual de algodão, resultando em menor produtividade.

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Embora tenha chovido na primavera de 2024, a precipitação veio tarde demais para restaurar o potencial produtivo da safra. Além disso, a recente incidência de pragas e, mais recentemente, severas inundações no final de outubro, provocadas por um sistema de baixa pressão, causaram estragos na região, especialmente na Andaluzia e em Valência. A colheita já avançada ainda está em avaliação quanto ao impacto no rendimento final e na qualidade do algodão.





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Especialista em Alimentadores Automáticos, aborda eficiência produtiva na Carcinicultura


A 20ª edição da Feira Nacional do Camarão (FENACAM) será palco da palestra  “Eficiência produtiva: como alcançar em tempos de desafios”, ministrada por Marita Monserrate Vite, Diretora Técnica da Skretting no Equador. A palestra acontecerá no dia 21 de novembro, às 8h30, e abordará práticas e inovações que podem elevar a eficiência na produção de camarões no Brasil.

Vite, especialista em produção de camarão, trabalha na Skretting, líder global em alimentos para aquicultura, que oferece soluções nutricionais sustentáveis. Na FENACAM, ela abordará tecnologias de ponta como a utilização de hidrofones – equipamentos que captam o som emitido durante a alimentação dos camarões. Esses dispositivos integram os alimentadores automáticos da Eruvaka, permitindo um controle preciso da quantidade de ração, o que reduz desperdícios, melhora o crescimento dos camarões e evita a poluição ambiental.

A tecnologia da Eruvaka tem sido amplamente adotada no Equador, onde ocupa 60% do mercado de alimentadores automáticos. “Essas inovações são fundamentais para enfrentar os desafios da produção de camarão em tempos de pressão econômica e ambiental”, explica Vite, destacando o impacto positivo na eficiência produtiva e sustentabilidade das operações.

Marita Monserrate Vite é especialista em produção de camarão, com ampla experiência no setor. Sua atuação na Skretting é voltada para o desenvolvimento de soluções que impulsionam a eficiência e sustentabilidade na aquicultura. A Skretting, parte do grupo Nutreco, é reconhecida globalmente por sua abordagem inovadora e sustentável na nutrição de espécies aquáticas, alimentando mais de 60 espécies em diferentes fases de crescimento.

FENACAM 2024

A FENACAM, que ocorre de 19 a 22 de novembro no Centro de Convenções de Natal, reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável da aquicultura e carcinicultura. O evento reunirá especialistas, produtores e empresários em uma série de palestras e simpósios sobre as tendências e avanços do setor, incluindo o XX Simpósio Internacional de Carcinicultura e a Feira Internacional de Produtos para a Aquicultura. Ao longo dos anos, a FENACAM se consolidou como um centro de referência para a troca de conhecimento e o estabelecimento de contatos no setor.

A Feira deste ano conta com 8.000 m² de exposição, com mais de 200 estandes que vão de empresas de tecnologia a fornecedores de equipamentos e insumos para aquicultura. A programação inclui sessões técnicas e científicas, onde serão apresentados estudos recentes sobre práticas sustentáveis e avanços em sanidade e genética para camarões, peixes e outros organismos aquáticos.

Produção de camarão no Brasil em crescimento

O cenário brasileiro da carcinicultura registrou números recordes em 2023. De acordo com o IBGE, a produção de camarão em cativeiro atingiu 127,5 mil toneladas, com um crescimento de 13% em relação ao ano anterior e uma valorização de R$ 2,63 bilhões. O Ceará e o Rio Grande do Norte lideram a produção nacional, com destaque para os municípios de Aracati e Pendências.





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Milho na B3 sobe com dólar forte


Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros de milho na B3 registraram alta nesta segunda-feira, impulsionados pela valorização do dólar, que atingiu o valor de R$ 5,816 durante o dia, fechando a R$ 5,770, uma alta de 0,56% em relação à última sexta-feira. Esse fortalecimento do dólar aumentou a atratividade das exportações brasileiras, refletindo diretamente nos preços dos contratos de milho na B3. Já nos Estados Unidos, o milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o dia em queda, com o contrato de dezembro/24 cotado a US$ 4,30 (-1 ponto), em um movimento de realização de lucros após uma semana de ganhos.

No Brasil, os contratos futuros de milho para novembro/24 fecharam em R$ 74,44, subindo R$ 0,64 no dia e R$ 1,58 na semana. Já o contrato para janeiro/25 alcançou R$ 77,59, com aumento de R$ 0,83 no dia e R$ 0,86 na semana. O contrato de março/25 encerrou a R$ 77,25, registrando alta marginal de R$ 0,01 tanto no dia quanto na semana. Esse comportamento positivo reflete a pressão de um dólar elevado, que favorece os preços internos e a demanda externa.

Enquanto isso, a CBOT seguiu em baixa. O milho para dezembro/24, que serve de referência para a safra brasileira de inverno, caiu 0,23%, fechando a US$ 430,00 por bushel. O contrato para março/25 recuou 0,34%, fechando em US$ 442,75 por bushel. Esse movimento reflete uma pausa no ciclo de alta anterior, com investidores optando por realizar lucros após uma semana de valorização acumulada de quase 4%.

O cenário climático também chama atenção: modelos de previsão apontam tempestades para os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e sudoeste de Minas Gerais, com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitindo um alerta laranja. Essa possibilidade de chuvas intensas gera apreensão quanto ao impacto no plantio e desenvolvimento das lavouras, um fator que pode influenciar os preços no mercado interno nas próximas semanas.





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Confira como está o milho brasileiro


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de milho segue lento em algumas regiões do Sul do Brasil, com produtores elevando as pedidas e negociações pontuais. No Rio Grande do Sul, os valores indicados nas principais praças permaneceram estáveis: Santa Rosa com R$ 73,00, Não-Me-Toque, Marau e Gaurama a R$ 74,00, enquanto Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen apresentam indicações de R$ 75,00. Montenegro mantém o maior preço, a R$ 77,00. Os vendedores, no entanto, estão pedindo valores a partir de R$ 80,00 no FOB interior e R$ 82,00 CIF fábricas, mas não houve registro de negócios na última sexta-feira.

Em Santa Catarina, a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) destacou o aumento nos preços do farelo de soja e milho, com produtores pedindo ao menos R$ 2,00 acima das indicações de compradores, que variam entre R$ 72,00 no interior e R$ 75,00 CIF fábricas. Negociações recentes envolveram 2 mil toneladas a R$ 76,00 mais ICMS para entrega em novembro no meio-oeste do estado. Nas praças, Chapecó apresenta indicação a R$ 74,00, Campos Novos a R$ 75,00 e Rio do Sul a R$ 76,00.

No Paraná, conforme dados do Deral, o milho teve valorização, e produtores elevaram as pedidas para venda. No porto, as indicações são de R$ 68,00 para novembro e R$ 69,00 para dezembro. Em regiões como Cascavel e Guarapuava, os preços variam de R$ 68,00 a R$ 70,00. O sudoeste e oeste do estado registram valores de balcão em torno de R$ 58,00, enquanto produtores no norte e Campos Gerais pedem entre R$ 77,00 e R$ 80,00 para o FOB interior.

Em Mato Grosso do Sul, o Valor Bruto da Produção (VBP) apresentou queda de 10%, refletindo o ritmo lento das negociações. Em Maracaju, Dourados e Naviraí, as indicações variam entre R$ 53,00 e R$ 54,00, com algumas pedidas FOB a partir de R$ 52,00, concentrando-se em R$ 55,00. Nos portos, as indicações iniciam em R$ 60,00, com vendedores adotando uma postura cautelosa devido ao cenário desfavorável.

 





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