sábado, abril 11, 2026

Política & Agro

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Importância da adubação na cultura da soja


De acordo com dados do artigo da engenheira agrônoma Gressa Chinelato publicado no Blog da Aegro, a adubação é um dos fatores essenciais para o desenvolvimento saudável da soja, influenciando diretamente a produtividade das lavouras. Para que as plantas cresçam de forma adequada, elas necessitam de diversos nutrientes, muitos dos quais são absorvidos diretamente do solo. No Brasil, principalmente em regiões tropicais, a fertilidade do solo é um desafio, exigindo o uso de técnicas de manejo que incluam a aplicação de adubos químicos.

Os solos tropicais brasileiros, embora favorecidos por altos índices de temperatura e precipitação, sofrem um processo natural conhecido como intemperismo. Esse fenômeno é responsável pela transformação e desgaste das rochas e solos, por meio de processos físicos, químicos e biológicos. Embora a precipitação intensa contribua para a formação do solo, ela também pode levar a uma alta taxa de intemperismo, o que resulta em solos com baixa fertilidade.

Como consequência, muitos solos do Brasil não são capazes de fornecer sozinhos todos os nutrientes necessários para o crescimento das plantas, tornando-se pouco férteis. Para superar essa limitação e garantir a alta produtividade das lavouras de soja, é essencial o manejo adequado do solo. A calagem (processo que aumenta o pH do solo), a gessagem e, principalmente, a adubação, são práticas fundamentais para melhorar as condições de fertilidade.

A escolha do tipo de adubo químico utilizado na cultura da soja é determinante para a absorção eficiente de nutrientes e para a manutenção da fertilidade do solo. Cada tipo de adubo tem uma composição e dinâmica distintas no solo, afetando a disponibilidade de nutrientes de maneira variável. A relação entre a fertilidade do solo e a produtividade da soja é clara: solos bem nutridos resultam em maiores colheitas e melhor qualidade dos grãos.

A adubação deve levar em consideração diversos fatores, como as condições climáticas, especialmente a temperatura e a quantidade de chuva, que influenciam a disponibilidade de nutrientes no solo. Além disso, as diferenças genéticas entre as cultivares de soja, o teor de nutrientes presente no solo e os tratos culturais adotados também afetam as necessidades nutricionais das plantas.

 





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Estiagem traz aumento acentuado no acionamento de seguro rural


Com a confirmação da La Niña, alguns alertas surgem para os produtores do centro-sul do Brasil, visto que, um dos efeitos do fenômeno nesta região é a redução dos volumes de chuvas no sul do Brasil.

E de fato, nos últimos 30 dias, existe um déficit significativo das chuvas em relação à média deste mesmo período, com registros de até -150 mm em relação ao que seria esperado para esta mesma época do ano.

O sul do Mato Grosso do Sul, sul de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estão com chuvas abaixo da média. Embora, essas precipitações estejam ocorrendo, a distribuição e os volumes vêm sendo muito irregulares.



Mapa de diferença entre a chuva registrada e a média para o período. Áreas em amarelo/laranja indicam chuvas abaixo da média, áreas em azul indicam chuvas acima da média. Fonte: Agrolink.

Diante deste cenário, algumas lavouras estão sendo afetadas, sobretudo aquelas que estão avançando entre a floração e desenvolvimento vegetatitvo.

Segundo publicação de Willian Lange Gomes, perito avaliador de sinistros na Nova Safra Assessoria e Perícia Rural, na rede social Linkedin, em dezembro, há exato 1 mês, já se apontava a situação da região entre Dourados, Caarapó e Laguna Carapã, que passava por uma restrição hídrica de 20 dias, marcando o início do impacto do veranico na microrregião Sul de Mato Grosso do Sul.

Já naquela ocasião, foi observado abortamento de botões florais e redução da área foliar, sinais de que a estiagem teria consequências severas.

Agora, os resultados estão mais evidentes, com aumento acentuado no acionamento de apólices de seguro rural, sobretudo nos municípios de Dourados, Caarapó e Laguna Carapã.

Danos Observados

  • Desfolha intensa e morte de plantas jovens: A falta de água, aliada às temperaturas elevadas, tem provocado desfolha significativa e mortalidade de plantas jovens, em especial naquelas áreas onde houve replantio em dezembro e no final de novembro.
  • Redução abrupta do número de vagens: O veranico levou à diminuição expressiva de botões florais e ao abortamento de vagens, afetando diretamente a produtividade das lavouras.

Culturas Afetadas

  • Soja: O estresse hídrico vem prejudicando o desenvolvimento da soja, causando perdas estimadas em até 30% das áreas plantadas.
  • Sorgo: A situação de estresse térmico e hídrico também afeta o sorgo, comprometendo sua produtividade. Em novembro e dezembro, registrou-se falta de sementes de sorgo no estado de Mato Grosso do Sul, o que fez com que muitos produtores optassem por essa cultura como alternativa à soja.


Além do Mato Grosso do Sul, as principais regiões produtoras de soja do Paraná e Rio Grande do Sul também estão enfrentando uma condição de estiagem, o que pode afetar o desenvolvimento das lavouras, principalmente naquelas plantadas tardiamente o que pode comprometer o rendimento final da safra de 2024/25.

 





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Bahia rumo à maior safra de soja da história


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri Ba) com base nos dados da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), a safra de soja 2024/2025 na Bahia está prestes a se consolidar como a maior já registrada no estado. Dados indicam crescimento recorde nos principais indicadores: a produtividade teve alta de 6,3%, a área plantada expandiu 7,8%, e a produção total deve alcançar impressionantes 8,582 milhões de toneladas, representando um salto de 14,7% em relação à temporada anterior.

A área plantada atingiu 2,135 milhões de hectares, consolidando o estado como um dos principais produtores de soja do país. O sucesso da safra é atribuído a condições climáticas favoráveis, com chuvas regulares e temperaturas amenas, aliadas à adoção de tecnologias avançadas e práticas agrícolas eficientes. A produtividade média estimada alcança 67 sacas por hectare, superando expectativas, conforme os dados.

Segundo o relatório da AIBA, o avanço tecnológico tem sido decisivo, com destaque para investimentos em pesquisa e desenvolvimento, manejo sustentável e inovação no campo. O Programa para o Desenvolvimento da Agropecuária (Prodeagro), uma iniciativa de renúncia fiscal promovida pelo Governo da Bahia, também foi apontado como fator crucial para o fortalecimento da cadeia produtiva da soja no estado.

Com o crescimento registrado, a Bahia consolida sua posição de destaque na produção nacional de soja, impulsionando a economia regional e atraindo novos investimentos para o setor. Além disso, a safra recorde fortalece o papel do estado no mercado exportador, atendendo à crescente demanda global por oleaginosas.

Especialistas da AIBA afirmam que o sucesso desta safra é um reflexo da sinergia entre os esforços do setor público e privado, com um planejamento estratégico que alia sustentabilidade e alta performance produtiva. As expectativas para as próximas safras são otimistas, especialmente diante do contínuo avanço tecnológico e da expansão de áreas produtivas no estado, conforme o divulgado pela Seagri.





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Saúde do solo: pilar da sustentabilidade agrícola


Segundo artigo publicado no Blog da Aegro, a saúde do solo, definida como sua capacidade de funcionar como um sistema vivo, é um dos principais alicerces para a produção sustentável de alimentos. Solos saudáveis abrigam comunidades diversificadas de organismos que auxiliam no controle de pragas, reciclagem de nutrientes e mitigação de doenças, garantindo a retenção de água e nutrientes, essenciais para a produtividade agrícola.

De acordo com especialistas, cerca de 95% da produção mundial de alimentos depende diretamente da terra, destacando a urgência de práticas sustentáveis para preservar a qualidade dos solos e garantir a segurança alimentar global.

Um solo saudável é bem estruturado, rico em matéria orgânica e biodiversidade microbiana, com níveis equilibrados de nutrientes. Esses fatores promovem o desenvolvimento das plantas e aumentam o rendimento das culturas. Além disso, alimentos cultivados em solos bem manejados apresentam maior valor nutricional, com níveis elevados de vitaminas, minerais e compostos bioativos.

A estrutura física ideal do solo facilita a infiltração de água, a aeração e o crescimento das raízes. A biodiversidade microbiana melhora a ciclagem de nutrientes e reduz a incidência de patógenos, enquanto a matéria orgânica aumenta a retenção de água e a fertilidade, fatores que tornam a agricultura mais eficiente e sustentável.

Os solos saudáveis funcionam como filtros naturais, protegendo a qualidade da água ao absorver contaminantes antes que atinjam lençóis freáticos, rios e lagos. Além disso, são fundamentais para o sequestro de carbono, armazenando o gás e contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

A prevenção da erosão é outro benefício significativo. Solos bem manejados são menos suscetíveis à perda de suas camadas superficiais por ação do vento ou da água, protegendo a fertilidade e reduzindo impactos ambientais.

A saúde do solo não impacta apenas a produtividade agrícola, mas também a economia global e a sustentabilidade ambiental. A manutenção da qualidade do solo promove sistemas agrícolas mais viáveis economicamente e capazes de atender à crescente demanda por alimentos.

Além disso, ao melhorar a eficiência no uso de recursos e reduzir a dependência de fertilizantes químicos, os solos saudáveis geram uma agricultura mais sustentável e resiliente diante das mudanças climáticas.





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prazo para cadastro de rebanhos termina na sexta-feira


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri Ba), os produtores rurais da Bahia têm até a próxima sexta-feira (17) para realizar o cadastramento obrigatório de seus rebanhos junto à Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri). O registro é indispensável para a obtenção da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento essencial para o transporte e comercialização de animais.

A exigência se aplica a todos os criadores baianos que possuem animais de produção, como bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equinos, peixes e até abelhas. Segundo a Adab, o cadastro é fundamental para garantir a saúde e segurança dos animais, além de assegurar a regularidade nas operações comerciais.

Os produtores podem optar por realizar a atualização pelo Sistema de Defesa Agropecuário da Bahia (Sidab), disponível no site oficial da Adab, ou presencialmente em um dos 402 escritórios de atendimento da Agência distribuídos pelo estado.

A Bahia se destaca no cenário agropecuário nacional, com cerca de 762 mil propriedades rurais, conforme o último Censo Agropecuário do IBGE. A criação de bovinos lidera o setor, com 13,2 milhões de cabeças de gado, colocando o estado em posição de destaque no Nordeste.

A Adab reforça que o processo de cadastramento foi simplificado para facilitar o acesso dos criadores, com suporte técnico disponível nos escritórios regionais. Além disso, o Sidab oferece uma plataforma intuitiva para aqueles que optarem pelo registro online, conforme o divulgado pela Seagri.





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EUA apresentam perspectivas estáveis para o mercado de trigo


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu mais recente boletim de estimativas para a oferta e demanda agrícola global, com destaque para o trigo. A perspectiva para a safra 2024/25 nos Estados Unidos indica suprimentos ligeiramente maiores, uso doméstico e exportações estáveis, além de estoques finais levemente ampliados. No cenário global, os estoques também aumentaram, embora o consumo e o comércio tenham registrado ligeira queda.

Para os Estados Unidos, os suprimentos de trigo foram revisados para cima, com importações estimadas em 130 milhões de bushels, cinco milhões a mais que no mês anterior. Esse crescimento é atribuído ao aumento no Hard Red Spring, uma das principais classes de trigo norte-americano.

O uso doméstico, dividido entre alimentação animal, uso residual e sementes, permanece quase inalterado. O uso de sementes foi ajustado para 64 milhões de bushels, conforme dados do relatório de sementes de trigo de inverno e canola da National Agricultural Statistics Service (NASS).

As exportações seguem estimadas em 850 milhões de bushels, com alterações compensatórias por classe. Os estoques finais foram ajustados para 798 milhões de bushels, representando um aumento de 15% em relação ao ciclo anterior. O preço médio de comercialização foi ligeiramente reduzido para US$ 5,55 por bushel, refletindo tanto os preços futuros quanto os valores à vista projetados para o restante do período.

No âmbito internacional, os estoques de trigo devem alcançar 258,8 milhões de toneladas, um aumento de 0,9 milhão em relação à estimativa anterior. Essa alta é impulsionada por aumentos nos estoques da Rússia, Brasil, Nigéria e Ucrânia, que superaram as reduções na Turquia, China e Indonésia.

Os suprimentos globais de trigo foram ajustados para 1.060,7 milhões de toneladas, com uma leve alta de 0,4 milhão, devido à maior produção na Síria e no Paquistão, que compensaram a redução no Uruguai. Por outro lado, o consumo global foi reduzido em 0,6 milhão de toneladas, totalizando 801,9 milhões, com destaque para a queda no consumo turco, parcialmente compensada pela Ucrânia.

O comércio global de trigo sofreu uma redução de 1,7 milhão de toneladas, totalizando 212 milhões. As exportações russas foram revisadas para baixo, alcançando 46 milhões de toneladas, um milhão a menos do que o estimado anteriormente e significativamente abaixo do recorde de 55,5 milhões registrado no ano passado.





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Exportações de pato e peru somam US$ 165 milhões


As exportações brasileiras de carnes de peru e pato, segmentos considerados de alto valor agregado, apresentaram resultados distintos em 2024, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Enquanto as vendas externas de carne de peru registraram queda tanto em volume quanto em receita, o mercado de carne de pato obteve crescimento no volume embarcado, mas enfrentou redução na receita gerada.  

No caso da carne de peru, os embarques totalizaram 64,1 mil toneladas, uma retração de 8,1% em relação às 69,8 mil toneladas exportadas em 2023. A receita, por sua vez, apresentou uma queda mais acentuada, de 23,4%, fechando o ano em US$ 153,9 milhões, contra os US$ 201 milhões registrados no ano anterior. Entre os principais destinos, o México liderou com 9,8 mil toneladas (-39%), seguido pela África do Sul (9,5 mil toneladas, -27%) e pelos Países Baixos (8,6 mil toneladas, -20%). Por outro lado, o Chile se destacou positivamente, com um aumento de 56%, alcançando 7 mil toneladas importadas. 

Já as exportações de carne de pato atingiram 3,551 mil toneladas, representando um leve aumento de 1,3% em comparação às 3,507 mil toneladas embarcadas em 2023. Apesar disso, a receita gerada caiu 12,7%, totalizando US$ 11,9 milhões. Os Emirados Árabes Unidos foram os maiores compradores, com 1.524 toneladas adquiridas, um crescimento expressivo de 66%. Outros destinos relevantes incluíram Arábia Saudita, Catar, Chile e Kuwait, que apresentaram variações mistas nos volumes importados.  

“Os dois setores avícolas somaram para o país US$ 165 milhões em receitas cambiais, e há boas expectativas com relação ao fluxo de embarques em 2025, especialmente para a Europa e Oriente Médio”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 





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Boi gordo: semana começa com estabilidade



Na última semana, as vendas no atacado foram consideradas positivas




Foto: Kadijah Suleiman

O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que a segunda-feira iniciou sem alterações nos preços em relação à última sexta-feira, com muitas indústrias ainda fechando negociações para compra. As escalas de abate permanecem, em média, programadas para uma semana.

No estado do Pará, as principais regiões produtoras, como Marabá, Redenção e Paragominas, registraram estabilidade nas cotações no início da semana.

Na última semana, as vendas no atacado foram consideradas positivas, refletindo em um aumento de preços na reposição de estoques. Entre os destaques, a carcaça de boi capão registrou alta de 2%, enquanto a carcaça de boi inteiro teve elevação expressiva de 6,6%.

No caso das fêmeas, os aumentos foram ainda mais significativos: a vaca casada apresentou alta de 7,1%, enquanto a novilha casada subiu 4,3%. Por outro lado, o traseiro do boi capão 1×1 foi a única exceção à tendência de alta, com queda de 0,9%.

No mercado de carnes alternativas, o movimento foi oposto ao das carcaças bovinas. A carcaça de suíno especial registrou redução de 0,8%, o equivalente a R$ 0,10 por quilo. Já o preço do frango médio sofreu queda de 1,5%, o que representa uma redução de R$ 0,12 por quilo.





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Dólar fecha em leve queda



O dólar à vista encerrou o pregão desta segunda-feira (13) com leve desvalorização




Foto: Pixabay

O dólar à vista encerrou o pregão desta segunda-feira (13) com leve desvalorização de 0,08%, cotado a R$ 6,0980 para venda. No acumulado de janeiro, a moeda americana registra queda de 1,31%, refletindo um cenário de maior estabilidade cambial nas últimas semanas, conforme os dados do InfoMoney.

De acordo com os dados, na B3, o contrato futuro de dólar para fevereiro, considerado o mais líquido no momento, apresentava queda de 0,17% às 17h03, sendo negociado a R$ 6,1175.

O dólar comercial encerrou o dia com os seguintes valores:

Compra: R$ 6,090

Venda: R$ 6,090

Já no mercado de turismo, voltado para transações de pequeno volume, os valores foram:

Compra: R$ 6,17

Venda: R$ 6,35





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alternativa sustentável para a produção de biodiesel



A macaúba se adapta a diferentes condições de solo




Foto: Pixabay

A macaúba, palmeira nativa do Brasil, tem se consolidado como uma alternativa sustentável para a produção de biodiesel. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e da CATI Sementes e Mudas, tem desempenhado um papel crucial no incentivo ao cultivo dessa espécie no estado.

Com alto valor econômico e ambiental, a macaúba se adapta a diferentes condições de solo, incluindo áreas marginais ou em recuperação, o que a torna estratégica para a agricultura sustentável. O cultivo da planta não apenas gera renda, mas também contribui para a recuperação ambiental, a preservação de solos degradados e a captura de carbono.

Atualmente, a pesquisa genética liderada pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) avança em ritmo acelerado. A previsão é de que, nos próximos anos, seja lançada a primeira cultivar comercial da macaúba, com materiais de alta performance. Segundo especialistas do IAC, genótipos clonados poderão produzir de 4 a 5 mil litros de óleo por hectare, muito acima das atuais médias de produção agrícola de óleos vegetais.

Enquanto a soja, principal matéria-prima do biodiesel no Brasil, gera cerca de 500 litros de óleo por hectare, a macaúba pode render até 2.500 litros na mesma área. Essa diferença representa um impacto significativo na redução da necessidade de terras agricultáveis, contribuindo para uma produção mais sustentável.

A recente implementação da “Lei do Combustível do Futuro” é vista como um marco para ampliar a viabilidade econômica do biodiesel e de outros biocombustíveis. A legislação estabelece programas nacionais para o diesel verde, biocombustível para aviação e biometano, além de definir percentuais mínimos e máximos para a mistura de etanol à gasolina e de biodiesel ao diesel. Com essa medida, espera-se uma maior valorização da macaúba como alternativa de produção sustentável, fortalecendo sua posição no mercado de biocombustíveis e incentivando a adoção da cultura por pequenos e médios produtores rurais.





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