segunda-feira, abril 6, 2026

Política & Agro

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Show Rural Coopavel 2025 bate recorde de público e vendas



A 38ª edição do Show Rural Coopavel já tem data marcada




Foto: Aline Merladete

A 37ª edição do Show Rural Coopavel entrou para a história ao registrar números impressionantes. O evento, realizado entre os dias 10 e 14 de fevereiro, em Cascavel (PR), recebeu um público recorde de 407.094 visitantes e movimentou R$ 7,05 bilhões, superando em quase R$ 1 bilhão a edição anterior.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14) pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, que celebrou o sucesso da feira e agradeceu aos envolvidos. “Estamos muito felizes com o resultado e só temos a agradecer a todos que fazem este grande evento acontecer”, afirmou.

Com 600 expositores do Brasil e do exterior, o Show Rural reafirmou sua posição como um dos maiores eventos do setor agropecuário do país, apresentando inovações e tecnologias voltadas para o agronegócio.

O quinto e último dia de evento recebeu 58.404 visitantes, ultrapassando a marca do ano passado, quando 58.216 pessoas passaram pelo parque tecnológico da Coopavel. O recorde geral de público também superou a melhor marca anterior, registrada em 2024, que havia reunido 391.316 pessoas.

Além do crescimento no número de visitantes, a movimentação financeira de R$ 7,05 bilhões superou os R$ 6,1 bilhões de 2024, consolidando a feira como um motor do agronegócio nacional.

A 38ª edição do Show Rural Coopavel já tem data marcada: o evento acontecerá de 9 a 13 de fevereiro de 2026.





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produtores otimistas, mas irrigação preocupa



Escassez de água ameaça lavouras de arroz




Foto: Divulgação

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (13), a safra de arroz no Rio Grande do Sul apresenta cenários distintos entre as regiões. Enquanto Pelotas mantém boas condições para o cultivo, com 57% das áreas em fase vegetativa, 28% em floração e 15% em enchimento de grãos, outras regiões enfrentam desafios com a irrigação devido à falta de chuvas.

A produtividade média na região de Pelotas está estimada entre 9 mil e 10 mil kg/ha, sem relatos de escassez de água ou dificuldades na irrigação. No entanto, em Santa Maria, os baixos níveis de mananciais e açudes já impactam o manejo da irrigação por inundação, afetando as lavouras que dependem de arroios e sangas, com possíveis perdas no rendimento.

Situação crítica em Santa Rosa e manejo racional em Soledade

Na região de Santa Rosa, a disponibilidade de água para irrigação é considerada crítica, e os produtores aguardam as chuvas previstas para decidir se será necessário o bombeamento de água dos córregos.

Já em Soledade, a estratégia adotada é o uso racional da água para garantir o suprimento ao longo do ciclo. Em algumas propriedades, a irrigação foi temporariamente suspensa, sendo complementada com a água da chuva. Apesar da escassez hídrica, as lavouras mantêm sanidade e bom estado nutricional.

A comercialização da saca de 50 quilos segue acompanhada pela Emater/RS-Ascar, com preços médios monitorados semanalmente.





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Produtividade do girassol varia no RS; MT diminui plantio



Goiás aposta no girassol como alternativa ao milho




Foto: Divulgação

O quinto levantamento da safra de grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que a colheita do girassol no Rio Grande do Sul está em fase final, enquanto Mato Grosso segue reduzindo sua área plantada e Goiás aposta na cultura como alternativa ao milho.

No Rio Grande do Sul, a colheita do girassol está praticamente concluída, restando apenas 4% das áreas em maturação. A expectativa é que o processo seja finalizado até fevereiro. A produtividade tem variado entre 1.500 kg/ha e 3.000 kg/ha, influenciada pelo nível de investimento tecnológico, uso de insumos e condições climáticas.

A regularidade das chuvas durante o desenvolvimento da cultura e as temperaturas amenas na floração e enchimento de grãos favoreceram a safra. No final do ciclo, o clima seco contribuiu para uma boa maturação e qualidade dos grãos.

Já em Mato Grosso, o cenário não é favorável para o girassol. A cultura tem perdido espaço para milho, feijão-caupi e gergelim, que oferecem melhor retorno financeiro, maior facilidade logística e melhor adaptação ao clima da segunda safra.

Em Goiás, a estimativa de plantio para a safra 2024/25 é de 60 mil hectares. O girassol tem se consolidado como uma opção viável em regiões com histórico de estiagem, devido ao seu sistema radicular profundo, que permite maior tolerância ao déficit hídrico em comparação ao milho.

A rentabilidade e a resistência da cultura à seca têm incentivado produtores a adotá-la como uma alternativa promissora para a segunda safra.





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Paraná colhe 33% da soja



Região sul lidera os trabalhos




Foto: Pixabay

A colheita da soja no Paraná avançou 10 pontos percentuais na última semana, alcançando 33% da área total estimada em 5,77 milhões de hectares. Os dados são do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Departamento de Economia Rural (Deral).

Na semana anterior, o índice de colheita estava em 23%, o que demonstra um ritmo acelerado das atividades no campo. No momento, restam 3,8 milhões de hectares a serem colhidos, com maior concentração nas regiões sul (40%) e norte (35%) do estado.

As condições das lavouras seguem estáveis, com 77% da área classificada como boa, enquanto 20% apresentam condição mediana e apenas 4% são consideradas ruins.

O avanço da colheita ocorre em um momento de expectativa para os produtores, que acompanham os impactos do clima sobre a produtividade e a qualidade da safra.





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Boi gordo encerra a semana com queda



As indústrias frigoríficas seguem com escalas de abate confortáveis




Foto: Canva

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, oferta elevada de boiadas e o ritmo lento no escoamento da carne bovina pressionaram os preços do boi gordo em São Paulo e Minas Gerais. As indústrias frigoríficas seguem com escalas de abate confortáveis, em média de sete dias, o que reduziu o ritmo das compras.

Com isso, o preço do boi gordo encerra a semana com queda de R$ 2,00 por arroba em São Paulo. Já os preços das fêmeas permaneceram estáveis.

No Minas Gerais, o estado também registrou recuo nos preços, acompanhando a boa oferta de boiadas, principalmente de fêmeas. No Triângulo Mineiro, o boi gordo, a vaca e a novilha caíram R$ 3,00/@.

Em Belo Horizonte, a arroba do boi gordo também teve redução de R$ 3,00, enquanto os preços das fêmeas seguiram estáveis.

Na região Norte, a vaca caiu R$ 3,00/@ e a novilha R$ 2,00/@, enquanto o boi gordo manteve os valores da semana anterior. Já no Sul do estado, as quedas foram mais acentuadas: R$ 4,00/@ para a vaca e R$ 5,00/@ para a novilha.

Na região Sul da Bahia, a boa oferta de animais garantiu escalas de abate confortáveis, chegando a duas semanas. Com isso, o preço da novilha recuou R$ 3,00/@.





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Produção de banana no Paraná cai 30% em dez anos


O Paraná consolidou-se como o 13º maior produtor de bananas do Brasil em 2023, segundo o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado na quinta-feira (13). O estado registrou uma produção de 148,2 mil toneladas em uma área de 7,5 mil hectares, gerando um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 213,3 milhões.

Apesar da relevância da cultura, os dados apontam queda de 30,1% na produção e de 22,2% na área cultivada na última década. Em 2014, a colheita era de 230,2 mil toneladas e a área plantada somava 9,9 mil hectares.

A bananicultura paranaense está presente em 311 municípios, mas é fortemente concentrada no Litoral do estado, que responde por 59% da produção. O município de Guaratuba se destaca com 76,8 mil toneladas colhidas, representando 47,8% da produção estadual. A comunidade de Cubatão é o principal polo produtor.

Outras regiões de destaque são:

Região de Apucarana – 9,8% da produção estadual, com Novo Itacolomi como principal produtor.

Norte Pioneiro – 5,8% da produção, com Santa Amélia liderando na região.

Região Metropolitana de Curitiba – 4,4% da colheita estadual, com destaque para São José dos Pinhais.

Juntas, essas quatro regiões concentram 79,5% da bananicultura do Paraná.

O preço da banana sofreu oscilações nos últimos meses. Em janeiro, o produtor paranaense recebeu R$ 32,48 por caixa de 22 kg, valor 8,3% menor que em dezembro de 2024. Entretanto, comparado a janeiro do ano passado, houve alta de 25,2%.

No atacado da Ceasa de Curitiba, a banana caturra/nanica de primeira caiu 18,1% em um mês e 35,7% em relação a 2024. No varejo, o preço médio do quilo ficou em R$ 5,31, uma alta de 35,6% na comparação anual.

As fortes chuvas no Litoral, especialmente em Guaratuba, causaram alagamentos em 1,5 mil hectares de bananais, sendo 80 hectares com perda total. O impacto deve refletir na qualidade da fruta e no custo de beneficiamento.

Apesar da queda na produção, o Paraná mantém-se como um importante fornecedor de bananas no mercado nacional.





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Alta nos custos preocupa produtores de leite


As altas temperaturas, frequentemente próximas dos 40°C, têm impactado o bem-estar dos rebanhos e a produtividade do leite no Rio Grande do Sul, segundo o Boletim Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (13). A sensação térmica elevada e a escassez de forragem agravam o cenário, obrigando os produtores a recorrerem à suplementação alimentar, o que aumenta os custos operacionais.

Apesar da adoção de estratégias como pastoreio em horários mais frescos do dia, a oferta de alimento natural não tem sido suficiente para atender à demanda nutricional dos animais. Com isso, a produção de leite segue em queda, refletindo um momento crítico para a atividade.

Campanha e Fronteira Oeste: A chuva de 5 de fevereiro melhorou a oferta de forragem em algumas propriedades da região de Bagé, mas a necessidade de suplementação com feno e ração continua pressionando os custos. Já em Santana do Livramento, a estiagem provocou perdas de até 30% na produtividade leiteira. Em São Gabriel, as chuvas recentes ajudaram a recuperar as pastagens nativas.

Serra Gaúcha: Na região de Caxias do Sul, a produtividade do leite caiu levemente devido ao estresse térmico. A infestação de moscas foi relatada, mas o estado corporal dos bovinos segue adequado.

Noroeste e Planalto: Em Ijuí, alguns produtores enfrentam problemas reprodutivos, com um número elevado de vacas retornando ao cio. Já em Passo Fundo, a silagem de milho e trigo tem sido essencial para manter a alimentação dos animais.

Região Metropolitana e Centro do Estado: Em Porto Alegre e Santa Maria, a situação segue estável devido à suplementação alimentar. As chuvas das últimas semanas favoreceram o crescimento das pastagens, mas ainda não foram suficientes para normalizar a produção.

Missões e Fronteira Noroeste: Em Santa Rosa, produtores dependem fortemente de alimentos conservados e concentrados para suprir as necessidades nutricionais do rebanho.

Apesar dos desafios climáticos, o estado sanitário do gado leiteiro segue satisfatório, com os protocolos de controle de ectoparasitas sendo mantidos. No entanto, os custos elevados com alimentação e a queda na produção preocupam os pecuaristas.

A expectativa do setor é que a recuperação da oferta de pastagens nos próximos meses reduza a necessidade de suplementação e traga alívio financeiro para os produtores.





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Seca reduz produção de citros em até 30%



Falta de chuvas compromete safra de citros no RS




Foto: Divulgação

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (13), a produção de citros no Rio Grande do Sul enfrenta desafios devido à seca. O déficit hídrico tem provocado queda na produtividade e prejudicado o desenvolvimento dos frutos em diversas regiões do estado.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, a produção de laranja e bergamota sofreu redução de aproximadamente 30%, resultado da falta de chuvas. Além disso, os citricultores relataram aumento na queda prematura dos frutos, o que agrava ainda mais as perdas.

Já na região de Lajeado, no município de São José do Sul, produtores realizam o raleio da variedade Caí, abrangendo cerca de 30% das áreas cultivadas. O preço da caixa de 25 kg está em R$ 20,00. Algumas plantas já demonstram sinais de estresse hídrico, como folhas ressecadas e crescimento lento dos frutos, mas ainda não há estimativa de perdas na produção.

Na região de Santa Rosa, os pomares estão em fase de frutificação. Apesar da intensa floração, a carga de frutos das bergamoteiras está abaixo do esperado. Além disso, queimaduras nas folhas e nos frutos, causadas pela forte exposição ao sol, foram observadas.

Por sua vez, na região de Soledade, os citros seguem em fase de formação dos frutos. Embora a seca tenha desacelerado o crescimento, a produção não sofreu impactos significativos até o momento. Além disso, a pressão de pragas e doenças permanece baixa. A variedade Bergamota Okitsu deve atingir a maturação no início de março.

A Emater/RS-Ascar segue monitorando as condições climáticas e seus impactos na fruticultura gaúcha. Produtorels estão atentos às mudanças no clima e possíveis novas perdas decorrentes da estiagem prolongada.





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Nova York registra queda no açúcar; Londres avança


Segundo dado divulgado pela Udop, as cotações do açúcar foram entregues mistas nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (13). Enquanto o açúcar bruto negociado na ICE Futures de Nova York registrou queda no contrato de março/25, os demais vencimentos tiveram leve valorização. Já o açúcar branco, na ICE Futures Europe de Londres, fechou o dia em alta para todos os lotes.

Na ICE Futures de Nova York, o contrato março/25 do açúcar bruto foi negociado a 19,76 cents/lb, uma queda de 11 pontos em relação à sessão anterior. Por outro lado, o contrato maio/25 teve nível alto de 6 pontos, cotado a 18,34 centavos/lb. Os demais vencimentos também obtiveram ganhos, variando entre 4 e 9 pontos.

Já na ICE Futures Europe, em Londres, todos os contratos de açúcar branco fecharam valorizados. O contrato março/25 arrecadou US$ 12,50, sendo comercializado a US$ 545,30 por tonelada. O contrato maio/25 avançou US$ 6,10, negociado a US$ 518,40 por tonelada. Os demais vencimentos tiveram altas entre US$ 4,70 e US$ 5,50.

No Brasil, as cotações do açúcar cristal recuaram na quarta-feira, segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP). O saco de 50 kg foi comercializado a R$ 143,86, contra R$ 144,89 da véspera, o que representa uma queda de 0,71%.

O etanol hidratado também registrou desvalorização, de acordo com o Indicador Diário Paulínia. As usinas venderam o biocombustível a R$ 2.942,50 por metro cúbico, frente aos R$ 2.952,50 de terça-feira, representando uma queda de 0,34%.





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ABINBIO defende inclusão dos biológicos na Lei de Patentes



Reunião discutiu necessidade de debate sobre atualização da Lei



Entidades da Sociedade Civil e Academia podem contribuir com a modernização
Entidades da Sociedade Civil e Academia podem contribuir com a modernização – Foto: Divulgação

O Diretor de Relações Internacionais da ABINBIO, Mauro Heringer, esteve recentemente reunido com a Andrea Maceraa, Secretária de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Na ocasião ele apresentou o pleito da Associação quanto a necessidade de debate sobre a mudança na Lei de Patentes, visando permitir a patente de produtos biológicos e seres vivos não transgênicos.

Com a instituição de Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual pelo MDIC, Heringer defendeu que o novo debate precisa ser feito pelo Governo, criando espaços para que as entidades da sociedade civil e academia possam contribuir com a modernização da legislação. Andrea Maceraa garantiu que haverá espaço para que a ABINBIO possa contribuir com o GT de Propriedade Intelectual, uma vez que o debate sobre patente de seres vivos tem muitos lados e não é um tema pacífico dentro do governo.

Além disso, os representantes do MDIC informaram que o GT produz, anualmente, um estudo amplo sobre um tema definido no início do ano. O tema de 2025 ainda não foi definido, de forma que levarão o tema de patentes de seres vivos para deliberação interna.

Por fim, os representantes do Ministério pediram que a ABINBIO encaminhe ofício com o Pleito para eles, apresentando os pleitos do setor, a importância da discussão do tema, exemplos de patentes brasileiras em outros países, bem como a sugestão de realização de seminário, no âmbito do MDIC, para debater o assunto.

Além de Andrea Maceraa, participaram da reunião pela SCPR Juliana Ghizzi Pires, Diretora do Departamento de Política de Propriedade Intelectual e Infraestrutura da Qualidade e Miguel Carvalho, Coordenador-Geral de Propriedade Intelectual. Junto com Mauro Heringer esteve Enrico Ribeiro, da Consillium.





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