sábado, abril 25, 2026

Política & Agro

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As certificações florestal e agrícola podem ser o primeiro passo para o…


Mesmo com o adiamento da implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR), previsto agora para o final de 2025, os produtores agrícolas e florestais já vinham se preparando para a adoção de uma maior transparência e rastreabilidade nas cadeias produtivas em relação a produtos oriundos de áreas de desmatamento. Nesse sentido, as certificações e auditorias podem ser um caminho para o início do cumprimento das regras.

Apesar das certificações apresentarem algumas divergências que impedem a equivalência automática ao EUDR, há uma grande sinergia com os requisitos de diferentes protocolos de certificação e verificações, que podem inclusive ser complementares. Um deles, a rastreabilidade é uma ferramenta crucial para promover informações sobre a origem do produto, que aliada à geolocalização e conformidade com os requisitos sociais, geram credibilidade às informações disponibilizadas para a União Europeia de que os produtos não têm origem em área de desmatamento após dezembro de 2022.

Isso porque, mesmo possuindo limitações, as certificações são mecanismos que comprovadamente trazem benefícios sociais e ambientais e são capazes de gerar um impacto positivo para além do seu contorno de atuação. Dessa forma, podem ser consideradas um primeiro passo na direção da adoção dos requisitos dessa nova regulamentação.

Além da EUDR, os produtores rurais e florestais buscam as certificações como forma de comprovar suas práticas, seja para o mercado, para seus clientes e fornecedores e até para atrair e reter talentos. Também têm como objetivo a melhoria contínua da gestão do negócio, o aumento da eficiência e produtividade, cumprimento da legislação ambiental e trabalhista, conservação dos recursos naturais e garantia de direitos e bem-estar dos trabalhadores rurais, tudo feito de forma documentada e auditada.

É importante salientar que as certificações possuem limites, e eles são bastante transparentes. Uma das restrições desses sistemas de verificação é o fato de atuarem por amostragem. Portanto, devem ser considerados como uma ferramenta complementar, que ajuda a obter benefícios importantes, mas que não deve ser usada como um recurso isolado e, acima de tudo, não dispensa a atuação do poder público e outros atores legais e da sociedade.

No Imaflora, vemos a certificação como muito mais do que um atestado de boas práticas. Trata-se de um contínuo processo de aprimoramento, de elevação de padrões e de busca de maior sustentabilidade na produção.

Apesar do adiamento da vigência do EUDR, as ações de adequação para o cumprimento da lei precisam acontecer desde já e podem ser vistas como excelentes diferenciais competitivos para o agro brasileiro. A crise climática já tem causado bilhões de reais em prejuízo para o agronegócio e uma das principais soluções para o Brasil está em coibir com o desmatamento. O regulamento e as certificações oferecem ao país uma oportunidade única para progredir como líder de uma nova economia sustentável e favorável às políticas socioambientais e climáticas.





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Colheita de mandioca tem bom rendimento no Rio Grande do Sul


Clima seco favorece colheita de mandioca





Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, o plantio da mandioca nas regiões de baixas altitudes de Soledade foi finalizado, enquanto nas áreas mais altas, onde o cultivo é menor, o processo está em fase final. A emergência das plantas e a uniformidade nas áreas cultivadas são consideradas adequadas. Os municípios que se destacam na produção da cultura na região incluem Venâncio Aires, Mato Leitão, Santa Cruz do Sul e Rio Pardo.

Na região administrativa de Santa Rosa, onde a área de cultivo atinge 6.114 hectares, a produtividade média esperada é de 17 toneladas por hectare. O tempo seco que predominou recentemente favoreceu o andamento da colheita das lavouras de segundo ano, que têm apresentado bom rendimento e cozimento, agradando os consumidores. As chuvas ocorridas no início de outubro melhoraram a umidade do solo, garantindo condições ideais para o desenvolvimento inicial das lavouras e a brotação nas áreas plantadas.

O plantio na região avançou significativamente, alcançando 91% da área prevista. As lavouras plantadas no ano passado e que ainda não foram colhidas já demonstram boa brotação e sanidade. Além disso, foi realizada a instalação de uma Unidade de Referência (UR) em São Paulo das Missões, com 24 variedades de mandioca. Essas variedades serão monitoradas, e os resultados serão divulgados em um dia de campo previsto para fevereiro ou março do próximo ano.

Em relação ao mercado, o preço da mandioca paga aos produtores está em R$ 120,00 pela caixa de 25 quilos. A mandioca lavada e não descascada, vendida diretamente ao consumidor, é comercializada a R$ 5,43/kg, enquanto a descascada para o mercado varejista sai por R$ 6,00/kg. Na feira ou venda direta ao consumidor, o preço varia entre R$ 7,00 e R$ 9,00/kg.





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Perspectivas para o milho revisadas para baixo


O relatório de Oferta e Demanda dos Produtos Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe as novas perspectivas para a produção de milho no mundo e nos principais países produtores em outubro. A projeção global de produção de milho foi ligeiramente revisada para baixo, passando de 1,218,57 bilhão de toneladas em setembro para 1,217,19 bilhão de toneladas em outubro. Os estoques finais globais também foram ajustados para baixo, de 308,35 milhões de toneladas para 306,52 milhões de toneladas, refletindo as expectativas sobre as condições climáticas e produtivas em várias regiões.

No Brasil, as estimativas permanecem estáveis, com a produção projetada em 127 milhões de toneladas e as exportações em 49 milhões de toneladas. Já os estoques finais foram ajustados para 2,84 milhões de toneladas em setembro, evidenciando que as exportações brasileiras seguem desempenhando um papel crucial no abastecimento global, especialmente em um cenário de ajustes nos estoques dos Estados Unidos e da Argentina.

Nos Estados Unidos, a previsão de produção foi revisada de 385,73 milhões de toneladas em setembro para 386,17 milhões de toneladas em outubro, com a produtividade ajustada para 192,28 sacas por hectare. No entanto, as perspectivas indicam uma redução nos estoques finais, que caíram de 52,26 milhões de toneladas para 50,78 milhões de toneladas. A área plantada e colhida permanece estável, assim como o uso de milho para produção de etanol, que se mantém em 138,44 milhões de toneladas.

Na Argentina, as projeções mantêm a produção de milho em 51 milhões de toneladas para outubro, com as exportações também permanecendo em 36 milhões de toneladas. No entanto, os estoques finais foram ajustados para cima, passando de 1,74 milhão de toneladas em setembro para 2,79 milhões de toneladas em outubro, refletindo uma expectativa de equilíbrio no balanço de oferta e demanda local.

Por fim, na Ucrânia, as perspectivas foram revisadas para baixo, com a produção passando de 27,2 milhões de toneladas em setembro para 26,2 milhões de toneladas em outubro. As exportações também foram ajustadas de 24 milhões para 23 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais caíram de 730 mil toneladas para 630 mil toneladas, sinalizando desafios contínuos devido a questões logísticas e climáticas.
 





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tratamentos preventivos contra sarna-da-maçã são intensificados


Ainda assim, pomares de maçã seguem com bom potencial produtivo





Foto: Agrolink

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, as condições climáticas recentes foram extremamente favoráveis para os pomares de maçã na região administrativa de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Os produtores têm observado brotação e floração uniformes, especialmente na variedade Gala, enquanto a variedade Fuji encontra-se em fase final de floração, embora com algumas variações, o que pode resultar em alternância de produção. No geral, o estado fitossanitário dos pomares é excelente.

A polinização tem sido eficiente, com as abelhas trabalhando intensamente. Produtores da região também estão aplicando o raleio químico, técnica que ajuda a garantir a permanência dos frutos de melhor qualidade nas plantas e a eliminação dos indesejados. Além disso, continuam os tratamentos preventivos contra doenças como a sarna-da-maçã, causada pelo fungo Venturia inaequalis, que se beneficia das condições climáticas típicas da primavera. Em alguns pomares, já foram detectados pontos de infecção, reforçando a necessidade de controle.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

As atividades de replantio em áreas erradicadas também estão em andamento, assim como o controle do cancro-europeu e a adubação de manutenção em áreas que apresentaram deficiência nutricional, especialmente onde a adubação pós-colheita não foi plenamente realizada. Em determinadas áreas, os produtores estão realizando o arqueamento de ramos para melhorar a produção, aproveitando as condições climáticas favoráveis.

Na região de Passo Fundo, os pomares de maçã estão na fase de desenvolvimento vegetativo e frutificação, com o raleio já concluído. A sanidade das plantas e o potencial produtivo estão dentro do esperado, e os tratamentos preventivos contra pragas e doenças seguem em curso.





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preços do arroz sobem enquanto semeadura avança lentamente


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, o plantio de arroz no Rio Grande do Sul segue em ritmo lento devido à alta frequência de chuvas nas regiões Leste e Sul do estado, que prejudicam o manejo do solo e o uso de maquinário agrícola. Nessas áreas, a umidade excessiva tem dificultado o avanço da semeadura, limitando o progresso esperado para a safra. Já nas regiões Oeste, onde os volumes de chuva foram menores e os intervalos mais longos, o plantio tem avançado de forma satisfatória, aproveitando condições climáticas mais estáveis e secas.

O Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) estima que serão cultivados 948.356 hectares de arroz nesta safra, com uma produtividade projetada pela Emater/RS-Ascar de 8.478 kg/ha.

Segundo o informativo, na região administrativa de Bagé, na Fronteira Oeste, o clima tem favorecido o cultivo. O calor e a baixa incidência de chuvas permitiram que o solo atingisse uma temperatura adequada para a semeadura, germinação e emergência das plantas, além de facilitar a aplicação de herbicidas e a realização de preparos mecanizados. Em municípios como Alegrete e Uruguaiana, a semeadura já avançou significativamente, com 11% e 30% da área prevista já plantada, respectivamente. As demais áreas estão em boas condições para serem semeadas até a primeira quinzena de novembro, dentro da janela ideal. Em São Borja, 20% da área foi plantada sem maiores problemas.

Por outro lado, na região da Campanha, as fortes chuvas do início de outubro atrasaram o andamento das semeaduras. Em Dom Pedrito, apenas 3% dos 38 mil hectares projetados foram semeados devido às condições adversas.

Na região de Pelotas, a semeadura também está em fase inicial, com as primeiras áreas sendo plantadas em Jaguarão, Pedro Osório, Rio Grande e São Lourenço do Sul, representando apenas 1% do total previsto. As chuvas no início do período interromperam o plantio, mas os dias ensolarados a partir de 02 de outubro permitiram que as operações fossem retomadas em áreas com drenagem adequada.

Na região de Santa Maria, as condições climáticas melhoraram, acelerando o processo de semeadura, que passou de 2% para 15% da área projetada. Já em Soledade, o progresso foi mais lento devido às chuvas intensas, mas cerca de 7% da área destinada ao arroz pré-germinado já foi plantada, uma prática que não é prejudicada pela alta umidade do solo.

Na comercialização, o valor médio da saca de 60 quilos de arroz teve um aumento de 0,98%, subindo de R$ 115,97 para R$ 117,11, segundo levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.





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Produtores adotam manejo químico para acelerar colheita de aveia no RS


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, a colheita da aveia branca está em fase final de ciclo no Rio Grande do Sul, mas o avanço das operações foi prejudicado pelas frequentes precipitações que dificultam os trabalhos no campo. Apenas 5% das áreas cultivadas foram colhidas até o momento, e cerca de 30% das lavouras estão em processo de maturação. Para otimizar o processo e evitar perdas na qualidade dos grãos, alguns produtores têm adotado o manejo químico, acelerando a maturação e garantindo uma colheita mais uniforme.

A maior parte das lavouras (55%) encontra-se na fase de enchimento de grãos, enquanto 10% ainda estão em floração. A sanidade das áreas plantadas é considerada satisfatória, sem grandes problemas com doenças ou pragas. A Emater/RS-Ascar estima que a área cultivada para a produção de grãos seja de 365.590 hectares, com uma produtividade média esperada de 2.402 kg/ha.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Na região administrativa de Erechim, a maioria das lavouras está na fase de enchimento de grãos e algumas áreas já se aproximam do início da colheita. A expectativa de produtividade na região é de 2.400 kg/ha. As lavouras semeadas no início do período de plantio apresentaram dificuldades no estabelecimento, resultando em menor potencial produtivo.

Em Frederico Westphalen, cerca de 40% das lavouras estão em maturação, 40% em enchimento de grãos, e 20% já foram colhidos, com uma produtividade estimada de 2.400 kg/ha.

Na região de Ijuí, 10% das lavouras já foram colhidas, e a produtividade registrada está em 2.750 kg/ha, acima da média esperada. A cultura está em fase final de ciclo, mantendo bom potencial produtivo.

Em Passo Fundo, 80% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos e 20% em floração, com uma produtividade projetada de 2.400 kg/ha. O estado fitossanitário das lavouras é considerado adequado.

Em Santa Maria, a fase predominante é o enchimento de grãos, com 30% das lavouras já em maturação, e em Santa Rosa, as primeiras lavouras foram colhidas para evitar perdas de qualidade causadas pelo excesso de umidade, e os grãos estão sendo armazenados em galpões para secagem.

Na região de Soledade, os tratamentos fúngicos seguem para controle de ferrugens e manchas foliares, com 55% das lavouras em enchimento de grãos e 10% em maturação.

Os preços da aveia variam de acordo com a região. Em Ijuí, a saca de 60 quilos é comercializada por R$ 74,00, em Passo Fundo por R$ 78,00, e em Frederico Westphalen, o preço por quilo é de R$ 1,15.





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Calor extremo ameaça citros e eleva preços


Precipitações são importantes para aliviar o estresse hídrico





Foto: Seane Lennon

Citricultores de São Paulo acompanham com expectativa a previsão de chuvas nas principais regiões produtoras. Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), essas precipitações são importantes para aliviar o estresse hídrico que afeta especialmente os pomares de sequeiro. O mês de outubro começou com temperaturas elevadas, intensificando as preocupações dos produtores, que veem no calor excessivo uma ameaça à safra atual (2023/24) e à produção da próxima temporada (2024/25).

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o calor pode comprometer a qualidade das laranjas ainda nas árvores, além de prejudicar o desenvolvimento da safra futura. A oferta restrita do produto já vem impactando o mercado, e os preços refletem essa condição. Levantamentos do Cepea indicam que, entre segunda e quinta-feira desta semana, a média do preço da laranja pera na árvore alcançou R$ 125,02 por caixa de 40,8 kg, um aumento de 2,23% em relação à semana anterior.

Com a possibilidade de chuvas, há esperança de mitigar os efeitos do calor e melhorar as condições nos pomares. Contudo, a oferta limitada continua pressionando os preços, enquanto os citricultores aguardam um alívio no cenário climático para garantir uma melhor produtividade na próxima safra.





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Tecnologia verde no campo: Como utilizar?


A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação




A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação
A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação – Foto: Pixabay

Segundo Fernando Silva, Coordenador Comercial da AGCO Power, o agronegócio no Brasil se destaca como um dos setores que mais investem em sustentabilidade, adotando práticas como o uso de biocombustíveis, sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e tecnologias de baixo carbono. De acordo com o MAPA, entre 2010 e 2020, o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) reduziu 170 milhões de toneladas de CO2, e o ABC+ visa reduzir 1,1 bilhão de toneladas até 2030. Até o momento, mais de 54 milhões de hectares já utilizam práticas sustentáveis, superando as metas iniciais.

A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação, ele explica. A Fendt, do Grupo AGCO, investe em equipamentos que aliam alta produtividade e menor impacto ambiental, como o trator Fendt 700 Vario Gen7 com motor AGCO Power CORE75. Esse motor, premiado como “Motor do Ano” no Diesel Progress Summit Awards 2023, opera com o Diesel Verde (HVO), reduzindo as emissões de CO2 em até 75%. Além disso, está preparado para combustíveis futuros, como hidrogênio, etanol, metanol e biogás, adaptando-se às novas demandas de sustentabilidade no campo.

O CORE75 oferece alta eficiência em baixas rotações, alcançando torque máximo a 1300 RPM, o que gera economia de combustível. Seu sistema avançado de pós-tratamento de emissões atende aos rigorosos padrões globais, como o PROCONVE MAR-1 no Brasil, reduzindo em até 90% as emissões de poluentes. Com construção robusta, menos peças e a possibilidade de remanufatura, o motor se destaca pela confiabilidade, manutenção simplificada e menor impacto ambiental. Segundo ele, a Fendt demonstra que é possível equilibrar produtividade e responsabilidade ambiental, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e preparando o agronegócio para um futuro mais verde e eficiente.





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Demanda aquecida eleva preços da carne de frango


Cenário promete seguir dinâmico





Foto: Pixabay

O mercado de carne de frango inicia outubro com comportamentos distintos em diferentes regiões do país. Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o tradicional aumento na demanda, impulsionado pelo recebimento de salários, tem elevado os preços da carne de frango em várias praças. Contudo, em algumas regiões, o descompasso entre oferta e demanda levou a uma leve queda nas cotações do frango vivo.

Os pesquisadores do Cepea destacam que, apesar dessa variação regional, o aquecimento das vendas de cortes de frango e a manutenção de estoques em baixos níveis contribuíram para ajustes positivos nos preços de todos os produtos analisados pelo Centro de Pesquisas. A elevação dos valores reflete a demanda mais intensa, principalmente em um momento de reabastecimento de mercados e consumidores que têm priorizado a carne de frango devido ao seu custo-benefício em comparação a outras proteínas.

Enquanto isso, os produtores lidam com desafios relacionados à oferta, buscando equilibrar a produção para atender a demanda crescente sem gerar sobrecargas nos custos de criação. O cenário promete seguir dinâmico, com os preços podendo sofrer novas oscilações conforme a oferta se ajusta ao longo do mês.

 





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ICAP sobe 6,94% no Sudeste em setembro


Em setembro de 2024, o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) apontou R$ 13,53 no Centro-Oeste e R$ 11,86 no Sudeste. No comparativo com agosto de 2024, o ICAP no Centro-Oeste registrou queda de 1,24%, enquanto no Sudeste houve um aumento de 6,94%, rompendo a sequência de quedas observadas desde março. 

Esse aumento no Sudeste reflete o término dos benefícios da safra e da renovação dos estoques, agora pressionados pela demanda crescente e condições climáticas adversas, como queimadas e migração dos animais para o cocho. A busca por proteína animal no mercado interno e externo também contribuiu para elevar os custos.

No Centro-Oeste, a redução do ICAP foi impulsionada pela queda nos preços de insumos energéticos (-7,21%), proteicos (-7,04%) e volumosos (-7,67%) entre junho e agosto. Insumos como silagem de milho grão úmido (-16,21%), caroço de algodão (-13,22%) e milho grão seco (-4,47%) lideraram essa redução. O custo da tonelada de matéria seca da dieta de terminação atingiu R$ 1.016,93, uma queda de 4,43%.

Já no Sudeste, o aumento foi influenciado pela alta dos insumos volumosos (+23,92%) e energéticos (+3,62%). A silagem de cana (+33,05%) e o bagaço de cana (+16,41%) foram os maiores responsáveis, enquanto a polpa cítrica (+9,79%) também impactou o custo. A tonelada de matéria seca chegou a R$ 1.053,64, um aumento de 2,98%.

Comparando com setembro de 2023, os custos de engorda caíram: -4,43% no Sudeste e -2,94% no Centro-Oeste. A redução no custo da dieta tem sido um alívio para pecuaristas, mas é essencial monitorar indicadores, pois a especulação pode elevar os custos no médio prazo.
 





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