quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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Federarroz solicita utilização da taxa da orizicultura para acessar novos mercados consumidores



Entidade envia ofício ao governador Eduardo Leite pedindo uso emergencial da CDO


Foto: Paulo Rossi/Divulgação

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) encaminhou um ofício ao governador Eduardo Leite solicitando que os recursos arrecadados pela Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO) sejam utilizados para viabilizar o escoamento da produção de arroz a mercados consumidores. A proposta é que os valores pagos pelos próprios produtores sejam empregados como instrumento emergencial para apoiar a comercialização em meio à grave crise de liquidez enfrentada pelo setor.

A CDO é uma taxa obrigatória recolhida dos produtores de arroz no Rio Grande do Sul, destinada ao financiamento de atividades de pesquisa e desenvolvimento conduzidas pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O valor é calculado com base em um percentual sobre o valor da Unidade Padrão Fiscal do Estado (UPF-RS) por saca de 50 quilos de arroz em casca.

O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, reforça que o setor enfrenta um cenário crítico, com preços muito abaixo dos custos de produção e severa restrição de liquidez no mercado. “Estamos buscando alternativas para minimizar o impacto dessa conjuntura e apoiar os orizicultores. A taxa CDO é oriunda do próprio setor e, portanto, deve ser revertida em benefício direto ao produtor”, defende.

No documento enviado ao governo estadual, a Federarroz destaca que boa parte dos valores arrecadados pela CDO acaba não sendo utilizada em sua totalidade, seja por falta de projetos ou por limitações operacionais. A entidade entende que, diante do atual colapso de mercado, o uso dos recursos deve ser redirecionado de forma excepcional para apoiar mecanismos de comercialização e escoamento da produção visando atingir novos mercados. “Solicitamos a adoção dos meios legais cabíveis para que o recurso, que já pertence ao setor, seja empregado em ações concretas de escoamento da produção para os mercados consumidores. Essa medida é urgente diante do cenário de preços aviltados e da absoluta ausência de liquidez comercial, que coloca todos os produtores do Estado em situação de prejuízo e ameaça a continuidade da atividade”, pontua Velho.

A Federarroz alerta que, sem a adoção de medidas imediatas, o setor corre o risco de registrar o abandono da atividade por parte de inúmeros produtores, o que agravaria ainda mais a situação econômica e social do Rio Grande do Sul.





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Commodities se recuperam em Chicago



No caso do trigo, o contrato para julho subiu 6,25 centavos



No caso do trigo, o contrato para julho subiu 6,25 centavos
No caso do trigo, o contrato para julho subiu 6,25 centavos – Foto: Canva

Após cinco pregões consecutivos de queda, os contratos futuros de trigo, soja e milho na Bolsa de Chicago (CBOT) começaram o dia 27 de junho em alta, impulsionados por compras de oportunidade dos Fundos e pela valorização do euro frente ao dólar. Segundo dados da TF Agroeconômica, a desvalorização da moeda americana também favorece a competitividade das exportações dos EUA, sobretudo no trigo, em comparação aos embarques europeus.

No caso do trigo, o contrato para julho subiu 6,25 centavos, alcançando US$ 527,25 por bushel. A recuperação é limitada pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela expectativa de boas safras na União Europeia e no Mar Negro. No Brasil, os preços do trigo seguiram em queda: no Paraná, o indicador Cepea recuou 0,16% no dia (R$ 1.483,63), e no Rio Grande do Sul caiu 0,11% (R$ 1.338,53).

A soja também ensaia recuperação, com o contrato de julho valorizando 4,25 centavos, cotado a US$ 1.027,00/bushel. A força do real frente ao dólar reduz a competitividade das exportações brasileiras e inibe as vendas internas. A possível elevação das tarifas argentinas sobre o complexo soja a partir de julho pode impulsionar ainda mais os preços. No Paraná, a cotação subiu 1,13% (R$ 129,79).

Já o milho subiu 5,50 centavos e chegou a US$ 415,00 por bushel. A valorização cambial afeta os preços internos, com o indicador Cepea recuando 0,68% no dia (R$ 67,58). Mesmo com a colheita da safrinha em andamento e boas condições climáticas nos EUA, a ausência de acordos comerciais com compradores internacionais contribui para a instabilidade.

 





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Nova gestão do COPASEM assume com foco no fortalecimento da sanidade de sementes no Brasil


A nova gestão do Comitê de Patologia de Sementes (COPASEM), vinculado à Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES), inicia seus trabalhos com uma missão clara: fortalecer a sanidade das sementes produzidas no Brasil. Diante de desafios técnicos, estruturais e regulatórios, o comitê aposta na capacitação profissional, na padronização de metodologias e na integração dos diferentes elos do setor.

À frente do comitê estão a coordenadora Norimar D´Ávila Denardin, sócia-diretora e pesquisadora do Centro de Biotecnologia na Agricultura (Cebtecagro), e a vice-coordenadora Carla Corrêa, CEO da CLC AgroCapacitação. Com foco em inovação e articulação técnica, elas conduzirão ações estratégicas que visam à produção de sementes mais sadias e seguras, essenciais para conceder caráter de sustentabilidade à agricultura nacional.

“Precisamos garantir qualidade desde o laboratório até o campo”, afirma Norimar Denardin. Segundo ela, uma das prioridades da nova gestão é criar uma rede de padronização e validação de análises fitopatológicas, envolvendo universidades e instituições de pesquisa públicas e privadas.

Entre os principais gargalos do setor estão a escassez de profissionais especializados, a limitação de recursos em infraestrutura e a falta de metodologias diagnósticas padronizadas. Norimar ressalta ainda que há um grande déficit de laboratórios bem equipados e de pessoal capacitado para operar tecnologias modernas e interpretar resultados complexos, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros.

Ela destaca que técnicas avançadas – como as baseadas em biologia molecular, a exemplo da PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), eletroforese, sequenciamento de DNA, hibridização, técnicas isotérmicas, como o Lamp (Loop-mediated isothermal amplification) e ELISA – demandam investimentos significativos em equipamentos, reagentes e infraestrutura, o que dificulta sua adoção em larga escala nacional.

Além disso, há escassez de técnicos aptos a operar essas tecnologias e interpretar os resultados com precisão. Esse déficit limita a realização de análises complexas e compromete a resposta à diversidade de patógenos, presente no País. “A diversidade de patógenos exige metodologias sensíveis, rápidas e precisas. No entanto, sua implementação tem enfrentado barreiras técnicas e financeiras, além de capacitação contínua das equipes ativas”, enfatiza.

A vice-coordenadora Carla Corrêa também ressalta a importância de superar resistências à adoção de novas metodologias: “Vamos atuar em parceria com agências de fomento e instituições públicas e privadas para garantir acesso à tecnologia, formação profissional e difusão do conhecimento”, afirma.

No campo prático, o COPASEM pretende apoiar estratégias integradas de controle de patógenos, promovendo o uso adequado de tratamentos químicos, biológicos e físicos, além de incentivar o desenvolvimento de agentes de biocontrole mais eficazes e seguros. Segundo as coordenadoras, essas soluções exigem maior investimento em pesquisa e capacitação técnica por parte dos usuários finais.

Atualmente, o Brasil conta com laboratórios oficiais, como os do LANAGRO, do Ministério da Agricultura e Pecuária, e do Instituto Biológico de São Paulo, além de aproximadamente 190 laboratórios credenciados pelo MAPA até setembro de 2023. “No entanto, nem todos estão ativos ou habilitados para o diagnóstico fitossanitário. Há também laboratórios vinculados a universidades e instituições de pesquisa públicas e privadas, mas o número total ainda é impreciso”, observa Carla.

“A situação evidencia a urgência de incentivos para manutenção e expansão desses serviços essenciais”, reforça Norimar Denardin.

O comitê pretende intensificar o diálogo com órgãos reguladores e entidades representativas, como a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM) e as associações estaduais. A estratégia contempla ainda a ampliação da oferta de cursos, workshops e simpósios, além de incentivar a publicação de artigos científicos em periódicos como o Journal of Seed Science e o Informativo ABRATES. “Nosso objetivo é atualizar e disseminar o conhecimento técnico-científico em patologia de sementes, além de conectar o Brasil a experiências internacionais que possam nos fortalecer”, afirma Carla.

A grande meta da nova gestão é consolidar o COPASEM como referência nacional e internacional em sanidade de sementes.

“Superar esses desafios exige um esforço colaborativo entre instituições de pesquisa, órgãos governamentais, setor produtivo e os laboratórios, com investimentos em pesquisa, infraestrutura, capacitação e políticas públicas voltadas à área. O impacto será direto na produtividade agrícola, na segurança alimentar e na competitividade do Brasil no mercado global”, conclui Norimar Denardin.





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Mato Grosso do Sul recebe Programa para Incremento da Produtividade de Milho


O Brasil é o terceiro maior produtor de milho do mundo, e o Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição entre os estados brasileiros na produção do grão, respondendo por 10% do total nacional, segundo o USDA (sigla em inglês do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Para auxiliar os produtores sul-mato-grossenses na produtividade e rentabilidade das lavouras, a Corteva Agriscience, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (FAMASUL) e a Associação dos Produtores de soja do Mato Grosso Sul (Aprosoja/MS), lança o “Programa para Incremento da Produtividade de milho no Mato Grosso do Sul”.

A iniciativa surge como uma resposta concreta à estagnação da produtividade do milho no Estado nos últimos anos. O Programa selecionará agricultores para transformarem suas propriedades em áreas modelo. A seleção será feita pela FAMASUL e pela Aprosoja/MS, priorizando produtores de médio e grande porte com perfil inovador. Na ação, a Corteva será responsável pela transferência tecnológica por meio de áreas demonstrativas e conhecimento agronômico.

“O Mato Grosso do Sul é um dos principais polos de produção de grãos no Brasil, mas, na safrinha de milho 2023/24, registrou um dos menores índices de produtividade da última década, reflexo, principalmente, do estresse hídrico que afetou mais de 90% dos municípios sul-mato-grossenses”, explica Anelcindo Souza, Diretor de Marketing de Sementes da Corteva Agriscience para Brasil e Paraguai. “A Corteva é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias em sementes e defensivos químicos e biológicos para auxiliar os agricultores nos desafios diários da lavoura, auxiliando na produtividade e rentabilidade. Com tecnologias de ponta e práticas de manejo avançadas, apoiamos o produtor rural na superação de desafios. Especificamente no Estado, a Corteva conta com uma estação satélite de pesquisa, em Fátima do Sul, que testa inovações em sementes para as características de clima, solo, praga e doenças da região. Essas ferramentas irão integrar o Projeto”.

O desenvolvimento do Programa para Incremento da Produtividade de Milho no Mato Grosso do Sul surgiu após autoridades locais sinalizarem que os produtores do Estado precisavam de apoio e conhecimento sobre novas tecnologias para ampliar a produtividade do milho. “Com isso, a Corteva, em pouco tempo, mobilizou os recursos necessários e atores estratégicos para ajudar produtores da região a alcançarem resultados superiores no curto e médio prazos, pontua Augusto Moraes, Diretor de Relações Institucionais da Corteva Agriscience para a América Latina. “Agora, todo o pacote de tecnologias adaptadas ao clima da região e técnicas de manejo que potencializam o resultado em campo estarão expostas em áreas testes espalhadas pelo Estado. Da mesma forma, nossas equipes de agronomia e pesquisa acompanharão de perto esse processo de transferência tecnológica. Assim, a companhia, ao lado de autoridades e entidades do setor, segue cumprindo seu papel de elevar inovação, integração de tecnologias e produtividade ao campo”, completa.

Aposta em tecnologias elevou a produtividade em 27% acima da média estadual na safrinha 2024

Um dos exemplos de como as inovações da companhia tem auxiliado na produtividade é a Fazenda Boa Vista, dos irmãos Ângelo e Mário Pignataro, em Ponta Porã (MS). Eles utilizam o portfólio integrado da empresa e práticas de manejo avançadas. “Na safrinha 2023, conquistamos uma média na safrinha de milho de 125 sacas por hectares (scs/ha), enquanto a média estadual foi de 100 scs/ha. Já no ciclo posterior, safrinha 2024, com a estiagem, atingimos uma média de 85 scs/ha, 77% acima da média registrada nos municípios de Ponta Porã e Antônio João e 27% acima da média do estado. Já a previsão para a safrinha que está sendo colhida é uma média de 135 scs/ha na propriedade. A média estadual está estimada em 80 scs/ha”, comenta Ângelo.

Mário Pignataro destaca que a produtividade média da propriedade é 27% superior à média estadual, reflexo do uso de sementes adaptadas à região, soluções químicas e biológicas, incluindo o tratamento das sementes, além de manejo eficiente, mesmo em condições climáticas adversas. “Em 2024, que foi marcado pela seca, apostamos pela primeira vez no manejo com o fixador foliar de nitrogênio Utrisha™ N, da Corteva, em 50% da área. A aplicação resultou em ganhos de 10 a 15 sacas por hectare. Percebemos que o produto biológico ajudou a planta a resistir ao pior momento do estresse, resultando em um aumento da produtividade além do esperado. Para esta temporada, que já começou a ser colhida, 100% dos 5 mil hectares da propriedade estão sendo tratados com biológicos, sempre em combinação com químicos”, aponta.

Inovações pesquisadas e desenvolvidas para o Mato Grosso do Sul

Por dia, a Corteva investe globalmente US$ 4 milhões em Pesquisa & Desenvolvimento, com 10 unidades de pesquisa no Brasil. No Mato Grosso do Sul, mantém uma unidade satélite em Fátima do Sul, dedicada a testes com produtos voltados às necessidades locais. “Nos últimos anos, o local contribuiu diretamente para o desenvolvimento de híbridos de milho como o P3310VYHR e o P3322PWU, da Pioneer, marca de sementes da Corteva, que foram cultivados na Fazenda Boa Vista durante a Safrinha 2025. Além dos produtos comerciais, a estação contribui para a base genética dos futuros lançamentos. Sua rede de ensaios contempla testes de campo voltados ao desenvolvimento de parentais gênicos, uma etapa essencial para garantir híbridos ainda mais adaptados ao ambiente regional”, observa Anelcindo Souza.

Os híbridos que passam pelo crivo da estação de Fátima do Sul apresentam características agronômicas que refletem diretamente as demandas dos agricultores do Estado, como alto teto produtivo, o que garante rentabilidade e segurança para investimentos; estabilidade produtiva, mesmo frente às variações ambientais da região; super precocidade, ideal para uma área com inverno rigoroso e risco de geadas; e qualidade de grãos, sanidade foliar e robustez de raiz, assegurando maior performance em campo.





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Tensão no Oriente Médio e clima nos EUA pressionam soja em Chicago



Farelo de soja registrou seu menor valor desde 2016




Foto: Pexels

Os preços da soja na Bolsa de Chicago encerraram a semana em queda, influenciados pela trégua no conflito entre Israel e Irã e pelas boas condições climáticas nos Estados Unidos. A cotação do bushel caiu para US$ 10,22 no dia 26 de junho, após alcançar US$ 10,74 durante os primeiros dias da guerra no Oriente Médio.

Segundo informações divulgadas pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o recuo também foi provocado pelo bom desenvolvimento da safra norte-americana, com 66% das lavouras em condição boa a excelente. O farelo de soja registrou seu menor valor desde 2016, cotado a US$ 270,90 por tonelada curta.

Apesar do bom desempenho nas exportações — com os EUA já tendo embarcado 49,1 milhões de toneladas no ciclo 2024/25 —, a ausência da China nas compras tem gerado apreensão. O gigante asiático vem priorizando soja do Brasil e da Argentina, países mais competitivos devido às tarifas impostas sobre o grão norte-americano.

A expectativa é que o Brasil exporte 15 milhões de toneladas em junho, mantendo sua posição como principal fornecedor global. A competitividade brasileira pode seguir forte, sobretudo enquanto as tarifas contra os EUA estiverem em vigor no mercado chinês.





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Milho recua em Chicago diante de expectativa por safra recorde nos EUA



Mercado também aguarda com atenção o relatório de plantio definitivo




Foto: Canva

A cotação do milho na Bolsa de Chicago caiu para US$ 4,09/bushel no dia 26 de junho, o menor valor desde outubro de 2024. A desvalorização reflete a expectativa de uma safra recorde nos Estados Unidos e o bom andamento das lavouras, com 70% delas em condições boas a excelentes.

De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o mercado também aguarda com atenção o relatório de plantio definitivo, previsto para o final de junho. Até o momento, 97% das áreas já estão germinadas.

Mesmo com exportações de 903.800 toneladas na última semana, lideradas pelo Japão, os embarques não foram suficientes para sustentar os preços internacionais. No Brasil, os valores seguem pressionados. A colheita da safrinha avança de forma desigual — com destaque para o Mato Grosso, onde chegou a 14,1% —, e a previsão da Agroconsult aponta para produção total de até 150 milhões de toneladas no país.

O cenário indica que o excesso de oferta, aliado às dificuldades logísticas e à estagnação das exportações brasileiras, deve manter os preços internacionais e internos em patamares baixos nos próximos meses.





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HM.CLAUSE lança o tomate Stony e mais três cultivares na Hortitec 2025, com foco em sanidade e alta produtividade


Especialista global em sementes vegetais, a HM.CLAUSE participará da Hortitec 2025 e, no estande 02 do pavilhão marrom, apresentará um portfólio de alto rendimento cuja estrela é o tomate Stony. Resultado do melhoramento genético conduzido pela empresa, o novo híbrido tipo Saladete Determinado exibe firmeza, calibre e produtividade, mantendo esses parâmetros da primeira à última penca. A resistência intermediária a Geminivírus e Vira-Cabeça somada à alta resistência a Murcha de Fusário conferem segurança fitossanitária indispensável às zonas tropicais, enquanto o shelf life superior a 18 dias reduz perdas logísticas.

Para o gerente geral HM.CLAUSE Brasil, Samuel Rodrigues, as novas sementes traduzem a promessa da marca “Cultivating Collaboration”. “O Stony chega para aumentar a proporção de frutos de primeira classificação, reforçar a firmeza na viagem e, consequentemente, ampliar a margem do produtor. É o resultado de ensaios conduzidos no Vale do São Francisco e na Bahia, lado a lado com quem está no campo, avaliando cada ajuste de manejo”, afirma o gerente geral.

A empresa ainda terá outros três lançamentos na Hortitec 2025: o tomate Luigi, o brócolis Phar Lap e o pimentão Parcero. Começando pelo tomate Luigi, variedade tipo Indeterminado Redondo, que apresenta planta compacta, com altos índices de uniformidade e pacote de resistências que inclui a Geminivírus e a Murcha de Fusário. Já o brócolis Phar Lap, selecionado para plantios de inverno pleno com temperaturas entre 15 e 25 °C, forma cabeças compactas, grânulos finos e sanidade que persiste na câmara fria. Completa o leque de lançamentos o pimentão Parcero, híbrido Lamuyo vermelho direcionado a cultivo protegido, cujo frutos demonstram boa resistência a Vira-Cabeça e a Nematóide.

De acordo com o gerente de vendas da HM.CLAUSE para a Região Norte, Gilney Moura, a robustez das sementes do Stony, do Luigi e Parcero é decisiva nas culturas submetidas a altas temperaturas, solos de fertilidade variável e longos trajetos até os centros de comercialização. “Nosso desafio é entregar híbridos que sustentem calibre e qualidade até o ponto de venda. O Stony, por exemplo, manteve frutos de tamanhos acima da média, o que representa segurança para quem precisa otimizar custos e ainda assim levar produto firme ao mercado”, observa.

Essa percepção é reforçada por Marcos Sá, distribuidor das sementes HM.CLAUSE no sul do Ceará e influenciador no Instagram pelo perfil @tomateiro__. “A empresa só coloca híbrido na prateleira depois de acumular dados de algumas safras de testes; isso dá tranquilidade para recomendar. Os novos produtos da HM.CLAUSE performam bem mesmo quando o produtor enfrenta desafio no manejo agrícola”, comenta Sá. Ele acrescenta que a assistência pós-venda oferecida pela equipe agronômica da HM.CLAUSE, com visitas frequentes e orientação fase a fase do ciclo, multiplica o potencial dos materiais e fortalece a confiança do mercado.

Durante a Hortitec, os visitantes poderão manusear frutos recém-colhidos e conhecer as experiências de produtores parceiros. Consultores técnicos estarão à disposição para detalhar protocolos de plantio, janelas ideais por região e tabelas completas de resistência, consolidando a abordagem técnica que caracteriza a participação da HM.CLAUSE no principal evento da cadeia de hortaliças do País, marcado para 25 a 27 de junho em Holambra (SP), onde são esperados 32 mil visitantes e um volume de negócios próximo de R$ 600 milhões.

 





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Mercado do trigo sente concorrência da Rússia e colheita nos Estados Unidos



O produto russo é o mais competitivo do mercado




Foto: Divulgação

O trigo fechou a quinta-feira (26) cotado a US$ 5,21 por bushel em Chicago, acumulando forte recuo em relação à semana anterior, quando estava em US$ 5,74. O mercado sente os efeitos do avanço da colheita nos Estados Unidos e da forte presença russa nas exportações.

Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a colheita do trigo de inverno nos EUA atingiu 19% até 22 de junho, enquanto 93% do trigo de primavera já estava germinado. Apesar disso, as condições das lavouras não são as ideais, com 19% avaliadas como ruins ou muito ruins.

Enquanto os EUA projetam exportar 22,4 milhões de toneladas em 2025/26, a Rússia estima um volume de 45 milhões de toneladas, mantendo-se como principal fornecedora global do cereal. O produto russo é o mais competitivo do mercado, com preços médios de US$ 225/tonelada, frente a US$ 252 nos EUA e US$ 236 na Argentina e França.

Na América do Sul, os preços continuam pressionados, e o mercado segue travado no Uruguai e Paraguai. Na Argentina, as cotações seguem baixas, refletindo a demanda fraca. O cenário global sugere manutenção da tendência de baixa no curto prazo, com os estoques globais em alta e a demanda internacional ainda enfraquecida.





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Brasil lança Congresso da Aviação Agrícola em Cuiabá



Congresso acontecerá em agosto no Aeroporto Executivo de Santo Antônio de Leverger




Foto: Arquivo

No próximo dia 15 de julho, Cuiabá será palco do lançamento oficial do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, um dos maiores eventos do setor em todo o mundo. O congresso acontecerá em agosto no Aeroporto Executivo de Santo Antônio de Leverger, localizado a 30 quilômetros da capital mato-grossense.

Segundo os organizadores, o evento reflete a força do Brasil na aviação agrícola. O país possui a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do mundo, com mais de 2,7 mil aviões em operação, além de 7,8 mil drones agrícolas registrados junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A expectativa é reunir os principais nomes da cadeia produtiva, com a presença de fabricantes internacionais de aeronaves, como companhias norte-americanas e a brasileira Embraer, além de empresas fornecedoras de tecnologias de aplicação, instrumentos de precisão e equipamentos de combate a incêndios.

Em 2024, os aviões agrícolas brasileiros lançaram mais de 40 milhões de litros de água no combate a incêndios florestais em diversas regiões do país, o que reforça a importância estratégica do setor não apenas para a produção agrícola, mas também para a preservação ambiental.

Além da mostra tecnológica, o evento também incluirá o Congresso Científico da Aviação Agrícola, reunindo pesquisadores, técnicos e profissionais de todo o Brasil e do exterior. Representantes da Anac, do Ministério da Agricultura e de outros órgãos governamentais também devem participar das discussões técnicas e regulatórias.





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Algodão recua 5,7% em junho e atinge menor valor desde março



Cenário internacional também tem pesado sobre o mercado nacional




Foto: Canva

Os preços do algodão em pluma seguem em trajetória de queda no mercado brasileiro, influenciados pelo início da colheita da safra 2024/25 e pela movimentação estratégica de vendedores e compradores. O mercado opera atualmente nos mesmos patamares nominais registrados em março, o que indica uma pressão de baixa consistente nas cotações internas da fibra.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os produtores estão mais dispostos a negociar os volumes remanescentes da temporada 2023/24, em um momento em que a nova safra começa a ganhar ritmo nos campos. Essa postura mais flexível tem levado os compradores a ofertarem valores menores nas negociações, impulsionando a retração nos preços domésticos.

Além disso, o cenário internacional também tem pesado sobre o mercado nacional. A desvalorização externa da pluma contribui para que os preços internos recuem ainda mais. De acordo com o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, o valor da pluma fechou em R$ 4,1655/lp na segunda-feira (23), o menor nível registrado desde 21 de março, quando a cotação estava em R$ 4,1652/lp.

Na parcial de junho, até o dia 23, o Indicador acumula uma queda de 5,7%. Essa retração reflete não apenas o comportamento do mercado internacional, mas também a expectativa de uma colheita recorde no Brasil, que aumenta a oferta e pressiona os preços para baixo.

No campo, os trabalhos de colheita da nova temporada já começaram. Conforme informações divulgadas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), até 21 de junho, cerca de 4% da área cultivada com algodão no país havia sido colhida. Os estados do Centro-Oeste, principais produtores da fibra, lideram o avanço das máquinas nas lavouras.

 





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